The Hunger Games
8 Treinamento
Notas iniciais
E PARA RAI CHAN SAKY COISINHA LIIIINDA que me mandou uma mensagem pedindo o capítulo novo logo. Haha~
Galera, podem fazer isso, não tem problema nenhum.
Mas foi coincidência que eu estivesse terminando o cap quando ela mandou a mensagem ok? Nem sempre vou conseguir ser tão eficiente q Desculpem por isso.
Boa leituraaaaaaaaaaaaa ♥
Capítulo SETE
e que a sorte esteja sempre a seu favor
– Em duas semanas – Anko tinha a voz firme. Os tributos estavam reunidos na sala de treinamento – vinte e três dos vinte e quatro de vocês estarão mortos.
Sakura suspirou discretamente.
– Apenas um estará vivo. E quem será o vitorioso só depende de quanta atenção prestarão nos próximos quatro dias.
Anko deslizou os olhos pelos rostos dos tributos.
– Principalmente nas coisas que vou dizer agora:
Naruto voltou-se para Sakura, rapidamente: “Não é bom anotar?” e a resposta foi uma cotovelada discreta, que o fez reclamar de dor, baixinho.
– Primeiro – prosseguiu Anko – não briguem entre si. Terão bastante tempo para isso na arena. – A garota ruiva de óculos sorriu. Ino Yamanaka, a garota grávida, olhou para o lado, indiferente – Existem quatro exercícios obrigatórios. O resto será treinamento individual.
Naruto assentiu.
– Querem meu conselho?
– Sim – mas o Uzumaki foi o único que respondeu. Anko olhou para ele com curiosidade e logo sorriu maleficamente.
– Não ignorem as técnicas de sobrevivência. – Naruto fez uma careta – Todos querem pegar em uma espada, mas a maioria de vocês morre por causas naturais.
Sakura rolou os olhos pelo salão e encontrou os olhos negros de Sasuke Uchiha a encarando.
Sem entender, ela engoliu em seco.
Não era doentio o fato de ela ter uma queda por alguém que, provavelmente nos primeiros instantes do jogo, iria enfiar uma faca em seus pulmões repetidas vezes, até matá-la?
– 10% de infecção, 20% por desidratação. – Anko deixou a voz mais suave, como se falar com números fosse mais fácil. – A exposição pode matar mais rápido do que uma faca.
“A exposição pode matar mais rápido que uma faca”.
– Sabe o que é pior...? – Sakura sussurrou.
– O que? – Sasuke sussurrou de volta.
– Prometi que estaria lá. Prometi ao Distrito que poderiam contar comigo. Sai está cuidando de todos sozinho. E tudo por um capricho meu.
E, de repente, não era mais Sasuke. Era Naruto.
– Haha – ele riu –, ficou doida, Sak-chan?
Sakura chorou.
– Me ajude – e os cabelos loiros rapidamente se tingiram de noite e o rosto de mandíbula larga se contorceu em uma expressão fina e séria. Os olhos ônix ardiam em desejo. Sasuke Uchiha novamente.
– Eu devia... – ele se deitou sobre ela, acariciando seu rosto, tirando uma mecha de cabelo rosado que saia sobre os olhos verdes do caminho. Mas, de repente, seus olhos ficaram sombrios e completamente manchados de vermelho. Ela prendeu a respiração. O medo era incontrolável – matar você.
Ele revelou os caninos manchados que, de um instante a outro, já não pertenciam nem a Sasuke, nem a Naruto.
O que veio avançando sobre ela tinha dentes grandes por toda a boca, que aumentava de tamanho o tempo todo, e um focinho longo. O bicho abriu a mandíbula, mirando o pescoço fino da Haruno, com uma força que aparentemente poderia abater qualquer animal selvagem.
E ela fechou os olhos.
– Sak-chan! – Naruto gritou. E ela arfou de susto, ofegante. Estava na jaula, em um exercício de luta.
A loira, Yamanaka Ino, como conseguia se lembrar, avançou sobre ela com um canivete nas mãos. Arregalando os olhos, Sakura rolou para o lado.
A jaula era apertada até mesmo para duas moças.
– Isso mesmo, Sak-chan! Mostre para ela quem é que manda! – Berrava Naruto, batendo nas barras de metal. Sakura balançou a cabeça, cansada.
Com um grito, Ino avançou sobre ela novamente e a Haruno segurou seu braço, em um movimento desesperado de reflexo e defesa, fazendo-a largar o canivete, sem a menor motivação. Enquanto os olhos azuis surpreendentemente miravam o chão e ameaçavam chorar, cheios de frases inacabadas e indignações entaladas na garganta, cheios de medo e frio, procurando pelo quê lutar, os olhos esmeralda se arregalavam de susto.
Abalada, Ino fechou os olhos, prendendo as lágrimas com força.
Sakura, embora apenas segurasse o pulso da adversária, tomando cuidado inclusive para não machucá-la, parecia de repente ter a vitória nas mãos.
– Vai! – Gritou Naruto, chutando as grades – Sakura-chan, vai nessa! Bate nela, arrebenta essa cara branca! O que está esperando?
