The Hood

7 O encapuzado e seu bando...


Notas iniciais
Obrigada as lindas SHIRLEY, JUSSARA CULLEN, Raskia, Anaa, Polli, DEA, MaraRobsten, CassieStew, Iolanda, Eclipse She, Lú, MayStewartGomes, Marcela, ClaudiaMonteiro35, Fran Carvalho, Bia Woldorf, Anny, Raskia e MaraRobsten que postaram reviews nos dois ultimos capítulos... OBRIGADAAAA e me desculpem por ainda não responde-los, mas o farei prometo, estou passando por uns dias conturbados, mas irei me organizar GARANTO, me desculpem realmente ausência. Bjos. -;- `PERDOEM-ME OS ERROS QUE COM CERTEZA VÃO ENCONTRAR, LOGO MAIS PROMETO CORRIGIR! -;- As palavras em negrito significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar. -;- Vamos ao que interessa...

“O pobre prefere um copo de vinho a um pão, porque o estômago da miséria necessita mais de ilusões que de alimento”. Georges Bernanos

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– Música sugerida (Atlas – Coldplay) –

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Alice retirou delicadamente sua mão do aperto que a mão de Jasper lhe dava, o francês soltou pigarreou, sem graça...

Deves querer um banho não é mesmo? Descansar um pouco... – Disse tentando desfazer a situação desconfortável que se instalara, havia sido precipitado e chutava-se mentalmente por isso... Alice sorriu sem graça, rosto ruborizado...

Seria muito bom mi...

– Jasper, apenas Jasper. – Disse cortando-a.

Seria muito bom Jasper. – Afirmou a moça e retornaram a carruagem seguindo para as terras dos Cullen... Jasper conduziu Alice para a luxuosa casa, na grande sala a moça observava as tapeçarias admirada imaginando o bom gosto da dona daquelas posses... Mary recebeu-os com a atenção e carinho de sempre e após Jasper ter-lhe apresentado à senhorita Brandon, Mary levou a jovem ao andar superior para que se refrescasse e descansasse...

Minhas roupas lhe ficam grandes filha, mas darei um jeito nisso, ficas aqui, tomes seu banho que logo volto... – Dizia Mary ao notar a falta de bagagem da menina, de certo algum problema ali havia, mas Mary McCarty sempre fora uma mulher discreta em pensamentos e ações e por isso preferiu não se pronunciar...

– A senhora não precisa se preocupar... Eu...

– Aquieta-te, logo volto! — Afirmou sorrindo ao cortar Alice que sem graça abaixou a cabeça... Mary se retirou do quarto dando privacidade a moça, a jovem foi até a grande janela do aposento e dali notou o movimento no pátio da casa... Edward retornava com Emmett e Ben Cheney... A jovem Brandon sorriu e uma lagrima escapou de seu olho direito... Estava livre... Livre de lorde Donavan, livre de padre Alec... Estava livre e o rosto contemplativo de Jasper invadia sua mente, o sorriso sincero do homem lhe acendia o coração, um suspiro soltou voltando-se para o interior do aposento... Alivio, essa era a palavra alivio e por mais que nada soubesse sobre aqueles rapazes de uma coisa tinha certeza, de forma intuitiva tinha total e inconfundível certeza, estava segura e sua vida lhe traria um futuro diferente, promissor embora nebuloso, mas seria um futuro longe da dor e da miséria, não porque estivesse ali naquele palacete, não... Mas porque em seu interior crescia a bem vinda certeza de que viesse o que viesse havia encontrado pessoas que se importam, mesmo que não parecessem se importar ou até mesmo fizessem questão de mostrar que não se importavam...

**

Carlisle e Esme com a ajuda de amigos saíram de Londres na calada da noite, depois do encontro com a rainha na catedral o lorde e sua esposa foram até a casa que possuiam na corte e de lá, arrumando seus pertences seguiram para a casa de um amigo, Stefan, que os acolhendo, manteve-os juntamente com seus criados até que a alta hora da noite chegasse e munidos de carruagem e suprimentos seguiram viagem rumo a Carlisle, fizeram questão de fazer um caminho alternativo, seguiram pela saída oeste de Londres, o percurso era maior, mas ao menos lhes protegeria de uma provável emboscada... Carlisle estava desconfiado sobremaneira com relação às intenções de Dom Volturi, o olhar do bispo na ultima vez que se viram lhe trazia a sombria certeza... Quero me livrar de você – Berrava silenciosamente no brilho dos olhos do clérigo e por isso lorde Cullen se precaveu como pode...

Logo estaremos em casa querida, estarás segura prometo-te... Tudo ficará em paz! – Disse o Cullen abraçando a aflita Esme que observava atenta a paisagem enegrecida do caminho que percorra a carruagem na velocidade máxima que os cavalos conseguiam alcançar... Esme apertou a mão do esposo que em seu ombro repousava e aconchegou-se mais a ele sentindo-se segura e aliviada por ter seu marido consigo, vivo.

**

Edward e seus amigos seguiram com os planos, desbaratar todos os carregamentos de ouro e prata que os cobradores de impostos levavam e isso estava deixando James Gigandet irritado, as regiões próximas a Carlisle estavam sendo agora de tempos em tempos assoladas por um desconhecido grupo de homens que escondiam seus rostos com panos e um deles... O mais altivo sempre estava encapuzado... Nos arredores de Carlisle, nas cidades circunvizinhas esse era o comentário tanto que um apelido ao encapuzado fora dado... The Hood, esse era o codinome dado ao líder dos degenerados... Nesse meio tempo Jasper e Ben criaram o tal banco... De inicio os moradores desconfiados não se permitiram persuadir pela ideia de dinheiro fácil, mas os comerciantes principalmente acabaram cedendo depois de algumas conversas com o Cheney que, descobrira Edward e Jasper, ter uma lábia para os negócios, convencidos com os juros que realmente não eram abusivos e por isso os comerciantes e alguns pequenos fazendeiros locais aderiram à ideia... O problema foi quando Billy Black resolveu pedir ajuda ao tal banco... Jacob ficou irritado, pois primeiro sabia a procedência do dinheiro e segundo se via de pés e mãos atados por não poder ainda dispor de sua parte no tesouro, bem como os outros do grupo... Estava até o momento tudo praticamente empatado...

