The Hood

12 Reconstrução, preparo...


Notas iniciais
Obrigada as lindas Belita, SHIRLEY, JUSSARA CULLEN, Polli, Eclipse She, Eduarda Beulque, Bia Woldorf, DEA, Iolanda, Marcela, Penélope, Ka Almeidah, Anny, ClaudiaMonteiro35, Vibella, Fran Carvalho, Lú pelos reviews! Bjos -;- Quero desejar a cada uma um Feliz Natal e que o verdadeiro significado dessa data esteja perenemente presente em sua vida... Lembre-se que o Natal não se resume a presentes e confraternizações, mas sim a entrada de Jesus na história mudando toda ela. -;- As palavras em negrito significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar, deixando claro que esta é uma obra de ficção em nada um relato da realidade. -;- Vamos ao que interessa...

“A desilusão mata-nos como a morte, porém renascemos das cinzas, livres das cicatrizes, mais fortes e renovados”. — Thiago Aécio De Sousa

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– Música sugerida (Women Of Ireland - The Chieftains) -

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A desolação era o cenário... A grande e exuberante casa dos Swan estava a tornar-se a sombra do que um dia fora... Edward levantou Isabella nos braços tendo a cabeça da moça recostada em seu tórax...

Graças ao bom Deus tu agiu filho... Tenho medo de pensar no que ela iria fazer. – Declarou Sue aproximando-se deles... Edward fitou o rosto delicado, as lagrimas sujando a face angelical, a apertou em seus braços ouvindo atrás de si o som da voz de seu pai... Carlisle e os homens de suas terras vieram também em socorro a Swan, mas nada poderia ser feito agora... O que haviam conseguido conter foi logo tomado novamente pelo impiedoso poder das labaredas que altas iam... De fato a desolação era o cenário.

– Isso com certeza foi criminoso! – Afirmou Edward revoltado vendo o lugar que servira de cenário para inúmeras de suas aventuras infantis... Afastaram-se dos focos de incêndio, já próximos à saída de Swan concluiram restava apenas ver o fogo consumir o que ainda estava em pé, nada mais podia ser feito, os moradores desolados foram orientados a se afastarem e agora aguardavam o que lhes seria ofertado como alternativa para sair daquele triste momento... Edward depositou uma Isabella ainda adormecida em uma carroça tendo Sue a cuidar da moça juntamente com uma chorosa Rosalie...

Desconfia de alguém Harry? – Perguntou lorde Cullen a um cabisbaixo Clearwater.

Todos em Swan são felizes por aqui viver... Nossos senhores sempre foram bondosos e preocupados com nosso bem estar... E Isabella... Nossa lady, herdou a mesma bondade de seus pais... Não, ninguém de Swan teria coragem ou mesmo motivo para cometer ato tão vil...

– Dois estranhos apareceram aqui hoje! – Declarou Seth e todos se voltaram para ele.

Como apareceram? A ordem de Isabella era para que a entrada fosse fechada a quem quer que não fosse de Swan ou amigo. – Retrucou Sam.

Sim... Mas... Kebi estava próximo à sentinela quando uma carroça com dois homens trazia o lenhador Maccoy adormecido em sua traseira...

– Que história é essa Seth? – Questionou com irritação seu pai.

Tudo que sei é que se apresentaram como proprietários de uma taverna no caminho para Goldan e ao encontrarem Maccoy caído em frente a taverna dos Denalli resolveu traze-lo já que por aqui passariam. – Explicou Seth...

Diabos... Tinha que ter o dedo do Maccoy! – Exclamou Sam.

É preciso providenciar um local de abrigo para esse povo. – Levantou a questão o frei Young.

De certo que em Forks todos terão abrigo frei... Ninguém de Swan ficará desamparado! – Declarou um Edward firme.

– Minhas terras também estão à disposição é claro! – Declarou Carlisle.

Edward... Estais a imaginar o que eu estou? – Questionou Emmett baixo.

James Gigandet... Com certeza! – Afirmou raivoso...

