The Hunger Games

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Notas iniciais
GALERINHAAAAAAAA, EU TAVA MORRENDO DE SDDSSSSSSSSS!!!!!!
Pow, desculpa gente. Eu tava cheia de provas, cheia de projetos da escola e de repente eu notei que fazia realmente UM SÉCULO que eu não postava nada.
Aí eu entrei em desespero. Eu fiquei, tipo, "Jesus, vão me matar o_o" aí escrevi um capítulo graaaande pra compensar vocês (pelo menos deu impressão de que ficou bem grande)!
E eu também tenho que lembrar que estou SEM meu notebook, porque ele *PLIM* PIFOU. E eu to quase morrendo, sério.
Estou tendo que escrever no notebook da minha mãe e... cara, que teclado estranho. Eu demoro duas vezes mais pra escrever! Mesmo assim, nossa, as reviews de vocês são vida ♥
Muito obrigada por todo o carinho, gente ♥ Amo vocês, de todo o coração.
(O link da página do Face que eu falei cap passado:
https://www.facebook.com/pages/Fanfics-Sasusaku/359329697513111
E meu facebook:
https://www.facebook.com/Amandaraissac)
Boa leitura~!

Capítulo DEZ

e que a sorte esteja sempre a seu favor



“12?”, indagou o homem.

O rapaz deu de ombros. Um longo silêncio se fez presente. Os dois refletiam a respeito de alguma coisa.

“Por que você acha que temos um vencedor?”, disse o homem de repente, chamando a atenção do rapaz novamente.

“Como assim?”

“Quero dizer”, repetiu o homem, “Por que você acha que temos um vencedor?”

Ele esperou, ainda sem entender. Então o homem continuou:

“Se fosse apenas para intimidar os Distritos, por que não sortear 24 Tributos e simplesmente executá-los de uma vez?”, e prosseguiu: “Seria mais rápido”.

O rapaz assentiu.

E disse o homem: “Esperança”.

“Como é?”

“Esperança”, repetiu então. “É a única coisa mais forte que o medo”. E o rapaz assentiu. “Um pouco de esperança faz bem”. “Mas, se muita, passa a ser arriscado”.

E ainda disse: “Uma centena é bom, desde que contida”.

Silêncio.

“E então?”, perguntou o rapaz, sem entender onde o homem queria chegar.

O mesmo voltou-se para ele.

“Não crie motivos”, aproximou-se ele, irritado, “Para que criem esperança demais”.

O rapaz arqueou o cenho discretamente, sério.

“Contenha”, ordenhou o homem, por fim.

E Itachi Uchiha assentiu relutante, em sinal de obediência.



12.

O número rodava e parecia persegui-la.

– O que foi aquilo? – Tsunade entrou no quarto, em um estrondo, abrindo a porta com força. Sakura se levantou rápido, assustada.

– Por Deus, Tsunade! – Reclamou ela. – Ainda não deu a hora! Faltam quinze minut...

– O que você fez? – Interrompeu a mentora. Sakura balançou a cabeça, meio avoada.

– Como é?

Como conseguiu aquela pontuação?

E o silêncio se fez.

– Que diferença faz? – Resmungou o tributo.

– Eu disse para não usar em mais ninguém além dele – Tsunade avançou, irritada.

– Do que você está falando? – Recuou Sakura, quase na defensiva.

A mentora apontou para o nariz arrebitado da rosada, os olhos em fúria.

– Você usou os dons médicos – e prosseguiu aumentando uma oitava na voz – Os que eu te ensinei!

Sakura balançou a cabeça, sem tirar os olhos da íris castanha.

– Não.

Tsunade sorriu, falsamente satisfeita.

– O que você fez?

Sakura estava séria.

– Eu não fiz nada. Pare de me acusar o tempo inteiro – ordenou ela. – Quer dizer, acha mesmo que eu preciso disso?

A mentora esperou uma explicação.

O pobre e pequenino tributo deitou a cabeça de lado.

– Meu pai era médico – Sakura sorriu, então, finalmente, parecendo lembrar-se.

Tsunade balançou a cabeça.

– Você acha que eu sou id...– mas ela parou. As íris diminuíram por instantes, em choque. Minutos passaram e ela continuava estática. Os pensamentos voando longe. Mas um olhar orgulhoso, de quem estava errada e não podia admitir. – Sakura... Haruno – Tsunade de repente sussurrou em incredulidade.

