The Hunger Games
10 O Rato
Notas iniciais
Vou logo adiantando algumas coisas: sim, ficou curto, mas eu quis postar logo porque se eu fosse continuar, ia demorar mais do que demorou.
Desculpem a demora, aliás (por favor). É que eu to com um monte de coisas pra fazer --' Vocês não têm noção.
E que saudade hein coisas lindas? ♥
Bom, espero que gostem. E não deixem de ler o rodapé desse cap! MIL BEIJOSSSSSSSSSS e BOA LEITURAAAAAAA ♥~
Capítulo NOVE
e que a sorte esteja sempre a seu favor
Tsunade estava sentada na mesa de vidro da sala, conversando com a garrafa de saque.
– É a vez dela – murmurou Shizune, ao seu lado.
Tsunade balançou a cabeça, se levantando.
– O que os olhos não veem o coração não sente.
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Uma sala conversava alto. Ria, gritava piadas.
Sakura pensou que o rapaz a conduziria por mais um corredor qualquer, que finalmente a levaria até ao local da apresentação.
Mas, não.
Aquele era o lugar.
Quando a porta se abriu, ela se deparou, assustada, com um espaço pobre de cor, pobre de espírito. E, acima do buraco onde ela faria seu show, havia outras salas, como camarotes, em forma de U, onde os juízes se embebedavam e comiam até explodir. Sempre, claro, um degrau acima de meros mortais.
O primeiro choque que a atingiu foi rapidamente reprimido pela raiva que apareceu em seguida.
“Porcos ignorantes”.
Não se dignaram a olhar para ela. Por isso, Sakura não avançou. Como se tentasse dar um incentivo qualquer, o homem que a acompanhara até ali anunciou, na voz mais grossa que sua garganta permitiu:
– Doutora Sakura Haruno, Distrito 12.
E eles se aquietaram curiosos. A Haruno espremeu os lábios, quase irritada.
Todos se posicionaram em seus respectivos lugares, como se fossem crianças da quinta série e como se a professora acabasse de entrar em sala de aula.
As piscadas que a rosada deu, examinando tudo ao seu redor, foram pacientes como se aproveitassem o momento de glória, antes que ela explodisse.
O homem fechou a porta atrás dela, sem sorrir.
Em passos firmes, ela se dirigiu para o centro do ambiente, onde havia uma luz direcionada ao arco que repousava silenciosamente em sua capa.
Rapidamente, Sakura deslizou os dedos sobre ele.
E respirou fundo.
Viu o alvo e o mirou com os olhos, determinada, despindo o arco do couro – colocando o mesmo sobre uma mesinha pequenina, ao lado da plataforma.
E finalmente se posicionou, de peito erguido.
“Respire”
Ela obedeceu a própria voz, com dificuldade.
“Respire de novo”
A voz de Konohamaru ecoou, como se ele estivesse ao seu lado naquele exato instante, e ela fechou os olhos com força.
“E atire”
Atordoada, Sakura soltou a flecha que zumbiu em um abrir de olhos assustados.
Mas ela não olhava para o alvo.
Os olhos arregalados procuravam pelo garotinho sorridente. Por Moegi.
Naquele instante ela se perguntou se passar fome com eles não era melhor que aquilo.
Quando finalmente parou para perceber o que se passava ao seu redor, Sakura Haruno, tributo do Distrito 12, percebeu, com sua grande astucia que todos debochavam dela. E comentavam entre si as conclusões dos assuntos passados. As fofocas de quem estava traindo quem pareciam mil vezes mais interessantes do que ela.
Sakura balançou a cabeça. “O que?”
“Eu... errei?”.
E procurou a flecha que disparara. Não estava no alvo. Não chegou nem perto. Na verdade, passou a uns três metros de distância.
Os olhos verdes corriam por toda a parede a sua frente, até que encontraram:
Estava fincada no chão, atravessando o estômago de um rato gordo.
Sakura arfou e tentou conter um sorriso, que foi mais forte do que ela.
– Senhoras e senhores... – sussurrou ela, quase sem voz – o jantar.
E olhou para os juízes, sorrindo. Mas ninguém dava atenção. Ela arqueou o cenho.
Marchou até o rato rapidamente e o retirou, com a flecha ainda cortando sua barriga.
Olhou em volta.
Nada.
– O rato – anunciou ela.
Eles olharam, mas voltaram a rir.
– Da próxima vez, tente uma vaca. – Berrou um velho gordo.
– Sim, acerte uma árvore quando estiver na arena – riu outro rapaz.
Ao invés de simplesmente brava, ela ficou indignada.
Encarou os olhos fechados do animal morto, sem piedade. E arrancou a flecha, soltando-a no chão, furiosa. O barulho do metal cambaleou pelos ouvidos.
O sangue do rato correu ainda quente em seus dedos gélidos quando ela o segurou nas mãos e se ajoelhou, com os olhos em fúria. Até que soprou. Os olhos agora fechados com força, o cabelo sobre o rosto.
A bandana reluziu.
Um juiz cutucou o outro e, em instantes, toda a sala estava em silêncio, observando cuidadosamente.
Em poucos minutos, Sakura tossiu, como se recuperasse o ar. Como se estivesse afogada. Olhou para as próprias mãos, que pareciam se mover involuntariamente – mesmo que pouco, como se apenas tremessem.
E arregalou os olhos, tossindo novamente. E jogou o rato para longe, enojada, em um ato quase desesperado.
Em suas quatro atléticas patinhas, o animal deu um pulo e saiu andando, completamente vivo, e voltou para sua toca como se nada tivesse acontecido.
