The Hunger Games

14 O veneno, o bilhete e o Uchiha


Notas iniciais
OOOOOOOOI MEUS LINDOS E MARAVILHOSOS, DIVOS, VIDAS
Antes de mais nada ME DESCULPEM DE NOVO por demorar UM SÉCULO pra postar. Eu sou uma irresponsável sem futuro (vou falar sobre isso nas notas finais, então por favor leiam).
AGORAAAAAA:
TEMOS NOVA RECOMENDAÇÃO ♥ ♥ ♥ ♥ (CORAÇÕES, CORAÇÕES, MEGA CORAÇÕES)
MUUUUUUUITO obrigada Geek, pela sua liiiinda recomendação e por todo esse carinho ♥ Morri lendo, sério. Espero que todos continuem acompanhando a fic e mandando reviews falando o que acharam!
Sobre esse capítulo - mistérios à parte -, ELE É O ÚLTIMO ANTES DA ARENA GALERINHAAAAAA~ HEUEHUH
TO MUITO ANIMADAAAAAA!
Ficou bem longo, espero que vocês gostem.
BOA LEITURA ♥

Capítulo TREZE

e que a sorte esteja sempre a seu favor

“E Sasuke já comentou algo a respeito dela para você?”, o apresentador perguntara. Karin sorriu para responder na tela do notebook.

“Não, com certeza ele falou por falar”, disse ela, “Talvez tenha sido para chamar a minha atenção”.

Sakura balançou a cabeça.

“Sabe, sempre fomos muito próximos, Sasuke e eu, muito íntimos”, prosseguira ela.

“Você estragou tudo”, ele dissera.

A Haruno clicou na tela, pausando o vídeo.

– Com certeza foi aquele Uchiha! – Acusou Naruto, sentado ao lado da rosada, enquanto os dois pesquisavam os vídeos da programada entrevista dos tributos. O link era da apresentação de Karin. Finalmente os dois estavam sozinhos no apartamento, com o computador só para eles. Ela não conseguia entender. Não duvidava que tivesse sido Sasuke, mas por que matá-la?

– Por que ele a mataria?

Naruto balançou a cabeça, como se fosse óbvio:

– Ela fez tudo o que ele disse parecer mentira, em rede nacional. Deve ser motivo suficiente.

Sakura espremeu os lábios, pensativa.

Estragou seus planos.

“Mas... um ataque de raiva, Sasuke? O que deu em você?”.

– Se ele tivesse tido um ataque de raiva, ele a empurraria prédio abaixo.

O modo como ela disse aquilo soou cômico, mas fazia todo o sentido. E na verdade havia apenas o corpo, fragilmente estirado no chão da cobertura.

Naruto ergueu uma sobrancelha.

– Sakura-chan, está pensando em alguma coisa?

Ela não respondeu de primeira.

– Você não ouviu nada depois que eles pararam de falar pela primeira vez, não é?

– Não. – Garantiu ele – Você ouviu?

– Não. – Ela semicerrou os olhos – E certamente teríamos ouvido se ela tivesse gritado.

– Com certeza – concordou Naruto.

– É como se ela tivesse simplesmente caído no chão, morta.

Um silêncio se formou por longos instantes.

O vídeo que tomava a tela do notebook estava pausado na imagem de Karin, sorrindo para o apresentador.

Os dentes brancos, os olhos doces. Por um instante quase ingênuos. Ao lado, as outras opções de vídeos relacionados, onde alguns repórteres apenas citavam a morte da garota. Não havia ainda imagens ou vídeos do topo do prédio, onde o acesso era negado.

– Veneno? – Naruto perguntou, sem tirar os olhos do cabelo vermelho. Naruto não era burro.

Os olhos verdes arderam.

– A ideia não sai da minha cabeça – confirmou Sakura.

O loiro assentiu.

– E você acha que foi o Uchiha? – Perguntou ele. Ela tombou a cabeça um pouco de lado, calmamente.

“Sim”, pensou. Mas outras palavras fluíram por sua garganta, até a boca:

– Talvez não tenha sido ele.

Abalando o silêncio, Naruto se levantou arreganhando a mandíbula para gritar.

– Claro que foi ele!

Sakura uniu as sobrancelhas, incrédula.

– Como pode saber? – Rebateu – Se foi ele, não temos provas.

Mas o Uzumaki parecia indignado:

– Nós ouvimos a conversa! A cara dele já é a prova!

“Sasuke”, ela resmungou em pensamento. “Que tipo de fama você quer?”, parecia ser uma pergunta que a levaria mais perto do que ela queria saber, “Quer ser conhecido como um assassino?”.

“Não, claro que não”.

Ele não podia tê-la matado.

– Mas não faz sentido nenhum – ela tapou os lábios com a ponta do dedo indicador – Ele é um estrategista, Naruto. Por que matá-la?

