The Hood
25 Preparativos
Notas iniciais
“O ódio é, de extrema fé, uma humilde conspiração contra os conspiradores”. Loyhan F. Torres
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– Música sugerida (The Legend Spreads – James Horner) –
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– Ai! – Soltou o Cullen ao receber um tapa no tórax dado pela esposa... Isabella estava brava com o marido ao ver o ferimento que o mesmo ostentava no ombro por conta do confronto que tivera com o comandante alemão.
– Eu já falei... Inferno Edward... Tu és pai agora... Tem que se manter vivo! – Soltou entre o irritada e o pesarosa por ver o marido ferido e mesmo brava cuidava do curativo que era necessário ser trocado... Esme que estava ansiosa para rever o filho fora até a mansão dos Newton com esse proposito e ao lado do filho também observava o ferimento...
– Ora essa, estou vivo não estou? – Resmungou emburrado. – Ai mãe! – Soltou por receber agora um tapa na cabeça dado por lady Cullen.
– Não retruques... Isabella tem total razão... Seu irresponsável! – Disse séria e o jovem revirou os olhos em silêncio...
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Os planos agora começavam a criar forma, o festival estava próximo... O fim dos Volturi era arquitetado...
– Eu não sei Edward... Contar histórias a Nolan e Paige é uma coisa... Contar um fato verdadeiro a uma multidão é outra bem diferente. – Dizia Emmett com intensa insegurança.
– Pois vais faze-lo como se fosse para Nolan e Paige, de forma completamente ordinária caro amigo... Veja não importará muito a expressão em si... Coisa que sei tens de sobra... O que importa é o que tu irás expor ao contar a realidade dos fatos... O que lhe peço é que monte a história, sua sequencia... A saída de nosso rei, os soldados o acompanhando na Cruzada, a chegada do maldito bispo e o que isso causou ao povo e vamos terminar como eu combinei contigo... – Explicava Edward.
– Mas... Mas e se... Se não conseguirmos... Ter a atenção do povo... Se não gostarem... – Continuava o McCarty.
– Veja gostar não é bem a palavra correta a ser utilizada... Eu diria que constatar se encaixa melhor... O povo vai ouvir e ver a encenação feita pela tal companhia de teatro que Rosalie e Alice contrataram e ao final, quando estiverem todos em plena ciência de tudo, os comentários nos quatro cantos... Surpresa! – Afirmava em animada convicção.
– Ok Edward, ok! Irei preparar a história e passar a essa companhia... Espero de fato que tudo de certo. – Declarou Emmett ainda inseguro.
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O sol da manhã iluminava intensamente os jardins da mansão dos Newton deixando as flores ainda mais vivas e era nesse meio que os pequeninos brincavam...
– Não Paige... Você um pode usa a espada... Isso é uma aima que só cavaleios usam. – Explicava Nolan puxando das pequeninas mãos a espada de madeira, um brinquedo feito por Emmett ao pequeno cavaleiro...
– Eu pode sim... Mamãe Bella sabe usa espada... Eu vai usa! – Argumentava Paige se mostrando contrariada.
– É... Maisi... Maisi... Você um pode... Isso um é coisa de menina pequena. – Devolveu sem saber ao certo o que dizer e Paige bufou nitidamente irritada.
– Eu um queio maisi binca assim. – Jogou cruzando os bracinhos de forma teatral.
– Tá bom... Tá bom... – Resmungou Nolan devolvendo a espada para a irmã, o garoto não tinha escolha ou lhe entregava a espada ou não teria com quem brincar... Edward observando a cena, de longe, ao lado da esposa ria da situação...
– A tampinha é bem sua filha mesmo... Enfezada e cheia de quer e poder. – Jogou rindo.
– Veja quem fala... O senhor posso tudo! – Argumentou com as mãos na cintura. – E de mais a mais, minha filha vai sim aprender a manejar espadas, punhais, arco e flecha... Com certeza vai... Não será NUNCA... Uma menininha indefesa! – Determinava convicta.
– Ora esposa minha, acalma-te que também não quero que ela o seja... Estais certa em querer passar a ela tudo o que sabes... – Devolvia querendo amenizar as coisas, mas ao final com um sorriso debochado. – Mas... Que ela é mandona igual ti, isso não podes negar. – Soltou divertido e Isabella raivosa deu-lhe um empurrão não causando efeito algum e o marido riu ainda mais.
