The Hood
6 Oportunidade
Notas iniciais
“Todas as grandes coisas são simples. E muitas podem ser expressas numa só palavra: liberdade; justiça; honra; dever; piedade; esperança”. Winston Churchill
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– Música sugerida (Sons Of Scotland – James Horner) —
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– Muito prazer senhor. – Devolveu Mike com um sorrindo.
– James Gigandet. – Apresentou-se ainda apertando a mão de Mike. — Então esteves com Ricardo na Cruzada, um homem valente temos aqui de fato. – Afirmou James.
– Cumpri apenas com minha obrigação e pela graça de Deus consegui voltar vivo. – Devolveu e James lhe sorriu de volta. – Se me derem licença, quero me achegar e de um banho desfrutar... Senhor Gigandet... Caro pai. – Soltou curvando-se e logo se retirou... Ao distanciar-se escondeu-se para poder ouvir o restante da conversa...
– Lorde Newton... Dom Volturi deseja ter seu apoio para junto com o irmão poderem manter a ordem no país até a volta de Ricardo, acredito que posso ordenar que se avise o bispo sobre sua disposição em cooperar, concorda? – Questionou por fim.
– Veja James, como disse estamos passando por uma fase contábil bem difícil, mas se Dom Volturi for comigo paciente, prontamente estarei disposto a cooperar... – Comentava tentando trazer a baila o que de fato desejava, ganhar um gordo desconto em seus impostos e Gigandet esperto como era é claro entendeu para onde ia a conversa...
– Caro lorde, veja... Precisamos dar o exemplo, acho que sabes mostrar aos subservientes que a rebeldia compensa é um grave erro... Erro este que talvez lorde Cullen esteja repensando... – Comentou quase ingênuo e Willian engoliu em seco, entendendo que ou ele cooperava ou iria parar em uma masmorra como Carlisle...
– Bem... É...
– Lorde Newton... – Jogou James sorrindo ao cortar o homem de forma ameaçadora. – O senhor é esperto e por isso tenho a certeza que temos um acordo, não temos? – Perguntou por fim e o velhote resignadamente covarde como era assentiu... Mike percebendo que a conversa chegava ao fim rumou para o andar de cima, pensativo, em direção a seus aposentos... Mike analisou palavra por palavra dita por James e o que mais lhe intrigou foi o homem ter citado lorde Cullen, insinuando que ele era um rebelde... Até ali tudo bem, já que tanto Carlisle, quanto Charlie e até mesmo seu pai haviam ido para a corte tentar intervir com respeito a situação calamitosa que todos os condados, cidades e regiões da Inglaterra se encontravam... Mas por que lorde Cullen estaria repensando suas opiniões? Questionava-se...
**
Esme Cullen finalmente conseguira uma audiência com Dom Volturi, a imagem do clérigo imponente se fez vista assim que a nobre adentrou ao salão real onde a lady já aguardava...
– Eminência. – Disse curvando-se e beijando o anel em seu dedo.
– Deus te abençoe minha filha. – Declarou sério. – Qual sua necessidade filha? – Questionou como se nada soubesse e Esme que nunca fora boba sabia que aquele religioso homem tinha sim grande envolvimento com a prisão de seu marido... A esposa de Carlisle há dias andava aflita pela prisão arbitraria do marido, bem como a ausência de resposta a carta enviada a sua amiga Renée onde pedia a ajuda de lorde Swan...
– Dom Volturi venho aqui em aflição por meu marido que como deve saber está preso nas masmorras desse castelo. – Disse firme, sem perder a suavidade... Aro surpreendeu-se com sua objetividade.
– Minha filha, cara lady Cullen... Bem sabes que estou aqui apenas auxiliando a rainha nesse momento difícil e...
– Exatamente por isso quis lhe falar eminência... Acredito piamente em sua benevolência, bem como caridade cristã é claro... Meu esposo foi arbitrariamente levado de nossa casa e até agora não consegui ao menos falar-lhe, saber como tem passado...
– Senhora...
– E de mais a mais... Dom Volturi o motivo da prisão de Carl é absurdo... Meu marido em nada afrontou a coroa ou o reino, mantê-lo preso é um pecado e sei que de pecado entendes bem tendo visto que já devas ter ouvido coisas tenebrosas em confissão... Mas sei também que vossa senhoria irá sim me ajudar...
– Não acredito poder faze-lo...
– Tenho certeza de que sim, imagine como o povo inglês passaria a ver sua pessoa, se já estamos felizes em tê-lo auxiliando nossa rainha, ficaremos todos agora agradecidos por sua bondade suprema em ajudar a um homem que foi por Ricardo condecorado com a ordem de cavaleiro do Rei por seus préstimos para com o país por ajudar junto com outros nobres a manter em tão perfeita ordem à região onde se encontra nossas terras... De certo sabes que em toda a corte tem rodado e rodado um falatório desmedido com respeito à prisão de meu marido, por isso bom bispo vim pedir-lhe que comigo se engaje na missão de tirar meu marido da prisão... Pois de fato, tenho a certeza de que o senhor nada tem com isso, e como bom homem de Deus que é incomodado está ao saber que um homem de bem como Carlisle Cullen está preso sem culpa alguma... De certo algum capitão desavisado ordenou essa prisão e o senhor assim como eu ficou surpreso, não é mesmo? – Dizia Esme sem freio, contudo o mais diplomática possível provocava o homem, e em seu interior ardia a vontade de dizer poucas e boas para aquele que se escondia atrás de uma nobre batina... Nos ouvidos da nobre tinham já chegado os hábitos estranhos do bispo, bem como seu envolvimento na prisão de seu marido... Aro não estava disposto a colaborar, é claro, antes pretendia enrolar a mulher a sua frente, mas foi quando de surpresa uma outra mulher no grande salão adentrou que sua decisão teve que mudar...
