The Hood

23 Consciente


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews lindas JUSSARA CULLEN, MaraRobsten, michele djenifer, Anny, Marie Reed Lutz, MariRS, andreiapenelope, Angel, Fran Carvalho, Anaa, SHIRLEY, Eclipse She, CassieStew, ClaudiaMonteiro35, Marcela, Raskia e Iolanda, bjos! -;- Vamos a continuação...

“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo”. Abraham Lincoln

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– Música sugerida ( Freedom – James Horner) –

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Foi com alivio que Isabella vislumbrou a entrada de seu marido junto com Jasper e Emmett na sala da casa que estavam residindo... Acomodando um Nolan adormecido no assento que ocupava Isabella pôs-se em pé demonstrando a ansiedade por informações, mas foi ao observar mais de perto seu Edward que ela viu o sorriso triunfante.

Ela quase se borrou todo! – Exclamou divertido e Isabella revirou os olhos pela molecagem do marido, o jovem Cullen dela se aproximou... – Podes agora respirar em paz. – Disse beijando-a.

Só o farei quando em casa estivermos... No dia que em Carlisle novamente pisarmos. – Afirmou escondendo-se no tórax do marido.

Foi como falamos... Tudo na mais perfeita paz e agora ele está bem escondido do porão do navio até nossa partida. – Explicou Jasper com uma Alice grudada a si... Não demorou muito para que todos se recolhessem tendo Edward levando seu pequenino Nolan para a cama... Naquela noite Jacob e lorde Cullen ficaram no navio vigiando o nada nobre Byers que quietinho se manteve, o rapaz além de medroso sabia que de nada adiantaria dar uma de valente, teria apenas a perder, a luta já estava ganha e ele apenas se arrependia de ter aberto em demasia a boca por conta de um rabo de saia, contudo ainda assim sentia falta de sua ruiva...

**

Se o vento e o mar nos ajudar seremos rápidos em ir e voltar... – Explicava Edward.

Coloquei roupas mais quentes, podes encontrar frio pelo caminho. – Dizia uma pensativa Isabella e Paige sentada no meio da cama dos pais assistia a tudo agarrada a uma boneca de pano...

Agradeço-te esposa minha. – Devolveu Edward sorrindo para sua magricela... Pela porta do grande quarto surgiu um pequenino com uma trouxa nas mãos.

Eu tô ponto! – Afirmou seguro fazendo seus pais franzir a testa em sua direção.

O que é isso? – Perguntou Isabella.

As veste de eu. – Respondeu sério.

E onde pensas que vai tampinha? – Questionou Edward.

Oas papai Edwad eu vai com os cavaleios na viagem. – Disse como se fosse obvio e sua mãe revirou os olhos por conta da resposta... Isabella e Edward se entreolharam e o Cullen voltando-se para o filho...

E quem vai cuidar da segurança da casa enquanto estivermos fora? Tua mãe e irmã irão ficar desprotegidas? E a bruxinha e demais mulheres... – Provocava Edward...

Maisi eu qué...

– Ficar e cuidar da segurança de uma casa tão grande quanto essa e de todas essas mulheres não é uma tarefa fácil... Estava pensando em chamar um dos garotos da floresta de Forks para esse trabalho fazer, eles são fortes e bem preparados... – Falava Edward cortando Nolan e o pequeno ouvindo a ideia se viu irritado...

Um pecisa chama nenhum dos gaotos... Eu pode cuida... Eu sabo faze! – Colocou-se firme e Isabella escondeu o sorriso que nos lábios queria aparecer.

Não sei... – Devolveu Edward andando ao redor de Nolan como se o avaliasse.

Eu pode papai Edwad... Eu é cavaleio foite! – Explicou com intensidade... Edward parou em sua frente com a mão no queixo...

