The Hood
14 Rendição
Notas iniciais
“Nunca pensei muito em como eu morreria, mas morrer no lugar de alguém que eu amo parece ser uma boa maneira de partir”. Bella Swan – Crepúsculo
–;-
– Música sugerida para os momentos finais do capítulo (Falkirk – James Horner) —
–;-
A cantoria acompanhada de dança persistiu noite adentro e Isabella feliz por sua amiga e dama de companhia comemorou...
– Renée teria ficado feliz. – Comentou Sue fitando Rosalie que dançava com o noivo. – Depois que os pais de Rosalie morreram, minha senhora, tinha nela mais uma filha. – Concluiu fazendo a Swan ficar nostálgica assim como ela, Alice estando também ao lado ouviu o comentário e sorriu ao ver o cenário festivo no meio da vila... O Cullen passou pelas mulheres carregando um grande balde e seguiu em direção a sua cabana nas alturas, Druides aproximava-se das mulheres...
– O que ele pretende? – Questionou Alice intrigada.
– Pediu apenas que eu aquecesse a água e pegando-a saiu... Ao que tudo indica vai banhar-se. – Explicou Druides e todas ficaram espantadas.
– Ele o fez sozinho? Não exigiu que preparasses a tina d’água? – Soltou Alice ainda surpresa e Druides negativou com a cabeça. – Céus será que está doente? – Comentou por fim a Brandon e Isabella manteve-se em silencio... A hora já tornava-se adiantada, a energia das crianças começava a esvair-se... Paige sorrateiramente acomodou-se ao lado de Isabella e foi encostando-se no quadril da moça tendo seus olhinhos se fechando aos poucos... Já Nolan sem cerimonia alguma pediu o colo da Swan e acomodando-se escondeu seu rostinho entre os seios da moça... A cena, doce e delicada era tão obvia a quem observava...
– Não é que a durona lady tem seu lado maternal. – Comentou Jacob tendo Leah ao seu lado.
– Tu não conheces Isabella... Poucos na verdade conhecem... Ao mesmo tempo em que é durona, uma guerreira incansável... Mostra-se amável e cuidadosa com quem lhe cerca... Sua mãe era assim. – Disse despertando a atenção de quem estava próximo, a noite estava sendo nostálgica. – Sinto falta de milady Renée era uma grande mãe, não que a minha não seja, o é, mas a matriarca Swan era maravilhosa. – Concluiu abaixando a cabeça, entristecida... O Black surpreendendo-a pegou em sua mão e levando aos lábios depositou um singelo beijo trazendo surpresa a Leah e quem estava perto.
– Não ficas triste doce Leah... Veja sua senhora está agora em bom lugar, em paz. – Declarou e a moça ruborizada, não pelo comentário, mas sim pela atitude abaixou o olhar.
**
Edward retornou tempo depois de banho tomado... Notou no colo de Isabella um Nolan completamente adormecido e ao seu lado Paige da mesma forma, mesmo tendo a intenção de ficar afastado o quanto pudesse de Isabella, o rapaz achou melhor intervir pelo bem dos pequenos... É ele achava melhor afastar-se da moça, as palavras por ela proferidas haviam machucado o rapaz, o feito pensar e concluir que estava errado... Aquela sensação o incomodava e por esse motivo preferia estar distante, não entrar em conflito... A verdade sempre dói e Edward estava sentido essa dor.
– Dê-me o tampinha, vou coloca-lo na cama. – Pediu de forma gentil e Isabella apenas assentiu... O Cullen aproximou-se dela pegando o pequenino que resmungando foi para os seus braços... Sem nada dizer Edward seguiu em direção as escadas, rumo a cabana nas alturas... Isabella pegando Paige nos braços seguiu logo atrás... É claro que todos notaram a movimentação dos dois, mas depois de todo o ocorrido e das palavras de Edward todos se mantiveram calados, um tanto ressabiados pelos últimos acontecimentos... Ao adentrarem a cabana as crianças foram logo colocadas na cama a pouco instalada no único quarto ali existente, quarto este que Isabella e os pequenos estavam utilizando para dormir... Aquele cômodo era por todos utilizado, para banhar-se e trocar as vestes, mas na hora de dormir apenas a moça e as crianças ali ficavam... O Cullen nesse ponto estava sendo literalmente um cavalheiro... Isabella retirou dos dois pequeninos as sandálias sujas de terra e os cobriu com a manta de pele de carneiro ali dobrada... Edward colocou mais lenha na lareira e ao terminar fez menção de que iria se retirar...
– Foi louvável tua atitude para com McCarty. – Soltou a Swan fazendo-o parar no meio do caminho, já se achegando a saída da cabana.
– Em tua opinião sou o sem coração egoísta e egocêntrico... Desta vez te surpreendi. – Devolveu quase amargo mantendo-se de costas.
– Tu és mimado Edward... Sempre o foi, mas... – Concluiu fazendo-o enraivecer-se e com as mãos em punho voltar-se para ela.
– Tu só sabes ofender-me... Nada de bom tem a dizer-me... – Soltou baixo, contendo-se. – E ainda eu sou sem coração. – Finalizou e a moça viu-se sem graça.
– Ora... Eu... Que droga Cullen... Tu sempre fora desaforado... Um intrometido arrogante... Desde que me conheço por gente que tu me afrontas e provocas-me... Chamando-me de magricela, implicando comigo... Até com minhas tranças implicavas... O que querias... Que te tratasses com carinho, atenção? – Retrucou incomodada fazendo-o ponderar o que de fato era uma verdade, mas para Edward as provocações eram brincadeiras, coisas sem importância... Sempre o foram...
– Eu apenas brincava... Ainda brinco. – Justificou-se. – Mas tu não... Tu agrides, me humilhas... – Devolveu relaxando as mãos.
– Eu humilho-te? – Perguntou incrédula. – Onde na terra? Tu és quem sempre o fazes com todos, se achando superior... O grande rei do universo. – Dizia gesticulando com exagero.
– Olhe aí... Vejas... Estais a fazer novamente... Não te cansas de me por abaixo, deixar-me no chão? – Inquiriu fazendo-a revirar os olhos... A cantoria lá embaixo já estava em seus últimos minutos, o povo já se dispersava e os casais formados iam se despedindo sobre o olhar atento dos mais velhos da vila...
– Eu não quero brigar... Os próximos dias serão tensos... Tu estais aí cheio de pompa, mas... Mas precisas preparar-se... Uma tropa vem ao teu encontro... Por Deus Cullen, pares de criancice e organize as coisas... Teus pais não... Não merecem ver-te ser preso ou... Ou... Ou morrer em uma forca. – Disse quase estrangulado, um nó se formando em sua garganta ao imaginar essa possibilidade.
