Notas iniciais
OOOOOOOOOOOI LINDOS DA MINHA VIDA
COISINHAS PRECIOSAS
Ok, eu sei que demorei. Mas é sério gente, eu to com UM MONTEE de coisas pra fazer.
Eu queria agradecer MUUUUUUUUUUUITO e de coração a recomendação que o Conselho recebeu da Alie Malfoy! SUA LINDAAAAA, MUITO OBRIGADAAAAA! Sério, eu MORRO quando eu começo a ler as recomendações de vocês. MUITÍSSIMO OBRIGADA! Eu vou postar lá assim que eu tiver tempo. Não vai demorar.
Espero que curtam esse capítulo do Hunger Gamesssssss! Mil beijossssss, boa leitura! ♥

Capítulo ONZE

e que a sorte esteja sempre a seu favor

O que você quer?

– Sakura Haruno – a mulher a pegou pelo braço e Sakura balançou a cabeça, finalmente voltando a si. – Vamos, é sua vez.

Olhou em volta, atordoada.

Naruto estava a alguns metros de distância. Kakashi parecia tentar acalmá-lo. E não parecia funcionar.

– Boa sorte, Sakura – uma mão quente apalpou seu ombro nu quando ela tentou seguir a mulher.

Era Lee, o esquisito, com um sorriso enorme, as sobrancelhas grossas e dentes brancos.

Espere, pensou ela, o que está acontecendo aqui?

Lee estava... investindo?

Mesmo ciente do que poderia falar e do que precisava falar, ela apenas balançou a cabeça como se não soubesse de nada e deu as costas.

– Vamos, vamos – um homem apareceu do nada, segurando seus cotovelos por trás. Ela não resistiu e simplesmente deixou que ele a guiasse.

Havia alguns corredores escuros até o palco monstruoso. A impressão é que havia milhares de pessoas ali, todas encarando, esperando que ela tropeçasse.

– Está pronta?

Sakura espremeu os lábios.

– O que eu tenho que fazer?

A mulher balançou a cabeça, sem conseguir conter um sorriso.

– Lute.

Sakura assentiu.

Os aplausos abafaram sua respiração barulhenta e quando ela entrou sentiu os holofotes mirando seu rosto e aquecendo suas bochechas. Não ouviu nada além dos gritos histéricos que vieram do público assim que ela colocou os pés no palco. Seu olhar esverdeado parecia vazio e soava distante enquanto ela olhava ao redor, até que o apresentador segurou sua mão.

– Sakura, Sakura Haruno!

E mais aplausos.

– Sente-se, fique a vontade – atraiu ele, levando-a até a poltrona dos convidados, no centro do palco – estávamos esperando por você, não estávamos? – Sorriu ele, de um jeito maroto. A plateia vibrou em resposta.

Ela ergueu uma sobrancelha, sorrindo discretamente para suavizar a expressão.

– Creio que possa imaginar o porquê. – Acrescentou o homem, com uma piscadela.

Naruto mostrou os dentes para o telão.

– Não sei o que quer dizer – riu Sakura, com olhos mascarados em confusão. Era difícil se concentrar naquele lugar, ao vivo, com todos olhando para ela.

Pôde sentir sua pele arrepiada.

– Bom, vamos esperar ela se soltar para abrir o jogo, pessoal – o apresentador riu para o público, que quase pareceu rir de volta. E então seus olhos e todos os outros se lançaram sobre o rosto de porcelana: – Sobre aquela aparição na Apresentação... bem, foi incrível! Eu precisava dizer isso.

Sakura sorriu de um jeito angelical.

– Muito obrigada.

– Não te deu medo de fazer aquilo? Quer dizer – ele deu de ombros – de pegar fogo?

A plateia riu.

– Não. – Assegurou ela, quando todos ficaram em silêncio. E acrescentou, mais como se quisesse lembra-lo: – Naruto também estava lá.

O homem fez alarde, olhando para as câmeras como se estivesse espantadíssimo.

– “Naruto estava lá” – repetiu ele. – Oh, é claro. É seu amigo, não é?

E aquele foi o primeiro sorriso verdadeiro que ela deu:

– Sim.

O apresentador ergueu uma sobrancelha, sugestivo.

– E nada além disso?

A pergunta a pegara de surpresa, mesmo que ela já tivesse pensado diversas vezes na possibilidade daquilo acontecer.

Os fios róseos permaneceram intactos quando ela balançou a cabeça, tão curto fora o movimento.

– Nunca parei para pensar nisso.

