The Immortal

19 A loucura se coloca no volante


Notas iniciais
Como prometi!
Quase esqueci meu pen drive em casa, vocês tiveram sorte da minha mãe me lembrar de trazê-lo se não este capitulo não estaria aqui! Hahaha
*Enjoy*

Eleanor dormia feito anjo. Na boa, como ela consegue dormir tanto assim? Uau! Mas, enfim, ela acabou dormindo no meu colo. O barco ia cada vez mais rápido e por volta das duas da manhã estaríamos na Flórida. Confesso que essa coisa de estar em um barco não é muito legal pra mim, ainda mais quando eu estava todo machucado. Estava; graças a garota que caia no sono em meu colo. A garota de pele quase pálida que parecia nua sem aquele monte de jóias… Mas estava absolutamente linda. Simples, linda.

Infelizmente, outros pensamentos vieram a minha mente. Ela estava em perigo. Eu devia deixa-la e terminar tudo sozinho, se não tivesse feito aquele juramento estupido. Me senti um otário naquele momento. Logo comecei a planejar. Meus pensamentos voaram para longe e eu comecei a ver detalhes de meu plano que, futuramente, não envolveria Eleanor. De alguma maneira ela não iria. Pena que eu ainda não sabia como.

De repente, Eleanor acordou sobressaltada, totalmente sem ar e pálida. Ela se sentou e eu peguei suas mãos.

— O que foi? O que você sonhou? – Perguntei apressado, o que a deixou ela ainda mais desesperada. – Ok, calma. Respira.

Peguei um copo de água e lhe entreguei. Você não imagina o quanto era horrivel vê-la pálida daquela maneira. Eu até diria cientificamente impossível, porque mais branca do que ela é pra mim era impossível. Mas tudo bem, voltando ao assunto… Ela respirava com dificuldade e não parava de me olhar nem por um minuto. Pode ouvir seu coração batendo com mais força e finalmente o sangue estava de volta a seu rosto.

— Melhor? – Perguntei tentando sorrir para acalmá-la. Não deu certo.

— Se lembra da garota que te falei? – Ela perguntou de supetão.

Minha mente voou longe tentando me lembrar… A garota… Qual garota? Infelizmente, só a minha expressão fez Eleanor descobrir que, não, eu não me lembrava.

— A garota que me provocou e eu briguei com ela e depois eu fui vê-la e a Rosa de Sangue estava no seu lugar…

— Sim. – A ficha caiu. Eu realmente me interessei na conversa. Até então a única coisa que eu sabia sobre aquele episódio era que quando Eleanor foi ver a garota encontrou a Rosa e depois teve aquele ataque retardado dela. Mais nada. E até então eu nem me lembrava mais dela.

— Eu sonhei com ela.

— Dá pra me explicar direito? Quem é essa garota? – Indaguei irritado.

Ela baixou os olhos.

— Nico, depois que você me deixou na praia naquele dia, ela veio até mim e começou a me irritar. Você sabe como fico quando estou irritada. Então, eu vi as lembranças dela. Eu vi os momentos mais marcantes dela… E você estava lá. – Eu?– Eu vi vocês se beijando, felizes andando de mãos dadas… E aí ela disse pra ficar longe de você, porque vocês estavam juntos, e então eu a ataquei, nós brigamos e ela caiu desmaiada. As lembranças ficaram na minha cabeça todo esse tempo e eu venho tentando achar uma explicação lógica pra isso.

— Lógica? – Indaguei. Claro, foi retoricamente. Eu ainda digeria o que ela me dissera, mas não sei se ela não entendeu ou não quis entender porque ela levantou o rosto e vi em seus olhos um brilho louco.

— Sim, Nico, lógica. Porque essa garota não existe. – Ela fez uma pausa assustadora e em seus olhos eu vi vários sentimentos diferentes… — Ou existe?

Não, ela não existe. Morena, cabelos cacheados… Não, não mesmo.

E, bem, cadê a lógica disso?

— Esta dizendo que essa coisa de jogos mentais que fizeram com você incluía uma garota fantasma cujas lembranças continha meu incrivel e belo ser? – Eu indaguei tentando fazer aquilo soar o menos maluco possível.

Eleanor assentiu.

— Percy me disse que a única garota que você ficou no Acampamento era loira, então, achei estranho e quando voltei pra ver essa garota maluca… Encontrei a Rosa. Érebo anda fazendo de mim um brinquedinho, tenho certeza que essa tortura que você sofreu não foi só por Nix e Hécate.

Sabe, aquilo era bem estranho. Uma garota que me namorava, mas eu nem conhecia… Uau! Atingiu o nível mais alto de loucura! Não, espera aí, estamos falando da Eleanor, afinal, estas coisas estão sendo colocadas na cabeça dela como um castigo…

Eu tive que sorrir. Novamente o lampejo psicopata se apossou dos olhos dela.

— Por que esta sorrindo?

— Você sabe que eles estão jogando com você. — Disse. Como se isso não fosse obvio. – Eles querem deixar você arrasada, acabada…

— E você esta sorrindo por causa disso? – Eleanor indagou realmente furiosa.

— Estou sorrindo porque estão conseguindo te atingir.

Ela ia me dar um tapa na cara. Eu segurei seu pulso e alarguei o sorriso.

