The Hood
13 Ser nobre...
Notas iniciais
“A virtude é o primeiro título de nobreza; eu não presto tanta atenção ao nome desta ou daquela pessoa, mas antes aos seus atos”. Jean Molière
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– Música sugerida (The Legend Spreads – James Horner) -
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O cheiro não era agradável, semelhante a algo velho talvez pensava a Swan... Isabella aproximou-se de um dos caixões percebendo que não estavam lacrados e sim apenas tampados...
– Eu não acho que ao atacarem a floresta possam descobrir o esconderijo. – Soltou Edward e Isabella ouvindo sua voz voltou seu rosto para Nolan que ainda observava os caixões ao seu lado...
– Nunca se sabe... Eles podem querer vasculhar tudo atrás de um de nós... Atrás de ti. – Retrucou Jasper.
– Pensei em enterrar, demarcar um local aqui próximo e enterrar... As peças já estão nos caixões mesmo, ninguém desconfiará que se trate de tesouros ao invés de gente morta... – Declarava o Cullen e na mesma hora Isabella abriu a boca em constatação... Sem demora e com esforço levantou a tampa do esquife a sua frente... Ouro e prata lhe saltaram os olhos... O cheiro semelhante a algo ruim vinha das caças a muito retiradas dos caixões, deixaram para trás um rastro mínimo de seu odor insuportável e acompanhado da pouca ventilação no local fazia o cheiro permanecer...
– Santa mãe de Deus! – Disse baixinho admirada.
– Tá fedido. – Argumentou Nolan um tom acima despertando a atenção de Edward e Jasper, ambos arregalando os olhos correram para o local... Isabella percebendo a presença dos rapazes na entrada nem se deu ao trabalho de virar-se, antes...
– O que no inferno significa isso? – Jogou voltando-se para eles em seguida... Os rapazes ainda com os olhos arregalados se viram sem palavras. – Cullen? – Chamou com as mãos na cintura... Edward piscou varias vezes... Nolan olhando de Isabella para os rapazes apenas acompanhava a cena tendo dos dedinhos tampando as narinas.
– O que estão fazendo aqui? – Questionou Edward e Isabella levantou as sobrancelhas em desafio o provocou. – Homessa. – Disse bufando.
– Estou esperando. – Avisou a Swan cruzando os braços.
– Essa é tua, estou saindo. – Falou Jasper retirando-se de fininho e deixando a questão nas mãos de Edward.
– Tu és uma intrometida magricela. Declarou o Cullen.
– Não me provoques. – Devolveu séria... Edward fitou o pequenino...
– E tu tampinha deu para ser xereta agora? – Jogou.
– Eu tô saino tamém. – Afirmou Nolan dando um passo a frente, tentando mais uma vez fugir... Mas Isabella agarrando seu ombro...
– Alto lá... Vais comigo para o banho e você... Disse a Swan com o indicador apontado para Edward. — Estrupício... Vais junto e me explicas o que significa isso... Tudo aqui. – Declarou frisando bem a frase final com o indicador agora a circular pela sala trazendo a Edward ainda mais insatisfação... Nolan bufou audivelmente.
– Todo dia banho... Todo dia... Pa que isso? Um pecisa... – Soltava com carinha de bravo enquanto Isabella o empurrava para fora da gruta... Jasper do lado de fora apenas esperava o desfecho, ele e Edward se entreolharam e em uma conversa muda constataram que não havia escapatória...
– Acho melhor que Alice já ouça a mesma explicação... Assim me poupa saliva. – Esboçou o francês.
– Edward? – Chamou Isabella fazendo o nobre revirar os olhos.
– Não vou fugir Swan... De banho no garoto e nos encontre na gruta em seguida... Traga a bruxinha consigo. – Disse contrariado e Isabella com os olhos em fenda caminhou distanciando-se deles e levando ao seu lado um pequenino emburrado...
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– Ora vamos, não é tão ruim assim... A água está quentinha... – Dizia Isabella auxiliando o pequenino ainda emburrado e já dentro da tina d’água.
– Isso é coisa de maicas. – Declarou com um biquinho ao final.