E, sem saber se era o sono, sem saber se era imaginação, segundos depois ela não sabia se as palavras haviam realmente sido pronunciadas.

– Isso – o tom da mentora era baixo, como se ela também estivesse sem noção, a efeito do sono e do cansaço que tomava conta do ambiente escuro – é verdade? Você...

Sakura balançou a cabeça discretamente.

– Estou tentando sobreviver.

As palavras se perderam no ar e o silêncio brotou novamente monstruoso, enquanto Tsunade agora ria de nervosismo. De repente, envolta em desespero, ela girou o corpo, colocando as mãos na testa.

– Sakura-chan – a voz grossa e dura fez com que as duas ficassem imediatamente estáticas – Quer vir dormir no meu quarto?

Sakura olhou para a porta e viu os olhos azuis a encarando, sérios. Inchados de sono. E imediatamente assentiu, tratando de ir em direção a cama, isolada em um canto, e puxar o travesseiro e os cobertores. Não se dignou a olhar para a mulher.

Sakura passou por ela já a caminho da porta, e a mulher de repente voltou-se para os dois:

– Naruto! – Tentou chamar.

– Você pode ficar aí, Tsunade-sama – disse o loiro, mais como uma ameaça.

E, ao fechar a porta do próprio quarto atrás de si, no escuro da cobertura, Sakura sentiu Naruto laçando sua cintura.

– Que barulheira foi aquela? – Perguntou ele – Ela gritou com você?

– Ela está estressada – disse Sakura, simplesmente, em um sussurro.

Naruto riu baixo.

– E olha que não é ela que vai para a arena.

Ela sorriu de canto.

– Vai ter que me explicar depois. – Disse ele. A voz completamente mudada, de repente. Era de novo a voz de seu amigo bobão, diferente da que ela acabara de ouvir, quando ele falara com Tsunade.

Mas ela simplesmente suspirou.

– É melhor não, Naruto.

Os dentes brancos dele reluziram no escuro:

– Acha mesmo que você é alguém para decidir?

E ela o empurrou de leve, enquanto eles riam e cambaleavam em direção ao quarto.



Quando ela abriu os olhos, primeiro não notou diferença em nada. Mas depois que reparou na ausência do espelho na parede oposta à que a cama se encostava, notou que não estava em seu quarto.

Naruto dormia atirado no chão gelado, coberto com um edredom. Uma das pernas estava de fora. A pele alaranjada reluzia.

Sakura balançou a cabeça e passou as mãos pelo rosto.

Não treinara na última noite. Mas as mãos ainda doíam do último treino.

Os treinos eram muitos, eram pesados, e o esforço mental e corporal era essencial. Mesmo assim, algo dentro dela dizia que ela estava indo bem.

Era quase um mistério. Ela mal se lembrava como era a rotina noturna com Tsunade quando saíam para a sala do treinamento.

A sala era escura. E muito diferente de como era de dia.

De repente alguém bateu, de fora do quarto e Sakura notou que a porta estava trancada quando a maçaneta girou e ela não abriu.

– Naruto – ela se debruçou na ponta da cama e cutucou o braço dele de leve – Acorde, abra a porta.

O loiro murmurou alguma coisa e virou para o lado.

Sakura revirou os olhos.

– Naruto! – Chamou novamente antes de tapar o nariz dele.

De repente ele se levantou, estupefato e sem ar.

– Por Kimi-sama, Sakura-chan!

– Por que trancou a porta? – Rosnou ela, baixo. – Abra, tem alguém aí!

Ele olhou em volta e localizou a maçaneta, logo tirando as cobertas de cima da perna e se levantando para pegar a chave de cima da mesa e abrir.

Deu uma última espiada nos olhos verdes antes de enfiar a chave e rodá-la.

– Bom dia, Naruto – cumprimentou Shizune, animadíssima. Naruto cobriu os olhos com uma mão, apoiando-se na parede com a outra, soltando um bocejo em resposta. – Dormiu bem? Espero que esteja animado, hoje é o grande dia.

– Hoje também é “o grande dia”? – sorriu Naruto, já que aquilo era o que ela sempre dizia quando algo excedia da rotina “treinamento – cobertura – treinamento – jantar”. Ela entrou no quarto carregando uma toalha umedecida e dois sabonetes, como fazia todas as manhãs.

– Hoje é a entrevista dos Jogos. Vá se preparando mentalmente para dar todas as respostas certas! – Shizune sorria, eufórica. – É tão emocionante...! – finalizou ela.

