The Hood
22 Sequestro
Notas iniciais
“A necessidade leva as pessoas ao engano e a fome os lobos a sair do arvoredo”. François Villon
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– Música sugerida (Revenge – James Horner) —
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– Ricardo prisioneiro dos alemães... – Soltou Isabella para si enquanto todos ao redor se viam surpresos com a mesma frase que acabara de ser proferida por Stefan.
– Ok, essa é a situação... E ao que parece essa prisão vem de algum tempo... Pelo menos desde o momento em que lorde Byers apareceu em Londres e isso já vai de alguns meses... – Comentava Vladimir.
– Com certeza ele foi pego quando voltava da Cruzada, e sim isso já vai de vários meses. — Afirmou Edward.
– Vitoria e Cloe garantiram que a localização da prisão de Ricardo é em uma propriedade do próprio Byers, informação é claro colhida do mesmo. – Acrescentou Stefan.
– Imagino de que forma elas colheram essa informaçõe. – Divagou Jasper e Carlisle pigarrou demonstrando certo desconforto, contudo todos os homens presentes estamparam nos lábios um ligeiro sorriso sendo este imediatamente recolhido por conta do olhar de suas esposas e Jasper levando uma cotovelada de Alice se pôs a alisar o as costelas agredidas. – Fiz apenas um comentário esposa minha. – Devolveu baixo.
– Desnecessário e leviano marido meu. – Disse cruzando os braços com exagero.
– A bruxinha não é fácil não! – Exclamou Edward com certo humor.
– Continuas o comentário, entras nas ideias de teu amigo... Entras estrupício. – Vociferou Isabella e Edward engoliu em seco.
– Continuemos, por favor... Continuemos. – Pediu Carlisle e sua esposa lhe fitando com excessiva seriedade...
– Acho bom mantermos o foco no que nos interessa. – Disse fitando de forma aguda o marido que o olhar desviou desconcertado... Stefan tossiu chamando a atenção e retornou...
– Bem seja como for, temos a informação acrescida do fato de que ele em breve partirá... Qual a razão de sua partida ainda nos é uma incógnita...
– As meninas ainda podem tentar retirar isso dele. – Disse Vladimir cortando o irmão.
– Céus isso tudo é tão absurdo. – Esboçou Rosalie referindo-se a estarem utilizando os serviços Cloe e Vitoria para os planos.
– Senhoras... Lady Cullen... Pedimos desculpas pela situação, mas realmente vimos nessa alternativa a única oportunidade de agir. – Retrucou Stefan e todos se calaram...
– Vejo neste momento uma forma melhor de retirar do Byers as informações que precisamos, mesmo porque precisaremos dele para adentrar em sua propriedade sem fazer disso um acidente diplomático e assim iniciar uma guerra com a Alemanha. – Argumentou Edward tentando retornar mais uma vez
ao foco.
– Você está propondo irmos até a Alemanha... Resgatar o rei? – Perguntou uma oitava acima o Whitlock.
– De certo que sim... Maquino agora que está em nossas mãos sim traze-lo de volta e seu retorno deverá ser por nós muito bem aproveitado...
– Edward. – Cortou Carlisle também preocupado.
– Senhores... Como pensam resolver isso? Contar a toda Londres que rei Ricardo está preso pelas mãos do imperador alemão? – Retrucou. – Não lhes parece obvio que a presença de Byers é uma prova de que os Volturi sabem de Ricardo e pior estão acobertando esse sequestro? – Continuava... – De certo eles estão ganhando com isso e muito provavelmente contar a todos sobre esse sequestro seja um próximo passo... Se o povo ficar sabendo irá exigir que entremos em guerra contra a Alemanha, o que seria o mais acertado se tratando da soberania de um reino ameaçada por outro... Agora se nós intervirmos... Muito rapidamente, mantendo isso em segredo... Vamos reverter essa situação fazendo disso o nosso maior trunfo no momento propicio... – Explanava.
– Que seria? – Questionou Isabella ao seu lado.
– O festival! – Respondeu seu marido.
