The Hood
20 O chá...
Notas iniciais
"Expor aos oprimidos a verdade sobre a situação é abrir-lhes o caminho da revolução." — Leon Trotsky
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– Música sugerida (O'Sullivan's March – The Chieftains) –
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– Não é possível... A que nível de incompetência chegamos! – Soltava Caius indignado com a mensagem que acabara de ouvir... Por falta de informações sobre a caça ao tal The Hood, os Volturi haviam exigido uma resposta sobre a situação na região de Carlisle a resposta chegara a Caius Volturi esclarecendo que o capitão Royce morrera em combate, bem como alguns de seus soldados e os que sobreviveram haviam voltado a corte, contara ainda que James Gigandet havia desaparecido em meio ao mesmo combate e até o momento ninguém tinha dele noticias...
– Temperança caro irmão, temperança... Mande outra tropa à região de Carlisle... E que dessa vez eles se apresentem com a intenção de paz e não de guerra... – Dizia Aro muito tranquilamente. – Entenda que levantar a bandeira de paz nos deixa mais poderosos para atacar de surpresa e tu o sabes irmão... De surpresa sempre é mais eficaz e certeiro! – Concluiu sorrindo e Caius o fez também gostando da ideia, o que os Volturi não sabiam e só o saberiam quando fosse tarde é que esta mesma estratégia estava sendo utilizada por The Hood e seu bando e o pior a bandeira de paz já havia sido hasteada e The Hood já se infiltrara na corte tendo os sorrisos de seus inimigos em cima de si.
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Aparecer, fazer-se ser vista... Essa era a ordem do dia... Sim ordem do dia... Edward e Isabella haviam combinado com os amigos que a primeira hora do dia dentro da casa dos Newton era a oportunidade para fazer enumerar a tarefa de cada um... Edward havia ido para o porto junto com Jasper na intenção de fazer-se aparecer entre os transportadores e mercadores de especiarias, fazer contatos e negociações para assim despertar ainda mais o interesse dos Volturi através de seus olheiros como, por exemplo, Riley Byers que por ali vivia a circular... Já Isabella deveria no final da manhã passear com as crianças, apenas se fazer ser vista pelas mulheres fofoqueiras da corte... A Swan revirou os olhos para sua tarefa do dia, mas sabia que esses momentos construíam a sua reputação e lhe dariam passagem direta para os Volturi juntamente com Edward...
– Parece um principezinho. – Exultou Alice com as mãos no rosto ao ver Nolan vestido como um pequeno nobre.
– Eu um sou pincipe sou cavaleio. – Retrucou emburrado e Isabella segurou o riso. ...
O passeio forçado pelas movimentas ruas do comercio de Londres era mais uma forma de fazer a corte e seus nobres notarem a presença dos Platt na cidade... Isabella seguia altiva em um lindo vestido perolado segurando na mãozinha de Paige que ao seu lado se via linda em um vestido amarelinho cheio de babados, Rosalie segurava uma sombrinha sob a cabeça de Isabella dando ainda mais ideia de riqueza e ostentação... Nolan andava durinho por conta da roupa e sapatos, coisa com a qual não era acostumado... Ao perceber do outro lado do passeio uma menininha graciosa acompanhada da mãe o garotinho parou apenas a admirando... Isabella percebeu que seu filho ficara para trás e voltou seus olhos na direção dele...
– Nolan. – Chamou no instante em que o pequeno sinalizava com a mãozinha um cumprimento a menina. – O que é isso? – Questionou Isabella intrigada.
– Ela é bonita mamãe Bella. – Disse o garotinho apontando para a menininha, Isabella seguiu seu dedinho e notou a pequenina do outro lado do passeio, de imediato revirou os olhos em constatação.
– Céus se tu puxares o desavergonhado comportamento de teu pai estarei eu perdida. – Soltou fazendo Rosalie rir sem controle por conta do comentário, só parando quando levou um olhar de advertência da Swan... – Vamos Nolan venha... Ao lado da mamãe! – Disse firme e o garoto assim o fez...
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– O preço das coisas só dispara a olhos vistos... Não se pode mais alimentar dignamente uma casa e seus filhos com as misérias que temos no bolso... Só os ricos e abastados tem essa condição mesmo. – Dizia Leah Clearwater em voz alta no meio do mercado municipal de Londres e todos em volta, muitos empregados, criados na corte e os próprios comerciantes, a ouviam e é claro concordavam com ela...