– Sei me cuidar, não precisas ter ataques de boa moça para cima de mim. – Afirmou com um que de resmungo a fazendo revirar os olhos em resposta.
– É disso que falo... Sua arrogância e mania de superioridade. – Devolveu... Ambos respiraram profundamente notando que aquela conversa não os levava a lugar algum, o rapaz demonstrou que iria se retirar ao virar-se alcançando o batente da porta... O coração de Isabella apertou-se com a atitude, do nada em sua mente a imagem dele saindo lhe trouxe calafrios... Um medo apoderou-se dela... Sexto sentido? Perguntou-se, besteira quis convencer-se, mas em angustia... – Edward espera. – Pediu quase em suplica. – Onde vais? – Questionou dando um passo a frente, sua alma clamava por tê-lo perto, próximo aos seus olhos, algo de ruim se instalava, a sensação de não mais vê-lo com vida, e aquilo a amargurava.
– Dormir ora essa. – Declarou ainda emburrado e ela segurou-se para não reagir a sua malcriação.
– A cabana é tua, não tens que sair. – Argumentou a moça.
– Para que, para que tu saias... Vais continuar assim a ter motivos de chamar-me de egoísta e sem coração... Não e não... Deixa-me ir Swan. – Soltou dando mais um passo para fora.
– Paras com isso Edward, não vou dizer nada mais... Apenas não é certo que tu saias e eu fique. – Disse aproximando-se ela um pouco mais.
– Pode não parecer, mas eu tenho sim coração... Eu não iria deixar minha família sem conforto enquanto eu estivesse confortável... Tu ficas com os pequenos e eu saio. – Declarou sem perceber que trazia aos ouvidos da moça espanto por proferir a palavra “família” ao se referir a ela e as crianças, no fundo era como ele sentia... Em sua alma Isabella e os pequenos eram agora a família que ele construíra, que ganhara, de forma tortuosa e sem formalidades, mas era sua... Sentia em seu intimo, mesmo não tendo total consciência disso e era tanto que sua boca o proferiu sem ele ao menos notar... Isabella ainda surpresa ficou sem alternativas a não ser agir... Com mais dois passos rápidos encontrou-se muito próxima ao rapaz que já de costas iria realmente sair não fosse a delicada mão que tocou seu cotovelo o parar...
– Edward... Espera. – Pediu surpreendendo-o... O rapaz virou-se com a testa franzida... O que seria agora? Perguntou-se... O que agora ela iria soltar? Que afronta iria proferir?
– Olha Isabella eu de fato estou cansado... – Comentou livrando seu cotovelo dos dedos dela. – Não quero mais discutir do mesmo modo que tu não o queres, mesmo porque está mais do que claro que tu não me suportas... Então vamos fazer assim... Ficas em paz aqui com os pequenos... A cabana é toda sua, ficas tranquila... Serás assim até que tua casa em Swan seja reconstruída e assim tu possas em definitivo se ver longe de mim como tanto desejas e... – Argumentava e cada palavra dita fazia o coração dela doer por entender que ele realmente pensava daquela forma... Pensava que ela o odiava, tinha por ele repulsa... A moça sem mais aproximou-se o quanto pode e grudou seus lábios nos dele fazendo-o parar de falar.
– Para um homem tu falas em demasia Cullen. – Disse com os lábios ainda colados aos dele e quando o próprio iria retrucar ela colou-se ainda mais a ele, Edward confuso ficou, mas não a rejeitou, jamais rejeitaria... O beijo enfim se deu, as línguas se encontraram no meio do caminho, os braços agarrando um ao outro... Edward mesmo sem entender a atitude da moça não perdeu a oportunidade de ter nos braços quem ele tanto queria, tanto ansiava... Era confuso... Sem sentido para ambos... Perturbador até, já que as diferenças entre eles eram estrondosas... Mas alma e coração berravam por aquele momento... Ansiavam com fervor estarem assim, agarrados... Corações batendo erráticos, corpo tremendo de excitação... Um frio na barriga a instalar-se... Um calor oriundo do centro de seus corpos...
– Magricela... – Disse ainda colado aos lábios dela, seus braços a prendendo bem próxima a ele, suspendendo-a de leve do chão para que a diferença de altura se tornasse insignificante... Ela rosnou com a menção do apelido que tanto odiava, ou na verdade de forma incoerente gostava.
– Estrupício... – Soltou de volta fazendo-o sorrir e voltar a beija-la, e ela o recebeu de volta em seus lábios... Ali agarrados, sentiram algo passar próximo a eles, afastaram-se minimamente notando um pequenino cambaleante passar ao lado... – Nolan, aonde vais? – Perguntou preocupada, o pequeno coçando os olhinhos...
– Tô apeitado, peciso i no reseivado. – Disse aproximando-se da escada... A Swan com medo que caísse fez menção de que iria ampara-lo.
– Deixas, cuido disso. – Declarou o Cullen, afastando-se rápido pegou o pequenino no colo. – Não podes sair assim, é perigoso tampinha... Precisas pedir e nós te levamos. – Comentou tendo o pequeno a encostar a cabeça em seu ombro e Isabella os fitava se afastarem.
– Cavaleio vai no reseivado sozinho. – Resmungou Nolan... Isabella sorriu ao ouvir os resmungos do pequeno, caminhou em direção ao quarto e observou Paige dormindo... A sensação de paz que aquele inocente ressonar lhe transmitia era mais do que bem vinda... Colocou-se ao lado, ajoelhando-se passou delicadamente a mão sobre os finos cabelos da pequenina que manteve-se adormecida levando aos lábios um biquinho adorável... Logo Edward retornou com um Nolan mais dormindo do que acordado... Isabella levantou-se de onde estava vendo o Cullen colocar o garotinho na cama novamente...
– Está tarde... Todos já dormem. – Declarou o rapaz. – Boa noite. – Declarou retirando-se.
– Edward... – Chamou fazendo-o parar e fita-la. – Não sai... Fica conosco. – Disse e tão logo percebeu o que tinha dito seu rosto adquiriu um tom avermelho... – Quero dizer... Não aqui... Na cama, mas... Na... Na cabana... Não precisas sair... Não me importo com o falatório e de mais a mais... Bem... Quero-te por perto... E... Ora... – Dizia mexendo nos cabelos demonstrando o quanto estava sem graça, envergonhada por admitir o que queria... – Bem... A casa é tua. – Terminou e ele apenas a fitava, sério, mas por dentro queria rir... Rir de satisfação por vê-la sem graça, rir de alegria por perceber que no fundo, no fundo ela não o odiava tanto assim.
