The Hood
3 Longo percurso
Notas iniciais
“Mantenha sua lâmina longe de um inocente, Mantenha-se escondido na multidão e Nunca comprometa a Irmandade”. — A Ordem dos Assassinos
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– Música sugerida (The English Lady and the Knight — Loreena McKennitt) –
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Os rapazes resolveram dormir próximos a entrada das catacumbas, ficar longe de todo aquele tesouro estava fora de cogitação pensavam todos... A fogueira mesmo no alto da produção não conseguia aquece-los que com frio se encolheram tendo o céu como cobertor... Edward passou maior parte da noite acordado assim como Jasper...
– Sabes que será difícil sair com tanta coisa sem que ninguém desconfie. – Afirmou o francês e Edward suspirou. – Sem contar que ainda estamos no meio de uma guerra. – Declarou por fim.
– Para mim, você bem sabe essa guerra nunca deveria ter começado, ainda mais pelos motivos que levanta... Se ainda fossem verdadeiros, mas sabemos que tudo isso é politico... Busca desenfreada por manter-se no poder... Igreja... Esse sim é o maior sacrilégio contra Deus! – Soltou incomodado.
– Tens razão amigo, total razão! Ver tantos morrendo por conta de um motivo mentiroso é revoltante... Acho que por isso de cara me desapeguei e me ative a outras coisas... – Confabulava.
– Sei bem quais são as outras coisas... Muito mais importantes! – Disse satisfeito e com firme sarcasmo.
– Mas ainda me preocupa a retirada de tudo isso... – Comentava.
– Jasper... Tenho um lugar seguro para esconder tudo isso... Mas precisaremos ir para a Inglaterra. – Dizia baixo e Whitlock arregalou os olhos.
– Estais louco... Daqui até tuas terras é um percurso deveras extenso, já me preocupava que saíssemos da Palestina e tu queres ir para a Inglaterra com toda essa carga... Oras Edward endoidas-te? – Questionou elevando a voz e o Cullen fechou os olhos com força irritando-se.
– Sem ataques de mulherzinha francês, por todos os santos sei o que estou propondo... Para onde quero levar isso garanto é mais do que seguro... E vamos combinar Jasper... Na Inglaterra tu serás rei e não o filho bastardo de um inglês vivendo na França. – Afirmou e o rapaz encolheu os ombros tendo que admitir a realidade.
– Me diga então... Brilhante gênio como faremos... – Esboçou sem humor.
– Seremos todos fiéis escudeiros levando nossos senhores de volta a suas terras para que lá descansem em paz depois de terem lutado bravamente nesta Cruzada... – Dizia faceiro. — Os caixões nos servirão de escudo Jass... Colocaremos todas as peças e jóias ali e as cobriremos com os animais mortos... É certo que teremos que aguentar o cheiro de putrefação por dias, mas valerá a pena... Prometo-lhe que depois só irás sentires o perfume de lindas damas... – Dizia sorrindo ao final e Jasper também sorriu...
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– Esse bispo maldito está a usurpar a coroa... Ouça o que digo Carlisle... – Afirmava Charlie depois de ter entornado algumas doses de vinho...
– Precisamos ser cautelosos Swan... Enquanto Ricardo está na guerra, nós nobres não podemos permitir que esses desmandos permaneçam... – Completava Carlisle.
– Há dias a rainha está incomunicável... Já tentamos de tudo para falar com ela, mas não obtivemos sucesso... – Dizia Renée.
– A impressão que tenho é a de que estão dificultando nosso acesso a ela... Berengária jamais se recusaria a receber-nos. – Afirmava uma inconformada Esme.
– Charlie precisamos voltar para casa... Isabella está há muito tempo sozinha e sem contar nosso povo... Com certeza estão precisando de nossa assistência. – Afirmava Renée preocupada.
– Tens razão esposa minha... Tens total razão. – Devolveu Charlie.
– Precisamos fazer o mesmo Carlisle, estou preocupada com nosso povo também... – Dizia Esme.
– Um de nós terá que ficar... Do contrario as coisas se tornarão ainda piores sem nenhum de nós para intervir... – Comentava Carlisle. – Se ao menos Edward estivesse por aqui...
– Começo a concordar com teu filho caro amigo, essa guerra não tem sentido algum. – Falou o Swan e Carlisle nada disse, mas em seu interior começava a concordar também... – Vamos nós e vocês ficam se o amigo concordar, passarei por suas terras e darei assistência... – Sugeria.
