The Hopeless place
7 The chaos start
Notas iniciais
2 anos depois...
Algum tempo se passou. Consegui terminar a minha escola e agora, trabalho junto com Steve e seu Pai. Os fenômenos sobrenaturais fugiram de meu controle. Devido a circunstâncias em que fui obrigado a usar meus poderes, tudo o que eu conhecia foi mudado.
— Alô? Terra chamando Dan? — disse Steve me tirando dos meus pensamentos — Você tem certeza que está bem?
— Estou sim, obrigado — sorri, pegando alguns papéis para distrair a situação. Sem sucesso, suspirei fundo e mudei a expressão — Não tem problema meu anjo, só não tive uma boa noite de sono.
— Se você quiser, pode ir descansar, eu cuido do resto. Como eu te disse-
— A saúde vem em primeiro lugar — o completei
— Exato! — me beijou — agora vai tomar um café, comer algo, distrair as idéias.
— Só vou porque você está mandando.
— Olha olha, eu te mando agora? — sorriu levantando as sobrancelhas
— Claro general — ri — então já volto.
Odeio tomar café de tardinha. Então fui dar uma volta, observando a paisagem, que eu não conhecia. Nunca pensei que um dia na vida veria o céu roxo. Em vez de estar um sol, estava uma grande estrela branca.
Não posso negar da beleza, mas não é normal. Eu não fui acostumado com isso. Um tempo depois, chequei meu relógio, eram 7 horas, horário de o céu ficar vermelho. Também nesse horário, corvos pretos voam pelo céu, e furacões de pouca força aparecem. Voltei para a loja, onde a luz era reforçada, por causa do tempo.
— Melhorou? — perguntou Steve
— Na medida do possível...
— Já falei para você não se culpar. — olhou-me sério — Nada do que está havendo tem culpa sua. Você fez escolhas certas. Mesmo que o tempo seja consequência disso, fico feliz.
— Obrigado por tentar me animar. Amo você.
— Eu também. — sorriu
Ajudei a organizar as coisas, e fomos para a casa atrás da montanha. Agora, bonita, mobiliada e mais fresca. Minha casa está alugada, por questões financeiras, mesmo que sejam boas. É mais por questão de capricho, um dinheirinho de sobra para curtimos juntos.
Por alguma razão desconhecida, Steve foi correndo na frente, entrou na casa e apagou a luz. Quando entrei, acendeu.
— Parabéns – disse sorrindo em atrás de uma mesa com um bolo azul decorado, enorme.
Fiquei sem palavras com aquela ação. Lágrimas escorreram pelos meus olhos e corri para abraçá-lo.
— Agora entendi porque estava estranho. Achou que eu esqueceria seu aniversário – me acariciou – Mas você não viu o presente ainda. Dê alguns passos para trás.
Obedeci e aguardei. Mas o horror tomou conta da minha face quando o vi tirando um revólver do bolso e mirando em sua própria cabeça.
(Música ON
https://www.youtube.com/watch?v=ZuCNNHxKcsc )
— Steve – falei num tom muito baixo, com as pernas tremendo, a voz mal saía – Abaixa.... essa arma.
— Não posso. Não posso – balançava a cabeça de forma medonha – Não deixarei mais você sofrer por minha culpa.
Suspirei fundo, suor frio
— A..baixa essa....arma
— Adeus, Dan. — falou baixo, fechei os olhos e escutei o barulho do tiro. Quando abri, vi muito sangue escorrendo. Tomado no desespero, na hora voltei no tempo.
Depois de voltar, quando pensou em me mostrar a tal surpresa, o abracei e chorei.
— Não faça isso. Eu amo você, amo amo amo – repeti várias vezes entre lágrimas e berros – Me entrega esse revólver.
— Então você já me viu...
— Sim – nesta parte o choro se tornou incontrolável – Não faça isso comigo Steve. Não nessa altura de nossas vidas. Estamos tão bem — nesse momento, ele jogou longe o revólver, sentou-se no chão, encolheu e começou a chorar muito.
— Acalma – limpei as minhas e as suas lágrimas e o dei um beijo – vem cá.
O conduzi para a cozinha, o assentei e fiz um chá de camomila. Por mais que pareça estúpido, foi essencial naquele instante. Mas a calma foi brutalmente interrompida quando uma pedra de tamanho anormal veio do telhado e quase nos atingiu.
As janelas se quebraram, e o vento estava incrivelmente forte. Corremos para o lado de fora, e quando olhamos, o susto.
Tudo estava um caos.
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