The Hood

4 De volta ao lar


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews lindas Anaa, Polli, JUSSARA CULLEN, SHIRLEY, Marcela, DEA, Eclipse She, CassieStew, Fran Carvalho, Raskia e MaraRobsten. Bjos. -;- Capítulo dedicado a Fran Carvalho e Raskia pelas estimadas recomendações. Bjos suas lindas. -;- As palavras em negrito significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar. -;- Vamos ao que interessa...

“Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. Abraham Lincoln

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– Música sugerida (The Gates of Istanbul – Loreena McKennitt) –

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O percurso de nossos templários era neste momento feito pelo mar Mediterrâneo, a embarcação que o grupo conseguira não era de melhor qualidade e por isso os rapazes estavam passando um certo apuro para enfrentar aquela imensidão de água... Vida ou morte permanecia sendo o dilema deles... Já haviam passado pela Grécia e se aproximavam agora da Itália... Já se iam mais de trinta dias de viagem e o cheiro que os acompanhava ficava a cada momento mais insuportável...

Estou repensando essa ideia de ser rico... – Soltou Mike tapando o nariz com sua camisa.

Se quiseres podes deixar sua parte... Eu cuido! – Devolveu Jacob também protegendo-se como podia do cheiro.

A ideia foi brilhante devo admitir, mas está ficando impossível de respirar... – Comentava Ben Cheney.

A ideia foi de Emmett! – Jogou Edward com deboche e o McCarty bufou indignado.

Se bem me lembro, Edward... Me chamaste de gênio na ocasião... E na verdade a ideia não foi minha de fato. – Devolveu meio anasalado por estar tapando as narinas com os dedos e Jasper riu ficando sério em seguida...

– Cullen... Carlisle fica muito longe da costa? – Questionou Whitlock referindo-se a cidadela que levava o nome do pai de seu amigo e o Cullen abaixando a cabeça, cansado e ao mesmo tempo sem graça, já prevendo a reação do amigo...

Sim! — Afirmou fazendo Jasper soltar um impropério tendo em vista que os últimos dias estavam sendo assustadores por conta da bravura do mar...

**

– Obrigada tio Joseph por... Me levar consigo... — Dizia a jovem Emily ainda abatida pela recente perda, sua mãe morrera há apenas cinco dias e a única família que lhe sobrara era um tio, Joseph Young, um frei franciscano irmão de seu também falecido pai...

Aquieta-te filha, terás em mim um pai... Sinto apenas não lhe ter um lar digno no momento, mas assim que possível lhe darei conforto. – Declarava o homem de aparência simplória, um tanto bonachão e acima do peso... Seguiam em direção ao norte da Inglaterra como recomendara a ordem de franciscanos que fazia parte... O entardecer vinha alto no momento em que cruzavam a floresta de Chester aproximando-se de Stratford... Logo mais a frente da carroça que os levava, sendo conduzida pelo próprio frei, viram uma carruagem parada no meio do caminho impedindo-os assim de seguir viagem... O frei mesmo temeroso... – Fique aqui filha, vou adiante ver qual o problema. – Avisou parando a carroça e descendo da mesma... A cena que Joseph encontrou era desoladora, três corpos estirados, com sinais nítidos de violência, sangue banhava os cadáveres e urubus agourentos sobrevoavam o local já em busca de suas presas... – Valha-me Deus! – Soltou o homem em choque... Notou que as vestes de dois deles eram nobres e aparentavam ser um casal, um pouco mais distante havia o outro corpo de um jovem rapaz, com roupas um pouco mais simples... Checou primeiro a mulher de nobre aparência e percebeu se tratar realmente de um corpo sem vida, assim o homem próximo de si... Observou no homem um anel de ouro carregando um brasão de armas assim como a mulher que carregava um colar também de ouro e do mesmo pendia um grande pingente com igual brasão e um nome lhes saltava... Swan... O frei ainda horrorizado ouviu baixinho um gemido e seguindo com o olhos a direção do som percebeu se tratar do provável cocheiro caminhou rapidamente até ele notando que ainda estava vivo, contudo muito ferido, ajoelhou-se ao lado dele...

Ajuda... Me ajude... – Pediu com dificuldade, o rosto inchado, seu lado ferido...

Calma rapaz vou lhe ajudar. – Devolveu o frei compadecido da situação. – Emily... Filha corra aqui, traga agua... – Pediu e tão logo a jovem lhe ouviu foi ao encontro do tio e passando pelos corpos do casal assustou-se sobremaneira... Joseph e Emily ajudaram o rapaz, o levaram para a carruagem abandonada o acomodando-o em seu interior... Limparam suas feridas como puderam lhe deram um pouco de agua, um corte em seu abdômen feito ao fio da espada era profundo, mas não tinha atingido nenhum órgão vital... O frei se voltou aos dois corpos ali estirados, retirou deles colar e anel prevendo que aqueles objetos fossem uma forma de identificar os mortos, cavou uma cova rasa e depositou-os, juntos... Em uma prece silenciosa se afastou voltando a carruagem... Atrelou sua carroça a carruagem e resolveu sair daquele lugar o mais rápido possível... – Estamos próximos de Stratford, lá lhe arrumaremos socorro. – Explicou a sobrinha se referindo ao jovem que em seu colo descansava a cabeça... A carruagem entrou em movimento e eles seguiram viagem, o jovem Seth gemia de dor e Emily o amparava como podia enquanto em prece intercedia por ele... Chegaram a Stratford e lá com a ajuda de um fármaco puderam cuidar melhor do rapaz... Estando ele mais recomposto... — Como é seu nome rapaz? – Perguntou o frei.

Clear... Clearwater... Seth Clearwater... – Disse demonstrando ainda grande fraqueza...

Seth o que aconteceu naquela floresta? Questionou o frei ainda perplexo com o cenário que vira... Seth mesmo com dificuldade relatou o ocorrido e Emily ao lado manteve a mão na boca em choque pelas cenas descritas pelo pobre cocheiro... – Está me dizendo que seus senhores... Lorde e lady Swan foram mortos por guardas da corte? – Questionou chocado e o rapaz assentiu fracamente...

Me... Meu senhor... Se refe... Referiu ao... Chefe deles como... Como um Volturi. – Disse Seth por fim e o frei Young franziu a testa em constatação...

**

Chegar à terra firme não tinha sido tão desejado como fora para Edward e seu grupo... Os rapazes aliviados estavam repletos de maresia, um tanto adoentados pela intensa humidade e frio que experimentaram... Ao chegar à praia de Brighton depois de ter enfrentado o mar Mediterrâneo, atravessar Itália e França e ainda enfrentar mais aguas turvas até a costa inglesa, já se iam mais de dois meses de sofrimento e mau cheiro... Edward ao avistar seu país sentiu-se de cara vitoriosa, estava de volta, pensava... Conseguira sobreviver e melhor voltara muito melhor do que quando partira, voltara com os bolsos cheios! Concluía sorrindo agora.