Está certo cavaleiro Nolan, tu vais ficar então e cuidar da segurança das mulheres. – Soltou Edward e Nolan abriu um escandaloso sorriso de satisfação... Depois de muitas conversas e chorosas despedidas Edward e seus amigos na companhia de seu pai partiram levando Riley Byers na intenção de resgatar rei Ricardo... O navio seguiu pelo rio Tâmisa em direção ao Mar do norte, seria um longo percurso... Muito tempo para pensar e se preparar, sim preparar, pois apesar da quase certeza de que problemas eles não teriam para resgatar o rei a coragem destemida os rondava dando-lhes a confiança de que se preciso fosse iriam empunhar suas espadas, arcos e flechas e lutar até o fim...

**

Com os homens fora Isabella sabia ser necessário manter a postura para que os aliados dos Volturi que sempre de olhos abertos estavam pudessem comprovar que tudo andava bem... A partida de Riley não fora vista com estranheza por ninguém haja vista que os “templários” o fizeram escrever cartas de despedida declarando que uma urgência familiar pedia sua volta a Alemanha de forma apressada, os Volturi já sabendo que o rapaz em breve partiria acharam natural sua saída brusca e por conta disso os planos de Edward e seus amigos estavam sendo bem sucedidos e mantidos em segurança... Isabella e Rosalie juntamente com os pequenos haviam saído para fazer rápidas compras... E no meio do caminho uma carruagem ao lado parou...

– Eminencia. – Disse Isabella escondendo surpresa e insatisfação em vê-lo, Nolan ao seu lado apenas observava o homem que agora da carruagem descia... Ela segurando na mão de Nolan deu-lhe um aperto um pouco mais intenso fazendo o filho lhe fitar curioso e Rosalie que segurava Paige ao seu lado parou também surpresa junto com a amiga, a nobre não esperava cruzar com o clérigo bem no meio do passeio, mas o homem dentro da carruagem ao ver a esposa de seu agora “aliado” fez questão de mandar parar o veículo e descer... Isabella, é claro, não gostava da ideia de aproximar os filhos dos Volturi, mesmo que fosse por insignificantes minutos, contudo não tinha agora alternativa...

Ora que abençoados pequeninos. – Devolveu o clérigo... Nolan o fitou de baixo a cima...

Que veste feia! – Afirmou o pequenino achando realmente feias as roupas episcopais do Volturi.

Nolan. – Advertiu Isabella, mas no fundo queria ela rir da inocente sinceridade de seu pequenino.

Espirituosos esses pequenos de hoje em dia. – Retrucou sem graça o bispo.

– Impossíveis eu diria eminencia. – Curvando-se discretamente e Aro elevando a mão em sua direção fez um convite muda para que ela lhe beijasse o anel episcopal, engolindo em seco e buscando controlar-se Isabella o fez segurando o azedume que subia em seu esôfago naquele momento.

Estais a sentir falta dos cuidados de teu marido presumo. – Esboçou com um sorriso discreto e Isabella retribuiu.

De fato, mas o dever o chamou tenho eu que aguardar seu retorno. – Devolveu com uma doçura incompatível com sua natureza.

De fato minha filha, ossos do oficio... Saiba que se de algo precisar não se demore em dizer, basta apenas me avisar e pronto estarei para ajudar. – Falou como se de fato se preocupasse.

Obrigada eminencia. – Disse Isabella.

Eu é quem devo agradecer, tenho recebido diariamente o relatório da situação de minha querida irmã e de como ela tem sido bem cuidada por seus criados lady Platt, é bom saber que ainda existem cristãos caridosos nesse mundo. – Declarou, e de fato o era verdade... Edward e Isabella estavam sendo cuidadosos ao mandar serem entregues relatórios quase que diários sobre a situação da rainha, na partida da irmã Aro e Caius fizeram questão de enviar junto com ela as folhas do chá que ela andava tomando dizendo ser importante ser dado a ela todos os dias como forma de terapia para sua depressão, é claro que os Platt ou diríamos Cullen sabiam do que se tratava e se fingiram de mortos apenas dizendo que iriam a ela dar... A conversa acabou caminhando para o seu fim e isso Isabella agradeceu fervorosamente... O homem retornou a carruagem e seguiu seu caminho.

