Notas iniciais
OOOOOOOOIBCSDHJFBSDFBDHJ
Não tenho mais como pedir perdão por meus atrasos. Mesmo assim, POR FAVOR me desculpem.
Aí está outro capítulo ♥
Aos que me mandaram mensagens, queria agradecer pelo carinho e pela fé na fic e tudo que eu sempre falo. Quanto às reviews, bom, elas me fazem tremer de felicidade (se vocês acham que é impossível, garanto que não justamente porque acontece comigo).
Queria dizer que a playlist ficou pro próximo capítulo. Eu estou ficando apaixonadaaaaa! Não sei se meu gosto vai ser compatível ao de vocs, mas n custa tentar haha.
MILBEIJOS,TAVAMORRENDODESAUDADES! BOA LEITURA~ ♥

Capítulo QUINZE

e que a sorte esteja sempre a seu favor

“Moegi”, ela tossiu, “Moegi foi a peça”.

– Venha, Sakura – e ela sorriu – Vamos encontrar um presente para aquele bebezinho.

Suas mãozinhas se perderam entre os dedos do pai. Eles cruzaram a cerca do Distrito 12 que dava para a floresta.

As árvores cantavam e ela olhou para cima, encantada. Seus olhos espertos captaram as caudas dos pássaros responsáveis pela melodia.

Mas quando seu pai falou novamente, eles se calaram.

– Vamos, Sakura – disse ele – Vamos ver a bomba.

E o pânico dominou seus sentidos.

– Não – chorou ela – Não, por favor, pai. Não vá pra lá, não vamos pra lá. Vamos ficar aqui.

A paisagem se revelou falsa, se transformando em várias peças de quebra-cabeça, com um contorno real, como se ela fizesse parte de um grande painel de pecinhas.

Mas o barulho do canhão, como uma bomba do sonho misturado com o urro do monstro, a fez despertar.

Ao seu redor, as árvores rodaram.

Sua cabeça doía.

Mas assim que abriu os olhos Sakura soube, com 100% de sua consciência, que estava envolvida em um abraço de morte.

Quando o canhão soou novamente, espantando alguns pássaros, ela olhou para o céu, onde sua certeza tomou uma dimensão ainda maior.

O rosto dos tributos refletia em suas íris verdes enquanto ela analisava pacientemente cada detalhe de seus traços.

O Distrito 1 fora completamente eliminado, assim como o 2.

O rosto do garoto que morrera ao lado dela apareceu no céu, como se fosse uma nova constelação. O garoto que morrera com seus próprios traços refletidos nos olhos verdes – sua última visão antes da escuridão completa.

O que não fazia sentido na cabeça dela era como os principais Distritos – o 1 e o 2 –, onde estavam os melhores carreiristas, tinham sido os primeiros a ser eliminados, nos primeiros instantes de jogos.

A única possível explicação era que naquele ano os outros distritos estavam com ar de revolta. Queriam ser notados. Queriam o prêmio. Ou tinham muita sorte ou estavam muito bem preparados.

No Distrito 6 também já não havia mais competidores.

Ela piscou. E horas se passaram.

Até que, por uma obra dos manipuladores dos Jogos, foi encontrada.

– Psiu – uma voz murmurou, ao longe.

Ela sentiu o coração parar na garganta.

Suas unhas arranharam a terra sob sua pele enquanto ela virava, alerta. Sentiu a mochila ao seu lado e passou os dedos pelo cordão por onde poderia carrega-la.

– Sakura Haruno – ele disse; os dentes brancos brilharam com a luz que driblou as folhas das árvores altas até alcançar seu rosto.

Era o garoto do Distrito 3, que viera com Hanabi.

Ela apoiou um joelho para levantar sem tirar os olhos dele.

– O que você quer? – Sua garganta ardia.

Ele sorriu, espoleta.

– O que você tem aí? – O garoto usou o facão que tinha na mão direita para apontar para sua mochila.

Ela não ousou seguir o olhar dele.

– Não sei – disse a Haruno.

Ele ergueu uma sobrancelha.

– Ainda não vi – explicou ela.

– Posso?

Ela prendeu a respiração discretamente. Soltou a mochila, que caiu no chão em uma pancada abafada, e a chutou na direção dele.

Ele abaixou para pegar, tranquilamente. Abriu, enfiou o braço lá dentro e ficou assim por instantes, analisando. Remexeu os dedos ali dentro; sua expressão cada vez mais indignada.