– Bem, já é hora de pensar, não é?

Sakura Haruno fez uma careta, unindo as sobrancelhas.

– Acho que não. – Ela deu de ombros. – Não creio que haja necessidade.

– Como é? Vai me dizer que nunca pensou em namorados?

“A miséria e a fome que passamos no meu Distrito não me permite ficar alheia assim”, ela quis responder. Mas mordeu a língua e engoliu as palavras.

– Não. – E sorriu – Na verdade, não.

Ele esperou por instantes mas ela não disse mais nada.

O apresentador então desistiu, voltando o rosto para o público, sorridente.

– Há outras coisas que queremos muito saber. – Ela espremeu os lábios. Ficar ali estava sendo mais difícil do que ela imaginava – Se importa se eu perguntar a respeito... da garotinha?

Moegi.

Algo ficou entalado na garganta dela. Havia séculos ela não pensava neles. Em Moegi ou Konahamaru. Até mesmo em Sai.

Como estariam? Será que a estavam assistindo, naquele exato momento?

– Não, de forma alguma. – Disse ela – Pode perguntar.

Ele espremeu os lábios, tomando a liberdade de segurar a mão da moça.

– Todos nos comovemos quando tomou o lugar dela como tributo na Colheita – confessou ele – Por que fez isso?

A pergunta foi direta. E Sakura não teve muita resposta. O silêncio foi tenebroso, ainda mais quando ela percebeu que era a única que tinha a permissão de rompê-lo.

– Ela estava apavorada.

– E então você julgou que fosse melhor você ficar – não era uma pergunta.

Sakura ficou em silêncio.

O apresentador prosseguiu:

– Achou que tinha mais chances de vencer os Jogos?

A pergunta era cômica.

Não era nada daquilo. Não era vencer. Afinal, vencer o quê? Os Jogos eram uma maldição. Era irritante trata-los como uma bênção.

– Acho que todos nós já perdemos. – Murmurou ela, alto o suficiente para ser considerada uma resposta petulante.

– Parabéns, querida! Muito bem, foi muito bem – aplaudiu Shizune ao vê-la descendo a escada de dois degraus que separava a ala do térreo.

– Onde ele está?

– Quem? – Indagou a locutora anual das Colheitas, de repente assustada. – Quem?

Mas Sakura não deu respondeu. Olhou em volta e logo encontrou o que queria.

Sasuke estava elegantemente parado no canto da sala, perto de um longo lance de escadas estreitas, completamente sem expressão. Como se absolutamente nada tivesse acontecido.

Aquilo mexeu com os neurônios dela.

Sakura foi até ele rapidamente em passos pesados e segurou seu braço com força.

Ele olhou, surpreso.

– O que foi aquilo? – Berrou ela.

– Sakura! Por Deus, Sakura, se acalme! – Shizune dava passinhos apressados e chegou a tentar impedi-la, mas ela abriu um dos braços, contendo a morena.

– Quem você pensa que é para falar de mim em rede nacional, Uchiha?! Em poucos minutos aquela vítima com quem você anda vai estar me olhando feio e eu não ficaria surpresa se ela me matasse na arena! – “Karin” – É como vão citar o meu nome agora? Nunca falou comigo e quer dizer que eu chamo sua atenção? É assim que quer jogar? – Ela gritava. Até que Kakashi chegou aos pulos, segurando-a por trás.

– Sakura, chega! – Disse ele – Ele te fez um favor.

– Ele fez um favor a si mesmo! Está me usando para chamar atenção! – Rebateu ela.

– Mas você também ganha com isso, não percebe? – Disse Kakashi.

Ela puxou o ombro para trás, possuída em ira.

– Eu quero falar com ele – falou, com um tom autoritário e firme.

Vendo que ela já não se rebatia mais, Kakashi a soltou. Olhou para Shizune. “Tudo bem”, murmurou, e os dois se afastaram.

O silêncio tomou o espaço vazio.

Os olhos dela encararam dentro das orbes negras, determinados. Um ódio crescia e era visível na margem das íris esverdeadas. Sasuke esperou que ela falasse.

– O que você quer? – Perguntou ela. A voz trêmula.

O Uchiha ergueu o rosto, sem responder.

– O que você acabou de fazer? – Ela grunhiu, agora furiosa.

– Precisamos de patrocinadores, Haruno.

A voz dele, que ela já ouvira antes, parecia ainda mais atraente agora, quando as palavras eram dirigidas diretamente a ela.

– Eu só precisava de mais alguém – concluiu ele.

