Notas iniciais
Obrigada as lindas SHIRLEY, MaraRobsten, Penélope, Anny, michele djenifer, JUSSARA CULLEN, MariRS, Marcela, JessyMachado, Polli, ClaudiaMonteiro35, Eclipse She, Anaa, Andreiapenelope, DEA, angel, Ka Almeidah, Fran Carvalho, Juliatf, Vibella pelos reviews no ultimo capítulo, bjos! -;- Vamos seguir com a continuação...

“Voz lenta revela o indolente; voz precipitada, o imprudente.” Guglielmo Gratarolo

–;-

– Música sugerida (Breath of the Forest – Celtic Music) –

–;-

Assim que eles adentraram a casa dos Newton, Isabella despejou tudo o que sabia... As informações que conseguira em suas andanças pelo palácio real havia deixado a todos em choque, saber que a rainha estava passando por tal tratamento deixava a todos perplexos...

– Não acredito que eles queiram mata-la... Seria um erro grande faze-lo... Os poucos parentes do rei iriam com certeza exigir o trono. – Argumentava Edward.

Concordo, mas o que temos ouvido por aí é que os próprios parentes de Ricardo andam de conluio com os Volturi. – Despejou Jacob o que era uma verdade.

É temerário não agir, concordo contigo que a intenção deles não é mata-la, mas sim mantê-la ausente dando a eles a chance de fazer o que bem desejar, mas não dar nisso conta é de nossa parte uma irresponsabilidade. – Argumentava Isabella.

Concordo com Bella... Precisamos agir de alguma forma... Ter a rainha consciente de tudo que está acontecendo será para nós um grande trunfo, só isso já nos basta para tirar deles todo o poder... – Falava Alice.

É bem verdade que a cada instante conseguimos mais e mais provas do quando a corrupção se alastrou por toda a corte... E é por esse mesmo motivo que digo, elimina-los do poder talvez não seja o suficiente... Existem muitos nobres inescrupulosos que estão se beneficiando das negociatas dos Volturi... A corrupção já se tornou entre eles uma epidemia... Para eliminar isso é necessário exonerar a grande maioria dos ministros e homens do alto comando do contrario será uma luta vã. – Expôs Jasper e Edward de imediato concordou.

Estás certo, mas proteger a rainha se faz necessário e como disse a bruxinha podemos fazer disso um grande trunfo no momento certo. – Retrucou Edward.

O que tu sugeres então? – Questionou Jacob.

– Pensei em infiltrar alguém lá dentro ou talvez retirar a rainha de lá... Não sei ao certo... Vejam se faz tarde, precisamos dormir... Amanhã com a cabeça mais fresca poderemos ponderar e encontrar uma saída. – Soltou o jovem Cullen e todos concordaram.

– O nome dessa tal Gianna, já ouvimos por aí. – Lembrou-se Emmett e Jacob o fitando arregalou os olhos.

Sim, de fato é verdade... Outro dia na taverna insinuaram que o bispo parecia andar negando os votos de castidade e se dando as desfrutes com uma jovem por nome Gianna... A quem diga que passar próximo ao aposento do homem nas altas horas da noite é mais do que certo que irás ouvir sons estranhos e suspiros femininos. – Expunha Jacob com certo deboche na voz e todos se viram estupefatos com o comentário, se encaminharam todos ao recolhimento, ao virarem-se em direção aos aposentos encontraram a pequenina Paige com os olhinhos sonolentos no topo da escada.

O que meu amorzinho faz a essa hora acordada? — Perguntou mamãe Bella caminhando ao encontro de sua garotinha, pegando-a no colo sentiu seus bracinhos rodeando o pescoço ao passo que se escondia no mesmo local.

Sono ruim. — Resmungou Paige. — O bicho queia pega eu. — Explicou chorosa.

Pois ficas tranquila que ninguém vai pegar o amorzinho da mamãe, ninguém. — Afirmou Isabella e o jovem Cullen via com orgulho o amor transbordar entre suas duas garotas...

Fostes valente minha magricela. – Disse no momento em que se viram a sós no aposento... Segurando com carinho o rosto da jovem entre suas mãos ele a beijou com doçura. – Mas peço tenhas cuidado, me deixaste com o coração na mão em desespero. – Advertiu carinhoso.

Sei que fui imprudente, confesso me vi com certo medo de ser pega, mas valeu a pena... Temos ainda mais noção de tudo que está a passar por lá. – Devolveu enquanto alisava o largo tórax do marido.