– Espere... Estais propondo que resgatemos o rei... E no dia do festival o apresentemos ao povo? – Perguntou Emmett e Edward assentiu.
– Céus isso é loucura! – Exclamou Esme.
– Vejam, por todos os santos... O povo está falando, pensando e agindo... Acanhadamente, mas agindo... Se a noticia da prisão de Ricardo se espalhar... É como falei... O povo irá exigir um revide por parte do exercito inglês contra a Alemanha... E é claro para todos os homens nessa sala que nossa Inglaterra não tem condições no momento de enfrentar qualquer que seja o inimigo em um confronto armado, estamos a zero por conta da roubalheira... Não temos um líder, o único que temos está preso e quem de seu cargo usurpa quer de fato que a Inglaterra venha ao chão. – Explicava.
– Resgatamos Ricardo, o trazemos para casa na surdina e o mostramos ao povo no dia do festival. – Concluiu Jacob. – Ok, para isso queres pegar lorde Byers de jeito sendo essa a melhor porta de entrada até Ricardo...
– Usarás o festival para o mostrar-lo como já entendemos, mas e os Volturi... A rainha? – Perguntou Stefan.
– Bem quanto à rainha... Estou confiante de que o bispo maldito irá aceitar minha proposta de afasta-la da corte em uma propriedade que disse ser minha e eu de bom grado a estou oferecendo como refugio a adoentada rainha. – Devolveu Edward sorrindo. – Penso que a tendo lá reclusa, meus pais que dela são próximos poderão ajudar-lhe a entender tudo o que passa e ela também poderá, já ciente dos desmandos dos irmãos, retornar a corte no dia do festival e no momento em que Ricardo for anunciado. – Concluiu.
– Parece tudo muito bom. – Disse Vladimir. – Mas tu o disse que precisaremos de Byers para nos abrir caminho na Alemanha... Ao que parece queres ter dele colaboração... Algo impossível não achas? – Questionou.
– Ora... Pagaremos na mesma moeda aos alemães... Sequestraram nosso rei... Sequestraremos seu lorde... Bem na verdade não é na mesma moeda... Mas como falei não queremos guerra com a Alemanha... Ao menos não agora... Deixa Ricardo voltar, as coisas aqui se estabilizarem e ele decidirá como da Alemanha irá tratar. – Respondeu Edward.
– Vamos sequestrar lorde Byers. – Afirmou Emmett.
– Exatamente... Perfeito não acham? – Perguntou sorrindo o jovem Cullen e Isabella mesmo com a vontade ferrenha de revirar os olhos para arrogancia nata de seu esposo teve que concordar que o plano era perfeito, arriscado, mas perfeito... — Na madrugada iremos pega-lo, na surdina sem que ninguém veja...
– Edward... O plano é bom de fato, mas... – Soltou Isabella cortando-o e todos lhe fitaram em expectativa. – Não estamos em Carlisle... Aqui não é floresta de Forks onde você conhece cada recanto...
– Teremos tudo sob controle, como sempre tivemos e seremos bem sucedidos assim como fomos em cada ataque que realizamos em Carlisle contra o maltido Gigandet e seus soldados. – Disse Edward com altivez.
– Estamos falando de uma rua de Londres... Estamos falando de um ataque na corte, uma grande cidade... – Expunha a esposa preocupada.
– Tens razão filha... Isso é temerário. – Esboçou Esme.
– Estamos falando de algo que eu e os rapazes sabemos fazer com primazia... – Disse Edward. — Rapazes vocês se sentem inseguros dessa tarefa cumprir? – Questionou.
– Ora daremos conta de tudo... Somos especialistas no assunto. – Soltou com convicção o Black.
– Não te preocupes Isabella... Nossa estratégia é infalível... Não tem como dar errado justamente porque ninguém imaginaria um ataque em plena madrugada em uma rua tranquila como diz Edward. – Afirmava Jasper... Isabella virou-se para o marido sem importar-se com mais ninguém, sua preocupação apenas crescia naquele momento.
