The Hood
26 Festival
Notas iniciais
“O governo de uma nação poderá ser exercido indevidamente pela usurpação forçada do trono por um indivíduo. Mas conquistar-lhe a vontade de sorte a apoiar nela o Direito, a única base legítima, requer longa servidão e cessação de toda oposição.” — Thomas Jefferson
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– Música sugerida (The Battle Of Stirling – James Horner) –
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– Lorde Byers está a demorar com a resposta sobre o desfecho deste sequestro. – Comentava Aro demonstrando sua insatisfação.
– Concordo contigo irmão e se me permite tomarei a liberdade de enviar um mensageiro até a Alemanha para averiguar o que acontece. – Devolveu Caius.
– Boa ideia... Mas faça isso depois desse festival... Espere um pouco mais, vamos desfrutar desses dias de paz que temos tido. – Argumentou o clérigo e o assunto morreu por aquele momento.
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– Essa ropa é apeitada... Incomoda eu. – Reclamava Nolan tentando alargar o colarinho da camisa que a mãe tinha lhe colocado.
– Eu gosta do vestido novo... É bonito e cheio de flolis. – Disse Paige com um sorriso nos lábios rodando a saia do delicado vestido e Isabella sorrindo voltou os olhos para a feição inconformada de seu garotinho.
– Meu amor precisa ir com essa roupa... Iremos a uma festa e em ocasiões assim precisamos estar apropriadamente vestidos. – Tentava explicar penteando o cabelo do pequeno.
– Eu um gosta e ponto! – Jogou de braços cruzados e um enorme bico nos lábios... Edward que do vestíbulo saia, já arrumado...
– Não respondas com malcriação Nolan Swan Cullen. – Advertiu sério. – Tua mãe cuida de ti e de tua irmã com esmero, não sejas mal agradecido. – Concluiu e Nolan de emburrado passou a entristecido.
– Dicupa mamãe Bella... Eu um qué se mal agadecido. – Falou sincero e Isabella como sempre sem conseguir se segurar o abraçou apertado.
– Tudo bem... Esqueças isso... Vamos à festa e lá irão divertir-se, mas lembrem-se... Fiquem sempre perto de mim e do papai... Não se afastem. – Disse chamando-os atenção, para os pequeninos seria com total certeza diversão, mas para eles seria a decisão final.
– Nada de andar sozinho Nolan, junto a nós sempre. – Frisou Edward em tom suave e Nolan assentiu em obediência.
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As ruas de Londres estavam agitadas e o fluxo convergia para um único ponto, a praça central da cidade, multidões de pessoas se aglomeravam ante as barracas com alimentos e artesanatos locais... O palco disposto na ala sul da praça já despertava a atenção dos londrinos ansiosos pela musica e encenação que iriam presenciar... Os primeiros acordes foram ouvidos, os músicos se preparavam afinando seus instrumentos... Os “templários” e suas damas já se movimentavam pelo local... Ben e Angela já posicionados na parte traseira do palco aguardavam por seu momento... Estava difícil para o jovem Cheney segurar sua bela dama...
– Poderíamos já colocar a pólvora no palco, poupar-nos-ia tempo. Comentou Angela e Ben revirando os olhos...
– Eu já falei esposa minha... Depois da cantoria... D E P O I S! – Explicou impaciente.
– Estais tenso marido meu... Nem parece que comigo dormiste. – Devolveu a jovem beijando-o e ele rosnando aceitou o beijo.
– Comporta-te mulher... Comporta-te! – Vociferou por entre os lábios.
A carruagem que trazia Edward e sua família parou próxima a praça no momento em que uma carruagem toda fechada... Trazendo ao ambiente um ar de puro mistério... Parava estrategicamente atrás do palco sem ser de fato notada... Rei e rainha ali aguardavam... Ricardo ansioso não quis se furtar de ali estar desde o inicio... Lorde Cullen e esposa fizeram questão de com eles estar nos momentos que antecederiam sua aparição. O Cullen auxiliou a descida de sua Isabella e em seguida pegando Paige a estabeleceu em seus braços... Isabella diligentemente agarrou a mão de Nolan o mantendo ao seu lado... Caminharam em direção ao passeio próximo ao palco... Fingiram estar observando as barracas e até compraram algumas guloseimas para Nolan e Paige... Os sinos da catedral de Londres soaram anunciando a missa que teria seu inicio e esta seria presidida por Aro Volturi... É claro o homem queria ter seu momento de gloria ampliado... Isabella fitou os olhos do marido...
