The Hunger Games
13 Morta
Notas iniciais
Que saudadeeeeeeeeeeeee! Tava louca pra postar capítulo novo, só que não tava tendo tempo pra NADA!
Muita prova, muito trabalho, muita gente precisando de mim em casa e tudo mais. Me perdoem pela demora :c
E MUUUUUUUUUUUITO OBRIGADA por esse carinho que só vocês tem! Pelas reviews, as mensagens... ♥! Eu fico louca quando eu leio. Obrigada pela fé que vocês tem em mim e na fic, isso tudo me deixa muito feliz.
♥ E um agradecimento especial pra SousHunterHaruno, que deixou uma recomendação MARAVILHOSAAAAA pra fic. MUUUUITO OBRIGADA MEU AMOR! ♥
Espero mesmo, de todo o coração, que vocês continuem lendo e acompanhando! Aí está o capítulo novo ♥
Mil beijossssssss, boa leitura!
Capítulo DOZE
e que a sorte esteja sempre a seu favor
Quando ela atravessou a porta, os flashes pareceram piores do que as luzes de quando subira no palco.
Shizune corria logo atrás dela, segurando seu braço como um escudo.
– Sakura Haruno, Sakura Haruno! – Chamavam alguns repórteres – For de cerejeira! O que você achou da declaração que o seu companheiro de Distrito fez?
– E quanto a Sasuke Uchiha? Ele representa uma ameaça? – indagou outro.
– Sakura, quem você prefere?
– Com licença, por favor, nos deem licença – dizia Shizune, tentando empurrar a multidão.
Sufocada, Sakura olhava para o chão, tentando simplesmente chegar até o carro que a aguardava sem entrar no jogo de nenhum deles.
Eles entravam na frente dela, colocavam o microfone próximo de seus lábios.
Mas de repente ela sentiu seu pulso sendo puxado com violência para trás. Shizune virou-se no mesmo instante, tão atordoada e confusa quanto o tributo.
Kiba rosnava para ela.
– Então é isso?! Muito esperta – berrou ele, envolto em ira – Agora vocês são um casal?! Sua desgraçada.
– Eu não pedi nada disso, seu verme! – Ela rosnou de volta.
E recuou, quando Kakashi apareceu e a empurrou, segurando Kiba pelo peito.
Mesmo assim, mesmo depois que Sakura deu-lhe as costas, os olhos de fera selvagem demoraram para desviar dela.
Sakura só pôde perceber o quanto estava aliviada por estar sozinha quando finalmente esteve.
“Você está com uma cara péssima”, Shizune dizia.
Mas ela não abriu a boca para concordar, muito menos para protestar. Ficou em silêncio, com o olhar distante. A expressão vazia o tempo todo.
O que estava acontecendo?
Desde quando Naruto falava corretamente? E desde quando se declarar para ela em rede nacional era uma boa ideia?
“Se bem que”, Sakura fechou os olhos, “se Naruto tivesse boas ideias, não estaria aqui”.
Estavam jogando. Para sempre seriam jogadores.
Agora ela era a boneca de pano.
Talvez Tsunade tenha aproveitado a tentativa de Sasuke de chamar atenção e manipulado Naruto para que ele também fizesse alguma coisa. Fazia todo o sentido.
Mas no fundo algo sussurrava em seu ouvido que Naruto não era tão imbecil assim, a ponto de ser manipulado por ela.
Noite passada elas não haviam treinado. E, bem no fundo, Sakura se sentia aliviada por isso.
“Muito esperta”, Kiba dissera, “Agora vocês são um casal?”.
As vozes, os sussurros, começaram a tomar conta dela e ecoar no cômodo praticamente vazio.
“No fim, só vai restar um”.
“Todos os outros vão morrer”.
“A partir do momento que entraram nisso, um de vocês já estava morto”.
– Ele tem – sussurrou ela, chorosa – toda a razão.
O apartamento estava em pleno silêncio, tirando o barulho dos pratos estalando quando Shizune resolvia ligar a lavadora.