Queres que façamos o que Jake? Contar é suicídio... Sei que é teu pai, mas o homem não iria entender... Meu pai não entenderia... – Dizia Edward a um impaciente Black com as mãos na cabeça.

E vou deixar meu pai endividar-se Cullen? – Soltou e Jasper levantando o semblante fitou Edward...

Infernos... Homessa! – Exclamou o Cullen.

Posso propor a ele uma parceria... — Disse Cheney e todos os fitaram. – Uma parceria sigilosa... Digo que me interesso por seus negócios, todo mundo usa os trabalhos de um ferreiro, todos possuem cavalos ou carroças, carruagens... Digo que acho ser um negócio rentável e que nos interessa investir ali... Assim de empréstimo passamos a propor uma parceria... – Explicava o oriental.

Gosto da ideia China, acho que o velho Black vai gostar da possibilidade... – Disse satisfeito o Cullen.

Meu pai é desconfiado, não sei... – Retrucou Jacob.

Dê um crédito ao China Jake, talvez ele consiga persuadir teu pai. – Soltou Emmett e Jacob pareceu aceitar... Ben procurou Billy e mais uma vez sua lábia funcionou e o ferreiro Black passou a ter o banco dos “templários” como parceiro.

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O tal The Hood é destemido, já ouvi histórias de que ele e seus homens até mataram um lorde malvado... – Dizia Seth e Isabella revirava os olhos, é claro que a fama do homem estava crescendo e as histórias em volta cresciam junto... Há dias as novidades se resumiam ao tal The Hood que aparecera por aquelas bandas e surrupiava a torto e a direito todos os carregamentos dos cobradores de impostos... Edward e seus amigos, já estavam sendo conhecidos do povo, temidos e odiados pelos cobradores de impostos e soldados da guarda real que por ali andavam fazendo a segurança dos cobradores de impostos e sendo comandados por James... As regiões circunvizinhas a Carlisle andavam em alerta, as autoridades por ali se viam em estado de guerra... Os grupos de soldados que faziam a escolta, do ouro e da prata retirados do povo, passaram a se preparar melhor para os prováveis ataques, mas o Cullen e seu homens eram espertos e cheios de estratégias, e muitas delas roubadas de Saladino, que com mãos de ferro liderava o exercito mulçumano e até o momento estava vencendo aquela Cruzada e por consequência derrotando os chamados cristãos...

Eles são criminosos Seth, não existe nada de nobre nisso. – Afirmou Leah sua irmã.

Uns degenerados isso sim! – Declarou Sue em tom sério e o rapaz abaixou o olhar calado.

Oportunistas é o que são... Aquele dinheiro é do povo, é nosso, e apenas está mudando de mãos... Passando das mãos dos ladrões que usurpam o trono de Ricardo para as mãos do tal degenerado The Hood e seu grupo de arruaceiros. — Declarou Isabella e todos se calaram.

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– De certo fugiram... Devem estar a dias de distancia daqui... – Dizia um contrariado Caius.

– É obvio caro irmão, obvio! – Esboçou com a mesma irritação o irmão... Depois da saída dos Cullen e do alvoroço na igreja se desfazer, Berengária inquiriu Aro com respeito à situação que Carlisle havia lhe comentado... Lembrar-se daquela cena trazia ainda mais raiva ao clérigo...

Flash Back On

– Como a situação chega a esse ponto e não me informam? – Perguntou a rainha em evidente insatisfação.

Minha cara irmã se fixar nesses problemas não lhe fará bem, deixe que nos entendemos com os conselheiros e ministros... Estamos tendo dificuldades de certo, afirmo... Mas não canse sua beleza ou deposite seus esforços nisso... Estais tão abatida, sei que Ricardo lhe faz falta e que sua ausência tem lhe sobrecarregado... De mais a mais não entendes dessas coisas não é mesmo querida... Deixe que iremos... – Dizia Caius.

Irmão não importa meu estado, importa sim o que o povo necessita... Ricardo sempre foi um bom rei e seu reinado mesmo com sua ausência permanecerá sendo bom e cuidadoso para com seus súditos... – Declarou Berengária cortando o irmão.

Tens toda razão, de fato tem que se pensar no bem estar do povo sempre... Me agrada ver em ti coração tão caridoso minha amada irmã... Mas entendas que esses homens sempre se apegam a números e até os entendo, pobres, não sabem ver o lado humano muitas vezes... Apenas se preocupam em administrar... O que tens ministros tem feito se vale do fato de proteger a coroa e suas posses, manter o país fortalecido mesmo com a ausência do rei e para isso, diante da crise mundial que nos abateu por conta da Cruzada eles não viram outra forma se não aumentar os impostos... – Explanava Aro tentando dissuadir a irmã ao mesmo tempo que empurrava para cima dos conselheiros e ministros do rei a responsabilidade pela atual situação do país...

Não me importa, eles vão mudar a conduta e é já... Isso é uma ordem da rainha... Quero que enviem agentes pelo reino verificando a situação do povo para que possamos sanar quaisquer necessidades deles. – Afirmou altiva. – Marque uma reunião com todos os ministros e conselheiros... Eu mesmo irei lhes dizer algumas verdades. – Concluiu e Aro contendo-se não arregalou os olhos, ter sua irmã e alguns ministros no mesmo espaço seria a sua morte na certa, sim porque alguns desses ministros não concordavam com ele iriam entregar sua cabeça a Berengária.

Não é necessário irmã, eu lhes transmito suas ordens, ninguém irá contestar as ordens da rainha... E tu ficas em paz, sem desgastar-se mais... Deixa que cuido de tudo... – Dizia Aro.

Aro tu tens o coração bom em demasia, irás amolecer com eles, preciso eu me fazer presente, foi como Ricardo pediu e... – Retrucou Berengária.

Irei ter pulso firme dessa vez lhe garanto! – Afirmou tentando pela ultima vez.

Flash Back Of

Berengária deu-lhe por ultimo a chance e essa não duraria muito... Isso o estava tirando a paz... Virou-se para a grande cruz sem importar-se com o irmão presente.