Ser asqueroso. – Vociferou Rosalie e Isabella tremula tentava se recompor.

Vamos para casa. – Anunciou a nobre ansiosa para dali se retirar.

**

O mar estava tranquilo até então o que facilitava a viagem de nossos “templários”... No porão do navio estava acomodado o nobre alemão e podia-se dizer que de forma confortável o haviam deixado...

Os Volturi possuem muitos aliados... Acredito que pensar em vitória seria de sua parte um grande erro... The Hood. – Jogou o nobre Byers e Edward com um sorriso debochado o fitou.

Tu tens razão... Cantar vitória antes do tempo não é algo sábio... E lhe digo que não estou me sentindo assim, na verdade e isso o digo com segurança, estou na expectativa de ver um grande show se mostrar... É uma verdade que os Volturi possuem muitos aliados, mas também é bem verdade que o povo unido se mostra muito mais forte diante desses mesmos nobres aliados... – Argumentava e Riley arregalou os olhos.

Os movimentos que entre o povo tem surgido... A manifestação em frente a catedral... Tu... Tu estás com isso envolvido? – Questionou ao extremo da surpresa.

Eu? – Perguntou se mostrando afetado. – Por quem me tomas milorde... Sou apenas mais um no meio da massa... Massa essa que começou a abrir os olhos e agora resolver levantar os punhos... Disso para a luta armada é um passo não achas? – Perguntou ainda sorrindo e dando uma debochada piscadinha para o alemão. – Sabe Byers... Estamos na verdade a lhe fazer um favor... Levando-o de volta para tuas terras... No conforto de teu lar e familiares... Será muito melhor do que em Londres permanecer e ver o caos se formar, talvez a violência lhe atingisse, seria triste... A tempestade está a se aproximar por lá... E talvez a única coisa que impeça uma guerra civil seja realmente a volta de Ricardo...Vejas só, ainda farei de ti um herói... Sim, um herói que ajudou a salvar a paz na Inglaterra... Obrigado caro nobre!- Soltou por fim fazendo Byers calar-se diante da falta de argumentos para tal discurso.

...

Precisamos estar preparados nossa chegada à Alemanha será ao que tudo indica tranquila, sem grandes atropelos e se o Byers colaborar não teremos dificuldade em cumprir nossa missão... Mas atenção nunca é demais, se algo der errado e a violência se instalar precisaremos responder a altura, nos preparar para um contra-ataque. – Comentava Jasper.

Estais certo francês, mas não acredito que isso aconteça... Para mim Riley não nos causará problema algum. – Retrucou Edward seguro.

**

– Queres casar-se então com a filha do boticário Weber? – Questionou frei Young ao jovem Cheney e o rapaz assentiu sorrindo. – Ela por acaso sabe que tu és um “templário” do bando de The Hood? Sabe o que tu já fizeste? – Perguntou e Ben engoliu em seco. – Eu já imaginava que não. – Adiantou o frei. – Bem meu filho... É muito simples, digas a ela toda a verdade e eu os casarei. – Jogou o frei e o China, como chamava Edward, arregalou os olhos.

Mas frei e se acaso ela não me quiser? Pode assustar-se a pobrezinha... E...

– Se ela não te quiser é porque não te amas e isso será para ti um livramento... Porque meu filho casamento com amor já é um tormento imaginas sem amor... Não que eu tenha experiência no matrimonio, tenho eu apenas olhos para observar... – Argumentava o frei e Cheney resignado não tinha palavras para contestar.

**

Estais inquieto... O que passa noivo meu? – Perguntou Angela fitando com intensidade a face do jovem Cheney... O rapaz praticamente soava frio diante da situação e as palavras do frei vinham em sua mente... Tomando coragem, fechou os olhos com força...