– Não é não... Veja Edward... Toma banho todos os dias... Isso é coisa de cavaleiro isso sim. – Afirmou jogando água na cabeça do pequeno... Sem perceber Isabella estava cada dia mais e mais familiarizada com a obrigação que tomara para si de cuidar de Nolan e Paige.
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Todos se entreolhavam... Os rapazes desconfiados e as duas moças que os fitava de forma analítica... Alice ainda não sabia ao certo do que se tratava, mas desconfiava que coisa boa não era pela expressão séria de Isabella...
– Estou a esperar Cullen. – Declarou a Swan... Estavam todos ali, Emmett, Mike, Ben e Jacob ao lado de Edward e Jasper.
– Ok... Ok... Caros amigos... Lady Swan... De forma... Intrometida... – Soltou fazendo Isabella quase fechar os olhos de tanto que os espremia em revolta.
– Ora seu... Eu não fui intrometida... Eu... Estava à procura do fujão do Nolan para leva-lo ao banho. – Retrucou em revolta.
– O moleque é uma figurinha mesmo. – Disse Emmett sorrindo, mas logo parou ao ver a feição ainda séria de Edward.
– Que seja... O fato é que ela e o tampinha descobriram o tesouro... – Constatou Edward.
– Tesouro? – Questionou Alice intrigada se voltando para Jasper de forma questionadora e o francês desviou o olhar.
– Sim, tesouro. – Respondeu Edward contrariado.
– Eu ainda estou esperando. – Provocou Isabella fazendo Edward se irritar ainda mais, as mãos agora em punho comprovavam isso...
– Inferno! – Vociferou. – Irei contar e espero não ser interrompido, pois não repetirei. – Advertiu e em seguida iniciou o discurso... Os rapazes apenas acompanhavam e atentas Isabella e Alice ouviam...
– Está dizendo que descobriram os tesouros do rei Salomão? – Soltou Alice surpresa.
– Sim e graças ao francês e sua insistência. – Afirmou Edward levando aos lábios de Jasper um sorriso de satisfação.
– Fizeram então um pacto... E o tesouro seria dividido entre vocês seis. – Concluiu Isabella.
– Seria não, será! – Afirmou com veemência o Black.
– Na verdade nós cinco dividiremos... Emmett sendo meu criado não entra na divisão. – Declarou o Cullen com arrogância e McCarty de cabeça baixa se manteve... Isabella fitou incrédula a atitude do Cullen que apenas devolvia-lhe o olhar.
– Agora que elas sabem... A situação fica ainda mais complicada. – Declarou Mike.
– Está a nos considerar uma ameaça Newton? – Retrucou Isabella de forma intimidadora.
– Não somos fofoqueiras, nunca iriamos contar a quem quer que seja. – Pronunciou-se Alice demonstrando sua contrariedade.
– Alice é noiva do francês... Não iria prejudica-lo... E Isabella... Bem... Está com o Cullen então... – Concluía Jacob e a Swan se virando para ele, com as mãos na cintura, olhos em fenda...
– Como é? Que história é essa de eu estar com o Cullen? – Perguntou de forma ainda mais intimidadora.
– Acho que está na hora de sair... Preciso ir a Carlisle. – Esquivou-se Cheney.
– Eu também tenho afazeres... Preciso ver como está a construção das armadilhas. – Disse Mike também tentando se esquivar e dando um passo em direção à saída...
– Eu fiz uma pergunta e exijo resposta. – Soltou Isabella um tom acima fazendo todos pararem onde estavam... Novamente se entreolharam...
– É como disse... Não somos fofoqueiras não é mesmo? Os rapazes também não o são... E nós... Nós não ligamos para fofocas. – Declarou Alice tentando amenizar.
– O que está acontecendo aqui? – Questionou Edward também intrigado... Agora ambos esperavam por respostas.
– Edward... O povo fala. – Soltou Mike.
– Fala o que? – Vociferou Isabella indo em sua direção.
– Ora... Fala. – Devolveu dando um passo atrás.
– Jasper? – Chamou Edward, a situação ficara estranha entre eles... Ninguém queria jogar na roda os comentários de alguns na vila sobre Isabella andar dormindo no mesmo espaço que Edward... Para todos aquilo era um escândalo já que a moça sendo donzela não deveria dar-se ao desfrute compartilhando do leito com um homem que não fosse seu marido... É o povo estava a comentar...