Me deste autoridade... – Esboçava fitando a cruz. — Mas às vezes parece que as pessoas esquecem-se que esta vieste de Ti, talvez necessito ser mais duro... – Dizia com reverencia, contudo sem perder a pose e a cena era pra quem visse de fora uma total aberração, o homem por ser um religioso e possuir um alto cargo na santa igreja passara os últimos anos se achando soberano, algo insano até e talvez o fosse de fato... Aro Volturi era na verdade um megalomaníaco coisa da qual aquela era estava pouco habituada a ver e até mesmo por isso entender...

**

Aquele inicio de tarde ventosa trazia o inicio do outono consigo, as folhas das arvores caídas pelo chão espalhavam-se pelo grande pátio da casa dos Cullen... Edward e Jasper conversavam sobre o próximo passo que Edward queria dar, iria ele a seus amigos para Londres descobrir uma forma de tirar seu pai da masmorra do castelo real e trazer ele e sua mão para casa, o jovem Cullen estava deveras incomodado com isso e se não fizesse algo iria explodir em revolta... Alice ajudava Mary nos afazeres da casa, a senhora tinha se afeiçoado a jovem que prestativa sempre tinha um sorriso nos lábios... Uma carruagem adentrou ao pátio da luxuosa casa e atrás dela vinham alguns moradores das terras dos Cullen, sorriam a quase dançavam de alegria chamando a atenção de todos a volta... Quando a carruagem parou Edward notou quem era o cocheiro e sorriu... Liam o jovem criado dos Cullen sempre viajava com seus pais... Edward esperançoso com passadas largas aproximou-se da carruagem no momento em que a portinhola se abriu e dela surgiu seu pai que fitando-o arregalou os olhos...

Edward! – Soltou com surpresa e Esme ainda no interior da carruagem se remexeu ansiosa pela palavra dita do marido.

Meu pai! – Afirmou o jovem Cullen... O alvoroço ainda se fazia e era tanto que conseguiu chamar a atenção de Mary e Alice, as duas saíram da casa e se aproximando de Jasper viram a cena... Carlisle desceu da carruagem e se agarrou ao filho, Edward apertou o pai nos braços, a saudade e angustia eram tantas...

Antes não tivesse te mandado para aquele lugar... Errei feio filho, errei feio... – Dizia quase choroso o lorde.

Meu Edward... Filho... – Disse Esme já em prantos e o jovem se desprendendo do pai agarrou a mãe evidentemente emocionado... A festa estava em seu inicio e iria adentrar a noite com certeza, porque a angustia do filho era grande e a dos pais maior ainda e neste instante o alivio havia se instalado... – Deixe-me vê-lo direito... – Dizia espalmando as mãos na face de Edward. – Estais magro! – Declarou com preocupação vincada na testa e o jovem revirou os olhos.

Sem exageros lady Cullen, sem exageros! — Afirmou levantando-a nos braços novamente com um sorriso travesso instalado nos lábios... No fundo Edward era um menino grande, mimado pelos pais.

Ponha-me no chão tormento, vamos! – Disse brincalhona... Mary aproximou-se... Edward apresentou Jasper e Ben Cheney aos pais, explicando que eles junto com Emmett e os demais lutaram na Cruzada e lá se tornaram amigos... Disse ainda que os convidara a passar uma temporada em Carlisle, seus pais como gostavam de receber pessoas em suas terras gostaram da ideia, é claro que de longe Edward iria explicar o verdadeiro motivo dos rapazes estarem ali... Iria ele segurar a verdadeira informação até quando pudesse... A jovem Alice logo foi notada, sua beleza e simpatia chamavam atenção...

– Ah sim essa é a bruxinha Alice! – Brincou Edward e Alice lhe olhou feio... Não é que a menina já andava sentindo-se em casa e retrucava todas as implicâncias de Edward para com ela...

Edward! – Advertiu Esme.

Mas é sério mãe, Alice foi considerada bruxa por um padre maluco, mas nós... Principalmente Jasper a resgatamos das mãos do lunático e a trouxemos para cá... Não te importas não é? – Disse questionando a mãe e Alice fitou Esme em expectativa, a jovem Brandon estava praticamente por dentro de todas as tramoias de seus amigos “templários”, Jasper a havia informado... A moça não concordava com muitas coisas, mas jamais seria contra eles ou os colocaria em uma situação embaraçosa, ser-lhes-ia na verdade eternamente grata por tê-la salvo das mãos do padre que de maluco não tinha nada. – Pai? – Questionou Edward pelo mesmo motivo.

Mas de certo que ela e todos são bem vindos! Sabes que gostamos da casa cheia sempre. – Pronunciou-se Carlisle e Esme doce como sempre abraçou Alice... A conversa continuou com o cair da noite e o povo das terras dos Cullen realmente se sentiam abençoados pela volta de seus queridos senhores... Logo mais na alta noite, Edward e seu pai conversaram sobre a prisão de e sobre os Volturi... Edward contou tudo o que soube sobre a morte dos Swan e notou o semblante revoltado do pai... Contou-lhe que estava se preparando para ir a Londres atrás de retira-lo da prisão logo que a informaççao lhe chegou... A conversa girou em torno dos irmãos Volturi e ficou evidente a gana de ambos de se vingar do bispo e do irmão...

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Edward e seus amigos se preparavam para mais uma incursão... Mike descobrira que uma grande carga estaria vindo por aqueles dias e com grande escolta, eram ouro e prata retirados da região de Goldan... As altas arvores favoreceram o ataque e logo os soldados estavam mais uma vez encurralados e eram imobilizados com facilidade... Mas a surpresa veio da carga que desta vez, vinha em duas carroças, mas uma delas era imensamente grande e ao abrirem os compartimentos deram da cara com alimentos, uma boa quantidade de milho e outros grãos... Era parte das safras que eles andavam apreendendo...

Mike... – Chamou Edward com certa reprovação na voz. – O que é isso? – Questionou.

Bem... Eu não tinha ideia, acreditei que se trataria apenas de ouro e prata como sempre... – Dizia sem graça.

Mas temos aqui ouro e prata... Isso é apenas um bônus. – Afirmou Jasper.