Achas que aquele bastardo tem realmente algo com isso? – Questionou lorde Cullen.

É o que nos vem à cabeça... Ainda mais depois do confronto dele com a própria Isabella nas terras de nosso vizinho, como bem deves lembrar. – Constatou Edward. – Quero falar com esse tal Maccoy. – Disse decidido... E em meio ao povo encontrou-se a filha do lenhador, a garota os levou até sua morada... A cabana era das mais afastadas e por sorte estava preservada... Edward acompanhado de seu pai, Harry, Emmett, Sam e Seth adentraram a cabana... A esposa do lenhador assustada se viu diante da invasão... O lenhador acabara de acordar da bebedeira, uma intensa dor de cabeça o assolava, surpreso viu os homens dentro de sua casa...

– Eu estava na taverna Denalli e na volta para casa cruzei com um grupo de cavaleiros... Eu acho... E... – O lenhador tentava se explicar depois de ser indagado com certa brusquidão, mas pouco de fato lembrava o que deixou Edward e os demais irritados...

Aberração é o que és homem... Não vês que todo esse álcool vai acabar levando-te para debaixo da terra? – Soltou Edward irritado...

Seth tu disseste que os dois homens declararam-se proprietários de uma taverna no caminho para Goldan certo? – Perguntou Emmett e Seth repetiu o que sabia... Logo chamaram Kebi e o outro sentinela que com ele estivera cuidando dos portões de Swan naquele dia... A mesma história repetida deixou Edward e Emmett intrigados...

A única taverna no caminho de Goldan é a dos Owen e eles dificilmente aparecem por essas bandas... – Pensava em alta voz o Cullen.

Teremos que investigar. – Afirmou Carlisle.

De certo que sim... Mas no momento... – Retrucou Edward. – Precisamos ser práticos, retirar o povo daqui, acomoda-los e pensar na reconstrução de Swan. – Declarou Edward e todos concordaram... Retornaram ao local onde o povo se concentrava, próximo aos portões... Isabella acordada se mostrava em tristeza profunda sendo consolada por Sue e Rosalie que também choravam... A jovem ao ver os homens retornando...

O que descobriram? – Questionou levantando-se em ansiedade.

Nada concreto, mas vamos investigar. – Respondeu Edward... Logo os grupos foram organizados para dali saírem em direção a Forks... O nobre Cullen proximou-se do filho...

Tens a certeza de dar conta? Não queres dividir o grupo? Podemos levar uma parte para nossas terras. – Falou.

Ficas tranquilo meu pai... Teremos como acomoda-los em Forks... Lhe garanto ficarão todos bem até que possam para cá retornar. – Respondeu seguro.

Está certo... Amanhã pela manhã irei até a cidade resolver alguns poucos assuntos e depois irei até a floresta ver se precisam de algo... – Dizia e Edward assentindo fez menção em despedir-se. – Edward? – Chamou o lorde e observando atento as linhas de expressão do filho... – Estou orgulhoso de ti... The Hood! – Afirmou.

Pai...

– Sim estou e ponto final! Amanhã nos vemos. – Declarou o lorde retirando-se em seguida... Edward ainda surpreso com a colocação voltou-se para o povo... O devastador incêndio ainda consumia as construções... O povo em sua maioria estava sendo retirado em comboios e guiados por Emmett e alguns rapazes de Forks... Edward notou Isabella parada ainda observando a destruição...

Isabella... – Disse aproximando-se dela...

Toda a minha historia... Minha vida... Estava... Aqui. – Declarou num fio de voz.

Swan vive Bella... Sua história, seu legado... Vivem e serão eternos... Garanto-te isso! – Declarou tocando no braço da moça que se voltando para ele mostrou a face ainda banhada em lagrimas...

Os pertences de meus pais... – Disse voltando-se para as chamas ao passo que a mão direita ia em direção ao colar de sua mãe que carregava no pescoço acompanhado do anel de seu pai... Apertou as peças entre os dedos e mais lagrimas caíram... O Cullen colocou-se em frente a ela tampando sua visão do triste cenário.