Mas a Haruno não ouviu.
As duas ficaram paradas ali, dentro da gaiola, imóveis, sem forças para prosseguir. Alguns dos outros tributos pararam para assistir, em silêncio, do lado de fora.
Até que Sakura a soltou.
Ino olhou para ela, confusa.
– Se continuar assim, você vai ser uma das primeiras a morrer – alertou a rosada. A Yamanaka espremeu os lábios, assentindo lentamente, parecendo irritada. Quando ela ameaçou falar, Sakura uniu as sobrancelhas: – Pense no seu filho, Ino!
E, sem reação, Ino Yamanaka entrou com o olhar nas orbes verdes, quase em pânico.
– Tudo bem, meninas. Já chega, saiam daí – Anko ordenou, do lado de fora, abrindo a porta finalmente.
Sakura espremeu os lábios antes de sair.
Naruto a ajudou a pular os degraus que tiravam a gaiola de treinamento do chão e, sem dizer nada, passou o braço ao redor de seus ombros.
– Isso mesmo, Sakura-chan. Guarde para a arena.
Mas Sakura não respondeu.
Tal como a história de Ino, havia ali vinte e quatro histórias comoventes, que ninguém jamais saberia.
Naquele dia, algumas pessoas discutiram.
Naruto socou o rosto do garoto do Distrito 7, que revidou no mesmo instante. Quando aconteceu, Sakura não soube exatamente o motivo. Ela estava distante, com as outras meninas, tendo aulas rápidas de como fazer fogo com duas pedras. Neji e o garoto do 10 interviram, tentando separar os dois. Na verdade, Rock Lee – o “garoto do 10” – só correu em direção à briga porque era para onde Sakura estava olhando. Desde o primeiro dia ele já olhava para ela de um jeito diferente que, primeiramente, ela não entendeu. Só depois a ocorreu que, talvez, ele a estivesse paquerando. E, mesmo assim, era mais do que aquilo.
Ele a olhava com ternura.
Mais do que desconfiada e nem um pouco comovida, ela achou aquilo no máximo muito estranho.
Rock Lee era, por si só, um tipo estranho.
O cabelo tigelinha, típico do Distrito 10, e as sobrancelhas grossas. O rosto redondo e o corpo bonito. O modo como ele virava o rosto, atento a tudo, sempre alerta. Os olhos grandes e profundos não se incomodavam em encarar alguém, mesmo se a pessoa percebesse.
Além disso, Sakura notou uma dupla, no primeiro dia, que era muito parecida com ela e Naruto, e Neji e Hinata no aspecto de não se desgrudarem.
Ao bater os olhos na loira de cabelo curto, preso em quatro marias-chiquinhas, ela se lembrou da Colheita. Ela e o garoto ao seu lado, cujo cabelo era vermelho fogo, haviam se voluntariado.
Eram irmãos.
Sakura só descobriu o nome dela quando a mesma e Karin – a menina ruiva de óculos, tributo do Distrito de Sasuke Uchiha – se meteram na segunda briga do dia.
Sem motivo algum, exatamente como a de Naruto.
Os tributos não passavam de pessoas exaustas.
Sakura reparou quando Sasuke Uchiha sorriu de canto. E ela respirou fundo.
– Qual é a graça? – Sussurrou para si mesma, irritada.
– Hm? – Naruto fez, ao lado dela, segurando o saco de gelo sobre o olho direito. Sakura balançou a cabeça em resposta.
– Nada.
– Está pensando no lance dos patrocinadores? – Naruto tentou adivinhar. Sakura piscou algumas vezes.
– Agora estou.
O loiro riu.
Na noite anterior, Kakashi falara com eles a respeito do assunto.
– Quer saber qual é o principal – Kakashi alongou o indicador – para sobreviverem?
Sakura e Naruto apenas observavam, em silêncio.
– Façam as pessoas gostarem de vocês – o caolho revelou, simplesmente. Os tributos o encaravam, como se esperassem algo a mais e, de repente, foram ficando incrédulos – Eu sei, não era o que esperavam. Mas... – Kakashi olhou para o nada, meio pensativo – quando você está no meio dos jogos, morrendo de fome ou congelando... um copo de água, uma faca ou até um fósforo podem ser a diferença entre viver e morrer. E essas coisas – ele, agora, olhava para os tributos – só vêm de patrocinadores. Para conseguir patrocinadores, têm que conquistar o público.
Os olhos dos tributos brilharam por um instante.
Esperança.
– Se conquistarem o público – Kakashi sorriu, sorrateiramente – podem ganhar o jogo.
┼
– Carreiristas – Sakura disse, de repente, na hora do jantar. Tsunade olhou para ela, de boca cheia.
– Como é?
– Aquela menina – Naruto olhou para a Haruno, atento – a irmã do ruivo. Os dois são.
– Carrei...ristas? – Shizune fez uma careta, pedindo uma explicação. Tsunade olhou para ela rapidamente:
– Treinam algumas crianças em uma academia especial até completarem 18 anos e então se voluntariam para os Jogos Vorazes, atrás do prêmio.
Shizune abriu a boca de surpresa.
