The Hood
17 Espionagem
Notas iniciais
“...Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor...” Vinicius de Moraes
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– Música sugerida (Celtic Wedding — The Chieftains) –
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O plano então seria ir para Londres e enfrentar os Volturi cara a cara...
– Certo... Mas vamos assim... Chegar em Londres e simplesmente partir pra cima do homem de batina? – Questionou Jacob e Edward revirou os olhos...
– É claro que não... Vamos sondar o terreno... Observar primeiro e depois atacar... Na jugular e pra matar. – Soltou com os olhos brilhando de tanta raiva.
– Teremos pessoas para nos ajudar por lá. – Afirmou Carlisle. – Inclusive recebi de lorde Stefan uma carta há alguns dias, ele e seu irmão andam se mexendo, mas como falei a desunião entre a nobreza é imensa... – Dizia chamando a atenção de todos.
– E na carta tinha algo que nos ajude pai? – Questionou Edward e o lorde sorriu.
– Stefan e seu irmão colocaram uma espécie de espião próximo aos Volturi... Mas até o momento não trouxe nada de concreto, apenas especulações que Stefan afirmou estaria investigando. – Concluiu Carlisle deixando a todos em expectativa.
– Bem... Então iremos nos utilizar muito do apoio de Stefan e Vladimir ao que parece. – Soltou Edward notando nos olhos do pai um tom divertido, mas guardou para si...
– Nosso nome não soaria bem aos ouvidos dos Volturi filho. – Alertou Carlisle.
– O meu também não! – Jogou Isabella e Edward sorriu faceiro fitando sua magricela. – O que? – Perguntou intrigada.
– Sabe... Dizem que para nunca sermos pegos de surpresa devemos deixar os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda. – Divagou fazendo a todos franzir a testa. – É como falei, vamos com calma... Observar primeiro e depois atacar. – Declarou. – Estou com fome! – Disse levantando-se e todos perceberam que a reunião encerrara-se por aquele dia... Um a um os rapazes foram saindo da gruta ficando apenas uma Isabella pensativa, Edward e seu pai...
– De certo já está a pensar em algo... Mereço que compartilhe? – Disse o nobre Carlisle e Isabella fitou seu estrupício.
– Precisamos nos aproximar da corja pai... Ser notados por eles, de uma forma positiva... Na opinião deles é claro... – Explicava Edward.
– Vamos ficar amiguinhos do bastardo bispo... Ok! – Concluiu a jovem e Edward assentiu.
– Mas enquanto isso vamos mexer com o povo... Dar uma de rebelde por aqui fez minha criatividade aflorar e junto com tudo que eu e os rapazes passamos na Palestina... Bem... Acho que podemos fazer uma boa bagunça em Londres. – Comentou fazendo Carlisle sorrir.
– Preciso ver as crianças. – Declarou Isabella deixando para depois a continuidade do assunto...
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As lamparinas acesas nas ruas de Londres indicava o cair da noite... Esgueirando-se pelas ruelas escuras era possível notar a movimentação no interior de algumas tavernas ou casas de condição duvidosa com cantoria e muitas risadas... Stefan e Vladmir dividiam uma garrafa de vinho a espera da informação... A garoa fina, típica na cidade a fazia puxar o capuz e se proteger, os cabelos ruivos bem penteados e presos escondiam um pouco de sua exuberância, o vestido simples, em tons escuros e sóbrios coberto pelo sobretudo camuflava ainda mais a beleza da jovem... Adentrou a taverna de maneira discreta, buscando com os olhos quem lhe esperava... Stefan a viu primeiro e com a cabeça lhe convidou a aproximar-se...
– Desculpem-me o atraso. – Disse ao sentar-se a frente deles no discreto canto da taverna...
– Não há problema algum. – Afirmou Stefan.
– Principalmente se nos agraciar com novidades. – Emendou Vladimir e Victoria sorriu faceira.
– Riley Bears como sabem é um nobre alemão, o que descobre a mais é que ele além de nobre é parente do imperador Henrique. – Dizia baixo. – A proximidade dele com os Volturi ainda nos é uma incógnita... Mas logo descobriremos... – Falava e os irmãos a sua frente pensavam.
– Onde está Cloe? – Questionou Vladimir e a jovem sorriu... Victoria e Cloe Holand, irmãs gêmeas nascidas em Chelsea, cidade próxima a Londres... Ambas cortesãs e fora assim que Vladimir as conhecera e até então mantinha uma proximidade que hoje em dia não era mais tão próxima assim por ele assim como irmão ter casado, mas a ligação ainda era mantida e hoje estava servindo para outros meios que não os normais...