Sakura a acompanhava com os olhos. De repente – ela não sabia desde quando –, começara a desconfiar de todos dali.

– Como vai ser isso, Shizune? – Perguntou e a morena deixou a toalha cair quando viu a menina sentada na cama.

– Sakura?! Por Deus, o que faz aí?! – Berrou ela.

Naruto riu.

– Não vem ao caso – Sakura balançou a cabeça.

Shizune ficou vermelha. Tentando disfarçar, desviou o olhar para o chão e pegou a toalha e os sabonetes enquanto falava:

– Bem, eu disse ontem no jantar. Vão se arrumar hoje. O programa começa exatamente às dez e vocês devem estar prontos. Hm – ela engoliu em seco, sorrindo forçado – eu vou ajudar o Naruto e Kakashi vai ajudar você, Sakura.

A rosada assentiu.

Naruto riu.

– Vai ser moleza.

– Cale a boca.



– Cor-de-rosa – Kakashi colocou a mão sobre a boca, pensativo – Vai ficar ótimo.

Sakura espremeu os lábios.

– Um rosê. – Ele olhou em volta – Isso, tipo este aqui. Ótimo. Sakura, vire.

Ela obedeceu.

– Certo. Anko! Venha, rápido – a mulher entrou – Vai, agora é com você. Eu vou checando os saltos.

– Isso não é... – a rosada arriscou, dando uma girada de quadril ao se olhar no espelho – muito rosa?

Kakashi arqueou o cenho.

– Ainda não acabamos. Shh.

Anko sorriu, brincalhona:

– Você parece gostar de cuidar dessas coisas.

Ele riu.

– Não me faça brigar com você – e ela riu também, pegando Sakura pela mão e deitando-a em uma cadeira assim que ele saiu.

– Você ficou linda neste vestido, flor de cerejeira. – Elogiou a maquiadora, de repente, depois de um longo tempo em silêncio.

Sakura ergueu uma sobrancelha:

– Cerejeira?

Anko ergueu as sobrancelhas, surpresa.

– Ah, você não sabia? Haha, é como a Capital toda tem te chamado. A cerejeira é uma flor oriental, belíssima. – Sakura sorriu – “Sakura” é como a chamam. Por isso o nome. E ela é uma árvore delicada, de flores com pétalas leves, coradas de cor-de-rosa. Um rosa tão claro que parece que são brancas, mas envergonhadas.

O tributo permaneceu em silêncio.

Anko de repente disfarçou um suspiro:

– Está nervosa? – perguntou.

Sakura apertou as mãos em resposta. A maquiadora sorriu.

– Não fique. Sinceramente, linda como você está ninguém vai dar a mínima importância para o que você vai dizer.

O tributo sorriu.

– Tomara que você esteja certa.

Kakashi entrou na sala.

– Pronto?

Anko se afastou da pele de pêssego:

– É toda sua, Kakashi.

Sakura se levantou, voltando-se para ele. As bochechas levemente rosadas, o nariz arrebitado, os olhos marcados, cílios longos, lábios ainda pálidos. As íris opacas, como se os sonhos estivessem barrados e o brilho da lâmpada do cômodo, que refletia no verde esmeralda, fosse mera ficção. Os ombros finos, os gestos delicados, o sorriso que ela deu faria qualquer um perder a fala.

Estava perfeita.

Ele sorriu.

– Como se sente? – Perguntou, agora olhando para a rosada.

Mas ela quase não respondeu, prendendo a respiração.

– Como um outdoor.



– Sejam bem-vindos à sétima edição dos Jogos Vorazes! – Berrou o apresentador – Daqui a poucos minutos, todos eles estarão aqui. Todos os tributos dos quais ouvimos falar.

Cada um dos pares de olhos da plateia sorria.

Estão animados? – Perguntou o locutor e houve gritos de euforia. Milhares deles, saltando por partes diferentes do auditório monstruoso.

Os tributos se encolhiam, em filas, em uma sala separada.

Era incrível o contraste de emoções entre o palco e a sala. Os tributos, quando um ao lado do outro naquele cômodo, apreensivos, prontos para entrar em cena, respiravam fundo, suspiravam com pena de si mesmos e olhavam feio para quem conversava com o apresentador no momento.

Quando Sakura e Naruto chegaram, os outros tributos encararam.

Sasuke foi um dos últimos a olhar para ela.