– Eu já disse – disparou o loiro – Raiva!

– E eu já disse, Naruto – Sakura grunhiu – que ele é um estrategista. Não acho que faria alguma coisa sem um propósito real, que não fosse beneficiá-lo.

– O que você acha, então? – O Uzumaki resmungou, cruzando os braços.

– Se Sasuke é o culpado – os olhos verdes brilharam como se seus pensamentos refletissem neles –, Karin não deveria estar morta.

– Mas ela está – Naruto rosnou.

Sakura franziu o cenho, impaciente.

– Por que pediu minha opinião se já tem uma resposta? – Indagou ela, quase tão irritada quanto o Uzumaki. Ele fechou as mãos em punho.

– Eu esperava que você não estivesse cega.

– O que quer dizer?

Mas ele balançou a cabeça, em silêncio.

O que quer dizer, Naruto? – Ela subiu o tom da voz, levantando do sofá e agarrando o loiro pela camisa.

– Sakura-chan, melhor não...

– “Cega”?! – interrompeu ela – Cega em relação a que?

Os olhos azuis se trancaram, lançando apenas um olhar duro e sério para os olhos dela.

– A tudo que envolve o Uchiha.

Sakura hesitou.

– Como é?

Aproveitando a proximidade entre os rostos dos dois, Naruto foi com a cabeça ainda mais para frente:

– Ele muda você.

Ela gemeu de raiva.

– Do que você está falando?! É isso que você pensa de mim? – Sua voz arranhou – Que a minha opinião varia, dependendo de quem está envolvido?

– Não “de quem” – corrigiu ele – Quando o Uchiha está envolvido, sua opinião varia.

Cala a boca! – Ela gritou. – Você perdeu o juízo?!

– Por que isso te aborrece tanto?

Sakura ficou em silêncio, perdendo aos poucos a raiva que tinha no olhar, sobrando por fim apenas as íris verdes cansadas.

– Desculpe – ela murmurou, soltando a camisa dele. – Eu só tento ser justa com tudo o que faço e com todas as opiniões que eu tenho. Odeio quando me dizem o contrário. Eu sinto como se realmente pertencesse aos jogos.

– O que você vai fazer? – Perguntou ele, em um murmúrio – Vai me bater por isso? – Ela arqueou o cenho, na defensiva. Ele sorriu, sinceramente – Pode bater, Sakura-chan. Até toda a sua raiva passar, pode bater em mim.

Devagar e em pouco tempo, os olhos dela se encheram d’água.

– Seu imbecil – resmungou, com a voz falha, envolvendo o pescoço dele com os braços, em um abraço forte. – Estúpido, idiota.

Ele fechou os olhos, como se estivesse quase adormecido. Aliviado e satisfeito, ele deitou a cabeça sobre a dela, que escondia os olhos sobre o ombro do Uzumaki.

– Eu amo você, Sakura-chan – sussurrou ele.

– Cale essa boca, Naruto – gaguejou ela, com o coração partido.

– Eu prometo que vai ficar tudo bem, não importa o que aconteça na arena. Eu vou te proteger, Sakura-chan. – Ele prosseguiu, ignorando.

– Eu sei – interrompeu ela, desesperada e ofegante, colocando o rosto dele nas mãos – Eu acredito, tudo bem? Eu acredito.

Ele assentiu.

– Não vão tocar um dedo em você – prometeu.

Ela soluçou.

– Eu não vou deixar – prosseguiu.

– Naruto... – Sakura sussurrou, voltando a abraçá-lo. – Sua mãe...

Ele ficou estático.

– O que? – Perguntou, tentando olhar para ela.

– Ela disse para usar todas as suas forças nos jogos. – Disse ela – Todas as forças pra sobreviver.

Ele ficou imóvel.

– Eu sei – murmurou.

Mas Sakura não conseguia ver seu rosto. Mesmo contorcendo as palavras da senhora Uzumaki, ela sabia que no fundo era exatamente aquilo que ela queria dizer.

– Por que ela disse isso? – Ela ainda arriscou perguntar.

Mesmo se pudesse responder, ele não responderia. Porém, como uma salvação, Shizune abriu a porta do apartamento do Distrito 12 no mesmo instante em que Sakura selou os lábios.

– Está acordada – contou ela, ofegante. Sakura libertou Naruto do abraço e ele também a soltou imediatamente.

– Ahn? – fez ele para a mentora.

– Quem? – Perguntou Sakura.

– Karin! – E a expressão de pavor que Shizune tinha nos olhos contagiou os tributos.

Como assim? – Shizune colocou a mão sobre a boca – Um veneno temporário, Tsunade-sama?

– Sim. Parece que não a mataram, afinal. Defuticaba, com certeza.