– Olhe o preço dessa verdura. – Jogou Alice se mostrando indignada. – Bom era quando rei Ricardo nos governava... Que saudades daquela época... Como diz meu senhor até que não se saiba o que foi feito do rei irá o povo mendigar as portas do palácio real vendo os nobres a esbanjar. – Concluía e o buchicho se seguia... Instigar o povo estava com certeza sendo a melhor maneira de atingir a corte... Trazer revolta no meio da massa é o mesmo que faze-la inchar, uma hora irá explodir e coitado de quem estiver próximo será atingido de maneira cabal e sem chances de defesa... As jovens saíam do mercado carregando suas compras satisfeitas, com sorrisos nos lábios, por perceberem que suas palavras haviam entrado nos ouvidos de quem devia fazendo o povo pensar e de pensar uma hora agiriam, de certo agiriam.
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A taverna na zona portuária londrina era um local muito frequentado... Jacob e Emmett notaram que a maioria dos frequentadores eram trabalhadores do próprio porto e moradores das circunvizinhanças... O horário, final de tarde, tinha as cadeiras e mesas preenchidas por consumidores... O jeito expansivo de Emmett e seu amigo é claro foi colocado a prova e logo em meio a um jogo de dados os homens dali se viam familiarizados com a presença dos rapazes, a conversa logo começava a fluir...
– Ao menos este divertimento temos. – Jogou Emmett ao jovem ao seu lado.
– Sim de certo, ao menos isso. – Devolveu-lhe sorrindo depois de sorver um pouco de vinho.
– É de dar dó ver nossa Inglaterra reprimida, essa é a verdade! – Exclamou Jacob e os homens em volta o fitaram.
– Tens razão... Sinto como se estivéssemos rastejando... Uma Inglaterra ajoelhada é o que parece... Onde está Ricardo para reverter isso? – Lançou Emmett.
– E a rainha... Sua esposa não governa, ouve-se em todas as ruas que a mulher simplesmente não se preocupa com o povo... Antes prefere dar atenção aos irmãos que sinceramente não entendo... O que estão eles fazendo aqui? – Disse o jovem ao lado de Jacob e por essa o Black e o próprio McCarty não esperavam.
– Tens razão... Estamos ajoelhados! – Esbravejou outro.
– Levantaste bem a questão... Onde está o rei? Já ouvi dizer que ele deveria ter voltado a tempos da Cruzada. – Argumentou outro.
– De certo... Meu irmão foi para a Cruzada e por lá morreu ao que parece e em vão pelo visto... A igreja está ao invés de nos proteger nos explorar. – Jogou outro jovem, Jacob e Emmett se entreolharam, o efeito fora mais rápido do que o esperado... O falatório se iniciara e sem freios...
– Minha filha trabalha no palácio e diz que por lá quem manda é o tal bispo irmão da rainha... – Disse um homem de meia idade.
– Dom Volturi. – Levantou outro homem de barbas espessas.
– Meus caros... Ao que parece esse bispo não é inglês. – Instigou Jacob.
– Não, não... O homem é italiano e veio com o proposito de dar apoio à irmã. – Explicou o homem que tinha a filha a trabalhar no palácio real. – Mas depois que esse homem e seu irmão apareceram tudo para nós só piorou. – Concluiu desanimado.
– Que belo apoio deixar os ingleses na miséria! – Argumentou outro com amargor no tom.
– Já ouvi que o bispo e seu irmão é quem mandam de fato nos ministérios e em tudo que acontece na Inglaterra. – Revelou outro.
– Esperem homens... – Declarou Jacob parando a todos. – Percebem a intensidade disso? – Indagou e todos permaneceram em silencio... O Black fitou o amigo McCarty.
– Estamos nós de joelhos por conta de italianos intrometidos. – Declarou Emmett e a expressão nas faces de cada um ali dentro era de revolta, intensa revolta...
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Edward e Jasper depois de saírem do porto foram ao encontro de lorde Stefan e lorde Cullen em um requintada taverna nos arredores de Londres... Em um espaço reservado e completamente distante da grande movimentação na taverna...
– As coisas vão como tu querias Edward. – Declarou Stefan sorrindo.
– Ao que parece sim lorde Stefan. – Devolveu Edward sorrindo... Sim, tudo andava como o combinado e isso enchia de esperanças a todos.
– Stefan tem algo a nos mostrar. – Interviu Carlisle. – Estou ansioso amigo. – Disse fitando Stefan.