E, quando olhou, demorou para tirar os olhos. Até depois que seus olhares se cruzaram, ele não sentiu-se na obrigação de disfarçar a intensidade na expressão. Sakura não fez nada além de encará-lo de volta, séria. Sasuke Uchiha era, definitivamente, muito difícil de ler.

O que estava pensando?

A arena estava a duas noites de distância. E ele continuava indiferente, como se não se importasse e até como se esperasse por isso. Como se quisesse morrer. E como se aquilo fosse um pedido.

O fato de ter se voluntariado fortalecia a ideia.

Em compensação, Naruto também não parecia abalado pela proximidade do grande dia. Mas porque simplesmente não parecia ter consciência do que aquilo significava.

Os olhos negros entravam dentro dela de um jeito inacreditável e ela liberou-se quando sentiu a chave pedindo para destrancá-la.

– Distrito 4 – chamou uma mulher, de repente, chamando atenção de todos – é sua vez, Hinata.

Ela assentiu, respirando fundo.

As mãos gélidas tremiam. A maquiagem disfarçava a palidez.

De frente, a trança da Hyuuga não aparecia. Os cabelos caíam sobre os outros e se uniam atrás, nas pontas, no fim da dança entre as mechas, que se iniciava no topo, bem no meio da cabeça.

Assim que a mulher se retirou com o tributo, todos encararam a televisão, esperando que ela aparecesse.

– A pérola, Hinata Hyuuga! – Anunciou o apresentador, e o auditório sorriu. A moça entrou timidamente, forçando um sorriso que não era dela, com seu cabelo comprido e liso escorrido completamente solto, enfeitado com uma tiara.

Os vestidos curtos e a imagem na TV tratavam de alongar os tributos femininos.

– Meu pai queria um filho homem para prosseguir com os negócios da família – explicou a Hyuuga, respondendo à terceira pergunta que a fizeram – O pescado. Como eu era uma filha mulher, nunca fui muito querida.

O apresentador assentiu, compreensivo.

– E agora? Você vai ganhar pelo seu pai? Para provar que pode?

Hinata deu um sorrisinho discreto.

– Ele está morto. Eu morei com meu primo, Neji, até ter idade para trabalhar em um orfanato especial que temos no Distrito, para crianças que perderam os pais na revolta.

O apresentador sorriu.

– Neji? Neji, dos Jogos? É seu primo? – Ela assentiu.

– Não posso provar nada agora – ela deu de ombros.

O apresentador tentou animá-la com algo e, quando ela saiu, o auditório aplaudiu.

Na sala, a mulher que levara Hinata apareceu novamente e, assim, sucessivamente. Acompanhou Kiba Inuzuka, que deu um grande show, mostrando seu lado animadíssimo à Capital, e depois de outras entrevistas, Ino Yamanaka.

– Agora, vamos ver se ela realmente brilha como uma estrela. Ino Yamanaka! – e o auditório todo aplaudiu com vontade. Ino entrou, por um instante radiante, sorrindo exageradamente. Na televisão seu penteado ficou bem mais fácil de entender: um coque com mechas grandes trespassadas atrás e um moicano altíssimo na frente, marcado por uma tiara grossa. Ela sentou-se ao lado do apresentador, quando ele decidiu começar a conversa: – E então, Ino? Está preparada?

– Preparadíssima – sorriu ela.

– Autoconfiança! Amo isso – elogiou o homem. E continuou, como se mudasse completamente de assunto: – A alguns dos tributos – em meio a todo aquele luxo, toda aquela festa e toda aquela fama, chama-los de “tributos” era quase fora do roteiro. E não soou bem aos ouvidos de Ino – foram atribuídas perguntas diretas, formuladas pelo público. E, bom... – o tom dele mudou. O assunto ficou delicado – uma delas é sobre seu filho, Ino.

O sorriso dela sumiu.

A garota assumiu uma expressão perturbada. Sakura espremeu os lábios onde estava.

Mesmo que elas fossem automaticamente rivais, era como se Sakura torcesse por ela. Era como se, caso ela não estivesse onde estava e caso Naruto também não estivesse ali com ela, Ino fosse o tributo preferido.

“Doentio”, lembrou-se ela. E tentou obrigar-se a torcer para que Ino caísse do palco. Sem muito sucesso.

Ino estava com nota 8. Se não estragasse tudo, teria grandes chances. “Só não estregue tudo”, ordenou a tributo do Distrito 12 em pensamento.

– Se não se importa – acrescentou o apresentador.

