Notas iniciais
OOOOI lindões *-*
Rapidinho, né? Pois é, podem me dizer que estou me esforçando. DHIUASDHUIAS
É sério, gente. Tá duro, mas to indo. Adiantando e tudo ♥
Vocs viram? Mudei a sinopse. Tá melhor agora.
Acho que muitos leitores passavam pela fic, pensando que era tudo cópia, e nem liam. Tentei mostrar as coisas que vão aparecer de diferente e tudo mais. Vamos ver se funciona, né?
BOA LEITURA ♥~

Capítulo SEIS

e que a sorte esteja sempre a seu favor



De repente, apareceu o apresentador dos Jogos Vorazes, que disse: “Vendo os tributos pela Colheita, acha que teremos alguma surpresa nesses Jogos?”. Depois, apareceu outro homem, que respondeu: “É difícil dizer só com a Colheita, mas... acho que temos uma boa mistura este ano. Na verdade, posso assegurar que os jogos serão excitantes”. E, então, estavam os dois sentados, um ao lado do outro. “Quando temos voluntários, bem, nunca podemos ignorar, principalmente de Distritos distantes”, continuou o segundo “E, nestes Jogos, particularmente, tivemos vários”.

O apresentador assentiu.

“Além disso”, o homem continuou, “Temos vários detalhes que podem interessar mais tarde”.

Sakura ergueu uma sobrancelha.

Naruto se voluntariando para cuidar dela. Ela se voluntariando por Moegi. Aquela garota... grávida.

Luta psicológica.

Tortura mental até o fim dos tempos.

Naruto cochilava ao seu lado, mais quieto do que nunca. Sakura virou o rosto quando ouviu passos de alguém entrando na sala.

Tsunade trocara de roupa. E passara maquiagem.

– Vamos – chamou ela.

Sakura fez de confusa.

– Desculpe, para onde? – Tsunade deu as costas e só voltou-se para a Haruno novamente na porta de entrada, já aberta:

– Te deixar bonita, é claro.



A água quente foi passando na mangueirinha, por todo o corpo de Sakura. Quem estava na sala cuidando dela nunca ficava por muito tempo. Eles revezavam constantemente.

Na hora da depilação, foi um rapaz. Na hora do creme, foi uma moça.

E, no fim, Sakura acabou sentada em uma maca, “aguardando”. Quem realmente a ajudaria estava prestes a chegar.

Ela tentava pensar em algo fútil, mas era difícil quando Naruto não estava por perto. Então tudo que ela conseguia ver era que estava sendo preparada para o velório.

– Sakura Haruno? – A voz era masculina mas, de tão calma, se passava por um murmúrio.

Ela desviou o rosto para a entrada.

O homem usava uma máscara que cobria a boca, o nariz e um dos olhos. O cabelo era grisalho e ele tinha uma franja comprida. Não parecia velho. Se aproximou em trajes casuais e sorriu quando ela assentiu.

– Foi muito corajoso o que você fez – disse ele. Sakura espremeu os lábios – Sua irmã, não é?

Ela balançou a cabeça de leve.

– Não. É só... – deu de ombros – uma garotinha.

Ele pareceu surpreso.

– Depois do que Naruto fez, na verdade... bom, pensei que tudo isso passaria batido – admitiu ela, em voz baixa.

– Sacrifícios serão sempre sacrifícios, Sakura – repreendeu ele – Não foi mais difícil para ele do que foi para você.

Ela olhou para ele, meio atônita. O modo como falara a lembrara de seu pai.

– Certo – murmurou.

O homem sorriu.

– Sou Kakashi. Pode me chamar de Kakashi-sensei. – Sakura estreitou os olhos – Sinto muito por tudo que aconteceu. Estou aqui para te ajudar da melhor forma.

A menina forçou um sorriso simples, desviando o olhar e repreendendo a risada que se formou no fundo da garganta:

– A maioria só me dá parabéns – constatou.

Kakashi balançou a cabeça.

– Bando de cínicos. Não escute o que eles disserem a você – Sakura olhou para ele – Bom, esta noite teremos o Desfile.