Tantos passando necessidade e isso tudo aqui em nossas mãos! – Soltou Emmett e Jacob concordou.

O que faremos com isso? – Perguntou Edward ainda contrariado, o jovem Cullen não estava interessado em comida, pois dela nunca lhe faltou e não via necessidade em tê-la em abundancia e não se preocupava com a falta dela na região... Achava ele que ouro e prata eram mais importantes, resolviam tudo... Ledo engano, pura imaturidade e ganancia desmedida... – Vamos levar e depois vemos o que fazer com tudo isso. – Disse voltando-se para seu cavalo... Os soldados e o cobrador de impostos a tudo assistiam como derrotados e de fato os sentiam... Derrotados! Os “templários” seguiram para seu esconderijo e a carga de alimentos ficou um pouco mais distante em outra gruta, esconderijo, que sempre se matinha camuflado pelas altas folhagens e mesmo que exposta entrar nelas era um desafio e desafio maior ainda era encontrar o tesouro já que ali haviam varias entradas, quase um labirinto que agora era profundamente conhecido pelos rapazes e apenas por eles qualquer um que ali viesse se perderia com facilidade e talvez não encontrasse a luz do sol novamente se antes passar boas horas ali dentro, perdido...

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Pai o que está a acontecer? – Questionou Mike por conta boa situação em tua casa, o jovem sabia que todos na região, mesmo os abastados como sua família estavam a passar pela crise e por isso a abundancia não estava sendo uma coisa comum de se ver em nenhum lugar, mas a dias em sua casa as coisas estavam indo de vento em popa como se nada estivesse assolando a Inglaterra. – Druides me disse que mandastes compras nova tapeçaria... És verdade? – Perguntou incrédulo.

Sim o é! – Declarou Willian, ele havia mesmo ordenado a sua governanta que comprasse novas tapeçarias e o motivo... James lhe dissera que em breve Aro far-lhe-ia uma visita para conhecer a região e é claro ficaria em casa dos Newton de certo... O lorde logo se mobilizou gastando o que tinha e o que não tinha, mas a verdade também era que o homem andava obrigando seus colonos e camponeses a lhe pagarem as taxas devidas por em suas terras morarem... As chamadas Talha, Corvéia e Banalidades, e como muitos não tinham os valores para dar por conta da escassez de tudo e pelas safras terem sido confiscadas... O fato é que Willian não estava sendo benevolente com os seus, não se importava que não tivessem o valor, os obrigava a dar, arrumar não sei onde ou sairiam de suas terras... Estava se portando como um verdadeiro tirano e não se via incomodado com isso, antes sonhava com o apoio e ajuda que teria de Aro e Caius se eles vissem nele através de James que podiam confiar em seu apoio... O homem não acreditava mais na volta de Ricardo e por isso achava que se aliar em definitivo com os Volturi era a melhor saída e o filho estava inconformado...

Mas pai, ao invés de pensares em banalidades e exigir de teu povo coisas que não podem faze-lo devias se preocupar em ajuda-los a sobreviver... – Retrucava incomodado.

Homessa Mike o que pensas? Achas que sou uma madre ou um santo para tratar esses molengas como se fossem meus filhos? São meus criados é isso que são, me devem obediência e são obrigados a me dar o que é de direito... – Dizia irritado o lorde.

Exiges direitos, mas não cumpre deveres... Não os defende nem lhes ajuda em suas necessidades... Isso é tirania! – Esbravejava o rapaz e o lorde com expressão em ira... Deu-lhe uma bofetada... A velha governanta não se conteve, havia visto a jovem nascer, cuidara dele ainda nas fraldas quando sua mãe morrera ainda jovem, adentrou a sala no momento em que o lorde esbofeteava Mike...

Seu moleque insolente! – Gritou Willian.

Valha-me Deus! – Exclamou a mulher levando a mão a boca... Mike com a mão no local agredido fitou o pai com horror e revolta.

Se não está satisfeito é simples... Retire-se, não quero em minha casa quem é contra mim! – Soltou o lorde.

O farei... Tenha a certeza que o farei! – Afirmou Mike decidido.

Não! – Disse Druides bem baixinho e com lagrimas nos olhos, seu menino que até tempos atrás achava estar morto e agora iria embora de novo, ela não iria aguentar pensava... Foi atrás dele que subiu as escadas em direção aos aposentos da casa... Mike adentrou em seu quarto pegando os poucos pertences que lhe eram caros... – Menino o que estais a fazer? – Questionou a governante vendo-o agir rapidamente.

Indo embora... Ele não me mandou ir? Irei partir para nunca mais voltar! – Soltou ainda nervoso, revoltado...

Pela santa... Filho... – Suplicava a senhora.

Druides se quiseres venha comigo. – Disse Mike virando-se para a senhora.

Mas... Mike, teu pai... O que... Como ele ficará? Como ficaremos?Questionava sem saber o que fazer, desde que se entendia por gente que servia os Newton... Ir embora dali para onde? Viver como? Pensava a senhora.

Eu cuidarei de você! – Afirmou Mike e sem mais pensar saiu do aposento pisando firme e em seu interior se agigantava uma coragem nunca vista, naquele momento o povo se tornava sua maior preocupação, seu povo, aqueles que o viram crescer, se importava com eles... Os desmandos de seu pai, a usurpação feita pelos italianos Volturi ao seu país tudo estava sendo demais, lembrou-se do que ele e seus amigos haviam feito no dia anterior, da carga que por acidente haviam pego... O que ele como um inglês e nobre fizera por aquele povo sofrido até agora? Questionava-se ao descer os degraus com velocidade e a senhora o acompanhava como podia ainda pensativa... Passou pelo pai...

