The Hood
21 Vozes
Notas iniciais
“Voz lenta revela o indolente; voz precipitada, o imprudente.” Guglielmo Gratarolo
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– Música sugerida (Breath of the Forest – Celtic Music) –
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Assim que eles adentraram a casa dos Newton, Isabella despejou tudo o que sabia... As informações que conseguira em suas andanças pelo palácio real havia deixado a todos em choque, saber que a rainha estava passando por tal tratamento deixava a todos perplexos...
– Não acredito que eles queiram mata-la... Seria um erro grande faze-lo... Os poucos parentes do rei iriam com certeza exigir o trono. – Argumentava Edward.
– Concordo, mas o que temos ouvido por aí é que os próprios parentes de Ricardo andam de conluio com os Volturi. – Despejou Jacob o que era uma verdade.
– É temerário não agir, concordo contigo que a intenção deles não é mata-la, mas sim mantê-la ausente dando a eles a chance de fazer o que bem desejar, mas não dar nisso conta é de nossa parte uma irresponsabilidade. – Argumentava Isabella.
– Concordo com Bella... Precisamos agir de alguma forma... Ter a rainha consciente de tudo que está acontecendo será para nós um grande trunfo, só isso já nos basta para tirar deles todo o poder... – Falava Alice.
– É bem verdade que a cada instante conseguimos mais e mais provas do quando a corrupção se alastrou por toda a corte... E é por esse mesmo motivo que digo, elimina-los do poder talvez não seja o suficiente... Existem muitos nobres inescrupulosos que estão se beneficiando das negociatas dos Volturi... A corrupção já se tornou entre eles uma epidemia... Para eliminar isso é necessário exonerar a grande maioria dos ministros e homens do alto comando do contrario será uma luta vã. – Expôs Jasper e Edward de imediato concordou.
– Estás certo, mas proteger a rainha se faz necessário e como disse a bruxinha podemos fazer disso um grande trunfo no momento certo. – Retrucou Edward.
– O que tu sugeres então? – Questionou Jacob.
– Pensei em infiltrar alguém lá dentro ou talvez retirar a rainha de lá... Não sei ao certo... Vejam se faz tarde, precisamos dormir... Amanhã com a cabeça mais fresca poderemos ponderar e encontrar uma saída. – Soltou o jovem Cullen e todos concordaram.
– O nome dessa tal Gianna, já ouvimos por aí. – Lembrou-se Emmett e Jacob o fitando arregalou os olhos.
– Sim, de fato é verdade... Outro dia na taverna insinuaram que o bispo parecia andar negando os votos de castidade e se dando as desfrutes com uma jovem por nome Gianna... A quem diga que passar próximo ao aposento do homem nas altas horas da noite é mais do que certo que irás ouvir sons estranhos e suspiros femininos. – Expunha Jacob com certo deboche na voz e todos se viram estupefatos com o comentário, se encaminharam todos ao recolhimento, ao virarem-se em direção aos aposentos encontraram a pequenina Paige com os olhinhos sonolentos no topo da escada.
– O que meu amorzinho faz a essa hora acordada? — Perguntou mamãe Bella caminhando ao encontro de sua garotinha, pegando-a no colo sentiu seus bracinhos rodeando o pescoço ao passo que se escondia no mesmo local.
– Sono ruim. — Resmungou Paige. — O bicho queia pega eu. — Explicou chorosa.
– Pois ficas tranquila que ninguém vai pegar o amorzinho da mamãe, ninguém. — Afirmou Isabella e o jovem Cullen via com orgulho o amor transbordar entre suas duas garotas...
– Fostes valente minha magricela. – Disse no momento em que se viram a sós no aposento... Segurando com carinho o rosto da jovem entre suas mãos ele a beijou com doçura. – Mas peço tenhas cuidado, me deixaste com o coração na mão em desespero. – Advertiu carinhoso.
– Sei que fui imprudente, confesso me vi com certo medo de ser pega, mas valeu a pena... Temos ainda mais noção de tudo que está a passar por lá. – Devolveu enquanto alisava o largo tórax do marido.