E, de repente, o estrondo da porta da sala se abrindo fez com que ela finalmente abrisse os olhos.
– Cadê a Sakura? – Pôde ouvir o Uzumaki perguntar.
Shizune não respondeu de primeira, mas após alguns instantes falou.
– Acho que ela ficou aborrecida, Naruto-kun. Se eu fosse você, falava com ela amanhã pela manhã.
Ele não deve ter parecido satisfeito, já que Tsunade interviu:
– Deixe ela, Naruto – disse, mais como uma ordem.
E Naruto não disse mais nenhuma palavra.
Mas o prédio tremeu quando ele fechou a porta do quarto.
┼
Ela tentou dormir, mas não conseguiu.
Girava de um lado para o outro nos dois metros de cama, respirava fundo e ouvia o corpo trabalhando. O coração batendo forte, a pele suando frio. Sinceramente, o que estava acontecendo?
Naruto era o ser humano mais estúpido que ela já conhecera no planeta. Mas ela balançou a cabeça.
Não pensaria nisso de novo. Queria estar preparada para a arena.
Queria estar preparada para ser massacrada.
Em questão de horas, seria o sacrifício de um ritual mal planejado.
E pela primeira vez ela sentiu como se, talvez, aquele fosse seu destino.
Morte.
Mas aquele era o destino de todos, não era? Ela só alcançaria mais rápido.
E respirou fundo.
Era uma pena ela não estar viva para ver tudo aquilo mudar, caso um dia mudasse.
Uma revolução.
Naquele instante, tudo parecia muito mais fácil. Brigar pelo Distrito, morrer pelo povo. Ela não parecia ter mais nada a perder.
Além do que, quando você não está morrendo de fome parece pensar em coisas além de comida.
De repente a figura da raposa invadiu sua mente e ela passou a ter pesadelos sem nem estar dormindo. No lado escuro do cômodo ela enxergava o animal se movendo, dançando para ela, como uma chama negra, apoderando-se completamente de sua consciência.
“Vá embora”, resmungava ela, “não quero ver você”.
E a raposa respondia com um ronrono irritado.
“É sério”, interrompia Sakura, “Me deixe dormir hoje. Hoje eu preciso dormir”.
E o monstro subia na escrivaninha e ameaçava derrubar os lápis. Até que Sakura mostrou os dentes e ele virou fumaça.
E ela conseguiu ouvir as vozes no fundo do silêncio.
– O que você fez?! – Rosnava alguém, no andar acima do dela.
“A... cobertura?”, a Haruno ergueu uma sobrancelha, sentando-se na cama, ainda com as pernas esticadas. Foi com o corpo um pouco para frente, para ver se ouvia melhor.
– Você começou tudo isso, Sasuke! – Gritou uma voz fina, em seguida.
Karin.
Sakura arregalou os olhos.
Ops.
E atropelou os lençóis, indo para a ponta da cama e ficando de pé com o ouvido próximo à janela, que estava sempre trancada. Ela não tinha as chaves.
– Desde quando alguma coisa “chama sua atenção”? Sabemos que isso não é verdade! – Prosseguiu a ruiva.
– Você estragou tudo, Karin. Me fez parecer fraco – acusou Sasuke. A voz arranhando.
– Eu fiz todos verem a besteira que você estava dizendo.
Do que estavam falando...?
– Você não tinha que se meter – interrompeu o Uchiha, ardendo em raiva – o que eu faço ou o que eu penso não tem nada a ver com você.
– Mas, Sasuke... – ela tentou dizer, chorosa.
“Será que...?”
Ela não assistira a entrevista de Karin.
Quando constatou aquilo, uma risada ousada, improvável, indelicada, suja, inesperada e cheia de orgulho começou a se formar na garganta da Haruno.
– Você e o Uzumaki – De tão duros os passos, Sakura ouviu quando Sasuke pareceu dar as costas, virado para algum outro lado. – Não imaginei que ele fosse tão imbecil – Como permaneceu em silêncio depois disso e a voz ficou meio abafada no fim da frase, a Haruno julgou que estivesse com as mãos sobre a boca.
