The Hood
23 Consciente
Notas iniciais
“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”. Abraham Lincoln
–;-
– Música sugerida ( Freedom – James Horner) –
–;-
Foi com alivio que Isabella vislumbrou a entrada de seu marido junto com Jasper e Emmett na sala da casa que estavam residindo... Acomodando um Nolan adormecido no assento que ocupava Isabella pôs-se em pé demonstrando a ansiedade por informações, mas foi ao observar mais de perto seu Edward que ela viu o sorriso triunfante.
– Ela quase se borrou todo! – Exclamou divertido e Isabella revirou os olhos pela molecagem do marido, o jovem Cullen dela se aproximou... – Podes agora respirar em paz. – Disse beijando-a.
– Só o farei quando em casa estivermos... No dia que em Carlisle novamente pisarmos. – Afirmou escondendo-se no tórax do marido.
– Foi como falamos... Tudo na mais perfeita paz e agora ele está bem escondido do porão do navio até nossa partida. – Explicou Jasper com uma Alice grudada a si... Não demorou muito para que todos se recolhessem tendo Edward levando seu pequenino Nolan para a cama... Naquela noite Jacob e lorde Cullen ficaram no navio vigiando o nada nobre Byers que quietinho se manteve, o rapaz além de medroso sabia que de nada adiantaria dar uma de valente, teria apenas a perder, a luta já estava ganha e ele apenas se arrependia de ter aberto em demasia a boca por conta de um rabo de saia, contudo ainda assim sentia falta de sua ruiva...
**
– Se o vento e o mar nos ajudar seremos rápidos em ir e voltar... – Explicava Edward.
– Coloquei roupas mais quentes, podes encontrar frio pelo caminho. – Dizia uma pensativa Isabella e Paige sentada no meio da cama dos pais assistia a tudo agarrada a uma boneca de pano...
– Agradeço-te esposa minha. – Devolveu Edward sorrindo para sua magricela... Pela porta do grande quarto surgiu um pequenino com uma trouxa nas mãos.
– Eu tô ponto! – Afirmou seguro fazendo seus pais franzir a testa em sua direção.
– O que é isso? – Perguntou Isabella.
– As veste de eu. – Respondeu sério.
– E onde pensas que vai tampinha? – Questionou Edward.
– Oas papai Edwad eu vai com os cavaleios na viagem. – Disse como se fosse obvio e sua mãe revirou os olhos por conta da resposta... Isabella e Edward se entreolharam e o Cullen voltando-se para o filho...
– E quem vai cuidar da segurança da casa enquanto estivermos fora? Tua mãe e irmã irão ficar desprotegidas? E a bruxinha e demais mulheres... – Provocava Edward...
– Maisi eu qué...
– Ficar e cuidar da segurança de uma casa tão grande quanto essa e de todas essas mulheres não é uma tarefa fácil... Estava pensando em chamar um dos garotos da floresta de Forks para esse trabalho fazer, eles são fortes e bem preparados... – Falava Edward cortando Nolan e o pequeno ouvindo a ideia se viu irritado...
– Um pecisa chama nenhum dos gaotos... Eu pode cuida... Eu sabo faze! – Colocou-se firme e Isabella escondeu o sorriso que nos lábios queria aparecer.
– Não sei... – Devolveu Edward andando ao redor de Nolan como se o avaliasse.
– Eu pode papai Edwad... Eu é cavaleio foite! – Explicou com intensidade... Edward parou em sua frente com a mão no queixo...
– Está certo cavaleiro Nolan, tu vais ficar então e cuidar da segurança das mulheres. – Soltou Edward e Nolan abriu um escandaloso sorriso de satisfação... Depois de muitas conversas e chorosas despedidas Edward e seus amigos na companhia de seu pai partiram levando Riley Byers na intenção de resgatar rei Ricardo... O navio seguiu pelo rio Tâmisa em direção ao Mar do norte, seria um longo percurso... Muito tempo para pensar e se preparar, sim preparar, pois apesar da quase certeza de que problemas eles não teriam para resgatar o rei a coragem destemida os rondava dando-lhes a confiança de que se preciso fosse iriam empunhar suas espadas, arcos e flechas e lutar até o fim...