– Sim valeu a pena, mas é preciso diligencia... Certeza de onde está pisando... Não podemos errar meu amor, um passo em falso pode ser fatal e nos levar para longe de nossos intentos e sabe-se lá onde podemos parar. – Dizia mantendo o carinho que fazia no delicado rosto... — Não posso perder-te entendes? — Perguntou com temor em sua voz e Isabella lhe devolveu o olhar com intenso amor. — Me seria insuportável tal situação! — Afirmou beijando-a com intensidade e a partir desse instante nada mais importava a não ser os dois naquele quarto, seu amor, toques, caricias e beijos...
– A tal Gianna... Queria muito uma conversinha com ela ter. – Soltou Isabella com certo humor na voz agarrada ao marido, ambos nus entre os lençóis.
– Terá tua vez magricela, terá tua vez... Lhe garanto que em algum momento essa moça nos será útil. – Devolveu.
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Na cidade de Carlisle não se falava em outra coisa a não ser a chegada de uma nova tropa de soldados vinda da corte... O capitão Alistair e seus homens estavam fazendo uma verdadeira varredura na região em busca de informações sobre The Hood... A chegada e presença dos soldados estava sendo vista com olhos cautelosos por todos, principalmente Mike e Ben assim como o povo da vila na floresta de Forks, até por lá o capitão e seus soldados já tinha andado, mas tudo estava sendo realizado na mais doce paz... Alistair dizia que a rainha queria apenas restabelecer a paz na região e ver a todos os seus súditos com segurança...
– Mandei uma mensagem de resposta ao Cullen acrescentando os ultimos acontecimentos... – Dizia o Newton. – É bom ele saber que por aqui ainda procuram por The Hood. – Completava.
– Estais certo... Mas, pelo que vejo... Principalmente depois da tropa ter andado pela vila, como comentou John... Acredito que o intuito era apenas investigar e como nada foi levantado... – Devolvia Cheney.
– Ao que parece eles estão se contentando em saber que o famigerado e seu bando desapareceu misteriosamente. – Retrucou sorrindo o jovem Mike e em seguida sorveu um pouco de seu vinho...
– É o que parece, me tranquiliza saber que vai tudo em paz por aqui... Assim quando formos ao encontro dos demais na corte seguiremos sem preocupação alguma. – Declarou... Tanya do outro lado do balcão apenas fitava os rapazes sem conseguir ouvir o que eles falavam, sendo eles os únicos fregueses no momento a taverna se encontrava em completa tranquilidade... Mike lhe devolvia o olhar de tempos em tempos e Ben sorria ao constatar...
– Devias aproximar-te... Do que vejo dificuldade nenhuma terá. – Opinou Cheney.
– Ela era amante de Edward. – Contou Mike em baixo tom quase sem graça.
– Colocaste bem... Era... Passado caro amigo... Hoje nosso nobre Cullen é um homem casado e pai de família... O caminho está livre. – Argumentou Ben e Mike pareceu ponderar, mas preferia provocar...
– Olha quem fala... O homem que anda enrolando a filha do boticário Weber. – Ironizou Mike e Ben demonstrou insatisfação.
– Irei hoje falar com o velho... Não vou mais esperar, senhorita Angela está amedrontada achando que o pai será contra, mas só o saberemos se agirmos e é o que vou fazer. – Declarou firme.
– Isso mesmo coragem bom amigo, mesmo porque deves faze-lo logo já que em breve de partida estaremos. – Devolveu o Newton voltando a olhar para a loira Denalli.
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O final de noite na residência dos Platt, ou melhor dizendo “templários”, estava como de costume sendo tranquilo... A mesa durante o jantar era comum que todos resumissem seu dia e o cumprimento dos afazeres que se propuseram a realizar, as coisas estavam caminhando bem e todos se viam satisfeitos, embora percebessem que o povo agora começa a pensar sozinho e isso os deixava com pensamentos conflitantes entre a satisfação e a insegurança... Os pequenos Nolan e Paige ainda acordados se viam entre os adultos a se aquecer em torno da lareira da grande sala...
– Tio Emm conta uma histoinha. – Pediu Nolan sorrindo para o McCarty... O jovem herdara dos pais o dom para entreter com argumentos fantasiosos...