Sim valeu a pena, mas é preciso diligencia... Certeza de onde está pisando... Não podemos errar meu amor, um passo em falso pode ser fatal e nos levar para longe de nossos intentos e sabe-se lá onde podemos parar. – Dizia mantendo o carinho que fazia no delicado rosto... — Não posso perder-te entendes? — Perguntou com temor em sua voz e Isabella lhe devolveu o olhar com intenso amor. — Me seria insuportável tal situação! — Afirmou beijando-a com intensidade e a partir desse instante nada mais importava a não ser os dois naquele quarto, seu amor, toques, caricias e beijos...

A tal Gianna... Queria muito uma conversinha com ela ter. – Soltou Isabella com certo humor na voz agarrada ao marido, ambos nus entre os lençóis.

Terá tua vez magricela, terá tua vez... Lhe garanto que em algum momento essa moça nos será útil. – Devolveu.

**

Na cidade de Carlisle não se falava em outra coisa a não ser a chegada de uma nova tropa de soldados vinda da corte... O capitão Alistair e seus homens estavam fazendo uma verdadeira varredura na região em busca de informações sobre The Hood... A chegada e presença dos soldados estava sendo vista com olhos cautelosos por todos, principalmente Mike e Ben assim como o povo da vila na floresta de Forks, até por lá o capitão e seus soldados já tinha andado, mas tudo estava sendo realizado na mais doce paz... Alistair dizia que a rainha queria apenas restabelecer a paz na região e ver a todos os seus súditos com segurança...

Mandei uma mensagem de resposta ao Cullen acrescentando os ultimos acontecimentos... – Dizia o Newton. – É bom ele saber que por aqui ainda procuram por The Hood. – Completava.

Estais certo... Mas, pelo que vejo... Principalmente depois da tropa ter andado pela vila, como comentou John... Acredito que o intuito era apenas investigar e como nada foi levantado... – Devolvia Cheney.

Ao que parece eles estão se contentando em saber que o famigerado e seu bando desapareceu misteriosamente. – Retrucou sorrindo o jovem Mike e em seguida sorveu um pouco de seu vinho...

É o que parece, me tranquiliza saber que vai tudo em paz por aqui... Assim quando formos ao encontro dos demais na corte seguiremos sem preocupação alguma. – Declarou... Tanya do outro lado do balcão apenas fitava os rapazes sem conseguir ouvir o que eles falavam, sendo eles os únicos fregueses no momento a taverna se encontrava em completa tranquilidade... Mike lhe devolvia o olhar de tempos em tempos e Ben sorria ao constatar...

Devias aproximar-te... Do que vejo dificuldade nenhuma terá. – Opinou Cheney.

Ela era amante de Edward. – Contou Mike em baixo tom quase sem graça.

Colocaste bem... Era... Passado caro amigo... Hoje nosso nobre Cullen é um homem casado e pai de família... O caminho está livre. – Argumentou Ben e Mike pareceu ponderar, mas preferia provocar...

Olha quem fala... O homem que anda enrolando a filha do boticário Weber. – Ironizou Mike e Ben demonstrou insatisfação.

Irei hoje falar com o velho... Não vou mais esperar, senhorita Angela está amedrontada achando que o pai será contra, mas só o saberemos se agirmos e é o que vou fazer. – Declarou firme.

Isso mesmo coragem bom amigo, mesmo porque deves faze-lo logo já que em breve de partida estaremos. – Devolveu o Newton voltando a olhar para a loira Denalli.

**

O final de noite na residência dos Platt, ou melhor dizendo “templários”, estava como de costume sendo tranquilo... A mesa durante o jantar era comum que todos resumissem seu dia e o cumprimento dos afazeres que se propuseram a realizar, as coisas estavam caminhando bem e todos se viam satisfeitos, embora percebessem que o povo agora começa a pensar sozinho e isso os deixava com pensamentos conflitantes entre a satisfação e a insegurança... Os pequenos Nolan e Paige ainda acordados se viam entre os adultos a se aquecer em torno da lareira da grande sala...

Tio Emm conta uma histoinha. – Pediu Nolan sorrindo para o McCarty... O jovem herdara dos pais o dom para entreter com argumentos fantasiosos...