Preciso te contar algo... – Disse baixo e Angela se colou atenta ainda fitando o semblante agora quase dolorido do noivo... – Vim de muito longe doce Angela... Estive nas terras da Palestina em meio à sangrenta Cruzada... – Iniciou com os olhos colados no horizonte relembrando os momentos em que lá viveu... – Eu... Teria morrido caso meus hoje amigos não tivessem por ali passado e o pequeno Kebi sendo corajoso não os pedisse ajuda... Eu teria com certeza morrido... – Explicava e em angustia Angela se colocou. – Quando aqui chegamos, bem as coisas foram acontecendo e não tinha como agir diferente... – Ele continuava e mesmo com medo expôs a jovem ao seu lado tudo o que passara, o nascimento de The Hood e seu envolvimento com os ataques e truques para isso usados...

Estais dizendo... Que... Que tu... Que és um rebelde participante do bando de... The Hood? – Perguntou baixo, demonstrando choque... Ben que ainda fitava o horizonte voltou seus olhos para Angela, ele estava com muito medo de perde-la era fato, mas enquanto lhe contava tudo percebia que o frei tinha razão... Iniciar um casamento em meio a mentiras não seria nunca uma opção viável... Então corajosamente Ben Cheney a fitou...

Sou um “templário”, fiz um juramento e sim... Faço parte do bando de The Hood e... Me orgulho disso! – Soltou seguro, embora seu interior tremesse com a consequência daquilo... Angela de séria de repente esboçou um sorriso que aos poucos se abriu e logo era intenso...

Sou noiva de um herói! – Exclamou com orgulho e Ben arregalando os olhos se pôs também a sorrir.

Me... Me achas herói? – Questionou com um tom mais descontraído.

De certo tu o és... Qualquer um que esteja ao lado de The Hood e com ele tenha lutado é com toda certeza um herói... O homem desafiou quem aqui estava nos roubando... Protegeu o povo que saiu das terras dos Newton... Como não seria um herói? É claro que é! – Argumentava... – Apresenta-me a ele? Pode ele ser nosso padrinho, o que achas? – Perguntou com empolgação e Cheney que sorria mostrou-se sério de imediato. – O que foi? – Inquiriu sem entender.

Estais muito interessada em The Hood... Acho que não foi uma boa ideia compartilhar contigo minha história. – Devolveu aos resmungos e Angela abriu e fechou a boca inconformada...

Ora essa... Que absurdo estais a dizer... Tinhas sim que me contar... Tens que me contar tudo como eu tenho que contar-te tudo de mim... Paras de bobagem Ben Cheney... Por quem me tomas? – Indagou se mostrando indignada. – Estou eu aqui orgulhosa de ti e sim quero conhecer o homem que lhe ajudou e lhe trouxe até mim... Não sejas absurdo e cries ideias erradas em tua cabeça. – Jogou cruzando os braços e fitando o horizonte se desviou dele.

Angela... Minha doce Angela... Não fiques comigo chateada... Estou com ciúmes é isso, ciúmes... Amo-te noiva minha...

– Um ciúme bobo é o que é, muito bobo. – Tornou a resmungar.

Desculpe-me sim, desculpe-me... – Pedia e se via ali que estavam bem, se via que se amavam e a imposição de frei Young só tinha os feito se tornarem mais próximos o que era bom, pois lhes fortalecia o relacionamento.

**

A tranquila casa de campo estava realmente fazendo bem a rainha, naquela manhã a mulher acordou sentindo-se muito melhor e algo esperado aconteceu... Sua lucidez fora retomada... A esposa de Ricardo notou logo de imediato que o quarto onde descansava não era seu aposento no palácio real e é claro estranhou, mas quando ia perguntar a criada que lhe ajudava a se recompor onde estava, lady Cullen apareceu em seu campo de visão com um sorriso acolhedor nos lábios...

Como é bom lhe ver acordada e saudável minha rainha. – Disse Esme feliz pela amiga... Berengária mesmo confusa sorriu de volta.