– Aro... Querido irmão. – Soltou Berengária entrando decidida em busca do irmão que lhe prometera uma prece por Ricardo e sua segurança feita na catedral de Londres... Ao ver ali Esme... – Lady Cullen, que bom revê-la, achei que não estivesses mais na corte, nunca mais veio comigo desfrutar de um chá... E Renée ainda está por aqui? – Questionou feliz aproximando-se e Esme não poderia achar mais propicio aquele encontro.
– Rainha... Alegro-me em vê-la. – Disse Esme curvando-se sem deixar de esconder o sorriso.
– Soubes da prece que faremos logo mais a Ricardo e é claro veio nos acompanhar não é mesmo minha amiga? – Disse Berengária e Esme aproveitando a situação.
– Na verdade majestade vim com o intuito de pedir ajuda a Dom Volturi, para que interceda por meu marido junto a guarda real que arbitraria e erroneamente o está detendo aqui em suas masmorras. – Despejou e o semblante de Berengária logo deixou de ser suave e passou a tenso.
– Como assim detido... Lorde Cullen está preso aqui em meu castelo? Com ordem de quem? – Devolveu a rainha indignada.
– Era o que tentava ver com vossa eminência. – Disse Esme e Aro rígido se mostrava encurralado diante dos olhos da Cullen e da rainha.
– Pois isso será reparado agora... Aro querido, ordene agora mesmo que Lorde Cullen seja solto... Uma afronta dessas seria por Ricardo vista como um crime odioso e digno de pena capital... Homessa onde já se viu deter um homem como Carlisle? – Dizia em quase revolta.
– Pois é o que me perguntava querida irmã... Estava nesse momento me preparando para dizer a nobre lady Cullen que iria sim intervir... De certo algum desavisado dentro da guarda real executou tal arbitrariedade e é claro isso é imperdoável, irei agora mesmo intervir... Lady Cullen, garanto que seu marido ainda hoje irá para casa. Afirmou o clérigo, a contra gosto e engolindo toda a sua empáfia fora ele obrigado a voltar atrás em sua decisão.
– Ótimo, faça isso irmão... Retiro-o da masmorra... Que absurdo, peça que o levem a um dos quartos de hospedes para que se banhe e possa ser visto por Esme e depois... Minha amiga, você e o querido lorde ficarão ao meu lado na catedral enquanto Aro presidirá prece em nome da segurança de Ricardo. – Declarou Berengária e por essa o Volturi não esperava, teria que fazê-lo e fazê-lo naquele momento... Assentindo saiu pisando duro e Esme segurando o riso vitorioso ficou com Berengária por mais alguns minutos... As ordens de Berengária foram cumpridas por um Aro em revolta por ver seus planos atrapalhados, mas o homem tinha ganas de se livrar de vez de Carlisle e de sua esposa intrometida... O lorde foi retirado da masmorra direto para um dos luxuosos quartos do castelo e lá Esme o encontrou...
– Meu querido! – Disse agarrando-se a ele que mesmo abatido se mantinha altivo.
– Esme. – Devolveu o homem envolvendo a esposa em um abraço... Depois de matarem parcialmente a saudade e uma Esme emocionada se recompor, Carlisle se banhou e se alimentou com o auxilio da esposa e durante a refeição marido e mulher conversaram, ambos explicando o que se passou... – Este homem é maldito Esme, valha-me Deus, mas a santa igreja tem um endiabrado como bispo... Garanto-lhe mulher não vou ser sociável com ele... Não vou ainda mais depois do que me disse na cela... – Afirmava revoltado o nobre Carlisle.
– Marido meu, acho que cautela é estratégia no momento, precisamos de aliados, fortes aliados para enfrentar esse homem visto que Berengária está sim sendo manipulada por ele... Devemos abrir os olhos da rainha, mas não se pode fazer isso de uma hora para outra... A que se ter calma, muita calma... Acredito que Renée deva estar regressando com Charlie, de certo está depois de ter lido a carta que lhe mandei e ao invés de me responder resolveu voltar... – Dizia pensativa e Carlisle incomodado parou de comer. – O que foi querido, algo não lhe agradou na mesa? – Questionou.
– Esme... Disse cauteloso contando em seguida o que Aro lhe dissera na cela com respeito à morte de Charlie e Renée... Esme em choque levou a mão a boca, as lagrimas logo surgiram...
– Deus! – Disse pesarosa em excesso e Carlisle indo a seu encontro lhe confortou... O casal passou pelo luto rapidamente, pois não tinha escolha e precisava agir já que em breve seriam obrigados a encontrar-se com a rainha na tal prece encomendada por ela para pedir a Deus pela segurança do rei... Esme e Carlisle de forma fria e cautelosa seguiram para a catedral... A hora agora era de jogar, e jogar com muita estratégia para que assim o bispo não conseguisse comer mais nenhum peão no meio daquele injusto e cruel jogo de xadrez humano.