– Estrupício... Não me provoques... Não me provoques! – Advertiu definitivamente entrando na provocação e pisando duro retornou para o interior da casa.
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– Ricardo achas que os planos do jovem Cullen e seus amigos dará em boa coisa? – Questionou a rainha ao marido.
– Essa é minha esperança esposa... Sinto dizer que ou esse plano dá certo ou teus irmãos morrem ao fio da espada e lhe garanto não poderei impedir. – Colocou prevendo o que poderia acontecer se o povo pudesse ter os Volturi nas mãos, é bem verdade que o desejo dele era também fazê-lo, mas para não entristecer ainda mais a esposa preferia não compartilhar com ela desse desejo sombrio... A chegada de Ricardo já se dava há dez dias e nesses muitas e muitas conversas ocorreram com os Cullen e os "templários" juntamente com Stefan e Vladimir que lhe passaram o dossiê com os nobres traidores que estavam ao lado dos Volturi... Entre rei e rainha muitas conversas também ocorreram e em todas elas Berengária chorara de desgosto, vergonha e magoa dos irmãos e o rei mesmo buscando conter-se para assim não entristecer ainda mais sua amada vira e mexe se mostrava irado, revoltado...
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– Folgo em revê-lo lorde Platt. – Disse o bispo sorrindo para Edward... Estar ali mais uma vez, encenar mais uma vez, era necessário e o jovem Cullen estava mais do que concentrado para alcançar mais uma meta estipulada por ele e seus amigos.
– Eminencia como vai? – Devolveu curvando-se discreta e rapidamente.
– Tranquilo meu filho, tranquilo... Sua ideia... O tal festival, foi realmente brilhante... Fez o povo calar-se... E saber que minha irmã está sendo bem tratada e cuidada tem me deixado em paz. – Dizia evidentemente satisfeito.
– Veja Dom Volturi... É como sempre digo, dê ao povo um bocado de diversão e os terá quietos e silenciosos. – Jogou bem humorado e o clérigo, cuidadoso como pensava ser, apenas lhe devolveu um projeto de sorriso imaginando assim manter a pose de homem religioso preocupado com o próximo.
– Essas pobres almas tem sofrido a ausência de seu rei e a presença dessa crise horrenda... O que posso eu fazer? A não ser em prece pedir ao bom Deus que os ajude... Sim, meu filho tua ideia foi providencial dando alento a esse sofrido povo. – Declarou como se discursasse e Edward segurou-se para não rosnar por conta de tamanha falsidade e desfaçatez...
– Bem... Eminencia... Em minha ausência meus empregados providenciaram as atrações para o festival em conjunto com o ministro das artes do governo e acredito estar tudo preparado para o grande dia... O povo vai sim ter muito com o que se entreter... Mas minha vinda até aqui é para perguntar-lhe... Vossa eminencia deseja um local de destaque para assistir ao festival... Um reservado talvez... Pensei em um pequeno palco... Assim o povo poderá vê-lo e finalmente constatar que sua presença em nosso país tem a única intenção de propagar o bem e não o contrario é claro. – Explicava e o bispo já se via em um grande palanque sendo admirado pelo povo... Em sua ignorância nem desconfiava que esse seria o seu fim.
– Bem lorde Platt... Talvez não fosse de bom tom expor-me tanto, mesmo porque não estou acostumado a isso, levo uma vida muito simples... Não me inclino para luxo ou regalias... – Argumentava falsamente... Edward é claro sabia que suas palavras eram mentirosas, mas obviamente se mantinha no disfarce.
– Meu caro Bispo... Acredito ser de bom tom sim que vossa eminencia apareça e em destaque de preferencia... Nada mais justo, já que o festival está ocorrendo por sua permissão... Sejamos claros Dom Volturi... Sua presença é a única proximidade do povo com a coroa, com seu rei... – Explicava e sabia que as ultimas palavras engordavam o orgulho e ganancia do religioso.