– Vladimir virá logo e trará consigo o que quero lhes mostrar. – Afirmou Stefan... Os quatro a mesa saboreavam seu vinho quando Vladimir adentrou ao recinto acompanhado de duas belas ruivas... Edward e Jasper se olharam um tanto atordoados, as duas jovens era lindíssimas e completamente idênticas...
– Senhores... – Disse Vladimir ao aproximar-se. – Lhes apresento Victória e Cloe. – Declarou sorrindo e as jovens faziam o mesmo.
– Nossas espiãs. – Emendou Stefan fazendo Carlisle, Edward e Jasper o fitarem com intensidade... Vladimir se sentou tendo as jovens ao seu lado...
– O que disse Stefan? – Perguntou Carlisle atordoado pela beleza e inesperada presença das jovens.
– O que você ouviu caro amigo... Vitoria e Cloe são nossas espiãs junto aos Volturi e seu amigo lorde Byers. – Esclareceu o nobre.
– Ok... Podes nos explicar melhor? – Pediu Edward intervindo... Vladimir se antecipou contando que as duas jovens era muito conhecidas na corte e amigas de Vladimir de longa data, essa parte foi cheia de insinuações e todos a mesa perceberam...
– Certo, então as jovens tem andado muito próximas de Caius Volturi e lorde Byers. – Concluiu Jasper e tanto Stefan quanto Vladimir assentiram.
– Achamos melhor traze-las aqui do que em nossa casa ou qualquer outro lugar em que nossas esposas estivessem presentes. – Explicou Vladimir.
– Pensaste bem caro Stefan, pensaste bem. – Afirmou Carlisle e Edward no mesmo instante lembrou de sua magricela e de como ela reagiria ao saber, uma dor no meio de suas pernas se fez presente em antecipação a qualquer desastrosa possibilidade e ele engoliu em seco ao vislumbrar.
– Bem somos todo ouvidos queridas. – Disse Vladimir para as jovens que voltaram a sorrir.
– Riley pretende fazer uma viagem em breve para sua terra, Alemanha. – Soltou Cloe. – Ontem depois de nossa noite ele deixou escapar que seu imperador ficaria feliz com as novidades. – Soltou com os olhos brilhando.
– Eu e Cloe achamos que tem algo relacionado com os negócios dele com os Volturi porque mais de uma vez ele insinuou que os Volturi estão determinados em selar o lucrativo pacto com o imperador alemão... – Dizia Vitoria.
– Suas bebedeiras tem o deixado ainda mais falador. – Voltou a dizer a jovem Cloe satisfeita.
– E como... E garanto senhor ele está muito satisfeito! – Emendou Vitoria também sorrindo.
– Eu diria apaixonado Vic. – Retrucou Cloe... O joga, joga entre as moças intrigava e ao mesmo tempo vislumbrava os homens que de certinhos não tinham nada é claro...
– Lucrativo pacto... – Disse Edward pensativo piscando os olhos, voltando-se as jovens Edward se viu pensativo.
– Vocês... – Jogou Jasper com os olhos arregalados. – Se revezam? – Perguntou inseguro e as jovens se entreolhando sorriram.
– É mais fácil e podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo. – Brincou Cloe e Vladimir sorriu enquanto Edward ainda pensava.
– O que no inferno o Volturi está oferecendo aos alemãs? – Indagou irritado sem importar-se com a descoberta do amigo desconfortável em seu banco... A mente de Edward começou a trabalhar com a velocidade de luz e lembrou-se de na parte da manhã ver Byers transitar muito confortavelmente pelo porto conversando com vários negociantes... – O porto! – Exclamou uma oitava acima.
– É o que também imaginamos Edward... Riley Byers tem negociado com os portuários e já foi interceptado por um amigo nosso a presença de vários e vários navios alemães de passagem pelo porto de Londres... – Dizia Stefan.
– Mas o que mais nos intriga e talvez aí esteja a questão é na chegada de lorde Byers... Ele veio de surpresa e logo se aproximou dos Volturi... Como se estivesse já combinado. – Dizia Vladimir incomodado.
– É fato esclarecido a todos que nossa relação com a Alemanha nunca foi das melhores, é de fato intrigante essa situação. – Comentou Carlisle.
– É o que me pega meu pai, é o que me pega... Nunca tivemos relações com eles e agora o porto recebe infindáveis navios alemães transitando com facilidade... – Retrucou Edward.