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O povo permanecia sendo assolado pelos alto impostos... Era comum ver soldados da coroa agredindo camponeses pela falta das taxas, os cobradores de impostos andavam sempre cercados por esses soldados para se protegerem e garantirem a segurança das cargas repletas de ouro e prata que recebiam como pagamento dos impostos... Além disso as safras dos agricultores eram confiscadas em nome da coroa e depois vendidas aos próprios produtores e seus servos por valores altíssimos... A situação de calamitosa passava a ser miserável e na região de Carlisle isso não era diferente... Edward e seus rapazes passaram a notar isso com mais atenção...
– O povo está a mingua em minha casa mesmo as coisas andam complicadas, temos falta de tudo... – Dizia Jacob em revolta e Edward e os demais ouviam...
– Mike você disse que os cobradores de impostos depois de fazerem suas cobranças levam as remessas até a corte se utilizando da escolta proveniente da guarda real, certo? – Questionou o Cullen.
– Exatamente e as safras depois de confiscadas são vendidas por homens também vindos da corte exclusivamente para esse serviço, por aqui quem tem feito isso é o tal de James Gigandet... – Comentava o Newton e a menção de Gigandet trouxe revolta ainda maior em Edward.
– Sempre esse desgraçado! – Jogou andando em círculos, respirando fundo voltou a raciocinar.
– Sabe estava pensando... Se esse esquema deles for desestruturado vai causar um reboliço e tanto não é mesmo? – Soltou sorrindo. – Imaginem se uma dessas cargas cheias de moedas de ouro e prata for misteriosamente surrupiada, acho que vai fazer falta não é? – Perguntou parando e os rapazes com os olhos em fenda lhe fitavam...
– Quer que roubemos esse dinheiro? – Perguntou Jasper incomodado.
– Eu não veria dessa forma... Se olharmos pelo ângulo correto eu diria que estaremos pegando de volta o que na verdade é nosso...
– Nosso? – Indagou Emmett e Edward revirou os olhos.
– Ok, não é apenas nosso é de todo o povo... Vamos lá rapazes me ouçam depois digam o que acham certo? – Pediu e todos permaneceram atentos. – Minha ideia vai na verdade ajudar a todos que estão sendo roubados de forma descarada... Penso em pegar esse dinheiro e com ele criar um fundo, para ajudar o povo...
– Ajudar o povo... Como? – Questionou Mike.
– Emprestando-lhes dinheiro. – Respondeu o Cullen. – Aqui em Carlisle, ninguém conhece Jasper ou o China... Eles podem se instalar na cidade, criar o fundo... Emprestando dinheiro ao povo... A juros, quase inexistentes e...
– Juros inexistentes? – Provocou Emmett mais uma vez.
– Sim, inexistentes. – Afirmou decidido. — Seria apenas através desses reles juros que tiraríamos a nossa paga por conseguir de volta o dinheiro surrupiado desse sofrido povo. – Argumentou com eloquência e todos ponderaram...
– Quer criar um banco então. – Concluiu Jasper.
– Banco... Isso é coisa de italiano... Não sei não... – Pensava Jacob o que de fato era uma verdade, os bancos privados haviam sido uma criação de italianos a poucos anos atrás e ainda eram novidade na Inglaterra...
– Acho uma boa ideia, vamos lucrar e o povo vai receber de volta o que lhe é de direito como disse o Cullen. – Afirmou Cheney.
– Exatamente China! – Disse um satisfeito Edward... A conversa durou horas até os rapazes se entenderem e concordarem deixando acertado que de forma estratégica iriam começar a seguir o caminho feito pela carga valiosa até a corte e assim traçar planos...
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Isabella acordara desanimada, seu povo andava do mesmo modo por contada da opressão instalada oriunda dos altos impostos, alimentos escassos na mesa de todos tendo em vista que o preço dos suprimentos estava pela hora da morte... Depois de seu dejejum retornou ao andar de cima da casa e adentrou ao maior aposento daquele andar... As roupas ainda no mesmo lugar, objetos pessoais expostos... O cheiro deles ainda podia ser ali sentido, seus pais, queridos a amados pais... Ainda podia ouvir a grossa voz de seu pai herói ou os risos ruidosos de sua mãe a conversar com Sue na cozinha... Algumas lagrimas foram derramadas, era tortura, ela sabia, estava se torturando... Ordenara que nada fosse mexido, que nenhum objeto fosse retirado do lugar... Tudo para ter a insignificante sensação de que eles a qualquer instante pudessem aparecer, como se ainda estivessem na corte e logo chegariam... Ao passar pelo espaço onde sua mãe guardava alguns documentos e cartas viu a carta que ela mesma havia recebido de Esme Cullen para sua mãe e em choque lembrou-se do conteúdo da mesma... A tragédia da morte de seus pais lhe fez esquecer-se por completo daquela mensagem, séria e de conteúdo preocupante... Levou a mão ao peito...
– Valha-me a santa... Esqueci-me disso! – Disse para si mesma... E resoluta arrumou-se e partiu acompanhada de Rosalie e alguns homens para as terras dos Cullen... Achegando-se ali foi recebida pela mãe de Emmett.
– Ora veja que bem vinda surpresa, milady. – Soltou Mary McCarty sorrindo... Conhecia Isabella desde que era uma linda bebezinha e vivia nos braços de Renée.
– Bah como tens passado? – Perguntou Isabella cumprimentando a senhora.
– Vou levando filha, entristecida pelo que ocorreu com teus pais... Tão queridos que eram... E preocupada por meus senhores que há tempos não dão noticias... – Dizia e Isabella abaixou os olhos entre a tristeza pela lembrança dos pais e a vergonha de ter deixado uma informação tão importante sobre os Cullen passar.