Tenho andando fraca, cansada em demasia minha amiga... Ver-te hoje parece ter trazido-me um renovo... Sinto-me muito melhor... Mas...

– Sim, não estais no palácio... Estamos em uma casa de campo ao sul de Londres. – Explicou segurando em mãos a carta de Aro para a irmã.

Estou confusa... Não entendo por que aqui estou... Onde estão meus irmãos? Meus criados... – Questionava.

Dom Volturi pediu que lhe entregasse esta mensagem assim que se sentisse melhor... – Afirmou dando o papel a rainha que logo pôs-se a ler... O conteúdo dizia que seus irmãos preocupados com sua saúde a teriam enviado aquele local para poder descansar e tão logo fosse possível iriam visita-la, mas se contudo ela necessitasse retornar ou precisasse da presença de um deles ali era só ordenar que eles viriam... Berengária ainda enganada achou carinhosa a forma como o irmão a estava tratando, imaginava que ele a tinha enviado para lá por se preocupar apenas com seu bem estar o que era a maior mentira...

Eles sempre preocupados comigo. – Jogou sorrindo e Esme suspirou triste fazendo a rainha notar. – O que se passa amiga, me diga lady Cullen... Algum problema está a passar? – Perguntou e Esme lhe fitando séria demais...

Berengária... Sempre fomos amigas, desde que casou-se com Ricardo e para nossa amada Inglaterra veio viver... – Iniciou Esme. – Diga-me, acha-se hoje bem disposta, de fato acordada e sem sono algum não é mesmo? – Questionou e a mulher lhe devolveu assentindo com a cabeça. – Se disser que estavas até então sendo dopada por conta de um chá que estavam fazendo-a ingerir diariamente... O que pensaria? – Perguntou e a rainha pôs-se a pensar.

Eu sendo dopada? – Ponderou.

Berengária... Muitas coisas tem acontecido em nosso reino... A doce Inglaterra anda sofrendo e muito... – Começou Esme e Berengária passou a ouvi-la atenta... Ora descrente, ora horrorizada... A mulher embora não fosse inglesa aprendera a ter por aquela terra e povo um amor incondicional assim como seu rei e agora ouvia histórias e mais histórias de uma Inglaterra destruída...

Como assim teu filho anda sendo caçado por meus soldados? – Inqueriu indignada.

Edward não fez o certo é verdade... Tão jovem como é agiu por impulsividade e cometeu erros contra o poder publico... Mas entenda minha amiga o povo tem sido diariamente roubado, usurpado em seus direitos... E enquanto isso nossa rainha estava sendo paulatinamente distanciada de sua realidade... – Explicava e Berengária estava ficando em pânico com a constatação... – Podes achar que estou inventando, tentando coloca-la contra teus irmãos... Mas a ultima noticia e mais aterrorizadora com certeza irá leva-la a acreditar... Nesse momento meu filho e marido junto com amigos estão navegando rumo a Alemanha para resgatar teu rei que lá está preso e digo mais... Sua prisão está ocorrendo com o consentimento de teus irmãos que mancomunados com um tal lorde Byers o mantem em sua propriedade em terras alemãs. – Finalizou e a rainha com a mão na boca se mostrava em choque mortal.

Não pode ser... Esme... Tu deves estar confusa... Entendo que o povo tem sofrido... A guerra tem nos castigado, mas algo assim realizado por meus irmãos... Pelas chagas de Cristo... Aro é bispo, um homem religioso e temente a Deus... Jamais faria isso... Eu...