Sakura fechou os punhos.

– E por que eu?

Para sua surpresa, Sasuke sorriu.

Um sorriso misterioso e, primeiramente, sem visível causa.

Até que ele olhou em volta e parou os olhos no telão, quando Sakura finalmente entendeu.

A foto do loiro aparecia na TV, coisa que acontecia para anunciar a entrada dos tributos.

Naruto”.

– O que quer com ele?

Ele olhou para ela.

– Não tem a ver com o que quero com ele. Não percebe? No fim, só vai restar um. Todos os outros vão morrer. – Sakura respirava fundo, ouvindo atentamente – A partir do momento que entraram nisso, um de vocês já estava morto. Como Kakashi disse, estou te fazendo um favor.

– Eu não pedi sua ajuda – interrompeu ela – E muito menos acredito que esteja realmente me fazendo um favor.

– Sasuke – chamou um homem, se aproximando deles. Sakura não conhecia. Ele olhou para a tributo do Distrito 12 por segundos antes de olhar para o Uchiha novamente – Temos que ir.

Sasuke olhou para ela.

– Depois conversamos.

E se foi.

Ela olhou em volta antes de colocar as mãos na testa. Respirou fundo e olhou para trás. Shizune estava sozinha novamente, olhando para o telão.

Sakura não hesitou em ir até ela.

– Onde está Tsunade? – Perguntou, com a voz rouca.

– Estava com Naruto. Acho que agora é a vez dele – Shizune apontou. Sakura acompanhou seus olhos, impaciente.

– Naruto! – Anunciou o apresentador, aos berros. Deram um zoom no belo rosto do loiro e Naruto cumprimentou o público com acenos e sorrisos largos, com direito a gestos de tirar o chapéu e curvar-se, nos pixels da tela. – E então, como vai? – Perguntou o homem, depois que se sentaram.

– Está tudo ótimo – sorriu Naruto – E com você?

– Ah, comigo, sim, está tudo bem – exaltou o apresentador – Haha, e então? O que está achando da Capital?

– É bem diferente.

– Para melhor ou para pior?

O tributo soltou uma risada que para Sakura, que o conhecia tão bem, não poderia soar mais forçada.

– Para melhor, com certeza. – A plateia riu.

O apresentador sorria exageradamente:

– O que você achou a melhor coisa daqui?

Naruto estalou os dedos.

– Esta é bem fácil – disse ele – A comida.

O povo aplaudiu e riu.

– A comida, é claro! – O homem bateu palmas. Naruto fazia sucesso com seu jeito sincero.

– Do que você mais gosta?

– Ah, do lamen, com certeza – sorriu o loiro. – E dos cupcakes.

A plateia gostou.

– Sim, nossos cupcakes são deliciosos! – Concordou o apresentador, em tom de brincadeira.

– Eu nunca tinha comido.

– O que vocês comem no seu Distrito?

Ai, caramba, gemeu Sakura, Naruto, não fale nenhuma besteira.

– Carne – disse o tributo – Muita carne.

O homem sorriu.

– Hmmm, carne é bom.

Sakura sorriu. “É isso aí, Uzumaki”.

– Muito bom – concordou ele.

– Agora... Diga-me, Naruto: você e Sakura formam uma bela dupla, não?

O Uzumaki sorriu.

– Com certeza, acho que formamos.

Mas o apresentador praticamente interrompeu:

– Há alguns boatos – então ele interrompeu a si próprio – bem, passarinhos me contaram – Naruto sorria –, que você se voluntariou por ela.

De repente Naruto foi para trás com o corpo, meio surpreso e completamente encabulado.

Os olhos verdes de Sakura se arregalaram.

– De onde tiraram isso?

Shizune ficou meio em silêncio.

Naruto ficou sério no telão.

– Eu me voluntariei porque eu achei que precisasse.

O apresentador assentiu.

– Não precisa se envergonhar. Conte-me – incentivou ele.

Naruto ergueu os olhos, de repente meio determinado.

– Eu vim para protegê-la.

A plateia ficou em silêncio. Sakura prendeu a respiração.

– Entendo. E há algum motivo especial?

Naquele momento o rosto de Naruto ocupou 70% do espaço na tela.

– Eu a amo.

Notas finais
AOOOOOOOOOWWWWWWWWWWWWWWW
E aí, o que acharam? ♥
Esse ficou curtinho, né? Mas é pra dar um suspense e atualizar a fic ao mesmo tempo.
Milllllll beijos, até o próximo~!