– Tu és pai de duas crianças, não podes disso jamais esquecer-se... Eles dependem de... Ti! – Jogou com o olhar aflito, coisa nada habitual vinda dela e Edward compadecendo-se de sua angustiosa insegurança aproximou-se pegando nas mãos delicadas, porém tremulas...
– Disso nunca me esquecerei, bem como da esposa amada que tenho... Vamos ser cautelosos e executar com maestria o plano... Seremos rápidos e isso será logo e na madrugada que acontecer ainda bem cedo me verás na cama ao teu lado. – Disse firme com doçura em cada palavra e ela enrubesceu no ato.
– Edward. – Devolveu em quase advertência escondendo-se no tórax do marido e as moças em volta também sentiram-se constrangidas... Mencionar a palavra cama as recém-casadas era sempre motivo de constrangimento, embora fosse notório o entrosamento de cada jovem com seu marido ali presente e sim a intimidade de cada casal andava sendo partilhada com muito esmero entre as quatro paredes dos quartos daquela imensa e requintada residência cedida pelo Newton, ainda assim as moças sentiam-se envergonhadas com a menção ao assunto por mais que o mesmo não fosse direcionado ao contexto sexual puramente... Fosse como fosse, naquele instante os planos se tornavam ainda mais audaciosos e complexos o que facilitava entender a aflição da jovem Isabella.
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Aro Volturi andara pensativo depois do ocorrido na catedral, estava mais do que claro que o povo inglês começava a se levantar... E ao que parecia fortalecido de algo que o clérigo não entendia... É claro que não entendia, nunca entenderia o que é senso de justiça ou humanidade já que de fato tinha em si sua própria justiça e perdia a cada dia os seus restos de humanidade... Pareceu ao homem então muito bem vinda sugestão de Edward sobre retirar a rainha da corte, deixa-la reclusa, e foi de imediato aceita e claro Edward e os “templários” prepararam um local apropriado para levar a mulher... O lugar afastado dava acesso direta a Carlisle e Esme... Lorde Cullen e esposa seriam os responsáveis por ajudar a rainha a se restabelecer e se inteirar das tenebrosas novidades orquestradas por seus irmãos sem que esses se quer desconfiassem...
– Passou mal noite passada... Pobre coitada, ainda está adormecida. – Disse demonstrando pesar o clérigo ao receber Edward e Isabella que vinham para levar a rainha a criada que a pouco servira o chá ouvindo as palavras do bispo sabia que Berengária dormia não por ter passado mal, mas sim por conta do maldito chá que lhe sobressaia os poros.
– Que tristeza. – Esboçou Isabella ao lado do marido firme em sua personagem.
– Estamos a esperar que acorde e assim possa ir por ela mesma até a carruagem, mas...
– Dom Volturi tão logo a levemos para esse retiro melhor lhe será para a sua saúde... Talvez assustada fique ao se dar conta de que não está em seus aposentos, mas acredito ser melhor não protelarmos mais sua partida... O povo anda muito violento pelas ruas. – Comentou Edward e Caius notoriamente se mostrou preocupado com a possibilidade de uma revolução armada por parte da população.
– Escreverei uma mensagem a ela e assim que ela acordar lhe entreguem, lhe explicarei tudo através dessa escrita, mas se ainda assim quiser ela minha presença é claro irei de imediato. – Disse Aro, embora essa não fosse sua intenção.
– De certo que sim eminencia, de certo que sim... Lhe entregaremos a mensagem assim que ela abrir os olhos. – Confirmou Edward... A rainha foi então levada até uma discreta carruagem e tão logo seu irmão Aro escreveu a mensagem Edward e sua esposa acompanhados de uma comitiva composta basicamente pelos “templários” levaram a rainha para fora do palácio... O bispo observou a retirada da irmã de forma tranquila e quando a carruagem se retirou e não foi mais vista...
– Achas que fizeste bem? – Perguntou Caius.