– Devemos investigar entre os portuários o assunto. – Disse Jasper e Edward assentiu... As jovens logo foram dispensadas e os amigos despediram-se na expectativa de novidades surgirem em breve.
– O fato dessas... “Moças”... Estarem nos ajudando deve ficar em secreto. – Argumentou Jasper já dentro da carruagem.
– Por Cristo que sim meu filho... Se minha esposa descobre algo assim mata-me! – Disse com ânsia o lorde.
– Não quero nem pensar no que Alice diria ou faria. – Devolveu Jasper e Edward mexendo-se no pequeno banco se viu desconfortável ao lembrar-se das ameaças da esposa... Mas como não contar a Isabella, se de certo ela veria a moça? Stefan deixara claro que ela e a irmã circulavam constantemente pela corte de braços dados, no momento, com Riley Byers e às vezes com Caius, pensava o jovem Cullen e mais uma vez engolia em seco com a situação a sua porta...
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– Como foi a conversa com lorde Stefan e seu irmão? – Questionou Isabella assim que nos recolhemos para descansar... Mais uma vez Edward pensou em como lhe contar sobre Vitoria e Cloe... Sexo, com sexo Isabella amolece, passou-lhe a ideia e Edward sorriu com a possibilidade e é claro que Isabella lhe fitou curiosa...
– Contar-lhe-ei tudo magricela... Tudo... – Disse aproximando-se da jovem e lhe enlaçando a cintura. – Mas antes preciso de minha dose diária de ti. – Declarou Beijando-a de surpresa e a jovem saudosa do marido, mesmo não gostando de postergar a conversa aceitou-lhe nos braços... Edward tratou de explorar o corpo cheio de discretas e perfeitas curvas da esposa...
– Estais com pressa ao que parece estrupício. – Disse Isabella sorrindo ao sentir beijos e mordiscadas em seu pescoço que lhe provocavam arrepios difusos em sua espinha que se espalhavam em todo o seu corpo fazendo seu ventre se contorcer em antecipação... Ela puxou com força os cabelos do marido sem permitir que o beijo fosse quebrado...
– Nunca terei o suficiente de ti... Nunca! – Formulou ao puxar para fora a blusa da esposa e desfazer o encordoamento que a prendia em seu esguio corpo... Não demorou para que o casal estivesse nu e enroscado na espaçosa cama do quarto principal da exuberante casa... Edward passeava sua mão de forma displicente pela leitosa pele da esposa, apalpando com devassidão seus montes aveludados, tomando com a boca os bicos entumecidos... Isabella suspirava alto ora arranhado ora alisando braços, tórax e costas do marido que atendo buscava lhe dar prazer... Um beijo quente e arrebatados os fez aproximar-se mais e tendo o jovem Cullen em cima do frágil corpo o contato entre os sexos foi intenso provocando algo como um super aquecimento... A jovem Isabella se contorcia em busca de seu alivio e sem demora logo se viam conectados em meio à coreografia agora apreciada e detalhadamente conhecida por ambos... Edward já nãos se assustava mais com a desenvoltura da esposa que de forma cadenciada se impeliam em direção ao quadril do marido aprofundando ainda mais a penetração... Ofegantes, suados e completamente entregues eles chegavam ao êxtase tão esperado... O marido depois de se retirar do amado corpo aconchegou a jovem esposa ao seu lado em um abraço carinhosamente caloroso.
– Vais agora me dizer? – Perguntou Isabella depois de acalmar carne e espirito... O rapaz respirando fundo...
– Mantenha a mente aberta e não te esqueças de que a ideia não partiu de mim. – Pediu Edward e Isabella atenta elevou os olhos de encontro ao marido.
– Comece... – Devolveu em quase ordem e soltando o ar com força Edward contou a ela tudo que ocorreu na taverna, ao final Isabella estreitou os olhos para o marido.
– Mente aberta magricela. – Lembrou.
– Gêmeas e bonitas. – Soltou a jovem.
– Sim! – Disse o Cullen assentindo e Isabella elevando seu tronco estreitou ainda mais os olhos em direção a ele. – Digo... Sim, elas... São gêmeas. – Afirmou tenso e Isabella suavizou um pouquinho sua feição e dessa vez ela soltou o ar com força.
– Isso não me agrada. – Declarou firme.