– Está no palácio a convite de Caius Volturi. – Devolveu sorrindo e os nobres irmãos lhe devolveram o sorriso... As jovens andavam no momento infiltradas na corte com um único intuito, obter informações das mais variadas sobre os irmãos Volturi e sobre lorde Biers que cada dia mais e mais sentia-se a vontade no meio dos nobres ingleses... Stefan e Vladimir queriam descobrir qual era o real motivo do alemão estar em Londres e qual era a ligação entre ele e os Volturi... Todos na corte andavam percebendo e comentando a presença imposta do alemão e a sua constante proximidade com os irmãos da rainha... Seria questão de tempo para Victoria e Cloe, jovens espertas e muito “talentosas”, conseguirem informações preciosas ao nobre amigo de longa data e seu irmão.
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A contaria e dança voltaram a povoar o cair da noite na floresta de Forks, o povo estava feliz por ver seus benfeitores vivos desfrutando de sua companhia... Lorde Cullen e sua lady juntamente com Mary e Randall haviam voltado as terras dos Cullen para cuidar de suas posses que a dias andavam sendo negligenciadas por conta de todo o ocorrido, mas os pais de Edward estavam decididos a seguir com ele viagem para a corte quando o filho fosse...
– Estais certo disso Cullen? – Perguntou Jasper e Edward sabia sobre o que ele se referia.
– Não temos escolha Jass, do contrario vamos continuar a ser subservientes para com esses usurpadores, a Inglaterra não pode se manter de joelhos só porque seu rei desapareceu. – Declarou firme.
– Aliás, essa história do rei ter sumido é no mínimo estranha não achas? – Perguntou Jasper. – É sabido por todos que a Cruzada foi suspensa por um acordo entre o próprio Ricardo e Saladino, o comentário sobre esse assunto tem andando em todas as tavernas da Inglaterra... Onde então estaria o rei já que não retornou ao seu trono? – Indagava o jovem e Edward para essa pergunta não tinha resposta... A conversa iria continuar, mas foi interrompida por Nolan se atracando com outro garotinho no meio da praça... Edward e Jasper levantaram-se de imediato e Isabella tirando Paige de seu colo também colocou-se de pé...
– Nolan! – Soltou alto o Cullen se aproximando dos garotos, puxou o pequeno pelos ombros o obrigando a se soltar do outro menino. – Que palhaçada é essa? – Questionou duro e os garotos abaixaram a cabeça... Isabella fez menção de aproximar-se e Edward levantando a mão a fez parar no meio do caminho... O nobre inclinou-se para Nolan. – Eu perguntei o que está acontecendo aqui... Me responda. – Ordenou e o garotinho soltou o ar com força enquanto o outro menino se via desconfiado diante deles.
– Ele disse que eu sô oifão... Que num tenho papai e mamãe poique ninguém gosta de eu. – Afirmou entristecido, Edward surpreso levou seus olhos ao outro garotinho que se mantinha agora com medo e em seguida observou Isabella também surpresa... A cantoria cessou fazendo todos se aterem ao ocorrido... Uma senhora aproximando-se puxou o outro menino pela orelha.
– Arrumando confusão de novo moleque? – Jogou nervosa, mas Edward e Isabella agora se entreolhando se viram ainda surpresose preocupados... O Cullen pegou Nolan no colo colocando-o em cima de um pequeno toco de arvore fazendo-o ficar um pouco mais alto.
– Nolan... – Disse Edward e o pequenino o fitou com os olhos lagrimejando. – Todos aqui sabem tua história junto com Paige, de fato tu e a pequenina perderam pai e mãe, foi assim que os encontrei... Lembra-se? – Perguntou e Nolan assentiu deixando as lagrimas escorrerem por seu rosto... Isabella pesaroso procurou por Paige e a pequenina não muito distante dela se mostrava insegura depois de ouvir Edward falar seu nome em voz alta, a Swan foi até ela pegando-a nos braços e a apertou junto a si... Edward viu a atitude de sua magricela e o que antes era certeza se confirmou ainda mais... Novamente ele e Isabella se conectaram com o olhar e em segundos a conversa se deu, a certeza mais uma vez se constatou... Edward tocou no ombro do pequenino e se virou para as pessoas que ali observavam... – Pois bem... Agora quero que todos aqui saibam... Para que não fique duvida alguma... Nolan e Paige deixaram de ser órfãos no mesmo dia em que se tornaram... No dia em que os encontrei naquele caos... Ali... Naquele dia vocês passaram a fazer parte da minha vida. – Afirmou voltando-se para o pequenino. — Preciso que você e sua irmã entendam isso... Vocês dois não são sozinhos no mundo, não são órfãos... – Explicava e voltando-se para o povo. — Volto a repetir, que isso fique claro para todos... Nolan e Paige são meus filhos, eu os adotei como meus naquele dia... Quem disser o contrario irá se ver comigo... Nolan e Paige são Cullen’s assim como eu... Eu os dei esse nome e exijo que todos os vejam e respeitem como tal... Você é meu filho, entendes isso tampinha? Tu és meu! – Afirmou puxando-o para o seus braços e o garotinho se escondeu em seu pescoço molhando-o no processo com suas lagrimas... Isabella também chorando continuou mantendo Paige agarrada a si e aproximou-se de Edward e Nolan... Ela passou a mão nas costas de Nolan que saindo parcialmente de seu esconderijo a fitou.