Vamos nos acomodar por aqui, mais alguns dias de descanso e seguimos viagem. – Declarou e todos concordaram.

Edward? – Chamou Emmett bem próximo ao seu senhor e amigo, o Cullen o fitou em espera. – Onde de fato pretendes esconder tudo isso para que possas ir se desfazendo aos poucos? – Questionou intrigado e Edward sorriu.

Recorda-te de tempos atrás quando em meio as travessuras infantis nos embrenhávamos na floresta próxima de casa? – Perguntou divertido e Emmett assentiu. – Te lembras também de teres medo de seguir além do lago da nascente que ali existia? – Soltou e McCarty quase fechando os olhos...

Queres esconder o tesouro na floresta de Forks? – Perguntou um pouco alto e Edward revirando os olhos tapou a boca do amigo.

Criatura desnatura... Fale baixo. – Vociferou irritado.

Aquilo é mal assombrado Edward! – Afirmou incrédulo e o Cullen de irritado passou a bem humorado novamente gargalhando.

Ora Emmett... Tanto tamanho e nenhuma coragem homem... Terrível... Terrível... – Dizia em negativa com a cabeça ainda rindo e o rapaz bufou mais uma vez sentindo-se ridicularizado.

As mocinhas vão continuar conversando aqui mesmo? – Perguntou Jasper se aproximando...

**

– De certo que minha senhora irá recebe-los frei... A você e sua sobrinha... Lady Swan é uma moça muito boa... – Dizia o jovem Seth já um pouco mais renovado diante de tantos ferimentos, suas palavras com respeito à Isabella e sua provável hospitalidade para com o frei Joseph e sua sobrinha fizeram o rapaz lembrar de sua senhora, do motivo de ali estar e aquilo lhe entristeceu sobremaneira ao passo que lhe deixou também tenso, como daria a noticia a Isabella? Como dizer algo tão doloroso? Sem contar que o jovem sentia-se culpado por nada ter podido fazer... O frei notando sua tristeza e introspecção entendeu o motivo.

Acalma-te filho... Estarei com você na hora de contar a sua senhora sobre o trágico ocorrido... O que não tem remédio remediado está e deve-se seguir em frente tendo em Deus seu refugio sempre! – Dizia como bom conselheiro que era...

**

Estavam a dois dias de Carlisle... Sim, finalmente Edward e seus amigos começavam a sentir o ar vitorioso penetrar seus pulmões e recompensar seus esforços...

Vamos direto para o esconderijo, depois iremos à casa de meu pai enquanto Jacob e Mike vão até os seus... O China e Jasper são bem vindos em minhas terras, hospitalidade melhor não irão encontrar. – Dizia o Cullen orgulhoso já imaginando encontrar sua querida mãe e seus quitutes que tanto lhe faziam falta.

Achei que primeiro fosses querer parar na Taberna Denalli. – Retrucou Jacob com deboche e Edward revirando os olhos sorriu.

Se bem me lembro Tanya ficou a suspirar por ti quando partimos... – Complementava Mike.

A moça até chorou! Concluiu Emmett também debochado.

Vocês não prestam... E Emm... Chamar Tanya de moça é até um sacrilégio, que não me ouça o velho Eleazar é claro! – Soltou o Cullen gargalhando ao final... Tanya Denalli, jovem de formosa beleza, loira, completa e irremediavelmente aficionada por Edward ou melhor por seus títulos de nobreza e status social... A jovem, filha de um simples taberneiro e sua esposa uma eximia cozinheira, sonhava alto quando se tratava de seu futuro e sim quando vira Edward partir para a Cruzada chorou de desespero pelo possibilidade de na guerra o jovem Cullen morrer e assim ela não ter a chance de com ele se casar e por isso já tinha feito como se dizem por aí... A barba, o cabelo e o bigode do rapaz... E tinha o feito inúmeras vezes... Contudo, Edward... Nosso nada nobre jovem não tinha o menor interesse em matrimonio, não naquele momento e não com Tanya, jamais com a Denalli... Naquela noite Edward e Jasper foram os últimos a dormir...

Já pensaste em como fazer do tesouro algo realmente rentável, dinheiro de fato? – Questionou Jasper.

Tenho pensado nisso... Conheço algumas pessoas em Londres... Mas não sei... – Respondeu duvidoso o Cullen.

Tenho contatos na França que podem nos ajudar... Mas isso levaria tempo. – Disse Jasper.

Tempo é o que mais temos caro amigo... E em minhas terras teremos tranquilidade para pensar em como levar parte por parte desse tesouro até seus contatos na França. – Afirmou satisfeito.

**

Mesmo temeroso o jovem Seth seguiu viagem, agora com a saúde menos fragilizada, levava consigo o frei Young e sua sobrinha... O destino... As terras de Swan, seu lar desde que nascera, um lar que em breve estaria em luto pela perda de seus queridos donos... Passando por Carlisle notou Seth que as coisas se mantinham ruins, pouco comercio na praça principal da pequenina cidadela, o movimento estava muito fraco... Cruzaram a pequena Carlisle e seguiram em direção as terras Swan, logo mais ao alto daquela região... O frei conduzia a carruagem enquanto Seth, que ainda não estava completamente curado de suas machucaduras, estava acomodado com a jovem Emily na cabine...

Aqui é muito bonito. – Soltou Emily admirando a paisagem do caminho.

Já foi mais... Depois que essa maldita guerra começou as coisas por aqui mudaram rápido... Como dizia meu senhor... A crise pegou a todos! – Afirmava Seth se entristecendo mais uma vez ao lembrar-se de Charlie Swan e do quanto sempre fora bondoso para os seus criados sem deixar de expor o jeito durão de ser... Logo avistaram os portões de Swan e Seth respirando fundo preparou-se para o que vinha a seguir...

**

Isabella andava há dias incomodada, um aperto no coração lhe deixava em angustia, mas cuidar dos afazeres de Swan era mais importante e não podia ser adiado... Em cima do cavalo ela andava pela vila, tendo Harry ao lado, a observar a situação do povo e das terras... Aproximavam-se dos portão principais quando viram a carruagem com de seus pais se aproximando... Um sorriso lhe estampou o rosto, mas ao ver que o cocheiro não era Seth o sorriso se esvaiu e ali Isabella teve a certeza de que sua intuição não estava lhe pregando uma peça... A carruagem adentrou ao pátio no momento em que Isabella e Harry se aproximavam ainda em seus cavalos... Apearam do cavalo e o cocheiro desconhecido desceu da carruagem, mas antes que Isabella se pronunciasse a porta da cabine se abriu...