– Estão a comentar sobre Isabella e você dormirem... Dormirem no mesmo cômodo. – Contou Jasper.
– Como é? – Retrucou raivosa a Swan.
– Mas são língua solta mesmo... Que abuso! – Esbravejou Edward.
– Bella... Não estamos dando confiança a nenhuma palavra... São apenas falatórios infundados... E de mais a mais os pequenos estão dormindo com vocês e...
– E nada... Não estamos dormindo juntos... Diabos... Eu... Edward... Nunca! – Soltou atordoada e no mesmo instante os olhos de ambos se conectaram e a moça desviou os seus envergonhada.
– Não quero saber de onde surgiu isso... Vou apenas avisar e exijo que repassem... – Dizia Edward de forma enérgica sem tirar os olhos da Swan. – Advirtam que se alguma palavra a mais sobre isso for dita... A boca de quem a soltou vai sair daqui junto com o corpo e sem permissão de volta... Não admito que falem de mim ou de lady Swan pelas costas... Ainda mais sendo essas palavras calunias contra a honra de uma donzela. – Disse solene ao final e todos assentiram se retirando... Isabella ainda incomodada se manteve parada... Edward permanecia fitando-a... Emmett estava se retirando e Isabella aproveitando a oportunidade, voltando-se para Edward...
– Depois de tudo que passaste... A guerra e todo o sofrimento vindo com ela... Tenho certeza foram momentos até mesmo humilhantes... – Dizia despertando a atenção de Edward e de Emmett que parando resolveu ouvir. — Ainda assim trata a Emmett como a um criado... – Comentou inconformada e McCarty arregalou os olhos surpreso, em seguida abaixou a cabeça... Para Isabella não existia de fato esse distanciamento, alias, a moça achava absurdo esse comportamento de superioridade elitista, ela não permitia que em sua frente ninguém se colocasse menos ou mais do que ela... Todos eram iguais em sua opinião, um servindo ao outro assim deveria ser a humanidade... Edward sem palavras fitou a Emmett que com a cabeça baixa permanecia... Para McCarty a forma como Edward o tratava muitas vezes incomodava, mas o rapaz preferia pensar que era o certo, que a tradição era essa e deveria ser seguida... Mas isso não queria dizer que não se sentia inferiorizado...
– Eu... Bem... É a tradição! – Soltou Edward sem saber o que dizer de fato. – Emmett sabe que o considero... Não sabes? – Soltou voltando os olhos para o rapaz.
– Estou aqui para servi-lo milordi. – Afirmou mantendo a cabeça baixa, mas em seu interior, pela primeira vez na vida, um que de raiva se acendeu e Edward notou que algo estranho ali se instalara entre eles...
– Você é um hipócrita! – Jogou Isabella e Edward a fitou com a testa franzida. – Quantas vezes Emmett lhe ajudou, lhe protegeu por pura amizade, companheirismo? Ora essa... Tu se sentes superior... Mas na verdade é tão mortal quanto qualquer outra pessoa... Um porco hipócrita é o que é e ainda se diz amigo...
– Sua abusada. – Disse dando um passo a frente e Emmett mais uma vez arregalou os olhos ao levantar seu semblante...
– Estou eu por acaso dizendo uma inverdade? – Questionou a Swan empinando o nariz e se mantendo no mesmo lugar sem ao menos incomodar-se com a postura agressiva que Edward tomava no momento... O nobre, respirando pesadamente, deu um passo atrás sem saber como portar-se já que seu interior sabia ser cada palavra dita por ela uma verdade...
– Desde que o mundo é mundo as coisas são assim... – Comentou baixo tentando justificar-se e voltando os olhos para Emmett... Isabella aproximou-se de Emmett e pegando em sua mão notou o que já imaginava, ele não possuía a cicatriz do pacto o que comprovava seu julgamento da situação...
– Com todos os rapazes fizeste um pacto, todos possuem uma cicatriz deste mesmo pacto... Mas Emmett não a tem... – Declarou ao soltar a mão de McCarty e voltar-se para Edward.
– Ele não precisava já que... — Argumentava Edward.