Adeus lorde Newton! – Jogou firme e o nobre o fitou curioso... Mike ganhou o lado de fora da casa, decidido caminhou, o pátio que dava acesso ao vilarejo instalado nas terras dos Newton estava movimentado, era começo do dia, colonos e camponeses transitavam, Mike se postou no meio do pátio, fitou homens e mulheres, crianças ali, muitos deles já haviam sofrido até mesmo violência por parte do lorde, seu pai, por conta da ausência em pagar as taxas, alguns deles perderam o pouco gado que tinha ou o direito de plantar tudo porque não estavam pagando as benditas taxas que faziam o lorde enriquecer... – Povo de Newton! – Gritou e todos próximos pararam para escutar, Willian se pôs na porta de sua grande casa apenas fitando a situação e Druides mais a frente também fitava Mike... – Meu caro pai a quem conhecem por lorde dessas terras está como todos sabem pouco se importando com suas vidas, os tem exigido as taxas e não tem lhes dado auxilio algum... Este homem... Lorde Newton... – Dizia apontando para o pai, tendo consciência de sua presença ali... – Não lhe tem sido benfeitor e sim tirano... Eu como seu filho agora me liberto de sua tirania ou da culpa de com ele fazer parte de seus atos injustos e cruéis... Aqueles que comigo quiserem ser livres me acompanhem, garanto-lhes que a tirania deste que todos veem altivo não lhes afligirá mais. — Afirmou e de pronto pegou suas coisas nas mãos.

– Para onde iremos com o senhor? Onde viveremos? – Questionou um camponês e Mike sorriu ao lembrar-se das vastas terras logo depois da nascente, terras selvagens era fato, a floresta de Forks era imensa e não era de ninguém e por isso de todos...

Irão ser donos de suas casas e terão um punhado de terra para plantar, basta serem corajosos e comigo caminhar. – Devolveu ainda ali parado e de surpresa Druides com uma pequenina trouxa nas mãos colocou-se ao seu lado... Logo alguns se retiraram da praça...

És agora um rebelde filho insolente? – Perguntou alto Willian.

Não sou mais teu filho lorde Newton! – Respondeu firme e quem ouviu chocou-se com tais palavras.

Então que morra, em minha porta nem batas, não irei abrir! – Afirmou o “nobre” virando-se ao direção a porta de sua casa.

Fiques tranquilo, nunca mais pisarei aqui! – Declarou virando-se para a velha senhora, com um sorriso travesso lhe fitou.

Menino tens certeza? Questionou e Mike assentiu seguro e começou a caminhar, nada levaria a não ser seus pertences pessoais e por isso iria a pé, sem o cavalo que era seu, mas que fora dado por seu pai... Foram em direção aos portões da entrada das terras dos Newton e chegando próximo a saída notaram um movimento atrás de si... Mike se virou e surpreso notou o que logo atrás dele e de Druides vinha um grande grupo de colonos esperançosos pelas palavras pronunciadas há instantes por Mike... O jovem sorriu, sentiu-se forte e continuou caminhando, passaram pelos portões e ganharam o mundo... A proximidade com a floresta de Forks começou a trazer entre aquelas pessoas um falatório negativo...

Para onde de fato está nos levando milorde? – Questionou um homem de meia idade... Mike parou bem a entrada da grande floresta e se virou para o grupo.

Sei bem que vocês como a maioria carregam consigo um medo de anos desta floresta, mas lhes asseguro não existe nada de mal assombrado ou agourento adiante... É na verdade uma linda floresta com frondosas e altas arvores principalmente depois da nascente...

– Estais propondo que entremos na floresta? Que passemos a habitar esse lugar diabólico? – Perguntou uma mulher carregando seu pequeno bebê no colo.

Nada existe de diabólico aqui, asseguro-lhes, nada de mal lhes acontecerá aqui... – Declarava firme... – Agora a escolha é de vocês, permanecer debaixo da tirania de um lorde cruel o tornarem-se donos de suas próprias vidas... O que é uma floresta perto da oportunidade de serem livres? – Soltou seguro e um burburinho se fez ouvir mais uma vez. – Venham e vejam, a floresta de Forks será para vocês um pedaço do paraíso assim que lhe deram a oportunidade de a vocês ela se mostrar. – Afirmou e quando iria continuar a falar notou a velha Druides caminhar adentrando a floresta... Mike sorriu... – Venham! – Conclamou e seguiu a senhora... Os camponeses ainda temerosos resolveram segui-los e logo todos caminhavam com ele, passaram pela nascente, a linda cachoeira... Mike os levou para o lado oposto da grande gruta que escondia o tesouro, levando o grupo para um descampado que também era repleto de grutas e arvores que lhes dava boa sombra... O barulho que dava medo aos moradores da região e era o motivo de chamar a floresta de mal assombrada logo foi notado pela maioria e este como sabemos tratava-se do vento que fazia debater-se as grandes arvores... Instalaram-se por ali, famílias inteiras...

Como faremos filho? – Perguntou Druides fitando o povo que se acomodava onde conseguia, alguns construíam como podiam abrigos com folhagens e galhos...

Vamos ficar bem Druides, garanto-lhe. – Disse o jovem Newton.

Mas o que comeremos, de certo que todos poderemos plantar, mas até que se de frutos, como faremos, sem ouro ou prata? – Questionava e Mike fitando a senhora lembrou-se mais uma vez da carga que ele e seus amigos haviam confiscado, a grande carroça havia sido escondida por Emmett e Jasper... Mike chamou os homens do grupo, disse para se acomodarem e buscarem agua... Entre eles estava John Savoy, o homem desde que Mike se entendia por gente cuidava dos cavalos de seu pai... Pessoa de bem, de confiança total... Deixou ele no comando e disse que iria atrás de suprimentos... O jovem Newton se retirando da floresta seguiu em direção as terras dos Cullen... Preparava-se no caminho para encontrar-se com Edward e Jasper... Já temia pela reação de seus amigos, mas não tinha escolha... Sua consciência lhe exigira que uma atitude tomasse e ele o tinha feito e agora precisava dar um bom fim a situação... Chegar até Edward não foi o problema, começar a explicar a situação muito menos... Mas...

VOCÊ ENLOUQUECEU HOMEM? – Gritou Edward a todo pulmão e Mike até se encolheu um pouco.

O que farias tu se visses o povo que lhe viu crescer sofrendo? O que farias se visses Randall e Mary passando por sofrimentos? Sabendo que você poderias ajuda-los, ficarias de braços cruzados Edward? – Perguntou Mike de forma corajosa... Edward puxava os cabelos em evidente irritação... Queria pegar o aloirado pelos colarinhos a sacudi-lo, bater-lhe na cara até sangrar...