– Ficas tranquila Swan... Vou dormir onde sempre tenho dormido... Na saleta aqui ao lado... Boa noite magricela. – Afirmou fazendo-a revirar os olhos.
– Boa noite. – Devolveu baixinho ainda sem graça.
**
Os passarinhos cantarolavam alto próximos a janela do quarto da cabana... Os primeiros raios de sol se faziam ver... Paige com o rostinho quase colado ao de Isabella colocou sua pequenina mão no rosto da jovem.
– Bom dia docinho. – Disse a Swan sorrindo.
– Bom dia. – Devolveu Paige procurando uma forma de se esconder no pescoço da Swan e ali ficar mais um pouquinho... Isabella riu baixo.
– Não, não... Nada disso... Está na hora de levantar... Vamos tomar nosso café da manhã. – Disse bem humorada beijando a testa da pequena e levantando-se... – Nolan... – Chamou fazendo o pequeno resmungar. – Vamos querido, está na hora... O dia já amanheceu. – Afirmou... Edward há tempos havia levantado e estava com os rapazes iniciando o dia de repletas atividades...
**
James e o lenhador Maccoy haviam tido uma conversa proveitosa... Gigandet percebera que o lenhador tinha pelos Swan inveja, pura e torpe inveja, e se aproveitou disso prometendo mundos e fundos ao homem que agora tinha nas mãos um punhado de moedas... O lenhador deu inúmeras informações a Gigandet que satisfeito se viu com as novidades em mãos... descobrir que as divisas entre Swan’s e Cullen’s ali na nascente do riacho se ligavam a floresta de Forks levando quem por ali passasse para o centro da recém formada vila fora de grande valia para o mal intencionado homem, a única coisa que o lenhador não conseguira precisar até o momento, e isto irritava Gigandet, era a identidade de The Hood... O lenhador não sabia em definitivo quem era, sabia que o nobre Cullen estava ajudando lady Swan, mas quem de fato era The Hood isso ele não sabia... Contudo James não deixou de utilizar o homem, Maccoy seria a partir de agora um espia no meio do povo de Swan e como era morador daquelas terras era considerado bem vindo na floresta de Forks e por isso tinha livre acesso... Ele estava determinado a fazer bem sua parte no acordo tendo como promessa ter mais moedas de ouro em seu poder...
– O que pretendes com essas informações? – Questionou um dos soldados.
– Tão logo os reforços cheguem tu o verás... Se de fato o tal The Hood ali se esconde, como penso, vamos ele pegar usando a Swan como isca. – Declarou sorrindo.
**
Swan permanecia sendo reerguida e a ausência de Maccoy foi notada pelos homens que sentiram falta de mais toras para reerguer as construções...
– Deixas vamos seguir... Sabemos que contar com ele é besteira. – Afirmou Harry a um Sam enraivecido com o sumiço do lenhador... Em Forks as armadilhas estavam prontas bem como as catapultas que posicionadas estrategicamente iriam entrar em ação ao mínimo vislumbre de invasores avançando de Carlisle em direção ao interior da floresta... A preocupação dos homens de Forks, dos “templários” e do próprio Edward era aquela área, a única na opinião deles por onde a invasão poderia ocorrer já que pela nascente e o riacho era inviável tendo em vista que ali fazia divisa com as terras do próprio Cullen e dos Swan, ou seja, não oferecia perigo facilitando assim a defesa deles... A ingenuidade aliada a maldada humana estava deixando-os cegos... Logo o lenhador reapareceu deixando a todos espantados por vê-lo ainda sóbrio...
– Onde estavas Maccoy? Tens sempre que afrontar-nos com suas irresponsabilidades inferno... Lady Swan lhe tem sido muito bondosa, já devias ter te posto para fora isso sim... – Declarava Sam irritado.
– Estou aqui não estou? Ora essa a mim nada importa o que a arrogante Swan faz ou deixa de fazer, tenho direito a estar aqui... A propriedade que tenho era de meu pai e não vou ficar a me rebaixar para nenhuma menininha medita. – Soltou o lenhador e Sam Uley sem aguentar a afronta deu-lhe um murro fazendo-o ir ao chão sangrando... Harry logo interviu e o ódio nos olhos de Maccoy era nítido assim como nos olhos de Uley... Na floresta uma reunião se iniciava...
– Como vamos agir? – Questionou Mike enquanto todos se reuniam na gruta, QG dos “templários”...
– O China aproveita-se da necessidade de estar no banco e de lá monitora a chegada da tal tropa de soldados vinda da corte... Tão logo eles cheguem nos preparamos para invasão... Sabemos que o primeiro lugar aonde vão me procurar é aqui. – Declarou Edward.
– Certo... Eles aparecem e nós nos defendemos. – Afirmou Jasper e todos assentiram.
– As zarabatanas de ferro estão prontas e as zarabatanas de madeira também... As de ferro vamos deixar com os homens... Já os ensinei a manusear... As de madeira ficam com as mulheres e as crianças para o caso de na floresta conseguirem penetrar. – Dizia Jacob.
– Isso não vai acontecer... – Soltou Edward.
– Posto que não... Vamos para-los na entrada da floresta... Um único lançamento com uma das catapultas já vai deixar claro a eles que não estamos brincando. – Afirmou Emmett. – Desmantelamos o grupamento em segundos. – Declarou orgulhoso por saber que ele e seus amigos eram treinados no artificio da guerra e tinham inúmeras estratégias para em pratica colocar.
– As mulheres e crianças ficam por minha conta. – Declarou Isabella.
– E nós ajudamos-te. – Soltou Alice tendo ao seu lado Leah, Rosalie e Emily Young, as três assentiram veementemente... Edward apenas os fitava... Um sentimento intenso lhe atingiu... Estavam eles lutando por suas vidas, mas também lutavam para defende-lo, protege-lo e aquilo lhe era estranho... Apenas seus pais e mais chegados fariam isso por ele... Tanto que Carlisle brigara com o filho dizendo para ele fugir, esconder-se... Uma decisão se agigantou em seu coração e mente, algo que estava a tempos pensando por em pratica...
– Nada disso vai ser necessário. – Soltou firme e todos se calaram.
– Como no céu não vai? É claro que vai Edward... Não vamos permitir que invadam nosso território e menos ainda que lhe tenham nas mãos. – Disse com intensidade o francês e todos murmuraram em concordância.
– Eles querem a mim... Apenas a mim... A recompensa é por minha cabeça e a tropa que de Carlisle se aproxima vem para me caçar, apenas para isso. – Declarou tranquilo. – Tudo o que está sendo feito, as armas, armadilhas... Todo o preparo é necessário por um único motivo... Prevenção... Segurança para o povo, principalmente mulheres e crianças e também os idosos... Mas não tem cabimento e eu não permitirei que uma carnificina se instale nos arredores da floresta apenas por minha causa, não...