– Falta pouco! – Disse Edward, baixo, apenas para ela ouvir.
– Precisarei me concentrar e muito para não vomitar enquanto a voz desse indigente ouvir. – Declarou séria caminhando em direção a catedral... É claro que todos os londrinos não conseguiriam se acomodar no interior do templo... Como sempre acontecia, os lugares eram reservados a nobreza... A Edward, Isabella e seus pequeninos fora permitida a entrada... O oficio se seguiu em latim enquanto o povo na praça aguardava o inicio do festival...
– É para eles um orgulho sempre esfregar em nossas fuças o quanto somos inferiores por ser desprovidos de títulos. – Comentou Jacob com raiva.
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– Eu um entende nada que ele fala. – Resmungou Nolan entre Isabella e Edward enquanto Paige se mantinha no colo de papai Edward.
– Lhe garanto tampinha que ele está apenas a enrolar... Não há nada do que se aproveite nessas palavras. – Retrucou o Cullen baixinho e Nolan sorriu para o pai enquanto mamãe Bella revirava os olhos.
– É latim querido, uma língua diferente da nossa. – Explicou a Swan e Nolan assentiu, mas fixando melhor seu olhar...
– Mamãe Bella... – Chamou puxando a vestimenta de Isabella e a jovem o fitou. – Esse aí um é aquele que usa veste feia? – Questionou o pequeno referindo-se a Aro e suas vestimentas episcopais... Nolan lembrava-se de tê-lo visto dias atrás no passeio... Isabella como naquele dia teve vontade de sorrir, mas conteve-se.
– Sim meu amor, é ele... Mas agora fique em silencio... Aqui é a casa de Deus e necessário é que se faça reverencia a Ele. – Explicou e o garotinho assentiu sério mais uma vez.
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Os sinos da igreja anunciaram o fim da missa e logo os nobres começaram a se retirar...
– Agora sim vamos ao que interessa! – Jogou Jacob com empolgação... Um cortejo se fez, Aro passou em meio à multidão sendo escoltado pela guarda real... O pequeno palanque, ideia de Edward, estava estrategicamente colocado próximo ao palco e nele Aro se acomodou com seu irmão ao seu lado direito e ao seu lado esquerdo estava a jovem Gianna.
– O que é seu está chegando filho do coisa ruim! – Exclamou Emmett ao ver Aro sentando-se. Edward e Isabella fizeram questão de estar próximos aos Volturi, assistir de perto as reações deles seria para o casal um deleite... Alice e Jasper permaneceram próximos a Edward e Isabella... Os músicos já posicionados iriam em breve começar a festa, o ministro da artes subiu ao palco e diante da multidão...
– Cidadãos londrinos... – Conclamou em alta voz. – É com grande prazer que abrimos as festividades deste inicio de noite e desejamos que todos os presentes se deleitem como boa música e exemplar apresentação artística... Sejam todos bem vindos ao festival da cidade de Londres! – Anunciou sorrindo e logo se retirou... A gaita de fole pronunciou seus primeiros acordes e a festa teve seu inicio... Aro avistou Edward e Isabella e com um discreto sorriso sinalizou com a cabeça um cumprimento e o Cullen o devolveu... A praça estava lotada e os arredores se viam de mesmo modo... Toda a cidade estava com os olhos voltados para aquele festival... O povo estava divertindo-se, mas no coração de cada inglês a presença dos Volturi era um incomodo e a ausência de seu monarca e sua rainha era um buraco no coração da nação, o comentário a esse respeito passava de boca em boca naquele gramado e os “templários” não podiam estar mais satisfeitos, sem esforço algum as manifestações de desagrado já corriam por entre o povo... Edward achou melhor circular um pouco tendo em vista que o grande momento ainda demoraria um pouco a acontecer... Isabella ao lado do marido descansava a mão no antebraço dele e a outra segurava firme a pequenina mão de Nolan... Em meio a multidão duas jovens chamaram a atenção do casal, não apenas pela beleza, mas principalmente pela igualdade em fisionomia... Tratavam-se de Vitória e Cloe, elas sorrindo...