**
Com os homens fora Isabella sabia ser necessário manter a postura para que os aliados dos Volturi que sempre de olhos abertos estavam pudessem comprovar que tudo andava bem... A partida de Riley não fora vista com estranheza por ninguém haja vista que os “templários” o fizeram escrever cartas de despedida declarando que uma urgência familiar pedia sua volta a Alemanha de forma apressada, os Volturi já sabendo que o rapaz em breve partiria acharam natural sua saída brusca e por conta disso os planos de Edward e seus amigos estavam sendo bem sucedidos e mantidos em segurança... Isabella e Rosalie juntamente com os pequenos haviam saído para fazer rápidas compras... E no meio do caminho uma carruagem ao lado parou...
– Eminencia. – Disse Isabella escondendo surpresa e insatisfação em vê-lo, Nolan ao seu lado apenas observava o homem que agora da carruagem descia... Ela segurando na mão de Nolan deu-lhe um aperto um pouco mais intenso fazendo o filho lhe fitar curioso e Rosalie que segurava Paige ao seu lado parou também surpresa junto com a amiga, a nobre não esperava cruzar com o clérigo bem no meio do passeio, mas o homem dentro da carruagem ao ver a esposa de seu agora “aliado” fez questão de mandar parar o veículo e descer... Isabella, é claro, não gostava da ideia de aproximar os filhos dos Volturi, mesmo que fosse por insignificantes minutos, contudo não tinha agora alternativa...
– Ora que abençoados pequeninos. – Devolveu o clérigo... Nolan o fitou de baixo a cima...
– Que veste feia! – Afirmou o pequenino achando realmente feias as roupas episcopais do Volturi.
– Nolan. – Advertiu Isabella, mas no fundo queria ela rir da inocente sinceridade de seu pequenino.
– Espirituosos esses pequenos de hoje em dia. – Retrucou sem graça o bispo.
– Impossíveis eu diria eminencia. – Curvando-se discretamente e Aro elevando a mão em sua direção fez um convite muda para que ela lhe beijasse o anel episcopal, engolindo em seco e buscando controlar-se Isabella o fez segurando o azedume que subia em seu esôfago naquele momento.
– Estais a sentir falta dos cuidados de teu marido presumo. – Esboçou com um sorriso discreto e Isabella retribuiu.
– De fato, mas o dever o chamou tenho eu que aguardar seu retorno. – Devolveu com uma doçura incompatível com sua natureza.
– De fato minha filha, ossos do oficio... Saiba que se de algo precisar não se demore em dizer, basta apenas me avisar e pronto estarei para ajudar. – Falou como se de fato se preocupasse.
– Obrigada eminencia. – Disse Isabella.
– Eu é quem devo agradecer, tenho recebido diariamente o relatório da situação de minha querida irmã e de como ela tem sido bem cuidada por seus criados lady Platt, é bom saber que ainda existem cristãos caridosos nesse mundo. – Declarou, e de fato o era verdade... Edward e Isabella estavam sendo cuidadosos ao mandar serem entregues relatórios quase que diários sobre a situação da rainha, na partida da irmã Aro e Caius fizeram questão de enviar junto com ela as folhas do chá que ela andava tomando dizendo ser importante ser dado a ela todos os dias como forma de terapia para sua depressão, é claro que os Platt ou diríamos Cullen sabiam do que se tratava e se fingiram de mortos apenas dizendo que iriam a ela dar... A conversa acabou caminhando para o seu fim e isso Isabella agradeceu fervorosamente... O homem retornou a carruagem e seguiu seu caminho.
– Ser asqueroso. – Vociferou Rosalie e Isabella tremula tentava se recompor.
– Vamos para casa. – Anunciou a nobre ansiosa para dali se retirar.
**
O mar estava tranquilo até então o que facilitava a viagem de nossos “templários”... No porão do navio estava acomodado o nobre alemão e podia-se dizer que de forma confortável o haviam deixado...
– Os Volturi possuem muitos aliados... Acredito que pensar em vitória seria de sua parte um grande erro... The Hood. – Jogou o nobre Byers e Edward com um sorriso debochado o fitou.
– Tu tens razão... Cantar vitória antes do tempo não é algo sábio... E lhe digo que não estou me sentindo assim, na verdade e isso o digo com segurança, estou na expectativa de ver um grande show se mostrar... É uma verdade que os Volturi possuem muitos aliados, mas também é bem verdade que o povo unido se mostra muito mais forte diante desses mesmos nobres aliados... – Argumentava e Riley arregalou os olhos.