Eu sinto muito... Sinto mesmo... Mas... Bella entenda que os pertences de teus pais... Ou até mesmo toda Swan são apenas uma pequenina parte do que eles foram, do que sua família é diante do legado que deixou... Todo o povo de Swan é prova do quanto esse nome vive e permanecerá vivo... – Dizia aproximando-se ainda mais dela que com os olhos brilhando pelas lagrimas o fitava e via em seus olhos um carinho exacerbado. – Estou aqui... Estamos todos aqui e lhe garanto quem fez isso irá pagar... Pagar caro e lhe prometo... Swan e toda a sua glória irão ressurgir das cinzas que agora tu vês. – Disse firme a abraçando em seguida e a jovem aceitou o abraço...

**

Os moradores de Swan chegaram em Forks sendo recebidos pelos seus atuais moradores... Barracas improvisadas foram logo providenciadas... Na praça central, onde a engenhoca do China fazia brotar água, alimentos eram distribuídos e caças e mais caças assadas para que todos pudessem alimentar-se... Isabella ainda entristecida via seu povo sendo amparado e apesar da tristeza seu coração sentia-se aliviado por saber que poucos foram os feridos e agora eram cuidados...

Lady Su... Su... Lady Bella. – Soltou um feliz Nolan ao ver a moça que tentou com grande esforço devolver-lhe o sorriso.

Olá querido. – Disse recebendo pequenos braços em torno de sua cintura.

Veio pa festa tamém? – Perguntou Paige aproximando-se, a garotinha em sua inocência ao ver a população aumentada achou que fosse outra festa... Abraçou Isabella como pode aquecendo assim o coração sofrido da jovem...

Tu vais ficar na cabana conosco. – Afirmou Edward aproximando-se deles. – Paige e Nolan lhe mostram o caminho... Druides irá providenciar para que fiques bem e possas... Possas banhar-se e depois comer em paz. – Declarou.

Não é necessário... Ficarei com meu povo. – Devolveu Isabella fazendo-o revirar os olhos.

Homessa magricela não me contrarie vamos... – Disse o Cullen.

Ela um é maguicela miloide... Lady Su... Su... Lady Bella é bonita! – Retrucou o pequenino ficando ao lado de Isabella... A Swan mesmo sendo provocada não teve reação, tamanha era a comoção em seu coração pelos fatos ocorridos...

Era só o que me faltava... Um tampinha galanteador... Vamos logo Nolan... Paige levem Isabella para a cabana. – Disse firme.

Eu irei Cullen, mas pare de me chamar de magricela ora essa. – Declarou a jovem.

É paia... Isso é feio! – Afirmou Nolan pegando na mão de Isabella e a puxando em direção as escadas que levariam ao topo, em direção à cabana... Edward observou os pequenos levando a Swan e sorriu ao saber que eles dela gostavam...

Precisamos conversar... A muito o que se resolver... Temos duas crises para administrar... Swan e a caça ao The Hood. – Declarou Jasper aproximando-se do Cullen e logo os homens se juntaram para uma reunião... Descobrir se o criminoso incêndio tinha o dedo de Gigandet fora um dos pontos tratados...

**

Druides providenciou água quente para que Isabella pudesse se refrescar e tirar do corpo os restos de fuligem... Sendo prestativa como sempre providenciou um vestido para que a moça pudesse trocar-se tendo em vista que todos os seus pertences estavam agora destruídos... Isabella tomou um banho com Paige próxima a si... O pequenino Nolan sendo um cavalheiro esperou na pequena saleta da cabana... Isabella nada quis comer, um nó em sua garganta a impedia de faze-lo... Sentou-se em um banco próximo à lareira, a brasa lhe fazia lembrar ainda mais de Swan...

Onde a gente moiava tamém queimou... A mamãe mandou eu sai e leva Paige... – Dizia Nolan ao sentar-se ao lado de uma pensativa Isabella... A Swan voltou seus olhos para o pequenino...

Ela tava machucada. – Completou Paige sentando-se ao seu outro lado fazendo Isabella também fita-la.