– Milorde... – Disseram quase em uníssono.
– É bom revê-lo. – Afirmou Vitoria sendo ainda mais atirada e neste instante Isabella viu vermelho... Parando no meio do caminho virou-se para fitar o marido que já iria responder ao cumprimento... Ela puxou o cotovelo dele com brusquidão e o jovem Cullen a fitou antes de dizer palavra...
– Quem são essas duas? – Questionou raivosa, porém contida.
– Deixe que as apresente. – Devolveu Edward.
– Não se atreva... Apenas me diga quem são... – Vociferou e as jovens a frente do casal seguraram o riso ao perceber a irritação de Isabella... Era nítido o ciúmes da moça e as jovens cortesãs adoravam afrontar as damas da sociedade.
– Ora esposa minha... São Vitoria e Cloe... As jovens que nos ajudaram. – Declarou Edward, baixo, levantando as sobrancelhas para incentivar Isabella a lembrar-se de quem tratavam-se de fato... A Swan esperta como era logo ligou os pontos e ao invés de amolecer serrou os olhos na direção do marido... Abriu e fechou a boca voltando-se para as moças que provocadoramente aguardavam uma resposta de Edward ou uma atitude de Isabella... A jovem voltou-se para o marido...
– Pois cumprimenta-as para ver o que faço. – Ameaçou tremendo o nariz de puro ódio.
– Isabella. – Advertiu o Cullen e ela mantendo o nariz arrebitado o desafiou. — Mulher... Deixa isso... Vamos seguir. – Amenizou sabendo que não tinha outra alternativa e sem importar-se com as meninas ainda a frente deles se quer devolveu-lhes o cumprimento ou teve a decência de lhes olhar nos olhos mais uma vez... Isabella sorriu notando que ele afrouxou...
– Bom... Muito bom! – Exclamou ainda sorrindo e voltando-se para as moças. – Obrigada por seus préstimos... Espero que o feito tenha sido muito bem recompensado. – Declarou diplomática surpreendendo as jovens.
– Sim, o foi milady... Garantimos que o foi. – Respondeu Cloe e Vitoria ainda sorrindo manteve a provocação... Na verdade as irmãs adoravam provocar as esposas e seduzir os maridos afinal esse era o ganha pão delas sem contar o fato de serem seletivas e só se relacionarem com nobres... Isabella manteve o olhar e postura altivos e discretamente inclinou a cabeça como se estivesse despedindo-se.
– Vamos marido. – Disse e o Cullen mesmo com raiva por ter recebido a reprimenda deu a ideia de que iria seguir em frente... Só que a frente ainda estavam Vitoria e Cloe, Isabella notando para onde se direcionava... – Não! – O brecou mais uma vez e ele a fitando com quase ódio no olhar. – Para o outro lado... Outro lado. – Completou empurrando-o para o outro lado deixando para trás as jovens que debochadas caíram na gargalhada e Edward voltando a caminhar resmungava impropérios pelo ocorrido... – Aquieta-te... Aquieta-te! – Disse a jovem Swan sorrindo satisfeita.