– Os movimentos que entre o povo tem surgido... A manifestação em frente a catedral... Tu... Tu estás com isso envolvido? – Questionou ao extremo da surpresa.
– Eu? – Perguntou se mostrando afetado. – Por quem me tomas milorde... Sou apenas mais um no meio da massa... Massa essa que começou a abrir os olhos e agora resolver levantar os punhos... Disso para a luta armada é um passo não achas? – Perguntou ainda sorrindo e dando uma debochada piscadinha para o alemão. – Sabe Byers... Estamos na verdade a lhe fazer um favor... Levando-o de volta para tuas terras... No conforto de teu lar e familiares... Será muito melhor do que em Londres permanecer e ver o caos se formar, talvez a violência lhe atingisse, seria triste... A tempestade está a se aproximar por lá... E talvez a única coisa que impeça uma guerra civil seja realmente a volta de Ricardo...Vejas só, ainda farei de ti um herói... Sim, um herói que ajudou a salvar a paz na Inglaterra... Obrigado caro nobre!- Soltou por fim fazendo Byers calar-se diante da falta de argumentos para tal discurso.
...
– Precisamos estar preparados nossa chegada à Alemanha será ao que tudo indica tranquila, sem grandes atropelos e se o Byers colaborar não teremos dificuldade em cumprir nossa missão... Mas atenção nunca é demais, se algo der errado e a violência se instalar precisaremos responder a altura, nos preparar para um contra-ataque. – Comentava Jasper.
– Estais certo francês, mas não acredito que isso aconteça... Para mim Riley não nos causará problema algum. – Retrucou Edward seguro.
**
– Queres casar-se então com a filha do boticário Weber? – Questionou frei Young ao jovem Cheney e o rapaz assentiu sorrindo. – Ela por acaso sabe que tu és um “templário” do bando de The Hood? Sabe o que tu já fizeste? – Perguntou e Ben engoliu em seco. – Eu já imaginava que não. – Adiantou o frei. – Bem meu filho... É muito simples, digas a ela toda a verdade e eu os casarei. – Jogou o frei e o China, como chamava Edward, arregalou os olhos.
– Mas frei e se acaso ela não me quiser? Pode assustar-se a pobrezinha... E...
– Se ela não te quiser é porque não te amas e isso será para ti um livramento... Porque meu filho casamento com amor já é um tormento imaginas sem amor... Não que eu tenha experiência no matrimonio, tenho eu apenas olhos para observar... – Argumentava o frei e Cheney resignado não tinha palavras para contestar.
**
– Estais inquieto... O que passa noivo meu? – Perguntou Angela fitando com intensidade a face do jovem Cheney... O rapaz praticamente soava frio diante da situação e as palavras do frei vinham em sua mente... Tomando coragem, fechou os olhos com força...
– Preciso te contar algo... – Disse baixo e Angela se colou atenta ainda fitando o semblante agora quase dolorido do noivo... – Vim de muito longe doce Angela... Estive nas terras da Palestina em meio à sangrenta Cruzada... – Iniciou com os olhos colados no horizonte relembrando os momentos em que lá viveu... – Eu... Teria morrido caso meus hoje amigos não tivessem por ali passado e o pequeno Kebi sendo corajoso não os pedisse ajuda... Eu teria com certeza morrido... – Explicava e em angustia Angela se colocou. – Quando aqui chegamos, bem as coisas foram acontecendo e não tinha como agir diferente... – Ele continuava e mesmo com medo expôs a jovem ao seu lado tudo o que passara, o nascimento de The Hood e seu envolvimento com os ataques e truques para isso usados...
– Estais dizendo... Que... Que tu... Que és um rebelde participante do bando de... The Hood? – Perguntou baixo, demonstrando choque... Ben que ainda fitava o horizonte voltou seus olhos para Angela, ele estava com muito medo de perde-la era fato, mas enquanto lhe contava tudo percebia que o frei tinha razão... Iniciar um casamento em meio a mentiras não seria nunca uma opção viável... Então corajosamente Ben Cheney a fitou...
– Sou um “templário”, fiz um juramento e sim... Faço parte do bando de The Hood e... Me orgulho disso! – Soltou seguro, embora seu interior tremesse com a consequência daquilo... Angela de séria de repente esboçou um sorriso que aos poucos se abriu e logo era intenso...