– Acho prudente Carl... Mesmo porque eles tem Isabella, precisam realmente ir ao seu encontro... A menina já passou tempo demais sozinha. – Opinou Esme.
– Nem é tanto por Isabella... Minha filha corta um em dois se o mesmo lhe atravessar o caminho, mas o caso é que ela nunca ficou com toda a responsabilidade de nossos domínios por tanto tempo... – Comentava Charlie e por fim os amigos consentiram na ideia...
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Os criados da corte em sua maioria sabiam que as atividades noturnas de Dom Volturi não estavam, nunca, relacionadas a momentos repletos de reflexão e preces a Deus em pró da paz de seu povo... Aro Volturi tinha um habito noturno um tanto escandaloso para dizer o mínimo e a italiana Gianna que viera junto com o bispo de Roma era de uma prestatividade excessiva ao clérigo... Quem passasse próximo aos aposentos de Aro nas altas horas da madrugada era na certa atingido por sons de risos e algo um pouco mais estranho que não combinava com um homem que dizia em seu juramento manter um voto de castidade em nome de Cristo...
– Mande me servir o café no solarium Gianna... Quero um pouco do sol da manhã, coisa rara nessa terra indigente. – Afirmou o italiano de forma sincera, Aro e Caius abominavam os ingleses e sua descendência e estavam ali única e exclusivamente para usurpar o trono e se beneficiar disso, para o Volturi declarar isso a sua “amante” não era um problema... Se existia uma pessoa que conhecia muito bem as verdadeiras intenções de Aro essa era Gianna que era completa e irremediavelmente apaixonada pelo bispo.
– Sim meu senhor! – Devolveu ao se vestir ainda na frente do homem que na cama apenas admirava a cena e as curvas da jovem.
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– O que te atormentas irmão? — Questionou Aro a Caius que se mostrava impaciente durante o café.
– Lordes Cullen e Swan se mostram um problema a cada dia maior... Ouvi alguns guardas da corte comentando que eles andam falando em demasia com os demais nobres e em nada as palavras nos são positivas... – Comentava Caius.
– É como digo caro irmão... A rebeldia dos ingleses é quase um estigma... Se esquecem das sagradas escrituras... “Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema...” – Citava como de costume as escrituras sempre a seu favor.
– Por isso mesmo temos que intervir... A afronta recai não só sobre a coroa, mas também sobre a igreja. – Retrucou Caius.
– Prenda-os por conspiração à coroa caro irmão! – Conduziu de forma tranquila e Caius sorrindo concordou com a ideia. – Alegue que suas atitudes tem provocado a revolta do povo e os tornado rebeldes...
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A alvorada ainda despontava enquanto a carruagem passava pela floresta de Chester... Percurso comum para viajantes com destino à região do norte do país, ao se aproximarem de Stratford a estrada se via estranhamente interditada... Charlie reparando que Seth Clearwater, seu cocheiro, parara os cavalos colocou a cabeça para fora...
– Lorde Swan... Estais preso por conspirares contra a coroa. – Declarou o soldado parado ao lado da carruagem dos Swan, Charlie e Renée no ímpeto logo desceram da carruagem.
– Como é? Repitas a afronta se fores homem. – Demandou o Swan já empunhando a espada...
– Lorde Swan isso é desacato... — Afirmou um dos soldados... As ordens que aquele grupo recebera eram de levar preso o Swan e retornar com sua esposa para a corte mantendo-a confinada em sua casa em Londres... Na capital horas antes Lorde Cullen também era preso pelo mesmo grupo comandado por Caius Volturi, mas diferente de Charlie... Carlisle fora ponderado, se apegando as leis e em seus conhecimentos na capital achava que aquela afronta seria revertida em pouquíssimo tempo, Esme entre o contrariada e chocada apenas chorou ao ver o marido ser levado para as masmorras do castelo real... Já na floresta de Chester a situação se tornava tensa... Caius que em outra carruagem se encontrava desceu se mostrando...
– Mas tinha que ter o dedo de um italiano. — Soltou o Swan com escarnio, os guardas em posição se colocaram, Renée de imediato retornou a carruagem puxando dali uma espada que se via escondida...
– Sua rebeldia é mais uma prova de afronta para com a coroa Lorde Swan. — Declarou Caius com muita tranquilidade e Charlie vendo vermelho se enrijeceu no lugar.
– O rebelde aqui é você juntamente com seu irmão, Volturi. – Devolveu em revolta.