– Já que você tinha o feito... Claro, sua palavra vale pela dele, ele não tem opinião própria, não pode ter... O seu senhor o faz por ele... O seu senhor é quem decide... – Dizia cortando o Cullen e dele se aproximando, ao chegar bem perto... – O seu senhor se acha tão bom e tão benevolente que se esquece que em todos os momentos em que esteve em apuros teve o seu lacaio ao seu lado cuidando e protegendo-o, esteve ele ao SEU LADO em pé de igualdade... Não como a um servo, mas sim como a um amigo. – Soltou cutucando o tórax de Edward com o indicador. – Tu és um hipócrita nojento, é o que és Edward Cullen! – Afirmou e se retirando e deixando ali um Edward sem palavras e um Emmett estupefato... Piscando varias vezes o Cullen voltou-se ao seu fiel escudeiro que em choque ainda se encontrava ali na entrada parado...
– Emm... – Disse baixo despertando McCarty.
– Milordi... Com sua licença. – Declarou Emmett se retirando, fugindo de uma conversa, e deixando ali um incomodado e confuso Edward...
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A movimentação na vila não passou despercebida por Isabella que fitando cada rosto que ali encontrava se viu revoltada por saber agora que andavam maldizendo-a, a vontade de chorar lhe atingiu, mas segurando-se ela continuou a caminhar se afastando dos olhares de todos...
– O que está acontecendo? – Questionou Rosalie ao ver Isabella se afastar na mesma hora em que Emmett com o semblante baixo se retirava da gruta.
– Ao que parece as coisas ficaram tensas ali dentro. – Declarou Leah.
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Distanciando-se da vila Isabella caminhou pensativa, atordoada... Estavam falando dela, duvidando de seu caráter, pensando que ela andava aos desfrutes com o Cullen... Mas ela andava de fato aos desfrutes com aquele estrupício hipócrita, constatava e aquilo lhe deixava entre o envergonhada e o raivosa consigo mesma... Viu ao longe alguns homens debruçados sobre redes feitas de grossas cordas... As armadilhas estavam sendo preparadas para os invasores... A calmaria externa seria breve ao que tudo indicava... Sim, calmaria externa, porque internamente a moça estava a ferver de raiva de vergonha... Já a calmaria externa era de fato breve e isso a Swan sentia como algo palpável pela certeza de que logo uma guerra se instalaria e aquilo lhe causava medo... Tanto já perdera, tanto chorara pelos pais, por Swan destruída... Ainda perderia mais, ainda sofreria mais? Um medo apossou-se de si e o choro não pode ser contido... Afastou-se um pouco mais e tendo seus medos como companhia chorou em silencio... Lembrando-se de sua mãe, de seus ensinamentos... Dos carinhos de seu pai e do respeito e confiança que sempre depositara nela...
– Teriam hoje... Agora... Vergonha de mim? – Questionava chorosa ao tentar em vão enxugar o rosto... A pequenina Paige viu Isabella distanciar-se e de forma silenciosa e sorrateira a seguiu...
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– Emmett? – Chamou Rosalie aproximando-se do jovem que próximo a nascente se via pensativo e um tanto entristecido... Ele voltou-se para o chamado e a moça notou seu semblante caído. – O que se passa? – Perguntou preocupada ao aproximar-se dele.
– Nada de novo Rose... Apenas eu... – Disse desviando seus olhos dos dela. – Apenas eu e minha condição. – Concluiu e a moça franzindo a testa incomodou-se com o tom por ele usado.
– Condição? – Perguntou baixo... Emmett respirou fundo, virou-se totalmente para ela tomado de coragem e pegando em suas mãos...
– Quem sou eu minha dama? Quem sou para que possas a ti oferecer algo? Quem sou para que tu me tenhas em grande conta? – Perguntava e o coração de Rosalie se apertava por ele, por sua dor mesmo ela não entendendo ou sabendo de onde vinha.
– Emm... – Soltou pesarosa.
– Sou eu digno? Não, sou apenas um criado que nada tenho a oferecer e... – Continuava e ela puxando uma de suas mãos, que ele segurava entre as suas, colocou seu indicador sobre os lábios dele o calando.
