The Immortal

26 Apenas mais uma conversa


Notas iniciais
Oioi. Como prometido.
Não está muito bom, porque eu não estou com paciência pra escrever hoje. Adivinhem o porquê? Não vou ao show do Big Time Rush!!!!!!!!!!!!!!!! Eu estou igual aquelas patricinhas fúteis que choram quando não tem o que querem... Ah, vou morrer! hahahahahaha' vou conhecer o Nico...
Enfim, vocês não querem saber disso, neh? Então, podem ler o capitulo. Não me matem, flw? Não esta tão legal quanto imaginei...
*Enjoy*

– Olá, Nico. – Eu falei lentamente.

É, eu não sabia o que dizer. Eu devia ir embora, quer dizer... Era isso que era o melhor. Afinal, sobre o que conversaríamos?

Mas ele não abriu a boca, nem me encarou.

– Obrigada por salvar May. – Eu disse.

– Não foi nada. – Ele passou a mão no cabelo que estava um pouco maior do que da ultima vez que nos vimos. Mas, pudera, fazia quase um ano que isso não acontecia...

– Acha mesmo que seu pai não vai tentar nada?

Ele sorriu tristemente.

– Não faço a mínima ideia. Mas, acho que ele não vai querer matar seu único filho sendo que tem uma filha de Zeus agora... Fora o Percy, também.

– E o que você vai fazer?

– Se o resto dos deuses não me incomodar mesmo como previu Zeus e eu não precisar, definitivamente, ir para o Mundo Inferior por causa do Cetro, acho que devo ficar por aqui. Ou, talvez, ir ao Acampamento Júpiter. Não sei.

Eu assenti e sorri de lado enquanto o observava.

– É sinistro saber que você sobreviveu ao uso de Cetro.

– É sinistro ver você dizendo “sinistro”. Desde quando você fala esse tipo de coisa?

– Desde que conheci Matt... Ele adora essa palavra. — Eu sorri com a piada interna que Matt criara para nós.

– É, eu não fui muito com a cara dele.

Não sei se foi impressão minha, mas pareceu que Nico falou mais pra si mesmo e eu duvido que ele gostou de ter falado.

– Conhece Matt? – Indaguei.

Ele pareceu desconcertado: coçou a nuca, virou o rosto e respirou fundo. Mas ele ainda não conseguia mentir pra mim.

– Foi o bilhete, não é? – Eu arrisquei com uma ideia correndo na mente. – Ele foi atrás de você...?

Nico assentiu.

– Eu não cheguei a ler o bilhete. Matt o tomou de mim. – Falei.

Nico balançou a cabeça como se não quisesse saber.

– E quem é ele afinal de contas?

– Ele é um filho de Apolo que lutou com os deuses na Segunda Guerra Mundial... Meu pai lhe deu a imortalidade desde que virasse um soldado. E hoje... Ele é meio que meu guarda costas até eu assumir meu lugar no Olimpo, ou morrer. Tanto faz.

– Ah. – Foi a única coisa que ele disse.

Não vou falar que ficamos conversando sobre futuro e musica, na verdade um silencio desconfortável se instalou entre nós e apenas ficamos nos encarando.

– Eu preciso ir. – Ele quebrou o estável silencio.

Sorri com a frieza dele.

– Você precisa ir aonde? – Claro, eu não perguntei isso porque queria saber, mas foi por causa do termo “preciso” que aquilo me cativou. Ele precisava ir em algum lugar, é?

– Você quer ficar aqui me olhando sem fazer nada? – Nico indagou friamente.

– Eu não queria ficar só olhando. – Admiti.

Ele semicerrou os olhos.

– Você mudou. – Ele fez uma observação. Tive a certeza de que ela se formou devido a minha opinião aberta... Todos se espantavam com isso. Por quê? – Mas nossa situação ainda não.

– Então, ainda existe essa situação?

Podem me chamar do que quiser, mas sim eu estava doida para agarrá-lo e ter ele de novo na minha vida. E, sim, eu fiz aquela pergunta.

– Ela não pode existir você sabe disso. – Ele respondeu, novamente, frio.