– Que droga, não tem nad...!

E, de repente, a cobra dançou para fora, esguia, erguendo-se até o nariz dele.

E avançou, picando o garoto mais de uma vez enquanto ele esperneava e gritava.

Sakura recuou dois passos, sem conseguir desviar os olhos, horrorizada. Mas, um passo trêmulo atrás do outro, uma hora – quando a distância entre eles era segura – ela decidiu correr e virou as costas para o garoto e a cobra.

Ela sentia o réptil se arrastando nela, brincando com o pânico que gelava seus dedos e esquentava seus pulmões. Mas, com a certeza de que era tudo uma ilusão, ela obrigava suas pernas a avançarem, devorando uma trilha improvisada de desespero.

Mesmo depois de um tempo ela ainda ouvia o menino gritando.

Até que o canhão soou, fazendo as árvores tremerem.

Sakura parou, olhando para cima, paralisada.

Esperou o rosto do garoto do Distrito 3 ser exibido no céu, mas aquilo não aconteceu.

Ela levou uma mão à boca. E, depois, as mãos aos cabelos.

Cobras – disse ela, segurando o choro – cobras! Na mochila – ela gemeu – uma cobra na mochila. Em uma das mochilas dos tributos.

E quando virou-se, com a mão na testa, arrasada, só teve tempo de sentir algo batendo nela.

Ela caiu no chão, de olhos fechados, sentindo a dor na mandíbula onde batera e rolou sentindo as mãos de alguém em seu pescoço. Depois abriu os olhos, esperando outro par de íris. Este de íris furiosas, prontas para matar.

Mas encontrou as orbes negras.

Sasuke Uchiha estava em cima dela, com uma das mãos ao lado de sua cabeça e outra em seu pulso. O punho da faca dele apertada contra a mão dela. Seus joelhos estavam ao lado dos dela, intercalados, enquanto ela tremia.

– Sasuke – seus lábios deixaram escapar, antes mesmo que ela notasse.

Os olhos dele estavam arregalados.

– Que diabos você está fazendo aqui? – Sasuke parecia mais surpreso do que irritado; um tom que ela quase não ouvia na voz de veludo meio rouca.

Sakura respirava com dificuldade.

– Eu fugi. Tinha uma cobra na minha mochila.

Ele se jogou para o lado, sentando na grama com pesar antes de levantar. Agora parecia irritado, mas disfarçou.

– Uma cobra?

– Ela matou o garoto que queria me roubar.

– Matou?

Ela ergueu o tronco e se sentou, observando ele de baixo.

– Não ouviu o canhão?

Ele olhou em volta antes de falar:

– Pensei que estivesse desmaiada.

Sakura piscou algumas vezes, sem entender a colocação.

– Eu estava.

Ele ficou em silêncio. Ela espremeu os lábios.

– Você viu?

– Vi o que?

– Quando eu caí.

Ele balançou a cabeça.

– Eu geralmente estou perto quando você cai. – Uma pausa – Acho que você cai o tempo todo.

Sakura assentiu, em um suspiro, apoiando as mãos na terra para também se levantar.

– E você? – ela questionou.

Ele olhou para ela, esperando.

– Do que estava fugindo? – completou, de uma forma mais elaborada, enquanto checava o rasgo que fizera na calça.

Sasuke olhou em volta novamente. E, quando respondeu, seu tom fez soar como uma ordem.

– Vamos sair daqui.

Ela uniu as sobrancelhas, calmamente.

– “Vamos”?

Ele virou a cabeça para encarar a Haruno, sério.

– Alguma objeção?

– Na verdade, não – ela massageou o próprio pescoço – mas ninguém me perguntou nada. Não sei se é bom andarmos juntos aqui.

Sasuke balançou a cabeça, impaciente.

– Não tenho tempo pra isso.

– Nem eu – ela olhou em volta, irritada – Já que vai cada um pra um lado, não custa perguntar: por acaso você viu Naruto por– Mas ela mesma se interrompeu quando abaixou os olhos para o metal que Sasuke usava para envolver seu pulso. As algemas eram apertadas e frias como gelo – O que você está fazendo?

– Vamos – disse ele, tirando a faca dos dentes e colocando de volta no bolso, depois de trancar as algemas.

Sakura arregalou os olhos.

– O que você está fazendo? – Ela rosnou.

