Notas iniciais
OOIOIOIOIOI GENTE ♥
Pessoal, fico feliz em informar que a fic está crescendo muito mais do que eu esperava. TEMOS MAIS UMA RECOMENDAÇÃO, O QUE NOS DÁ UM TOTAL DE SEEEEEEEEIS RECOMENDAÇÕES!! Raiika, MUUUUUITO OBRIGADA por todo o carinho e essa recomendação LINDA DE MORRER que você deu para a fic!
E, ao pessoal que tem mandado reviews, aos novos leitores, às meninas que têm mandado mensagens me cobrando: MUUITO OBRIGADA MESMO! Não pensem que eu não vejo, eu leio TUUUUUDO. Mas nem sempre dá pra responder, o que tem me chateado pra caramba.
Mas a partir de agora, o prazo pra postar capítulos novos é de um mês ok? Se passar disso não se preocupem que logo, logo eu já estou postando.
(Notas sobre o capítulo no rodapé, lê quem quiser. MIL BJZ)
Boa leitura! ♥

CapítuloQUATORZE

e que a sorte esteja sempre a seu favor

Quando ela abriu os olhos, sentiu o vento vindo da janela aberta beijar seu rosto. Ergueu a cabeça – que doía – e olhou em volta. Até que Sasuke entrou na sala, vindo de uma passagem sem porta pela direita.

– Cadê ele? – Ela murmurou. A voz saiu rouca.

Sasuke colocou o copo com vitamina que bebia sobre a mesinha de centro.

– Já foi.

O coração dela se apertou.

– O que fazia aqui?

– O quevocêfaz aqui? – Sasuke rebateu, erguendo o rosto.

Ela balançou a cabeça e sentiu uma pontada que a obrigou a fechar um dos olhos.

– Fique quieta – reprimiu ele, sério.

Ela franziu o cenho.

– Há quanto tempo você não come?

Mas ela não respondeu.

Uma diferença notável entre os apartamentos dos dois distritos era que o do nono tinha um sofá bem mais confortável. Ela não soube dizer o porquê.

– Veio me espionar? – ele perguntou, com os olhos lacrados.

– Vimfalarcom você. – Corrigiu Sakura.

– Não temos nada pra falar um com o outro.

Ela olhou para baixo, perdida em pensamentos.

– Não foi você, não é? – disse por fim.

Sasuke ficou imóvel.

– Não fui eu o que?

Ela ergueu uma sobrancelha, voltando os olhos verdes para ele novamente.

– Não tentou matá-la.

Ele deu um sorriso debochado.

– Que diferença faz?

– Faz muita diferença – respondeu Sakura – Todos pensam que foi você.

– Eu quis dizer – disparou ele, aproximando-se dela – que diferença fazpra você.

Ela arregalou os olhos.

Definitivamente não estava preparada para aquilo. O Uchiha a vinte centímetros de distância, cheirando algum perfume caro, com os olhos de um predador.

– Não brinque comigo – grunhiu ela.

Ele se afastou.

– Está brincando consigo mesma. Hoje começam os jogos – lembrou ele, e fez questão de repetir a questão: – O que está fazendo aqui?

Engrenagens começaram a rodar na cabeça dos fios cor-de-rosa.

– Cadê a Karin?

Ele não respondeu. Estava sério como se acabasse de descobrir que tinha errado a questão que chutara. Mas ela não esperava resposta.

– Ela não veio pra cá desde que tudo isso aconteceu, não é? Então... ela também pensa que foi você. Ela não sabe. Ela nãose lembra. – Ele arqueou o cenho, atento – Só do que ela se lembra é a conversa que vocês tiveram na cobertura do prédio. E ela acha, com 90% de certeza, que foi você.

Sasuke pousou os dedos longos sobre a mandíbula larga. Como ela sabia daquilo? “Não importa”.

– Mas nós dois sabemos que não foi, não é? – Por fim, Sakura sorriu. – E agora? Pobrezinho. Você está por um fio. Ela só não te denuncia porque é louca por você.

O Uchiha semicerrou os olhos, e ela finalizou:

– Mas quanto tempo será que essa loucura vai durar?

Ele ficou em silêncio por instantes, até que voltou os olhos para ela.

– Por que tem tanta certeza de que não fui eu?

Sakura balançou a cabeça bem de leve, com medo que doesse novamente.

– Mesmo se tivesse sido, não vai querer ser condenado antes da arena.

Sasuke apertou os olhos.