Ela conhecia. Os tributos se apresentariam. Entrariam com seu parceiro de Distrito em uma carruagem, do 1 ao 12. Sempre há uma entrada, por um corredor largo e extenso, rodeado por arquibancadas com pessoas gritando, que leva até uma espécie de pátio, onde estão, ao norte, as cadeiras das pessoas importantes.

– Mostraremos você ao mundo – Kakashi sorriu, espremendo os lábios. Sakura estremeceu.

– Você é quem vai me deixar bonita?

– Vou te fazer causar boa impressão – corrigiu ele. – Sempre vestem os tributos com as roupas do Distrito – Sim. E era ridículo. Sakura sempre se segurava para não chorar ao ver o pobre casal entrando por último, vestido de mineiro – Mas não vou fazer isso. Quero algo que seja lembrado. Nos próximos Jogos, no próximo Desfile, quero que se lembrem de nós.

Sakura assentiu, relutante.

– Já lhe explicaram sobre patrocinadores? – Ela balançou a cabeça.

– Não.

– Então o garoto também não sabe – Sakura piscou, sem expressão – Bem, falarei com vocês sobre isso mais tarde. O principal é que temos que conquistar as pessoas.

– Não sou boa nisso.

– Veremos.

Sakura sorriu de canto.

– Obrigada.

Ele desviou o olhar, sorrindo timidamente. Não estava acostumado com boa educação.

– Sempre que precisar.



O lugar onde os tributos se preparavam para o Desfile só não era uma bagunça porque havia muitos coordenadores. E, mesmo assim, cavalos circulavam por toda a parte, alguns fãs enlouquecidos às vezes conseguiam entrar correndo e tirar uma foto do local, gritando seu amor aos quatro ventos, as carruagens eram jogas nos cantos, como pesos mortos, e a circulação de pessoas era imensa.

Mesmo assim, quando eles entraram, os olhares de todos foram em direção a eles.

Pelo visto a rivalidade não era só na arena.

Sakura conseguiu entender o lado dos outros tributos.

Você, por uma obra da má sorte, é sorteado e vem até a Capital para lutar até a morte. Não há tempo para fazer amizade com seus rivais. Nem de fingir estar muito feliz.

Quer dizer, só nas horas em que aquilo é necessário.

Na hora em que você está na TV.

No resto, você está guardando energias para fingir bem.

Enquanto pensava nisso, ela parou para reparar e imaginou que sua expressão também não era das melhores. Na verdade, ela provavelmente estava sendo mais antipática do que nunca.

Arriscou olhar em volta.

Estavam todos ali. O garoto, Shino, do Distrito 8, que vira na TV, e sua parceira, Ino Yamanaka.

Com seu bebê.

Sakura espremeu os olhos de leve, fazendo o possível para amenizar a expressão de dor. O coração estava apertado. E se preocupou em disfarçar. Ergueu a cabeça e comentou alguma coisa com Naruto, que respondeu qualquer outra coisa.

Havia um casal que também chamou atenção.

Hyuuga Neji e Hyuuga Hinata. As indicações estavam grudadas na roupa, logo acima do peito, como plaquetas.

Os dois tinham a pele pálida, os olhos perolados e grandes. O cabelo dos dois tinha praticamente o mesmo tamanho. Era comprido, até a cintura. Neji usava uma faixa sobre a testa, assim como Sakura usava a bandana.

E os dois a encaravam.

“Não”, Sakura notou, “ela está encarando...” e virou-se levemente para o lado, dando de cara com Naruto.

E olhou para ela novamente. Hinata já desviara o olhar, levemente corada, fingindo prestar atenção em outra coisa.

Sakura, sem mudar a expressão, sentiu-se confusa.

A Haruno reparou quando tanto Neji quanto Hinata olharam para um ponto em comum. Hyuuga Hanabi. Uma garotinha de, no máximo, 12 anos, parada ao lado de um garoto bem alto.

Ela também tinha olhos perolados. O cabelo era parecido com o dos outros dois Hyuugas.

De novo, Sakura não entendeu.

Os três trocaram um olhar sofrido e desviaram, seguindo para as respectivas tarefas.