– Bah... Edward se encontra? Preciso falar-lhe. – Disse quase impaciente querendo de imediato passar a informação a quem era de direito.
– Sim, menino Edward está... Vou pedir para chama-lo, ele está no estábulo com Emmett. – Declarou a senhora e Isabella incomodada manteve-se a espera com Rosalie ao seu lado...
–Ora veja, não aguentaste de saudade e veio ao meu encontro... – Disse debochado um Edward sorridente ao achegar-se a sala de sua casa vendo a sua frente à linda Isabella.
– Tenho-o em baixa estima caro Cullen e tu o sabes. – Declarou séria..
– Continuas doce como sempre milady. – Afirmou acido e ela manteve-se seria.
– Preciso de uma audiência contigo. – Disse a moça e ele levantando a sobrancelha a fitou especulativo.
– Ok! – Declarou. – Acompanha-me, vamos caminhar. – Disse sério e Isabella o seguiu deixando para trás uma Rosalie que logo foi amparada por um solicito Emmett.
– Minha missão aqui é falar sobre teus pais... – Afirmou ficando sem graça no mesmo instante em que pararam em baixo de um frondosa arvore.
– Meus pais... Pois... Diga. – Disse curioso mantendo seriedade e ela encabulada por ter que admitir o desonroso esquecimento...
– Edward... Me desculpe! – Disse sem graça e vendo o Cullen levantar as sobrancelhas mais uma vez conteve-se para não rolar os olhos... – Tudo isso sobre meus pais... Os últimos dias... Me fizeram passar batida sobre algo importante, deveras importante... Bem... Logo depois, na verdade um dia depois de receber uma carta de minha mãe, recebi... Uma de sua mãe para a minha, fui curiosa confesso ao lê-la, não deveria tê-lo feito, mas fiz, ainda bem que fiz... A questão é que logo depois presenciei a chegada de um Seth todo machucado e... Enfim... Por conta de toda a tragédia contada por ele e pelo frei esqueci-me por completo da carta... Sei que é imperdoável, ainda mais por depois desse tempo todo eu ter lido e seu teor ser preocupante... Eu... Me desculpe realmente... Sei sinceramente que é imperdoável... – Desculpava-se encabulada levantando a mão com a carta em direção a Edward que a pegando prontamente se pôs e ler...
– Preciso ir para Londres, rápido... Soltou no ímpeto, revoltado com a constatação que a carta de sua mãe trazia.
– Será o mesmo que enfrentar a guarda real... De fato o é! – Retrucou Isabella com evidente preocupação.
– E essa é com certeza a minha maior vontade posto que a guarda real está sendo comandada por esse maldito bispo Volturi... Do jeito que estou arranco meu pai no dente daquela masmorra... – Soltou revoltado, mas ao ponderar... — Se bem que enfrentar de frente o inimigo nem sempre é o mais sábio... A que se vir sorrateiro, não é o mais digno, mas é sempre mais eficaz... – Confabulava o Cullen.
– A escolha pelo digno é sempre a correta Edward. – Afirmou Isabella lhe despertando.
– Digno... Seu pai e sua mãe foram dignos, enfrentaram de peito aberto, desprotegidos e desprevenidos e veja onde foram parar... – Soltou irritado.
– Eu teria feito o mesmo! – Devolveu demonstrando indignação e tristeza.
– Eu não permitiria! – Retrucou duro e com dor no peito de imaginar tal fim para a linda jovem a sua frente, logo percebendo que tinha sido bruto e tocado na ferida ainda aberta da moça. – Me desculpe Isabella, não quis ser desonroso para com teus pais... Eu os admirava e muito. – Disse dando um passo em direção à moça.
– Deves pensar com calma no que fazer para ajudar teu pai... De minha parte digo que ajudarei no que me for possível... Mas acho que antes de agir deverias realmente ponderar e analisar... Como teu pai agiria? O que ele estando em teu lugar faria? Acho que se atendo a esse pensamento te sairás bem. – Soltou séria. — Preciso ir agora, mande-me noticias de tua decisão... Até mais ver Edward. – Disse virando-se para sair ainda incomodada...
– Espere... Isabella... – Falou fazendo-a parar de andar, colocou-se de frente a ela... – Não quis ser mal agradecido e muito menos desfazer de teus pais... Eu...
– Você se desculpando Cullen... Olhe que começarei a desconfiar. – Dizia tendo sua vez de provoca-lo e o rapaz...
– Do jeito que falas penso que me vês como um mal educado e eu não o sou. – Declarou firme e Isabella sem conter-se começou a gargalhar o mal estar passando a ser provocação pura e simples, como sempre o era entre eles...
– Ora vamos Edward você de bom moço não tem nada, pare de melindres. – Jogou e ele de cara feia revirou os olhos.
– Sei como te calar Swan, sei deixa-la mole, mole e sei... Sei que gostas. – Insinuou provocativamente.
– Não me amole estrupício, deixe-me passar vamos. – Soltou passando de provocadora a provocada e Edward é claro aproveitou-se, grudou na cintura da moça, rostos próximos... Ela raivosa, ele com um cínico sorriso... Mas quando os olhares se encontraram, assim tão próximos, o gelo no estomago de ambos instalou-se sendo derretido pelo calor que se formou e ali... Tanto Edward quanto Isabella sabiam, talvez nunca admitissem, mas sabiam, internamente sabiam que bastava aquele olhar ser trocado para o mundo parar de girar, para tudo deixar de ter sentido e apenas eles, ali juntos, faziam sentido... As pequenas mãos espalmadas no peito másculo tentavam não demonstrar os tremores que lhe atingiam, já as mãos masculinas apertaram com intensidade a cintura delicada trazendo-a para mais perto de si... – Me solte... Edward...