– Prendam-no! – Decretou Caius com firmeza e Charlie tendo sua esposa ao lado se colocou em posição de guarda.
– Terão que nos matar antes. – Afirmou Renée e Caius sorriu.
– Que seja! – Disse o Volturi ainda sorrindo. – Soldados prendam-nos, é uma ordem! Soltou com veemência e o embate se iniciou um covarde e injusto embate... Tendo de um lado sete soldados e do outro apenas Charlie, sua esposa e o jovem cocheiro que também na intenção de defender seu senhor empunhou a espada e tentou como pode ser útil... Caius se distanciando apenas assistiu ao massacre eminente... A guarda real de fato não estava gostando da atitude que tomava, mas Caius era irmão da rainha e a mesma há tempos deixara claro que seus irmãos estavam ali para ajuda-la a manter a coroa de Ricardo e por isso deveriam ser respeitados... O sangue Swan logo exposto foi e a vida deixando corpo feminino com vestimentas finas levou o nobre Swan ainda mais revoltado a se atirar de encontro à morte, naquela floresta Isabella Swan passara sem saber a ser órfã e herdeira de abastadas terras.
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Sair da Palestina foi uma atividade mais do que calculada pelo grupo de "templários"... A ideia de Edward fora seguida a risca e em caixões as peças em ouro, prata e bronze foram colocadas e cobertas por pequenas caças que logo passaram a cheirar mal... No percurso um grupo de refugiados suplicou ajuda dizendo estarem sofrendo violência da parte de alguns sarracenos revoltosos...
– Edward... — Soltou Emmett e o Cullen mesmo à contra gosto parou seu cavalo que seguia ao lado de dois caixões levados por Jacob em uma das carroças... Afastou o capuz de sua cabeça...
– Por Alá senhor... Acuda-nos! — Disse um garoto com seus doze anos mais ou menos...
– O que passa? – Questionou Jasper.
– Prenderam as mulheres... Atearam fogo em nossas casas. – Afirmava o menino de forma chorosa... A zona era de conflito e o xeique daquela região havia sido assassinado, por conta disso alguns mercenários estavam se apropriando indevidamente de tudo o que tinha naquelas terras... Edward apeou do cavalo se aproximando do garoto.
– Escondam os caixões. — Disse firme o Cullen. – Jasper e Emmett venham comigo. – Solicitou já caminhando junto com o garoto... Aproximaram-se do vilarejo de forma discreta e notaram a movimentação dos rebeldes... Da colina em que se escondiam conseguiram identificar quem era a liderança do grupo e o local onde as mulheres estavam presas... A essa altura, Mike e Jacob já haviam se juntado ao grupo depois de terem escondido os caixões... Edward sentando-se atrás de uma grande pedra passou a pensar. – Precisamos de uma distração. – Afirmou quase para si mesmo.
– Milorde, posso conseguir distração. – Disse o garoto e os rapazes o olharam desconfiados.
– Qual o seu nome garoto? – Perguntou o Cullen.
– Kebi milorde. – Devolveu baixo.
– O que você acha ter que pode nos ajudar a distrair esses homens Kebi? — Questionou Jasper.
– Pólvora. – Afirmou o menino e todos se viram desconfiadamente confusos.
– Pólvora? — Repetiu interrogativamente o Newton e o garoto assentiu, o francês pareceu pensar e o Cullen notou isso.
– Já ouviu falar? – Perguntou Edward a Jasper que assentiu ainda pensativo.
– Vem dos chineses. — Comentou Whitlock.
– E esses homens de olhos fechados sabem lá fazer algo que preste? – Questionou Mike com insegurança.
– Explode tudo senhor. — Afirmou Kebi, Edward fitou o menino estreitando o olhar, tentando desvendar naquele rosto que já perdera o ar infantil um fundo de verdade...
– Onde conseguiu isso garoto? – Perguntou Edward.
– Ben Chaney, amigo chinês. — Devolveu o garoto e todos se entreolharam.
– O que um chinês faz no meio dessa guerra? – Indagou Emmett.
– Ben amigo do xeique... Está preso na casa. – Disse apontando para a casa onde se encontravam todas as mulheres da vila. – Era amigo de Xeique Agadir. – Explicou o garoto.
– Ok... Traga-nos essa pólvora e veremos o que é possível fazer. – Ordenou Edward e o garoto tão rápido quanto conseguia sumiu entre os arbustos em direção ao vilarejo...