É tiste isso, mas aí eu vi o Edwad e ele touxe a gente pa cá... Cuidou da gente... – Explicava o pequeno de forma doce aquecendo o coração da Swan... O que Nolan tentava fazer, e isso surtia o efeito desejado, era mostrar a Isabella de forma sábia que ele e a irmã sabiam o que ela sentia... Que doía, mas que se deveria seguir em frente... Que se tinha esperança... É o pequeno estava realmente sendo sábio, algo incomum para a sua pouca idade... Isabella abraçou-os apertado e ali ficaram um tempo...

**

A reunião fora demorada... Harry e alguns homens de Swan dela participaram... Definiu-se ali a retomada no dia seguinte dos trabalhos de proteção a Forks que seriam feitos por um grupo enquanto outro iria iniciar a reconstrução de Swan... O Cullen retornou a cabana encontrando Isabella ainda sentada próxima a lareira com Paige adormecida de um lado e Nolan também adormecido ainda agarrado a Isabella... A jovem fitou o Cullen...

Por que não quis comer? Precisa alimentar-se Isabella. – Disse baixo demonstrando preocupação.

Estou sem fome... Edward... Meu povo...

– Tudo está ajeitado... Ficas tranquila... Pela manhã Harry e um grupo irão retornar a Swan para observar os estragos e tão logo seja possível vão iniciar a reconstrução. – Disse cortando-a.

Obrigada... Mas pela ajuda e preocupação, mas isso é obrigação minha... Eu devo cuidar da reconstrução e estava pensando... Vou amanhã até Carlisle... Irei ao tal banco que abriram... De certo meu nome me ajudara a levantar uma quantia e...

– Isso não é necessário... Nada de banco. – Afirmou cortando-a mais uma vez e ela percebeu nele um certo desconforto.

Edward estou a zero... Precisarei de uma quantia para recomeçar... E quando tudo se estabilizar eu pagarei o banco com as próximas safras que produzirmos. – Declarou.

Isabella nada de banco! – Disse firme. – Irei eu te dar o valor necessário... Não precisas ir pedir a ninguém. – Completou.

Tu não tens que fazer isso... É problema meu... Já basta a ajuda que está dando nesse momento... – Retrucou já demonstrando certa irritação, levantou-se deixando com cuidado Nolan adormecido no banco...

Mas tu és teimosa como uma mula... Já não disse que irei ajudar... Posto que vou e ponto final. – Falou tentando conter a irritação.

Não, tu não vais... Não é preciso... Irei ao banco e resolverei isso. – Declarou com as mãos na cintura, Edward fechou os olhos com força.

Mulher endiabrada... Teimosa! – Vociferou.

Olha quem fala... Edward não quero ser mal agradecida, então faças o favor de deixar-me cuidar de minhas coisas... Agradeço o que fizeste até agora... Mas...

– Inferno... O banco é meu! – Soltou impaciente e Isabella arregalando os olhos se viu surpresa. – Quer dizer, não é apenas meu... É nosso, meu e dos rapazes. – Concluiu baixo percebendo que falara em demasia.

Que história é essa? – Questionou a Swan com os olhos em fenda.

Essa é uma longa história... Está tarde... Cedo teremos muito a fazer... Então...

– Então tu vais agora me contar que embrulhada é essa... Vamos Cullen começa a rezar o terço e o faça agora. – Disse firme e mais uma vez Edward fechou os olhos com força, tinha de fato falado demais sendo levado pela impertinência dela... Soltou o ar com força e começou... – Estás dizendo que o ouro e prata que tens surrupiado vão para o banco? – Perguntou incrédula.

Surrupiar é uma palavra um pouco forte não achas? – Soltou incomodado.

E que nome damos ao que você e seus companheiros vem fazendo? – Devolveu séria.

Caridade? Justiça talvez... – Falou.

Nem vou responder. – Declarou voltando-se para a lareira.