– É conta tio Emm, conta. – Pediu a animada Paige... É claro que o jovem não se recusou e naquela noite para inovar ainda mais improvisou com um lenço de sua amada esposa um tampão no olho direito e se fazendo de pirata começou a contar a estória... Paige acomodou-se no colo de sua tia Alice e Nolan escalando as pernas de mamãe Bella em seu colo se aconchegou... Edward e Jasper estando um pouco mais distantes conversavam sobre os negócios no porto e Jacob decidira levar sua esposa Leah para um passeio no grande jardim da casa...
– Francês tenho que admitir que tu sabes negociar como ninguém... Achei eu em minha santa ignorância que a parte do tesouro que trouxemos iria ser gasta por conta dos planos para derrubar os malditos... Mas o que estão vendo é que boa parte do que estamos usando para sustentar a farsa está sendo para nós devolvida com lucros... – Comentava Edward.
– Devo lhe confessar que lidar com transportes marítimos é sim um bom meio de fazer dinheiro virar ainda mais dinheiro. – Devolveu Whitlock com satisfação. – Mas devo também dizer que o tal Riley Byers sabe jogar o jogo como ninguém... – Constatou e Edward crispou os lábios com insatisfação... O jovem Cullen e seu amigo Jasper haviam sido apresentados por Caius Volturi ao nobre alemão e desde então andavam de conversa com ele... Lorde Byers orientado pelos Volturi começara a infiltrar o dito lorde Platt nas negociatas que andava fazendo com os Volturi e Edward em contra partida se mostrava cada dia mais e mais corrupto e interessado em apenas lucrar... Os Volturi através de Byers estavam de olho nele, mas estavam ganhando mais e mais confiança nessa associação já que Edward e Jasper estavam realmente se mostrando negociadores natos e sem escrúpulo, graças à desenvoltura de Jasper para com os negócios...
– Nada disso me agrada, mas tenho fé que os fins irão no final justificar os meios. – Retrucou Edward e Jasper assentiu.
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O burburinho em toda a Londres nos últimos dias, principalmente nas regiões de periferia e comércio era notório... A movimentação e palavras vindas dos “templários” e suas damas havia ganhado as ruas e o comentário entre a população era o desaparecimento do rei Ricardo, a ausência de sua rainha no comando e a presença de estrangeiros dominando o palácio e destes diga-se os Volturi... E foi durante uma missa ministrada pela famoso clérigo que a população se colocou na rua, a porta da catedral, a fazer algazarra e tumultuar o oficio precisando da presença de uma tropa do exército para manter a ordem...
– QUEREMOS O NOSSO REI NO TRONO! – Gritavam no meio da algazarra.
– ABAIXO A ROBALHEIRA! – Outros diziam em alta voz... O numero de pessoas não era alto, mas fora suficiente para despertar a atenção de quem ao lado dos Volturi se encontrava fazendo em cada mente a preocupação se instalar...
– Não sabia que os ingleses eram dados a vandalismo. – Debochou lorde Byers.
– A quantidade de álcool que ingerem já lhes é um motivo permanente de inclinação à baderna. – Devolveu Caius... Aro como sempre em sua mascara de tranquilidade se colocava.
– Entristece-me ver um povo perdido... Necessário é ter Deus em seus corações saber e se colocar em seu lugar, mas parecem não ouvir a palavra santa. – Divagava demonstrando insatisfação contida o clérigo. – Mas diga-me caro lorde... Como estão os preparativos para tua viagem? – Questionou mudando completamente de assunto e Riley sorriu.
– Dentro de poucos dias partirei Dom Volturi... E será o tempo de estabelecer contato direto com meu imperador e lhe dar as instruções que vossa eminencia me passou. – Declarou decidido e Caius sorriu.
– Muito bom! – Afirmou o irmão mais novo do bispo.
– Tenho apenas uma pergunta a fazer e este foi o motivo de minha audiência para contigo. – Falou Riley. – O mediador do acordo será vossa eminencia? – Perguntou baixo... Aro lhe fitou como se visse a sua frente um ser abjeto.