Tens noção do que fizeste? Tu o tens? – Questionou depois de respirar fundo.

Sim o tenho e apenas lhe peço seja justo e... – Dizia Mike.

E se eles descobrirem a localização do tesouro estrupício? Achas que sobrará algo para nós? – Vociferou com as mãos em punho.

Eu me certifiquei em leva-los para o lado oposto, tu o sabes que a floresta é imensa, eu mesmo não conheço nem metade dela. – Explicava Mike.

Queres o que Newton... Caridade? – Jogou ainda no alto da irritação. – A faças com sua parte do tesouro não com a minha e a faça depois que fizermos a partilha e não antes, não agora... Definitivamente não agora... Inferno homem! – Esbravejava e Jasper calado apenas ponderava, sorrindo fitou o amigo. – O que? Qual a graça? – Perguntou alto.

Todos acham que o The Hood é um homem mal... É o que andam dizendo, que você e seu bando são maus... Sabes que se em algum momento nos pegarem irão nos levar direto para a guarda real... Agora... Se este mesmo povo passar a ver-te como um bom homem... Se verem em The Hood e seus homens pessoas que se preocupam com o povo... Isso só nos ajudará... – Dizia Jasper sorrindo...

– Sim, até mesmo contra os Volturi, estaremos ainda mais fortalecidos. – Emendou o Newton e Edward passou a pensar...

Sabes que até gosto do apelido! – Disse um tempo depois com um leve sorriso nos lábios.

Garantias meu amigo, isso nos trás garantias e uma boa retaguarda. – Disse Jasper.

Vou dizer o que vamos fazer... Vamos distribuir ao povo a carga de alimentos... Vamos mantê-los na floresta de Forks, vamos ajuda-los a se instalarem por lá... Vamos fazer de Forks uma fortaleza “templária”... É isso que vamos fazer! – Soltou Edward com um sorriso escancarado...

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Carlisle e Esme visitaram Isabella levando suas condolências... A moça ficou feliz com a visita, sentiu-se mais aliviada por ver os amigos de seus pais, pessoas que ela sempre tivera um grande apresso bem, sãos e salvos...Na floresta a movimentação era agora constante, os novos moradores daquele paraíso até então inabitado e pela maioria visto como mal assombrado começava a ganhar uma decoração diferente, cabanas e improvisadas tendas eram vistas por ali... O povo surpreendeu-se com a chegada do famoso encapuzado e seu bando, The Hood fez sua aparição de forma rápida, mas majestosa... Um discurso cheio de pose foi proferido por Edward incitando o povo a lutar contra a tirania dos usurpadores da coroa de Ricardo e os lordes que a esses usurpadores haviam se aliado... Aos berros e gritos de vitória o povo respondeu, nossos “templários” distribuíram o alimento que haviam confiscado anteriormente e o alvoroço foi mais uma vez geral... De malfeitor e degenerado The Hood passou a ser praticamente um santo e é claro o dono do apelido não poderia estar mais satisfeito... Aos poucos Edward ia se mostrando aos novos moradores de seu refugio... E o povo entendendo a necessidade de manter a identidade de seu bem feitor em sigilo se calava depois é claro de em choque constatar que The Hood era na verdade filho de lorde Cullen e este ainda se quer imaginava tal despautério e quando descobrisse sua reação ainda era uma incógnita para o próprio Edward.

Um viva ao bravo The Hood e seus homens! – Gritou um camponês enquanto Edward despreocupadamente transitava entre eles e os demais ali próximos empolgados gritavam vivas... Emmett e Jacob não andavam muito satisfeitos com a situação formada, todo o confete em cima de Edward não daria em boa coisa pensavam seus amigos, até mesmo Jasper começava a achar que sua ideia não tinha sido das melhores... Ben Cheney não estava dando muita atenção por conta dos trabalhos no banco por eles criado e Mike Newton andava mais interessado em deixar seu povo protegido do que outra coisa... O jovem Newton, aliás, surpreendera a todos com sua atitude altruísta e completamente díspar de quem ele sempre se mostrara ser... Até mesmo Edward admitia que o homem passara a seus olhos de boa vida a digno de honras...

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James andava fazendo a festa entre coordenar a cobrança de impostos na região de Carlisle e confiscar as safras de grandes e pequenos agricultores... Seus meios para isso iam do amigável ao pouco ortodoxo passando muitas vezes para a violência física e isso estava deixando os moradores da região ainda mais revoltados... Carlisle e os nobres que possuíam consciência da necessidade do povo andavam se preparando para deter os desmandos de Gigandet, contudo a noticia de que a floresta de Forks agora era habitada pelos antigos moradores das terras dos Newton e quem estava comandando isso era o tal The Hood, esse fato preocupava ainda mais os nobres e comerciantes...

Talvez o homem não seja assim tão mal... – Disse Eleazar Denalli.

Quem rouba não é digno de confiança! – Exclamou Isabella que por ser a única herdeira dos Swan estava presente na reunião e embora fosse uma mulher e os homens não dessem na maioria das vezes conta da opinião de uma mulher no caso de Isabella isso sempre se diferenciava por conta de sua postura e até mesmo fama de valente.

Precisamos usar de cautela... Às vezes o inimigo se enfeita de bom moço e nos dá o bote no final... Seja como for estou com Isabella, quem rouba não merece confiança... E nesse ponto os cobradores de impostos, seu coordenador o tal de Gigandet e até mesmo esse The Hood estão todos no mesmo balaio... – Retrucou lorde Cullen.

O que precisamos lembrar é que The Hood está dando alimento e abrigo ao povo que saiu da casa de Newton... Talvez ele não seja de todo ruim...– Dizia Eleazar... A conversa ia e vinha e não chegava em um ponto de conclusão e isso estava cansando a todos... Enquanto isso James permanecia fazendo a festa e Edward com seus “templários” desfazia quase sempre a festa de Gigandet confiscando ouro e prata e toda a carga transportada... Poucas eram as vezes que Gigandet conseguia sair daquela região levando safras e ouro e prata e envia-los para Londres... Crescia a cada dia um ódio mortal de Gigandet para com o famigerado The Hood e de Edward para com o homem que era ali próximo representando dos Volturi... E os Volturi já cientes da situação que se instalava naquele área andavam espumando em revolta ao passo que começavam a pensar nos meios de silenciar a rainha Berengária...