Se queres saber temos ajudado a muitas pessoas. – Disse e ela nada respondeu. – Ora essa querias o que? Que saíssemos distribuindo ouro e prata ao povo? – Perguntou impaciente.

Era o certo... Devolver ao povo o que dele fora tirado e não fazer disso uma forma de lucro ilícito. – Afirmou de braços cruzados.

Ora então concordas com o Volturi que me chama agora de ladrão da coroa? – Questionou quase ofendido.

Que novidade é essa? – Perguntou confusa.

Ora... É como tenho sido chamado... E até uma recompensa pela minha cabeça foi estipulada. – Declarou deixando-a preocupada. – Ficas segura... Quem sabe me pegam e aí pago pelos crimes que em sua opinião tenho cometido. – Disse desviando os olhos dos dela.

Não digas besteira! – Soltou. – Edward... Isso é sério. Podem tirar tua vida... Por Deus isso é... Sério! – Disse tensa.

Não te preocupas... Sei me cuidar e não... – Devolveu e agora com um sorriso malicioso. – Teu desejo não irá se realizar... Não vais ver-me em uma forca... Sinto muito! – Jogou provocando-a, mas as palavras ao invés de provoca-la lhe trouxeram na verdade calafrios, incômodos e sombrios calafrios e uma dor atingiu seu coração... Uma maior do que a dor de ver Swan em chamas...

Não digas isso! Não repita nunca mais isso! – Soltou com a voz carregada voltando-se em seguida para a lareira... Fugindo mais uma vez e Edward notou o incomodo evidente em suas palavras... Pela cabeça do rapaz passou a sensação de alivio ao vê-la ali, bem, segura... Viva.

Eu apenas falei para provocar... Desculpe! – Disse colocando-se ao seu lado notando ao aproximar-se uma lagrima descer do olho direito dela... – Bella. – Soltou pesaroso... Ela virou-se para ele e sem importar-se por estar exposta, por permitir que ele visse sua fraqueza... Ela o abraçou escondendo sua face no tórax a sua frente e Edward mesmo surpreso retribuiu o abraço apertando-a contra si...

Deus... Isso tudo é demais... Não vou aguentar. – Declarou abafado.

Aguentas... É claro que aguentas... Tu és forte magricela... Muito forte... A mais forte que conheço! – Disse e em seguida beijou os cabelos dela... O clima tenso passou a tornar-se suave... Algo anormal entre eles e surpreendendo-os era agora confortável estar ali, um abraçando ao outro.

Paras de me chamar assim estrupício. – Soltou dando um tapa sem força no braço dele que sorriu... O levantar da cabeça... Os olhos agora conectados... A sensação arrebatadora e ao mesmo tempo paralisante atingia-os... Não tinha como negar, a atração era profunda... Torrencial e quando os atingia não conseguiam refrear... Isabella ferida como estava recebeu de bom grado a aproximação do Cullen que inclinando sua cabeça ficou a milímetros de distancia de seus lábios e ela mais uma vez percorreu a distancia que faltava... Lábios colados... O gosto de um no outro algo mais do que desejado... A língua pedindo passagem... A jovem estava tornando-se expert no quesito beijo... E esse era agora aproveitado, os braços a trouxeram para ainda mais perto... Ela agarrou-se com as mãos as vestes dele... Um gemido se fez ouvir vindo do interior de Edward... Isabella envolvida por todo aquele clima foi despertada por Nolan que mexeu-se no banco chamando-os a realidade... Afastaram-se ofegantes... Ela ruborizada, desviou os olhos em direção as crianças... – Onde eles dormem? – Perguntou mudando completamente o clima instalado...

Aqui quarto comigo. – Respondeu o Cullen. – Importa-se se eles com você ficarem aqui? – Questionou.

Não, claro que não. – Respondeu ela. – Mas e você? – Indagou.

Arranjo-me na saleta... Vou coloca-los na cama. – Declarou pegando Paige no colo...

**

Edward deitado fitava o teto de sape ponderando tudo que ocorrera naquele dia... A busca por sua pessoa... A caça ao The Hood... O que acontecera em Swan... E isso o levava a imaginar que ao lado, bem próximo a si Isabella estava acomodada... Seu corpo se aqueceu com a constatação, agitou-se seu interior...