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Os “templários” e suas esposas caminhavam em meio à multidão e vira e mexe se cruzavam mantendo o disfarce seguiam cada qual seu caminho, apenas observando... Tudo estava saindo como esperado... No interior da misteriosa carruagem o monarca usurpado e sua rainha aguardavam em expectativa os próximos instantes, talvez para o rei fosse um momento ainda mais intenso por saber que dali a poucos instantes iria estar cara a cara com seus súditos, seu povo... Será que o receberiam com honras como antes? Gostariam de revê-lo? Sentiriam-se aliviados por sua volta, felizes? O rei estava inseguro, temeroso... Para sua esposa a sensação era de dor, perda por saber que agora seria definitivo... Apenas minutos a separava do momento em que veria os irmãos, seu sangue, serem praticamente escorraçados, apesar de tudo que a fizeram passar ainda eram seus irmãos, seu bom coração ainda se sentia pesaroso por eles, mas ao mesmo tempo que doía, que significava uma perda significava também justiça, paz para quem tinha a ela direito e Berengária sabia que o povo inglês merecia essa paz, essa justiça e ela como rainha daquele povo tinha consciência de que mesmo que lhe doesse deveria seguir porque como líder daquele povo tinha que por ele zelar... Os últimos acordes foram ouvidos, o publico foi informado que a próxima atração a se apresentar seria a companhia teatral...
– O momento se aproxima! – Declarou Carlisle fitando a face de seu rei que apenas assentiu mantendo a concentração.
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A encenação teve seu inicio... No palco homens trajando vestes semelhantes a cavaleiros se colocavam gritando palavras de ordem e saudando um deles que com vestes mais nobres representava seu rei, o cenário era semelhante a um ambiente de guerra... No canto do palco mulheres choravam acenando para os homens que pareciam caminhar rumo ao seu destino... Sangue e dor...
– Um drama? – Constatou em interrogação Caius achando a temática inapropriada para um momento de festividades, Aro apenas deu de ombros achando tudo muito tedioso... O bispo na verdade queria é dali sair, já que no momento ele não era o centro das atenções... Na verdade o fora por insignificantes minutos... Olhando de rabo de olho viu a sua esquerda a jovem Gianna, em pé, ao lado da cadeira que ele ocupava... Desejou estar com ela sozinho, sim o clérigo desejou não estar ali local que para ele estava sendo aborrecedor, queria ele estar desfrutando unicamente da companhia da jovem e nada mais... Contudo tinha que ali permanecer e sem prestar atenção na encenação seguia fazendo cara de paisagem... O cenário no palco mudou para momentos ainda mais tristes, algo representando fome e miséria era visto de um lado ao passo que do outro homens e mulheres muito bem vestidos sorriam bebendo e comendo, todos em volta de um homem... Um homem trajando batina, um religioso... O povo começou a comentar e é claro esse era o momento dos “templários” agir e eles o fizeram incentivando os comentários e acrescentando que tudo aquilo muito se parecia com o que a Inglaterra estava passando... O campo de batalha se mostrou, mortes foram encenadas e por fim mostrou-se dois reis assinando algo que parecia ser um tratado de paz... Mais uma vez o cenário modificou-se de um lado um religioso ordenando que soldados marchassem e esses o faziam enquanto que do outro atores e atrizes vestidos de nobres e plebeus se mostravam indignados com tudo que estava ocorrendo... De repente os mesmos soldados que haviam recebido as ordens do religioso agora invadiam o espado ao lado e violentamente matavam a espada todos ali presentes, nobres e plebeus... Edward observou sua Isabella... A jovem estava com os olhos marejados... Ele apertou a mão da esposa que manteve os olhos fixos no palco.
– Amo-te! – Disse fazendo-a fita-lo de volta e um sorriso triste surgiu em teus lábios. – Olhe em volta. – Pediu e Isabella mesmo sem entender o fez. – A justiça está vindo minha Bella! – Concluiu e a jovem sentiu-se revigorada diante a tais palavras... A encenação permanecia a todo vapor e cada cena deixava claro se tratar detalhadamente da situação atual daquele país e a cada instante fica mais e mais claro que o culpado era apenas um...
– Não estou gostando disso meu irmão! – Jogou Caius agora nitidamente incomodado... O burburinho apenas intensificava-se, o povo estava tomando ciência de que tudo aquilo era realmente um relato da realidade e com isso a revolta que há dias estava adormecida retornava com força total... Aro que até então estava ausente de alma viu-se obrigado a prestar atenção e começou a não gostar do que via...
– Procure por lorde Platt irmão. – Solicitou e Caius levantando-se foi cumprir sua missão...
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A porta da carruagem foi aberta, um sorridente Emmett surgiu...