É conta tio Emm, conta. – Pediu a animada Paige... É claro que o jovem não se recusou e naquela noite para inovar ainda mais improvisou com um lenço de sua amada esposa um tampão no olho direito e se fazendo de pirata começou a contar a estória... Paige acomodou-se no colo de sua tia Alice e Nolan escalando as pernas de mamãe Bella em seu colo se aconchegou... Edward e Jasper estando um pouco mais distantes conversavam sobre os negócios no porto e Jacob decidira levar sua esposa Leah para um passeio no grande jardim da casa...

– Francês tenho que admitir que tu sabes negociar como ninguém... Achei eu em minha santa ignorância que a parte do tesouro que trouxemos iria ser gasta por conta dos planos para derrubar os malditos... Mas o que estão vendo é que boa parte do que estamos usando para sustentar a farsa está sendo para nós devolvida com lucros... – Comentava Edward.

Devo lhe confessar que lidar com transportes marítimos é sim um bom meio de fazer dinheiro virar ainda mais dinheiro. – Devolveu Whitlock com satisfação. – Mas devo também dizer que o tal Riley Byers sabe jogar o jogo como ninguém... – Constatou e Edward crispou os lábios com insatisfação... O jovem Cullen e seu amigo Jasper haviam sido apresentados por Caius Volturi ao nobre alemão e desde então andavam de conversa com ele... Lorde Byers orientado pelos Volturi começara a infiltrar o dito lorde Platt nas negociatas que andava fazendo com os Volturi e Edward em contra partida se mostrava cada dia mais e mais corrupto e interessado em apenas lucrar... Os Volturi através de Byers estavam de olho nele, mas estavam ganhando mais e mais confiança nessa associação já que Edward e Jasper estavam realmente se mostrando negociadores natos e sem escrúpulo, graças à desenvoltura de Jasper para com os negócios...

Nada disso me agrada, mas tenho fé que os fins irão no final justificar os meios. – Retrucou Edward e Jasper assentiu.

**

O burburinho em toda a Londres nos últimos dias, principalmente nas regiões de periferia e comércio era notório... A movimentação e palavras vindas dos “templários” e suas damas havia ganhado as ruas e o comentário entre a população era o desaparecimento do rei Ricardo, a ausência de sua rainha no comando e a presença de estrangeiros dominando o palácio e destes diga-se os Volturi... E foi durante uma missa ministrada pela famoso clérigo que a população se colocou na rua, a porta da catedral, a fazer algazarra e tumultuar o oficio precisando da presença de uma tropa do exército para manter a ordem...

QUEREMOS O NOSSO REI NO TRONO! – Gritavam no meio da algazarra.

ABAIXO A ROBALHEIRA! – Outros diziam em alta voz... O numero de pessoas não era alto, mas fora suficiente para despertar a atenção de quem ao lado dos Volturi se encontrava fazendo em cada mente a preocupação se instalar...

Não sabia que os ingleses eram dados a vandalismo. – Debochou lorde Byers.

A quantidade de álcool que ingerem já lhes é um motivo permanente de inclinação à baderna. – Devolveu Caius... Aro como sempre em sua mascara de tranquilidade se colocava.

Entristece-me ver um povo perdido... Necessário é ter Deus em seus corações saber e se colocar em seu lugar, mas parecem não ouvir a palavra santa. – Divagava demonstrando insatisfação contida o clérigo. – Mas diga-me caro lorde... Como estão os preparativos para tua viagem? – Questionou mudando completamente de assunto e Riley sorriu.

Dentro de poucos dias partirei Dom Volturi... E será o tempo de estabelecer contato direto com meu imperador e lhe dar as instruções que vossa eminencia me passou. – Declarou decidido e Caius sorriu.

Muito bom! – Afirmou o irmão mais novo do bispo.

Tenho apenas uma pergunta a fazer e este foi o motivo de minha audiência para contigo. – Falou Riley. – O mediador do acordo será vossa eminencia? – Perguntou baixo... Aro lhe fitou como se visse a sua frente um ser abjeto.

Lorde Riley Byers... Sabes que sou apenas um religioso preocupado com o bem estar de uma irmã que sofre a ausência de seu marido e carrega consigo o peso de um reinado conturbado. – Argumentou e Caius abaixou o semblante. – Como poderia eu remediar o resgate de um sequestro? Isso de fato deve ser passado ao ministério de armas através de um comunicado oficial vindo de quem arquitetou tal crime. – Explicava como se falasse a uma criança de cinco anos... Riley pigarreou na mesa se mostrando sem graça... O combinado, ultimo e lucrativo acordo entre lorde Byers e o bispo Volturi, era revelar a toda a Inglaterra que seu rei estava sendo mantido prisioneiro na Alemanha pelo próprio imperador alemão e a devolução de seu rei dependia da Inglaterra pagar o equivalente a uma escandalosa fortuna em moedas de prata e ouro e a promessa de vassalagem a Alemanha.