– É uma preocupação a menos... Por alguns dias que seja nos aliviará... Fui dramático em minhas linhas direcionadas a ela, acredito que por conta do estupor provocado pelo excesso do tal chá ela ficará ainda alguns dias um tanto ausente... E nós ganhamos tempo. – Disse com um sorriso discreto.
– A vinda de lorde Platt até nós foi mais do que propicia. – Devolveu Caius satisfeito.
– É como está nas sagradas escrituras... “Os planos do diligente tendem á abundância” devemos fazer nossa parte e o resto vem a bom tempo. – Declarou o clérigo e lá estava ele mais uma vez a usar as palavras das sagradas escrituras de forma deturpada para se esconder... A verdade é que eles pouco se importavam com a irmã e por esse motivo fora fácil e rápido retirar a rainha do palácio real, eles se quer incomodaram-se com a segurança da irmã deixando tudo por conta de lorde Platt em quem estavam tranquilos em confiar... Os planos começavam a ser colocados em pratica e ao que parecia estavam sendo bem sucedidos, por enquanto...
– Iniciou-se a tua queda bispo maldito! – Soltou Isabella e fitando o marido o viu sorrindo para ela em concordância... Ao sul de Londres lady Cullen e seu esposo aguardavam juntamente com confiáveis serviçais a chegada da rainha e esta não tardou a chegar sendo trazida por Edward e seu grupo...
– Pobre coita. – Declarou Isabella fitando a senhora ainda adormecida ao ser carregada para dentro da grande casa de campo.
– Ela parece tão jovem. – Comentou Leah ao lado de Esme.
– E o é, Berengária é dez anos mais jovem que Ricardo. – Devolveu lady Cullen adentrando a casa, ficaria a lady com a rainha e mais alguns confiáveis empregados para dela cuidar...
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Angela com os olhos arregalados sentia naquele instante um frio na barriga que se alastrava por sua espinha ao ver Ben Cheney a sua frente e seu pai ao lado da filha o fitava curioso...
– Senhor Weber desculpe-me a ousadia... Acredito ser surpresa para o senhor ver-me aqui a sua porta pedindo uma audiência... – Dizia Cheney.
– Bem... Confesso estar intrigado é uma verdade. – Devolveu o boticário.
– Papai... – Esboçou de forma quase inaudível a doce Angela, seu pai lhe fitou em expectativa, mas Ben antecipando-se...
– Serei direto senhor... – Soltou fazendo Angela calar-se. – Antes quero apenas acrescentar que é com todo o respeito que o faço e com a melhor das intenções que venho aqui lhe procurar. – Disse fazendo o velho Weber franzir a testa.
– Pois o diga de uma vez. – Falou o velho.
– Venho de forma honrosa pedir sua permissão para a corte fazer a sua filha Angela. – Disse de uma vez fazendo-a parar de respirar e arregalar ainda mais os olhos... O velho Weber fitou de forma analítica o jovem Cheney e em seguida pousou seus olhos em sua filha.
– O que me dizes disso Angela? Sabias das intenções do jovem Cheney? – Perguntou de forma incisiva e a menina engolindo em seco.
– Eu... Bem... Papai veja...
– Entendo. – Cortou o boticário trazendo pânico aos olhos da filha, sua experiência de vida lhe dizia que sim a filha já sabia das intenções do rapaz. – Senhor Cheney... Angela é minha única filha, sou viúvo e nada possuo além dessa botica... Sendo assim, dote não lhe tenho para dar...
– Absolutamente senhor... Não me interesso por dote algum. – Interviu Ben e Angela, coitada, soava em angustia por temer o fim daquela conversa.
– Ora... Se não queres dote... Penso que...
– Senhor Weber... Interessa-me apenas cortejar tua filha... Faze-la em um futuro próximo minha esposa se o senhor assim sua benção nos conceder...
– Santo Cristo! – Esboçou de forma muito baixa a menina Angela levando a mão a testa em sinal de desespero, seu pai lhe fitou voltando os olhos ao rapaz a sua frente.