– Lorde Riley Byers... Sabes que sou apenas um religioso preocupado com o bem estar de uma irmã que sofre a ausência de seu marido e carrega consigo o peso de um reinado conturbado. – Argumentou e Caius abaixou o semblante. – Como poderia eu remediar o resgate de um sequestro? Isso de fato deve ser passado ao ministério de armas através de um comunicado oficial vindo de quem arquitetou tal crime. – Explicava como se falasse a uma criança de cinco anos... Riley pigarreou na mesa se mostrando sem graça... O combinado, ultimo e lucrativo acordo entre lorde Byers e o bispo Volturi, era revelar a toda a Inglaterra que seu rei estava sendo mantido prisioneiro na Alemanha pelo próprio imperador alemão e a devolução de seu rei dependia da Inglaterra pagar o equivalente a uma escandalosa fortuna em moedas de prata e ouro e a promessa de vassalagem a Alemanha.
– Vossa eminencia tem total razão. – Disse sem graça o nobre Byers. – Parece-me melhor que minha imagem também fique distante de tal situação... Partirei para meu país e por lá ficarei até que a situação se normalize por aqui... Parece-me de fato ser melhor que um oficial da corte alemã venha comunicar a situação do monarca inglês. – Devolveu contido e Aro não se manifestou.
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– A manifestação de frente a catedral deixou todos nobres chocados e assustados. – Comentou Jacob e Emmett sorriu.
– Se o povo unido estiver não haverá desumanidade ou despotismo que prevaleça. – Argumentou Jasper.
– Precisamos ser cautelosos... A manifestação na catedral foi um alerta... A insatisfação do povo chega a picos indescritíveis... Mas se não for toda essa revolta canalizada para apenas derrubar os usurpadores do poder teremos nós sérios problemas ligados a violência e vandalismo. – Argumentava lorde Cullen.
– Tens razão pai... Total razão... Mas ouças por um instante, por exemplo, os relatos de Alice ou Leah sobre o preço dos alimentos... Ou as palavras de Jake e Emm sobre a falta de salários dignos aos cidadãos de bem desta nação... O povo foi incitado é fato, mas não foi preciso grandes discursos, ou argumentações... Apenas foram lançadas poucas palavras e olhe o que estamos presenciando... – Ponderava Edward.
– O povo pensa! – Afirmou Isabella cortando o marido e todos assentiram.
– Temo que a falta de indulgencia do povo faça desse movimento uma revolução sangrenta. – Esboçou Esme apertando uma mão na outra em evidente preocupação.
– Este é o motivo que nos leva ao próximo passo. – Declarou Edward e todos o fitaram. – O povo está mostrando sinais de revolta e isso só tende a piorar já que os usurpadores não estão nenhum pouco preocupados em reverter tal quadro... Chegou a hora de unir os nobres que de nosso lado estão com o povo... Vamos precisar fazer com que os formadores de opinião que em nosso meio se encontram se tornem de fato a voz desse povo... Comandando a massa para que a revolução que precisamos seja pacifica e não sangrenta como minha cara mãe levantou. – Explicava.
– Nisso concordamos, mas como poderemos fazer isso tendo em vista que os nobres que de nosso lado estão se encontram acanhados, quase amedrontados? – Questionou Jacob.
– Arte... Esse fenômeno capaz de atingir nobres e plebeus ao mesmo tempo. – Falou Edward sorrindo.
– Arte? – Soltou Isabella. – Marido meu tens razão, a arte é com certeza de agrado de todos e desperta, portanto a atenção de todos ao mesmo tempo... – Dizia. – Mas como podemos dela fazer uso? Ninguém aqui é artista e tanto menos temos no meio dos simpatizantes de nossa causa um... – Comentava.
– Dentro de cada um existe um pouco de artista. — Comentou fazendo a todos pensar. — Agora veja uma história só é boa quando quem a conta sabe como fazer para entreter. – Afirmou sorrindo.
– Esclareça-nos. – Comandou Carlisle.
– Ontem Emmett contou aos pequenos uma história ao estilo Randall e Mary e as crianças ficaram encantadas, mas o diferencial com certeza foi o tampão que ele improvisou no olho direito imitando um pirata... – Lembrava Edward e Emmett todo orgulhoso sorria tendo Rosalie ao seu lado para admira-lo como sempre, podia-se ver os olhos da jovem McCarty brilhando de encantamento pelos dotes de seu marido.
– Meu querido não estamos entendendo aonde queres chegar. – Advertiu com brandura lady Esme.