Seth... Filho. – Disse Harry notando o rosto abatido de seu garoto... Isabella permaneceu calada apenas fitando seu criado, o homem desconhecido usava batina e Isabella franziu a testa em confusão, uma jovem desceu da cabine em seguida...

Milady! – Falou Seth curvando-se diante de Isabella, o jovem voltou os olhos para cima, olhos tristonhos e submissos... – Esse é frei Joseph Young e essa é Emily sua sobrinha.

– Um frei. – Soltou Isabella para si mesma, a confusão ainda lhe tomava, mas de forma educada se curvou pegando a mão do frei e beijando em seguida.

Deus te abençoe minha filha! – Disse o religioso formalmente... Isabella voltou os olhos a Seth.

Onde estão meus pais? Seth? – Questionou e o jovem abaixando a cabeça se viu sem saber quais palavras usar. – Por que você está todo machucado? – Continuou perguntando.

Seth! – Chamou Harry e o jovem se encorajando voltou a fita-los.

Foi uma emboscada... Eu... Eu tentei ajudar, mas... Eram muitos...

– O que estás dizendo? Onde estão meus pais Seth? – Perguntou cortando-o e se mostrando um tanto agressiva.

Eu os encontrei caídos na estrada. – Disse Joseph intervindo e Isabella o fitou. – Cheguei a achar que Seth estivesse morto dada a situação que se encontrava...

– Nós sentimos muito! – Soltou Emily realmente compadecida.

Seth... – Disse Isabella pegando nas mãos do rapaz que com os olhos cheios d’agua se via sem rumo e envergonhado...

Eu tentei Bella... Juro que tentei... Mas, eles vieram e milorde e... E milady desembainharam a espada... Eu desci da carruagem... Com a espada em mãos... Foi tudo tão rápido... Logo me acertaram... – Explicava e levantando a camisa mostrava o grande curativo em seu lado, no abdômen... Isabella mal piscava...

Quem fez isso? – Vociferou, tremia em revolta ainda apertando as mãos de Seth, o choro represado prestes a faze-la sucumbir...

Seu pai disse o nome Volturi... E... E com ele estavam os soldados do rei... Queriam prender meu senhor... Chamaram-no de nomes que eu não entendia... Eu... Me desculpe... Depois que me acertaram eu cai na inconsciência e... E... Quando acordei... – O jovem começou a chorar e Isabella soltando suas mãos com brusquidão, se afastando... Harry se aproximou do filho lhe abraçando e ele permaneceu chorando... Embora Seth tivesse sido instruído na arte de embainhar uma espada, nunca em toda a sua existência havia tido a necessidade de lutar, sempre vivera na grande casa dos Swan, acompanhava seu senhor nos afazeres diários, conduzindo sua carruagem sempre que necessário... Charlie e Renée tinham pelo rapaz grande afeição, assim como por todos os Clearwater.

Filha. – Esboçou o frei se aproximando de Isabella... A nobre em revolta virou-se para o religioso.

O que o senhor viu? Diga-me o que viu? Quem é Volturi? – Questionava com demasiada revolta...

A carruagem estava parada na estrada que corta a floresta de Chester... Eu e minha sobrinha achamos estranho... Eu desci da carroça que guiava e ao me aproximar... Vi a triste cena... Seus pais estavam... Mortos há algum tempo pelo visto, os corpos já frios... – Explicava e cada palavra era como um punhal no coração de Isabella. – Foi um milagre o jovem Seth sobreviver... Filha é com pesar que trazemos essa triste noticia... Eu mesmo me encarreguei de enterra-los, jamais deixaria um cristão se uma cova... Antes de enterra-los, eu... Eu tirei isso deles já prevendo que poderia entregar a seus herdeiros... – Dizia agora abrindo a mão e mostrando o colar de Renée e o anel de Charlie... Isabella se sobressaltou... Ouvir que estavam mortos era já um choque, ver seus pertences na mão de um estranho era doloroso por demais... Uma lagrima desceu de seu olhos esquerdo...

O... Anel de papai... O colar de... Minha mãe! – Disse já chorosa... Ela pegou as jóias e as apertando entre as mãos levou-as ao peito fechando os olhos com força... Todo aquele mau pressagio tinha no fim se convertido nessa triste verdade... Seus pais estavam mortos! Isabella abriu os olhos voltando a fitar o frei. – Quem é Volturi? – Questionou mais uma vez.

Filha... Entendas que vingança não...

– Quem é Volturi frei? – Questionou de forma intimidativa.

São irmãos da rainha... Aro, conhecido como Dom Volturi, bispo da santa igreja e Caius seu irmão. – Declarou sem ter como fugir.

– Irmãos da rainha! – Afirmou para si mesma, os olhos distantes, a certeza de vingança preenchendo seu interior...

**

O caminho voltava a ser familiar, de olhos fechados bem podia seguir, tranquilo, pois cada mínimo detalhe daquela região lhe era conhecido... Emmett animado gritou eufórico ao ver ao longe a pequena Carlisle... Edward satisfeito também sorriu sendo seguido pelos demais... Alivio, vitorioso alivio os preenchia...

Minha cama... – Jogou Mike com sonhadora satisfação.

Já sinto o cheiro dos quitutes de minha mãe. – Disse Jacob exigindo mais dos cavalos que puxavam a carroça...

Antes o tesouro homens. – Falou Edward chamando a todos a razão.

Afinal, onde vamos esconde-lo? – Questionou Jacob e Emmett bufou... Edward é claro sorriu...

Viremos a esquerda depois da grande macieira. – Soltou o Cullen, Mike e Jacob se entreolharam e logo depois voltaram seus olhos para Emmett que dando de ombros não respondeu.

Mas iremos em direção a... – Pensativo esboçou o Newton.

Esse é o caminho para a... Floresta... De Forks. – Afirmou o Black e Edward assentiu com veemência...

Exatamente! – Declarou satisfeito.

Entendo que essas conversas são apenas para mim e o China um mistério, mas por que diabos acho que estais nos levando ao lugar errado Edward? — Questionou Jasper e Edward bufando parou seu cavalo.

– Céus... Como é difícil lidar com... – Iria Edward dizer um impropério, mas resolveu parar antes e respirando fundo... – A floresta de Forks pode até ser mal assombrada e é mesmo por esse motivo que vamos fazer dela um bom uso... Caros conterrâneos, depois da nascente existe um lugar mais do que seguro para escondermos tudo isso e até para nos refugiarmos se assim for necessário... – Explicava tentando ser paciente...

Depois da nascente? – Perguntou incrédulo o Newton e Jacob pareceu de algo se lembrar.

Você também conhece aquelas bandas? – Soltou sorrindo.

Até no escuro Black, até no escuro. – Devolveu Edward.

O que afinal tem esse lugar de tão perfeito? – Questionou Jasper.

Almas penadas é o que tem! – Respondeu Emmett incomodado.