Quando Sakura Haruno estava prestes a fazer o mesmo – novamente com o coração apertado, agora pela pequena Hyuuga –, encontrou um par de olhos que a fez prender a respiração.

“Meu... Deus...”, foi só o que ela conseguiu pensar.

Uchiha Sasuke, membro e filho caçula do clã Uchiha. Os olhos ônix atentos, os lábios finos, em uma expressão séria, o nariz perfeito, perfeitamente delineado por Deus.

O corpo atlético e másculo, de um jeito magnífico. O abdômen definido, as pernas retas, customizadas com roupas que, nele, jamais ficariam ridículas.

Sakura tentou não demonstrar toda a vontade de babar que tinha. Apenas encontrou os olhos ônix e se perdeu ali, encarando com sua expressão séria.

Até que Naruto enlaçou sua cintura.

Um ruído agressivo foi crescendo em sua garganta e aquilo deixou Sakura alerta. Quando o Uzumaki a puxou para longe, ela não protestou e se deixou ser guiada antes que as coisas ficassem ruins.

Quando encontrou Kakashi, já bem longe de Sasuke, Naruto mais ou menos voltou ao normal:

– Kakashi-sensei! – Chamou ele. Kakashi sorriu para eles, que se aproximaram.

– E aí, qual é o plano? – Sakura bufou, risonha.

Kakashi mostrou o que tinha nas mãos.

A chama subia e ardia, sorrateira, dançando entre seus dedos.

– Não é fogo real. Foi feito para que não sintam nada.

Sakura arregalou os olhos, incrédula.

– Caramba – soltou. Naruto tinha a mesma expressão:

– Parece bem real para mim – comentou.

– Essa é a intenção, Naruto – Kakashi revirou os olhos. – Prontos?


– Não tenham medo.

– Não estou com medo – Naruto assegurou.

– Têm que marcar presença. Mostrem que estão aqui. Mostrem que querem ser reconhecidos.

Sakura respirou fundo.

– Vamos lá.


– Mais de cem mil pessoas se espremem – gritou o apresentador dos Jogos Vorazes – para ver, ao vivo, os Tributos desse ano! Os patrocinadores os veem pela primeira vez. A importância desse momento não pode ser subjulgada!

Aplausos e gritaria.

E, de repente, todos viraram as cabeças para o corredor imenso.

– E aí estão eles! – Berrou o apresentador.

As carruagens entravam, uma por uma, em uma fila indiana e seguiam até o pátio, enquanto os tributos sorriam e acenavam, com sorrisos fantasma, nunca vistos antes.

– Veja só! Você não adora o modo como os estilistas conseguem claramente refletir nas roupas dos Tributos seu respectivo Distrito? Tão perfeitamente?

Tsunade assistia da plateia. O rosto misterioso, o sorriso ardiloso.

– Olhe, o Distrito quatro... – ele refletiu – Oh, pescaria. Entendi. Haha, muito bom. Gostei. Moça bonita, rapaz bonito. São irmãos?

Outro homem deu de ombros.

– Atrás deles temos... nossa, veja a brincadeira que fizeram com as armas naquele figurino! Haha, eu adorei. E aquela carruagem com areia, e todo o trabalho no bordado daquele vestido. Veja só. E, depois... – o apresentador de repente deu uma pausa, fazendo uma careta, confuso. E, depois, perplexo.

Uniu as sobrancelhas e foi com o corpo para frente:

– O que é aquilo ao fundo? – ele apontou.


Os olhos azuis de Naruto ardiam nas chamas. Ele parecia ter nascido no fogo, pertencer às cores ardentes. Sorria acenando com uma das mãos, exatamente como os outros. A outra mão segurava a mão de Sakura Haruno.

Ao seu lado, ela estava com o cabelo metade preso, metade solto. O cor-de-rosa se misturando com as brasas, fazendo surgir um espetáculo de cores, uma representação de força.

Os olhos verdes passaram no telão, quando ela sorriu, tentando parecer amigável.

As pessoas riam e comemoravam ao seu redor.

“Bando de cínicos”. “Hipócritas”.