– Não estou gostando disso. – Declarou Jacob. – Devíamos ir embora, não é seguro deixarmos a carga tanto tempo desprotegida... – Resmungava.
– Quando digo para sermos firmes me chamam de sem coração... Posto que agora quero ajudar me contrarias homem? – Soltou Edward inconformado e o Black revirou os olhos.
– Se ele realmente tiver a tal pólvora tudo será muito rápido. – Afirmou Jasper.
– O que diabos esse negocio faz? – Perguntou Mike.
– Um grande estrago caro amigo... Um grande estrago. – Devolveu Whitlock.
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O garoto, Kebi, realmente voltou com a pólvora... A substancia negra estava em um saco de papel e Jasper ao vê-la confirmou as palavras do garoto...
– Como usamos isso? – Questionou Edward.
– Basta apenas atearmos fogo... Uma pequena quantidade disso faz um grande barulho e incendeia um local com facilidade... – Explicava e os rapazes atentos se viam entre a surpresa e a curiosidade...
– Causar uma explosão com certeza irá chamar atenção. – Pensou Emmett em voz alta levando todos a concordância...
– Consegue jogar uma boa quantidade disso ali no meio da praça e trazer o rastro da mesma um pouco mais longe? – Perguntou Jasper ao garoto que logo assentiu. – Ótimo... Assim que atear fogo você volta para cá. – Ordenou e o menino rapidamente saiu.
– Quando o estrondo for ouvido vamos começar a agir. – Declarou o Cullen.
– Eles vão sair feito baratas tontas! Jogou Mike sorrindo.
– Exatamente... No momento seguinte vou atirar algumas flechas flamejantes... Emmett me arrume o resto do vinho...
– Mas está no fim. – Resmungou Emmett por perder o resto do vinho que tinha.
– Largue de mesquinharia homem. – Afirmou Edward... – Assim que a distração começar agiremos... As flechas flamejantes os deixarão ainda mais desnorteados...
– E nós vamos em terra soltar as mulheres e eliminar quem estiver no caminho é claro. – Afirmou Jacob.
– Me mantenho cobrindo-os também com flechas em cima deles. — Retrucou Edward... Kebi embora muito novo fez como o combinado e logo voltou para o esconderijo nas colinas onde estavam os rapazes e nesse instante Edward agiu se posicionando começou a atirar as flechas incendiarias preparadas por Emmett... A pontaria do homem era certeira e por esse motivo os demais rapazes foram sem medo de encontro ao vilarejo e os inimigos ali instalados... A confiança depositada em Edward era causada por sua máxima habilidade com o arco e flecha adquirida entre a infância e a adolescência... O Cullen de pequeno passou a ganhar torneios e mais torneios levando o nome de sua família a posições orgulhosamente descritas pelo lorde Cullen seu pai e senhor aos amigos e conhecidos... Jasper e os outros se embrenharam no vilarejo confiantes na retaguarda de Edward e Emmett... Desmantelar o grupo de mercenários foi como diria alguns, “Sopa no mel” e logo os rebeldes sarracenos estavam em minoria, alguns mortos e outros muito feridos... Mulheres e crianças foram libertadas e o tal Ben Cheney sendo resgatado se mostrou agradecido...
– Pela cruz e pela ordem! — Gritaram os rapazes satisfeitos quando se viram de posse do vilarejo...
– O que um chinês faz na Palestina afinal? – Indagou Edward ao adentrar ao vilarejo... Ben que um pouco machucado se mostrava sério...
– Conheci xeique de Agadir no Egito... Tenho descendência chinesa por parte de mãe, mas na verdade nasci em terras inglesas... Meu pai era um inglês, guerreiro da segunda Cruzada, conheceu minha mãe ainda na Inglaterra depois que meus avós lá se refugiaram por conta de uma guerra na China, eu nunca estive na China na verdade... Quanto ao resto é lenda, hoje minha nacionalidade é o mundo...
– Tem inglês de tudo quando é tipo. — Esboçou Mike... Enquanto Ben contava sua vida Edward pensava na abençoada pólvora...
– Ben homem muito inteligente. — Declarou Kebi e o Cheney sorriu fazendo sinal de negativo com a cabeça. – Inventa coisas. – Afirmava o garoto.
– Temos um china inventor então? – Soltou o Cullen bem humorado.
– Ora... Tenho meus momentos. – Devolveu Ben.