– Entendeste meu amor? – Perguntou fitando os olhinhos acinzentados cobertos por lagrimas, Nolan assentiu sendo incapaz de verbalizar naquele momento. – Paige e você são nossos... Meu e de Edward... Somos uma família... – Dizia com convicção.
– Eu e você tem mamãe e papai sim... Mamãe Bella e papai Edwald Nolan. – Disse Paige recostada no ombro da Swan que sorriu ao ouvir a doce voz de seu anjinho chama-la de mãe.
– Exatamente, somos uma família! – Declarou Edward um pouco mais alto voltando seus olhos as pessoas que era notório cochichavam entre si. – Essa é minha família e de antemão aviso lady Swan e eu iremos nos casar e esses são nossos filhos. – Soltou trazendo a Isabella um misto de surpresa e orgulho. – Voltem a cantar e dançar... Acabou o show por aqui. – Decretou e logo se fez o que The Hood ordenara... O povo voltou a comer e beber enquanto outros dançavam e cantavam... Isabella viu naquele momento o adequado para se retirar e com Paige ainda em seu colo...
– Vou subir com eles, já está tarde. – Disse para Edward.
– Tens razão, vamos todos. – Devolveu o nobre tendo Nolan ainda em seus braços... Subiram pelas escadas de corda e madeira até alcançar o primeiro estagio de degraus feitos de madeira apenas, logo chegavam a cabana que lhes era um lar...
– Um fica tiste Nolan, aquele menino é um feioso. – Disse Paige abraçando o irmão assim que adentrou a cabana, Isabella sorriu vendo a cena... Contudo o garotinho ainda se via inconformado com as palavras que ouvira do outro pequenino.
– Eu ai bate e dá um chute nele e depois bate de novo e dá outo chute e... E... – Dizia o pequenino agitando-se com os punhos cerrados...
– Opa, opa, opa... Vamos parando por aí tampinha. – Advertiu Edward.
– Cavaleio luta quando pecisa. – Declarou Nolan.
– Sim quando é preciso lutamos, mas saiba, mais do que a luta às vezes as palavras causam o efeito necessário e resolvem a questão. – Explicou o Cullen fazendo Isabella orgulhar-se dele.
– Muito bem... Agora é hora de dormir... Vamos Paige, Nolan... Trocar as vestes e deitar... Já está tarde. – Ordenava Isabella e os pequeninos obedientemente se encaminharam para o pequeno quarto... Isabella ia os seguindo quando foi parada pela mão de Edward em seu punho.
– O que disse sobre me casar... É sério, como falei na tapera, não vou admitir que andem falando de ti. – Falou com firmeza.
– Eu sei meu amor, eu sei. – Devolveu com uma doçura espantosa trazendo aos lábios do jovem um sorriso de contentamento... Isabella acomodou os pequeninos na cama e Edward da porta a fitava... A moça afastou-se das crianças que já fechavam os olhos em vista do dia agitado que tiveram... – Gostei e aprovo tua atitude com respeito a eles, era de fato necessário deixar isso claro. – Comentou aproximando-se dele que logo a puxou pela cintura.
– Você anda concordando demais comigo... É de se estranhar. – Soltou com um debochado sorriso e ela fazendo careta lhe deu um tapa, sem força, no tórax.
– Concordo com o que é certo... E se disseste o que era certo não tinha porque não concordar... – Explicava-se e Edward segurando o riso não conteve-se deixando sair pelo nariz. – Pares com isso estrupício... Irei contigo me enfezar. – Esbravejou dando-lhe outro tapa agora com força.
– Gata selvagem é o que tu és magricela... Mas eu gosto assim mesmo. – Afirmou beijando-a sem importar-se com a expressão de emburrada que ela carregava... Logo estavam ambos enroscados junto ao fogo, ofegantes e descabelados...
– Edward não. – Disse empurrando-o.
– Não? Por que não? – Soltou inconformado. – Bella... Eu disse que... Veja... – Tentava convence-la.