– Você não quer que eu lhe solte. – Declarou e o hálito quente de um atingiu o outro trazendo arrepios a moça e uma incontrolável necessidade no rapaz, necessidade que não poderia mais protelar... E é claro o beijo se deu, suave, diferente do primeiro... Mas não menos intenso... O Cullen de forma surpreendente estava tendo modos para com a moça... Isabella agarrou a camisa de Edward e soltando no ímpeto esmurrou seu tórax... Os lábios se desgrudaram antes mesmo das linguas se encontrarem, os olhos voltaram a se conectar e dessa vez... Ficando na ponta dos pés... Isabella agiu, agarrou a camisa dele novamente e grudou seus lábios aos dele voltando ao beijo... Dessa vez uma escolha dela... Um beijo saboreado por ambos... O amasso passou a ser intenso, assustando a Swan e a necessidade de ar os afastou... Ela o rosto ruborizado, corpo tremulo... Ele coração acelerado, calor intenso...
– Preciso ir! – Falou ela mais uma vez ajeitando a vestimenta toda troncha pelo ato de segundos atrás.
– Como assim ir? Não... Nós... Nós...
– Nós nada homem, nós nada! – Declarou firme e em passadas largas voltou para a casa onde se encontravam os demais... Logo Isabella seguiu rumo suas terras deixando para trás um Edward entre o preocupado com os pais e o perdido por não saber o que de fato sentia... Aquele beijo, ou melhor, beijos deixaram o rapaz atordoado... Um simples beijo... Beijos, pensava e abobalhado se via consigo mesmo pela falta de pulso para com uma simples mulher e principalmente pela atitude de Isabella que apenas o beijara e ponto, como assim? Ela o beijara, ela tinha tomado a iniciativa, isso era impróprio não? Uma donzela tomando atitudes libertinas, onde já se viu? Como pode fazer-me isso? Que comportamento absurdo. Ela está errada, não está? Sua mente em confusão...
– Mulher maldita! Esbravejou e saiu pisando duro depois de ver ao longe a comitiva de Isabella seguir viagem... E dentro da carruagem que transportava a moça batia um coração frenético pelos últimos acontecimentos, assustada com a intensidade de tudo que acabara de viver, de toda a novidade que aquilo acarretava e ao mesmo tempo uma impaciência lhe atingia... Como, como ela se permitia a desfrutes e mais desfrutes com Edward... Justamente com o energúmeno do Cullen? Absurdo, talvez estivesse enlouquecendo... É poderia de fato estar enlouquecendo, concluía preocupada, mas sem deixar de sentir o calor que aquele beijo lhe trouxera...
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Carlisle e Esme se juntaram a Berengária na catedral em Londres para a prece que seria ministrada por Aro em petição a segurança de Ricardo... Os Cullen concentrados pretendiam alertar Berengária e ao final do oficio presidido por Dom Volturi...
– Majestade. – Disse Carlisle curvando-se.
– Lorde Cullen, folgo em vê-lo bem e peço mil perdões pelo absurdo que consigo ocorreu... Mas diga-me o que de fato levou a esse fim? Ser preso e por quem me diga. – Pediu a rainha.
– Minha rainha, não sei ao certo quem deu a ordem para me deterem... Posso apenas dizer-lhe que Dom Volturi me visitou na masmorra... Quanto ao motivo declararam que eu estava cometendo um crime contra a coroa... O motivo de fato acredito ser por estarmos na corte em busca da diminuição do valor das taxas imposto pela coroa... Um aumento ocorreu depois da partida de Ricardo, um grande aumento... O povo está passando necessidade e a coroa não tem dado a devida atenção... Sei que minha rainha anda preocupada com a partida e ausência do rei, mas talvez seria o caso de se ater a esses assuntos... Todos sabemos que tanto Ricardo quanto a senhora jamais deixariam o povo passar necessidade. – Soltou tudo de vez deixando a rainha atordoada... Mas não acusou diretamente Aro e seu irmão, sabendo que isso seria uma péssima decisão tendo em vista que se tratando eles de irmãos da rainha, o laço sanguíneo falaria mais alto e ela poderia se sentir ofendida sem contar que estava com total certeza sendo cegada pelos irmãos.
– Mas isso... – Pronunciou chocada sem saber o que falar. — Irei ver isso, garanto que irei. – Declarou com evidente preocupação... Aro e Caius de longe viam Berengária em uma concentrada conversa com os Cullen, nada podiam fazer para impedir tal situação... Mas a mente do bispo maquinava como reverter aquela colérica cena... Berengária fitou os irmãos em dado instante e isso os alarmou sobremaneira... Carlisle sabia que precisava sair daquela catedral o quanto antes, tinham ele e a esposa consciência de que bater de frente com os Volturi estando eles sem ter quem lhes amparar era o mesmo que ir de encontro com a morte, e essa não era a melhor estratégia... A melhor estratégia era voltar as suas terras e por lá se fortalecerem com os nobres da região e iniciar um levante muito mais fortalecido contra os desmandos daquele bispo sem coração...
– Sabemos que sim majestade e ficamos felizes pela certeza que temos de que estando a senhora no comando tudo irá bem até que Ricardo volte e lhe ajude. – Declarou Esme.