– Eu sei, mas não tem como agora intervir... Elas estão próximas de quem precisamos retirar informações então... – Argumentava Edward.
– Então que tu não vais chegar nem perto delas... Então que se elas estiverem no mesmo ambiente tu vais desviar o olhar e passar ao largo... Então, senhor meu marido que eu estarei de olhos bem abertos em direção a ti. – Enfatizou cruzando os braços.
– Acalma-te mulher... Não tenho eu nada com isso. – Esclareceu o obvio.
– Teu passado se encontra aqui registrado Cullen. – Disse com o indicador na própria têmpora, Edward resignado se pôs.
– Ora sou agora um homem de família... Sou-lhe fiel mulher... Não ponhas em tua cabeça caraminholas. – Falou na tentativa de acalma-la. – Vamos, por favor, nos ater ao que importa sim? Precisamos ser cumplices e não inimigos... – Dizia calmo, o jovem já estava se habituando a contornar as coisas ao invés de intervir com rigor de palavras ou ações e assim causar uma verdadeira guerra... Percebia que a esposa era ciumenta e completamente possessivo o que na verdade lhe agradava.
– Agora vais querer que seja amiga de... Dessas... Dessas "mulheres"? – Soltou indignada e Edward revirou os olhos.
– Não, por deus que não mulher... Apenas não vamos deixar isso ser um problema. – Devolveu com as mãos em suplica. – Magricela. – Pediu puxando-a para si e Isabella aceitou ser puxada e ao receber um beijo em seus lábios desfez o bico que ali se concentrava... Paz em fim retornava ao quarto, pensava o Cullen aliviado.
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O dia já havia declinado, as pessoas fugindo do frio começavam a se encaminhar para suas casas ou para o refugio de uma taverna... A residência aquecida pela lareira tinha agora os pequeninos brincando na grande sala tendo Isabella e Alice a conversar...
– Você um sabe binca Paige... Isso um é coisa de menina. – Dizia Nolan puxando da mãozinha de sua irmã o peão de madeira, a pequenina com a feição entristecida de se colocou e Isabella junto à lareira em uma conversa com Alice se virou para a cena.
– Nolan. – Advertiu e o garotinho olhou para a mãe com um imenso bico nos lábios.
– O pião é de eu... Ela tem as bonecas pa binca. – Argumentou.
– Não precisa ser grosseiro e não lhe custa nada deixa-la brincar com teu peão. – Permaneceu em advertência uma Isabella atenta, Paige ainda entristecida aproximou-se da mãe e debruçou-se em seu colo escondendo o rostinho em sua saia.
– Eu queio volta pa casa... Lá é maise legal de binca, tem meus amigos. – Devolveu chateado e Isabella passando a mão no ralo cabelo de Paige respirou profundamente... Ela sabia que para as crianças não estava sendo nada agradável estar ali... Não tinham a liberdade que possuíam na floresta, a falta de crianças por perto com a idade deles trazia uma seriedade longamente intensa com a qual eles não estavam acostumados.
– Venha aqui com a mamãe. – Pediu estendendo a mão e ao vê-lo se mover, ainda com um enorme bico nos lábios, ela se voltou para Paige e a sentou ao seu lado... A pequenina sem graça se escondeu agora abaixo de sua axila e ali ficou... Nolan chegando de cabeça baixa foi puxado por Isabella para sentar-se em seu outro lado.
– Vou fazer um chá. – Falou Alice se levanto, não querendo intervir na situação.
– Eu sei que vocês querem voltar para casa, e nós vamos assim que possível... – Dizia ao levantar o queixo de Nolan e visualizar seus olhos acinzentados. – Mamãe também quer voltar, passear pela clareira...
– Binca na nascente. – Argumentou Paige saindo de seu esconderijo.
– Sim, brincar na nascente... Seria muito bom e logo voltaremos a fazer isso... Peço só que tenham um pouco de paciência meus amores. – Pedia acarinhando seus dois fofinhos, Nolan respirou profundamente...
– Dicupa Paige... Pode binca com meu peão. – Afirmou resoluto e Paige lhe sorriu trazendo aos lábios de Isabella um sorriso ainda maior.
– Meu cavaleiro galante! – Esboçou agarrando-o em um abraço e Nolan sorriu para a mãe na mesma hora em que Edward e Jasper chegavam em casa deixando para trás a garoa fria da escura Londres.
– Família. – Jogou um orgulhoso Cullen e em Nolan se acendeu uma pequenina esperança.