– Sou noiva de um herói! – Exclamou com orgulho e Ben arregalando os olhos se pôs também a sorrir.
– Me... Me achas herói? – Questionou com um tom mais descontraído.
– De certo tu o és... Qualquer um que esteja ao lado de The Hood e com ele tenha lutado é com toda certeza um herói... O homem desafiou quem aqui estava nos roubando... Protegeu o povo que saiu das terras dos Newton... Como não seria um herói? É claro que é! – Argumentava... – Apresenta-me a ele? Pode ele ser nosso padrinho, o que achas? – Perguntou com empolgação e Cheney que sorria mostrou-se sério de imediato. – O que foi? – Inquiriu sem entender.
– Estais muito interessada em The Hood... Acho que não foi uma boa ideia compartilhar contigo minha história. – Devolveu aos resmungos e Angela abriu e fechou a boca inconformada...
– Ora essa... Que absurdo estais a dizer... Tinhas sim que me contar... Tens que me contar tudo como eu tenho que contar-te tudo de mim... Paras de bobagem Ben Cheney... Por quem me tomas? – Indagou se mostrando indignada. – Estou eu aqui orgulhosa de ti e sim quero conhecer o homem que lhe ajudou e lhe trouxe até mim... Não sejas absurdo e cries ideias erradas em tua cabeça. – Jogou cruzando os braços e fitando o horizonte se desviou dele.
– Angela... Minha doce Angela... Não fiques comigo chateada... Estou com ciúmes é isso, ciúmes... Amo-te noiva minha...
– Um ciúme bobo é o que é, muito bobo. – Tornou a resmungar.
– Desculpe-me sim, desculpe-me... – Pedia e se via ali que estavam bem, se via que se amavam e a imposição de frei Young só tinha os feito se tornarem mais próximos o que era bom, pois lhes fortalecia o relacionamento.
**
A tranquila casa de campo estava realmente fazendo bem a rainha, naquela manhã a mulher acordou sentindo-se muito melhor e algo esperado aconteceu... Sua lucidez fora retomada... A esposa de Ricardo notou logo de imediato que o quarto onde descansava não era seu aposento no palácio real e é claro estranhou, mas quando ia perguntar a criada que lhe ajudava a se recompor onde estava, lady Cullen apareceu em seu campo de visão com um sorriso acolhedor nos lábios...
– Como é bom lhe ver acordada e saudável minha rainha. – Disse Esme feliz pela amiga... Berengária mesmo confusa sorriu de volta.
– Tenho andando fraca, cansada em demasia minha amiga... Ver-te hoje parece ter trazido-me um renovo... Sinto-me muito melhor... Mas...
– Sim, não estais no palácio... Estamos em uma casa de campo ao sul de Londres. – Explicou segurando em mãos a carta de Aro para a irmã.
– Estou confusa... Não entendo por que aqui estou... Onde estão meus irmãos? Meus criados... – Questionava.
– Dom Volturi pediu que lhe entregasse esta mensagem assim que se sentisse melhor... – Afirmou dando o papel a rainha que logo pôs-se a ler... O conteúdo dizia que seus irmãos preocupados com sua saúde a teriam enviado aquele local para poder descansar e tão logo fosse possível iriam visita-la, mas se contudo ela necessitasse retornar ou precisasse da presença de um deles ali era só ordenar que eles viriam... Berengária ainda enganada achou carinhosa a forma como o irmão a estava tratando, imaginava que ele a tinha enviado para lá por se preocupar apenas com seu bem estar o que era a maior mentira...
– Eles sempre preocupados comigo. – Jogou sorrindo e Esme suspirou triste fazendo a rainha notar. – O que se passa amiga, me diga lady Cullen... Algum problema está a passar? – Perguntou e Esme lhe fitando séria demais...
– Berengária... Sempre fomos amigas, desde que casou-se com Ricardo e para nossa amada Inglaterra veio viver... – Iniciou Esme. – Diga-me, acha-se hoje bem disposta, de fato acordada e sem sono algum não é mesmo? – Questionou e a mulher lhe devolveu assentindo com a cabeça. – Se disser que estavas até então sendo dopada por conta de um chá que estavam fazendo-a ingerir diariamente... O que pensaria? – Perguntou e a rainha pôs-se a pensar.
– Eu sendo dopada? – Ponderou.