Mas antes que ela falasse, Kakashi tomou um gole do vinho, silenciosamente:
– Sasuke Uchiha – completou ele – Ele também é.
Algo ficou preso na garganta da Haruno.
– Hm? – Engasgou ela. Naruto bateu o garfo na mesa.
– Aquele Uchiha?! – Berrou, fora de controle.
– É de família – zombou Tsunade, sorrindo.
Sakura estreitou os olhos.
– O que quer dizer?
Tanto Tsunade quanto Kakashi tiraram os olhos da comida e encararam Sakura, meio sem entender, meio desapontados.
– Não acha mesmo que Itachi Uchiha é tudo isso que dizem, não é? – Tsunade forçou uma expressão irônica.
A Haruno permaneceu séria, sem entender o tom da mentora.
– Por quê? – Perguntou – Ele não é?
E Sakura Haruno sentiu seu coração ser quebrado em pedaços, pela primeira vez na vida:
– A informação vazou. O clã Uchiha soube dos Jogos Vorazes antes de anunciarem. Aquele moleque treinava desde os sete anos.
A rosada mal sentia seus pulmões, que falhavam:
– Não – arfou ela, rindo um pouco para disfarçar – Ele não queria ir, ele tentou fugir.
– Puro charme – Shizune murmurou, brava.
– Não se preocupem – Kakashi balançou a cabeça, limpando a boca com o guardanapo – São bons, ganham quase todos os anos...
– Quase – ressaltou Shizune, forçando um sorriso.
– Mas são muito convencidos. E isso não ajuda. – Naruto riu.
– Bando de imbecis.
Tsunade sorriu.
– Soube que você sabe atirar – murmurou ela, sem muito interesse, olhando para Sakura.
A Haruno não teve reação, olhando para o mármore da mesa, ainda sem ar.
– Eu tinha que saber alguma coisa – sussurrou, simplesmente.
Tsunade deu de ombros.
– Realmente – concordou ela.
– Não, não – Naruto interviu, quase desesperado – Ela é ótima.
Sakura ergueu as sobrancelhas e olhou feio para ele.
– Maravilhosamente ótima? – Acrescentou o Uzumaki, confuso e inseguro.
Ela revirou os olhos.
– Bom, pode ser útil – Tsunade uniu as mãos sobre o rosto, enlaçando os dedos. Os olhos foram até Naruto – E você, garoto?
Naruto sorriu de orelha a orelha. A resposta na ponta da língua:
– Eu sou um Uzumaki.
Tsunade esperou.
– Hm... – começou por fim, ao ver que aquilo era tudo – Só isso?
Ele uniu as sobrancelhas.
– Como assim “só isso”? Isso já basta!
Tsunade sorriu serena.
– Foi o que sua mãe te disse quando foi te ver depois da Colheita?
O coração de Sakura se apertou e ela olhou para Naruto pelo canto do olho, sem respirar. Ele foi desmanchando o sorriso aos poucos, até restar apenas os dentes a mostra, sem emoção.
– Minha mãe não foi me ver.
– E seu pai?
Então Naruto ergueu os olhos.
– Acho que não – e todos ficaram calados. Sakura se levantou.
– Vamos, Naruto?
Ele olhou para ela, tristonho.
– E a sobremesa? – Reclamou. Com um olhar gelado lançado direto nos olhos de Tsunade, Sakura, sem vergonha ou remorso algum, se debruçou sobre a mesa e pegou a torta de maçã em sua forma inteira, com os dois garfos sujos que havia usado e se retirou, seguindo Naruto – que parecia extremamente satisfeito – até os quartos.
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– Amanhã chamarão um por um para se apresentarem individualmente. Isso é importante porque notas altas trazem patrocinadores. Não sei se já expliquei so...
– Já – Interromperam os tributos.
Kakashi sorriu.
– Certo. Bom, essa é a hora de mostrarem tudo o que sabem. Haverá um arco. E, bem, – o homem fez uma careta, olhando para Naruto – outras coisas também. – O loiro deu de ombros.
– Eu me viro.
Sakura não resistiu a encará-lo, preocupada.
– Naruto...
– Não se preocupe, Sak-chan – sorriu ele.
– De qualquer forma – continuou Kakashi – começarão com o Distrito 1. E seguirão até o Distrito 12. Vocês serão os últimos. E, bem... er, não sei mais como dizer – ele deu de ombros.
– Sejam lembrados – Tsunade ordenou, encostada na porta.
E Sakura respirou fundo, ciente de que, realmente, aquilo era o que importava.
Notas finais
É isso aí, até o próximo~! MILLLLLLL BEIJOS ♥
E sinto muito pelos capítulos (não sei se falei nessa ou foi na outra fic, por isso vou repetir) desconfigurados! NÃO SOU EU! Os parágrafos fantasma aparecem do nada, eu vou lá arrumar e, quando não piora, SIMPLESMENTE NÃO ARRUMA! Isso está mexendo comigo, se não estiver me deixando louca.
Além disso, tenho agradecimentos especiais à Matheus Marins, a coisa mais linda desse mundo, me mandando review porque eu pedi HDIASUDHIAS. Obrigada, brow ♥
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