The Immortal
20 Um acordo que me deixa mais perto da morte
Notas iniciais
Se querem saber porquê não postei ontem: Eu fiquei tão animada com o capitulo que minha amiga postou na fic dela que não tive cabeça para escrever! Se esse capitulo estiver uma merda vão brigar com a dona Bruna!
Enfim, espero que ainda me amem! ♥
E MUITO OBRIGADA PELOS REVIEWS! AMOOOOO VOCÊS, SUAS COISAS LINDAAAS!
*Enjoy*
Aquele meu pesadelo tinha me deixado um pouco zonza. Eu estava realmente atordoada por causa dessa minha "loucura". Desde então, as lembranças da garota andam me criando problemas. Elas não param de aparecer em minha mente e parece que minha cabeça vai explodir. Tanto que quando Isabela apareceu na nossa frente, eu vi a garota e não ela.
— Em resumo, — Ela disse. – Vocês estão perdidos.
Não me contive:
— Eu estou sabendo disso. Avisei Nico.
— Pode ir embora, Eleanor. – Ele falou sorrindo.
Balancei a cabeça negativamente.
— Estou muito bem aqui. – Respondi.
— Olha, — Isabela começou a falar. – Vamos achar um lugar seguro e ficar o resto da noite. Quando o Sol nascer nós vamos para as Ruínas.
Eu comecei a segui-la, mas Nico não fez o mesmo.
— Como chegou aqui, Isabela? – Ele indagou.
— Sou uma Sibila, mas sou muito mais que poemas antigos, ok? – Ela explicou ofendida. Só não sei o motivo.
— Ah, sim. – Confirmei. – Como aquele que recitou pra mim no Acampamento. Eu só entendi duas palavras: levados e morte.
— Olha, nós não temos tempo para ficar de conversa. Durante a noite Nix esta em todos os lugares, obvio, e agora são dois semideuses, o cheiro é mais forte.
— Pode ir embora. – Nico revidou sem rodeios.
— Nico! – Eu o repreendi.
— O que? Eu só quero saber o porquê dela estar aqui e querer nos ajudar!
— Isso não termina bem, Nico. E lembre-se que o Olimpo inteiro quer sucesso nessa missão! – Isabela respondeu.
— Ah, claro. Três. – Nico disse. – O numero magico. Só acho que podiam arrumar alguém melhor.
Os olhos de Isabela brilharam.
— Acha que eu gosto de estar aqui? Como eu disse, eu sei o que acontece. Eu vi o que vai acontecer e ao contrário do Oráculo o que vejo é exato. E apenas um de nós volta pra casa. Eu sei que não sou eu, porque meu destino esta traçado. Vou deixar vocês na curiosidade quanto aos seus destinos.
Ela se virou e começou a andar rapidamente. Nico não abriu mais a boca.
Só um iria voltar… Isabela estava entre os que não voltariam o que deixava a decisão entre mim e Nico. Argh! Não acredito nisso. Quer dizer, não estou surpresa, mas agora que estou realmente vivendo isso… É diferente. Mais medonho. Assustador.
Isabela nos jogou em um quarto do hotel e começou a falar um monte de coisas estranhas, tão rápido, que nem eu entendia. Me sentei na cama e respirei fundo.
— Fiquem aqui. – Isabela nos disse.
— Posso pelo menos tomar um banho? – Perguntei. Um bom banho quente poderia me ajudar com esse nervosismo todo.
— Sim. Mas nada de assanhamento. – Acrescentou seria.
Corei, mas antes que reparassem eu fui para o banheiro. Não era nada luxuoso, mas até que dava para o gasto. Tirei a roupa e liguei o chuveiro o mais quente possível.
Era muita sorte eu conseguir controlar meu poder agora, porque se não, estaríamos no meio de uma enorme tempestade. Acredite, isso não seria bom. Eu respirava fundo tentando não me distrair e não causar estragos, tentava me lembrar de que tudo isso acabaria e pronto! Eu estaria livre daquilo. Ou morta. Mas eu tentava não pensar nessa ultima opção. Eu apenas criava uma parede entre meus sentimentos e meu poder. Graças ao colar, isso tinha ficado mais fácil, até mesmo agora que eu estava sem ele, mas ainda sim eu não podia abusar.
Perdi a noção da hora debaixo do chuveiro. Apenas quando Nico foi me chamar dizendo que já eram quase quatro horas que me dei conta de quanto tempo passara ali. Enquanto me enxugava o vapor no banheiro se dissolvia. Vesti minha roupa e arrisquei uma olhada no espelho.
Sabe aquela sensação do sangue congelando em suas veias quando você leva um susto? Foi exatamente assim que aconteceu comigo. Meu corpo congelou de dentro pra fora, e o banheiro que estava quente, agora estava extremamente frio. O reflexo no espelho me fez saltar. O rosto dele tremeluziu no vidro embaçado por apenas dois segundos e desapareceu, mas foi o suficiente para acabar comigo. Ver meu ex-namorado morto no espelho não era uma das coisas que queria para aquele dia.