– Berengária... O povo tem saído as ruas gritando palavras de ordem... Londres anda em caos... Tu falas da guerra a nos derrotar, pois saibas que a guerra já terminou a tempos e esta deu-se por uma trégua assinada entre teu marido e Saladino, depois de assinarem essa trégua Ricardo partiu em direção a Londres, mas foi sequestrado no caminho e está sim sendo mantido preso na Alemanha... Minha amiga, estais sendo enganada e quase fostes morta por conta deste maldito chá. – Declarou com veemência levantando-se ao fim da cadeira que ocupava em frente à amiga... A rainha ainda em choque colocou-se em silencio e logo lagrimas banhavam seu rosto... Esme resolveu dar espaço a amiga e indo até uma grande janela passou a observar a paisagem enquanto Berengária remoía cada palavra ouvida e juntava com o que tinha de verdades em sua consciência... Lembrando-se de tudo que até hoje passara... Da chegada de seus irmãos dizendo que haviam decidido vir ajuda-la, consola-la por conta da ausência de seu rei... Berengária passou a ponderar com consciência o quanto Aro aos poucos passou a se envolver com os assuntos do reino colocando-se em seu lugar e o pior com sua anuência... Um soluço preso em sua garganta desprendeu-se demonstrando sua agonia e Esme se voltando para amiga compadeceu-se...

Minha culpa... Foi tu... Tudo minha culpa! – Afirmou entre soluços e lagrimas tentando conter a histeria... Esme dela se aproximou pegando em sua mão tremula.

Minha querida, não se martirize sendo que as más intenções não partiram de ti. – Falou a nobre Cullen.

Por todos... Os... Santos Esme... Me... Meu irmão é um... Bispo da santa igreja... Como pode... Agir assim? – Indagou inconformada ainda aos prantos... A rainha agora sabia de toda a verdade e infelizmente não tinha como duvidar... Esme tratou de anima-la dizendo que em breve ela veria seu marido... Afirmava convicta que rei Ricardo estaria retornando para seus braços são e salvo...

**

Os dias seguiram e enquanto Edward e os “templários” navegavam rumo a Alemanha Esme passou a esclarecer os planos armados para desmascarar os Volturi... Esme afirmava que o povo andava revoltado, sendo violento em muitos momentos ameaçando os nobres da corte... Disse também a Cullen os nomes de todos os nobres que corrompidos estavam ao lado de seus enganadores irmãos... Berengária passava por picos de revolta e amargor sendo esse apenas amenizados por lembrar-se de que Ricardo estaria sendo resgatado e logo retornaria a seus braços...

Minha amiga... A ideia de seus irmãos era divulgar em toda Londres que Ricardo estava sendo mantido preso na Alemanha como se eles nada tivessem com isso... Agora imaginas se o povo revoltado como anda ouvisse tal informação... Iria é claro exigir que nossa Inglaterra se colocasse em guerra contra a Alemanha... O que seria nossa morte tendo em vista que nossos recursos estão escassos... O exercito está à zero... Carl me esclareceu que não temos nem armaduras suficientes para nossos soldados se proteger... – Explicava e Berengária se colocava pensativa segurando sua revolta e canalizando suas forças para o momento certo.

**

– Eu queia o papai Edwald aqui... Tô de saudade. – Declarava Paige encolhidinha nos braços da mãe.

Meu amorzinho... A mamãe também quer ele aqui, mas vamos nos animar sim? Logo, logo ele retorna cheio de beijos e abraços para dar a sapequinha dele. – Soltou beijando e apertando-a mais e mais em seus braços.

Um fica tiste Paige... Eu tô aqui pa defende você... Nenhum monsto vai enta aqui em casa, nenhum. – Declarou um Nolan todo imponente e Isabella teve naquele momento vontade de também aperta-lo em seus braços... A jovem estava assim como Paige saudosa de seu estrupício, mas principalmente andava preocupada... A falta de noticias a deixava em angustia sem saber ao certo se tudo andava bem... Queria poder algo fazer para mudar isso, mas nada podia a não ser aguardar...