Não seja tolo homem... Essas coisas não existem, por Deus! – Exclamou Edward.

Não, não existem? Então me expliques os barulhos estranhos que de lá saem... Expliques valente soldado. – Retrucava Emmett em desafio.

O barulho que ouves... Oh energúmeno, é apenas das altas copas das arvores que com o vento sussurram de forma estranha. – Dizia Edward. – Garanto ser ali o lugar perfeito... Todos dessa região tem medo daquele lugar, lendas e mais lendas se criaram ao longo dos anos sobre a floresta, mas lhe digo com conhecimento de causa... Ali habita a mais pura natureza... Ora os diga se estou mentindo Jake... Os diga. – Pedia.

Não, estais a dizer a verdade... O lugar é seguro e inabitado e o barulho vem realmente das copas das arvores, mas daí a mudar a concepção da maioria significa abrir para que todos conheçam o esconderijo para algumas escapadelas... – Soltava o Black com um sorriso faceiro.

Ora você também seu malandro. – Concluiu Edward também sorrindo.

É claro homem, ou achas que não tenho meus segredos. – Devolveu o Black.

Ok, ok... Essa tal floresta então é o lugar mais seguro, perfeito... Vamos de uma vez para lá... Já passamos tempo demais expondo essas preciosidades. – Comandava Jasper e os homens decidiram então seguir... À floresta de Forks logo se achegaram e se embrenhando nela chegaram a nascente, até aquele ponto muitos moradores da região vinham para se refrescar, mas após a nascente o caminho era tortuoso, mata fechada de difícil acesso, e a população não se arriscava a seguir por conta das lendas ali criadas, o barulho que as altas arvores fazia era realmente assustador e realmente afastava os visitantes... O pequeno lago e a cachoeira estavam tranquilos, sem visitantes então Edward conduziu seu grupo para além dele... Emmett ora ou outra resmungava, mas seguia com eles... O local de mata fechada se aproximou e era realmente um local estranho... Edward seguiu na frente abrindo caminho com a espada e os demais vieram após, depois de bons minutos chegaram às altas arvores, a visão do local era comprometida pelas mesmas arvores que impediam o sol de adentrar em sua totalidade... Jasper e Ben puderam comprovar sobre o tal som aterrorizador tendo em vista que por ser aquela região alta tinha sempre uma brisa mais intensas fazendo as altas copas balançarem emitindo sons estranhos, quase uivos suspeitos...

**

A movimentação estava tranquila aquele horário... Eleazar quase cochilava no balcão, Tanya se colocou ao seu lado no momento em que possíveis clientes adentraram a taverna... O velho Denalli se endireitou no balcão e sua filha abriu um sorriso ao notar que os homens que acabavam de se estabelecer em uma das mesas não eram nativos daquela região...

Tanya... – Chamou o pai e a moça entendendo caminhou faceira até a mesa.

Sejam bem vindos a Taverna Denalli, gostariam de uma bebida? – Perguntou com o jarro de vinho já em mãos, o jovem aloirado lhe sorriu...

Sim, por favor, uma rodada. – Declarou em resposta e Tanya de imediato os serviu... O vestido comum era mais justo no busto para valorizar seus fartos seios, coisa incomum na maioria das moças daquela região... Fato aliás que irritava sobremaneira Eleazar que de rabo de olho avaliava a atitude da filha e a reação dos homens ali presentes... A farda deixava clara a formalidade nos homens, soldados da corte, tirando justamente o loiro que coberto de vestes nobres causava curiosidade em Tanya... A moça aproximou-se dele cheia de insinuações...

Deseja algo mais... Milorde? – Questionou e James teve vontade de rir... Ele sendo chamado de milorde? Contudo fora o que prometera-lhe Caius Volturi, torna-lo um nobre, a força, em troca de alguns favores é claro... James lhe sorriu e Tanya retribuiu o gesto... Ao lado dele, escondida pela grande mesa, o homem lhe apalpou as coxas e ela não se importou...

Qual o seu nome milady? – Questionou.

Tanya... Tanya Denalli. – Respondeu mantendo o sorriso. – E o senhor... Lorde??? – Perguntava ansiosa e os soldados seguraram o riso, todos ali sabiam da estirpe de James, ou melhor, falta dela...

Lorde... – Disse com certo deboche. – Gigandet. – Afirmou e a moça, que nada tinha de boba, notou o diferencial na voz, voltou seus olhos para os soldados e percebeu que algo estava fora de contesto... Não seria ele um nobre? Questionou-se internamente, afastou-se dele discretamente e lhe fitou os olhos com intensidade.

Gigandet? O quanto és nobre senhor? – Perguntou quase austera e Eleazar notou o tom da filha estranhando.

Sou tão nobre quanto tu és lady... Cara dama. – Afirmou James agora segurando o riso, embora os soldados não fizessem o mesmo e logo caíram na risada... É a jovem Denalli, filha mais velha de Eleazar era nitidamente uma caça dotes e já rodada se notava...

Algum problema? – Perguntou Eleazar firme.

Problema algum... O atendimento aqui é magnifico. – Declarou James apertando a bunda de Tanya que sobressaltou-se com o gesto e Eleazar franziu a testa, a moça logo de afastou deixando os homens...

James o que de fato estamos fazendo por essas bandas? – Perguntou um dos soldados e Gigandet sorriu mais uma vez.

Questão de herança... Terras meu caro. – Jogou deixando o soldado intrigado. – Um pouco mais de vinho, por favor, e alguma carne também. – Solicitou e logo foi atendido por ordem do velho Denalli, Tanya agora séria voltou sua atenção à mesa... – Se fores graciosa posso lhe recompensar, ouro é sempre bem vindo não é mesmo? – Perguntou e a moça lhe fitou entre o insegura e o interrogativa...

O que queres? – Questionou ainda mais séria.

Pra que lado fica as terras dos Swan? – Soltou baixo e a moça franzindo a testa pôs-se a pensar, dizer ou não dizer... James mostrou-lhe algumas moedas de ouro e aquilo é claro encheu os olhos da ambiciosa jovem que dificilmente pegava para si aquelas pequeninas preciosidades...

Após a colina de Gandon, caminho de pedras... Swan é uma fortaleza fácil de identificar... – Explicou puxando as moedas da mão de James que permitiu as mesmas serem retiradas de si... Os homens permaneceram comendo e bebendo... – És formosa em demasia, sabia? – Perguntou James, mas Tanya não lhe deu tanta atenção.

O que queres em Swan? – Questionou curiosa e o homem sorriu.

Matrimonio talvez... – Soltou e Tanya riu.

Matrimonio? – Devolveu a loira com deboche... – Com a Swan? – Perguntou segurando o riso. – Aquela leoa indomável casando-se? – Jogou e saiu rindo... James ficou a pensar...