– Está chegando o momento majestade... Devem posicionar-se no palco agora... O senhor Cheney está se preparando. – Avisou e rei e rainha seguidos por Carlisle e Esme adentraram a parte traseira do palco para posicionar-se...
O ator que interpretava o rei em dado momento caminhava com sorrisos nos lábios e surpreendido foi pego por homens de preto e levado... Seus soldados aturdidos gritavam...
– LEVARAM NOSSO REI!
– SEQUESTRARAM NOSSO REI!
Diziam e nesse momento o povo se viu entre a confusão e a surpresa... Então, concluíam... Rei Ricardo estava sumido porque havia sido sequestrado pensavam... Mas a linha de raciocínio de todos ali foi interrompida pelas gargalhadas dadas pelo homem que vestido de religioso se colocava no centro do palco zombando dos soldados que ainda demonstravam desespero pelo sequestro de seu rei... Os comentários abaixo do palco, vindos do publico só aumentavam e tornavam-se constantes os momentos em que o povo desviava sua atenção da encenação por alguns segundos e fitava Dom Volturi que começava a sentir-se incomodado ali em seu palanque, tão visível, tão desprotegido...
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Caius a fim de cumprir a ordem do irmão começou junto com dois soldados a varrer o gramado a procura de Edward... Assim que o avistou...
– Lorde Platt... – Disse colocando-se a frente dele. – Dom Volturi deseja vê-lo. – Declarou sério... Edward sorriu internamente... Sabia que o momento estava se aproximando...
– Pois irei ter com ele agora. – Afirmou e começando a caminhar seguiu Caius sem nem ao menos trocar olhares com Isabella... E a jovem é claro não iria deixa-lo ir sozinho... Não iria ela ficar de fora... Voltou rapidamente seus olhos para Alice e Jasper que estavam próximos...
– Cuidem dos pequenos! – Ordenou apressando-se... Alice rapidamente pegou Paige no colo e virando-se para Nolan o viu correndo atrás de sua mamãe Bella... Foi neste instante... Era este o momento... A encenação chegando em seu auge... O povo enchendo-se em revolta...
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Uma densa e avermelhada fumaça cobriu o palco... O povo vislumbrado e aturdido se mostrou para logo em seguida se ver chocado ao notar que no meio da fumaça surgiam aqueles que tanto faziam falta... Rei Ricardo e sua rainha se posicionaram no centro do palco... A companhia de teatro fez sua retirada... A história que era contada agora tinha o seu final real... Aro levantou-se da cadeira tão ou mais aturdido que os demais... Todos pararam vidrados no que viam...
– Amada Inglaterra quem vos saúda é o seu rei! – Gritou Ricardo embriagado de coragem e um silencio se fez.
Isabella que também parara para ver o espetáculo arquitetado por Ben Cheney viu a sua frente seu marido voltar a caminhar e começou a fazê-lo em disparada sem notar que estava sendo seguida pelo seu pequenino e Jasper afobado tentava em meio à multidão pegar de volta o pequeno fujão,
– Eu qué fica com você mamãe Bella. – Disse um pouco mais alto o garotinho e Isabella surpresa parou.
– Céus Nolan deverias estar com Alice! – Jogou tensa e desviando os olhos do filho viu o marido aproximando-se do palanque em que estava Aro e sem mais nada pensar agarrou a mão de seu pequeno e caminhou naquela direção...
– Tudo o que viram e ouviram é a mais pura verdade! – Afirmou Ricardo e o povo continuou de olhos grudados nele. – Meu trono foi usurpado enquanto eu em guerra me via e ao sair desta fui sequestrado... – Contou e todos surpresos se colocaram... Os comentários retornaram... – Mas com a ajuda de cidadãos de bem, homens e mulheres honrados de nossa Inglaterra hoje estou aqui... Por eles fui resgatado e agora posso ao meu trono voltar... E este usurpador maldito... Vai caro pagar! – Gritou em ira apontando para o Volturi que de olhos arregalados se viu encurralado no instante em que Edward a ele achegou-se o povo em polvorosa aplaudiu entre gritos e vaias... Ricardo com as mãos elevadas pediu que o povo se calasse. – Junto com ele muitos traidores... Aos quais tenho em mãos cada nome... Sim, sei quem me traiu... É alguns nobres indignos de seus títulos me afrontaram, mas irão junto com este pagar... Guardas... – Solicitou enérgico. – Prenda todos os traidores! — Ordenou.