– Largas de egocentrismo Cullen... Não sejas absurdo... Vamos agir, é claro que vamos... Eles querem a você é fato, mas não é apenas por você, vão querer nos atingir também por que sabem que estamos contigo e do seu lado não vamos sair... Nem adianta vir com tuas ideias absurdas, vamos sim fazer tudo o que está sendo planejado... Esses homens não são soldados de Ricardo... São soldados dos malditos Volturi e, portanto nossos inimigos... Vamos sim agir. – Falou imperativa a Swan.
– Acabou? – Perguntou Edward cruzando os braços e ela bufou em resposta. – Não vai haver guerra aqui! Emm... Jasper... Mike... Jake... China – Chamava olhando nos olhos de um por um. — Querem que se instale aqui em nosso mundo o que vimos na Palestina? Querem ver a morte aqui rondar como lá vimos? – Questionou fazendo os rapazes pensarem.
– Edward. – Chamou Emmett.
– Fomos nós que começamos isso... Foi meu rosto... Ou melhor meu capuz que foi marcado e por isso o apelido... – Dizia sorrindo, mas seu interior não sorria, e Isabella pensou que ali mais uma vez se encontrava o moleque traquina que toda a vida a infernizara e sempre fora irresponsável. – Não é justo e muito menos correto que inocentes paguem por isso. – Concluiu deixando-a confusa.
– Onde queres chegar de fato Edward? – Perguntou Jasper.
– Eu vou me entregar... – Disse tranquilo.
– NUNCA!- Gritou Isabella surpreendendo a todos.
– Sim, vou e vocês... Rapazes vão me resgatar assim que daqui eles saírem... Só existe um caminho para Londres e esse será por vocês vigiado, quando a escolta por lá passar irão vocês me resgatar... Elemento surpresa China, sei que tu o tens aos montes... Vamos ser rápidos como sempre fomos e pronto. – Declarou sem importar-se com Isabella que pesadamente respirava e tremia... A moça para quem via parecia estar com raiva, mas na verdade estava com medo, muito medo e o que sentira na noite anterior ao ver Edward se afastar lhe atingiu mais uma vez... Algo daquele plano cheirava a tragédia é o que seu coração lhe dizia.
– Não... Edward... Não. – Soltou sem importar-se com mais ninguém e as lagrimas por seu rosto correram... – Não podes fazer isso, não tens esse direito. – Soltou com a voz embargada...
– É a melhor alternativa. – Retrucou o Cullen.
– Não, não é... E na verdade ninguém sabe qual é a cara de The Hood... Ele pode ser qualquer um nós... Sendo assim não existe necessidade de te expor... Isso é descabido e sem proposito... – Continuou inconformada.
– Não vou permitir que ocupem meu lugar. – Disse firme.
– Maldição Cullen... Tu queres o que nos levar a loucura e ainda por cima morrer em uma forca? É isso que queres? – Jogou revoltada e saiu dali desembestada deixando a todos atônitos... O choro sentido demonstrava a sua dor por antever a possibilidade de perder mais uma pessoa importante em sua vida... Edward era importante, embora ela nunca tivesse verbalizado, seu coração berrava o quanto ele era importante... O mais importante, mesmo que não concordasse com o aquele órgão que agora batia acelerado dizia e sentia... Ainda assim ele era importante.
– Edward isso pode não dar certo... Eles são muitos e ao juntar-se a eles os homens de Gigandet, que com certeza tem um dedo nisso, tornar-se-ão ainda mais fortes. – Falou Jasper.
– Edward... Isso é perigoso. – Soltou Alice já temerosa com a possibilidade... O Cullen continuou em silencio, mas em seu coração um aperto se deu ao ver Isabella sair dali chorando.
– Vocês não entendem, não posso permitir que inocentes sejam atingidos por atitudes minhas... Nossas... Não posso. – Declarou ao ouvir o barulho de uma carruagem adentrando a vila e parando... Isabella do lado de fora foi surpreendida pelo mesmo veiculo e dentro dele estavam Carlisle e Esme acompanhados de Mary e Randall McCarty... O casal notando o semblante preocupado de Isabella logo saiu da carruagem vindo em sua direção.
– O que se passa? – Perguntou Carlisle sério e Esme sem demora aproximou-se da moça e com as mãos passou a enxugar seu rosto e a abraça-la em seguida... O grupo dentro da gruta logo saiu para ver quem eram os visitantes e Edward ao ver de quem se tratava...
– Homessa... Agora vai feder... Inferno. – Esbravejou baixo, mas Jasper o ouviu.
– Cullen... Entendo teu ponto, mas o povo não vai permitir... Será que não entendes que lhe veneram... Veem-te como um herói! Concordo com Isabella essa não é a melhor alternativa. – Dizia baixo para que apenas ele ouvisse.
– É por isso mesmo que não posso permitir Jass... Tu sabes que não é correto permitirmos... Fomos nós que nos metemos na embrulhada... Fui eu que fiz questão de me tornar conhecido e odiado... Não é justo, não o é. – Afirmou e logo o seus olhos cruzaram-se com os de seu pai que sério se mostrava ao ouvir de Isabella que seu filho estava querendo se entregar aos soldados da corte que logo chegariam... Sim, Isabella despejou a noticia com a intenção de receber ajuda e assim impedir os planos, em sua opinião, malucos de Edward.
– Acalma-te filha... Carlisle não irá permitir que o desmiolado do meu filho se entregue... Eu também não deixarei. – Dizia Esme a Isabella que agora se recompunha... Carlisle em passadas largas aproximou-se do filho e Randall o seguiu chegando junto de Emmett e de seus amigos, é claro que o lorde utilizou-se do “verbo” para imprimir sua opinião a um Edward silencioso, mas o jovem rebelde estava decidido a entregar-se, achava ser essa a melhor alternativa ao invés de se ver responsável pela morte de algum morador de Forks...
– Enfio-te em um veiculo e te despacho para a Escócia... Não vais render-se... É certo que vocês e esses desmiolados abusaram da sorte, mas não serão os homens daquele maldito bispo que vão fazer do meu filho um condenado a forca... – Esbravejava Carlisle e os rapazes em silencio permaneciam... Edward saiu de cabeça baixa no momento em que Jasper e Jacob explicavam ao lorde Cullen o que pretendiam fazer o como para isso haviam se preparado...As crianças estavam ali no meio da vila brincando, ao lado da engenhoca de Cheney por onde o povo retirava água... Paige e Nolan ao verem Edward aproximaram-se e o Cullen querendo espairecer as ideias resolveu com eles brincar... Esme ao lado de Isabella observava o filho que sorrindo fazia os dois pequeninos gargalharem...