– Eu sei o que você disse... Mas aqui... As crianças podem acordar e... E nos ouvir ou pior ver... Não, não temos privacidade, um quarto de verdade... – Mostrava-se incomodada e desconcertada, o Cullen mesmo a contra gosto com ela precisava concordar, soltando o ar com força escondeu seu rosto no pescoço da moça e sua mente de forma intensa pensava em como resolver a questão o quanto antes... Fitou-a com profundidade.
– Ao menos dormir juntos podemos... Assim espero. – Falou na espera de sua resposta.
– Sim, podemos, mas sem abusos. – Respondeu a jovem e ele resignado assentiu.
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O sol se via alto em Carlisle e Ben Cheney estava como de costume trabalhando no banco dos “templários”, já atendera naquela manhã varias pessoas... A normalidade parecia dar o ar da graça, contudo algo inusitado estava acontecendo e Cheney já havia notado, mas não sabia ainda como se portar... A jovem Angela Weber já passara em frente ao banco por duas vezes naquela mesma manhã, mantendo os olhos atentos ao interior do estabelecimento... Sim, de forma surpreendente Ben percebera o interesse da donzela por si, mas além de interesse Angela trazia no olhar um que de irritação... O que de fato acontecia é que a donzela Weber notara a ausência do jovem oriental nos últimos dias e estava tirando conclusões precipitadas com respeito a isso... A população de Carlisle de longe desconfiaria que Ben estivera envolvido nos últimos acontecimentos em Newton... Angela Weber estava a imaginar que o jovem oriental andava de graça com alguma barra de saia por aí e isso estava-a deixando revoltada... Um humilde fazendeiro se retirou do banco no instante em que Angela passava pela porta pela terceira vez naquele dia... O China como The Hood costumava-o denominar sorriu ao vê-la e se aproximou da porta...
– Muitos bons dias milady Weber. – Disse Ben com reverencia se curvando a frente da moça... Angela bufou cruzando os braços.
– Ora senhor Cheney, estava a pensar que tinhas partido... Nunca mais o vira por aqui. – Devolveu e um detalhe instigante não passou despercebido por Ben, o pé direito da jovem batia com insistência no chão... Cheney rapidamente pensou...
– Estive ajudando um amigo milady... O pobre quase perdeu a família por conta de maus elementos que invadiram sua propriedade. – Declarou com o semblante modificado, como se sofresse e Angela que estava com os olhos em fenda suavizou a face trazendo as maçãs do rosto uma tonalidade rubra... Ben não estava contando a verdade por inteira, mas também não estava mentindo.
– Amigo? – Questionou pesarosa.
– Sim... Infelizmente... Sim. – Devolveu.
– Tudo vai bem agora? – Perguntou por fim ainda sem graça.
– Vai na paz. – Respondeu fitando-a. – E tu linda dama... Como andas? – Soltou galante e o rosto de Angela enrubesceu ainda mais.
– Vou bem, obrigada por perguntar milorde. – Soltou baixo, envergonhada... Angela fez menção de que iria sair...
– Pensei por um instante que estavas brava comigo. – Falou o rapaz fazendo-a parar.
– Ora... Por... Por que estaria eu brava com o senhor? – Disse desconcertada.
– Faço-me a mesma pergunta. – Respondeu Cheney. – Achei que não fosses mais dirigir-me a palavra...
– Eu não devia de certo faze-lo. – Soltou Angela cortando-o. – Não é de bom tom, já que tu fora da ultima vez ousado em demasia. – Concluiu.
– Entendo... Acredito que não me tenhas em boa conta, talvez aches-me abusado... E teu pai de certo nunca aprovaria uma proximidade. – Comentava Ben fingindo ser com seus botões, mas Angela é clara ouvira... A jovem olhou para os lados buscando ver se alguém prestava atenção neles, mas a população que por ali transitava estava mais atenta a suas necessidades do que a conversa de duas pessoas.
– Senhor Cheney... Fostes até a botica de meu pai com a fala mansa e de súbito sumiu... Querias que visse nisso uma boa coisa? – Soltou surpreendendo-o. – Ora essa, mostrou-se interessado... Com ousadas palavras e ações me cortejaste e depois sumiu... De certo, pensei, estais a brincar comigo. – Soltou fazendo Ben arregalar os olhos.