**

Em Swan o luto ainda era presente... Isabella manteve-se recluso por três dias, praticamente não saiu de casa e coube a Harry cuidar das coisas... A moça resolvera escrever para Esme Cullen por educação em primeiro lugar já que lady Cullen sendo tão próxima de sua mãe merecia uma resposta a sua carta e também porque sentia nos Cullen uma proximidade ainda mais agora que se via sozinha no mundo, filha única como sempre fora...

Precisas alimentar-se direito Bella. – Disse Rosalie compadecida da dor de sua senhora e amiga.

O chá me basta... Peça a Sam que despache essa carta em Carlisle, por favor, deve ser entregue na casa dos Cullen na corte. – Disse entregando o envelope selado para Rosalie e a loira assentindo o fez... Isabella voltou-se para a grande janela em seu quarto, com a mão tocou o grande pingente com o brasão dos Swan pendurado em seu pescoço, o colar de sua mãe junto com o anel que seu pai carregava, as lagrimas quiseram mais uma vez transpor as barreiras impostas pela moça que engolindo em seco segurou o choro... Sentia-se nos últimos dias desamparada... O consolo de todos era ineficaz... O frei Young que permanecia em Swan por convite da própria Isabella conversara com a moça por diversas vezes, mas o alento estava longe de ser sentido no coração e alma de Isabella, a ânsia por vingança lhe impregnava cada dia mais e mais em seus poros... De sua janela via com clareza os portões de Swan, abertos quase sempre, e notou atravessa-los um grupo de cavaleiros desconhecidos e com vestimentas militares... Se empertigou e respirando fundo saiu do quarto... Descendo as escadas deu de cara com Seth.

Milady. – Disse com reverencia e Isabella assentiu.

Bom dia Seth, e pare com essa formalidade, sabe que não aprecio. – Devolveu se aproximando e o jovem assentiu meio sem graça. – Me diga uma coisa... Depois do... Ataque que sofreste junto com... Meus pais... – Dizia tentando manter a firmeza e o jovem apenas se mantinha atento. – Ninguém além do frei e Emily passaram por ali? Quer dizer, acha que na corte os deram por mortos, todos? Perguntou e o rapaz mesmo não entendendo...

De certo Bella... Aqueles homens com certeza acharam que estávamos todos mortos e os únicos que passaram por ali foram o frei e Emily mesmo. – Respondeu seguro e não tardou a entrar Rosalie de volta...Isabella levantou o semblante fitando sua dama de companhia e em seguida Harry adentrou ao grande salão.

Tens visita filha. – Disse o Clearwater e Isabella já imaginava quem seria.

Visitas? – Perguntou.

Disseram ser da corte. – Antecipou-se Rosalie.

Certo, peça-os que esperem um momento... Quero conversar com frei Young antes. – Disse virando-se em direção a cozinha... E sim o religioso estava por ali como o habitual nos últimos dias... Isabella e os demais de Swan notaram que o frei guardava consigo uma paixão pelas horas das refeições e por tanto gostar prolongava seus momentos...

O pecado da gula também serve para um frei não é mesmo? Perguntou Sue ao ter Isabella ao seu lado e a moça que há dias não sorria esboçou algo semelhante ao ato... – Sabes que a fartura está ao longe no momento... Achas que devo retirar a mesa e... – Dizia a senhora e Isabella em negativa...

Frei... Bom dia! – Falou Isabella aproximando-se dele.

Filha... Muito bom dia, estás melhor hoje? – Questionou limpando-se meio sem graça.

Estou bem frei... Quero perguntar-lhe algo. – Disse sentando-se a mesa.

Pois o faça. – Respondeu o Joseph.

De certo concordas que ninguém em Londres ou em qualquer outro lugar imagine que sabemos o que aconteceu na floresta de Chester não é mesmo? – Perguntou e o religioso a analisando...

Por certo que não filha... Se algo por lá chegou ou em qualquer outro lugar... Com certeza não é o que sabemos, mas por que perguntas? – Indagou.

Por nada, peço apenas que me acompanhe e se mantenha ao meu lado, mantendo o segredo apenas entre nós. – Pediu e o frei lhe seguiu...

**

James adentrou ao grande salão dos Swan observando a riqueza de detalhes em cada canto, sim aquela construção bela era rica e muito bem cuidada apesar da situação atual que se abatia por sobre toda a Inglaterra.

Lady Swan já irá recebe-lo senhor? – Quis saber Rosalie e James apenas lhe sorriu sendo acompanhado por um dos soldados da corte, os demais mantiveram-se do lado de fora sendo servidos com agua e vinho assim como os cavalos também eram servidos com agua e feno... Isabella adentrou ao salão sendo seguida por frei Young, logo avistou Harry.

Apenas eu falarei e iremos agir como se nada soubéssemos sobre meus pais. – Afirmou e Harry mesmo não entendendo assentiu... A presença altiva de Isabella se fez ser vista... De imediato James se encantou e lembrou-se das palavras de Caius...

Flash Back On

Tornar-se- a nobre se tudo fizeres direito... – Dizia sério.

Estou aqui para servi-lo lorde Volturi. – Disse assentindo. – Farei o que ordenar. – Declarou.

O que lhe acha ser chamado de lorde de Swan? – Questionou agora sorrindo e James também o fez.

Flash Back Of

Senhor. – Disse Isabella ao se aproximar.

Milady... – Devolveu curvando-se em cumprimento. – Me chamo James... James Gigandet sou auxiliar pessoal de lorde Volturi... – Explicava e em Isabella a menção ao nome lhe causou náuseas de revolta, engolindo em seco se manteve firme.

Lorde Volturi? – Questionou como se não soubesse.

Os Volturi são irmãos da rainha Berengária e estão na corte auxiliando a rainha enquanto rei Ricardo está na guerra. – Detalhava James mantendo uma postura firme e educada, de longo semelhante ao habitual.

Entendo... Seja... Bem vindo! – Afirmou segurando a vontade de escorraça-lo dali. – A que devo a honra da visita? – Perguntou e James nesse momento refletiu sobre tudo que Caius havia lhe falado ponderando cada palavra a ser usada.

Milady... Minha visita trás um triste motivo e ao mesmo tempo um alento, se é que assim podemos dizê-lo... – Falava e Isabella mantendo-se firme.

Prossiga... Talvez seja algum recado de meus pais que estão na corte. – Soltou provocando.

O recado está sim relacionado aos seus pais que como sabes estavam na corte... Auxiliando a rainha e seus irmãos nesse momento de crise em nosso país... — Dizia enrolando e Isabella quis lhe entortar o pescoço, mas lembrou-se que agir intempestivamente não lhe seria a melhor alternativa.