– Papai Edwad! – Soltou alto se levantando do banco. – Binca cum eu de peão. – Pediu correndo ao encontro do jovem Cullen e Isabella com olhos suplicantes lhe pedia para ser receptivo... Edward sendo carinhoso deu atenção ao filho por um pouco de tempo sendo todos despertados por batidas na porta principal do que era agora a residência dos Platt, Alice fazendo às vezes de criada foi ao encontro da porta.
– Mensagem para lorde Platt. – Anunciou o mensageiro ao entregar um envelope para a senhora Whitlock...
– Estamos sendo formalmente convidados para um chá no palácio real. – Constatou Edward depois de ler a mensagem. – O bastardo ainda assina... Está a se sentir rei de fato. – Vociferou.
– O homem parece não cumprir o voto de pobreza da maioria dos clérigos e gosta de ostentar autoridade. – Jogou Jasper.
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Aro e Caius se viram ansiosos em poder estar mais próximos dos Platt... Em toda a corte só corria mais e mais a cada dia o poder do jovem Edward com sua frota marítima, os quatro ventos diziam que a movimentação financeira que os Platt fazia em seus negócios era monstruosa e isso fazia Aro Volturi salivar... O chá fora marcado e Edward e Isabella comunicados... Arrumar-se para ir ao encontro de seu inimigo mais uma vez fora um teste de disciplina para a jovem Isabella... Linda em um vestido azul escuro ela se colocou ao lado do marido entrando na carruagem em direção ao palácio real...
– Vamos ficar atentos a cada detalhe... Por mínimo que seja. – Dizia Edward enquanto a carruagem se dirigia para seu destino.
– Será que a rainha vai estar presente? – Questionou Isabella.
– Não sei Bella, mas seja como for não podemos nos ater a apenas isso. – Devolveu o marido e ela assentiu...
– Lorde Platt... Milady. – Disse Aro ao recebê-los na sala principal do palácio... Isabella respirou fundo e se encurvando beijou o anel episcopal que o home oferecia... A jovem observou tudo a sua volta, o luxuoso espaço... Um corredor à frente, escondido por um portal talhado em madeira nobre lhe chamou atenção... Acesso para a intimidade do palácio, sua mente lhe fez pensar e logo agir.
– Dom Volturi, desculpe minha indiscrição... Mas seria possível fazer-me uso do toalete? – Perguntou delicada e o homem lhe sorriu e ela teve vontade de rosnar para ele, mas conteve-se.
– De certo minha filha, de certo. – Disse levantando a mão e uma jovem criada aproximou-se... – Leve lady Platt ao toalete. – Ordenou com a voz branda, sempre maquiada.
– É bom revê-lo Dom Volturi. – Declarou Edward com um sorriso complacente... Uma oportuna atitude, concluiu Isabella fitando o marido de relance e se distanciando junto a criada que a encaminhou para um próximo à sala de jantar era o que parecia quando por uma outra enorme sala passou...
– Vais tranquila menina, o caminho de volta a sala está em minha memoria. – Disse doce a Swan e a criada com a cabeça baixa assentiu... Isabella adentrou ao lavabo e por ali ficou minutos apenas, ao abrir a porta notou um silencio seguido da ausência de qualquer ser vivente naquele corredor... Rapidamente ela caminhou na direção oposto a sala de jantar... Vislumbrou a frente uma escada, aproximou-se da mesma e ao fazê-lo ouviu passos aproximarem-se, buscou onde esconder-se e a imponente escultura de corpo inteiro lhe serviu de abrigo já que se via quase encostada em um canto, no pequenino espaço se enfiou e viu passar a frente dois homens, um desconhecido e o outro se tratava de Caius Volturi...
– Mande a criada levar o chá a rainha já está na hora. – Declarou Caius e o jovem rapaz assentiu silenciosamente... Caius seguiu em direção à sala de jantar e o jovem alcançando os primeiros degraus da escada sumiu... Isabella saindo de seu esconderijo retornou a aproximar-se da escada, o silencio voltou a imperar e ela corajosamente o fez... Dois lances de escada e ela agora se encontrava em uma área restrita do palácio, o corredor que dava acesso aos aposentos... O local assim como o piso inferior era repleto de estatuas e obras de arte gigantescas e a Swan usou isso para se camuflar... Notou a esquerda uma biblioteca volumosa e se encantou sendo aquilo algo raro de se encontrar, tantos volumes e ela em sua antiga casa em Swan tinha apenas alguns, era das poucas jovens de sua idade que sabiam ler com desenvoltura... Ainda admirando a biblioteca ouviu uma movimentação próxima e colocando-se atrás da porta apenas manteve-se em espera para algo captar...