**
– Quando Edward me apareceu com essas crianças em casa... Confesso me assustei, mas depois de tudo explicado me senti aliviada... Contudo, não poderia mesmo que quisesse não me afeiçoar a esses pequeninos... São adoráveis e tão educados... Pobre mãe que não pode vê-los crescer... – Comentou a Isabella que também atenta os fitava, mas sua mente ainda conturbada pelos últimos acontecimentos se via em pânico com a possibilidade de ver Edward sendo pego e por fim... Enforcado.
– Teu filho não tem juízo algum Esme... Põe-nos loucos ao mesmo tempo em que nos deixa irados. – Soltou inconformada.
– Às vezes o que mais nos incomoda é o que na verdade mais nos agrada, mas nos faz sentir viva... A vida nos é incoerente muitas vezes porque fazemos questão de complica-la ao invés de deixa-la seguir o fluxo já predestinado... – Soltava a matriarca Cullen ao notar Isabella a vislumbrar Edward brincando com os pequenos... A Swan voltou seus olhos a senhora que muito estimava. – Você cresceu e se tornou uma linda mulher... Renée teria orgulho de ti assim como eu tenho... Sinto-me um pouco tua mãe, embora saiba que se Sue ouvir isso ficará enciumada. – Disse bem humorada fazendo a Swan sorrir. – És de fato formosa filha e despertas interesse de muitos... Mas não te esqueças, aquele que teu coração tocar, no profundo, em imenso esse é o escolhido e eu tenho a certeza tu já sabes de quem se trata... Basta apenas admitir a ti mesma... – Dizia sabendo que a revolta era na verdade medo, a insegurança era na verdade amor escondido...
– Esme... Tanto em minha vida precisa ser acertado... O que menos importa agora é... – Retrucava na intenção de desviar o assunto, Isabella entendia o que Esme estava querendo dizer, a Swan notava no tom e em cada palavra que a nobre Cullen havia já percebido o que ela sentia mesmo não querendo admitir a si mesma.
– Não termines a frase... O que mais importa é o quanto e como nosso coração bate... O entorno fica melhor ou pior dependendo única e exclusivamente desses batimentos... Não tenhas medo filha, não te assombres pelo que sente e por quem sente... Pode até parecer desajustado, mas na verdade é o certo... Era assim que tinha que ser e sempre o fora. – Finalizou deixando Isabella sem palavras e se voltando agora via Paige agarrado ao pescoço do Cullen tendo Nolan se pendurando no quadril do rapaz que gargalhava com a molecagem e ela... Isabella sem conter-se sorriu de forma acalorada e feliz... A matriarca Cullen acompanhada de Mary se juntou às senhoras Druides e Sue em uma conversa enquanto tratavam de seus afazeres... Isabella sendo puxada por Rosalie e Alice foi entretida pelas amigas no preparo do almoço, a moça via o movimento ainda próximo a gruta e sabia que ainda falavam sobre a invasão dos soldados... Pensava em aproximar-se e colocar-se a par das ultimas decisões, havia notado que o Cullen escolhera se afastar e se refugiava brincando com as crianças... De certo, pensou ela, lorde Cullen colocou o filho em seu devido lugar, conclui sorrindo, mas ainda assim sabia que os preparos para o que estavam por vir deveriam ser feitos com minucias e queria ajudar, não conseguiria se ver tranquila se não o fizesse e resolvida se preparava para depois do almoço conversar com Carlisle e Jasper... Edward confabulou com os pequeninos pendurados em seu pescoço e em seguida se afastou... Nolan achegou-se a Isabella sendo seguido por uma Paige silenciosa que apenas sorria... A Swan lavava algumas verduras em uma vasilha tendo Alice ao seu lado fazendo o mesmo...
– Bella, vem dai um passeio cum eu e Paige. – Pediu Nolan com extrema educação.
– Agora querido? – Devolveu a Swan. – Estamos atarefadas com o preparo do almoço... Mais tarde passeamos... Por que não voltam às brincadeiras com as outras crianças? – Dizia tentando fazê-lo entender, Nolan de maneira proposital mostrou-se muito entristecido, uma carinha de choro se instalou... Alice sentiu que algo acontecia e até mesmo Isabella achou estranho, mas a feição entristecida de Nolan é claro a pegou de jeito...
– Só um pouquinho... A gente não demoia. – Disse baixinho.
– Vem Bella. – Pediu Paige abrindo e fechando as mãozinhas.
– Vá com eles, terminamos aqui, não te preocupas. – Falou Alice encorajando a amiga... Isabella convencida se levantou e tendo os dois pegando em suas mãos começou a caminhar... Frei Young de longe observava e sorriu com a cena entendendo que o Cullen tinha ali um dedo...
– Faças direito dessa vez homem... Faças direito. – Disse consigo mesmo.
**
As crianças realmente haviam sido orientadas por Edward... O Cullen queria leva-los a um lugar escondido, seu refugio... Tão logo se afastaram da vila foram na direção em que Nolan os guiava, Edward lhe tinha instruído... O jovem a espreita logo aproximou-se sendo notado por Isabella...
– Edwad. – Falou o garotinho demonstrando estar surpreso ao ver o amigo, é Nolan estava se saindo um pequenino espertinho... Edward sorriu e Isabella ficou séria. – Leva a gente num lugai bonito. – Pediu e Isabella parou no mesmo instante.
– Algum problema? – Perguntou o Cullen e a moça com os olhos em fenda lhe fitou cruzando os braços.
– Usar crianças para me atrair... Isso é baixo Cullen até mesmo para ti. – Declarou fazendo o rapaz ficar sem graça.
– Se a convidasse tu com certeza não virias. – Afirmou e ela teve que concordar.
– Vamo gente... Cadê o lugai bonito Edwad? – Perguntou o impaciente Nolan.
– Certo... Pode nos acompanhar lady Swan? – Questionou Edward fazendo a bufar em reprovação.
– Já que estamos aqui... Vamos logo. – Devolveu conformada.
– Prometo que não vais arrepender-se. – Disse seguro, pegando Paige a colocou em seus ombros e seguiu na frente tendo Isabella com Nolan agarrado a sua mão logo atrás... O rapaz pegou uma trilha quase inexistente e por isso muito bem escondida, a alta vegetação camuflava o local... Um filete de água era visto ao lado de onde caminhavam... Uma pequenina vertente da nascente ali perto... Caminharam por mais alguns minutos até se verem em uma clareira, deslumbrante clareira... Isabella e as crianças se viram maravilhadas com o local multicolorido por flores de várias espécies, a natureza em sua melhor exibição ali se encontrava... Dir-se-ia que aquele pequeno espaço era o Éden perdido, ou melhor, definitivamente escondido.