Pois então... – Falou na espera... James vestindo a capa da bondade e compaixão aproximou-se mais de Isabella e a moça rígida manteve-se... Gigandet disse com respeito a morte de seus pais declarando que a mesma ocorrera por consequência de um acidente a caminha dali e que o próprio James vira o ocorrido... Detalhou dizendo que os cavalos que conduziam a carruagem de seus pais se precipitaram e tragicamente caíram em um precipício deixando a ele e seus soldados atônitos diante de tamanha fatalidade...

Acredito que o cocheiro não tenha conseguido domina-los, provavelmente os cavalos tenham se assustado com algo que não conseguimos definir, embora nossos cavalos também estivessem arredios... Eu... Sinto muito milady. – Disse tocando no braço de Isabella que delicadamente se distanciou tentando demonstrar o choque pela noticia. – Necessito que entendas que não estás sozinha... Estou aqui para ajuda-la... Já que... Já que seu pai queria tanto que nos conhecêssemos. – Insinuou e Isabella de imediato entendeu a segunda intenção em seu tom de voz e sua vontade era fulmina-lo com os olhos e esmagar-lhe o pescoço na sola de sua bota.

Milady. – Disse frei Young aproximando-se de Isabella, entendendo a jogada da moça e entrando no jogo... O religioso abraçou Isabella.

Recolha-se... Eu e Harry o despacharemos. – Disse no ouvido de Isabella.

Por favor, me deem licença. – Disse Isabella caminhando em direção à escada de acesso ao andar de cima da grande casa, Rosalie lhe acompanhou... James manteve-se ali parado apenas fitando a Swan e sua reação que para ele demonstrava o quanto a moça era frágil... E enganado se manteria ele até Isabella resolver o que fazer com o rapaz e aqueles soldados... A moça fingindo limpar os olhos voltou-se já na virada da escada... – Harry, por favor, leve o senhor Gigandet e seus homens até a estalagem dos Crowley. – Pediu Isabella e em seguida subiu... Ao entrar no quarto grunhiu de ódio... – Por todos os santos... Eu vou matar... A... Todos... Eles... Um... Por... Um... – Dizia com uma impaciência felina e Rosalie apenas manteve-se fitando-a, sabia a loira que dizer algo seria um erro dada a raiva que a moça exalava. – Assim que esses abutres saírem vou querer uma reunião com todos os homens de Swan, todos os que montam guarda e cuidam da segurança das terras, peça isso a Harry... Rose, assim que ele despachar esses carniceiros, peça que organize essa reunião para mim. – Ordenou firme e quando a Hale saiu do quarto a jovem chorou... Chorou sua raiva, chorou sua dor e angustia... Chorou...

**

– Diga se o local não é perfeito? – Questionou Edward orgulhoso ao parar em frente a uma gruta camuflada por grandes folhagens.

Eu não conhecia esse lado. – Constatou Jacob.

Com certeza não... Notou que a vegetação se fechava mais antes de aqui chegar, nota-se que a tempos ninguém chega até aqui... Talvez eu tenha sido o ultimo a estar aqui em uma de minhas caminhadas. – Dizia Edward lembrando-se da ultima vez que ali esteve, caçando e depois se protegendo, na gruta, de uma densa chuva que chegava a um final de tarde.

Eu não sei... – Falou Jasper.

A gruta é extensa homem, tem algumas repartições, muito parecidas com a catacumbas de Ascalon... – Explicava e os homens seguindo-o notaram que de fato o era... Desceram as cargas, acomodando-as no mais profundo e escondido da gruta, retiraram as peças já podres de caça com dificuldade pelo mal cheiro... Satisfeitos fecharam a gruta com pedras e folhagem, o local era realmente escondido, completamente camuflado, seguro com certeza... Satisfeitos retornaram a trilha... Continuaram animados até aproximarem-se dos portões de Carlisle... O cenário do caminho deixava clara a crise em que a Inglaterra estava enterrada e em Carlisle não era diferente... Edward de imediato constatou, testa franzida, pensativo preocupava-se... Como estariam seu pai e mãe? Nunca se preocupara, em todo esse tempo fora nunca tivera pensado que algo de mal os pudesse alcançar... O velho Carlisle é invencível e sua lady pulso firme, seus pais estavam bem, pensava voltando a sorrir, mas ver nas faces dos moradores de Carlisle a desolação lhe incomodou e muito... Apertou o passo assim como os outros...

Nos vemos amanhã bem cedo? – Questionou Jacob com Mike ao seu lado.

Sim, nos vemos... Precisamos o mais rápido definir como utilizar as peças... – Respondeu o Cullen.

Se fossem apenas moedas... Seria muito mais fácil. – Divagou Emmett.

De fato, mas mesmo assim, vamos dar nosso jeito e todos terão sua parte. – Afirmou Jasper sorrindo... Se despediram e Edward cobrindo a cabeça com o capuz foi a frente... Entrou em Carlisle e a desolação era mais uma vez constatada...

É melhor por enquanto que não saibam da minha volta, além é claro de meus pais. – Disse a Emmett que conduzia a seu lado... A grande casa dos Cullen se mantinha ali imponente... O velho Randall logo avistou a proximidade dos visitantes e não demorou a notar que entre eles vinha seu filho... Sorriu maravilhado ao ver seu garoto que hoje muito grande se assemelhava a um armário... Emmett logo apeou do cavalo e se ajoelhando a frente do pai lhe beijou a mão.

Sua benção velho McCarty. – Disse emocionado e viu no rosto do senhor uma lagrima lhe sujar.

Menino... Você voltou. – Jogou com a voz entrecortada. – Sua mãe dará pulos de alegria. –Concluiu e Emmett se levantando foi beijado pelo inglês rígido que sempre fora o velho Randall McCarty... Edward apeou também de seu cavalo assim como Jasper e Ben... O velho se voltou para os três e foi quando o Cullen retirou o capuz que o senhor idoso o reconheceu.

Milorde. – Disse ainda emocionada, havia visto Edward ainda nos cueiros e hoje um homem feito.

Como vai Randall? – Cumprimentou Edward com respeito ao homem que havia lhe ensinado a andar a cavalo com muita atenção.

Deus seja louvado! – Ouviu-se a voz de uma chorosa senhora.

Mary... Nossos meninos voltaram. – Disse Randall e Emmett agarrou a mãe levantando-a no ar tendo Edward e os demais a sorrir pela atitude do grandão.

Ponhas-me no chão moleque... Estais louco? – Soltou limpando os olhos. – Meu menino... Meus meninos. – Disse agora no chão fitando Emmett e depois Edward que sem cerimonia alguma abraçou a velha senhora.

Bah... Como tens passado? – Perguntou o Cullen usando o costumeiro apelido a sua querida e eterna babá. – E meus pais, onde estão? Indagou voltando-se para a grande casa.

Estou bem filho, estamos bem na medida do possível. – Devolveu.