– Tu és Emmett McCarty... Meu... Doce e gentil cavaleiro a quem eu... A quem tenho admiração e um imenso carinho. – Declarou contendo o que de fato sentia, o rapaz soltou um sorriso envergonhado... Tristonho.
– Mereces mais do que um infeliz escudeiro... Um reles criado. – Disse ao pegar na delicada mão e tira-la de seus lábios a trazendo em seguida para si e depositando na palma um beijo devoto fazendo aquecer o coração e corpo da donzela.
– Não... Tu não és um reles criado... Tu és... Tu és... Meu Emmett, um gentil homem! – Afirmou corajosa aproximando-se de ímpeto e tocando os lábios dele com os seus deixou em choque o rapaz... O beijo se deu e é claro McCarty aproveitou de algo que tanto esperava, ansiava mesmo que naquele momento se achasse o mais indigno.
– Rose... – Soltou quase engasgado pelo calor que seu corpo transmitia vindo da excitação pelo contato com sua amada... Rosalie espalmando sua mão direita no tórax do rapaz.
– Tu és meu Emmett... – Frisou. — Um homem de coração nobre! – Afirmou mais uma vez sorrindo para ele e descansando sua face no largo e forte tórax do rapaz e ali ficou sendo por ele abraçada...
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O trote alto dos cavalos era frenético... A tropa queria chegar ainda de dia a Carlisle... A ânsia por cumprir as ordens recebidas era grande e isso se dava ao fato de terem em mente a promessa feita por Caius Volturi ao capitão e repassada aos soldados, o responsável por dar fim a The Hood levaria as mil moedas de prata, ou seja, a luta pela oportunidade de matar o rebelde era agora gigantesca...
– Vamos rapazes... Apressem-se... Quero amanhã mesmo iniciar a caça ao tal The Hood. – Afirmou sorrindo Royce, o capitão da guarda real.
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– Poi que você tá tiste? – Questionou Nolan adentrando a gruta e vendo o Cullen de cabeça baixa... O nobre ao levantar os olhos encontrou o garoto.
– Eu não estou triste tampinha. – Devolveu Edward.
– Feliz você um tá. – Concluiu tirando do rosto do Cullen um triste sorriso.
– Me achas ruim Nolan? Achas-me um homem mal? – Questionou.
– Não... Você é amigo de eu... É bonzinho... Ajudou eu e Paige... – Dizia dando um passo a frente.
– Eu sei que não sou bom... Mas ruim em demasia também sei que não sou... – Falava pensativo... As palavras de Isabella e a reação de Emmett deixaram o rapaz confuso e desconfortável.
– Miloide... Um fica assim... Eu ajudo você. – Declarou o pequeno tocando no quadril de Edward... Ouvir o titulo, aquela expressão tão comum causou pela primeira vez na vida estranheza a Edward... Abaixou-se a altura do garotinho... Fitou-o nos olhos, nos expressivos e acinzentados olhos...
– Nolan... Eu nunca pedi que me chamasse de milorde, nunca exigi isso de ti... Quando me apresentei a você e a Paige disse meu nome... Lembra-se? – Questionou e o pequeno assentiu. – Por que então me chamas de milorde? – Indagou.
– Poique você é podeoso... Seu papai é loide... É po isso. – Respondeu gesticulando e Edward sorriu ao constatar a ingênua simplicidade do garoto.
– Pois quero que me chames de Edward... Não me chames mais de milorde... Apenas Edward, certo? – Pediu.
– Edwad... Tá bom. – Devolveu e o Cullen lhe bagunçou o cabelo de forma brincalhona... Algo dentro dele parecia se refazer, parecia estar sendo moldado... Ele ainda não entendia bem... Tudo pelo que passara tudo o que fora até aquele momento... A guerra, a convivência com seus amigos antigos e novos... A floresta de Forks e agora seus habitantes... Seus feitos junto com seus companheiros... A descoberta do tesouro... A situação de seu país... Encontrar Nolan e Paige em meio ao caos... Sua cabeça a premio... Isabella... Os sentimentos que ela lhe despertava... Sobretudo Isabella e o que sentia por ela e não entendia ou fazia questão de não entender...