– Então você veio me ameaçar?

Ela balançou a cabeça de novo.

– Eu jogo um jogo mais limpo. – E ergueu os ombros de leve – Mas eu vim com um plano. Na verdade, eu quero fazer um acordo. – Ele entortou os lábios, confrontado – Se não aceitar, pode se virar sozinho e resolver seus próprios problemas.

O Uchiha escutou pacientemente.

– Pode falar.

– Eu quero uma aliança de luto.

Ele franziu o cenho, sem demonstrar toda a surpresa que o tomou.

– Como é?

– Um pacto. Uma promessa de que não vamos matar ninguém na arena.

Ele balançou os ombros, inconformado.

– Não vou fazer isso.

Ela piscou, sem expressão.

– Se me ajudar, eu digo que eu estava com você naquela noite. E que você não teve culpa pelo que aconteceu com a Karin.

Um silêncio sorrateiro tomou conta do ambiente e o lugar ficou delicadamente misterioso.

Até que Sasuke falou:

– Eu não posso fazer isso.

Sakura deu de ombros.

– Não sei, parece que você não tem muita escolha.

Ele firmou o olhar nas íris verdes.

– Por que está fazendo isso?

Ela espremeu os lábios, olhando para baixo.

Jogarnão nos torna nada além de nomes em uma lápide.

– O que quer dizer?

– Realmente, é como você disse. Quando entramos aqui, já estávamos mortos. Porque o jogo édelese é assim que eles nos fazem jogar. Temos que mudar o jogo. Temos que mudar as regras. Porque estamos simplesmente sendo manipulados.

– Eu não sou do tipo revolucionário.

Ela sorriu.

– Sei bem. Você é do tipoegoísta.

Ele continuou sério.

– Sabe que isso não é só um “jogo”, não é? – Murmurou, com a voz rouca – Sabe que a sua visão é um tanto simplista, não é? Se acabar em uma revolução, pessoas irão morrer, Distritos serão atacados e nunca saberemos quando pode acabar.

O rosto dela se contorceu em uma expressão de angústia.

– Só teremos uma revolução se tivermos muita sorte.

O comentário fez Sasuke endireitar os ombros, perturbado.

– Você só quer...

– Veja como quiser – disse Sakura, com uma voz doce em contraste com a expressão séria.

E o silêncio retornou.

Depois de longos minutos, a Haruno se levantou. Cambaleou até a porta. O Uchiha se levantou e caminhou atrás dela.

– Abra para mim – pediu ela.

– A chave está na porta.

Ela franziu o cenho.

– Eu sou a visita.

Quase ignorando o comentário, ele passou por ela e rodou a chave por dentro, puxando a maçaneta.

– Vou pensar a respeito. – Prometeu ele.

Ela sorriu.

– Você teve muito tempo para pensar, Uchiha. Quando o elevador chegar, eu vou embora. Você tem esse tempo para decidir.

Sasuke balançou a cabeça.

– Acha que isso é uma boa ideia, Haruno?

Ela ignorou, indo até o elevador e apertando o botão.

– A escolha é sua – murmurou, analisando o andar em que o cubículo metálico se encontrava.

T de Térreo.

Em segundos, 01. E, depois, 02. Ele durou mais do que ela pensava. Foi falar quando o painel mostrava 06, de sexto andar:

– Escute.

Os olhos verdes sorriram ao olhar para ele.

– Eu tenho uma condição.

O rosto dela se contorceu em uma careta desgostosa, mas ele continuou:

– Defesa.

Sakura piscou algumas vezes.

– Se vierem para cima de você – explicou ela, para si mesma – quer ter o direito de matar?

Ele assentiu.

08.

– Tudo bem.

O elevador abriu as portas.

– Então é isso?

Mas ele cerrou os punhos, olhando para o lado, ainda incerto. Ela assentiu mas não esperou.

A Haruno entrou, apoiando-se de leve no espelho que cobria 40% da parte interna do transportador.

Quando as portas já estavam quase fechando e ela já pensava que ele não ia aceitar, de repente, em um susto, a mão dele ficou entre a porta e o acabamento da passagem dohalldo Distrito 9.

As portas voltaram a se abrir e a figura de Sasuke Uchiha, com a mão desocupada no bolso da calça ficou visível para ela.

– Fechado, Haruno. – Ele estendeu a mesma mão que usara para parar o elevador, sério.

Ela ergueu o queixo, surpresa. E estendeu a mão para sentir a pele fria dele, em negociação.

