The Hudson-Berry Baby
14 Capítulo 14
Notas iniciais
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O aniversário
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Ela sentiu alguma coisa em seu pé e, por reflexo, imediatamente chutou o que fazia cosquinha nela.
“Ai”, ela ouviu o marido gemer e abriu os olhos, encontrando ele na beirada da cama segurando um cupcake com uma pequena vela em cima.
“Feliz aniversário, babe”, ele disse se aconchegando perto dela e distribuindo beijos em seu pescoço, antes dela tomar sua boca. Eles se separaram para respirar e ele falou: “É melhor você apagar a vela antes que a cama comece a pegar fogo”
Ela riu e fez o que ele pediu. “Até que não é má ideia colocar fogo na cama”, ela disse e ele riu. “Vinte e seis anos... Eu tô ficando velha”
“Não se preocupe, você sempre será mais nova que eu”
Finn pegou um pouco da cobertura do cupcake com o dedo e o lambeu. Rachel apenas ficou olhando, então Finn pegou mais um pouco da cobertura com o dedo.
“Quer?”, ele perguntou.
Ela sorriu maliciosamente e começou a lamber o dedo dele e então começou a chupá-lo como se fosse um pênis.
Naquele aniversário, Rachel passou mais tempo na cama do que em outro lugar.
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Mr. Ballad
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Rachel estava pintando pequenas flores no quarto da pequena Barbra enquanto Finn estava cuidando das plantas no jardim e plantando novas rosas. Rachel amava pintar, era um passatempo secreto dela, pintar a relaxava, e ela também amava flores e queria que sua filha fosse criada num ambiente repleto delas.
Foi tirada de seus pensamentos quando seu pai bateu na porta do quarto, que já estava aberta, mas ele bateu mesmo assim só para anunciar sua presença.
“Pai! Como vai?”, ela largou o pincel na mesinha onde as tintas se encontravam e foi abraça-lo.
“Eu tô ótimo! E vocês duas?”, ele perguntou acariciando a barriga da filha.
“Melhor agora... O que faz aqui?”, perguntou.
“Eu vim trazer um presente para minha netinha, Finn estava lá fora e me deixou entrar”
“Aw, pai, vem cá”, ela o puxou em direção a poltrona que havia no quarto onde ele se sentou e Rachel se sentou no braço dela.
“Acho que Barbra vai gostar”, ele disse entregando o pacote à ela.
Rachel desfez a fita e puxou o que havia dentro do saco. Lágrimas vieram a seus olhos quando viu um velho pato de pelúcia que estava em ótimo estado, embora uma de suas patas estivesse costurada devido a uma pequena e travessa Rachel Berry que achou que poderia usar o ‘pé de pato’ para nadar na banheira de casa.
“Mr. Ballad, você sobreviveu”, ela disse.
“Depois que sua mão o concertou, ela achou melhor guarda-lo um pouco, antes que você os estragasse de novo e ele ficou esquecido. Quando eu o achei, você já estava grande, não queria mais saber de brinquedos e eu só ficava imaginando o dia em que você não iria mais querer saber de mim”
“Awwwwww, Will Berry, que dramático”, ela disse saindo do braço da poltrona e se aconchegando no colo do pai dela.
“Mas é verdade, tá?”, ele falou. “Eu lembro como se fosse hoje, no dia da formatura a Shelby saiu correndo logo depois que o último aluno foi chamado e eu corri atrás dela, a encontrei atrás da arquibancada, chorando, e ela me disse que estava grávida”, Will parou de falar para segurar o choro, antes de voltar a falar. “Eu me senti perdido, mas no dia que você nasceu e eu te peguei no colo pela primeira vez... Oh, Rachel... Você era tão pequenininha e eu fiquei com medo, medo de te colocar no mundo lá fora e que machucassem você, que te magoassem... Eu jurei para mim mesmo que eu nunca deixaria que nada te fizesse mal, e eu faria de tudo pra ver um sorriso no seu rosto sempre, e agora você está aí, crescida, famosa, casada e esperando a minha primeira netinha e eu vou fazer de tudo para protegê-la também”
Rachel, que já estava chorando, só conseguiu dizer: “Eu te amo, pai”
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O encontro
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O mercado estava lotado, todas as filas estavam imensas, tanto que Finn nem fez questão de escolher e parou com o carrinho em qualquer uma delas e pegou a lista que Rachel fizera do seu bolso e passou a conferir alguns itens para ver se não tinha esquecido de nada.
“Família grande”, comentou a pessoa que estava na fila do lado, referindo-se a quantidade de comida no carrinho.
“Esposa grávida”, ele disse sem nem ao menos olhar para a pessoa com quem estava falando.
“Sei como é”, o até então desconhecido disse e Finn encarou o sujeito com quem falava.
“Jesse St. James”, ele disse surpreso, mais para si do que para ele.
“Finn Hudson?”
“Sim”
“Nossa, os anos te fizeram bem, quase não te reconheci”
Finn não achava que tinha mudado muito, mas não podia dizer o mesmo de Jesse. Ele estava mais gordo, não muito, mas estava e seu rosto não tinha mais a cara de galã de cinema que possuía na juventude.
“É, você também mudou, cara” – Pra pior, ele quis acrescentar. “E então, o que tem feito?”
“Eu fui pra LA, mas as coisas não deram muito certo na faculdade, mas eu acabei conhecendo uma garota, a mãe dela é dona da escola de canto e dança mais renomada do país, a ‘Black Swan’ e bom...”
“Você casou com ela e trabalha lá”, Finn completou.
“É”, ele disse meio envergonhado. Jesse era muito egocêntrico e certo de seu futuro, não queria acabar assim, mas estava feliz. “O nome dela é Jessica, minha esposa, ela é linda e tenho três filhas: Jenna, Emma e Shanna, eu não trocaria isso tudo por nada nesse mundo. Nós moramos em Boston, mas estamos de férias aqui em Nova York, chegamos hoje ”
“Parabéns cara, fico feliz que tenha se dado bem”, Finn disse com sinceridade. Sem sarcasmo. Mesmo.
“Você sabe o que aconteceu com a Rachel Berry? Vocês eram amigos, né?”, Jesse perguntou.
“Eu casei com ela e estamos esperando nossa primeira filha”
Finn daria tudo, tudo para ter uma câmera ou seu celular nas mãos naquele exato momento, para poder registrar a cara impagável de Jesse St. James.
“Que bom. Fico feliz por vocês”, ele disse simplesmente.
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