– Se vês assim... Quem sou eu para discordar meu filho... Se faça então como achas melhor. – Declarou o homem e Edward sem conter-se sorriu satisfeito, não pelas palavras de Aro, mas sim por vislumbrar o que viria pela frente... A conversa se estendeu por mais um pouco e assim que Edward se retirou deixou um Aro pensativo... O Volturi se voltou para a parede atrás de si, local onde se encontrava o trono de Ricardo e logo acima uma grande cruz... O bispo fez o sinal da cruz e sorrindo...
– Como diz a sagrada escritura... "Daí a Cesar o que é de Cesar e daí a Deus o que é de Deus"... Poderíamos dizer... Oh Bondoso... Daí a Aro o que é de Aro e daí a Deus o que é de Deus. — Concluiu ainda mantendo o sorriso presunçoso.
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Estavam todos mais uma vez na casa de campo onde a rainha e agora o rei se viam enclausurados... Mais uma reunião estratégica...
– Iremos todos parecer apenas expectadores então? – Disse Jasper.
– Exatamente... Estaremos todos espalhados no meio do povo e enquanto isso rei Ricardo e rainha Berengária vão manter-se escondidos na carruagem que será colocada estrategicamente próxima ao palco... – Explicava Edward.
– Nossa presença no meio do povo é para incita-los a exigir justiça. – Soltou Jacob.
– Isso me preocupa. – Falou lady Cullen.
– A todos nós milady, a todos nós. – Declarou Alice.
– Incitar o povo é aproximar-se da perda de controle. – Argumentou Stefan.
– Acalmem-se! – Pediu Edward. – Não existe outra forma de desmascarar o bispo sem que seja contando exatamente como tudo tem ocorrido... Sabemos que é perigoso... Estaremos próximos do extremo... – Dizia. – Mas vejam... Já não estamos? Acham que dá para ficar pior do que está? – Perguntava.
– Por que rei Ricardo simplesmente não vai até o palácio e exige a saída dos Volturi... Senta-se novamente em seu trono e volta a governar-nos? – Questionou Leah.
– Senhores... Senhoras... O que o jovem Edward deseja fazer é justamente levar-me de volta ao trono... Mas esse retorno... Sendo feito ao desmascarar os Volturi será, é uma verdade, aproximar-se do limite entre a paz e a violência... Contudo, entendo que se assim não o for... A violência pode ainda assim atingir-nos visto que o povo pode enxergar em minha volta um simples aval para tudo que tem ocorrido, pois não enxergarão o culpado sendo colocado em evidencia. – Dizia rei Ricardo.
– Exatamente majestade... Se não expusermos todas as manobras dos Volturi... Pode ficar a ideia de que rei e rainha apoiam os desmandos do bispo e seu irmão, o que todos sabemos não é verdade... Por exemplo... Quem em Londres ou em toda a Inglaterra sabe que nossa rainha estava sendo sedada, quase envenenada? – Perguntou e a pobre rainha entristecida abaixou a cabeça.
– Tens razão meu filho, tens razão. – Disse Carlisle.
– Sem contar que o aumento dos impostos foi ordem do Volturi e não da rainha e isso sabemos foi o principal causador da crise em nosso país sem falar dos altos preços em alimentos também incentivados pelos Volturi que acabaram de certa forma lucrando com isso, sempre recebendo uma parte de tudo que é negociado. – Continuava a explicar.
– Colocando tudo a mostra... Como se fosse uma história apenas fará o povo pensar. – Levantou Isabella e o marido sorrindo concordou.
– Sim, e nós que estaremos entre o povo vamos começar a comentar aqui e ali que a história é um retrato do que estamos vivendo... – Completou Edward.
– E que as personagens são o rei e a rainha... Os Volturi e seus colaboradores. – Jogou Emmett que já estava ciente de tudo como tinha acontecido... É, o jovem McCarty tinha com a ajuda de sua Rosalie detalhado cada ocorrido e já havia passado aos atores contratados a história... A companhia de teatro estava naquele momento ensaiando o texto que Emmett escrevera e o rapaz levava de fato jeito para isso...
– Ótimo! Acho que agora todos começam a entender como vamos proceder não é mesmo? – Perguntou um animado Edward e todos sorriram... – Vamos por abaixo os desmandos de bispo dos infernos! – Jogou sorrindo.