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James Gigandet, ele novamente... O homem andava bem solto se aproveitando de tudo o que podia e não podia amparado pela autoridade que os Volturi o havia dado, retirava ouro e prata de todos que podia com a desculpa das taxas do reino, confiscava toda a colheita que encontrava, fosse ela grande ou pequena... Estava ele tirando sua parte é claro, enchendo seus bolsos... Já lorde Newton se via em situação difícil, com poucos camponeses em suas terras, o serviço estava parado, não havia quem plantasse na quantidade necessária, não havia quem cuidasse do gado e cavalos... Iria falir e não demoraria... Ainda falando de Gigandet, o homem e alguns de seus soldados já contaminados por ele resolveram naquele dia infernizar um pequeno fazendeiro, retirando dele o pouco ouro e prata que tinha, confiscado sua ultima colheita e não satisfeitos mexeram com algumas jovens donzelas que ali residiam, inclusive a filha do pequeno fazendeiro... As terras do homem ficavam muito próximas de Isabella e é claro um dos servos do fazendeiro foi em desespero pedir ajuda a fortaleza Swan... Harry é claro se preparava para mandar homens ao auxilio do vizinho, mas antes de faze-lo Isabella apareceu e ouviu a situação instalada... Em revolta a jovem pegou sua espada... Quem a impediria? Não tinha um homem se quer que o fizesse... O dia já estava em seu fim, a negritude da noite não tardaria a chegar e os camponeses de Swan com espadas nas mãos partiram para a pequena fazendo vizinha com Isabella ao lado... A situação encontrada parecia mais uma festa do que um crime... Alguns soldados cantavam bebendo o vinho do pequeno fazendeiro e faziam das donzelas joguete em suas mãos... Sam Uley um dos camponeses de Swan bradou alto incitando seus companheiros a lutarem pela honra das moças... É agora era oficial, James e seus homens passaram de envidados da coroa a criminosos da coroa... Uma luta de espadas iniciou... Isabella é claro sem medo envolveu-se na luta e como sempre saia-se bem até que afastando-se um pouco do grande movimento, enquanto duelava com um dos soldados foi vista por Gigandet que até o momento sentia-se importunado, mas ao ver a moça sentiu-se um ganhador de um maravilhoso premio... O homem esgueirando-se passou a analisar a moça pronto para dar o bote na oportunidade que surgisse... Em Swan, mas precisamente no pequeno lago que ligava a propriedade de Isabella a floresta de Forks... Emmett e Rosalie se encontravam as escondidas... Sim o jovem andava cortejando a moça e essa assentando ser cortejada e com veemente alegria... Com o sol indo embora Rosalie achou por bem voltar pra casa antes que dessem falta dela, é claro que Emmett quis leva-la e a moça mesmo relutante aceitou ser levada pelo cavaleiro, deixando para trás seu cavalo caminhou ao lado de Rosalie em direção a grande casa dos Swan... Ao chegarem viram o falatório instalado sobre o que acontecia naquele momento na vizinhança e em como Isabella e seus homens tinham ido em socorro ao pequeno fazendeiro...

Mas como assim milady também foi? – Questionou uma preocupada Rosalie e Sue vendo a moça com Emmett ao lado não teve nem tempo de desconfiar...

Ora menina Rosalie não conheces Isabella? Quem a segura? – Devolveu em preocupação... Emmett de pronto já se preparava para juntar-se a luta... Despediu-se de Rosalie e partiu, antes o jovem Seth aproveitando a presença de Emmett se juntou a ele e sorrateiro saiu junto com McCarty... Emmett chegou com Seth na pequena fazendo no momento em que a luta estava ferrenha... Seth ao longe viu Isabella se distanciando...

Lady Swan! – Apontou chamando a atenção de Emmett que seguindo sua indicação resolveu ir ao socorro da moça... O soldado que com Isabella duelava estava cortando um dobrado com a moça e James de longe só assistia refastelando-se em ver a valentia da moça e já pensando no que faria com ela quando a pegasse... O fato de Isabella o ter rejeitado ainda estava engasgado e lhe incomodava e muito... O soldado em meio a luta tentava fugir e se embrenhando na mata passou para as terras dos Swan tendo a destemida Isabella em seu encalço, o barulho das espadas era ali ouvido e também ao longe na pequena fazenda que para trás ficava... O duela acabou indo parar próximo ao mesmo lago onde há instantes Emmett e Rosalie estavam, sim a divisa de terras se dava ali... O duelo de Isabella tinha James como expectador, mas tão logo Emmett e Seth se aproximavam o numero aumentou... Mas Emmett e Seth não tinham a intenção de apenas assistir e sim de defender lady Swan...

Usurpadores malditos! – Esbravejava a moça aos arquejos pelo cansaço da luta... Finalmente Isabella conseguiu acertar o soldado que caído se rendeu... Isabella agora de guarda baixa chutou para longe a espada do soldado

Lady Swan que maravilhoso espetáculo! – Afirmou James ao aproximar-se... Surpreendeu Isabella.

Tinha que ser tu maldito, é claro que tinha! – Soltou irada, ódio era visto em seus olhos... Emmett logo se achegou e James conseguiu ver a ele e Seth agora bem próximos e se aproveitando da guarda baixa de Isabella a agarrou colando seu punhal na jugular da moça... Isabella é claro se debateu mas ele era mais forte do que ela...

Para trás, minha conversa é apenas com a lady! – Afirmou Gigandet e Emmett com Seth ao seu lado, espadas em punho e raivosos, quase rosnavam em cima do malfeitor... James deu um passo para trás, buscando uma forma de despista-los, sim ele estava em desvantagem, mas achava que conseguiria se sair bem... Isabella deu-lhe uma cotovelada em um ligeiro momento de distração enquanto ele para trás olhava... O rapaz resfolegou soltando um pouco o aperto em volta da moça, o punhal que carregava raspou no pescoço de Isabella tirando sangue no processo, contudo o ferimento era apenas superficial... Mas a agilidade do homem deteve a moça... Isabella puxou a espada dele, conseguindo em seu punho mantê-la firme... E nos instante em que Emmett e Seth se aproximaram para atacar James Isabella conseguiu lhe ferir a face, um corte profundo em sua bochecha feito com a ponta da espada... O homem surpreso se revoltou ainda mais e descendo a mão que carregava o punhal golpeou o abdômen de Isabella que com o ferimento agora adquirido foi ao chão grunhindo, não era profundo, mas fizera um belo estrago... James nesse instante ficou praticamente encurralado por Emmett e Seth, mas Isabella caída distraiu os dois e deu a James a oportunidade da fugir assim como a maioria dos soldados estava fazendo lá na pequena fazendo... Emmett ajoelhou-se ao lado da moça notando a palidez tomar conta de sua face...