**

Após longos dias, tendo a grande embarcação passando por tempestades e mares revoltos o navio dos “templários” aproximava-se da região denominada Alemanha... A cansativa viagem estava chegando ao seu objetivo principal... Durante todo o percurso... Edward, seu pai e até mesmo Jasper tiveram várias e várias conversas com Riley Byers e em todas elas deixavam claro que para o alemão seria realmente o melhor ajuda-los sem resistência... Do contrario grandes problemas teria com o risco até da vida perder... Riley Byers sempre fora um fanfarrão oportunista que vivia na barra das vestes de seu primo, o imperador da Alemanha, e havia entrado nessa por ver nisso algo lucrativo e ainda lhe proporcionar uma viagem até a corte inglesa onde ele sempre ouvira possuir lindas mulheres... Contudo após o sequestro de Ricardo... Lorde Byers garantira a seu primo que toda aquela manobra lhe daria uma Inglaterra como vassala dos alemães e muito dinheiro sem que ao menos o imperador alemão precisasse levantar um dedo ou pior entrar em guerra, coisa que não lhe interessava... Tudo seria feito com tranquilidade... O imperador acreditou e avalizou os planos de seu primo com os Volturi... Agora Byers tinha a certeza, depois de ver o povo inglês em revolta e cheio de atitudes que a Inglaterra ao descobrir o paradeiro de seu rei iria na verdade querer uma guerra e muito provavelmente não ganhasse por conta de sua atual falta de estrutura, mas ainda assim daria dor de cabeça a seu primo e isso o imperador não perdoaria e pior poderia puni-lo de forma severa e fatal... O navio atracou no porto próximo à propriedade de Byers... Sim, o jovem lorde resolvera colaborar e indicou o caminho...

Fostes sábio caro Byers, fostes sábio. – Afirmou Edward assim que o navio ancorou no porto... Edward, seu pai e os “templários” sentiram-se bem sucedidos ao ter a certeza de que seus planos estavam sendo executados com precisão... Se entreolharam enquanto o navio adentrava a baía e com sorrisos...

PELA CRUZ E PELA ORDEM! Bradaram em uníssono... O jovem Cullen voltou-se para Riley...

Façamos o combinado, sem grande alarde, na perfeita paz e saímos todos com uma rica vida para ainda desfrutar não é mesmo milorde? – Questionou piscando e dando-lhe passagem para descer do navio com suas próprias pernas como se acabasse de retornar de uma tranquila viagem turística...

Spoiler —

A luminosidade brilhosa e avermelhada estourava a frente fazendo todos arregalarem os olhos, e enquanto a cor se desvanecia deixava em seu rastro uma fumaça avermelhada, semelhante à mágica...

A danação do demônio! — Alto exclamou.– Por todos os modos Edward o que é isso? Magia? – Indagou em choque rei Ricardo e Edward riu bem humorado.

Será essa a tua aparição no meio do povo majestade. – Declarou Edward e Ben Cheney muito satisfeito se colocava ao lado dos amigos “templários”...

Notas finais
Pois é estamos caminhando para o fim e preciso saber o que estão achando de tudo. Podem me dizer? Quero esclarecer que a trama em si, fala de momentos históricos como, por exemplo, o sequestro de Ricardo Coração de Leão que realmente aconteceu pelas mãos de um lorde e este o entregou de fato ao imperador alemão... Mas é claro que eu estou aqui usando isso como artificio a meu favor, mudando uma ou outra coisinha aqui e ali... É fato que viajar de navio de Londres até a Alemanha é algo trabalhoso e sua rota é muito complexa nada próxima a uma linha reta, mas vamos aqui fingir que foi assim e pronto ok? Bem ficarei aqui no aguardo da opinião de cada uma certo? Lindas fantasminhas vocês ainda tem a chance de sua opinião dar e lhes garanto ela será mais do que bem vinda! -;- As novidades chegam antes no Facebook - Lu Nandes Fanfic's, não se esqueçam e para aguçar um pouco sua curiosidade vale ressaltar que o trailer da próxima Fic já está lá postado para a sua apreciação e ao longo da semana outras novidades sobre o novo projeto vão surgir por isso fique atento ok? -;- Obrigada por mais uma vez aqui estarem, espero que de fato esteja gostando, nos encontramos em breve, bjos e até mais com The Hood!