– Precisamos retornar as nossas terras, há tempos estamos distantes... – Dizia Carlisle.
– Claro lorde Cullen, vá em paz, irei verificar essa situação que me esclareceu e de antemão afirmo vou ordenar que se reveja o valor dos impostos e pedirei que os conselheiros de Ricardo, que de certo tem os dedos nesses aumentos nas taxas providenciem ajuda ao povo... – Dizia acusando os conselheiros da coroa como culpados pelo aumento dos impostos o que não era verdade, a verdade é que desde a chegada de Aro a corte inglesa os conselheiros e demais auxiliares da coroa como, por exemplo, o tesoureiro da coroa havia sido seduzido por Aro e sua lábia bem adestrada a fazer única e exclusivamente o que ele ordenava insinuando que Ricardo lhe confiara essa responsabilidade e como ele e Caius eram irmãos da rainha ninguém até o momento contestara, embora não concordasse com a maioria das ordens e ainda tinham aqueles que se bandearam em definitivo para o lado dos Volturi se apropriando de lucros e mais lucros por conta do assalto aos cofres públicos feitos pelos italianos irmãos da rainha... Carlisle e Esme se retiraram rapidamente da catedral, aproveitando-se da movimentação em excesso por conta da presença da rainha e despistando Aro seguiram deixando para trás um Volturi com problemas para resolver e esses se resumiam a conter as indagações de sua irmã que parecia ter despertado de sua ausência... O bispo maquinava como... Como calar Berengária antes que suas perguntas se tornassem reclamações e de reclamações passassem a brigas com o irmão e daí palavras de ordem que expulsariam os irmãos Volturi da corte inglesa e com isso iriam por água a baixo todos os planos de Aro e o patrimônio que ele estava adquirindo a olhos vistos dia a dia.
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– O que faremos meu querido? – Perguntou Esme preocupada e com medo de ter o fim que seus amigos Swan tiveram.
– Vamos fugir Esme, vamos fugir e nos preparar junto com nossos amigos para destruir esse abominável homem e trazer a ordem a Inglaterra com ou sem Ricardo. – Afirmou o Cullen decidido e racional... Aro é claro iria intentar contra os Cullen, mas alguns amigos de Carlisle residentes na corte, nobres como ele iriam ajuda-lo... Sim, muitos nobres estava revoltados, mas diferente de Charlie e Renée não expunham sua opinião, antes articulavam e ponderavam a melhor forma de deter o poder usurpado por Aro, contudo a hora já passara... Agir era com certeza premente, ponderar, articular deixara de ser sensato e passava a ser um ato errado e para mudar era necessário que alguém de fibra e um tanto impulsivo o fizesse e sem deixar de ser astuto coordenasse um levante... Quem poderia ser essa pessoa? Quem poderiam ser essas pessoas?
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Edward e seus “templários” estudaram minuciosamente o trajeto e hábitos seguidos pelos cobradores de impostos e sua guarda, se preparando programaram a primeira incursão e esta iria ser muito próxima à floresta de Forks o que facilitaria e muito o trabalho dos rapazes... Todos os rapazes estavam com panos em seus rostos, escondendo-se para que ninguém pudesse depois reconhece-los e Edward como de costume além dos panos usava seu capuz... A carruagem seguia e atrás dela vinha uma carroça com a carga protegida em baús, alvo de quem de perto observava a tempos a escolta ao redor que era de quatro homens e o emblema da coroa era notado de longe em cada um dos homens... O capuz lhe camuflava como sempre, parado no meio da trilha comum a saída de Carlisle... Os demais “templários” estavam estrategicamente colocados e tinham a visão completa do cenário... Os cavalos que conduziam a carruagem relincharam ao notar que o homem encapuzado dali não sairia...
– Saia da frente indigente! – Soltou alto o soldado e o encapuzado virando-se elevou o arco com a flecha posicionada...
– Pela cruz e pela ordem! – Alto gritou e em segundos os demais se colocaram ao redor impedindo a saída de carruagem e carroça, todos armados intimidavam os soldados que não tiveram tempo se quer de levantar a espada...
– O que se passa? – Questionou um homem dentro da carruagem colocando a cabeça para fora.
– O que se passa milorde? É simples... – Disse Jasper de forma intimidativa e o homem que até o momento se mantinha sério, quase irritado voltou-se para dentro da carroça. — Vocês tomam e nós pegamos de volta. – Afirmou Whitlock colocando ele o rosto dentro da carruagem e foi ali naquele momento que tudo para ele parou... O restante dos rapazes rapidamente retiraram os soldados de suas montarias e os dois cocheiros que levavam carruagem e carroça... A carroça alvo principal foi inspecionada por Edward e Jacob e com sorrisos constataram estar mais do que certos.
– Jasper venha ver! – Declarou o Cullen satisfeito e não obtendo resposta se voltou ao amigo ainda parado ao lado da carruagem. – Homessa francês qual o problema? – Questionou caminhando em direção ao amigo e Jasper voltando a agir abriu a portinhola da carruagem... A visão lhe incomodava, o cobrador de impostos sentado de um lado, do outro um padre e uma jovem moça com os pulsos amarrados...
– Por que ela está com as mãos presas? – Questionou Whitlock.
– Porque ela é uma bruxa! Afirmou o padre sentado ao lado da moça de aparência frágil, suja e com o semblante cansado... Edward chegando no mesmo instante ouviu a frase do clérigo...