Inferno! – Soltou baixo. – O caso aqui já está sendo de calamidade. – Fitou suas partes baixas contabilizando o tempo que não se aliviava... Em contra partida Isabella tendo os pequeninos ao seu lado também analisava tudo o que acontecera, voltara a chorar... Mas lembrar-se de Edward, de sua atitude para com ela... Do que até ali já viveram a fez ponderar... Ele estava ali, bem próximo... Metros de distancia e seu interior também aqueceu-se... Áreas até então negligenciadas ganhavam vida e aquilo a assustava e despertava ainda mais curiosidade...

Homem maldito que até em pensamento me provoca. – Disse para si mesma ao remexer-se no mesmo lugar...

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Na manhã seguinte a noticia da corte chegou aos ouvidos de lorde Cullen... A frase “ladrão da coroa” feriu seus pensamentos e ele impaciente se dirigiu o quanto antes para Forks...

– Como no inferno ficarei em paz sabendo que meu filho está sendo caçado e por sua cabeça oferecem dinheiro? E tua mãe, como achas que ficará?– Soltou alto demonstrando sua indignação.

Pai tenhas calma... Sei me cuidar e de nossa parte estamos providenciando a solução...

– Solução? Fazendo da floresta de Forks um campo de guerra? – Jogou entre o irritado e inconformado.

Queres que faça o que? Abandone tudo e me esconda debaixo da cama? – Questionou Edward também se irritando..

Milorde... A situação é preocupante, mas garanto-lhe estaremos em vantagem. – Intrometeu-se Jasper.

São loucos... É o que são... Todos vocês. – Devolveu Carlisle. – Edward se algo te acontece tua mãe morre... Não me aprontes uma embrulhada dessas... Estou avisando... Essa brincadeira já foi longe demais. – Disse firme.

Sim pai, já foi longe demais e é por isso que não posso agora retroceder... Veja o que fizeram a Swan... Estamos em guerra e esta agora é aqui em nosso meio. – Declarou Edward calando seu pai que com o coração não mão estava preparando-se para empunhar a espada...

**

A reconstrução de Swan teve seu inicio... Isabella a contra gosto permitiu que Edward providenciasse junto com seus homens todo o necessário para que os homens de Swan pudessem dar inicio aos trabalhos... Em Forks as obras estavam a todo vapor... Armadilhas e mais armadilhas eram criadas... Armamento era providenciado... Ben produzia uma quantidade grande de pólvora... A movimentação como sempre na jovem vila era intensa... O vai e vem dos homens despertara a atenção de Nolan, o pequenino via de um lado espadas sendo forjadas, arcos e flechas sendo fabricados com a madeira em abundancia vinda da floresta... Homens sendo treinados... Percebeu a construção da guarita acima de sua nova casa, mas o que de fato lhe despertou foi ouvir a palavra “ataque” acompanhada de “espera”... Esse fato deixou-o em alerta e o corajoso infante quis sua parte fazer... As pequeninas mãos pegaram com esforço uma das espadas que já prontas eram levadas ao local de armazenamento... Arrastou por alguns centímetros...

Nolan por todos os santos... Larga isto! – Esbravejou preocupada a nobre Swan.

Eu vai ajuda... Vai defende Foiks! – Disse fazendo um esforço acima do normal para falar por conta da força que ainda depositava ao puxar a espada... Isabella apreensiva e temerosa com a possibilidade dele se machucar caminhou a passadas largas em direção a ele... Colocando-se em sua frente o obrigou a levantar os olhos... A expressão brava do pequenino não a intimidou. – Eu vai ajuda... Sou cavaleio tamém! – Disse formando um adorável bico no final... Isabella pegou com delicadeza a espada de suas pequeninas mãos, a depositou no chão no mesmo instante que se ajoelhava a frente dele...