Vossa eminencia tem total razão. – Disse sem graça o nobre Byers. – Parece-me melhor que minha imagem também fique distante de tal situação... Partirei para meu país e por lá ficarei até que a situação se normalize por aqui... Parece-me de fato ser melhor que um oficial da corte alemã venha comunicar a situação do monarca inglês. – Devolveu contido e Aro não se manifestou.

**

– A manifestação de frente a catedral deixou todos nobres chocados e assustados. – Comentou Jacob e Emmett sorriu.

Se o povo unido estiver não haverá desumanidade ou despotismo que prevaleça. – Argumentou Jasper.

Precisamos ser cautelosos... A manifestação na catedral foi um alerta... A insatisfação do povo chega a picos indescritíveis... Mas se não for toda essa revolta canalizada para apenas derrubar os usurpadores do poder teremos nós sérios problemas ligados a violência e vandalismo. – Argumentava lorde Cullen.

Tens razão pai... Total razão... Mas ouças por um instante, por exemplo, os relatos de Alice ou Leah sobre o preço dos alimentos... Ou as palavras de Jake e Emm sobre a falta de salários dignos aos cidadãos de bem desta nação... O povo foi incitado é fato, mas não foi preciso grandes discursos, ou argumentações... Apenas foram lançadas poucas palavras e olhe o que estamos presenciando... – Ponderava Edward.

O povo pensa! – Afirmou Isabella cortando o marido e todos assentiram.

Temo que a falta de indulgencia do povo faça desse movimento uma revolução sangrenta. – Esboçou Esme apertando uma mão na outra em evidente preocupação.

Este é o motivo que nos leva ao próximo passo. – Declarou Edward e todos o fitaram. – O povo está mostrando sinais de revolta e isso só tende a piorar já que os usurpadores não estão nenhum pouco preocupados em reverter tal quadro... Chegou a hora de unir os nobres que de nosso lado estão com o povo... Vamos precisar fazer com que os formadores de opinião que em nosso meio se encontram se tornem de fato a voz desse povo... Comandando a massa para que a revolução que precisamos seja pacifica e não sangrenta como minha cara mãe levantou. – Explicava.

Nisso concordamos, mas como poderemos fazer isso tendo em vista que os nobres que de nosso lado estão se encontram acanhados, quase amedrontados? – Questionou Jacob.

Arte... Esse fenômeno capaz de atingir nobres e plebeus ao mesmo tempo. – Falou Edward sorrindo.

Arte? – Soltou Isabella. – Marido meu tens razão, a arte é com certeza de agrado de todos e desperta, portanto a atenção de todos ao mesmo tempo... – Dizia. – Mas como podemos dela fazer uso? Ninguém aqui é artista e tanto menos temos no meio dos simpatizantes de nossa causa um... – Comentava.

Dentro de cada um existe um pouco de artista. — Comentou fazendo a todos pensar. — Agora veja uma história só é boa quando quem a conta sabe como fazer para entreter. – Afirmou sorrindo.

Esclareça-nos. – Comandou Carlisle.

Ontem Emmett contou aos pequenos uma história ao estilo Randall e Mary e as crianças ficaram encantadas, mas o diferencial com certeza foi o tampão que ele improvisou no olho direito imitando um pirata... – Lembrava Edward e Emmett todo orgulhoso sorria tendo Rosalie ao seu lado para admira-lo como sempre, podia-se ver os olhos da jovem McCarty brilhando de encantamento pelos dotes de seu marido.

Meu querido não estamos entendendo aonde queres chegar. – Advertiu com brandura lady Esme.

– Volto a repetir a arte desperta o interesse de nobres e plebeus... Vamos nos utilizar disso contando a todos ao mesmo tempo uma história com atores mascarados... Um romance, como as donzelas gostam... Sim, sim... A história de amor dos Volturi pelo dinheiro dos ingleses. – Jogou sorrindo com orgulho e mesmo sem entenderem o real significado de suas palavras... Todos ali presentes gostaram da ideia...

