The Hopeless place
8 Beginning of the end
Notas iniciais
Estou em um lugar estranho. Uma sala escura, iluminada somente com flashes dos trovões. Nele, encontro Steve acorrentado no chão, cheio de feridas e com muito sangue ao seu redor.
— Steve! — berrei
Levantou sua cabeça de forma assustadora, e sorriu.
— Está satisfeito?
— Claro que não! Satisfeito com o quê?!
— Satisfeito em me matar. — sua voz ecoou por todo o quarto
Acordei de repente. Quando vi, o mundo estava um caos, e Steve estava me levando no colo, correndo para algum lugar. Ao notar que abri os olhos, me colocou em um canto, e olhou-me assustado.
— Está bem?
— Estou... o que aconteceu?
— Bom... — respiro fundo — depois que uma pedra enorme atingiu a casa, você ficou um tempo olhando pra fora... e desmaiou.
Me levantei. Apesar de me sentir estranho, dava pra andar. Uma luz estranha caiu próxima a nós, e formou uma espécie de furacão. Corremos como pudemos, e chegamos na estrada, onde víamos pessoas correndo e gritando apavoradas, enquanto o asfalto se destruía. Um prédio caiu e bloqueou a nossa passagem. Estiquei minhas mãos para voltar no tempo, e nesse instante, minha cabeça doeu de forma torturante, como se algo estivesse espremendo meu cérebro.
Quando tentei falar com Steve, uma enorme quantidade de sangue jorrou pela minha boca, e minha cabeça girou. A última coisa que vi antes de desmaiar, foi ele me sacudindo e falando algo que não deu pra entender.
( Música de suspense ON
https://www.youtube.com/watch?v=xczxi_49inE )
Novamente estou em um lugar desconhecido... espera, eu conheço isso aqui. Minha casa?
— Dan! — gritou uma voz — temos uma surpresa pra você!
Abri a porta que estava em minha frente, e uma forte luz se revelou, mostrando toda minha família cantando parabéns, com um bolo de pasta americana azul, decorado com glacê.
A voz deles começaram a ficar estranhas... monstruosas. E todos começaram a pegar fogo. Ao terminarem de cantar, riram maleficamente e um deles, que estava irreconhecível por causa do fogo, disse :
— Parabéns por ter matado todos nós. — e terminaram de serem engolidos pelas chamas. Quando as chamas iriam me atingir, o cenário mudou.
Escola? O que estou fazendo aqui?
Em minha frente, estava a porta da minha antiga sala. Entrei, e lá me deparei com uma pessoa, sentada em uma carteira,mascando chicletes enquanto olhava pra fora, tudo devastado. Espera... este sou eu? Sim.
— Olá estúpido. — disse, sem nem ao menos me olhar.
— Quem é você?
— Sou você, besta. — olhou-me com desdém — Satisfeito com tudo o que fez? Olhe — apontou para fora, mostrando pessoas sendo esmagadas e partidas ao meio.
— Eu nunca quis que chegasse nesse ponto! — bati forte na mesa
— Mas chegou — disse puxando me pela blusa, nos deixando face a face — Pensando bem, é bem o seu feitio mesmo.
— Como assim? — recuei
— Destruir as coisas, magoar as pessoas, matá-las — levantou-se, e acendeu um cigarro — É isso que você é.
— NÃO ME JULGUE COM MENTIRAS SEM ME CONHECER! — o empurrei
— Sem conhecer? — veio em minha direção e chutou meu estômago com tamanha força, que ajoelhei. Depois, chutou minha face, e caí no chão. Depois pisou em minha cabeça e começou a esmagá-la com a sola do tênis. — Lembra do que aconteceu dia 04 de julho do ano passado?
Meus olhos se arregalaram. Essa data era marcante em minha vida.
— É claro, não tem como esquecer. — sorriu de forma doentia — Como será que ficou os familiares dele? — disse calmamente. Não respondi, e começou fazer mais força, fazendo sair sangue pela minha boca — Que tal parar de fazer essa maldita pose de certinho?
Ao ouvir isto, segurei no seu pé e fiz força para trás, com tentativa de empurrá-lo, o que o fez desequilibrar e recuar. Levantei as pressas, e limpei o sangue da boca com a blusa.
— Tudo bem! — gritei — EU o matei mesmo! Algum problema?!
— Yohooo.. Então admitiu finalmente. Achou que iria se esconder disso por toda a vida?
— Não realmente. — sorri, o que o assustou — Na verdade esse peso levo faz tempo. Mas não o peso de ter matado ele, sim o de ter matado uma pessoa. — olhei frio para o lado de fora — Ele merecia morrer. Fazia mal a muitas pessoas, não tinha um coração. Então coloquei fim a suas maldades.
— Então pra ele não te matar, você o fez, certo?
— Exato.
— Errado. — riu — Acha que vou acreditar nisso? você o matou por prazer em vê-lo gritando desesperado. Você se divertiu, tanto que agora, quis ferrar o mundo inteiro, matando todos as pessoas, inclusive sua irmã.
— CALADO! — gritei — EU NÃO A MATEI!
— MENTIROSO! VOCÊ O CULPADO DA MORTE DE TODAS AS PESSOAS QUE SE IMPORTARAM COM VOCÊ — berrou
Acordei novamente. Agora, tudo estava pior do que antes. Steve corria mancando, comigo no colo ainda por cima, tentando se manter correndo o mais rápido possível. Chovia bolas de fogo, e o céu estava com uma rachadura enorme no centro.
Esses sonhos estranhos... o que está acontecendo comigo?
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