– Pólvora... – Disse Jasper e Ben entendendo aquilo como indagação...
– Entendo um pouco de alquimia e mesmo não tendo estado na China consegui ao longo dos anos alguns contatos por lá... Um caixeiro-viajante que se prese vende de tudo não é mesmo? – Disse tranquilo e todos de cara simpatizaram com ele... Resultado, Ben resolveu acompanhar o grupo deixando para trás a desolada Palestina, uma experiência da qual não havia gostado e o grupo o aceitou por notar que ele seria de grande utilidade dados seus conhecimentos e os materiais que carregava, como a bem vinda pólvora...
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A morte de Charlie e Renée era de conhecimento apenas dos irmãos Volturi e Esme aflita se via desprotegida pela prisão do marido... Sem saber ao certo como agir resolveu escrever uma carta à amiga Renée torcendo para que esta chegasse juntamente com os Swan quando pisassem em suas terras...
– Milady... Estão mantendo lorde Cullen nas masmorras do castelo de Buckingham... – Afirmava Liam o mordomo dos Cullen.
– Conseguiu falar com lorde Newton? – Perguntou Esme aflita e o rapaz em negativa com a cabeça lhe deixou ainda mais preocupada.
– Infelizmente não encontrei ninguém na casa dos Newton milady... Consegui apenas saber que saíram na calada da noite. – Explicou deixando Esme inconformada.
– É como Carlisle sempre disse, Newton não era digno de confiança... Largar os amigos em meio a problemas... Que a carta chegue a Charlie é a minha prece. – Dizia. – Edward, filho... Onde está? – Questionou derramando algumas lagrimas.
– Milady... Tenho um amigo que trabalha como copeiro no castelo de Buckingham e ele me afirmou que milorde não está sendo maltratado e sim apenas mantido preso. – Dizia Liam tentando confortar sua senhora...
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– Entristece-me muito vê-lo aqui lorde Cullen. – Disse Aro mantendo a postura serena ao adentrar a cela e Carlisle sério apenas o fitava, o Cullen percebia que agir de forma intempestiva só lhe iria causar mais problemas.
– Dom Volturi... Temo que suas atitudes não estão de acordo com meu rei... Ricardo é meu amigo pessoal e jamais me veria como um inimigo. – Afirmou sério mantendo a atenção em cada gesto de Aro.
– O que vejo é um nobre um tanto perdido pelas ardilosidades do maligno... Talvez essa triste guerra lhe tenha afetado, o filho longe... Um amigo morto... – Soltava suave...
– Amigo morto? – Questionou estreitando o olhar para cima do clérigo.
– Infelizmente Lorde Swan e sua esposa sofreram um terrível e fatal acidente...
– Bastardos! – Vociferou colocando-se em posição de ataque.
– Lhe darei um tempo caro amigo... — Devolveu tranquilo o bispo tendo ao seu lado um soldado. — Refletir sempre nos faz bem... Reveja seus conceitos e logo retornaremos a falar. – Disse se retirando depois do recado dado e Carlisle inconformado se viu rendido ciente de que qualquer atitude impensada o levaria a perder a própria vida sem contar sua digna esposa que em casa se mantinha com total certeza sendo vigiada...
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– Mantenha-o aqui... Não o maltrate... A proximidade dele com o rei não nos favorece e enquanto Ricardo ainda for rei manter seus amigos na neutralidade é a melhor solução. – Dizia Aro ao irmão assim que deixou as masmorras. – Tenho uma nova tarefa para você. – Soltou sorrindo. — Mande alguém de confiança até as terras do tal Swan... Propriedades são também um ótimo investimento... Quem sabe não construímos uma linda catedral naquela região... O povo necessita ter onde fazer suas preces com mais comodidade. – Dizia caminhando e deixando para trás um Caius satisfeito com a ideia...
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Edward e seu bando seguiam viagem e Ben os acompanhava um tanto confuso com a situação que presenciava...
– Conheci alguns "templários" quando estive em Jerusalém com Agadir... – Dizia Ben e Emmett riu...
– China... Existem "templários" e templários... Se é que me entende? — Soltou Jacob... Ben notara os caixões que eles transportavam e curioso...
– Por que não enterra-los aqui? — Questionou, os rapazes se entreolharam...
– Salvamos sua vida! – Disse Edward colocando-se de frente para ele, um tipico sinal de alerta estava explícito nas atitudes do Cullen.