– Bruxa? – Soltou. – Então é das minhas! – Afirmou sorrindo.
– Eu não sou bruxa milorde! – Pronunciou a voz como de sinos... E naquele instante o coração de nosso francês foi arrebatado por completo...
– Um ser tão angelical de longe poderia ser bruxa. – Afirmou Jasper desfazendo os laços que prendiam os punhos da jovem e a retirando da carruagem pode vê-la ainda melhor...
– Essa minúscula figura é uma bruxa? – Questionou Edward aos risos.
– Dizer a verdade é em sua opinião ser bruxa milorde? – Retrucou irritada a moça e Edward levantando a sobrancelha viu nela coragem e gostou.
– Esta moça é uma herege e deve ser punida. – Disse o padre e Edward notando-o...
– A não... Outro religioso... O que é isso o mundo está sendo invadido por esses seres de batina? – Resmungou Edward... O roubo estava virando na verdade um grande pastelão...
– Ora milorde exijo respeito, sou uma autoridade eclesiástica e...
– E nada, chega de conversa! – Cortou o Cullen sem dar atenção ao padre, se voltando para a carruagem e puxando dali o cobrador de impostos. – Coloque-a lá dentro Jass... Vamos embora logo daqui. – Disse firme.
– Como? Vão nos deixar aqui no meio do nada? – Questionou o cobrador de impostos. – Se querem a carga levem, se querem a bruxa que a levem, mas nos deixem seguir viagem. – Dizia e Edward já impaciente puxou de seu punhal...
– Ok... Preferes morrer ou ficar aqui no nada como tu mesmo disseste? – Perguntou pressionando a jugular do homem que engolindo em seco deu um passo atrás. – Sabia decisão! Declarou Edward sorrindo... Todos os homens fora o cobrador de impostos e o padre haviam sido amordaçados e suas armas recolhidas... Seguiram Edward e os “templários” levando uma carruagem contendo a jovem que diziam ser bruxa e a carroça abarrotada de moedas de ouro e prata... Embrenharam-se na floresta e logo se afastaram do grupo que aturdido apenas os vislumbra de longe até que desapareceram... Antes de se aproximarem em definitivo do esconderijo Edward pediu que a carruagem fosse parada e Jasper que a conduzia...
– Algum problema? – Questionou Whitlock.
– Vamos venda-la antes de chegarmos a nosso destino. – Afirmou o Cullen.
– Não acho isso necessário... – Disse Jasper se aproximando do amigo e os demais rapazes apenas assistiam. – Nós a salvamos! – Afirmou baixo e a moça colocando a cabeça para fora os fitou.
– Ela pode nos denunciar, pode querer nos roubar... – Retrucava Edward.
– Estais vendo em mim ameaça milorde? – Perguntou a moça de forma petulante, Edward voltou-se para ela inquisitoramente...
– Qual tua graça donzela? – Questionou, ela sem medo algum abriu a carroça e desceu parando em frente a Edward.
– Alice Brandon de Yorkshire! Respondeu sorrindo e de forma decidida pegando na mão de Edward a apertou em um cumprimento firme sem perder a delicadeza surpreendendo o Cullen e tirando risos de Jasper... Edward intrigado assim como o restante...
– O que fazes tão longe de casa Alice Brandon ou diria bruxa Brandon? – Indagou provocando e Alice ao invés de se irritar sorriu e arregalando os olhos aproximou-se um pouco mais de Edward que incomodado ficou rígido no lugar.
– Tens medo de bruxas milorde? – Perguntou mantendo o sorriso e Jasper dessa vez riu alto chamando a atenção dela e de Edward.
– És impertinente, mas não és bruxa! – Afirmou o Cullen jogando.
– Quem lhe garante que não sou bruxa? — Indagou a jovem e Edward sem demora puxou de seu pescoço uma corrente que tinha como palpite carregar um conhecido pingente.
– Por isso... Bruxas não carregam a imagem da cruz de Cristo no corpo. – Disse sorrindo satisfeito em ter ganho na aposta que fizera.
– Não sou bruxa, afirmo, não sou e digo... Podem confiar em mim... Se vocês não tivessem aparecido eu seria provavelmente morta em breve tenho a certeza. – Disse séria.
– Edward não é por nada não, mas ficarmos aqui de conversa não é uma boa escolha. – Disse Jacob chamando-lhes a raciocinar... Alice notou na mão do Cullen um lenço e sua boa audição a permitiu ouvir que ele queria venda-la.
– Podes me vendar, não me incomodo. – Disse segura e Edward olhando dela para Jasper, em uma conversa silenciosa achou melhor faze-lo e depois com calma veria quem era de fato a moça... Seguiram para o esconderijo... Ao chegarem rapidamente retiraram a carga da carroça a escondendo... Edward aproximou-se de Jasper. – E agora fazemos o que com ela? – Questionou o amigo francês.
– Deixa-la livre homessa! – Disse simplesmente Jasper.
– Vais solta-la? Não acho sensato! – Declarou inseguro o Cullen.
– Eu cuido dela Cullen, será minha responsabilidade. – Disse Jasper com segurança.
– Francês... Não sei, pense bem...
– Lhe asseguro, não teremos problemas! – Devolveu encerrando o assunto.
– Certo, confiarei em ti... Ela será tua responsabilidade então... Olho aberto Jasper, olho aberto. – Advertiu Edward e Jasper assentiu quase entediado, para ele a moça, Alice, era inofensiva berrava seu coração...