– Berengária... Muitas coisas tem acontecido em nosso reino... A doce Inglaterra anda sofrendo e muito... – Começou Esme e Berengária passou a ouvi-la atenta... Ora descrente, ora horrorizada... A mulher embora não fosse inglesa aprendera a ter por aquela terra e povo um amor incondicional assim como seu rei e agora ouvia histórias e mais histórias de uma Inglaterra destruída...
– Como assim teu filho anda sendo caçado por meus soldados? – Inqueriu indignada.
– Edward não fez o certo é verdade... Tão jovem como é agiu por impulsividade e cometeu erros contra o poder publico... Mas entenda minha amiga o povo tem sido diariamente roubado, usurpado em seus direitos... E enquanto isso nossa rainha estava sendo paulatinamente distanciada de sua realidade... – Explicava e Berengária estava ficando em pânico com a constatação... – Podes achar que estou inventando, tentando coloca-la contra teus irmãos... Mas a ultima noticia e mais aterrorizadora com certeza irá leva-la a acreditar... Nesse momento meu filho e marido junto com amigos estão navegando rumo a Alemanha para resgatar teu rei que lá está preso e digo mais... Sua prisão está ocorrendo com o consentimento de teus irmãos que mancomunados com um tal lorde Byers o mantem em sua propriedade em terras alemãs. – Finalizou e a rainha com a mão na boca se mostrava em choque mortal.
– Não pode ser... Esme... Tu deves estar confusa... Entendo que o povo tem sofrido... A guerra tem nos castigado, mas algo assim realizado por meus irmãos... Pelas chagas de Cristo... Aro é bispo, um homem religioso e temente a Deus... Jamais faria isso... Eu...
– Berengária... O povo tem saído as ruas gritando palavras de ordem... Londres anda em caos... Tu falas da guerra a nos derrotar, pois saibas que a guerra já terminou a tempos e esta deu-se por uma trégua assinada entre teu marido e Saladino, depois de assinarem essa trégua Ricardo partiu em direção a Londres, mas foi sequestrado no caminho e está sim sendo mantido preso na Alemanha... Minha amiga, estais sendo enganada e quase fostes morta por conta deste maldito chá. – Declarou com veemência levantando-se ao fim da cadeira que ocupava em frente à amiga... A rainha ainda em choque colocou-se em silencio e logo lagrimas banhavam seu rosto... Esme resolveu dar espaço a amiga e indo até uma grande janela passou a observar a paisagem enquanto Berengária remoía cada palavra ouvida e juntava com o que tinha de verdades em sua consciência... Lembrando-se de tudo que até hoje passara... Da chegada de seus irmãos dizendo que haviam decidido vir ajuda-la, consola-la por conta da ausência de seu rei... Berengária passou a ponderar com consciência o quanto Aro aos poucos passou a se envolver com os assuntos do reino colocando-se em seu lugar e o pior com sua anuência... Um soluço preso em sua garganta desprendeu-se demonstrando sua agonia e Esme se voltando para amiga compadeceu-se...
– Minha culpa... Foi tu... Tudo minha culpa! – Afirmou entre soluços e lagrimas tentando conter a histeria... Esme dela se aproximou pegando em sua mão tremula.
– Minha querida, não se martirize sendo que as más intenções não partiram de ti. – Falou a nobre Cullen.
– Por todos... Os... Santos Esme... Me... Meu irmão é um... Bispo da santa igreja... Como pode... Agir assim? – Indagou inconformada ainda aos prantos... A rainha agora sabia de toda a verdade e infelizmente não tinha como duvidar... Esme tratou de anima-la dizendo que em breve ela veria seu marido... Afirmava convicta que rei Ricardo estaria retornando para seus braços são e salvo...
**
Os dias seguiram e enquanto Edward e os “templários” navegavam rumo a Alemanha Esme passou a esclarecer os planos armados para desmascarar os Volturi... Esme afirmava que o povo andava revoltado, sendo violento em muitos momentos ameaçando os nobres da corte... Disse também a Cullen os nomes de todos os nobres que corrompidos estavam ao lado de seus enganadores irmãos... Berengária passava por picos de revolta e amargor sendo esse apenas amenizados por lembrar-se de que Ricardo estaria sendo resgatado e logo retornaria a seus braços...