Meu corpo começou a tremer e o ar não chegava aos meus pulmões. Eu busquei algo em que me apoiar, mas minhas pernas cederam antes.
Sei que esta perto. Posso sentir.
A voz de Nix ecoou em minha mente me jogando ainda mais para o chão. Fechei os olhos na tentativa de não ver absolutamente nada, mas fui invadida por lembranças terríveis, no ponto de vista da Primordial mais macabra da história. As imagens de Nix se fundiam com as minhas e eu senti cada célula do meu corpo queimando…
Acha mesmo que eu deixaria você intacta até te entregar ao meu irmão? Esta gostando do que vê?
Por ironia, de repente tudo parou. Eu não escutava nada, não via nada, não sentia nada. Poderia ser bom, se eu realmente não sentisse meu corpo…
E então, senti que começaria tudo de novo. Meus olhos se fecharam e esperaram pelo que estava por vir.
Nico. Em minha mente eu berrava, mas minha garganta continha o grito. Eu corria sobre as pedras e a terra molhada pela chuva. Atrás de mim vinham vários feiticeiros e eu obrigava minhas pernas a se moverem rapidamente. Mas não foi o suficiente. Fui jogada no cascalho enquanto Nico tentava se livrar dos feiticeiros por mim.
Até que ele foi vencido e a lança atravessou seu peito.
"Mudança de planos". Nix sussurrou em minha mente.
Estávamos no que eu achava ser as ruínas. Nico estava entre dois feiticeiros e eu estava largada no chão sem força alguma pra me levantar.
— Podem matar o garoto. Já tenho o que preciso. – A voz de Nix invadiu meu sonho.
Três… Dois… Um. Track!
Nico cai no chão com o pescoço quebrado.
"Ainda tenho mais uma". Nix falou. "Eu adorei fazer esta".
- Nico, por favor. – Eu me vi com o filho de Hades no colo. Em sua barriga havia uma adaga prata. O sangue jorrava do terrível ferimento e parecia ser absorvido pela terra abaixo de nós.
— Adoraria se você cantasse. – Ele sussurrou para mim.
— Não faz isso. – As lágrimas rolaram por meu rosto de forma agressiva. Nico abriu um breve sorriso.
— Eu disse que ia acabar.
"Tem vários jeitos de acabar". Nix disse em minha mente. "Tenho certeza de que você sabe o que deve fazer agora".
Em um sobressalto, abri meus olhos. Ainda estava no chão do banheiro. Nico batia na porta insistentemente do outro lado.
— Eleanor! O que esta acontecendo?
Ainda tonta, me levantei e abri a porta.
— Nico, você esta bem? – Perguntei.
— Eu?! Você é quem começou a chorar no banheiro! O que aconteceu? – Ele segurou meus ombros.
Eu não conseguia focar a imagem dele direito. Meus olhos não queriam se manter abertos. Eu mal sentia meu coração batendo…
— Eleanor… — Nico sussurrou se aproximando de mim. Ele segurou meu rosto entre suas mãos. – Eleanor, o que aconteceu? Ah, deuses, você não esta bem.
Eu não conseguia falar nada. Nico acabou me pegando no colo e me levando para a cama.
— Nico… — Sussurrei enquanto ele me abraçava. – Só um de nós vai voltar.
— Não confio muito em Isabela. Esquece isso, ok? – Ele afagou meus cabelos.
— Não tem como, Nico. Ela esta certa. Eu sei que esta. E pra nos ajudar eu preciso saber uma coisa. Preciso que me conte. – Lentamente eu me senti na cama.
Nico me olhou preocupado.
— Claro. O que é? – Ele disse ansioso.
— Se quiser continuar vivo, precisa me dizer…
Neste exato minuto a porta do quarto se abriu.
— Galera, temos que ir agora! – Gritou Isabela.
— Depois a gente conversa. – Nico pegou sua espada ao lado da cama e sua mochila.
Como se eu pudesse fazer aquela pergunta na frente de Isabela. Eu estava tentando protege-lo, não mata-lo.
Quando saímos do hotel, o Sol começava a nascer.
— O Sol nasce mais cedo na Flórida? – Perguntei.
— Não. Meu pai esta ajudando. – Isabela respondeu. – Vamos logo. Quanto mais rápido eu morrer melhor.
Ninguem ia morrer. Eu tinha certeza disso.
Isabela pegou emprestado um carro que estava na frente do Hotel. Que fiquei claro, fui totalmente contra a este “empréstimo”. Mas alguém me escuta?
Conforme andávamos, a voz de Nix ressoava em minha mente.
Eu vou adorar sua visita hoje. Você viu como minha imaginação é fértil, posso matar vocês de formas que você jamais sonhou.