– Caro amigo ainda não tenho posses por essas bandas... Bem... Preciso me estabelecer sabes, mas... – Tentava explicar e Edward revirando os olhos...
– Leve-a para minha casa homem, onde mais a levaria? Vai-te logo! – Jogou impaciente e Jasper sorrindo se retirou, guiando a carruagem seguiu para as terras do Cullen... Edward se voltou para o interior do esconderijo para contabilizar junto com os rapazes a quantia que de fato haviam recolhido...
**
Jasper parou na nascente onde tinha a cachoeira, desceu da carruagem e abrindo a portinhola fitou a jovem Alice em sono profundo, a moça depois de ser salva das mãos do padre viu-se segura no meio dos “templários”, tão segura que até cochilou...
– Milady. – Disse delicadamente sacudindo-a um admirado Jasper, Alice se mexeu levando as mãos a venda em seu rosto. – Deixe-me tirar isso de vossa senhoria. – Disse adentrando mais ao pequeno espaço, retirou-lhe a venda e ela estabilizando sua visão notou onde estavam. – Achei que gostaria de se refrescar. – Disse sorrindo e ela lhe retribuiu.
– Obrigada milorde. – Disse tranquila e decidida desceu da carruagem, achegou-se a nascente lavando mãos e rosto... Jasper aproximou-se. – Devo agradece-lo por ter me ajudado e não me largado nas mãos daqueles homens. – Disse voltando-se para ele que ainda a admirava.
– Não tem que agradecer, jamais deixaria uma donzela em apuros. – Soltou Whitlock. – Mas me digas, por que o tal padre disse que tu és uma bruxa? – Perguntou intrigado e Alice abaixando os olhos fitou seus pés, respirando fundo voltou a fita-lo.
– Como falei sou de Yorkshire... Nascida e criada lá, nas terras de lorde Donavan... — Dizia séria, como se não gostasse de lembrar daquilo. – Meus pais são camponeses por lá... Lorde Donavan ofereceu a meu pai dinheiro para que eu me casasse com ele, o homem ficou viúvo e não tinha filhos... Mas eu... Eu não queria me casar com ele... O padre Alec iria celebrar o casamento, é o padre que me chamou de bruxa... Eu disse que não queria e meu pai não me deu ouvidos é claro, estava interessado nas moedas de ouro do lorde... Não o culpo na verdade, quem sempre viveu na miséria vendo tanto ouro iria ficar um tanto avariado das ideias e minha mãe... Bem ela não tinha voz para pedir por mim... O lorde me levou a força até padre Alec para que eu me confessasse e para combinar nosso casamento... Eu disse ao padre que não queria me casar, que estava sendo obrigada... Lorde Donavan me repreendeu na frente do padre e ele nada fez para me defender do safanão que recebi... – Dizia quase chorosa.
– O tal lorde lhe bateu? – Perguntou Jasper ficando tenso e ela assentiu.
– Eu gritei revoltada, nunca havia recebido um beliscão se quer na vida... O padre disse que eu era uma mal agradecida porque o lorde estava me dando a chance de ter uma boa vida... Mas... Milorde, eu não gostava dele... Ele é um velho asqueroso, eu não queria por nada nesse mundo me casar com ele, ser sua... Mulher... – Dizia enojada e Jasper compartilhava do sentimento que se enriquecia também de ódio pelas imagens que se lhe formavam na mente... — Eu disse que preferia o inferno a viver com ele... Padre Alec me chamou de pecadora, dizendo que estava a falar heresias e lorde Donavan acho que gostou da ideia... Perguntou-me mais uma vez, se não me casaria com ele por vontade própria e eu decidida disse que não... Pois ele então falou que não me teria a força, posto que era uma herege, uma bruxa de Salém e devia ser queimada, condenada a morte... E na minha frente lorde Donavan deu ao padre um saco cheio de moedas de ouro e disse que aquilo era o dobro do valor que tinha pagado por mim a meu pai, prometeu-lhe ainda a construção de uma catedral em Yorkshire onde ele permaneceria sendo padre... O padre então aceitou a proposta e eu horrorizada fiquei sem ter como fugir, meus pais nada fizeram é claro...
– Isso é absurdo, insano... Isso sim é heresia. – Esbravejou Jasper.
– Sou mulher milorde e as mulheres, principalmente as que não são nobres, tem pouco ou nenhum valor. – Afirmou.
– Não... Isso não é verdade, nunca diga isso Alice Brandon...
– Mas é a verdade milorde...
– Não, não é e pare de me chamar de milorde... Sou um igual a ti... Apenas um homem ao lado de uma... Linda mulher! – Declarou Jasper pegando na pequena mão de Alice e a levando aos lábios de forma carinhosa e a moça em choque se colocou...
Spoiler —
– Você entende que a responsabilidade agora cresce... O banco está fazendo o povo se sentir fortalecido, mas se não tomarmos as rédeas pode isso se tornar uma baderna ainda maior comparada a que os malditos Volturi andam aprontando...
– Acalma-te, bem sei o que acontece... E também sei que o leite derramado não volta ao pote. Afirmou recostado na grossa manta... O alvoroço do lado de fora chamou a atenção dos rapazes...
– Edward... Acode aqui... Edward... — Dizia alto e do lado de fora a familiar voz de Emmett...
– Qual o problema? Retrucou Edward levantando-se e pegando a espada pôs-se em alerta... O Cullen não aguentou e em antecipação pegou dos braços de seu escudeiro o frágil corpo...
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