**

A lua brilhava alta em exuberância e a noite londrina recebia os boêmios e suas amantes... Muita bebida e diversão, quem disso não iria gostar? Os estrangeiros com total certeza faziam a festa nas tavernas da região... Cloe ao lado de lorde Byers desfrutava de momentos de descontração regados a muito vinho, e esse o alemão degustava com exagerado gosto... Nos últimos dias Riley falava muito em sua viagem para sua terra natal, dizia que queria leva-la com ele para lá passarem um tempo, em uma das conversas afirmara que não poderia retornar logo e por isso queria leva-la e essa informação deixara as irmãs intrigadas, agir com mais empenho fora a decisão de ambas... A jovem Cloe percebia que seus planos estavam sendo como sempre bem sucedidos e de pronto passou para o passo seguinte... Saindo da taverna com o nobre já completamente embriagado ela o levou para uma estalagem próxima dali onde sua irmã já a esperava... O quarto já estava reservado e nele aguardava a linda Vitoria... O homem cambaleando pensava estar vendo dobrado ao fitar duas ruivas a sua frente, constatou que estava de fato completamente embriagado e sorriu travesso...

Linda Cloe és tão linda que vejo duas de você! – Soltou com a voz enrolada, Vitoria e Cloe sorriram se entreolhando... Hoje seria tudo ou nada... As irmãs agiriam em conjunto naquele dia deixando o homem ainda mais ensandecido tendo estimulo dobrado se é que me entendem...

Milorde... – Ronronava Cloe sentada no quadril do homem e nele se esfregando... – És tão poderoso e sofisticado... – Dizia abrindo a camisa de Riley... Vitoria se colocou ao lado de Byers, e soprou em seu ouvido lhe lambendo a face, Riley virou em sua direção arregalando os olhos e ao se voltar para a Cloe ficou ainda mais confuso...

Gosta do que vê milorde? – Perguntou Vitoria.

O nosso segredinho senhor. – Comandou Cloe e Riley respirou profundamente. – Prometi-lhe uma grande festa milorde...

– Agora cumpra o senhor com teus deveres... Conte algo realmente escandaloso. – Solicitou Vitoria no momento em que Cloe se esfregava no homem que resfolegando sorriu...

Quer um segredo escandaloso? – Perguntou a voz mole e ao mesmo tempo satisfeito com o que recebia... Cloe e Vitoria assentiram. – O que diria... Se... Se dissesse que seu rei está preso em minhas terras? – Jogou embolado e as jovens se entreolhando duvidaram do que ele havia dito achando que atropelara as palavras por conta da alta embriagues.

Como disse milorde? – Perguntou Vitoria intrigada.

O senhor disse que rei Ricardo está preso em sua casa? – Continuou Cloe e Riley sorrindo assentiu.

Seu Ricardo está desfrutando de alguns dias na ma... Mara... Vilhosa Ale... Manha. – Declarou ainda mais enrolado tremulando os olhos... Mas uma vez as moças se entreolharam e Vitoria sem tempo perder puxou com as mãos o rosto de Byers para mais perto do seu.

Milorde explicas melhor essa história vamos. – Ordenou enquanto Cloe com desenvoltura alisava de forma magistral a intimidade do bêbado alemão... Riley sorriu de satisfação...

Minha propriedade... O castelo Dürrenstein, no... No Danúbio... – Dizia salivando e enrolando ainda mais as palavras... – É lindo lá... Vais gostar linda... Cloe. — Jogou puxando-a para si.

– Vamos milorde continuas com a história. — Pediu Vitoria despertando-o.

– Sim, sim... A histó... Ria... Teu rei... Deve estar a gostar de minha casa. – Soltava entre um suspiro e outro de satisfação por estar sendo masturbado pela ruiva junto dele... As irmãs atentas a cada palavra perceberam no que ouviam se tratar de uma valiosa informação, talvez a mais valiosa até aquele momento.

Ora meu senhor e amo... O que estaria fazendo meu rei em tua casa? – Questionou Vitoria mordiscando-lhe o pescoço e o homem resfolegou...

Rei Ricar... Do... É pri... Prisioneiro de meu... Imperador. – Soltou por fim e não se demorou muito mais, logo dormiu dando alivio as irmãs que satisfeitas se encontravam.

Acho que nossos serviços vão se encerrar por aqui. – Declarou Cloe com um sorriso escandaloso.

Concordo contigo minha irmã... Pelo visto tiramos a sorte grande. – Afirmou Vitoria.

**

O acontecido na catedral fizera Edward e seus amigos repensarem os próximos passos e mais uma vez o jovem Cullen iria agir... Sua chegada ao palácio, mesmo inesperada, fora muito bem aceita...