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Isabella sentiu que era observada, voltou seus olhos para os homens ao longe atarefados na construção das armadilhas e teve a certeza de que eles não lhe davam conta por estar ali, virou-se para o outro lado e viu o que antes não havia reparado, encostada a uma frondosa arvore estava a pequenina Paige...
– O que fazes aqui Paige? – Perguntou aproximando-se dela.
– Queia fica cum você. – Respondeu suave... A garotinha ao ver Isabella saindo da gruta notou que o semblante da moça era de inconformidade e tristeza e resolveu então ir atrás dela... Não porque algo pudesse fazer, sua pouca idade não lhe dava esse discernimento, mas seu coraçãozinho gritava para que ela agisse mesmo sem saber como, e agora... Em frente à Isabella a pequenina não sabia como agir... A Swan ajoelhou-se a frente da garotinha e sem mais dizer a abraçou e o choro se fez presente mais uma vez... Aquele abraço, ela necessitava dele...
– Se é o que queres, posto que se faça. – Declarou Isabella sorrindo em meio as lagrimas que por seu rosto ainda desciam e a pequenina as notando levou suas mãozinhas para ali fazer o trabalho de enxugar o lindo rosto.
– Você é bonita... Um choia. – Dizia baixinho como de costume e aquilo incendiou o coração da jovem fazendo-a agarrar a pequenina mais uma vez e mesmo coberta pelos cachos aloirados...
– Bonita és tu... Minha pequenina. – Afirmou com a voz embargada.
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O dia correu na vila, a movimentação continuou... A construção de armadilhas permanecia intensa bem como as catapultas desenhadas por Ben e Jacob... Harry em Swan liderava os homens na limpeza e reconstrução das casas deixando por ultimo a reconstrução da grande casa como Isabella o havia pedido... A jovem achava que se deveria primeiro beneficiar as famílias que ali viviam e sua parte depois seria feita... Aproveitando-se disse James notando que a reconstrução tomava tempo dos homens, e com isso a segurança não era importância, infiltrou alguns de seus soldados no meio com a intenção de aproximar-se mais uma vez do lenhador Maccoy... O homem andava trabalhando e muito, cortando lenha e mais lenha, toras e mais toras para ajudar na reconstrução... Depois do ocorrido, depois das ameaças que Edward o fizera ao adentrar em sua casa o homem andava silencioso, mas não menos revoltado... Sim, ele era revoltado com a vida, com sua condição miserável de vida, mas o que ele não percebia é que sua condição se dava ao seu vicio que o impedia de prosperar... Tudo o que ganhava gastava com bebidas e sua família que devia ser beneficiada, cuidada, protegida era por ele negligenciada e por sorte e graça sempre recebera ajuda dos Swan...
– Como vai grande lenhador? – Perguntou um dos homens de Gigandet e Maccoy desconfiado o fitou.
– Desejas algo? – Questionou enxugando o suor do rosto e deixando descansar o machado que empunhava em cima de uma tora... O soldado sorriu...
– Trago-lhe um recado Maccoy... Meu senhor... Caso não se lembre lhe presenteou a um tempo atrás com uma generosa rodada de vinho e por a caso gostaria de repetir o feito e talvez lhe dar algumas moedas tendo em troca apenas a sua companhia para uma boa conversa. – Declarou.
– Seu senhor? – Questionou o lenhador de forma ainda mais desconfiada... De tão bêbado que estava na época pouco se recordava de ter conhecido Gigandet e seus homens...
– Sim, meu senhor... – Respondeu abrindo a mão e mostrando um punhado de moedas de ouro fazendo os olhos do lenhador brilharem de imediato...
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O banquete ostentava luxuria... Bebiam e comiam sorrindo satisfeitos...
– O imperador ficará muito feliz ao receber o novo carregamento de especiarias, armamento e mantimento, mas o fato de não ter pago as taxas nos portos ingleses será com certeza visto por ele um maravilhoso presente... – Comentava Riley com Aro que sorrindo apenas assentia... Os portos ingleses estavam abertos por completo a qualquer navio alemão que por ali passasse e sem custo transitavam levando e trazendo mercadorias e de cada mercadoria transportada uma parcela era deixara aos cuidados dos Volturi que é claro faziam aquilo virar ouro e prata em seus bolsos e enquanto isso a economia inglesa se afundava um pouco mais...