– Fechado, Uchiha.

– Me diga que você não foi vê-lo – chiou Naruto, entredentes.

Sakura, esparramada no sofá, de olhos fechados, espremeu os lábios, despreocupada.

– Por que está tão zangado?

Ele rugiu.

No escuro por trás das pálpebras ela viu os dentes vindo em sua direção. Sentiu o cheiro de morte misturado com sangue.

Arregalou os olhos, de repente.

Ergueu o tronco e encarou os olhos azuis, pasmada, por cima das costas do sofá.

Quando voltou à tona, Naruto estava com um olhar confuso.

– Está tudo bem?

Ela piscou algumas vezes.

– Sim.

O Uzumaki foi para o lado dela, de repente irritado de novo.

– Não me diga que aquele Uchiha envenenouvocê.

Ela fez uma careta.

– Por Deus, Naruto... – murmurou, ainda atordoada.

Ele chegou o rosto perto do dela para enxergar seus olhos, puxando sua pálpebra inferior para baixo.

– Ele te deu alguma coisa para beber?

– Eu estoubem– ela segurou a mão imensa que Naruto tentava usar com a máxima delicadeza possível – Pare com isso.

– O que vocês falaram?

– Fizemos um acordo – O Uzumaki ergueu as sobrancelhas. – Ele não vai matar ninguém na arena, a não ser por defesa.

Ele ficou em silêncio por instantes, até que explodiu em uma risada falsa, completamente irônica, cheia de descrença.

– Sinto te informar, Sakura-chan, mas ele não cumpriria um acordo assim.

Ela deu de ombros.

– É bom que cumpra. Temos um trato.

O sorriso que ele tinha nos lábios sumiu.

– Que trato?

– Se ele não matasse ninguém, eu diria que ele estava comigo no dia em que a Karin foi envenenada.

Naruto cortou a boca com os dedos grossos, sério como se controlasse a raiva que o consumia.

– E eledisseque não vai matar. A não ser por defesa. Por isso, hoje mesmo, eu vou comentar com Shizune algo sobre eu ter falado com Sasuke naquele dia e tudo vai ficar bem. Shizune não guarda nada só para ela. Em pouco tempo, toda a Panem estará sabendo.

Ele respirava fundo mas finalmente explodiu:

– Você vai virar acúmplicedele! – Berrou.

Sakura arregalou os olhos, assustada.

– Não, eu estou tentando nos salvar.

– Como pode ser tãoingênua?! Você faz isso por eleantesda arena e então ele descumpre o trato! Não éóbvio?! – Ele continuou gritando.

Ela mostrou os dentes.

– Pare de gritar! Nãopercebe? A qualquer momento eu posso falar que menti e ele vai ser condenado amortepor ser o principal culpado pelo que aconteceu com aquela menina. Elenão vaidescumprir.

Naruto segurou o rosto dela com uma das mãos, usando a outra para prender seus pulsos finos. Ela não se moveu.

E seeles te perguntarem – ele balançou a cabeça –, e elesvãote perguntar, o porquê de você ter mentido?

Ela contraiu os dedos das mãos, finalmente perturbada, sem resposta.

– Vai dizer que quer vingança pela morte do seu pai ou que simplesmente quer ajudar aquele verme porque está apaixonada por ele?

Ela sentiu o choro entalar em sua garganta quando ele citou o pai.

– Porque no fundo você sabe que as duas coisas são os reais motivos. Mas para mim, para os outros, e para você mesma, você nega.

De repente ela notou o quanto era realmente pequena. E o pensamento de que ela sozinha não conseguiria erguer uma revolução e vencer a Capital passou por sua cabeça pela primeira vez desde que se entendera por tributo.

– Sim – sussurrou, por fim, tirando a mão dele de seu rosto, delicadamente. O tom de voz dela e seu toque fez a expressão do Uzumaki passar imediatamente de furioso para preocupado – Provavelmente é isso. E você também deve pensar que não me voluntariei por Moegi. Foi, com certeza, por mim mesma e meu desejo desenfreado de conhecer o Uchiha ou de iniciar uma guerra. – Naruto balançou a cabeça, indignado – Então, por favor, eu vou para o meu quarto agora.

Ela se levantou devagar. Ele deu um pulo e levantou-se com ela.

– Sakura-chan, eu não– mas ela interrompeu.