Mais mortes. Todas de Nico. Era incrivel como aquela mulher conseguia achar tantas formas de matar alguém! Meu coração doía e eu derramava lágrimas silenciosas. Nico não perguntou o que estava acontecendo, apenas me abraçou.
— Desçam do carro. Chegamos aos limites das Ruínas. – Isabela disse com olhos vidrados. – É o máximo que vamos andar de carro.
Pude perceber que ela reprimia as lágrimas. Ela não queria fazer parte daquela missão.
— Vai dar tudo bem. – Murmurei.
Ela me olhou incrédula.
— Não vai, não! – Ela suspirou e chacoalhou a cabeça. – Mas, admiro seu senso de otimismo.
— Eu também. – Devolvi. – Pena que não é nada realista.
Ela sorriu e nós saímos do carro.
— Eu vou dar a volta. – Isabela disse. – São duas trilhas que dão até as Ruínas. A que eu vou sai na área leste das Ruínas. Vocês vão nessa. – Ela apontou para a trilha a minha esquerda. – Vão sair na parte Norte das Ruínas. Nos encontramos lá. — Ela desapareceu entre as arvores baixas da floresta que antecedia as Ruínas.
Me virei para Nico.
— Quero que me prometa uma coisa. – Falei. – Não importa o que aconteça, sempre lembre-se de que tudo o que fiz foi para proteger você.
— Ok. – Nico sussurrou receoso e confuso.
— Preciso que você me ajude. — Falei.
— Eleanor, que papo é esse?
— Nico, preciso saber a localização do cetro. – Falei firmemente.
Nico riu.
— Nunca vou te contar isso.
— Não tenho muito tempo. Se não me falar, eu vou ver sua vida inteira até achar onde você escondeu o cetro.
— Você não faria isso. – Ele disse lentamente.
— Sinto muito, mas vou ter que te desapontar.
Eu o empurrei para dentro do carro e toquei seu rosto. Foi mais fácil que pensei. Era uma das lembranças mais marcantes pra ele, por isso não precisei ver sua vida toda… Mas sabe que era tentador?
Retirei minha mão de seu rosto, com um sorriso presunçoso no rosto.
— Eleanor! Não acredito que fez isso! – Ele disse ainda tonto.
— Ah, Nico. Eu realmente sinto muito. Mas você acha mesmo que eu viria até aqui com você e deixaria você se matar dessa forma?
Peguei sua mão e distribui em seu corpo uma descarga elétrica capaz de fazê-lo apenas desmaiar. Tive que me segurar para não chorar enquanto ele se debatia.
Eu o arrumei no banco de trás do carro, rapidamente e depositei um beijo em seus lábios. Em seguida, coloquei em seu peito meu anel.
— Eu te amo.
Fechei a porta do carro e me virei para a trilha. Caminhei rapidamente entre as arvores em direção as Ruínas.
Não, eu não era louca de deixá-lo ali, sozinho e desacordado. Eu tinha planos e acredite eles não falhariam. Nico acordaria e iria embora para casa numa boa. Sem nada para impedi-lo.
Por incrivel que pareça, eu e Isabela chegamos quase que ao mesmo tempo naquele terrível lugar. O motivo de nossa separação eram os guardas, mas não havia nenhum ali.
Abaixo das colunas gregas jaziam rochas fortes que formavam um enorme circulo. A terra ali era totalmente seca. Tenho certeza que era impossível plantar algo ali, mesmo que caísse um diluvio! Demeter devia ter muita raiva daquele lugar…
Enfim, do outro lado estavam Ethan e Bia presos no que restou de outras colunas menores. Como disse, não haviam guardas ali, o que me deixava apenas com a opção de que aquele lugar estava completamente enfeitiçado. Caminhei um pouco mais entre as enormes pedras que estavam no caminho, mas antes de chegar ao centro, onde se localizava aquele enorme circulo de pedras, uma silhueta familiar apareceu. Meu coração bateu mais rápido.
— Esta faltando um. – Nix olhou de mim para Isabela. – Ou será que minha bela guardiã irá abrir mão de um segredo enorme pela vida do seu namorado?
É, eu abriria. Ele teria feito o mesmo por mim. Quase fez.
— Eu sei onde esta. Agora me prometa que não irá atrás dele. – Falei tentando manter a voz o mais firme possível.
— Se ele não estiver nessas Ruínas, eu não irei pegá-lo. Juro pelo Estige. — Ela sorriu. — Afinal, acho muito mais simples pegar esta informação de você do que dele. Mas, vamos, dê-me as informações.
Olhei para Isabela rapidamente e ela assentiu como se soubesse o que faríamos a seguir.
Encarei Nix por alguns segundos.
— Você anda brincando demais com minha mente. Não vai ser tão fácil assim.
Um raio cortou o céu. Hora de explodir aquele lugar.
Notas finais
Muito obrigada pelos comentários do capitulo anterior, amei todos! Espero que mandem ainda mais!
E, claro, feliz dia do amigo, meus leitores lindoos!
Xx
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