– Nunca! – Afirmou com veemência... Agora era Cheney quem olhava para os lados, sua Angela estava em sua frente... Sendo ousada, como ele fora... Sim ela estava interessada, concluía Ben e em seu coração a certeza de que faria o certo lhe atingiu... Percebendo que ninguém de fato os notava foi ainda mais ousado e puxando a mão de Angela a trouxe para dentro do banco, apenas os dois ali... A jovem de olhos arregalados se mostrou, chocada com a atitude dele, mas Ben se importou menos com a reação e mais com o que iria fazer... E com certeza ele iria fazer, como fez... Agarrou a moça e lhe beijou... Angela em choque total tentou empurra-lo, mas isso não durou mais do que dois segundos e logo ela na verdade o puxava para si... Nunca em sua vida fora beijada, nunca sentira o que é estar nos braços de alguém e ali naquele momento o jovem galanteador que andava rondando seus sonhos agiu de forma mais do que inusitada e a senhorita Weber poderia mentir para quem quisesse, esbravejar e gritar aos quatro cantos do mundo que estava sendo por ele abusada, mas no fundo de sua alma ela estava sentindo-se viva, muito viva... Mole, mole ela foi ficando e seu primeiro beijo estava se tornando a melhor experiência de sua vida...
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– Como faremos com o tesouro Cullen? – Perguntou Jasper tendo Emmett ao seu lado... Edward realmente pensara a respeito, mas ainda não tinha chegado a uma conclusão... O que de fato povoava a mente do jovem nobre era a necessidade que seu coração berrava... A necessidade de oficializar o que sentia por Isabella, a necessidade de deixar as claras e formalmente que sua magricela era e se manteria de agora em diante sua lady, sua esposa perante a sociedade.
– Ainda não sei ao certo. – Respondeu coçando a barba rala.
– Quando desejas partir? – Questionou Emmett e o Cullen se viu irritado com tantas questões.
– Homessa... Que diabos... Tudo eu... Tudo eu... Vocês não podem ao menos comigo dividir a carga e pensar um pouco? – Soltou levantando-se da cadeira e os rapazes se entreolhando espantaram-se.
– Ora Edward... Estamos aqui para ajudar, mas tens que entender que temos nossas vidas e... – Tentava explicar o McCarty.
– Somos agora comprometidos, tu o sabes... Precisamos resolver com nossas noivas o que fazer... Emmett tem a Rosalie... Eu tenho Alice... Já é de conhecimento de todos que Jacob tem a Leah Clearwater e Mike... Ao que tudo indica não irá conosco, já o China... Esse é uma incógnita até o presente momento... Mas vejas precisamos resolver as coisas para poder partir. – Concluiu Jasper e Edward soltando o ar com força...
– Certo, certo... Então... – Disse apertando uma mão na outra. – Que se casem de uma vez... É isso casem-se logo e pronto. – Falou dando o assunto como encerrado... Jasper e Emmett se entreolharam mais uma vez um tanto surpresos com a resposta de Edward, mas no fundo sabiam que essa era a melhor solução... Assentiram um para o outro e Edward agora coçando a cabeça mostrava pensar ainda mais.
– Sobre o tesouro... Bem... Tive uma ideia e... – Começou Emmett e Edward o fitou assim como Whitlock. – Não vamos poder leva-lo todo, daria na vista... Podemos manter parte aqui... De certo todos pensamos em retornar para cá...
– De certo! – Afirmaram em uníssono Edward e Jasper.
– Mas precisamos outra parte levar, para nossas necessidades, sendo assim... Pensei em levar as peças menores que não dão tanto na vista... Como iremos em grande numero, ao que parece... Podemos dividir a carga entre nós mesmos, nas montarias e até mesmo nas carruagens que levarão as mulheres... – Comentava Emmett e os rapazes pensando concordaram.
– Acho que devemos tirar o restante daqui, levar para outro lugar... A gruta ficou muito obvia e sabe-se lá o que farão quando não estivermos aqui... Pode algum curioso querer entrar, explorar e daí a descobrir é fácil. – Dizia Jasper e nisso todos concordaram.
– Tens razão. – Falou Edward fitando o amigo francês. – E sua ideia é boa e pratica Emm... Vamos então separar o que vamos levar e o restante, vamos procurar um lugar adequado para esconder... Agora sobre o resto é como falei... Casem-se de uma vez, acredito que não querem deixar para trás suas mulheres... Mesmo porque não sabemos quanto tempo iremos na corte demorar... Agora... Bem... Agora preciso ir. – Soltou saindo de forma intempestiva e Emmett assim como Jasper franzindo a testa se mostraram confusos com a atitude do amigo, mas logo se recompondo foram atrás de suas noivas... O Cullen logo viu Nolan brincando com outras crianças.
– Tampinha! – Chamou alto e o pequenino na hora o notou vindo em sua direção... Nolan chegando foi pego no colo. – Venha comigo. – Disse o Cullen decidido e sem olhar para trás seguiu em direção ao seu cavalo...