– Quando pretendes com Angela casar? – Questionou Weber e a moça que estava de olhos fechados o abriu arregalando-os mais uma vez... Ben sorrindo, pensava estar indo pelo caminho certo...
– O mais breve possível senhor. – Respondeu alegre... O boticário espremeu os olhos para ele e voltando-se para a filha a fitou dos pés a cabeça... Teria ele feito algo com sua filha? Pensou.
– Já viste esse rapaz fora daqui Angela minha filha? – Perguntou e a menina quase desmaiando...
– Uma ou duas vezes o vi ao longe meu... Pai... Quando passei em frente ao banco onde... Onde... Trabalha. – Disse temerosa aos engasgos e o velho cruzando os braços permanecia a fitando, Ben querendo ganhar a dianteira...
– Banco esse senhor no qual sou um dos sócios... Veja senhor Weber como disse quero logo tua filha desposar, dela poder cuidar como uma rainha... Bem sabes que ela merece esse tratamento ter... Tens o senhor sido um pai amável e zeloso quero eu com muita honra seguir nesse caminho dela cuidando e deixando o senhor tranquilo. – Explicou e o velho pareia ponderar, embora ainda estivesse desconfiado.
– Estou já adiantado em dias e como disso sou viúvo, tendo apenas Angela... – Dizia o homem, a pobre Angela respirava com dificuldade escorando-se ao batente da porta... Sim batente da porta de sua humilde residência, os Weber estavam conversando com Cheney na porta de casa o que seria estranho para quem por ali passasse... O velho boticário mais uma vez fitou a filha e o jovem a sua frente, coçou o queixo se mostrando pensativo. – Ok... Tens minha permissão jovem Cheney. – Declarou por fim e Ben sorriu de forma escancarada.
– Por todos os santos meu pai... Esperas, vejas que... – Começou aos atropelos e o velho lhe fitando confuso a fez despertar, Angela repassando o que ele acabara de dizer se viu em choque. – Tu permites? – Questionou baixo e o pai elevando a sobrancelha assentiu agora se colocando novamente desconfiado.
– Não deveria? – Perguntou e foi a vez de Ben engolir em seco.
– Sim... Sim, deveria! – Respondeu a filha rapidamente fazendo-o desconfiar um pouco mais. – Digo se achas correto e prudente, sim... O deves! – Ressaltou.
– Pois bem... Estarei eu de olho... Se queres logo casar providencio os proclames, não vou querer enrolação entendes senhor Cheney? – Perguntou sério e Ben assentiu.
– Sim senhor, vou logo agilizar o processo. – Devolveu convicto.
– Certo. – Disse o homem voltando os olhos para a filha. – Tens alguns minutos com teu noivo, mas observas estarei eu de olhos bem abertos. – Declarou pousando os olhos em Ben e logo depois entrando... Angela pareceu recobrar o ato de respirar ao colocar a mão no peito e Ben com um sorriso esplendido a fitava.
– Enlouqueces-te? – Perguntou ela baixo.
– Oras... Tu estava a cozinhar-me... Precisava agir senhorita Weber. – Acrescentou ainda sorrindo e ela mais calma lhe fitou de volta sentindo o aliviou lhe atingir.
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Os cascos dos cavalos bem como as rodas da carruagem ao tocar a terra batida da rua transmitiam uma forte sinfonia, a noite fria de Londres era o cartão postal de despedida do lorde alemão que partiria para sua terra natal... Mas ao que parecia ele não iria sozinho... Os rapazes estavam satisfeitos, fazia tempos que não se viam em meio ao movimento de uma bem montada emboscada... A ideia de Riley Byers era ter saído bem mais cedo da cidade, mas Cloe o havia retardado em sua despedida e nessa deixara o homem apaixonado de coração partido por saber que a jovem com ele não iria... A ruiva inventando um parente adoentado se furtou do convite feito pelo nobre, mas antes como era o combinado o fez despedir-se dela com um longo adeus que adentrou a noite se encerrando na madrugada, hora propicia para os “templários” agirem sem serem notados... Parado bem no meio do passeio estava o encapuzado, arco e flecha nas mãos... Necessário seria apenas encenar, esse povo da cidade logo se amoleceria de medo, pensara o jovem Cullen... O cocheiro notando o homem ali parado puxou bruscamente as rédeas forçando os cavalos a pararem... A garoa fina caia...