– Sim, eu sei. – Eu coloquei meu casaco que até então estava pendurado em meu braço. Tinha de repente ficado muito frio ali.

Nico não teve reação nenhuma; podem dizer que é porque ele estava triste, mas do jeito como ele falava eu começava a duvidar. Parecia que a coisa que ele mais queria era superar... Eu devia fazer isto também, não é? Qual era o meu problema, então? Eu me faço essa pergunta todos os dias, mas parece que a resposta foge de mim. Por que eu não posso fazer como ele e tentar seguir em frente?

– Sinceramente não sei o que me segura nisso. – Eu falei olhando para a enorme parede de vidro que mostrava o céu do lado de fora que, pra falar a verdade, estava do mesmo jeito que a parte boa de dentro do meu cérebro: lutando contra a parte ruim e descontrolada. – Afrodite fez um ótimo trabalho.

– Sim. – Nico concordou. – Mas não podemos nos dar ao luxo de ficar pensando nisso. Passei o ultimo ano preso assim como você e... – Ele parou de falar e se virou para outro lado.

– Acho que isso só termina quando um de nós der o próximo passo, não é?

Ele se virou novamente para mim. De repente toda aquela frieza tinha ido embora e ele era o velho Nico novamente.

– Meu próximo passo nessa frase seria morrer e o seu virar uma deusa. Eu acho mais fácil eu morrer do que você virar deusa de bom grado, então...

Fui esmagada. Todas as minhas células me empurraram em direção ao chão quando ele disse aquilo. Eu o veria morrer... E depois passaria a eternidade inteira com isso na mente. E naquele momento eu achava isso pior do que a lembrança de ter matado Logan. Naquele momento eu realmente entendi o porquê de Selene colocar aquele pastor no caixão de vidro.

– Eu não queria. – Foi a única coisa que eu disse.

– E você acha que eu queria ser um semideus e ter que passar por tudo isso? Ninguem quer ter a vida que tem, Eleanor. É isso a beleza de tudo: sacrifício. Eu te disse isso uma vez.

– Acontece que agora isso tem que ser levado ao pé da letra. – Eu revidei.

Nico assentiu. Um breve silencio se instalou até Nico começar em um tom cuidadoso a dizer:

– Enquanto eu estiver no Acampamento...

– Pode deixar. Não vamos nos ver.

Eu ainda tinha a esperança de que ele dissesse “não, Eleanor, quero passar esse tempo com você antes que eu vire um velho”, mas não. Ele deu um daqueles sorrisos triste de “obrigado”.

E por que eu ainda tinha que me importar?

– Adeus.

Eu me virei segurando as lágrimas. Não chorar era a única coisa que me restava...

– Eleanor! – Nico segurou meu braço e me virou para ele.

Ele colocou em minha mão uma folha de caderno com florzinhas e corações. Encarei aquele papel e depois me virei para Nico.

– Quero que fique com isso. – Ele disse. – Lembra-se de quando você me deu?

Assenti.

– No iate. Antes de nós... nos beijarmos.

– Obrigado por ele. Eu estava com ele na mão quando tive que usar o Cetro, por isso está meio queimadinho na ponta. – Ele sorriu.

Eu desviei o olhar do seu e fechei a mão sobre o papel.

– Tchau.

Me virei novamente e esperei até chegar ao lado de fora do Empire State para poder correr até lugar nenhum.



Notas finais
MANDEM REVIEWS! Quando chegarmos aos 160 eu posto outro cap, ok? Então, se chegarmos eu posto fim de semana. Se não, posto quando me der na telha.
Ah, já que tem um monte de Directioner aí, vocês viram o que aconteceu com o Zayn? Coitado, excluiu o twitter dele... E agora esse boato do término do Louis e da Eleanor...
E para aqueles que me perguntaram: O nome da Eleanor na nossa fic foi escolhido antes de eu conhecer One Direction. Na verdade conheci One Direction por causa do nome Eleanor. Eu disse: "uau, vários gatinhos e um deles namora uma tal de Eleanor... Tenho que conhece-los" e foi assim! Kkkk'
Obrigada por lerem. Amo vocês!
Xoxo