– Lindo! – Soltou Paige maravilhada e Isabella teve que concordar... Edward sorria feliz ao saber que tinha acertado na escolha... Colocou a pequenina no chão e ela começou a correr tendo logo como companhia seu irmão...
– Bonito não é mesmo? – Perguntou o Cullen aproximando-se da jovem.
– Sim, o é! – Declarou tocando com delicadeza na pétala de uma linda flor... Ela virou-se para um Edward atento aos seus movimentos. — Você ultimamente tem me surpreendido Cullen. – Constatou e ele sorriu.
– Espero que as surpresas sejam em sua totalidade boas. – Devolveu. – Gosto de vir aqui para pensar, o ambiente me trás paz, consigo raciocinar melhor. – Explicava. – Mas quando criança via aqui o meu reino, fazia brincadeiras e mais brincadeiras... – Comentava se recordando de tempos que não voltavam mais.
– Mania de grandeza até quando pequeno... Bem isso não é novidade. – Destacou descontraindo, mas o rapaz não recebeu muito bem as palavras demonstrando isso em sua face. – Estou brincando Edward, apenas brincando. – Afirmou sorrindo e ele abaixou a cabeça.
– Na verdade você não está, de fato pensa assim na maioria das vezes...
– Edward...
– Até entendo... Tenho esse meu jeito abusado de ser, mas garanto não sou assim tão egocêntrico... Sei também ser altruísta. – Concluiu cortando-a.
– Edward... Se pensas em me amolecer e te ajudar a se entregar... Esqueças... Não vou permitir... Não vais fazer essa loucura. – Declarou já se colocando tensa e ele logo percebeu.
– Tenhas calma ok? Abaixe a guarda, a minha está de mesmo modo. – Pediu elevando as mãos em sinal de rendição e ela resmungou. – Isabella... Tu tanto falas que sou irresponsável, um moleque malcriado e arrogante... Talvez tenhas razão... Não em tudo, mas o tenha e vejo nesta a hora propicia para mostrar que posso ser melhor... Talvez... – Dizia agora olhando as crianças ainda brincando. – Por eles... Por eles devo ser melhor... Os trouxe para cá, acredito que devo ao menos lhes dar paz, segurança e quem sabe exemplo de... De dignidade...
– Exemplo de dignidade morrendo em uma forca? – Jogou inconformada. – Edward se queres endireitar ótimo, estou aqui para ajudar... Agora jogar-se junto com os leões na cova, isso esqueça não vou concordar... Não vou... Deus, você é maluco. – Declarou fitando o céu e tentando se acalmar.
– Pense neles. – Pediu.
– E é neles mesmo que penso... Já perderam a mãe... Agora vão perder... Perder... Não Edward, não! – Declarou determinada quase batendo o pé e ele soltou o ar com força.
– Não entende que...
– Não, eu não entendo. – Disse cortando-o e logo depois respirando fundo. – Esqueça, vamos agir como já tínhamos combinado, do modo como os rapazes pensam fazer... Não vais bancar o herói e ponto final, não tem porque, ninguém sabe quem é The Hood a não ser pessoas de nossa confiança... Então não e ponto final, não vais. – Declarou virando-se para as crianças e dando um passo foi parada por ele que segurou seu pulso, virou-se rápido trazendo mais próxima de si... Os olhos mais uma vez se encontraram e a impulso pegou a moça de surpresa.
– Por que tanto medo? – Perguntou olhando no fundo de seus olhos e a moça engoliu em seco.
– Não estou com medo... O que sinto no momento é raiva... Isso, raiva de ver tamanha burrice vinda de você... Achei que fosse mais esperto Cullen. – Declarou se escondendo atrás das palavras e as pupilas dilatadas denunciavam isso... Edward sorriu com escarnio.
– Mentirosa, tu és mentirosa Swan. – Soltou puxando-a ainda mais fazendo com que os delicados seios se chocassem com o largo tórax do rapaz e os dois resfolegaram... As crianças foram esquecidas, o calor que emanava entre eles intensificou-se, as respirações ficando pesadas...
– Me solta Edward. – Pediu baixo.
– Estou fazendo o que é certo... Minha ideia... Embora pareça insana, é o certo e tu o sabes... Jasper o sabe... Mas o que não entendo é a sua rebelião contra... Sua atitude intempestiva na hora que falei na gruta... Para você seria um incomodo a menos, eu não estaria mais no seu pé, lhe importunando... O estrupício estaria deixando o caminho livre para você magricela. – Soltava fitando com insistência os lábios carnudos da moça que com eles entreabertos se via em choque. – Por que? Por que Isabella? – Questionou... Ela tentou desviar o olhar e ele puxando seu queixo a fez permanecer na mesma posição.
– Porque não vejo coerência nisso... Vejo... Vejo burrice e... Burrice me revolta... É isso, me sinto revoltada. – Declarou tentando livrar-se dele.
– Ok! – Disse resignado soltando-a em seguida... Se afastando respirou profundamente... Se ela sentia algo por ele, se nos beijos demonstrava que sentia não queria revelar, talvez tivesse vergonha de sentir, talvez não quisesse sentir, teria raiva de sentir... As palavras amontoavam-se na mente do rapaz que chateado resolveu também não confessar a confusão em que se encontrava seus sentimentos e todos relacionados a ela... Olhou em volta vendo o lugar que para ele era seu refugio... Sorriu. – Lhe trouxe aqui junto com os pequenos... Porque queria mostrar-lhes a beleza do lugar, a paz que daqui emana... Somos muito diferentes Swan... Pensamos muito diferente e sei que me vês como o errado em atitudes e comportamento... Mas peço que apenas te atenhas aquilo... – Pediu apontando para Paige e Nolan. – Se eu faltar cuide deles... É a única coisa que peço... Fiques viva e cuide deles. – Disse por fim e aquilo doeu ainda mais no coração da jovem que mais uma vez sentiu calafrios agourentos. – Me desculpes pelos beijos roubados, os abusos... Não fui cortes contigo em muitos momentos... Mas tu me conheces há anos... Bem, prometo-te não importunar mais. – Concluiu deixando em choque, aquilo estava se tornando um habito constatava ela o Cullen deixando-a chocada... Edward chamou as crianças dizendo que deveriam retornar, dando a desculpa que precisava conversar com o pai e a jovem Swan buscava palavras para poder retrucar, para mais uma vez deixa-lo desequilibrado, contudo nada lhe vinha... Aquelas palavras, a linda clareira... Tudo tinha um que de despedida e aquilo assustou Isabella, Edward se desculpando pelos beijos, aquilo não era ele... O Cullen jamais se retrataria, ainda mais para ela... Assustada ela viu o nobre caminhar e Paige aproximando-se dela pegou em sua mão puxando-a... Mais uma vez o calafrio agourente se estabeleceu em seu interior e ela não sabia como agir, o que fazer para se prevenir... Para que a tragédia que berrava em sua mente como se viesse a galope se concretizasse... Impotente é como se sentiu, completamente impotente.