Milady! – Disse com preocupação, Seth agora ao seu lado... A jovem desfalecendo em seus braços...

Bella! – Pronunciou um alarmado Seth... Emmett olhou para todos os lados, Gigandet já não era mais seu alvo... O socorro a Isabella passara a ser seu objetivo... Estavam distantes da pequena fazenda e da grande casa dos Swan... O local exato em que estavam era próximo do esconderijo dos “templários”... Edward, Jasper e os outros por lá estava inspecionando a construção dos abrigos para os novos moradores da floresta... Emmett chegou até seu cavalo e colocando Isabella na sela seguiu o mais rápido que conseguia para o esconderijo tendo Seth em seu encalço... A névoa no horizonte tornava-se densa aos poucos enquanto o sol declinava e a noite ganhava seu espaço... Fazia frio, e as árvores da imensa floresta, nas quais começavam a despontar os débeis rebentos de março, tremiam ao sopro das últimas rajadas do inverno... A fogueira aquecia quem por perto estava... Alguns dos homens ali passariam a noite em volta dela enquanto outros se acomodavam nas cabanas a pouco construídas... O vilarejo que agora se via no meio da vasta vegetação, ali um pequeno descampado cercado de grutas tendo a linda cachoeira próxima como fonte de vida os protegia... Os degenerados como estavam sendo chamados estavam se estabelecendo no local mais inóspito na opinião da sociedade da época...

Você entende que a responsabilidade agora cresce... O banco está fazendo o povo se sentir fortalecido, mas se não tomarmos as rédeas pode isso se tornar uma baderna ainda maior comparada a que os malditos Volturi andam aprontando... Sem contar a quantidade de camponeses que evadiram as terras do Newton trazidos por você sabe quem... Dizia Jasper preocupado. – Edward... Não sei se tudo isso foi uma boa ideia, não sei... – Incomodado falava...

Acalma-te, bem sei o que acontece... E também sei que o leite derramado não volta ao pote. Afirmou recostado na grossa manta... O alvoroço do lado de fora chamou a atenção dos rapazes...

Edward... Acode aqui... Edward... — Dizia alto e do lado de fora a familiar voz de Emmett...

Qual o problema? Retrucou Edward levantando-se e pegando a espada pôs-se em alerta... Edward e um Jasper preocupado saíram para fora e a imagem deixou Edward assustado... Do belo cavalo era retirada desacordada por Emmett aquela que tanto lhe acusara... Por muito lhe recriminara... Em choque Edward deixou ir ao chão a espada que empunhava... O Cullen não aguentou e em antecipação pegou dos braços de seu escudeiro o frágil corpo. Todos a volta se alarmaram... Edward logo notou o sangue escorrendo do abdômen dela, o rosto pálido o corpo gelado...

O que no inferno aconteceu? – Questionou em desespero a carregando para dentro da gruta... Deitou-a na manta em que há instantes atrás estava acomodado... Puxou do lenço que tinha entre suas vestes e pressionou o local do ferimento, Isabella gemeu deixando claro que estava entre a consciência e a inconsciência...

James e seus soldados... Atacaram uma pequena fazenda vizinha dos Swan... O fazendeiro pediu ajuda e é claro ela foi junto com os homens... – Explicava Emmett.

Maldição... Isabella sua... – De revoltado Edward voltava a assustado vendo a vida se esvair no frágil corpo... Um sentimento angustiando lhe assaltou... A possibilidade dela não resistir lhe atingiu com tremores no corpo todo... Ele não suportaria, pensou... Antes preferia entregar sua vida no lugar da dela e aquele sentimento, aquela sensação e decisão cabal lhe surpreenderam... – Bella? – Chamou com a voz em suplica... – Me arrumem panos, muitos panos. – Pediu sem tirar os olhos dela... Mike surpreso adentrou a gruta notando o que de fato estava acontecendo... Se retirou no mesmo instante, todos ali atônitos não sabiam a quem recorrer... Quem no meio daquela floresta poderia ajudar Isabella... Mike foi ao encontro de Druides em uma das cabanas a pouco construída... A mulher sabendo do que se tratava saiu em disparada... Parteira de anos, sabia lidar muito bem com ferimentos... A senhora adentrou a gruta sendo seguida por Mike... Ajoelhou-se ao lado de Edward no momento em que alguns panos foram colocados ali atendendo ao pedido do Cullen... O rosto frágil se empalidecia mais e mais a cada instante...

Deixe-me ver milorde? – Pediu Druides a um Edward quase deitado ao lado de Isabella...

Spoiler -

O que vocês estão fazendo aqui? Estão perdidos? – Perguntou o Cullen... O pequenino tremendo de frio e medo, engoliu a saliva e puxou com força o ar, colocando-se ainda mais a frente de sua irmãzinha, como protetor que era, pois assim o prometeu a sua mãe, antes dessa falecer diante de seus olhinhos acinzentados, ergueu sua fronte e seus olhos tristes e cansados...

Não estamos peididos Miloide, pois seguimos o caminho que o senhoi está guiando! – Afirmou o pequeno corajosamente.

Notas finais
TENSOOOO! E aí o que acharam, podem, por favor, me dizer?? Estou aqui ansiosa para saber! -;- Suas lindas obrigada por estarem aqui, por me acompanharem nessa aventura, espero que estejam gostando... Nos vemos sexta certo? Novidades serão trazidas antes e vocês já sabem onde - Facebook - Lu Nandes Fanfic's. -;- Bjos e até mais com The Hood!