The Hunters - The story of our life
2 Caçando com o Volturi
Notas iniciais
Hoje, o dia estava maravilhoso para entediar qualquer um, até o mais alegre. De manhã, comecei a limpar o meu quarto, ritual que faço quase todos os dias para ter algo pra fazer. Até achei umas caixas de fotos meio sujas de pó que eu tirei pra montar alguns álbuns da nossa família nada comum. Depois de terminá-la, — sendo que limpei e re-limpei todos os cantos duas vezes — olhei no relógio ao lado do meu computador. Eram 14:20.
Fui em direção ao armário e escolhi uma roupa leve, nada chamativa, como eu gosto. Eu estava em clima de verão, por isso de não usar roupas mais cumpridas. Mesmo não tendo uma pele toda cheia de marcas como as das humanas, não gosto de deixa-las a mostra. Isso é meio que raro pra mim.
Tomei meu banho no banheiro em frente ao meu quarto — que agora tenho que dividir com mais dois além da Helô) e me arrumei. Me sentei e passei mais uma hora olhando para a TV desligada. Peguei meu fone de ouvido e pluguei no celular, queria ouvir uma rádio por que já havia enjoado das músicas do meu celular. Nenhuma legal. Guardei o celular e abri a porta antes trancada, desci as escadas na velocidade humana, isso me ocuparia mais um pouco. Desci e passei os olhos pela sala e vi do lado esquerdo do sofá Yanca, Naná, Carol e Grazi sentadas. Do lado direito, a Helô e o Demetri estavam se beijando num desespero a ponto de todos ouvirmos a saliva deles. No outro canto, tentando se afastar deles, estava Alec. Ele olhou pra eles e depois me olhou, fazendo cara de nojo. Eu olhei para eles e não tive como não rir da situação. Acabei soltando uma risada.
O pior, era que era praticamente minha culpa eles estarem juntos, por que os dois se conheceram em uma viajem que eu fiz a Roma pra re-visitar minha antiga casa, a Helô foi junto pra conhecer o lugar. Quem eu encontro lá? Demetri. Nós discutimos, é claro, porque nos odiamos desde sempre. Ele deu em cima dela e tal, ela achou ele um idiota metidinho a besta na hora, mais depois se apaixonou, infelizmente. Os dois começaram a namorar uns dois meses depois de ele vir fazer várias 'visitinhas' a ela aqui em casa. A Yanca não gostou nada, ninguém gostou, aliás. Desde então ele vem aqui ver ela, e trás o Alec junto pra garantir que não vou pica-lo em pedacinhos e queima-lo.
– Enfim você saiu do quarto amor. — Grazi sorriu.
– Vou dar uma volta, nada demais. — Revirei os olhos.
– Não deixe ninguém te ver. — Naná disse.
– Esqueceu que ninguém vem aqui? — Perguntei.
– Mesmo assim, cuidado. — Ela insistiu indo para a escada.
– Ok. E.. isso é nojento. — Eu disse apontando pros pombinhos, que continuaram se comendo ao vivo na frente de todo mundo. — Vocês deviam vir. — Eu disse.
– Eu vou ficar, não to pra sair hoje. — Carol disse.
– Nem eu, preguiça reina aqui. — Yanca disse se afundando no sofá.
– Desculpa amor, mais eu também não quero sair hoje. — Grazi disse.
– Eu vou com você, não to aguentando mais. — Alec disse e se levantou.
– Corrida? — Perguntei.
Ele assentiu e disparamos pela porta. Há uns dez metros da casa, parei depois de sentir o cheiro de algum animal. Fui em direção ao vento, que soprava o cheiro doce e quente em meu rosto. Me abaixei preparando o bote, e segundos depois me lancei contra o grande alce que comia ali perto. Mordi o pescoço e senti o sangue quente escorrendo pelos meus lábios. Assim que terminei arrastei a carcaça até a árvore mais próxima, e percebi que Alec me olhava de um jeito estranho, de cima a baixo.
– Toma, veste isso. — Ele disse e tirou o casaco preto que vestia.
Olhei para mim e notei que a roupa estava toda rasgada, e eu ensanguentada.
– Não precisa. — Eu disse.
– É sério, é melhor colocar isso. — Ele insistiu esticando o braço.
– Não, vamos logo e eu tomo um banho. — Eu disse e corri.
Ele assentiu e corremos de volta. Subi a pequena escada da varanda em frente a porta da frente e deixei as sapatilhas pra não sujar o chão. Abri a porta, fiz um sinal pra que Alec entrasse primeiro. Entrei depois dele e vi todos me olhando.
– Andaram brigando no mato foi? — Demetri sorriu com a cara de sínico de sempre, tentando me tirar do sério porque sabia que Alec daria um jeito de me parar com seu dom.
– Deixa a garota quieta imbecil. — Naná disse.
– Ok ok. — Ele revirou os olhos.
Eu sempre me descontrolava e partia pra cima dele, mais dessa vez, rosnei e subi as escadas.
Fale com o autor