**
Já era noite quando o capitão Royce e seus homens pararam rapidamente na taverna Denalli questionando qual era a direção das terras dos Newton, lugar onde encontraria James Gigandet, logo seguiram viagem depois da informação recebida...
– Essa entrada pela nascente será nosso efeito surpresa... Mas para pegar The Hood vamos ter que ser estratégicos... Precisamos de um momento de distração, precisamos de um trunfo... – Dizia Royce e James concordava... O encontro deles fora rápido e objetivo... Royce King era capitão da guarda real e Caius logo viu nele ambição suficiente para tê-lo ao lado, leva-lo a concordar em caçar o tal “ladrão da coroa” fora muito fácil assim que mostraram a ele, como faziam com todos os gananciosos, o quanto ele poderia lucrar com aquilo...
– Tenho o trunfo perfeito... A nobre Swan deve ter alguma ligação com o tal The Hood do contrario não iria se refugiar na floresta. – Pensava James e sorrindo se colocou, sua maléfica mente parecia trabalhar de forma insistente e o capitão a sua frente também sorriu percebendo isso... Eles tinham pressa, queriam logo agir tendo em vista que as informações vindas de Maccoy apontavam para os rebeldes se preparando para recebe-los...
– Perfeito então! – Afirmou Royce satisfeito. – Vamos sequestra-la, teremos o mínimo de baixas entre a população, vamos apenas assusta-los, o que para nós é o mais viável, do contrario ficamos com a imagem suja perante a sociedade e isso Dom Volturi não quer. – Declarava. – Vamos fazer o ladrãozinho sair da toca e aí... – Dizia apertando a mão como se estrangulasse algo e Gigandet gargalhou...
**
Os “templários” continuavam a organizar-se e já delegavam tarefas aos demais... Mais um dia se iniciava e a preocupação povoava a mente de cada morador de Forks...
– Os turnos da sentinela estão organizados, vamos manter a supervisão constante... Ao menor movimento a sino será tocado... Todos os moradores de Forks devem se manter na vila, nada de saídas desnecessárias, as construções em Swan estão suspensas... – Gritava Jasper e Edward ao lado apenas ouvia.
– Estamos de olho Edward, nada de gracinhas. – Avisou Emmett com seriedade para que apenas o Cullen ouvisse... O lenhador Maccoy estava por ali a rondar e tudo ouvia e nem ao menos desconfiavam de sua presença mal intencionada... Tão logo os “templários” iniciaram as atividades do dia Maccoy viu a oportunidade perfeita para avisar aos homens de Gigandet e Royce o que estava acontecendo em Forks tendo em vista que a maioria dos homens da vila estavam divididos entre verificar as armadilhas colocadas na floresta enquanto outros participavam de treinamentos no meio da mata, apenas o sentinela daquele turno estava em alerta, a vila propriamente dita estava praticamente povoada apenas de mulheres e crianças...
**
– É o momento perfeito... Os que tem cérebro, ou pensam que tem estão neste momento entretidos entre verificar e treinar os amadores... Vamos agir! – Declarou Royce sorrindo...
– Posso apostar que entre eles está o tal The Hood! – Afirmou James... Um grupo de soldados se encaminhou para Carlisle com a intenção de se fazer ser visto pelo sentinela que observava atendo a entrada da floresta na parte que dava para a cidade... Enquanto isso um pequeno grupo ia sorrateiramente, embrenhando-se na mata para atacar por trás Edward, seus amigos e os homens da vila... Outro grupo esperava o confronto começar e tendo então Edward com seus homens encurralados iria fazer o povo da vila refém, nesse grupo estavam James e Royce... A ação não demorou a ser colocada em pratica... O sino soou de forma insistente... Alarmando quem na vila estava e quem na floresta avaliava as armadilhas bem como os homens que na mata treinavam, para Edward e seus amigos agir foi uma atitude tardia quando viram a primeira flecha ser lançada em sua direção, eles acreditavam que o ataque viria de um lado e quando os rapazes perceberam já era tarde e estavam sendo atacados de ambos os lados... Isabella que trocava Paige nesse instante arregalou os olhos em choque... Ela colocou o rosto para fora da cabana vislumbrando o que o sentinela anunciava... A tropa marchando em direção a Forks... Com os homens encurralados a intenção agora ficava clara... Atingir o tendão de Aquiles de The Hood, essa era a ideia e na cabeça de Gigandet o ponto fraco do rebelde The Hood só poderia ser uma bela e nobre donzela, infelizmente ele estava certo Isabella Swan era o ponto chave ou melhor ponto fraco do famigerado The Hood... Era tê-la nas mãos para pega-lo, fazê-lo aparecer... O confronto se deu... Edward e seus amigos tentaram contra atacar como podiam, as armas que tinham a mão foram utilizadas, mas lhes faltavam muitas, em sua maioria estava guardadas na gruta, o QG dos “templários”... Edward que nunca se separava de seu arco e sua flecha logo começou a usa-los... Os outros utilizando-se de espadas e também arcos e flechas começaram a revidar... A Swan começou a agir, Esme e Frei Young a ajudaram a recolher as crianças... Rosalie e Leah correram até a cabana de Druides e pegaram algumas zarabatanas... As mulheres familiarizadas com arco e flecha se prepararam...
– Subam as escadas... Preparem a munição! – Ordenou em alta voz... Homens e mulheres mais do que depressa agiram... – Tragam todas as crianças para cá. – Soltou preparando-se... Esme indicava a cabana de Edward como refugio para as crianças... Isabella gritava ordens e ao mesmo tempo ajudava as pessoas a se abrigarem, ordenou que Paige e Nolan ficassem com Esme, Alice e Druides começaram a preparar a munição para as zarabatanas...
– Eu qué ajuda Bella. – Disse o pequeno puxando sua saia.
