The Hunger Games
6 Capital
Notas iniciais
SÉRIO.
ME PERDOEM.
Eu tenho ocupado muito tempo escrevendo o CE (Conselho Estudantil, minha outra fic) e meu livro de verdade, que eu estou pensando em publicar.
Sem mais longas demoras (Q), aí está! ESPERO QUE GOSTEMMM! Boa leitura, mil beijos! ♥
Capítulo CINCO
e que a sorte esteja sempre a seu favor
O silêncio naquele vagão se estendia enquanto os tributos encaravam o banco confortável. Naruto conseguiu cochilar, com o braço ao redor dos ombros de Sakura, que se encolhia. O marcador indicava que faltavam quinze minutos para chegarem.
Sakura suspirara, de repente.
– O que é? – Naruto murmurou, acordando para ouvi-la respirar e sentir suas costelas roçarem nas dele conforme seu abdômen delicado se erguia.
– Prometi à minha mãe que jantaria com ela hoje.
O loiro a encarou enquanto Sakura espremia os lábios, ameaçando chorar.
– Você prometeu isso a ela?
Ela virou o rosto. Naruto engoliu em seco, desviando o olhar e balançando a cabeça de leve.
– Está tudo bem, Sak – murmurou ele. E, depois de um segundo, continuou: – Sabe o que eu acho? –pareceu inseguro no início, mas o olhar de Sakura o pressionou – Você devia ter deixado Moegi ir.
A Haruno arregalou os olhos.
– O quê? – a expressão indignada dela era cheia de raiva – Como pode dizer isso?
Naruto apressou-se em responder:
– Sabe, eu também só quero o bem dela. Mas... – ele coçou a cabeça – bem, ela foi escolhida. Não você. Teria sido ela.
A Haruno se acalmou, perdendo-se outra vez na poltrona e olhando para a janela. Mesmo assim, sua raiva não diminuíra.
– Eu precisava fazer alguma coisa. Eu não poderia assistir... – ela não conseguiu terminar e apertou os próprios braços com força, completamente insegura – Ela seria... sabe, nos primeiros minutos.
– E você, não?
Sakura ficou em silêncio.
– Talvez você tenha interferido em algum destino. – Naruto continuou.
– É – Sakura rugiu, impaciente – no meu. Agora o dela está a salvo.
Ele deu de ombros.
– Não fique brava, Sak-chan. É só o que eu acho.
– Disse o cara que se voluntariou para vir junto comigo. – Resmungou a Haruno.
Ele riu, animado.
– É diferente, Sak-chan.
– Diferente como? – agora ela o encarava.
Ele deu de ombros novamente.
– Você foi pura. Eu, não. – Ela bufou, sem entender.
– O que quer dizer?
– Deixe pra lá – o loiro desviou o olhar, sorrindo de uma forma maliciosa. O olhar de Sakura era incrédulo.
– Você é idiota? – indagou – Como pode rir assim? – Naruto a apertou com o braço, fazendo o queixo da rosada bater em seu peito e sorriu, mostrando todos os dentes.
– Acho que este marcador está errado. Dá uma olhada nisso, Sakura-chan – ele apontou para a janela, e levantou, segurando-se em uma barra de ferro que contornava o vagão. Segurou a mão de Sakura e a puxou junto, enquanto ela se equilibrava no braço dele e dava passos desajeitados até o vidro, onde prendeu a palma das mãos. Os olhos verdes se arregalaram, impressionados. Estavam na famosa Capital, o lugar mais rico de Panem.
Era mil vezes melhor ver ao vivo do que na TV.
Por um momento desejou sair daquele trem e encontrar Sai, e sua mãe... e Konohamaru, e Moegi...
Os prédios eram imensos, brilhando de cima a baixo, com janelas enfeitando cada parte. Árvores verdes cheias de luzes, um céu azul quase que cinzento de tanta gente rindo a toa e poluindo a toa. Vários carros, coisa que ela só via na Colheita, raramente, cada um de uma cor, com um motorista mais estranho que o outro, circulando sem dó. Mesmo assim, de tudo isso, o que mais havia era gente. Milhares e milhares de pessoas acenando, rindo alto, conversando coisas banais e inúteis.
“Perto disso Shizune parece bem na moda”, Sakura murmurou. Era tudo muito colorido e extravagante. Ela não gostava.
Naruto fez uma careta.
– Assim que nos deixarem sair, vamos comprar roupas novas – disse, irônico.
– Mal posso esperar – murmurou a Haruno de volta, risonha.
Eles trocaram um olhar e voltaram a sorrir.
┼
– Aqui é onde vamos ficar – Shizune abriu a porta imensa, toda sorridente. Tsunade já foi entrando e jogando as malas no chão. Ela bateu palmas e as luzes se acenderam. Marchou até um corredor, que vinha sobre dois degraus que o elevavam. Atrás da sala imensa. O telão ocupava quase a parede inteira, na frente deles. Os sofás eram longos e espaçosos.
Naruto correu e pulou em um, acomodando-se imediatamente.
Sakura sorriu. Ele tinha nascido para ser rico.
– Tsunade-sama, aonde vai? – Tsunade não respondeu, já fechando a porta do quarto da “mentora”.
– Como liga isso aqui? – Naruto indagou, apontando para o telão, distraindo Shizune.
Sakura suspirou enquanto a morena o ensinava.
De repente, o telão explodiu em imagens incríveis. Era tudo bem melhor e, aparentemente, mil vezes mais caro do que na simples TV pequenina que eles geralmente dividiam entre três famílias no Distrito 12.