– Naruto, escute. Eu não quero que me proteja. E nem quero a sua ajuda – Ele arregalou os olhos, agora incrédulo – Porque daqui a quatro horas, nos primeiros segundos de Jogos Vorazes da minha vida, eu não vou passar de uma dascrianças sacrificadas. E eu me desfaço do luxo de sobreviver se isso significa voltar para aquele Distrito do jeito que viemos, como animais manipulados.

Ela viu o fogo arder dentro dos olhos azuis. Mas não parou.

– Então eu prefiro que você, com toda a sua capacidade e força motora, ou o que quer que seja, vençam os Jogos e ajudem Sai no nosso Distrito. Porque se é paraisso, eu não faço questão de voltar para casa. E a sua ajuda é muito mais útil para eles do que a minha. – Ela deu uma pausa, dando de ombros como se carregasse o peso de uma vida sobre as costas – Sinceramente, se é só isso que você quer, eu cedo todo o 0,01% de chance que eu tenho de vencer para você.

Ele abaixou o olhar, irritado. Ela, delicada, segurou o rosto dele nas mãos pequenas, em um gesto inesperado.

– E eu juro que se eu tivesse mais, eu também cederia.

E, devagar, vendo que ele não ia falar mais nada, Sakura desceu os dedos até colá-los ao lado do corpo. E, dando as costas, saiu do apartamento.

– Te trouxe uma coisa.

Ela se levantoude um jeito quase desesperado quando Kakashi entrou na sala, antes vazia.

– Está nervosa? – Ele ainda perguntou, notando o modo como a roupa coubera perfeitamente nela. Os olhos verdes apavorados tentavam disfarçar o nervosismo, mas o modo como ela espremia as mãos uma na outra a entregava.

Com uma das mãos sobre a testa, ela balançou a cabeça.

– Só... muito sozinha.

Ele assentiu, se aproximando.

E de dentro do bolso tirou a bandana. Reluzente, ela sorriu para Sakura Haruno, que espremeu os lábios, chorosa.

– Obrigada – gemeu ela, com um suspiro aliviado, quase que esperançoso. Kakashi sorria enquanto laçava o pano ao redor da cabeça dela. Quando a moça voltou-se para ele novamente, ele a abraçou.

Desconfortável, ela se afastou em um movimento nervoso.

– Desculpe – sussurrou Kakashi.

Ela balançou a cabeça.

Ele olhou para o relógio – uma das únicas coisas que havia na sala.

– Está quase na hora.

Mas a porta se abriu.

Tsunade ergueu o queixo de onde estava. Os dois que já estavam lá ficaram em silêncio. Kakashi confuso, Sakura secretamente desconfiada. Mas a troca de olhares aconteceu, intensa e impiedosa.

– Sakura – disse ela, então – Temos um trato.

A Haruno engoliu em seco.

Sim.

– Eu sei – assegurou por fim.

Ela assentiu com seu cabelo loiro e se retirou.

Como Sakura queria também poder dar as costas e sair.

Kakashi suspirou.

– Não sou nada como um mentor, mas posso ajudar. Se precisar de mim, é só dizer.

Sakura assentiu.

– Obrigada – sussurrou, como se viesse do coração. – Muito obrigada.

E, desta vez, foi ela quem o abraçou, parecendo mais calma, embora gélida como um cadáver. E ele, desconfortável, olhou para o relógio pela segunda vez.

– Você tem que subir. – Ela prendeu a respiração – Preste atenção, Sakura: pegue o que puder e saia correndo. – As palavras ecoavam dentro dela, como se não importassem – Está bem?Corra.

Ela foi em direção a um tubo que parecia com um elevador, todo transparente. Não ouvia mais nada.

Já lá dentro, quando a porta se fechou, a última coisa que ela viu foi o olhar inconsolável de Kakashi-sensei.

E, depois, o sol.

Os raios queimaram seus olhos e bochechas enquanto ela subia até a arena.

Os tributos formavam um círculo. No centro, um monte imenso de mochilas com suprimentos. Um nó formou-se em sua cabeça. Todos iriam para lá, então ela devia correr sem pegar nada? Ou, mesmo se corresse, ia morrer assim que encontrasse alguém com uma faca, coisa que ela não pegara?

Pior ainda, poderia morrer sem água e comida. Tinha que pegar alguma coisa, apesar do risco de ser morta nos primeiros minutos?

Lee olhou para ela. Mas Sakura não o reconheceu de imediato. Viu que era ele, sabia que era ele, mas não levou aquilo em consideração.