– Saia da frente seu inútil! – Falou em alta voz o cocheiro... The Hood com o arco e a flecha posicionados se virou tranquilo.
– Desça da carruagem lorde Byers com tranquilidade e lhe garantimos sua sobrevivência. – Retrucou alto... No mesmo instante os demais “templários” se posicionaram em volta da carruagem... Não havia chance para Riley que por conta de uns vinhos a mais se via um tanto entorpecido, o rapaz colocou a cabeça para fora da cabine ao ouvir seu nome e quase no mesmo instante a portinhola do compartimento onde estava foi aberta por Jasper.
– Milorde. – Disse Whitlock com um sorriso debochado nos lábios e Riley arregalando os olhos custou a entender o que estava acontecendo, a falta de claridade o impedira de ver a face de Jasper com nitidez por isso não sabia de quem se tratava ainda... O silencio tornou-se a ser companheiro do cenário já que Jacob trouxe próximo a jugular do cocheiro a ponta de sua espada.
– Que maçada é essa? – Soltou o nobre Byers, Jasper o empurrou para dentro da cabine e sentando-se a sua frente mostrou-lhe uma afiada adega fazendo-o entender a situação... Jacob tomou posse do lugar do cocheiro fazendo o homem descer no momento em que Edward subia e ao seu lado se sentava, Emmett se acomodou na parte de trás da carruagem e logo o Black guiou os cavalos para seguirem o percurso que lhes empunha... Fora fácil, limpo e rápido... Deixando para trás, vivo, um cocheiro rendido... Em disparada a carruagem seguiu ganhando as ruas de Londres em direção ao porto... O destino era a embarcação agora conhecido lorde Platt... Byers foi retirado por Jasper e escoltado por Jacob e Emmett, na frente ia Edward ainda encapuzado... Quando dentro da grande embarcação, passaram por lorde Cullen que os aguardava há tempos no interior do navio... Colocaram Byers de frente a Edward com todos os “templários” a sua volta... O jovem Cullen retirou com certa dramaticidade o capuz da cabeça e viu ao elevar os olhos os globos oculares de Byers se agigantarem...
– Você? – Esboçou em choque.
– The Hood ao seu dispor lorde Byers. – Declarou Edward com um sorriso triunfante nos lábios...
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As jovens se mantinham silenciosas na sala, Rosalie bordava enquanto Alice fitava a porta de forma incansável... Já Isabella se mantinha com os olhos vidrados na direção do balé que faziam as labaredas produzidas pela lenha que era consumida na lareira... A madrugada fria de Londres lhes fazia companhia, uma indesejável e angustiante companhia enquanto esperavam por seus maridos...
– Eles disseram que seriam rápidos. – Esboçou uma preocupada Alice... Nolan e Paige a muito haviam sido colocados para dormir, mas o pequenino sempre muito atento a movimentação sabia que naquela noite algo estava diferente, não sabia o que era, mas tinha a certeza que algo anormal acontecia e foi ao notar o semblante sério em demasia de sua mamãe Bella ao coloca-lo para dormir que essa certeza se intensificou... O pequenino decidido sentou-se nos últimos degraus da escada de acesso aos aposentos e ali permaneceu piscando os olhinhos pelo sono que lhe abatia... Rosalie deixando seu bordado de lado resolveu fazer um chá e foi caminhando em direção a cozinha e passando pela grande escadaria que viu um pequenino no canto da escada cochilando.
– Nolan... – Disse a jovem chamando a atenção... Isabella fitou a amiga e em seguida buscou na direção em que ela olhava vendo seu pequenino com os olhinhos entreabertos sendo pego em flagrante... Mamãe Bella levantou-se de seu assento...
– O que fazes acordado há essa hora querido? – Perguntou alcançando os degraus.