– Me alegra saber que o imperador está satisfeito... Estamos aqui para servir ao nosso semelhante bem como disse nosso senhor Jesus nas sagradas escrituras. – Declarou o clérigo, a questão é que o semelhante era ele mesmo e apenas ele.
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Edward havia comentado com seu amigo China a ideia que Isabella tivera de fabricar zarabatanas e dá-las as mulheres e crianças da vila para que pudessem se necessário fosse defender seu território... O rapaz pensando naquilo resolveu mais uma vez inovar. Era mais um final de dia em Forks e os trabalhos já estavam se encerrando... A cantoria logo começaria na praça bem como os assados de Druides e suas moças... Os "templários" estavam se achegando para junto com Edward finalizar o dia como de costume prestando seus relatórios sobre cada feito... Emmett um pouco mais animado estava com Rosalie ao seu lado...
– O que queres mostrar China? – Perguntou Edward com Nolan ao seu lado... Ben juntara a zarabatana com a pólvora por ele fabricada... Com a ajuda de Jacob forjara um cano de ferro e dentro do cano colocou uma roliça pedra junto com um pouco de pólvora e com um pequeno pavio na ponta...
– Meu novo invento. – Afirmou o China tendo Jacob com um largo sorriso ao seu lado, o Black já sabia do que se tratava porque seu amigo lhe tinha explicado na teoria... Sem mais nada dizer Cheney virou o cano para o lado das arvores, onde nenhuma pessoa transitava, acendeu o pavio e incendiando a pólvora impulsionou a pedra a uma velocidade letal... O feito surpreendeu a todos que estavam à volta... Isabella chegara a pouco com Paige ao seu lado e a pequenina ouvindo o estrondo agarrou-se as pernas da Swan... Druides ao lado horrorizada...
– Bruxaria... É o que é! – Exclamou e Edward riu satisfeito com o que via...
– Céus é a mais potente arma que já vi. – Afirmou Jasper maravilhado.
– Como fizeste isso? Digas. – Pediu Emmett também surpreso.
– Ora... Quem deu-me a ideia na verdade foi Isabella, eu apenas aprimorei. – Declarou sorrindo... – Suas zarabatanas viraram isso milady. Afirmou Cheney ao notar a presença de Isabella ali próxima... De fato o resultado ficara excelente... Os mais esclarecidos do grupo começaram a bater palmas e Ben de forma brincalhona curvou-se agradecido pelas palmas levando junto consigo um Jacob que sorria por ter participado do feito...
– China de fato tu és um gênio. – Afirmou Edward e ao virar-se para todos notou Isabella ao lado com um discreto sorriso... Viu Emmett também satisfeito... A certeza da atitude que tomaria se acendeu em seu interior... – Quero aproveitar o benfazejo presente nos dado por nosso amigo China e diante de todos reparar um erro que cometi... Emmett venha aqui. – Solicitou e todos atentos observavam... O nobre Cullen agarrou-se ao punhal que carregava no meio de suas vestes... Emmett colocou-se ao seu lado sem saber ainda o que viria a seguir... – Na Cruzada, eu e meus amigos fizemos um pacto... – Dizia despertando o interesse de todos e a curiosidade de Emmett e Isabella... — Um pacto de fidelidade inquebrável... Prometemos defender um ao outro, proteger um ao outro... – Declarou voltando-se para o rapaz ao seu lado. – Em minha errada concepção... – Afirmou surpreendendo aqueles que o conheciam bem. – Não permiti que tu participasses da cerimonia... Peço a ti... Desculpas, por isso... E diante de nossos amigos, dos “templários”... De todo o povo... Pergunto se tu queres do grupo fazer parte, não como meu escudeiro, mas sim apenas como Emmett McCarty, meu amigo... Queres ser um “templário”? – Perguntou olhando no fundo dos olhos de Emmett.
– Sim... Eu quero. – Declarou um orgulhoso McCarty.
– Pois então... – Disse Edward forçando o punhal em cima da cicatriz que carregava na palma da mão, o sangue foi visto e em seguida passou o punhal para Emmett... O jovem fez o mesmo e eles tocando as mãos formalizaram o pacto...