Concentre-se,Sakura, ela gritou para si mesma.

Não viu Naruto, não viu Sasuke. Não viu a garota das facas, nem a loira, Ino Yamanaka.

Mas a primeira coisa que seus olhos conseguiram focar foi a juba avermelhada, voando em fúria. E, bem ali próximo, estava Kiba. O garoto que prometera mata-la antes de qualquer outro.

Seu sangue congelou.

Talvez ela devesse ter feito o acordo que fizera com Sasuke comele. Em contrapartida, talvez não estivesse viva naquele instante se tivesse tentado.

Pareciam todos um bando de animais selvagens, dez vezes mais perigosos do que o normal.

Eali, a 10 segundos da morte, a ideia de que ela tinha 0,01% de chances de vencer, como ela pensara um dia, parecia absurda. Não parecia chegar perto de 0,0000000000001%.

Comprovando tudo aquilo, quando a contagem começou, a última coisa que ela desejou ter o direito de pedir era que fossem com calma. “Por favor”, sussurrou ela, para si mesma, “me matem rápido”.

Mas uma adrenalina ia dominando seus sentidos e fazendo seus dedos formigarem a cada número seguinte que a contagem alcançava. E, aos 10 segundos, ela simplesmente disparou em direção a uma mochila. A mais próxima dela. E, assim que a tocou com a ponta dos dedos, viu a sombra de alguém no chão em sua frente.

Sem precisar olhar para trás, ela rolou para o lado e ouviu o barulho do canivete rasgando a terra, a centímetros dela. Ao abrir os olhos, percebendo que em uma luta de um contra um as chances que ela tinha eram menores do que nenhuma – considerando o fato de que, além de tudo, ela não queria matar ninguém –, a melhor opção pareceu ser correr.

O adversário não passava de um vulto, com o Sol batendo contra ele e bloqueando a visão dela. Mas quando ela correu, outro vulto passou por ela. Naruto estava a alguns metros de distância.

Ele assistia, sentado sobre um garoto, segurando seu pescoço, enquanto ela corria em direção à mata. O cabelo loiro brilhava e os olhos azuis eram quase brancos com aquela luz. “Rápido!”, ele gritou. E a voz do Uzumaki foi como o som doce de um violino, amenizando os gritos desesperados ao redor. E o rosto dele, delineado em puro pânico, era como uma pintura leve no caos.

E, como se previsse aquilo, ela ouviu o estalo da pancada que levou na cabeça.

E não deu tempo de doer. Antes que percebesse que estava caindo, ela já estava no chão. E seu conforto foi que, segundos depois, o vulto que a perseguia, e o que provavelmente a acertara na cabeça, caiu como um peso morto ao seu lado, gemendo de dor.

Quando finalmente ela pôde ver seu rosto, notou que era o cara do Distrito 2.

Deveria ter no máximo uns 16 anos.

– Peça desculpas – ordenou uma voz feroz, de repente. Ela não reconheceu de imediato.

O tributo do Distrito 2 olhou para ela, abrindo os olhos com dificuldade, inicialmente contrariado, controlando os gritos de agonia que sua garganta emitia de vez em quando. Sakura não conseguiu ver onde ele estava ferido, mas sua intuição apontou que era na perna.

– Desculpe – gemeu ele para ela.

E ela sorriu, fechando os olhos.

– Merda... – Resmungou Tsunade de onde estava, com Kakashi e Shizune, assistindo o início dos Jogos Vorazes.

Notas finais
AEEEEEEEE, COMEÇOU A ARENAAA! Agora o bicho pega. Aguenta coração porque eu realmente VOU matar todo mundo.
ok, ok, eu sei o que vocês estão pensando.
"Ê, a Sakura já desmaiou de novo?!", SIM porém NÃO. Da última vez, esclarecendo as dúvidas, ela desmaiou sim por causa do Itachi mas também por causa do descaso dela com a própria saúde. Não tá comendo direito dá nisso né galera.
E agora, sei lá. Vamos ver o que vai ser né.
E sobre a raposa, que vocês também tem me perguntado bastante, ela só tem tido alucinações sobre ela, mas para a Sakura, até agora, nunca nada das ilusões foi real ok? Tudo coisa da cabeça dela.
Espero que vocês tenham gostado! Até o próximo capítulooooo! MIL BEIJOS MEUS DLÇINHAS~
(Gostou? Antes de sair, deixe uma review ou uma recomendação! ♥)