– Eminêcia desculpe-me a invasão... Vi-me chocado com o ultimo ocorrido na catedral e vim lhe prestar meu apoio incondicional. – Jogou ao cumprimentar o bispo que satisfeito com sua presença se encontrava.

Agradeço a consideração meu filho... Vejas que triste episodio... O povo parece ver em mim algum mal, justo em mim que aqui estou para ajudar a essa nação que padece pela ausência de seu rei... Eu e a santa igreja estamos aqui com um único intuito, paz... Apenas a doce paz... – Dizia fingindo tristeza.

Duro golpe Dom Volturi, duro golpe estão a lhe aplicar... A ti e a nossa doce rainha... Ela deve estar entristecida com o fato de certo. – Comentou.

Minha irmã não aguentaria disso saber, preferimos priva-la dessa desventura, anda tão abatida pela ausência do marido... Veja meu filho... O povo clama por algo que é de nosso interesse atender, mas infelizmente ao invés de nos dar acolhida nos acusam de fatos caluniosos e sombrios. – Dizia contido.

Eminência... Por querer ajudar aqui me encontro... E tomo neste momento a liberdade de uma ou duas sugestões fazer. – Falou firme passando segurança e Aro confiante em sua arrogância por achar conseguir engana-lo assentiu...

Continue meu filho, continue... Qualquer ajuda será muito bem vinda. – Retrucou.

Pois bem, penso que retirar a rainha da corte por um tempo seria uma atitude prudente, ainda mais estando ela tão abatida, respirar um ar tranquilo seria para ela um balsamo e a manteria longe de uma possível agressão como a que vossa eminência infelizmente sofreu. – Sugeriu e o Volturi estava gostando do que ouvia. – Se a ideia lhe agradar tenho um lugar ao sul de Londres muito recluso e perfeito para um momento de meditação e descanso... – Expôs mantendo os olhos do homem atentos a suas palavras. – Minha outra sugestão e essa acredito irá ajudar a conter a rebeldia do povo... Seria lhes trazer algum entretenimento. – Disse fitando de forma analítica a reação do clérigo.

Entretenimento? – Esboçou Aro.

Sim caro bispo... Entendo que isso implica em gastos... É fato, mas vejas... A boa arte quando exposta agrada e suaviza qualquer olhar... Às vezes é preciso deixar algumas moedas caírem para que outras mais venham se agregar ao montante. – Jogou sorrindo sabendo que mexer no bolso seria sempre um problema, mas em sua artimanha nata Edward conseguia no momento reverter o quadro. – Minha proposta é promover ao povo um festival... Um grande festival... Como disse a boa arte agrada a todos, nobres e plebeus, saiba que isso será visto como um agrado... E sabemos que agrados sempre são vistos com satisfação... Um povo satisfeito é um povo pacifico, contido! – Comentava e no mesmo instante viu o semblante do homem a sua frente se encher de satisfação pela sugestão recebida.

Spoiler —

Parado bem no meio do passeio estava o encapuzado, arco e flecha nas mãos... O cocheiro notando o homem ali parado puxou bruscamente as rédeas forçando os cavalos a pararem... A garoa fina caia...

Saia da frente seu inútil! – Falou em alta voz o cocheiro...

Desça da carruagem lorde Byers com tranquilidade e lhe garantimos sua sobrevivência.Retrucou alto...

Notas finais
O povo está nas ruas clamando... Isso lhes parece familiar? rsrsrsr... Bem, tem se tornado tão comum não é? Mas veja aqui a realidade das coisas, mas uma vez o povo é feito de massa de manobra, incitado para tanto... Nesse caso é por uma boa causa... Como aqui, o povo tem se levantado nas ruas, clamando justiça, mas tem sido comum ver-se fazer desses movimentos um ato puramente politico e não unicamente de cidadãos que exigem apenas seus direitos... Esse ano é ano de eleição então minha sugestão é que fiquemos de olhos e ouvidos bem abertos para perceber qual é realmente o clamor da nação e se esse clamor está vindo realmente da nação ou de alguns poucos politicos que dessa situação se aproveitam para atacar seus adversários... Mas vejam queridas essa é apenas a minha opinião, me desculpem a intromissão. *_* -;- Como sabem as novidades chegam antes no facebook - Lu Nandes Fanfic's. -;- Bjos e obrigada, até mais com The Hood!