– Para ser completo precisa que os demais façam parte. – Disse Jasper aproximando-se e um a um os "templários" refizeram o corte na palma da mão ratificando o feito daquela noite em Asclan... Todo o povo aplaudiu a cena e Edward sorriu satisfeito por tê-la iniciado... Emmett feliz como estava viu-se com uma coragem gigantesca.
– Isso foi bom. – Disse em sua incomum sabedoria o pequenino Nolan fazendo o Cullen sentir-se ainda mais orgulhoso pelo ato. – Mas sai sangue... Dói... – Constatava.
– Nada que não se resolva... Ficas tranquilo tampinha. – Declarou Edward inclinando-se em direção ao garotinho enquanto com um lenço cobria a palma da mão que sangrava um pouco.
– Edward dá-me a palavra? – Pediu Emmett e o Cullen sorridente bateu no ombro do amigo.
– Não precisas agradecer Emm. – Declarou com empáfia.
– Na verdade não quero agradecer... Quero dizer algo, posso? – Perguntou deixando Edward sem graça e Isabella notando o feito riu gostoso recompondo-se em seguida ao ver a cara feia que Edward demonstrava agora por conta de sua atitude.
– Bem... Fales McCarty. – Disse mantendo a pose e Emmett assentiu... Deu alguns passos aproximando-se de Rosalie e todos a volta prestavam atenção... O rapaz ajoelhou-se diante da moça...
– Rosalie Hale... Diante de todo o povo... – Disse alto e ao final engoliu em seco. – Aceitas que te faças a corte e tão logo seja possível aceitas comigo casar-se? – Perguntou soando frio... Rosalie com a mão na boca se mostrava mais do que surpresa... As mulheres em volta suspiravam por conta de tamanho romantismo.
– Aceito... É claro que aceito nobre cavaleiro. – Declarou baixinho sendo encoberta pelos assovios dos rapazes e aplausos das moças... A cantoria voltou a reinar e o povo embevecido diante das belas cenas assistidas comemorava comendo e dançando...
– Boa foi a tua atitude filho. – Disse frei Young carregando na mão direita uma asa de frango e na mão esquerda um copo de vinho ao se aproximar de um Edward que se sentara em baixo de uma arvore fitando a multidão feliz.
– Eu sei que me veem como um malvado sem coração... Mas eu tenho coração frei. – Disse baixo e o religioso que de bobo não tinha nada, estava sempre a observar a todos, suas atitudes e reações, e sabia que de fato a preocupação do rapaz era apenas com uma pessoa... Apenas uma opinião realmente o interessava.
– Ela tudo viu e ouviu... Mas talvez se abrires seu coração apenas para que ela o veja faças assim com que tudo se esclareça... – Aconselhou o frei e Edward virando-se para ele o fitou aturdido. – Oras meu rapaz é tudo tão obvio... Só vocês dois não querem enxergar... E ao que parece vivem com isso uma vida inteira. – Declarou por fim... Edward entendeu cada palavra, mais clara a mensagem não poderia ter sido, mas é obvio que ele não admitiria.
– Frei Young... Acho que a gulodice está a faze-lo ver coisas que não existem... Cuidado uma hora não vais conseguir andar por conta de tanta comida. – Disse levantando-se com um sorriso debochado nos lábios.
– Ora seu moleque atrevido. – Vociferou o frei. – Emenda-te homem... Emenda-te. – Afirmou fazendo o Cullen gargalhar...
– Em breve tu terás trabalho a fazer... Muitos casamentos irão ser realizados e com essa comilança toda vai ficar difícil até falar. – Disse segurando o riso e saindo...
– Ria enquanto pode... Ria... Eu rirei de ti quando ela em definitivo lhe por cabresto. – Soltou o frei... — Esse casamento sim, tenha a certeza vou ministrar! — Afirmou satisfeito.
Spoiler -
– Subam as escadas... Preparem a munição! – Ordenou em alta voz... Homens e mulheres mais do que depressa agiram... – Tragam todas as crianças para cá. – Soltou preparando-se...
– Sua rendição e deixamos todos em paz! – Soltou alto... As palavras fizeram Isabella pensar...
– Não confies nele...
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