– “Imbecil”?! Quem ele pensa que é? – Berrou Naruto de repente.
Sakura arregalou os olhos e virou o rosto imediatamente para a porta, onde estava o loiro, com uma expressão indignada, com as mãos em punho. Ela engoliu a risada e o sorrisinho e quase caiu da cama.
– Por Deus, Naruto, o que está fazendo aí?! – Ela berrou, o mais baixo que pôde.
Ele ignorou, caminhando em direção a ela e subindo na cama também.
– Do que estão falando?
– Que direito você pensa que tem d– mas Naruto tampou a boca e o queixo da Haruno com uma das mãos enormes.
– Shh, Sakura-chan – sussurrou ele – Estou tentando ouvir.
Ela arregalou os olhos, indignada, gemendo em protesto.
– Uchiha de merda – Naruto ainda resmungou.
– O que vai fazer, Sasuke-kun? – murmurou Karin, tão baixo que eles quase não conseguiram ouvir, captando apenas algumas sílabas das palavras para identifica-las.
Sakura esperou pacientemente ao lado de Naruto, mas Sasuke não respondeu.
E, depois, houve silêncio.
Por muito, muito tempo.
┼
– Para onde você acha que vamos depois que morremos?
Ele permaneceu imóvel.
O lençol já estava aquecido, sob seus corpos.
– Eu acho que, se não nascermos de novo, em outro corpo, em outra pessoa – ele começou, com um ar pensativo – nós vamos para uma espécie de outra dimensão.
Ela ergueu uma sobrancelha.
– Como assim?
O ambiente tinha um ar sonolento.
– Continuamos vivos – explicou ele – mas não aqui.
Ela olhou para ele.
– Como?
Naruto virou o rosto para encarar as íris verdes curiosas.
– Outro lugar. Sem leis, sem fome, sem guerra – respondeu.
Ela assentiu de leve, parecendo entender.
– Então seria algo bom – constatou.
Ele fez que sim.
– Com certeza.
Ficaram em silêncio por instantes. O teto do quarto iluminado pela Lua.
Até que ele perguntou:
– E você?
– Hn? – Fez a Haruno, despertada dos próprios devaneios.
– O que acha que acontece quando morremos?
Sakura sorriu docemente no escuro.
– Acho que vamos para o céu.
Ele piscou, curioso.
– Para o céu?
– Sim.
– Acredita em céu?
– Sim.
Ele assentiu.
– Entendo.
Ficaram quietos, até que ela murmurou:
– Somos tão frágeis...
E ele concordou, sorrindo.
– Não tenha medo, Sakura-chan. Nada vai acontecer com você, eu prometo.
Mas ela já não sabia mais se era sonho ou se o conforto que crescia em seu peito duraria para sempre.
┼
– Está morta? – Gritou Shizune, da sala do apartamento, fazendo Sakura acordar.
– Sim.
Naruto se encolhia no chão do quarto.
Ela balançou a cabeça.
– Quem está morta? – Perguntou a Haruno, após sair do quarto e pular as pernas do Uzumaki.
Shizune olhou para ela surpresa, como se aquilo fosse algo que ela não pudesse ouvir. Mas falou:
– Uma garota foi encontrada morta esta manhã, na cobertura do prédio.
Sakura sentiu sua respiração falhar.
– Já sabem quem é, Tsunade-sama? – Perguntou a morena. Tsunade lia a matéria na revista mais popular da Capital. Mas não foi ela quem respondeu.
– Karin, do Distrito 9 – sussurrou Sakura.
E, ao ligar a TV, quando confirmaram a vítima, tanto Shizune quanto Tsunade olharam para Sakura como se ela fosse uma bruxa.
– Esta manhã foi encontrado o corpo de Karin, o tributo do Distrito 9, na cobertura do prédio dos Distritos. Aparentemente sem chances de suicídio, a menina parece ter sido assassinada.
Sakura sentiu o pavor correndo nas veias.
“Sasuke”.
Notas finais
Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo! Mil beijosssssssssss ♥
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