Seus pais estão na corte, foram tem meses junto com os Swan e até agora apenas recebemos uma carta. – Explicou Randall e Edward incomodou-se com a noticia.

Por que tanto tempo? Eles nunca ficaram mais do que um mês na corte... Deixar Carlisle não é uma opção que os agrade. – Retrucou Edward adentrando a casa e os demais o seguiram.

As coisas por aqui estão complicadas Edward... Estamos passando por uma crise sem precedentes por conta dos altos impostos que a corte de exigido... E como deves saber a guerra abalou e muito o comercio por aqui, muitos atenderam ao pedido de Ricardo... Está difícil, até as safras foram atingidas... Seu pai e lorde Swan resolveram junto com alguns nobres intervir indo direto a corte falar com a rainha, mas as ultimas noticias não são positivas... Lorde Newton se achegou de lá faz pouco e não trouxe nenhuma novidade boa a não ser noticias mais e mais alarmantes. – Contava Randall e Edward não gostava do que ouvia.

Papai confiou em lorde Newton? Aquela raposa velha só pensa em si mesmo? – Dizia Edward evidentemente contrariado...

Esses são Jasper Whitlock e Ben Cheney... São meus amigos e convidados Mary, por favor, acomode-os na ala dos hospedes sim? — Pediu Edward e a senhora assentindo o fez... O Cullen caminhou por suas terras, notou os problemas de seu povo e se viu irritado com a situação ao saber que os impostos, altas taxas, estavam sendo o maior problema, mas esse não era um motivo que o incomodasse realmente, o que o estava incomodando sobremaneira era o fato de seus pais não estarem ali a tempos e aquilo era sinal de que algo os prendia em Londres, e esse algo começava a incomodar Edward...

**

Na manhã seguinte Edward e os rapazes se encontraram na casa dos Cullen...

Está me dizendo que quem manda na corte no momento é um bispo? – Questionou Edward já indignado.

Foi o que meu pai disse. – Afirmou Mike.

As coisas estão feias por aqui Edward, meu pai diz que o povo está deixando até de trocar as ferraduras dos cavalos. – Declarou Jacob se referindo a função de ferreiro que seu pai tinha na região.

Volturi. – Esboçou Edward para si mesmo caminhando pelo grande salão de sua casa.

Meu pai comentou que os cobradores de impostos tem sido ferrenhos e muitos já foram presos por não pagarem as taxas... – Dizia Emmett. – Até mortes já houve na região. – Concluiu.

Aparecermos com muito dinheiro vindo do nada, não será propicio no momento. – Disse Jasper e Edward parando fitou o amigo.

Tens razão francês, tens total razão... Mas ainda assim precisamos saber o que fazer para escoar tudo aquilo, aos poucos e sem dar na vista... – Falava pensativo.

Bem temos muito ouro, prata e bronze em forma de peças... Temos também pedras preciosas... Eu... Meio que sei um pouco sobre a função de um ourives... – Jogou Ben e todos se voltaram para ele.

Me diga China, o que você não sabe? – Perguntou Edward franzindo a testa e o oriental sorriu.

Na verdade sei de tudo um pouco, então sei quase tudo. – Afirmou Cheney e todos sorriram.

Ok... Ben vai conduzir então a confecção das peças... Mesmo com a crise ainda temos nobres interessados em comprar joias, basta apenas saber negociar, barganhar... Existem sempre aqueles interessados em uma boa troca e assim acumulares, bens, terras, gado, cavalos... Jacob vai ajuda-lo nisso... – Dizia...

Eu? Como? Não entendo nada disso. – Soltou confuso.

Oras... És filho de ferreiro, entendes da profissão. – Devolveu Edward.

Sim, sim... Lidar com ferraduras e espadas tem muita proximidade com joias mesmo. – Devolveu irônico e Edward revirou os olhos.

Tenha calma Jake... Não vais fazer as peças, vais apenas ajudar... Todos nós vamos, Jasper e Emmett cuidam da segurança de nosso esconderijo... – Delegou e Jasper juntamente com Emmett assentiram.

Andei pensando em mantermos homens por ali, de guarda. – Disse Jasper e o Cullen concordou.

Seu pai não tem novas informações... Talvez os Swan já tenham voltado e possam me dizer algo novo. – Disse Edward diretamente para Mike.

Bem não sei nada sobre os Swan... Tudo que meu pai sabe lhe contei. – Falou Mike e Edward sabia que o amigo, não tão intimo assim, era como o pai um belo covarde que no primeiro sinal de perigo fugia e abandonava aos seus... Edward sempre teve dois olhos bem abertos com relação ao Newton e mantê-los-ia a partir de agora ainda mais abertos. – E eu farei o que? – Questionou notando que Edward não lhe havia delegado nada.

Vais tratar de saber como andam as coisas... Quem anda próximo de casar, por exemplo, casamento necessitam de jóias... Descubra também que são os negociantes de ouro e prata próximos a nós... Sempre com cautela e muita discrição é claro. – Disse e Mike assentiu, mas na verdade Edward e Jasper já tinham outros planos para as prováveis joias que Ben iria confeccionar... Tudo ajeitado e Edward acompanhado de Emmett cavalgou até as terras dos Swan...

**

A reunião que Isabella tivera com os homens de suas terras deixara clara uma coisa qualquer homem de fora, estava proibido de adentrar aos portões de Swan sem a autorização de Isabella ou de Harry... A moça havia ficado em alerta depois da visita de James e seus soldados e ficara ainda mais quando descobrira que o tal Gigandet realmente se instalara na estalagem dos Crowley e não tinha a intenção de ir embora tão cedo, suas ultimas palavras sugerindo que seu pai fazia gosto em apresentar o loiro a ela insinuando com isso uma aproximação maior lhe foram ainda mais ameaçadoras... Sim, porque primeiro Charlie jamais tomaria tal atitude conhecendo a filha que tinha e segundo que com aquilo James deixava clara a intenção de se in filtrar em suas terras, suas posses, seu legado... A volta de lorde Newton trouxera consigo informação com relação às ações dos Volturi na corte, embora o pai de Mike fosse um covarde ao menos ele havia tido a decência de avisar aos nobres restantes daquela região que as coisas só tendiam a piorar... Isabella Swan estava determinada a defender seu povo, sua terras e principalmente o nome dos Swan em respeito a memoria de seus queridos e saudosos pais.

Não achas que está a exagerar? Até parece que estamos em guerra. – Soltou Rosalie depois de ver Isabella dando ordens para que as torres da propriedade fossem mantidas com homens armados com espadas, arco e flecha e que ao sinal de algum inimigo e a ordem eram manter-se firmes e deixar que ela conduzisse a negociação e se necessário fosse escorraçaria o visitante indesejado.