Sim você é um cavaleiro... Um lindo cavaleiro... Mas sua função ao menos por agora é outra. – Declarou com calma fazendo-o ficar curioso.

Eu tem função? – Perguntou atento e ela assentiu...

Mas é claro que tem meu amor... Sua função... – Disse mantendo-o curioso, Isabella de forma sabia ponderou o que falar... – Você irá comandar os outros meninos... Irão atrás de pedras, a maior quantidade de pequenas pedras que forem capazes de encontrar. – Explicou.

Pa que? – Perguntou Nolan.

Essas pedras vão servir de munição para arma que vamos criar. – Declarou Isabella fazendo os olhinhos do pequenino brilharem.

Lady Su... Su... Lady Bella... Eu vai podê usá a aima? – Questionou esperançoso.

Meu amor... Vamos fazer assim... Você me chama de Bella e pronto, certo? – Questionou e o pequenino aliviado assentiu. – Ótimo e sim, você vai poder usar a arma... Mas comigo por perto ok? – Soltou firme e ele decidido assentiu mais uma vez e em seguida correndo o mais rápido que podia em direção aos meninos... A Swan levantou-se do chão e pegando a espada e colocou no local em que antes estava... Edward atento como sempre ouviu a tudo...

Que história é essa? De que arma falava? – Perguntou também curioso... Isabella sorriu.

Zarabatanas... Com pequenos dardos feitos de pedra e embebidos em seivas venenosas... Minha mãe... Me ensinou a fazer quando criança. – Disse ficando saudosa... Se recompondo notou um sorriso nos lábios do Cullen.

Ótima ideia. – Afirmou.

Sim... As mulheres podem usar e até mesmo as crianças... Se chegaram até aqui...

– Isso não vai acontecer! – Cortou Edward eliminando a hipótese...

Sim... De certo que não, mas podemos nos prevenir concorda? – Soltou.

Prevenção nunca é demais. – Disse satisfeito...

**

Os reforços vindos da corte estavam aproximando-se de Carlisle e isso significava que a guerra de fato iria começar... A cidadela andava que era um só comentário sobre o tal The Hood e a recompensa por sua cabeça... Lady Cullen andava com os nervos a flor da pele...

Mil moedas... De certo saberia o que fazer com cada uma delas. – Dizia Tanya sonhando.

Dizem que The Hood é um assassino sem coração... Mas eu não sei... Não é ele que está ajudando o povo lá na floresta? – Questionava Kate ao lado da irmã e Jasper apenas ouvia o comentário enquanto bebia um copo de vinho e comia depois de ter saído do banco...

**

Apesar das preocupações serem muitas e Ben Cheney estar nos últimos dias atarefado fabricando pólvora e pensando em novas engenhocas... O China como Edward chamava foi até Carlisle impelindo pela necessidade de rever sua musa... Caminhou decidido em direção a casa do fármaco Weber, a pequena entrada muito parecida a um comercio estava com a porta aberta e para alegria de Ben, Angela estava do lado de dentro do balcão... Quando a jovem Weber viu o rapaz abaixou os olhos...

Muito bom dia milady. – Disse Cheney e Angela apenas assentiu.

Vim em busca de beladona. – Soltou o rapaz maravilhado ao vislumbrar a jovem a sua frente... A verdade é que o China se quer havia utilizado o medicamento que comprara da ultima vez, contudo essa era a única artimanha que lhe estava a mão...

Um instante... Por favor. – Declarou Angela adentrando ao interior de sua casa... Logo retornou com o medicamento já embrulhado. – Aqui está senhor. – Disse sem olha-lo nos olhos... Cheney pegou as moedas que consigo carregava e depositou em cima do balcão... Aproximou sua mão da mão de Angela que segurava o pequenino embrulho...

Muito agradecido linda Angela. – Disse sorrindo ao mais uma vez tocar no dedo da moça.

Tenha um bom dia senhor Cheney. – Declarou baixo fazendo Ben sorrir.

– Lembraste do meu nome... Isso deixa-me muito feliz. – Disse realmente satisfeito.

Ora senhor... Eu... – Retrucou encabulada.