– Edward! – Advertiu Isabella dando uma cotovelada nas costelas do marido para lembra-lo da presença de frei Young.
– Ora essa disse eu alguma mentira? – Perguntou passando a mão no lado atingido pelo cotovelo da esposa.
– Não, não disseste meu filho. – Declarou o frei. – Mas devo advertir a todos, ou melhor lembra-los que Deus nada tem com as atitudes desse homem... Desculpe-me rainha. – Falou inclinando-se rapidamente. – Mas infelizmente seu irmão está agindo de forma abusiva e herética e não merece credibilidade... Dizia Joseph.
– Irá ter com o demônio ele e Caius com toda a certeza. – Declarou Ricardo.
– A justiça divina cabe a Deus definir... Mas a santa igreja não pode por isso ser manchada, uma fruta podre não é declaração de que todo o resto o é. – Argumentou o frei e todos quietos notavam as verdades em suas palavras.
– Frei Young... Concordamos nisso, mas depois de tudo o que descobrimos... Depois dos atos arquitetados por Aro... Ficará difícil o povo se voltar para a igreja. – Falou Carlisle.
– Não digas absurdos marido. – Pediu Esme com preocupação, sempre fora religiosa e não aceitava tal situação.
– Carlisle tem razão... O povo ao saber de tudo... Quando tiver a certeza de que Aro estava por trás de todos os desmandos e maldades... A morte de tantos, como Charlie e Renée... Irá enxergar a igreja com um olhar duvidoso.
– Bem, meus filhos... Deus é um e nele devemos nos estribar... – Mantinha o frei o discurso...
– Bem para mim ele não é bispo... A igreja romana não é minha igreja... Minha igreja é a celta. – Concluiu Isabella com convicção... O que historicamente era uma verdade, a igreja celta fora a primeira igreja estabelecida na Inglaterra e o era de fato ainda naqueles dias.
– Estais certa em assim pensar minha filha, mas não vamos aqui dizer que a igreja romana é a errada ou a celta é a certa... Permaneçamos com a mente voltada para Deus que é apenas um, único... Devemos ser cautelosos no agir mantendo no povo a fé em Deus, é o que peço e aconselho. – Concluiu.
– Tens total razão frei e assim que ao trono retornar peço que nos auxilio com isso. – Solicitou rei Ricardo e todos concordaram com seu pedido.
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Os preparativos estavam sendo cuidadosamente providenciados e os “templários” e suas esposas iriam no dia do festival estar estrategicamente em seus postos preparados para agir conforme as conversas que tiveram com o rei e lorde Cullen que exaustivamente junto com Edward e seus amigos programaram cada momento até a aparição de fato de sua majestade e sua rainha...
– Sua mágica está preparada China? – Perguntou Jasper.
– Com toda certeza, podemos usa-la a hora que quiserem. – Respondeu Ben.
– Perfeito! – Soltou Edward. – Todos já sabem o que fazer... Se algo der errado... Mulheres já sabem... Saiam o mais rápido de lá levando Paige e Nolan. – Advertiu Edward e todos assentiram. – Acredito que estamos prontos. – Concluiu.
– Vamos todos então enfrentar o inimigo... Eu vou ter uma espada? – Perguntou Angela batendo palmas por conta de sua empolgação fazendo Alice, que ao seu lado estava, rir. A pobre moça se via na empolgação saber que participaria da missão, algo que nunca fizera em sua vida.
– Onde diabos arrumaste esta esposa China? – Resmungou Edward enquanto Isabella revirava os olhos por conta das rabugices do marido e do deslumbramento de Angela que se quer tinha noção das coisas que dizia. O jovem Cullen mais uma vez lembrou-se da manhã após sua volta da Alemanha...
Flash Back On
Todos se colocaram a mesa para compartilhar do café da manhã preparado pelas mulheres... Angela ao lado do marido estava ansiosa para conhecer o famoso The Hood, Ben lhe prometera, meio a contra gosto, que quando eles se encontrassem os apresentaria... Isabella e Edward ainda não haviam descido, estavam arrumando os pequenos para que juntos desfrutassem do café da manhã com os demais... Demoraram um pouco mais por conta da alegria das crianças em rever papai Edward... Logo Paige e Nolan adentraram a cozinha cheios de sorrisos...