Todo cuidado é pouco! – Afirmou a moça limpando sua espada... Nos últimos dias a Swan se via entre o ódio mortal e a angustia pela perda... Na frente de seu povo e amigos se mantinha forte, mas sozinha chorava feito criança a saudade de seus pais... O sino colocado estrategicamente junto ao portão principal se fez soar, sinal de que estranhos se aproximavam de Swan... Isabella levantou-se tensa... A ordem era só tocarem os sinos quando algo anormal ocorresse... Os soldados comandados por James estavam naquele momento fazendo outra incursão pelas redondezas, tentando descobrir pontos fracos, lugares desprotegidos na propriedade de Isabella, mas a moça estava preparada... A intenção de Gigandet era criar uma distração, fingir um ataque e em seguida aparecer como salvador e assim conquistar a confiança da Swan que estava deixando claro não confiar nele e em ninguém... Coincidentemente Edward e Emmett estavam se aproximando da região com a intenção de realmente adentrar a propriedade e é claro foram confundidos como integrantes do grupo de Gigandet... O Cullen como de costume encapuzado só dificultava a identificação e de mais a mais as pessoas daquela região já andavam a imaginar que todos os jovens que tinham ido para a Cruzada juntamente com Ricardo hoje já não estavam mais vivos dado o tempo em que tinham partido, tempo esse que estava acabando com os recursos naturais da bela Inglaterra que era a cada dia mais e mais castigada pelos Volturi... De inicio foram apenas os cofres públicos e depois passou-se a descaradamente roubar as reservas de alimento e fontes de riquezas das cidades daquele país deixando o povo na miséria e pior tendo que pagar caro, sem ter, por alimentos que eram oriundos de suas próprias terras e erm constantemente confiscados pela coroa com a desculpa de estar o país em estado de calamidade por causa da guerra e por isso deveria se prevenir... Desculpa atrás de desculpa e a rainha ingênua e apaixonada só andava pelos cantos a choro solto por falta de noticias de seu rei enquanto que os irmãos pintavam e bordavam felizes e cada dia mais ricos... Os portões não se abriram em Swan para Edward e Emmett mesmo depois de McCarty se identificar e como já era previsto acharam ser um engodo já que eles provavelmente estavam a tempos mortos nas trincheiras de uma desolada Jerusalém.

– Como assim não vão nos deixam entrar? Que afronta é essa? Questionou Edward e Emmett deu de ombros.

Disseram que não somos quem dizemos ser e sim que somos inimigos de Swan. – Devolveu Emmett a mesma resposta que tinha recebido de um dos homens de Isabella.

Ora essa... É claro que sou quem digo ser! – Devolveu Edward indignado e dando meia volta com o cavalo se afastou do portão... Emmett o acompanhou. – O lago da floresta de Forks... Uma parte dele cai aqui em Swan. – Lembrou-se Edward e a galope se dirigiu para a floresta, Emmett sempre em seu encalço alcançou velocidade... Chegando à floresta... – Emmett observe se tudo está bem com o tesouro e depois me encontre no lago já dentro da propriedade dos Swan. Pediu e Emmett assentindo seguiu em direção oposto para a gruta... Pela margem do lago Edward conduziu seu cavalo, adentrando a mata fechada em direção a a propriedade dos Swan...

**

Ótimo, mantenham a guarda, ninguém entra sem autorização. – Ordenou Isabella.

Ele disse ser Emmett... Dos Cullen... – Esboçou uma pensativa Rosalie ao lembrar-se do jovem McCarty por quem nutria uma paixonite desde a adolescência.

É mentira Rosalie... Achas que algum dos meninos que foram para aquela maldita Cruzada estão ainda vivos... Depois de todos esses anos? Já se vão bons três anos... Três anos que nossa calamidade começou! Retrucou e para se refrescar e também relaxar resolveu banhar-se no lago, antes é claro muniu-se de sua espada, Rosalie a seguiu ainda pensativa...

É ele provavelmente morreu mesmo... – Dizia enquanto seu cavalo vagarosamente seguia o de Isabella... Chegaram ao lago e assim que apearam ainda escondidas pelas altas folhagens viram um cavaleiro entrando na propriedade pela ligação da mesma com a floresta de Forks... Rosalie com as mãos na boca se viu assustada.

Silencio! – Ordenou Isabella baixinho. – Esconda os cavalos. Disse e com panos cobriu o rosto formando uma espécie de mascara deixando apenas olhos de fora, empunhou a espada e se mostrou para um Edward que prendendo seu cavalo notou a presença de uma passou logo atrás de si... Virou-se devagar e notou tratar de uma mulher por conta do vestido, mas o rosto coberto o impedia de saber quem seria... O Cullen de igual modo se mantinha encapuzado impedindo sua identificação para quem o via...

– Cara dama... – Soltou dando um paço a frente e Isabella sem importar-se apontou a espada em sua direção, aproximando-a do pescoço de Edward.

O que queres intruso? – Questionou firme, o Cullen colocou a mão em sua espada e estando de luvas tocou na lamina de sua opositora.

Que feio... É assim que recebem em Swan?– Soltou debochado e Isabella vendo-o com a mão no cabo de sua espada... Quem seria aquela corajosa mulher? Pensava o nobre.

Em guarda... Vamos... – Soltou chamando-o a luta, Edward ainda sem mostrar o rosto revirou os olhos e bufou...

Spoiler -

O lorde com certeza sabe que pode contar com a proteção da coroa não é mesmo?Perguntou... Um homem com as responsabilidades que o senhor carrega deve precisar... – Dizia...

Bem... Temos vivido dias terríveis não é mesmo? E a situação contábil não tem sido das mais promissoras devo acrescentar.Destacou o nobre... É claro que diante da cena seguir o lema — “Junte-se aos bons” — não era a melhor opção, o que restava e esse deveria ser o mais importante era manter a pose, o título e a vida e que essa vida permanecesse sendo bem vivida e de preferencia com os luxos de sempre...

Com certeza milorde, tens total razão e é por isso que Dom Volturi está preocupado consigo e com os seus.Devolveu sorrindo...

O cavalheiro aceita uma bebida? Perguntou o lorde com o semblante tranquilo

Notas finais
Novos personagens se apresentaram e a trama se torna mais e mais critica... Nossa Isabella mesmo sofrendo decidiu lutar e não vai se render ou se deixar manipular. Edward voltou para casa e não gostou do que encontrou, mas será que ele irá fazer algo para mudar as coisas ou vai permanecer pensando apenas em seus interesses? E esse final... O que acham que vai acontecer? -;- Bem amadas leitoras obrigada por chegaram ao fim de mais um capítulo, espero que tenham gostado e espero vê-las no próximo ok? -;- Novidades... Spoiler's já sabem... No Facebook - Lu Nandes Fanfic's. -;- Bom final de semana e até terça com mais The Hood! Bjão