– Volto a repetir a arte desperta o interesse de nobres e plebeus... Vamos nos utilizar disso contando a todos ao mesmo tempo uma história com atores mascarados... Um romance, como as donzelas gostam... Sim, sim... A história de amor dos Volturi pelo dinheiro dos ingleses. – Jogou sorrindo com orgulho e mesmo sem entenderem o real significado de suas palavras... Todos ali presentes gostaram da ideia...
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A lua brilhava alta em exuberância e a noite londrina recebia os boêmios e suas amantes... Muita bebida e diversão, quem disso não iria gostar? Os estrangeiros com total certeza faziam a festa nas tavernas da região... Cloe ao lado de lorde Byers desfrutava de momentos de descontração regados a muito vinho, e esse o alemão degustava com exagerado gosto... Nos últimos dias Riley falava muito em sua viagem para sua terra natal, dizia que queria leva-la com ele para lá passarem um tempo, em uma das conversas afirmara que não poderia retornar logo e por isso queria leva-la e essa informação deixara as irmãs intrigadas, agir com mais empenho fora a decisão de ambas... A jovem Cloe percebia que seus planos estavam sendo como sempre bem sucedidos e de pronto passou para o passo seguinte... Saindo da taverna com o nobre já completamente embriagado ela o levou para uma estalagem próxima dali onde sua irmã já a esperava... O quarto já estava reservado e nele aguardava a linda Vitoria... O homem cambaleando pensava estar vendo dobrado ao fitar duas ruivas a sua frente, constatou que estava de fato completamente embriagado e sorriu travesso...
– Linda Cloe és tão linda que vejo duas de você! – Soltou com a voz enrolada, Vitoria e Cloe sorriram se entreolhando... Hoje seria tudo ou nada... As irmãs agiriam em conjunto naquele dia deixando o homem ainda mais ensandecido tendo estimulo dobrado se é que me entendem...
– Milorde... – Ronronava Cloe sentada no quadril do homem e nele se esfregando... – És tão poderoso e sofisticado... – Dizia abrindo a camisa de Riley... Vitoria se colocou ao lado de Byers, e soprou em seu ouvido lhe lambendo a face, Riley virou em sua direção arregalando os olhos e ao se voltar para a Cloe ficou ainda mais confuso...
– Gosta do que vê milorde? – Perguntou Vitoria.
– O nosso segredinho senhor. – Comandou Cloe e Riley respirou profundamente. – Prometi-lhe uma grande festa milorde...
– Agora cumpra o senhor com teus deveres... Conte algo realmente escandaloso. – Solicitou Vitoria no momento em que Cloe se esfregava no homem que resfolegando sorriu...
– Quer um segredo escandaloso? – Perguntou a voz mole e ao mesmo tempo satisfeito com o que recebia... Cloe e Vitoria assentiram. – O que diria... Se... Se dissesse que seu rei está preso em minhas terras? – Jogou embolado e as jovens se entreolhando duvidaram do que ele havia dito achando que atropelara as palavras por conta da alta embriagues.
– Como disse milorde? – Perguntou Vitoria intrigada.
– O senhor disse que rei Ricardo está preso em sua casa? – Continuou Cloe e Riley sorrindo assentiu.
– Seu Ricardo está desfrutando de alguns dias na ma... Mara... Vilhosa Ale... Manha. – Declarou ainda mais enrolado tremulando os olhos... Mas uma vez as moças se entreolharam e Vitoria sem tempo perder puxou com as mãos o rosto de Byers para mais perto do seu.
– Milorde explicas melhor essa história vamos. – Ordenou enquanto Cloe com desenvoltura alisava de forma magistral a intimidade do bêbado alemão... Riley sorriu de satisfação...
– Minha propriedade... O castelo Dürrenstein, no... No Danúbio... – Dizia salivando e enrolando ainda mais as palavras... – É lindo lá... Vais gostar linda... Cloe. — Jogou puxando-a para si.
– Vamos milorde continuas com a história. — Pediu Vitoria despertando-o.
– Sim, sim... A histó... Ria... Teu rei... Deve estar a gostar de minha casa. – Soltava entre um suspiro e outro de satisfação por estar sendo masturbado pela ruiva junto dele... As irmãs atentas a cada palavra perceberam no que ouviam se tratar de uma valiosa informação, talvez a mais valiosa até aquele momento.