Ino olhou para ele e deu um sorrisinho forçado.

– Não, tudo bem.

Ele sorriu.

– Pode explicar? O que aconteceu, como foi? – ela prendeu a respiração – Quem é o pai?

Os olhos azuis pareciam distantes e todos se atentaram quando os lábios pintados dela se entreabriram, quando ela falou:

– Todos fazem besteiras, não é? Acho que, na época, a Colheita era o menor dos meus problemas.

Silêncio.

Sakura estreitou os olhos. O que queria dizer?

– E o que pensa sobre isto agora? – Perguntou o apresentador.

E sua mente se dividiu em dois.

“Se eu morrer”, Ino desejaria ter respondido, “isto é melhor do que voltar para aquele Distrito e criar um filho lá, morto desde nascido até realmente morrer de fome”.

Mas só disse:

– Estou animada, acho que ele vai me ajudar a vencer.

E a plateia aplaudiu assim que Sakura suspirou de alívio.

– Ino Yamanaka! – Berrou o apresentador, levantando-se, sorridente, segurando na mão dela, que se levantou junto.

Sakura sorria discretamente quando a mulher entrou na sala novamente.

– Uchiha Sasuke – e ela se arrepiou.

O moreno ergueu o queixo e fez o caminho até o palco. Passou por ela e seu cheiro pareceu fincar-se na pele dela como uma tatuagem.

Quando ele apareceu na televisão, ela apertou as mãos, uma na outra.

– Sasuke! – Cumprimentou o apresentador. Sasuke sorriu educadamente. – Sabe que – começou ele, já sentado, depois dos milhares de gritos desesperados e aplausos cansativos que o Uchiha recebeu – cada uma das garotas daqui tem uma parte delas completamente apaixonada por você?

Mais gritos e palmas e Sasuke teve que rir discretamente. Abaixou a cabeça e olhou para o apresentador do topo do olho.

– É verdade, é verdade – garantiu ele. E olhou para a plateia: – Não é, meninas? – E mais gritos.

Sakura arqueou o cenho. Até agora, ele tinha um dos públicos mais fortes.

– Obrigado – ele acenou discretamente.

– Acha que há a possibilidade de namorar uma fã, caso você ganhe os Jogos?

A pergunta causou euforia. Mas Sasuke apenas espremeu os lábios:

– Não estou muito focado nisso agora. – Uma pausa para a evidente decepção do público, com um “ah...” em coro.

Mesmo assim, aquilo não pareceu convencer o apresentador, que insistiu:

– Tem certeza? Não há ninguém em toda a Panem que chame sua atenção?

E, assim que Sasuke sorriu, os olhos de Sakura se arregalaram. Seu sangue correu mais rápido nas veias, em desespero.

– Na verdade – começou o moreno e todos ficaram atentos. Naruto foi mais para frente com o corpo; o cenho arqueado, como se quisesse ouvir melhor – há uma mulher.

– Ahá, eu sabia! – Apontou o apresentador. Toda a Panem, que assistia tudo ao vivo, foi a loucura. Sai ergueu uma sobrancelha, assistindo o programa ao lado de Konohamaru. – E pode nos dizer quem é?

Ele não respondeu.

– Entendo... – o entrevistador lançou um olhar divertido para a câmera e depois voltou os olhos para Sasuke novamente – Então pode ao menos nos dizer o que há nela que chamou tanto sua atenção? – Quase prevendo que ele não ia topar, o homem modificou a pergunta automaticamente: – Ou... pode nos dar uma dica?

Sasuke se acomodou na poltrona, sério, como se pensasse para responder.

E quando encontrou a resposta, deitou a cabeça para a direita, em um movimento quase imperceptível:

– Ela tirou mais do que eu nas apresentações individuais.

Sakura sentiu sua visão embaçar e ouviu nítida e claramente o estalo de quando Naruto trincou os dentes.

Notas finais
AEEEEEEEEEEE o/ Espero que tenham gostado! A história tá meio que entrando no eixo e eu posso garantir que no início nem tudo vai ser o que parece, então... hahah, desculpem por qualquer "frustração" que possa vir mais tarde. Se vier, sei lá também. HAHAHAHAHH
Falando em "frustração" (q), estou escrevendo o CE. Tá demorando, mas vai chegar ok? Hahah. Desculpem por isso também.
Millllllllllll beijos, até o próximo cap lindoss ♥
(Gostou? Antes de sair, deixe uma review ou uma recomendação! ♥)