– Sim, e serei a vocês eternamente grato. — Devolveu o rapaz de forma cautelosa, Edward voltou seus olhos a cada um de seus amigos... Parou em Jasper...
– Pode nos ser útil. – Afirmou Whitlock entendendo a situação.
– Cheira mal não é? – Perguntou Edward e Ben fazendo uma careta admitiu tirando dos rapazes risos contidos... – Venha conosco e lhe faremos rico homem, mas antes terá que fazer um juramento... – Dizia o Cullen e o oriental o fitou pensativo.
– Me fazer rico? Perguntou olhando para os caixões e se mantendo ainda mais confuso...
– Se torne um "templário" como nós, garanto é um bom negócio. – Falou Mike.
– O que propões? – Perguntou desconfiado se voltando a Edward.
– Proponho que sejas um "templário"... Rico! – Afirmou sorrindo e pegando seu punhal o entregou a Ben... – Um pacto Cheney... De sangue... Todos o fizemos. – Declarou mostrando a cicatriz na palma de sua mão. – Prometemos defender um ao outro...
– Isso não me parece um voto templário... Que eu saiba um templário promete defender os desprotegidos... – Dizia de forma questionadora.
– Ora e o que fizemos quando lhe encontramos? Foi ou não socorro e proteção? – Perguntou Edward fazendo o rapaz pensar... De fato o Cullen que nada tinha de caridoso tinha feito caridade e a fez antes de ver algo em troca...
– Ok... - Disse ainda pensativo entendendo com clareza a situação proposta. — Aceito me tornar um... "Templário"! – Jogou com malicia e logo fez na mão o corte, apertou a mão de todos os homens ali e de pronto seguiram viagem... O grupo agora engrossara um pouco mais e Edward estava satisfeito com isso...
– Pela cruz e pela ordem! – Declararam todos e Ben...
– Pela cruz e pela ordem! – Repetiu... Seguiram caminho e Jacob sentado na carroça tinha Ben ao seu lado... Cutucou em seu ombro e indicou a parte de trás da carroça onde se encontravam dois caixões, ali tinha uma parte do tesouro escondida...
– Fede é verdade, mas vale muito... Muito mesmo... Tipo muito mesmo! — Afirmava sorrindo e Ben que em nada era bobo entendeu que o segredo ali guardado era a tal fonte de riqueza deles e agora também sua... A constatação lhe fez sorrir travesso.
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Isabella recebera enfim uma carta de sua mãe explicando como andavam as coisas na corte e ao fim afirmava que estava voltando para casa... As palavras finais ao mesmo tempo que trouxeram alivio a jovem a deixaram intrigada... Uma carta sempre demorava muito a chegar, quando a mesma não se perdia no caminho... Era certo que seus pais já deveriam estar se aproximando, mas o que lhe intrigou de fato foi receber na manhã seguinte a chegada da carta de sua mãe uma carta de lady Cullen destinada a Renée e Isabella tomando a liberdade leu pedindo a seu pai, lorde Swan, que a socorresse em Londres tendo em vista que seu marido, Carlisle, havia sido preso pela acusação de conspirar contra a coroa... As informações, o teor de cada carta, deixaram Isabella ao final em tremenda aflição... Onde estariam seus pais, ainda no caminho? Algo havia acontecido a eles? Seu coração batia em angustia intensa ao fitar os papeis em suas mãos...
– Noticias ruins? – Perguntou Rosalie.
– Noticias incompletas! – Devolveu Isabella limpando uma traiçoeira lagrima que se desprendera de seu olho esquerdo, um mal pressagio ela sentia... Muito mal...
Spoiler —
O frei mesmo temeroso... – Fique aqui filha, vou adiante ver qual o problema. – Avisou parando a carroça e descendo da mesma... A cena que Joseph encontrou era desoladora, três corpos estirados, com sinais nítidos de violência, sangue banhava os cadáveres e urubus agourentos sobrevoavam o local já em busca de suas presas... – Valha-me Deus! – Soltou o homem em choque... Notou que as vestes de dois deles eram nobres e aparentavam ser um casal, um pouco mais distante havia o outro corpo de um jovem rapaz, com roupas um pouco mais simples...
– Emily... Filha corra aqui, traga água... – Pediu e tão logo a jovem lhe ouviu foi ao encontro do tio e passando pelos corpos do casal assustou-se sobremaneira... Joseph e Emily ajudaram o rapaz, o levaram para a carruagem abandonada o acomodando-o em seu interior...
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