E, quando mais ela xingava, mais ela sorria.

Em certa altura do caminho percorrido, no auge do Desfile, Naruto ergueu a mão de Sakura, colada na dele, aos céus.


– Meu Deus, você viu aquilo? Dois jovens erguendo as mãos dadas dizendo: “Tenho orgulho de ser do Distrito 12, não serei ignorado ou rebaixado ou humilhado”. Entendeu? Eu adorei! – A voz do apresentador chegou a arranhar. – Com certeza chamarão muita atenção a partir de agora.

As carruagens foram estacionando em posição, uma por uma, quando o Criador dos Jogos Vorazes falou. Ele se levantou, com o chapéu de Hokage, e foi até o monstruoso palanque onde, com o microfone, saudou os tributos:

– Bem vindos – aplausos intermináveis estouraram da plateia, ao ouvir a voz do homem velho – Tributos, nós os saudamos. Saudamos sua coragem e seu sacrifício. E os desejamos “Feliz Jogos Vorazes” – Sakura espremeu os lábios. Naruto apertou sua mão, em um conforto que a fez assentir de leve em resposta – “E que a sorte esteja sempre a seu favor”.



– Muito bom – sorriu Kakashi, se aproximando deles nos “bastidores” – Vocês foram muito bem.

– Nós seremos o assunto da Capital por semanas – Shizune comemorou, com saltinhos. Tsunade estava logo atrás deles, sorrindo.

– Meus parabéns, Distrito 12 – disse ela.

– O que é isso? – Sakura sorriu de volta – Estamos “de bem”, agora?

Tsunade lançou um sorriso de canto.

– Se continuarem se comportando bem – deu de ombros.

Naruto pulou nos três, dando um grande abraço.

E puxando Sakura pelo canto até colá-la no monte que fizera.

– Naruto – Kakashi tentou protestar, sem resultado.

Ela tossiu, quase sem ar.

Naruto ia dizer alguma coisa, alegremente, assim que soltou todos eles, que riam. Mas algo que viu fez com que se calasse e congelasse a expressão. Sakura voltou-se para onde ele olhava.

Sasuke o encarava com um ar extremo de rivalidade. Sakura tocou o braço de Naruto, quase que em um beliscão.

– Pronto, vamos embora – E ele se mexeu, chacoalhando os ombros, como se espantasse a raiva, que não se foi por completo.



– Em casa de novo, finalmente – Shizune jogou a bolsa sobre a mesa. Tsunade fez o mesmo e olhou para os tributos:

– Tomem um banho e troquem de roupa antes de jantar.

– Eu vou primeiro! – Naruto berrou, correndo andar adentro. Sakura balançou a cabeça, reprimindo uma risada. Talvez Naruto não soubesse, mas ele tinha um banheiro só para ele no próprio quarto e haviam dois banheiros desocupados, tirando o banheiro que havia no quarto dela. Estavam na cobertura do prédio de 12 andares, onde cada andar representava um Distrito. Onde haviam passado a tarde.

E onde passariam os próximos dias até a arena.

Notas finais
AEE, galerinha :3
Eu queria agradecer o carinho de algumas leitoras, que não desistiram da fic mesmo eu demorando pakas pra escrever:
Hinata2012forever (meu anjinhoooooo, não desistiu de mim ♥ MIL BEIJOSS), LadySakurinha (que manda umas reviews longas, coisa mais fofaa), Lu Hime (meu. amor. muito. obrigada. por. esse. carinho ♥), Mary Grace (sua review foi a coisa mais linda, muito obrigada lindona ♥), Hasegawa Mizume (QUE TAMBÉM LÊ CE! AI, MEU DEUS, SUA COISA LINDA~♥!), anjo_das_trevas (sempre mandando uma palavra de apoio, a coisa mais bonitinha! Aqui é "anjo_da_luz" KKKKK), Rai chan Saky (cobra mesmo, viu, amor? Pode cobrar u_u LINDA~)
É isso aí. Até o próximo capítulo! ♥ *-*
(Gostou? Antes de sair, deixe uma review ou uma recomendação! ♥)