– Dê o chá da rainha logo, acabaram de ordenar. – Disse o jovem que ela achava ser o de instantes atrás.
– Ela ainda não acordou. – Argumentou uma voz feminina.
– Bem, sabes que se não cumprires as ordens pagarás penitencia. – Advertiu o rapaz.
– Nunca vi agora tudo aqui é com penitencia... Esse homem só sabe nos fazer ajoelhar e rezar, ajoelhar e rezar... – Reclamava a moça.
– Tens razão, mas quem manda são eles e deves lembrar que estais sendo paga para isso. – Devolveu.
– As moedas que Gianna me deu são poucas comparado ao que tenho feito. Argumentou.
– É melhor do que nada, ao menos não andamos passando privações fora daqui. – Retrucou o jovem.
– Eu não sei, mas essa história de encher a rainha com esse chá não me parece boa, uma hora ela dorme e não acorda mais. – Disse a moça abaixando o tom de voz, como se aquilo fosse um segredo o que de fato o era.
– Olhas Lucy, tenho para comigo que talvez a intenção não seja essa, mas se acontecer eles não ficarão tristes, garanto. – Destacou e um silencio se fez fazendo Isabella apenas ouvir alguns passos distanciando-se de onde ela se encontrava escondida... As palavras que ouvira lhe deixaram intrigada... Estavam dando um chá diferenciado a rainha... Uma tal Gianna estava pagando pelo serviço... Quem seria Gianna e o que ela teria com os Volturi? Perguntou-se... Saindo de trás da porta observou o corredor notando-o mais uma vez vazio, retornar a escada foi seu alvo, de certo já estavam atrás dela por conta de sua demora... A nobre pisou no ultimo degrau e alcançou o piso inferior... Foi o tempo de distanciar-se minimamente da escada para que Caius Volturi a encontrasse... O homem a fitou e ela sorriu-lhe...
– Que alivio vê-lo senhor, estava perdida acreditas? – Soltou graciosa e o homem que é claro como qualquer outro adorava um galanteio feminino sorriu de volta.
– Acredito milady, esse palácio é de uma imensidão exagerada. – Devolveu. – Venha estão a sua espera para o chá... Seu marido está preocupado. – Informou a guiando... Adentraram a grande sala de jantar e Edward fitando a esposa notou algo diferente em seu olhar, mas disfarçando...
– Desculpe-me, perdi-me no caminho de volta do toalete. – Disse ainda sorrindo, aproximou-se de Edward... O Cullen pegou em sua mão de forma discreta, apertou-a e a esposa lhe fitou sorrindo deixando-o mais calmo...
– Problema algum minha filha, estávamos a sua espera. – Soltou Aro. – Vamos nos acomodar. – Concluiu. – Gianna mande servir o chá sim. – Pediu o clérigo e no mesmo instante Isabella fitou a jovem se movimentando... Então essa é Gianna? Pensou concatenando suas ideias... O chá seguiu e a conversa espera surgiu...– O seu sucesso nos negócios tem chegado aos ouvidos de toda corte lorde Platt. – Disse Aro e Edward sorriu.
– Temos tido um bom momento eminencia, o setor de transportes marítimos é muito diversificado. – Devolveu Edward. – Os portos ingleses precisam ser na verdade melhor estruturados, mas podemos dizer que da forma que estão servem bem ao país e a quem aqui atraca. – Continuava.
– Já ouviste falar de lorde Byers? – Questionou Caius.
– O alemão? – Devolveu Edward.
– Sim o próprio. – Respondeu Caius e Aro apenas observava enquanto Isabella o avaliava de forma discreta.
– Sim, nos encontramos algumas vezes no porto, mas ainda não tivemos a chance de sermos apresentados. – Explicou Edward.
– Entendo... Veja talvez fosse interessante com ele conversar, ele possui uma experiência particular com relação ao setor marítimo na Alemanha e como vejo... Lorde Platt... Acredito que deseje expandir ainda mais seus negócios. – Soltou sorrindo e Edward lhe retribuiu... O jovem Cullen em um momento de ousadia resolveu jogar a isca...