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A construção em Swan ia com força, os homens estavam empolgados para logo voltar a suas casas que começavam de novo a tomar forma de lar... Edward adentrou ao local com Nolan sentado a sua frente...
– Boas Harry. – Disse o Cullen despertando a atenção do homem que comandava junto com Sam as reformas.
– The Hood, sejas bem vindo. – Disse Harry sorrindo para o amigo, Edward logo desceu da montaria deixando Nolan ainda em cima dela... O pequenino a tudo observava...
– Como andam as coisas por aqui? – Questionou Edward e Harry começou a lhe apontar as bem feitorias... – E quanto a grande casa, a dos Swan? – Quis saber.
– Bem Isabella ordenou que a deixássemos por ultimo, depois que todos estivessem com suas casas reconstruídas... Mas veja, andei ao menos limpando o local, a estrutura de um todo não foi afetada... É certo que vamos precisar fazer alguns reforços nos alicerces, mas não irá demorar muito, o que será preciso é dar um melhor acabamento porque o fogo deixou uma aspecto feio as paredes e precisarão de novos moveis, mas acredito que não demoraremos a resolver... – Dizia o Clearwater caminhando em direção a grande casa e Edward puxando o cavalo o seguia... A sala principal estava aberta já que as portas haviam sido queimadas, como Harry lhe dissera o local estava limpo e Edward sorriu ao constatar... Seus intentos poderiam ser sim colocados em pratica e depois de mais um pouco conversar com o homem o Cullen partiu levando consigo seu pequeno herdeiro... Os rapazes logo comentaram com suas noivas da ideia de Edward e é claro elas, felizes, concordaram em casar e acharam conveniente que a cerimonia fosse coletiva e feita na praça da vila de Forks... Isabella notara a felicidade das moças, mas sua impaciência por não saber onde Edward e Nolan haviam se enfiado não permitia-lhe compartilhar da alegria das amigas...
– Ele não disse para onde ia? – Questionava Isabella incomodada com o sumiço de seu estrupício e Nolan.
– Para nós? – Devolveu Alice e Isabella bufou. – Tu sabes como ele é... Se perguntássemos algo era capaz de ficarmos sem a cabeça tamanha a sua raiva pela afronta... É como ele vê, tu bem sabes. – Explicou enquanto cortava alguns legumes.
– Ele estava conversando com Jasper e Emm... Mas assim que os rapazes se distanciaram ele saiu levando Nolan... Mas logo deve voltar, não iria longe com o menino sem lhe dizer. Falou Rosalie também atenta a seus afazeres e Isabella pensativa se pôs... Onde teriam ido aqueles dois? Pensava.
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– Mãe nada de grandes extravagancias... Eu quero apenas formalizar isso, bem sabes que vamos partir... Quero apenas deixar as coisas em seu devido lugar antes disso. – Explicava o Cullen e sua mãe bem como Mary McCarty sorriam pela decisão por ele tomada. – Pode ou não pode me ajudar? – Inqueriu impaciente como sempre e Esme rolando os olhos aproximou-se dele tocando em seu rosto.
– Meu menino crescido... É claro que irei te ajudar. – Soltou vendo um bico formado nos lábios dele que logo se transformou em sorriso... Nolan nesse instante apareceu junto com Carlisle.
– Olha papai Edwad... Vovô Cal que me deu. – Dizia sorrindo ao mostrar um pequeno cavalo entalhado em madeira.
– Ora, mas esse faz parte da tua coleção pai... Vais de fato dar a ele? – Questionou Edward.
– E por que não daria? O garoto merece. – Retrucou o lorde e Edward se viu surpreso.
– Quando criança nunca pude tocar em nenhum daqueles objetos que em tua sala ficam... Dizias que eram obras de arte... E agora os dá ao tampinha... Essa eu não entendi. – Disse realmente confuso.
– É muito simples... Nolan é meu neto, se ele gostou e eu vi que gostou dou-lhe e ninguém discute. – Afirmou o nobre.
– Agora essa... Comigo era na lei com o tampinha é na babação... Vai entender esse mundo. – Dizia levantando as mãos ao céu.
– Vejas se me respeitas moleque, coloco-te eu meu colo e lhe encho a bunda de tapas. – Soltou Carlisle.
– Marido meu olha a boca. – Advertiu Esme e Nolan apenas olhava a discussão sem nada entender...
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Isabella viu ao longe o cavalo aproximar-se e sua impaciência a fez caminhar em direção a ele sem esperar que Edward parasse...
– Onde se enfiaram vocês dois? – Perguntou com a mão na cintura.
