The Horse And The Owl
20 Capítulo 20-Dizemos Adeus
Notas iniciais
ta ai mais um Capítulo
Boa leitura .
Cap. 20 – Dizemos Adeus (narração de Julia)
Nós não fazíamos ideia do que fazer em uma situação onde uma garota desmaia estranhamente em uma gruta-apartamento após recitar uma profecia que decidiria o destino de duas de suas amigas. Ficamos completamente estáticas por algum momento, até conseguirmos retomar a consciência.Mandei Lilian ir procurar por um pouco de água e um pano enquanto me abaixava ao lado de Rachel e colocava uma almofada sob sua cabeça. Chamei seu nome, mas ela não acordou.
-- Sabe, eu só acho que essa gruta é um tanto longe do acampamento nesses momentos... – Lilian disse se aproximando com os itens pedidos.
-- É mesmo. – concordei – ainda mais quando quem está junto com ela desmaiada não sabe o que fazer.
Soltei um risinho. Agora já estávamos aparentemente mais calmas, embora nossas mentes ainda estivessem a mil. Molhei o pano com a água gelada e o coloquei sobre a testa de Rachel. Um tempo depois ela acordou, ainda sonolenta:
-- Oi. – ela disse, a voz fraca.
-- Pelos Deuses, Rachel! Que susto que você nos deu! – Lilian disparou. Rachel sorriu:
-- Isso sempre acontece após eu recitar uma profecia. Eu meio que já me acostumei.
-- Então deveria tentar recitá-las na casa-grande, onde há mais gente que possa te socorrer.
Ela deu de ombros e se sentou:
-- E então? Qual foi a profecia?
.....
Conversamos por um tempo ainda na gruta. Relembramos os versos da profecia e nosso nervosismo voltou. Pensei que, talvez, o lugar onde estávamos também não me fizesse bem. Depois de tudo aquilo, a gruta ficou com um ar meio amedrontador. Eu queria sair dali, e fiquei muito aliviada quando o fizemos.
Caminhamos lentamente de volta ao acampamento, mas ar fresco que batia em meu rosto infelizmente não levava embora minha preocupação. Eu andava quieta enquanto ouvia Lilian fazendo Rachel transbordar de tantas perguntas sobre a missão. Eu ouvia todas as respostas, mas estava sem cabeça para dar-lhes a devida atenção.
Chegamos ao acampamento e fomos direto à casa-grande. Lá encontramos Quíron, Percy, Annabeth e o Sr. D (já fazia um tempo que eu não o via). Todos os olhos se voltaram para nós assim que entramos na sala principal.
-- E então? Receberam a profecia? – Quíron perguntou, eu sua cadeira de rodas.
-- Sim – disse eu. – Quer que a recitemos?
-- Por favor.
Suspirei, relembrando as palavras devagar, com a ajuda de Lilian:
"Para oeste os quatro devem migrar
A espera do objeto com o ladrão encontrar
E a criança filha da maldição irá se reconhecer
Porém com as bestas terão que se envolver
No caminho a morte hão de encontrar
E cuidado tomar com os filhos do mar"
Silêncio foi o que se seguiu na sala. Eu não podia ver, mas tinha certeza de que todas as mentes ali trabalhavam numa interpretação para o texto dito. Bem, todas menos a do Sr. D, que após um tempinho transformou a água de seu copo em vinho, dando uma risada abafada e mexendo em algumas cartas de baralho sobre a mesa.
-- Bem, -- disse Quíron, enfim – vamos por partes: a profecia diz que quatro semideuses deverão migrar para oeste. Então vocês já têm uma direção, mas ainda lhes faltam os dois companheiros de viagem.
-- Mas é só isso mesmo? – Lilian foge do assunto.
-- O que?
-- Quero dizer, a profecia nos deu uma direção, mas não um lugar específico... O oeste pode ser para qualquer lugar naquela direção – disse Lilian, apontando para o leste, sem perceber – Além do mais, se seguirmos sempre para oeste, em algum momento, chegaríamos aqui novamente... Onde devemos parar?
-- É aí que entram os outros versos da profecia – disse Annabeth – com o passar da missão e dos desafios, as coisas vão ficando mais claras.
-- É verdade. Além disso, eu me lembro que você disse que os versos da profecia têm duplo sentido. – recordei. Ela assentiu:
-- E então? Alguma ideia de sobre quem vão levar com vocês?
Silêncio novamente. Fazia pouco tempo desde que Lilian e eu chegamos ali e por isso não conhecíamos todo mundo. Pensei em chamar Annabeth e Percy para irem conosco, mas me lembrei do que Afrodite disse em meus sonhos: "A história perderia a graça se todos os grandes feitos fossem realizados sempre pela mesma pessoa." Então passei a pensar em outras possibilidades.
-- Ei, Li. Você conhece alguém que possa nos ajudar com isso? – perguntei. Ela se pôs a pensar, uma mão coçando a cabeça.
-- Tem uma garota do chalé 11, com quem eu sempre converso quando estamos em treinamento. Alice, o nome dela. É muito boa com espadas e arco-e-flecha e é bem divertida.
-- Será que ela toparia sair em uma missão suicida com a gente? – brinquei.
-- Talvez – Lilian deu de ombros – às vezes ela é louca que nem eu. – ela riu – amanhã de manhã eu falo com ela.
-- Certo...
-- E você, Ju? Alguma ideia?
Coloquei-me a pensar. Em não tinha muita afinidade com o pessoal do chalé 6. Embora fossem meus irmãos maternos, nunca me aproximei muito de nenhum deles, nem mesmo durante os treinamentos.
-- Quando vamos partir? – mudei de assunto – A profecia não nos forneceu um tempo...
-- Olha... Não seria bom esperar muito. O quanto antes partirem, melhor. – Disse Quíron.
-- Certto... posso escolher o quarto componente amanhã?
Quíron pareceu ficar duvidoso quanto à isso. Mas acabou concordando, visto que esta seria minha primeira missão e que eu estava muito nervosa. Então continuamos a reunião até bem tarde, decidindo e discutindo detalhes e possíveis desafios que poderíamos vir a enfrentar em nossa jornada.
Terminada a reunião, nos despedimos do pessoal na casa-grande e já estávamos de saída, quando ouço, pela primeira vez naquele dia, a voz do Sr. D sentado à mesa, ainda mexendo em suas cartas:
-- Só acho bom que não demorem muito para partirem. – olhei para ele da porta e ele devolveu o olhar, com um sorriso um tanto travesso no rosto:
-- Deuses não gostam de esperar.
Notas finais
beijos ate a proxima
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