Notas iniciais
Espero que gostem! ♥

Estou em um lugar estranho. Uma sala escura, iluminada somente com flashes dos trovões. Nele, encontro Steve acorrentado no chão, cheio de feridas e com muito sangue ao seu redor.

— Steve! — berrei

Levantou sua cabeça de forma assustadora, e sorriu.

— Está satisfeito?

— Claro que não! Satisfeito com o quê?!

— Satisfeito em me matar. — sua voz ecoou por todo o quarto

Acordei de repente. Quando vi, o mundo estava um caos, e Steve estava me levando no colo, correndo para algum lugar. Ao notar que abri os olhos, me colocou em um canto, e olhou-me assustado.

— Está bem?

— Estou... o que aconteceu?

— Bom... — respiro fundo — depois que uma pedra enorme atingiu a casa, você ficou um tempo olhando pra fora... e desmaiou.

Me levantei. Apesar de me sentir estranho, dava pra andar. Uma luz estranha caiu próxima a nós, e formou uma espécie de furacão. Corremos como pudemos, e chegamos na estrada, onde víamos pessoas correndo e gritando apavoradas, enquanto o asfalto se destruía. Um prédio caiu e bloqueou a nossa passagem. Estiquei minhas mãos para voltar no tempo, e nesse instante, minha cabeça doeu de forma torturante, como se algo estivesse espremendo meu cérebro.

Quando tentei falar com Steve, uma enorme quantidade de sangue jorrou pela minha boca, e minha cabeça girou. A última coisa que vi antes de desmaiar, foi ele me sacudindo e falando algo que não deu pra entender.

( Música de suspense ON

https://www.youtube.com/watch?v=xczxi_49inE )

Novamente estou em um lugar desconhecido... espera, eu conheço isso aqui. Minha casa?

— Dan! — gritou uma voz — temos uma surpresa pra você!

Abri a porta que estava em minha frente, e uma forte luz se revelou, mostrando toda minha família cantando parabéns, com um bolo de pasta americana azul, decorado com glacê.

A voz deles começaram a ficar estranhas... monstruosas. E todos começaram a pegar fogo. Ao terminarem de cantar, riram maleficamente e um deles, que estava irreconhecível por causa do fogo, disse :

— Parabéns por ter matado todos nós. — e terminaram de serem engolidos pelas chamas. Quando as chamas iriam me atingir, o cenário mudou.

Escola? O que estou fazendo aqui?

Em minha frente, estava a porta da minha antiga sala. Entrei, e lá me deparei com uma pessoa, sentada em uma carteira,mascando chicletes enquanto olhava pra fora, tudo devastado. Espera... este sou eu? Sim.

— Olá estúpido. — disse, sem nem ao menos me olhar.

— Quem é você?

— Sou você, besta. — olhou-me com desdém — Satisfeito com tudo o que fez? Olhe — apontou para fora, mostrando pessoas sendo esmagadas e partidas ao meio.

— Eu nunca quis que chegasse nesse ponto! — bati forte na mesa

— Mas chegou — disse puxando me pela blusa, nos deixando face a face — Pensando bem, é bem o seu feitio mesmo.

— Como assim? — recuei

— Destruir as coisas, magoar as pessoas, matá-las — levantou-se, e acendeu um cigarro — É isso que você é.

— NÃO ME JULGUE COM MENTIRAS SEM ME CONHECER! — o empurrei

— Sem conhecer? — veio em minha direção e chutou meu estômago com tamanha força, que ajoelhei. Depois, chutou minha face, e caí no chão. Depois pisou em minha cabeça e começou a esmagá-la com a sola do tênis. — Lembra do que aconteceu dia 04 de julho do ano passado?

Meus olhos se arregalaram. Essa data era marcante em minha vida.

— É claro, não tem como esquecer. — sorriu de forma doentia — Como será que ficou os familiares dele? — disse calmamente. Não respondi, e começou fazer mais força, fazendo sair sangue pela minha boca — Que tal parar de fazer essa maldita pose de certinho?

Ao ouvir isto, segurei no seu pé e fiz força para trás, com tentativa de empurrá-lo, o que o fez desequilibrar e recuar. Levantei as pressas, e limpei o sangue da boca com a blusa.

— Tudo bem! — gritei — EU o matei mesmo! Algum problema?!

— Yohooo.. Então admitiu finalmente. Achou que iria se esconder disso por toda a vida?

— Não realmente. — sorri, o que o assustou — Na verdade esse peso levo faz tempo. Mas não o peso de ter matado ele, sim o de ter matado uma pessoa. — olhei frio para o lado de fora — Ele merecia morrer. Fazia mal a muitas pessoas, não tinha um coração. Então coloquei fim a suas maldades.

— Então pra ele não te matar, você o fez, certo?

— Exato.

— Errado. — riu — Acha que vou acreditar nisso? você o matou por prazer em vê-lo gritando desesperado. Você se divertiu, tanto que agora, quis ferrar o mundo inteiro, matando todos as pessoas, inclusive sua irmã.

— CALADO! — gritei — EU NÃO A MATEI!

— MENTIROSO! VOCÊ O CULPADO DA MORTE DE TODAS AS PESSOAS QUE SE IMPORTARAM COM VOCÊ — berrou

Acordei novamente. Agora, tudo estava pior do que antes. Steve corria mancando, comigo no colo ainda por cima, tentando se manter correndo o mais rápido possível. Chovia bolas de fogo, e o céu estava com uma rachadura enorme no centro.

Esses sonhos estranhos... o que está acontecendo comigo?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.