– Tô acoidado poique tá todo mundo acoidado.. – Soltou, Isabella puxou-o para os seus braços retornou a sala.
– Isso não é verdade, tua irmã está dormindo e o meu pequenino deveria fazer o mesmo... Deverias tu estar em teu décimo sono há essa hora isso sim Nolan. – Dizia retornando ao seu assento.
– O papai Edwad não deu boa noite pa eu. – Reclamou.
– Teu pai saiu com os rapazes para resolver uma pequena questão. – Explicou.
– Você tá peocupada mamãe Bella... Eu qué ajuda. – Disse colocando as pequeninas mãos no rosto da mãe e Isabella lhe sorriu em resposta abraçando-o em seguida.
– Nosso homenzinho atencioso. – Declarou a jovem. — Está tudo bem meu amor, tudo bem... Não tem porque te preocupares... Estamos apenas a esperar os homens. – Dizia acomodando-o em seu colo.
**
– The Hood? – Questionou o alemão. – Já ouvi esse nome... – Disse pensativo sem deixar de demonstrar o quanto sentia-se revoltado. – Sim, sim... O arruaceiro a quem ouvi uma vez Caius se referir... O que queres comigo? – Perguntou estufando o peito e Edward sorriu ainda mais.
– Veja de arruaceiro não tenho nada... Eu diria que sou um benfeitor do povo... E como sou um homem de bom coração teu benfeitor também serei. – Jogou.
– Meu benfeitor? – Devolveu debochado. – Ora vejas... Sou eu um reles inglês para que precise de tua benfeitoria por acaso? – Indagou e Edward pôs-se sério.
– Olhe como fala. – Soltou ameaçadoramente dando um passo em direção ao homem. – Se não notou estais em menor número. – Salientou.
– O que queres comigo? – Disse Byers com certa impaciência.
– O que quero contigo? É como falei caro lorde estamos aqui para ajuda-lo, porque vejas se o povo descobre que rei Ricardo está em tua residência na Alemanha como prisioneiro verão em ti uma ameaça que deve ser extirpada... – Dizia sem tirar os olhos do homem que ao final arregalou os seus.
– Não sei do que falas. – Esboçou tenso tentando inutilmente engana-los.
– Sabes sim milorde, sabes sim. – Jogou lorde Cullen dele aproximando-se e mesmo sem saber de quem se tratava o homem a sua frente sentiu em suas palavras um elevar na ameaça. — Deves se lembrar de Cloe ou diria Vitoria. – Provocou Carslisle.
– De certo lembra-se acaso a poucos instantes estava com uma delas não é mesmo? – Emendou Emmett e o homem percebeu estar em uma grande enrascada.
– Como falei estamos aqui para ajuda-lo... Perceba que andar pelas ruas de Londres sozinho, sem proteção alguma pode ser muito perigoso. – Disse Edward retirando uma adaga de entre suas vestimentas e levando ao queixo do alemão.
– Lorde Platt... Digo The Hood... Não existe nada que não possa ser resolvido com uma boa conversa não é mesmo? – Devolveu com um sorriso amarelo nos lábios e o jovem Cullen lhe devolvendo o sorriso.
– Não sujes o fundilho das calças homem, não será necessário... Serás nosso hospede e sei... Tenho a certeza de fato, que tu como um nobre educado que és vais saber retribuir nossa hospitalidade nos levando a conhecer sua linda propriedade na Alemanha. – Conclui... Fim da linha para Riley Byers serviria ele, agora, apenas de guia até rei Ricardo era o que planejavam os seus sequestradores.
Spoiler —
– Ora que abençoados pequeninos. – Devolveu o clérigo... Nolan o fitou de baixo a cima...
– Que veste feia! – Afirmou o pequenino achando realmente feias as roupas episcopais do Volturi.
– Nolan. – Advertiu Isabella, mas no fundo queria ela rir da inocente sinceridade de seu pequenino.
– Espirituosos esses pequenos de hoje em dia. – Retrucou sem graça o bispo.
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