Angela... Doce Angela... Meu coração se alegra em poder revê-la... Sei que mais uma vez estou sendo abusado e até indecoroso... Mas não consigo me refrear...

– Senhor Cheney, por favor...

– Se ao menos um indicio me deste... Um sinal de que te agradas em ver-me... Eu corajosamente pediria a teu pai a permissão de fazer-lhe a corte. – Despejou fazendo Angela fita-lo com os olhos arregalados em choque.

Senhor... Não digas asneiras, por Deus. – Declarou com a mão no peito demonstrando surpresa.

Mas é o que sinto cara dama... Far-lhe-ia a corte com alegria retumbante no coração... Mas não quero chocar-te, apenas sou sincero... Se por sorte minha isso agradar-lhe dê-me um sinal... Um misero e único sinal que de pronto com teu pai falarei. – Afirmou seguro. – Vou-me agora, não quero constranger-te... Pensas... Apenas pensas. – Pediu retirando-se e deixando uma moça entre o encabulada e o chocada por tamanha ousadia... Ben enquanto caminhava de volta a sua montaria e colocava a medicação que comprara no alforje da sela sorria satisfeito com o feito.

**

Entender a importância do banho... Essa estava sendo a luta de Isabella com Nolan... O pequenino mantinha-se achando um absurdo tomar banho todos os dias... Mantinha em sua infantil consciência a ideia que sua falecida mãe lhe deixara... Banhos eram atividades periódicas e não diárias... E estava agora Isabella, Rosalie e Alice atrás do pequeno fujão...

Perto da nascente ele não está! – Declarou Rosalie.

Era só o que me faltava ele arrumar um esconderijo e sumir... – Disse Isabella olhando para todos os lados.

Os meninos não o viram. – Disse Alice aproximando-se... A Swan não voltou seu olhar a elas... Antes permaneceu atenta e conseguiu vislumbrar a cabeleira aloirada do pequeno a correr em direção a uma das grutas...

Mais agora eu pego... A se pego. – Soltou caminhando a passos largos... Adentrou a gruta e o espaço abarrotado de espadas, arcos e flechas estava sem uma viva alma... – Nolan... Chega vamos... Sei que estás aqui... Venha. – Disse e observando o interior da gruta com maior atenção vislumbrou uma fenda na rocha, como um pequeno portal... Adentrou ao mesmo notando que ali outras fendas existiam, semelhantes a varias salas, imaginava... Determinada em achar o pequeno adentrou a primeira e ali encontrou apenas mais algumas espadas... Foi até a outra e ao entrar mais uma vez viu Nolan caminhando mais ao fundo... – Nolan. – Soltou alto fazendo eco... – Céus vais é perder-se... Isso mais parece um labirinto. – Constatou preocupando-se, apertou os passos mais uma vez... E foi em direção a ele... Chegando-se a mais uma fenda... Entrou e ali viu Nolan admirando o cenário a sua volta...

É gente moita? – Perguntou o infante notando Isabella na entrada do grande espaço e a moça também admirada fitou os grandes objetos...

Que diabos é isso? – Perguntou para si mesma.

Spoiler —

– Bruxaria... É o que é! – Exclamou e Edward riu satisfeito com o que via...

Céus é a mais potente arma que já vi. – Afirmou Jasper maravilhado.

Como fizeste isso? Digas. – Pediu Emmett também surpreso.

Ora... Quem deu-me a ideia na verdade foi Isabella, eu apenas aprimorei. – Declarou sorrindo...

Notas finais
O cerco está se fechando e juntando cada vez mais Edward e Isabella... Como isso vai se dar? Essa é a pergunta que não quer calar... Bem espero contar com cada uma que lê a Fic para juntas comigo saberem em primeira mão o que de fato irá acontecer... -;- Por favor, me enviem suas opiniões isso é para mim um fator motivador gigantesco. -;- Bjos e obrigada, lembrando que as novidades chegam primeiro no Facebook - Lu Nandes Fanfoc's. -;- Até mais com The Hood!