– Fomos até meus pais, apenas ver se tudo estava bem... Oras mulher por que estais irritada? – Questionou descendo da montaria e pegando o pequeno nos braços.
– Como por que? Tu sais levando Nolan e nem se quer avisa, esperava-os para o almoço e nada de voltarem... – Colocou irritada e Edward revirou os olhos.
– Já comemos ficas tranquila. – Declarou. – Arruma-te que vamos a Carlisle. – Soltou em seguida.
– Fazer o que em Carlisle? – Perguntou ainda nervosa.
– Ficas brava porque não aviso quando saio, ficas brava porque aviso que vamos sair... Assim tu me confundes magricela. – Declarou a fazendo bufar ainda mais irritada.
– Isso vai dá pobema! – Disse Nolan afastando-se antes que sobrasse para ele, mas Isabella sendo rápida o segurou pelo ombro.
– Onde pensas que vai? Vamos agora para o banho... – Dizias empurrando em direção as escadas.
– Doga... Eu disse que ia dá pobema. – Resmungou...
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– Espera... Deixa ver se entendi... Queres que eu convença Isabella a comprar um vestido? – Perguntou Alice para o Cullen.
– Deus até que enfim entendeste! – Retrucou como sempre impaciente.
– E tu achas que consigo isso fácil, calculo. – Disse a Brandon com as mãos na cintura.
– A ultima coisa que Isabella irá pensar no momento é em roupas Cullen... Está a dar uma tarefa impossível a Alice. – Soltou Rosalie e o homem fazendo careta se mostrou irritado.
– Mas a incompetência é tamanha mesmo. – Jogou fazendo ambas bufarem.
– Até parece que não conheces a mulher que tens. – Disse Alice e Jasper que próximo estava e percebia a impaciência do amigo se aproximou...
– Eu acho que na verdade, todas as damas deveriam ir a Carlisle e comprar vestidos... Logo vamos para corte, precisarão estar bem vestidas por lá. – Comentou o francês fitando as reações do amigo.
– Só podia ser homem mesmo para entender a realidade dos fatos. – Devolveu o Cullen e tanto Alice como Rosalie estavam a ponto de voar em seu pescoço de raiva.
– Queria ver se lady Swan estivesse aqui se tu irias isso dizer... Queria ver. – Jogou Rosalie.
– Diria da mesma forma. – Disse Edward.
– Ok, ok... Acho que entendemos o ponto, nosso amigo The Hood está a se preocupar com o bem estar das damas de certo, então façamos assim, vamos todos a Carlisle e enquanto os homens vão ao banco as lindas damas vão às compras. – Interferiu por fim o francês e deram-se por satisfeitas... As mulheres retiraram-se... – Tua sutileza é surpreendente Cullen. – Provocou Jasper e o homem bufou audivelmente. – Vamos desembucha, qual o real motivo de fazer Isabella comprar um vestido? – Inquiriu ao amigo.
– Real motivo, o único motivo... Que tu bem levantaste homessa. – Retrucou Edward e Jasper o fitou em demasia.
– Tu não me enganas e de mais a mais, assim que fosse dita a data de nossa partida garanto-lhe que as mulheres iriam se mexer para providenciar o necessário... Já estão todas cientes de que nossa ida a corte tem o objetivo de enganar, arredar e por fim acabar com os Volturi. – Pontuou Jasper e Edward abaixando a cabeça viu-se sem saída.
– O que eu disse que você e os rapazes deveriam fazer? Casar-se não foi? Então... Talvez agora entendas e não me aporrinhes com melindres. – Disse saindo em seguida, sem de fato explicar e Jasper mais uma vez naquele dia desconfiou que seu amigo estava sentindo-se muito pressionado para estar tão impaciente... O que de fato era uma verdade, Edward estava impaciente, talvez não sentindo-se pressionado, mas impaciente sim e o motivo era oficializar sua situação com Isabella, era deixar claro aos céus e todos os seres viventes que Isabella era sua e que isso não fosse para sua pessoa uma afronta, que não a vissem como uma qualquer que se dava a desfrutes... O fato de na noite anterior não poder estar com ela como desejava fora também outro ponto que incomodou o homem e ele queria logo resolver, não queria mais ter que ficar dela distante... No fundo, no fundo a impaciência de Edward se dava ao fato de que tanto tempo estivera só, sem uma companhia feminina, nunca na verdade tivera uma companheira e a ideia hoje em dia lhe era necessária e essa só poderia ser realizada com sua magricela e por fim ele não conseguiria mais sem ela ficar.
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Uma comitiva seguiu em direção a Carlisle, e lady Swan mesma estando no meio da comitiva achava desnecessária a mesma...