– Claro, claro será interessante ter com ele uma conversa... Talvez seja frutífera... O setor como disse é diversificado... O que atrapalha muitas vezes são os altos impostos... Na França, por exemplo, tivemos dificuldades em alguns momentos, mas por fim conseguimos de certa forma driblar isso... – Disse por fim soltando a isca e de relance fitando a esposa que em expectativa entendeu sua jogada... Aro descansou a xicara que segurava em cima do pires e de forma muito tranquila...
– Tenho a certeza que a Inglaterra sempre terá interesse em facilitar os negócios ainda mais para um filho seu... Nosso cunhado, estimado rei Ricardo, sempre teve essa preocupação... E minha amada irmã Berengária compartilha da ideia. – Dizia Aro de forma cortes.
– Facilitar seria uma palavra bem vinda eminencia. – Jogou Edward. – Na França tive a ajuda de um senador... É claro que não espero o mesmo aqui, nada tão intenso... Eu diria... – Falou Edward fazendo Aro o fitar, Isabella tendo a imaginação e raciocínio tão rápidos quanto o marido logo entendeu a jogada e resolveu participar.
– Edward. – Disse com tom de advertência na voz ao mesmo tempo em que se mostrava sem graça.– Aqui não é a França para que faças tuas negociatas. — Soltou provocando e Edward sorriu, mas os Volturi gostaram do tom nas palavras da jovem, era justamente de pessoas assim que eles tinha interesse em aproximar-se.
– Fique tranquila minha filha. – Afirmou o clérigo. – Como falei anteriormente o reinado de meu cunhado está interessado em ajudar seu povo fazendo-o prosperar. – Relembrou o que acabara de colocar.
– É claro que uma negociação desse porte requer uma atenção maior de nossa parte... Digo da parte do setor que cuida dos portos. – Interviu Caius e tanto Edward quanto Isabella tiveram vontade de rir ao perceber o grande vacilo do homem que recebeu de imediato uma reprimenda do irmão que lhe fitava com um olhar intenso.
– O que posso dizer lorde Volturi... – Começou Edward direcionado a Caius e este para ele se voltou. – É que todo tipo de negociação é deve ser lucrativa para ambos os lados. – Definiu e Isabella apertou sua coxa por baixo da mesa em satisfação ao perceber que tinham acabado de adiantar mais um bem sucedido passo.
– Mas deixemos, por favor, os negócios de lado esposo meu. — Jogou Isabella sorrindo e Edward assentiu, os Volturi é claro se calaram. — Pensei que a rainha compartilharia do chá conosco. — Soltou a jovem prestando intensa atenção as reações de Aro... O velho não era bobo, sabia jogar... Contudo Isabella também não era e estava munida de informações que o marido não tinha...
– Infelizmente a rainha teve uma indisposição após o almoço e está descansando. — Antecipou-se Caius, Isabella teatralmente se mostrou decepcionada...
– Espero que melhore rapidamente.– Devolveu pesarosa e Edward tinha vontade de rir da exagerada doçura que a esposa apresentava, porém continha-se para manter o teatro.
– Minha esposa tem uma ânsia por conhecer nossa rainha.– Explicou Edward pegando na mão da esposa que descansava em cima da mesa, Isabella teve a capacidade de piscar intensamente para o marido...
– Em uma próxima oportunidade quem sabe, Berengária ficará satisfeita em conhece-la minha filha, de fato ficará.– Soltou Aro com um sorriso amarelo e Isabella manteve o semblante sereno em sua direção, mas em seu interior ela pensava... — Sei o que passa bode velho, sei o que passa e não tardará irás ser pego, sim irá!
Spoiler —
– Gosta do que vê milorde? – Perguntou Vitoria.
– O nosso segredinho senhor. – Comandou Cloe e Riley respirou profundamente. – Prometi-lhe uma grande festa milorde...
– Agora cumpra o senhor com teus deveres... Conte algo realmente escandaloso. – Solicitou Vitoria no momento em que Cloe se esfregava no homem que resfolegando sorriu...
– Quer um segredo escandaloso? – Perguntou a voz mole e ao mesmo tempo satisfeito com o que recebia... Cloe e Vitoria assentiram. – O que diria se dissesse que seu rei está preso em minhas terras? – Jogou embolado e as jovens se entreolhando duvidaram do que ele havia dito achando que atropelara as palavras por conta da alta embriagues.
– Como disse milorde? – Perguntou Vitoria intrigada.
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