– Tipo... – Naruto torceu o nariz – com Julieta?

Tsunade assentiu, séria.

Sakura balançou a cabeça, incrédula.

– E como não perceberam isso antes? Como não perceberam que ela estava viva?!

– Reconhecem um defunto quando veem um. – Tsunade rebateu, com uma pontada de petulância – Essas coisas não são comuns. Esse tipo de poção não é vendido na Capital, então não pensamos nessas possibilidades quando um corpo chega ao laboratório. Além do mais, não tivemos muito tempo para analisá-la. Na verdade todos estavam desesperados imaginando o que deveriam fazer agora que havia um tributo morto antes da Arena. Uma coisa meio fora do roteiro, devo admitir.

A íris verde se espremia nos olhos estupefatos. Sua mente borbulhava pensamentos dos mais absurdos. Pontos ao longe se transformavam em ideias interligadas, que só ela parecia entender.

Era isso. Sasuke. Matá-la realmente não tinha propósito algum. Ele fingiu matá-la.

Por que?

Ganhar tempo, talvez. Mas para que?

Talvez ele só quisesse que ela perdesse tempo, acordando em cima da hora em que a Arena iniciasse.

Ou então...

Poderia ter sido um acidente. Talvez alguém planejasse matá-la, envenenou Karin antes que ela saísse para falar com Sasuke quando, de repente, ela parecesse morta.

Quem quer que tenha feito pode ter trocado os remédios. Ao invés de dar veneno, deu uma espécie de poção.

– Já sabem quem foi?

Tsunade se aborreceu.

– Ora, claro que não – reprimiu – Aposto que se tivesse sido você, você não teria contado.

A flor de cerejeira ignorou.

– Vão entrevistar os tributos?

– Parece que só Sasuke Uchiha será entrevistado. Há evidências de que poucos tributos saíram do prédio noite passada.

Um calafrio atravessou a Haruno completamente.

– Ela pode ter se matado – sugeriu ela, em um murmúrio.

Tsunade ergueu o queixo, exibindo um sorriso gélido.

– Por que ela faria isso?

Sakura ergueu as sobrancelhas, mas não respondeu.

De qualquer forma, se não tivesse sido Sasuke ele teria chamado alguém quando Karin caiu.

E ele não o fez.

“Por Deus, estão todos loucos”, ela sussurrava para si mesma, já sozinha no quarto.

A Arena, devido ao alvoroço, seria adiada para o dia seguinte.

Para a Haruno já não fazia muita diferença.

Estava decidido. Ela ia morrer.

Ela pensava a respeito do trato que fizera com Tsunade quando a mesma bateu na porta e entrou.

– Sakura – disse ela, de mau gosto – Chegou uma carta pra você.

Quase assustada, a Haruno estendeu o braço para pegar o bilhete das mãos da mentora. Analisou o envelope com cuidado por instantes. Passou a ponta dos dedos sobre as letras impressas: “SAKURA”, a única informação no papel, e olhou para a mulher.

– Quem mandou?

Ela deu de ombros para responder:

– Estava embaixo da porta, mas tem seu nome escrito nela.

Sakura assentiu.

– É, eu vi.

O assunto terminou, mas Tsunade não saiu.

– Hoje temos treinamento, certo? – disse, de repente.

A Haruno não escondeu a surpresa.

– Por que?

A mentora ergueu o rosto:

– Amanhã é seu dia de brilhar.

Sakura não segurou a língua:

– Deveria ser hoje.

Tsunade ficou em silêncio, encarando a menina. Até que determinou, por fim:

– Duas horas.

E se foi.

Sakura olhou para os lados, umedecendo os lábios com delicadeza. Depois voltou os olhos para o bilhete novamente.

O coração palpitou em uma pontada.

E, quando ela abriu a nota, pela primeira vez, ela soube exatamente o que aquilo significava.

Você vai pagar.

– Karin me ameaçou.

Naruto arregalou os olhos.

– Como é que é?

Sakura passou a mão na testa, perturbada.

– Está com raiva de mim porque o Sasuke tentou matá-la. Ela acha que é culpa minha, como se ele não tivesse raiva dela antes, ou sei lá o que.

– Então admite que foi por raiva? Você admite que foi ele? – O Uzumaki disparou.

– Na cabeça dela, foi – disparou Sakura de volta.

Naruto torceu o nariz em uma careta de desgosto.

– Sinto muito, Sakura-chan, mas coisas assim são improváveis de acontecer.

Ela balançou a cabeça.

– E como você explica tudo isso? – Uma pausa – Porque, caso não tenha percebido, Karin estava morta e agora, do nada, está viva. Então qual é a explicação mais plausível?

Naruto tapou os ouvidos.

– E o bilhete? – Apontou ela.

– Tudo bem, tudo bem – resmungou ele. – Só não se desespere!