– Olá pequeno cavaleiro. – Disse Emmett e Nolan sem cerimonia se jogou nos braços do tio de coração.
– Conta pa eu como foi tudo lá, conta. – Pediu ansioso.
– Essa será a nossa história no final do dia. – Prometeu Emmett e o garotinho aceitou ainda sentado em seu colo... Isabella adentrou e logo atrás vinha Edward com Paige nos braços... Ben levantou-se e Angela seguindo o marido também se levantou...
– China, bom revê-lo! – Declarou Edward estendendo-lhe a mão e um aperto amigo se deu. – Parabéns pelo matrimonio... Isabella me contou. – Comentou.
– Ora obrigado Cullen. – Disse satisfeito em rever o amigo. – Quero lhe apresentar minha esposa... – Disse voltando-se para Angela.
– Eu já a conheço de vista China... A filha do boticário Weber por certo– Falou Edward, mas o Cheney não se importou e sério fez o que havia prometido a esposa.
– Edward esta é a senhora Cheney... Esposa... Este é The Hood. – Apresentou e a jovem Angela surpresa...
– Mas... Mas ele é o filho de lorde Cullen. – Comentou confusa, incrédula ao descobrir que o famigerado The Hood era o boa vida, como todos conheciam em Carlisle, Edward Cullen.
– Esse sou eu... Mas como disse o China sou também The Hood... Prazer senhora Cheney. – Devolveu Edward de forma respeitosa... Emmett e Jacob que conheciam Edward desde pequeno sabiam assim como Isabella que educação nunca fora o seu forte e respeitar mulheres bonitas, mesmo que casadas também não era... Mas esse novo Edward, o The Hood reformulado, era sim... Agora... Um homem sério, de uma só mulher... A jovem Angela ainda boquiaberta pela constatação...
– Milorde... É uma honra conhecer o famoso The Hood! – Disse curvando-se, agora consciente de que estava diante do homem que tinha feito um grande movimento nas terras onde nascera e crescera... Angela Weber, agora Cheney, sempre fora uma jovem cheia de ideais e convicções e quando o nome The Hood e suas atitudes se fizeram conhecidos ela com grande admiração desejou fazer parte de seu grupo e lutar, como nunca na vida lutara, pela justiça e direito de todos... Edward mesmo a seu modo tortuoso de conduzir as coisas de inicio, mal sabia que servira e ainda servia de influencia e inspiração para muitos jovens que idealizavam uma vida melhor para si e para os seus. A jovem voltou os olhos para Edward, Isabella ao lado do marido revirou os seus pela reverencia feita ao esposo e todos a mesa tiveram vontade de rir pelo exagerado cumprimento... Ben ainda enciumado se mantinha... E Edward estava achando tudo aquilo estranhanhamente cômico... – Vou dizer-lhe milorde... Fizeste um alvoroço e tanto por Carlisle e região... Quisera eu poder ter participado disto, daria uns bons socos naqueles malditos ladrões cobradores de impostos. – Comentou e empolgada puxou a mão do Cullen e com um aperto extra, surpreendendo o jovem, sorrindo...
– Angela!– Soltou Ben inconformado pelo comportamento da esposa.
– Obrigada por trazer-me Ben... Ou melhor o China! – Disse satisfeita sem importar-se com o marido constrangido e todos riram.
Flash Back Of
O jovem Cullen ficara com a impressão de que a garota era um tanto incomum, para não dizer doidivanas...
– Angela... – Chamou Isabella. – Acredito eu que não sabes usar uma espada, estou certa? – Perguntou e a jovem naquele momento deu-se conta de que de fato não sabia empunhar uma espada, embora já tivesse sonhado com isso imaginem vocês... A filha do boticário possuía desejos revolucionários enrustidos, camuflados.
– É claro que não sabes... E talvez o melhor sejas por aqui ficar. – Declarou Ben trazendo ao semblante da esposa um total desagrado.
– Ora senhor meu marido, irei sim... E farei tudo o que me mandarem. – Argumentou e o Cheney revirou os olhos fazendo Edward rir.
– Bem se vê quem manda na casa aí. – Provocou.
– Tens alguma duvida quem manda na casa aqui? – Perguntou Isabella cutucando as costelas do marido.