– Meu amor você me ajuda cuidando das outras crianças e as levando para a nossa casa, podes fazer isso por mim? – Perguntou e o pequenino assentiu... O alvoroço na vila se fez de imediato... As escadas que levavam as cabanas sendo estas feitas de cordas e madeira foram logo puxadas assim que todos subiram... James e Royce surgiram no cenário conhecido por todos como a praça de Forks, a parte central da recém construída vila... As mulheres começaram a alvejar os invasores com pedras embebidas em ervas venenosas enquanto outras e alguns homens sabendo usar arco e flecha ajudavam Isabella que também se utilizada das armas que tinha em mãos... Os inimigos em terra logo revidavam também com flechas... Ambos os lados eram atingidos... Gigandet e Royce analisavam a situação e logo James viu Isabella na janela de uma das cabanas... O homem sorriu vitorioso, era sua chance de se vingar... O confronto continuava ali e na floresta e Edward mesmo encurralado buscava uma alternativa para se desvencilhar... Ele conhecia aquele lugar como ninguém bem como todos os homens que com ele estavam...
– Sabe Royce existe uma coisa que me encanta, sou na verdade completamente aficionado... – Declarou Gigandet.
– E seria? – Devolveu o capitão.
– Fogo... Tenho fascínio por seu poder. – Declarou tendo ao seu lado um de seus subordinados já preparando uma flecha flamejante... Fogo em algo todo feito de madeira e sape seria com certeza sinônimo de destruição e a primeira flecha com a ordem de James foi lançada e direcionada a umas das cabanas mais baixas, e nessa Isabella se encontrava... O desespero foi a resposta... A Swan sabia que sem uma retaguarda em terra ela e os demais que ali estavam não conseguiriam resistir... James gargalhou e sem medo algum se colocou a vista após perceber o alvoroço que nas alturas se colocava...
– Sua rendição e deixamos todos em paz! – Soltou alto... Ainda sorrindo... As palavras fizeram Isabella parar e se voltar para a janela enquanto os outros tentavam conter o fogo... – Lady Swan se entregue e pararemos com o confronto. – Declarou recebendo uma pedrinha que de raspão atingiu sua testa...
– Não confies nele... É insano... Vais fazer-lhe mal... Por todos os santos Isabella... – Esboçou Alice amedrontada... Isabella ponderou ao ver mais uma flecha flamejante ser preparada, olhou ao longe e nada de ver Edward retornar... Agoniada esfregou as mãos no rosto... Lembrou-se de Swan em chamas...
– Bella... Não aceites... Vamos resistir... Os rapazes estão vindo... Tenho certeza de que estão... – Dizia Rosalie e mais uma flecha flamejante atingiu outra cabana e conter o fogo que se espalhava estava sendo impossível...
– Não vamos resistir por muito tempo... Os homens estão longe... Os poucos que aqui estão não conseguirão conter a tropa por mais tempo... Um massacre vai acontecer se não me entregar... – Explicava já preparando-se para a rendição... Alice segurou em seu braço... As palavras de Edward na clareira, o olhar inocente de Paige e Nolan... O amor por seu povo, tudo passava por sua cabeça naquele instante e para ela morrer por tudo aquilo seria justo, digno e a única alternativa... Morrer, seria esse seu fim pensava, no momento que James a tivesse em mãos a mataria e disso ela não duvidava, mas talvez seria esse o momento oportuno fazendo ele e seus homens se afastarem e deixarem de fazer mal a inocentes e quem sabe Edward, se ainda estivesse vivo e conseguisse captura-lo faria justiça... A ideia de que se não agisse aquele povo pereceria ou apenas vislumbrar Paige ou Nolan aos prantos, ou pior feridos... Imaginar Edward morto... Tudo aquilo lhe assombrava... Então preferia sua morta a ter que passar por aquela dor mais uma vez, a dor da perda... Esses pensamentos a fizeram agir... Tudo agora fazia sentido, os calafrios agourentos lhe avisavam na verdade que dependia dela, dependia da decisão dela... – Não tenho escolha, vamos todos morrer e não vai demorar... – Declarou.
– Isabella Swan! – Gritou James... A nobre jovem pegou nas mãos de Alice que a sua frente se colocou, apesar do medo, de querer na verdade viver ela iria agir, e se a morte a atingisse feliz estaria por saber que atingiu a ela e não a quem amava... Decidida...
– Cuide de Nolan e Paige por mim, por favor. – Pediu dando um passo em direção à saída da cabana e deixando para trás Alice e Rosalie aos prantos... As mulheres indignadas se mostraram e Isabella as fitando levantou a mão. – Eu como senhora de Swan ordeno que fiquem e me deixem descer... É uma ordem, repito! – Afirmou desenrolando uma das escadas.
– Isabella... Não filha! – Gritou Esme em desespero, estando acima na cabana que nos últimos dias estava sendo a casa da jovem, Sue ao lado da nobre viu ali o DNA de Renée Swan falar mais alto nas entranhas de Isabella e sabia que de nada adiantaria reclamar, restava apenas chorar e em prece silenciosa pedir por um milagre... Os pequeninos amedrontados se viam encolhidos em torno do frei que apenas suplicava ajuda celestial... Isabella continuou firme em sua decisão... – Se tentarem subir ataquem! – Ordenou por fim ciente de que se Gigandet não cumprisse sua palavra, algo possível tratando de quem era, o povo deveria sim lutar mesmo que não houvesse alternativa, mesmo que morressem tentando, mas deveriam lutar... A segunda flecha flamejante ainda estava acesa e ver aquele fogo prestes a atingir mais uma cabana lhe deu a certeza de que estava fazendo o certo, ao menos tentando faze-lo, ela agora entendia Edward e sorriu ao lembrar-se dele, um sentimento bom lhe atingiu ao vislumbrar seus lindos olhos e sorriso arrogante... Isabella começou a descer e James não titubeou em agarra-la assim que teve oportunidade... Com um sorriso maléfico apertou seu braço com força.
– Boa menina! – Declarou.
– Bater em retirada! – Anunciou Royce e um de seus soldados surpreendendo a todos puxou de sua montaria um instrumento de sopro feito de osso, ao se utilizar dele um alto som se fez ouvir... Esse era o sinal, todos os soldados já sabiam e sem tempo a perder se retiraram parando o confronto de imediato, a evasão foi simultânea na vila e na floresta...
Spoiler —
– Filho do cão! – Esbravejou irritado e o outro sorriu em escarnio...
– Isso é apenas o começo, vais sangrar feito um porco e vai ser já! – Exclamou decidido o maldito Gigandet... O golpe impulsionou a espada que com toda força atingiu na lateral do homem, a lamina enganchou em suas costelas atingindo seu pulmão... Resfolegou caindo de joelhos sabendo que o que ocorria lhe era mortal...
Fale com o autor