Ela ergueu uma sobrancelha.

– Talvez não haja explicação. Quer dizer, não acho que você precise saber de tudo, Sakura-chan. Estar indo para a Arena já é sacrifício suficiente para uma pessoa, e vale por todo uma vida.

Ela ficou em silêncio.

Não estava convencida de nada, mas provavelmente também não iria argumentar.

– Já pensou na possibilidade de a família Uchiha ser realmente uma farsa, como dizem? – Naruto então murmurou, de repente, rompendo um silêncio de minutos.

De novo, ela não respondeu.

– Sakura?

E ela virou para ele:

– Para mim eles não são só uma família comum, mas se você realmente quer a minha opinião, eu digo que o sangue deles é mais grosso que o nosso. E isso me faz admirá-los, quer você queira ou não.

Sem dizer nada, Naruto fechou a cara.

E, por fim, murmurou:

– Pense o que quiser – e se foi.

As batidas na porta soaram meio ocas e baixas e ninguém, de fato, veio desvendá-las.

Mas a rosada esperou por mais alguns instantes e até colocou o ouvido na porta. Não ouviu nada.

O hall do Distrito 9 era muito parecido com o do Distrito 12, o que fez Sakura deduzir que todos eram exatamente iguais. Mas a cor mudava.

O Distrito 9 tinha as paredes alaranjadas, em uma cor quase avermelhada de tão forte.

E então uma certa ironia tomou o rosto dela.

O que fazia alguém pensar que os tributos ligariam para as cores dos apartamentos?

Prestes a lutar até a morte como animais, teria mesmo tanta importância encontrar uma cor para cada um dos Distritos? Quanto será que pagaram para a pessoa que planejou tudo aquilo? As paredes, o desenho do hall...

A Capital era uma ostentação.

Quando ela via tudo aquilo e se lembrava da menina porte médio que sempre via quando olhava no espelho, sentia um certo desconforto.

Ela não tinha nada a ver com aquilo.

O rosto dela, o olhar marcado dizia que era destinada a viver na miséria, lutando por comida.

O que também não soava bem.

Estar parada no hall do Distrito 9 já era uma prova do quanto era fraca.

Mas, conforme seus passos iam em direção ao elevador, enquanto ela se distanciava cada vez mais da porta do apartamento – que estava vazio –, aquilo soou como a real fraqueza.

Naruto poderia estar certo, afinal. Ela não tinha nada com isso.

Além do que, falar com Sasuke agora e saber o que realmente aconteceu não mudaria nada. Karin continuaria com raiva dela, para todo o sempre.

E Sakura continuaria obcecada pelo Uchiha, assassino ou não.

O pensamento fez ela tremer, enquanto esperava o elevador.

Mas fazia todo o sentido, não é? Tecnicamente, desde que chegara ali, ela esperava que todos fossem assassinos.

Então mesmo que Sasuke fosse o culpado, ele não estava fazendo nada fora do roteiro.

O brilho do botão pressionado era como a única coisa que a impedia de sentar no chão e ficar ali, escondida até que alguém a achasse. O elevador logo chegaria.

Ela respirou fundo.

Tinha que, imediatamente, parar de pensar.

Mas quando as grandes portas de metal se abriram, sua mente ficou completamente vazia.

Sasuke piscou algumas vezes, sem entender o que ela fazia ali, no lado direito do cubículo. Estava desesperadamente lindo, com as mãos nos bolsos da calça.

E, ao seu lado, com o cabelo negro como os olhos preso em um rabo-de-cavalo baixo que atingia a cintura, estava o Uchiha mais velho.

O primeiro vencedor dos Jogos Vorazes.

– Itachi... Uchiha? – ela balbuciou antes de tombar e cambalear pelos lados. Até que fechou os olhos e caiu no chão.

Notas finais
To montando uma trilha sonora pra fic! (aeeeeee o/)
Talvez no próximo capítulo ou no outro ainda eu já poste. Aí vocês podem ir lendo ouvindo alguma música. Dá mais emoção kk
AH sim, sobre eu ter demorado pra postar: eu viajei pra Natal-RN (inclusive, recomendo. Fiquei APAIXONADA. Se alguém aí for de Natal, sério, parabéns pela sua cidade; é linda demaisssssssss, me enlouqueceu) e ainda não to com o meu notebook (ele AINDA TÁ estragado). To dependendo do da minha mãe.
Mas beleza, né. Tamo indo. Agora vão voltar as minhas aulas então também não prometo nada sobre os próximos capítulos da fic. Podem me bater, mas é verdade.
Só digo que vou fazer o máximo pra escrever rápido, ok? ♥
Não vai demorar.
MIL BEIJOSSSSSSSS, até o próximo!
Se preparem para a Arena, vou matar todo mundo ♥