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– Como foram, meninos? – Shizune perguntou, na sala do apartamento 12. Estavam todos ali. Tsunade, Kakashi, ela e os tributos.
– Bem – sorriu Naruto. Sakura o encarou.
– “Bem”?
– Bem – repetiu ele, ainda sorrindo. Sakura sorriu de volta:
– O que você fez, Uzumaki?
– Não posso contar.
Sakura ergueu uma sobrancelha.
– Ah, não?
– Não – riu ele. E se aproximou dela, divertido, em um sussurro: – Mas vou contar uma coisa, Sak-chan: foi o básico do básico.
Ela bufou.
– Você é muito convencido, Naruto. Não se decepcione se tirar um 5.
– Tiveram um bom tempo para pensar em uma nota boa para mim. Três dias como juízes por uma bobeira dessa? Não vão estragar tudo – sorriu o loiro, completamente relaxado. – E você, como foi?
Ela parecia não esperar a pergunta, mesmo que fosse óbvio que um dia ela fosse chegar.
– Ah – e não pôde evitar olhar para Tsunade de realce. A mentora arqueou o cenho, sem entender – bem.
– “Bem”? – Provocou Naruto. Sakura riu e chutou suas pernas de leve:
– Bem!
– É o que vamos ver – e todos colaram os olhos na televisão. O apresentador sorria.
“Está na hora das notas”, dizia o letreiro.
– Os juízes tiveram tempo para avaliar cada um dos tributos, de todos os Distritos. – A longa e dramática pausa que se seguiu causou o efeito desejado; Shizune foi a única que realmente mordeu os dedos, mas era o que todos queriam fazer. Prosseguiu o apresentador: – Os Idealizadores fazem saber:
Shizune apertou a mão de Sakura, nervosa, aproveitando para soltar um risinho sem graça.
A Haruno só respirou fundo e tentou ignorar.
– Distrito 3, Hanabi – “a garotinha”, lembrou-se Sakura, e seu coração se apertou –, nota 7. Distrito 4, Neji, nota 10. Distrito 4, Hinata, nota 8.
Naruto riu.
– Vamos ganhar de todos eles.
“Se cagando de medo”, a voz de Sai soou, divertida.
O apresentador sorriu quando a imagem de Sasuke Uchiha apareceu ao seu lado, rodando. O rosto perfeito, o cabelo espetado, os olhos negros.
– Distrito 9, Sasuke – Sakura espremeu os olhos, esperando ansiosamente –, nota 11.
A Haruno tossiu, assustada.
– Nota onze?!
– Merda – ralhou Tsunade. Naruto não disse nada. Fechou os punhos com força, fervendo de raiva.
– Distrito 10, Lee, nota 9. Distrito 10, Tenten, nota 7.
“Tenten, a garota das facas, recebeu nota sete?”, indagou-se a Haruno. Talvez conseguir um bom grau fosse extremamente difícil, realmente.
O que eles queriam?
O que buscavam em um tributo ideal?
O que fazia com que um rapaz sem nada de tão especial ganhasse nota onze e uma garota que fazia malabarismo com facas ganhasse nota sete?
Qual era o critério?
– Distrito 11, Gaara – outro deles. Um treinado –, nota 11.
Naruto cuspiu a água que estava na boca.
– Outro? Caramba – berrou ele – Esse Gaara tinha cara de quietinho!
Sakura balançou a cabeça, discordando.
A programação continuou:
– Do Distrito 12... – O loiro tomou liberdade e apertou a outra mão de Sakura, sorridente e confiante. – Naruto.
Ele foi com o corpo para frente, preparando-se para a bomba, assim como todos os outros.
Soltou da mão delicada da rosada quando notou que a apertava. Sakura não se importou; estava quase tão nervosa quanto ele. Ele juntou as mãos, quase que em uma oração.
– Nota 11.
Tsunade gritou. Kakashi soltou uma risada baixa. Shizune gritou com a mentora e as duas se levantaram e começaram a dançar.
Naruto arregalou os olhos, ficando em silêncio por instantes, estático.
Sakura abriu a boca, eufórica.
– Ah, meu Deus – riu ela.
– Sak-chan – murmurou ele, ainda em choque. A Haruno apertou sua mão, tentando se controlar. E, de repente, Naruto teve uma crise: – EU SABIA! ESSES IMBECIS NUNCA IAM ME PASSAR! EU NÃO DISSE? AH, E ESSE NEM FOI O MEU MELHOR! DÁ PRA ACREDITAR?
Mas a risada que ela tentou dar foi completamente interrompida.
– E, por último – prosseguiu o apresentador.
Kakashi, Naruto e Sakura ficaram em silêncio.
Shizune e Tsunade ainda murmuravam planos, sem se importar com o resto da lista.
– Distrito 12, Sakura – ele encarou o papel. Os cabelos cor-de-rosa brilhavam na tela – com nota... 12.
E quem falava se calou.
Notas finais
Bom, queria falar que o CE tá parado, mas é por pouco tempo. A partir de semana que vem eu já posto lá e revivo a fic, então os leitores de lá, só esperem mais um pouquinho ok? ♥
Outra coisa: a lary_sakura criou uma pagina no Facebook chamada "SasuSaku fics", onde ela vai postar varias fics que ela leu e que recomendaram a ela. Inclusive me pediu para postar o link das minhas e tal. Então, se vocs tiverem face deem uma olhadinha lá *-*
Então é isso! MIL BEIJOSSSSSSSS, fiquem com Deus, até o próximo cap, LINDOSSS!! ♥
(Gostou? Antes de sair, deixe uma review ou uma recomendação! ♥)
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