– Você vem comigo – o Uchiha explicou, erguendo alguns galhos para passar, adentrando cada vez mais na floresta, segurando Sakura pelo ponto de equilíbrio entre as algemas.

– Você ficou louco.

O Uchiha não respondeu. Até que, de repente, ele parou de caminhar ao lado de uma pedra grande, com cerca de meio metro de altura.

Estava atento, tentando ouvir algo. Sakura também ficou em silêncio.

O cheiro de terra seca ajudava a distinguir os odores.

Os pássaros não cantaram.

Mas saíram voando, curiosos, entre pulos nos galhos mais altos, como se bisbilhotassem a vida alheia.

Com um puxão de braços para trás, Sakura fez Sasuke cambalear e parar agachado ao seu lado, irritado.

– O que você está fazen–

– Shh, shh – fez ela, em uma súplica – eu acho que tem alguém n...– mas Sasuke tampou sua boca antes que ela terminasse, erguendo os olhos por cima da pedra que os cobria.

Usou apenas uma das mãos para segurar os pulsos da Haruno, usando a outra para pegar a faca.

Ela balançou a cabeça. Um movimento quase imperceptível.

Sasuke esperou quieto e paciente, analisando o movimento da floresta, que agora parecia dormir.

Um galho quebrou ao longe.

Em questão de segundos eles já podiam ouvir os passos de alguém se aproximando.

Ao ver o primeiro sinal concreto de que havia alguém ali, Sasuke virou-se novamente, surpreendentemente calmo, com o cabelo riscando a pedra. Mesmo assim, espremia os olhos, com uma expressão enojada. Soltou a boca de Sakura, mais preocupado em achar sua segunda faca.

– Não precisa tirar tudo. Podemos ir tirando aos poucos – disse uma voz feminina que Sakura não tinha ouvido antes.

Ela sentiu seus pulmões contraídos.

O cheiro revirou seu estômago.

Tentou ler as orbes negras, mas eram difíceis de ler, até mesmo para ela.

Até que finalmente arriscou olhar sobre a pedra.

O cadáver do Distrito 1 era carregado, completamente molenga e quase sem pele, nas costas de um garoto. O cabelo dele era tão vermelho que parecia sujo do sangue da vítima.

Só havia um tributo daquele jeito, com aquele tipo físico.

E quando o garoto com o cabelo cor de sangue olhou para o lado, os olhos da flor de cerejeira arderam.

Sabaku no Gaara.

O grão de areia.

Sasuke resmungou alguma coisa quase inaudível – até mesmo para Sakura, que estava a centímetros de distância – assim que abaixou a cabeça dela, colando os dedos aos fios cor-de-rosa.

Ele seguiu, de costas para eles, passando a, no mínimo, cinquenta metros de distância. Os braços do corpo do garoto que morrera balançando enquanto ele andava.

Atrás, Temari, olhando para todos os lados, como se estivesse preparada para qualquer coisa.

Passaram-se longos minutos até que Sakura ousasse se mover ou mudar a posição. Estava pálida, as pernas tremiam. Era mais fácil encontrar uma parte do corpo que não formigasse do que o contrário.

– Vamos sair daqui – Sasuke disse então, de repente, levantando-se.

Sakura não discordou, levantando-se logo em seguida.

– Leste – ela sussurrou.

Ele encarou o rosto delicado.

– Vamos para o leste.

Ele também não discordou.

– Daqui a algum tempo não estaremos mais encontrando tanta gente – disse, simplesmente.

A maioria estaria morta.

Notas finais
Eu sei, eu sei. Vocês devem estar confusos e irritados (extremamente irritados). Mas algumas das coisas que vocês provavelmente não entenderam é proposital e vocês realmente não deveriam ter entendido, ok? Pelo menos é o que eu espero.
"Ai Amanda, como assim o Sasuke algemou a Sakura? Tipo, PQ ele fez isso?", "af Amanda, o que essa cobra tem a ver?". Gente, calma.
Tudo vai sair tinindo no fim, prometo.
Vou tentar responder as mensagens e as reviews tirando as dúvidas sem dar spoiler, mas acho que não vai dar. Vocs são muito curiosos, metem o nariz em tudo ♥ ♥
Até o próximo capítulo!!!!!!!!!
AAAAAH, inclusive: o próximo capítulo pode estar meio embaralhado. É que eu queria escrever várias coisas que estão acontecendo na arena ao mesmo tempo pra vocs saberem um pouco mais sobre a história de cada personagem (antes que eu mate ele ♥).