– Lorde Platt... – Chamou Aro na intenção de obter de Edward ajuda.
– Para você... The Hood, maldito Volturi! – Exclamou Edward e o bispo atônito olhou de Edward para Isabella que a sua frente se colocavam...
– E eu sou Isabella de Swan... Filha de lorde e lady Swan, os quais o sangue escorre por tuas mãos. – Apresentou-se a jovem fazendo o bispo e seu irmão ao lado arregalarem os olhos... Caius olhou em volta e percebeu que os soldados que com ele estavam agora já não lhe eram mais fiéis... O povo ainda agitado estava com um olho no rei e outro no bispo... Os acontecimentos a seguir se deram rápido demais e o inesperado ocorreu...
– Filhos da danação! – Esboçou Aro com os olhos brilhando de ódio por descobrir que fora enganado. Nolan agarrado à saia da mãe fitava o clérigo... OS Volturi buscavam um meio de dali escapar, o cerco se fechava com os soldados se aproximando e a multidão aos gritos pedindo justiça... Nolan sem entender o que ocorria bem como o que fora falado por seus pais, mas as palavras amaldiçoadas do bispo ele tinha entendido e como tinha, de uma coisa seu coraçãozinho sabia aquele homem não era bom e decidido fez o que estava a seu alcance... E mesmo sendo segurado com força pela mão da mãe grudada a sua ele afastou-se, como pode... Aproximando-se de Aro fitou-o de cima a baixo enquanto o homem ainda perplexo olhava de Edward para Isabella e para o que acontecia atrás deles... O pequenino fixou, por fim, seu olhar nos pés do Volturi e decidido pisou com toda a força em cima dos dedos do homem... Aro sentiu a fisgada pela infantil agressão... Isabella puxou de volta o filho, mas no ato Caius ao lado do irmão agarrou o menino e por conta da força as mãos de mãe e filho se desgrudaram.
– Solta eu seu feioso! – Gritou Nolan sacudindo as pernas e tentando se desprender dos braços que o seguravam.
– Não! – Gritou Isabella... Edward no mesmo instante desembainhou a espada, porém não contavam o punhal escondido entre as vestes de Caius que naquele instante era colocado contra o pescoço do infante.
– Vamos eu e meu irmão sair daqui, em paz... Seguros... Do contrario o pequeno malcriadozinho irá arcar com as consequências. – Disse Caius com um sorriso petulante nos lábios e Aro dando um passo atrás colocou-se na defensiva deixando o irmão e Nolan a sua frente.
– MALDITOS! – Esbravejou Isabella vendo-os se afastarem levando seu filho e as pessoas em volta notando a situação começaram a afastar-se dando passagem para os Volturi ao perceber que uma criança lhe servia de escudo...
– Solta eu... Solta eu... – Dizia Nolan ainda se debatendo, o desespero invadiu o coração da jovem Isabella...
– Edward... – Suplicou em angustia... Aro sorriu tendo a jovem Gianna ao seu lado enquanto Caius com Nolan preso em seus braços caminhava distanciando-se juntamente com o casal... Gianna vislumbrou a carruagem... A mesma que rei e rainha usaram, agora abandonada e indicou o caminho aos Volturi para a fuga...
– Não os deixem escapar! – Gritou o rei e os soldados se posicionaram logo atrás de Edward e Isabella no mesmo instante que todos os “templários” a eles se achegavam...
– Cullen estamos aqui para agir! – Disse Jasper com a espada desembainhada assim como todos...
Spoiler —
Ricardo ainda irritado fitou o frei com intensa atenção...
– Majestade o que pensas? – Questionou Emmett e todos voltaram-se para o rei...
– O que penso? – Perguntou sorrindo. – Penso que a Inglaterra terá sua própria igreja a partir de agora. – Colocou satisfeito sem deixar de olhar para o frei a sua frente...
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