Naruto abriu a boca, soltando um “wow” animado.
– Venha ver, Sakura-chan – chamou ele.
Sakura se sentou ao seu lado, enquanto ele a aninhava com os braços, sem tirar os olhos das imagens.
O canal mostrava as Colheitas de cada Distrito. Sakura espremeu os lábios.
– Que tal mudar de canal? – sugeriu.
– Shh – protestou o Uzumaki, sem dar-lhe ouvidos.
Estavam mostrando o Distrito 8. Na hora de sortearem a moça, a surpresa foi grande entre os que estavam ali. Yamanaka Ino tinha belos e profundos olhos azuis; um cabelo loiro meio sujo, preso em um rabo-de-cavalo prático, e um sorriso desconhecido.
Haviam muitas pessoas comovidas, como se a menina fosse uma princesa, uma pessoa muito querida. Mas não parecia ser aquilo. Parecia ser algo maior. E, primeiramente, Sakura não entendeu. Até imaginou não ser capaz de entender, realmente. Até que Ino subiu no palco, ao lado do instrutor usual do Distrito 8 e revelou sua barriga de dois meses e meio no microfone.
Estava grávida.
Sakura tremeu, quase em pânico, e segurou a mão de Naruto com tanta força que ela começou a ficar vermelha. Mas ele não reclamou de nada. Apenas permaneceu em silêncio, nervoso como ela.
O tributo masculino parecia extremamente egocêntrico. Por trás dos olhos gelados, dava facilmente para notar o pavor.
Sakura temeu que ela também estivesse assim no vídeo da Colheita do Distrito 12.
Aparentemente, era a primeira vez que estavam jogando os vídeos na TV. De vez em quando aparecia um homem – eles já o conheciam: o apresentador dos Jogos Vorazes – com um sorriso imenso no rosto, anunciando o intervalo, ou o próximo Distrito.
No Distrito 9, as coisas foram diferentes.
Não houve impacto no lado feminino. A moça que foi escolhida desfilou pausadamente até o palco, onde parecia querer estar desde o nascimento. Os cabelos ruivos repicados, o óculos preto desnecessário.
Pelos óculos, Sakura julgou que ela pudesse ser rica. Mas era mais do que isso: o Distrito era “rico”.
Era o Distrito de Uchiha Itachi, o primeiro ganhador dos Jogos Vorazes.
Seu ídolo.
Sem querer, Sakura sorriu, admirada.
Ao ganhar, o prêmio do tributo era voltar ao seu Distrito e receber altos valores em dinheiro. E Itachi fora o único que usara o próprio prêmio no Distrito todo, tirando várias pessoas da pobreza.
A mente da Haruno vagava ao longe, quando um nome chamou sua atenção.
“Sasuke Uchiha, hm?”, a instrutora do Distrito 9 bateu palmas, “Vai honrar seu nome e seu irmão, garoto”.
O rapaz que subiu no palco tinha os cabelos negros como os de Itachi. Os olhos ônix, como os de Itachi. Sakura imediatamente notou toda a semelhança. Os dois tinham traços parecidos. Mas Itachi tinha algumas marcas, de nascença, de batalha.
Sasuke Uchiha tinha o rosto limpo.
A pele branca completamente pura.
Os olhos eram penetrantes.
Quando deram um zoom em seu rosto, ele aparentou olhar diretamente nos olhos de Sakura, como se enxergasse sua alma. E ela se arrepiou.
– Uchihas – Naruto bufou – Bando de manés.
E Sakura voltou à real. Tossiu para disfarçar.
– Como é?
– Estão sempre se achando no direito do trono, com esse nariz empinado – Sakura revirou os olhos.
Dor de cotovelo era um problema sério.
O tempo pareceu voar enquanto eles fitavam o telão. E, de repente, o apresentador gritou, em sua voz convidativa: “Agora, o último Distrito, a última Colheita! Confiram o Distrito 12 e, logo depois, os comerciais”.
Naruto pulou para frente, animado:
– NOSSA VEZ, SAKURA-CHAN! – Berrou ele, descontroladamente – VAMOS MOSTRAR PARA AQUELE UCHIHA QUEM É QUE MANDA!
Sakura olhou para ele, incrédula:
– Você não pode ser normal – falou, mais para si mesma. Naruto ainda gritava coisas sem sentido, apontando para a TV como se assistisse a um jogo de futebol, naturalmente.
E a Haruno se desligou dele.
Prestou atenção apenas em Moegi andando, tremendo até o palco. E, logo depois, nos braços magros dela tentando protegê-la. Puxa, ela até parecia atlética no vídeo. Os olhos verdes eram iluminados pelo Sol.
Os closes em seu rosto vinham de todos os lados.
Sakura tentou imaginar onde estavam aquelas câmeras naquela hora. Ela só tinha conhecimento de três, as três no palco. Os ângulos não faziam o menor sentido de lá.
O modo como ela gritou. O modo selvagem que sua voz saiu da boca. A expressão de ódio.
Realmente, ela não parecia nem um pouco fraca.
Parecia defender seu bebê. Defender sua honra. Defender seu povo. Representou o Distrito, em toda a angústia que não mostraram.
E, depois, Naruto, erguendo a mão e se voluntariando, com um verdadeiro imbecil.
Ela balançou a cabeça em desaprovação.
Ainda mais depois que olhou para ele, gritando ao seu lado, e sentiu orgulho.
– Imbecil... – sussurrou, deitando a cabeça no ombro dele.
Notas finais
Até o próximo capítulo! ♥ *-*
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