– Ora meu senhor e amo... O que estaria fazendo meu rei em tua casa? – Questionou Vitoria mordiscando-lhe o pescoço e o homem resfolegou...
– Rei Ricar... Do... É pri... Prisioneiro de meu... Imperador. – Soltou por fim e não se demorou muito mais, logo dormiu dando alivio as irmãs que satisfeitas se encontravam.
– Acho que nossos serviços vão se encerrar por aqui. – Declarou Cloe com um sorriso escandaloso.
– Concordo contigo minha irmã... Pelo visto tiramos a sorte grande. – Afirmou Vitoria.
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O acontecido na catedral fizera Edward e seus amigos repensarem os próximos passos e mais uma vez o jovem Cullen iria agir... Sua chegada ao palácio, mesmo inesperada, fora muito bem aceita...
– Eminêcia desculpe-me a invasão... Vi-me chocado com o ultimo ocorrido na catedral e vim lhe prestar meu apoio incondicional. – Jogou ao cumprimentar o bispo que satisfeito com sua presença se encontrava.
– Agradeço a consideração meu filho... Vejas que triste episodio... O povo parece ver em mim algum mal, justo em mim que aqui estou para ajudar a essa nação que padece pela ausência de seu rei... Eu e a santa igreja estamos aqui com um único intuito, paz... Apenas a doce paz... – Dizia fingindo tristeza.
– Duro golpe Dom Volturi, duro golpe estão a lhe aplicar... A ti e a nossa doce rainha... Ela deve estar entristecida com o fato de certo. – Comentou.
– Minha irmã não aguentaria disso saber, preferimos priva-la dessa desventura, anda tão abatida pela ausência do marido... Veja meu filho... O povo clama por algo que é de nosso interesse atender, mas infelizmente ao invés de nos dar acolhida nos acusam de fatos caluniosos e sombrios. – Dizia contido.
– Eminência... Por querer ajudar aqui me encontro... E tomo neste momento a liberdade de uma ou duas sugestões fazer. – Falou firme passando segurança e Aro confiante em sua arrogância por achar conseguir engana-lo assentiu...
– Continue meu filho, continue... Qualquer ajuda será muito bem vinda. – Retrucou.
– Pois bem, penso que retirar a rainha da corte por um tempo seria uma atitude prudente, ainda mais estando ela tão abatida, respirar um ar tranquilo seria para ela um balsamo e a manteria longe de uma possível agressão como a que vossa eminência infelizmente sofreu. – Sugeriu e o Volturi estava gostando do que ouvia. – Se a ideia lhe agradar tenho um lugar ao sul de Londres muito recluso e perfeito para um momento de meditação e descanso... – Expôs mantendo os olhos do homem atentos a suas palavras. – Minha outra sugestão e essa acredito irá ajudar a conter a rebeldia do povo... Seria lhes trazer algum entretenimento. – Disse fitando de forma analítica a reação do clérigo.
– Entretenimento? – Esboçou Aro.
– Sim caro bispo... Entendo que isso implica em gastos... É fato, mas vejas... A boa arte quando exposta agrada e suaviza qualquer olhar... Às vezes é preciso deixar algumas moedas caírem para que outras mais venham se agregar ao montante. – Jogou sorrindo sabendo que mexer no bolso seria sempre um problema, mas em sua artimanha nata Edward conseguia no momento reverter o quadro. – Minha proposta é promover ao povo um festival... Um grande festival... Como disse a boa arte agrada a todos, nobres e plebeus, saiba que isso será visto como um agrado... E sabemos que agrados sempre são vistos com satisfação... Um povo satisfeito é um povo pacifico, contido! – Comentava e no mesmo instante viu o semblante do homem a sua frente se encher de satisfação pela sugestão recebida.
Spoiler —
Parado bem no meio do passeio estava o encapuzado, arco e flecha nas mãos... O cocheiro notando o homem ali parado puxou bruscamente as rédeas forçando os cavalos a pararem... A garoa fina caia...
– Saia da frente seu inútil! – Falou em alta voz o cocheiro...
– Desça da carruagem lorde Byers com tranquilidade e lhe garantimos sua sobrevivência. – Retrucou alto...
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