– Minha amiga... A ideia de seus irmãos era divulgar em toda Londres que Ricardo estava sendo mantido preso na Alemanha como se eles nada tivessem com isso... Agora imaginas se o povo revoltado como anda ouvisse tal informação... Iria é claro exigir que nossa Inglaterra se colocasse em guerra contra a Alemanha... O que seria nossa morte tendo em vista que nossos recursos estão escassos... O exercito está à zero... Carl me esclareceu que não temos nem armaduras suficientes para nossos soldados se proteger... – Explicava e Berengária se colocava pensativa segurando sua revolta e canalizando suas forças para o momento certo.
**
– Eu queia o papai Edwald aqui... Tô de saudade. – Declarava Paige encolhidinha nos braços da mãe.
– Meu amorzinho... A mamãe também quer ele aqui, mas vamos nos animar sim? Logo, logo ele retorna cheio de beijos e abraços para dar a sapequinha dele. – Soltou beijando e apertando-a mais e mais em seus braços.
– Um fica tiste Paige... Eu tô aqui pa defende você... Nenhum monsto vai enta aqui em casa, nenhum. – Declarou um Nolan todo imponente e Isabella teve naquele momento vontade de também aperta-lo em seus braços... A jovem estava assim como Paige saudosa de seu estrupício, mas principalmente andava preocupada... A falta de noticias a deixava em angustia sem saber ao certo se tudo andava bem... Queria poder algo fazer para mudar isso, mas nada podia a não ser aguardar...
**
Após longos dias, tendo a grande embarcação passando por tempestades e mares revoltos o navio dos “templários” aproximava-se da região denominada Alemanha... A cansativa viagem estava chegando ao seu objetivo principal... Durante todo o percurso... Edward, seu pai e até mesmo Jasper tiveram várias e várias conversas com Riley Byers e em todas elas deixavam claro que para o alemão seria realmente o melhor ajuda-los sem resistência... Do contrario grandes problemas teria com o risco até da vida perder... Riley Byers sempre fora um fanfarrão oportunista que vivia na barra das vestes de seu primo, o imperador da Alemanha, e havia entrado nessa por ver nisso algo lucrativo e ainda lhe proporcionar uma viagem até a corte inglesa onde ele sempre ouvira possuir lindas mulheres... Contudo após o sequestro de Ricardo... Lorde Byers garantira a seu primo que toda aquela manobra lhe daria uma Inglaterra como vassala dos alemães e muito dinheiro sem que ao menos o imperador alemão precisasse levantar um dedo ou pior entrar em guerra, coisa que não lhe interessava... Tudo seria feito com tranquilidade... O imperador acreditou e avalizou os planos de seu primo com os Volturi... Agora Byers tinha a certeza, depois de ver o povo inglês em revolta e cheio de atitudes que a Inglaterra ao descobrir o paradeiro de seu rei iria na verdade querer uma guerra e muito provavelmente não ganhasse por conta de sua atual falta de estrutura, mas ainda assim daria dor de cabeça a seu primo e isso o imperador não perdoaria e pior poderia puni-lo de forma severa e fatal... O navio atracou no porto próximo à propriedade de Byers... Sim, o jovem lorde resolvera colaborar e indicou o caminho...
– Fostes sábio caro Byers, fostes sábio. – Afirmou Edward assim que o navio ancorou no porto... Edward, seu pai e os “templários” sentiram-se bem sucedidos ao ter a certeza de que seus planos estavam sendo executados com precisão... Se entreolharam enquanto o navio adentrava a baía e com sorrisos...
– PELA CRUZ E PELA ORDEM! Bradaram em uníssono... O jovem Cullen voltou-se para Riley...
– Façamos o combinado, sem grande alarde, na perfeita paz e saímos todos com uma rica vida para ainda desfrutar não é mesmo milorde? – Questionou piscando e dando-lhe passagem para descer do navio com suas próprias pernas como se acabasse de retornar de uma tranquila viagem turística...
Spoiler —
A luminosidade brilhosa e avermelhada estourava a frente fazendo todos arregalarem os olhos, e enquanto a cor se desvanecia deixava em seu rastro uma fumaça avermelhada, semelhante à mágica...
– A danação do demônio! — Alto exclamou.– Por todos os modos Edward o que é isso? Magia? – Indagou em choque rei Ricardo e Edward riu bem humorado.
– Será essa a tua aparição no meio do povo majestade. – Declarou Edward e Ben Cheney muito satisfeito se colocava ao lado dos amigos “templários”...
Fale com o autor