– Oras... Eu é claro! – Soltou decidido.
– Isso é o que te deixo pensar. – Devolveu agora sorrindo vitoriosa e todos os homens começaram a rir. – Senhor Cheney, acredito que o melhor seja Angela contigo ficar... Ajuda-lo talvez na preparação da milagrosa cortina de pólvora. – Sugeriu.
– Tens toda razão milady. – Concordou Cheney se colocando sério e Edward emburrado...
– Bem... Acredito que falamos tudo. – Colocou percebendo que seus amigos tentavam conter o riso e no mesmo instante suas esposas puxando-os se retiraram... Isabella sem importar-se alcançando a escada seguiu em direção ao seu aposento por já se fazer tarde da noite e o Cullen com pisadas duras a acompanhou... Adentraram o quarto, Edward fechando a porta voltou-se para a esposa que despreocupada preparava-se para o banho.
– Esposa minha... – Disse irritado e Isabella o fitou. – Não me agradou o que fizeste... Me deixas-te com cara de abobado na frente de todos. – Declarou cruzando os braços.
– Ora essa, por que? Por ter eu dito a verdade? – Questionou segura.
– Verdade uma conversa... Isabella tu o sabes que quem manda em nossa casa... Sou eu, o chefe da família... EU! – Jogou com energia batendo no peito e ela sorriu. – Guarde teus dentes, estou a falar sério. – Falou.
– Edward largas de besteiras... Anda... Desfaças aqui o nó de meu sorquerie. – Disse virando-se de costas e o Cullen bufando caminhou até ela e com certa brusquidão puxou o laço.
– Ainda estou irritado... Devias castiga-la esposa mi... – Resmungava, mas ao ver a pele leitosa sendo descoberta engoliu em seco... – Minha! – Disse por fim e Isabella segurando com os braços o sorquerie aberto mantendo ainda escondidos seus fartos seios, virou-se para o marido e faceira deixou displicentemente a peça ir ao chão.
– O que disseste? – Perguntou com um sorriso nos lábios, notando os olhos famintos do marido fixos em suas mamas... Isabella sabia o que estava fazendo, sabia que tinha irritado o marido... É claro que não se importava com isso... A jovem realmente achava que quem mandava na relação era ela, e talvez o fosse ou não... O que importava é que naquele momento ela mandava, ali... Desnuda na frente do Cullen ela se via poderosa e sabia disso... – Marido? – Chamou e ele...
– Sim! – Devolveu sem tirar os olhos de seu objeto de desejo, Edward aproximou-se ainda mais e tocando uma das mamas passou a acaricia-la com devoção... Encantado até se esquecera do que dizia antes...
– O que dizia? – Perguntou Isabella mais uma vez.
– Eu... Eu dizia... Maldição magricela como podes ficar cada dia mais formosa? – Perguntou agarrando a esposa e com um beijo encerrando qualquer conversa... Mão aqui e mão ali... Arranhões, chupões, carinhos, beijos molhados... Um misto desesperado de sedução com amor... Paixão com devoção...
– Meu estrupício. – Ronronou a jovem arranhando as costas do marido no momento em que ele lhe penetrava com ânsia por alimentar-se dela... Estrupício e magricela, quem a final mandava? Quem a final tinha as rédeas da relação? Na verdade não nos importa saber, e nem a eles... O que lhes importa e a nós por tabela é que esses dois juntos são uma amorosa confusão... E aquela noite, a ultima antes do esperado festival... Do momento onde os Volturi seriam desmascarados e rei Ricardo voltaria a seu trono... Edward e Isabella se entregaram mais uma vez um ao outro por meio de sua peculiar demonstração de amor... Provocações e carinhos!
Spoiler —
O pequenino fixou, por fim, seu olhar nos pés do Volturi e decidido pisou com toda a força em cima dos dedos do homem... Aro sentiu a fisgada pela infantil agressão... Isabella puxou de volta o filho, mas no ato Caius ao lado do irmão agarrou o menino e por conta da força as mãos de mãe e filho se desgrudaram.
– Solta eu seu feioso! – Gritou Nolan sacudindo as pernas e tentando se desprender dos braços que o seguravam.
– Não! – Gritou Isabella...
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