— Eles estão me usando e esta funcionando. – Eu falei fascinado.

Eleanor relaxou, ainda confusa.

— Do que esta falando? – Ela indagou, respirando com dificuldade.

Larguei seu pulso e peguei sua mão.

— Eles… — Eu tentei achar palavras, mas era difícil explicar. – Esses joguinhos dentro da sua mente… São todos provocados com coisas relacionadas a mim. As lembranças da garota e aposto que este seu pesadelo também.

Ela respirou fundo e relaxou. Continuei encarando aqueles olhos tão lindos e tão vazios ao mesmo tempo.

— Eu… Sabia disso. – Eleanor disse, lentamente. – Para me assustar…

— Eles me “usaram”. – Completei, mas já não havia mais um sorriso em meu rosto. Eu estava começando a me sentir extremamente culpado. – Eu sabia que isso ia acontecer. – Larguei sua mão e virei o rosto me dando conta de tudo.

— Sabia que ia me apaixonar por você? E que nós não seríamos o casal mais perfeito ou viveríamos para sempre? – Ela falou de forma meiga.

Meu coração se apertou no peito, e quanto mais buscava ar, mas ele parecia se afastar. A dor dentro de mim, naquele instante, se tornou maior que a dor que senti na tortura. Mas de alguma forma, suas mãos em meu rosto me fizeram me acalmar. Então, eu vi o quanto ter alguém que te acalmava era delicioso. E percebi que era exatamente assim que eu fazia com Eleanor quando ela estava estressada.

— Você… Se apaixonou? – Indaguei. Ela sorriu e suas bochechas ficaram extremamente vermelhas. – Acho que usariam você também. Contra mim.

Eleanor fechou os olhos e riu.

— Que forma deliciosa de se declarar, não acha?

Eu a abracei forte, sentindo a onda elétrica percorrer meu corpo. Era tão maravilhoso tê-la ali… Era… Incrivel. Parecia impossível. Um sonho. Será que estão brincando comigo também?

— Ela estava me matando. – Eleanor sussurrou. Demorou um pouco até eu perceber que ela estava falando sobre o sonho. – Ela disse que me avisou… Disse que eu não devia ter corrido atrás e então… eu vi você morrendo, antes de fechar os olhos e ir pelo mesmo caminho.

Eu apenas a apertei ainda mais. Não queria pensar nisso, mas o ultimo sonho de Eleanor que virou realidade me custou três dias de cama e muita dor. Imagina o próximo…

— Nada vai acontecer com você. Eu prometo. – Sussurrei em seu ouvido.

Ela me abraçou mais forte.

— Não estou preocupada comigo. – Sussurrou.

— Eleanor, ela não existe. É só um jogo. Você esta ficando abalada a toa. É isso que eles estão querendo.

— Você não entende, Nico! – Eleanor se afastou. – Olha onde estamos! A beira da morte! Você é a única coisa que amo que me restou! Eles vão simplesmente conseguir me deixar louca se continuar desse jeito!

Ela afundou o rosto em meu peito novamente. Aquelas palavras ficaram se repetindo em minha mente e eu sorri. Ela nem percebeu o que disse!

— Acalme-se, Eleanor. – Pedi passando a mão em seu cabelo. Mas a verdade era que eu estava tão nervoso quanto ela. – Se eu pudesse te deixava aqui.

— É, mas você fez uma promessa. Então, não tem jeito.

Eu acabei rindo.

— Qual será o seu problema, Eleanor?

— Não sei. – Ela respondeu de cara amarrada. – Mas, por enquanto, é só fome. Faça me o favor e vai buscar alguma coisa para eu comer.

Eu sorri com a gloriosa mudança de assunto e fui pegar a cesta para ela.

— Para você não falar mais nada. – Eu disse.

— Ótimo. Desde que nas embalagens não apareça nenhuma garota…

— Esquece isso, Eleanor!

— Tudo bem, Nico!

Felizmente ela parou de falar. Eu fechei meus olhos e acabei dormindo. Graças aos deuses, não tive sonho nenhum. Mas isso me deixou incomodamente abençoado, já que Eleanor se recusou a dormir o resto da viagem.

Finalmente, por volta das duas da manhã, nós chegamos ao píer. Pegamos nossas mochilas, alguma comida e, em silencio, saímos.

— O que faremos? – Eleanor perguntou.

— Não vamos andar agora. Vamos esperar o dia amanhecer, já que de noite Nix é poderosa demais. Não que ela não seja de dia, mas tem seus pontos fracos sob o Sol. – Respondi.

— Eu duvido que iremos encontra-la. Provavelmente é Hécate quem esta cuidando dos Sacrificios e das Ruínas. – Eleanor falou. — Ela nos pega e nos entrega a Nix.

— Melhor ainda.

Começamos a andar lentamente quando fomos parados no meio do caminho por um ser irritante.

— O que esta fazendo aqui? – Indaguei.

— Eu estou aqui para ajudá-los. — Respondeu como se fosse obvio. — Eu já sei o que vai acontecer e vocês não vão querer saber. Mas, em resumo, estão completamente perdidos.

Notas finais
Primeira parte na reta final! Hehehehe!
Obrigada pelos reviews! Quando chegar em casa eu respondo, ok?
Quinta eu posto outro cap, mas só se tivermos 100 reviews, hein?
Bjss