– Eu conversei com Jass e no fim acabei concordando com ele... Vamos mesmo para a corte, então vamos precisar de roupas dignas ao invés das que temos usado para na vila viver... Na corte é tudo luxuoso em demasia, pelo menos é o que dizem... – Comentava estando ela, Rosalie e Leah sentadas na carruagem junto a Swan que fitando a janela olhava para seu estrupício no cavalo andando ao lado.
– Precisamos é escolher um vestido para o casamento, vamos nos casar antes de ir. – Disse Rosalie com um enorme sorriso nos lábios.
– Com certeza, do contrario eu não poderia com Jacob ir, meus pais jamais permitiriam. – Emendou Leah... Edward pegou o olhar de Isabella sobre si e sorriu, mas a falta de resposta ao sorriso fez o homem franzir a testa...
– Achas que não percebi que tu estás maquinando algo estrupício. – Falou baixo e com a mão praticamente tampando a face impedindo Edward de vê-la, mas Rosalie ao seu lado ouviu.
– O que disse milady? – Perguntou a Hale.
– Nada, não disse nada. – Respondeu Isabella...
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Entediada essa era a Swan no momento... As meninas estavam na única casa de vestidos de Carlisle, empolgadas com o que viam, mas Isabella ao invés de se preocupar com panas permanecia pensando... Pensando na viagem a corte e em como tudo lá seria, pensando em como fariam para aproximar-se dos Volturi e engana-los... Pensar e pensar era o que ela fazia...
– Bella acho que esse ficaria lindo em você. – Disse Alice levantando um lindo vestido em tons de creme e rosa... A Swan fitou a peça sem grande interesse.
– É vestido de festa Alice, pra que comprá-lo-ia agora se não vou a festa alguma? – Soltou incomodada.
– Como não, vais casar-se assim como nós, precisará de um. – Devolveu Alice.
– Eu casar? Agora no meio de toda essa loucura? Não, não... Edward e eu nada combinamos sobre isso... Aliás aquele estrupício está mais estranho que o normal... – Argumentou chamando a atenção das meninas e o final da frase era ela mais uma vez pensando consigo mesma.
– Como não? Vamos todas casar, os rapazes falaram. – Jogou Rosalie.
– Vocês vão casar... Eu não, nada disso foi combinado... Aquele estrupício nada comentou. – Soltou inconformada por Alice ainda insistir em lhe mostrar o vestido e bufando o pegou nas mãos... O comentário que fizera agora lhe despertava, Edward não lhe falara nada sobre agora casar... Disse que quando as coisas se acalmassem iriam ver isso, e ela... Ela tinha assentido em concordância... Mas ver as meninas tão empolgadas à fez pensar, por que ele não dissera nada vendo que todos iriam casar? Por que? Será que desistira? Será que repensara? Antes estava todo preocupado e agora que todos nisso falam ele se cala... Homem estranho esse, muito estranho... É, Edward estava estranho e homem quando fica assim é porque pensa em aprontar, pensava com os olhos em fenda e Alice estranhando afastou-se... Os rapazes tinham ido ao banco encontrar-se com Cheney e ver como andavam as coisas e depois haviam combinado de espera-las na taverna Denalli... Isabella comprou o vestido que Alice escolhera sem dar muita importância, aliviada caminhava agora com as meninas em direção à taverna...
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Mesmo depois do ultimo encontro entre Tanya e Edward ter sido um verdadeiro desastre a Denalli ao vê-lo empolgou-se mais uma vez, ainda tinha esperanças de com ele se entender como nos velhos tempos e quem sabe dele tornar-se esposa um dia e sair daquele vida de falta de luxo que vivia... Ela e sua irmão Kate foram logo servir aos rapazes e Edward indo ao reservado se distanciou, mas Tanya com os olhos o seguia pensando que dessa vez poderia seduzi-lo diferente da ultima... As jovens adentraram a taverna logo vendo seus respectivos companheiros e Isabella de cara notou a falta de Edward...
– Onde está o Cullen? – Perguntou tensa.
– Foi ao reservado eu acho. – Disse Emmett sem de fato olha-la por estar todo abobado para cima de sua noiva... Isabella sem importar-se com nada foi até o reservado, ela estava ansiosa para falar-lhe, ver seus olhos de perto para tentar descobrir o que tanto estava tramando, isso lhe era uma certeza... O Cullen está tramando algo e eu acho que não vou gostar desse algo, pensava ela de forma insistente... Edward nesse momento abriu a cortina do reservado e antes de sair finalizava a arrumação das calças...
– Meu milorde deseja algo mais? – Disparou uma saliente Tanya se aproximando demais do nobre, Isabella chegou nessa hora e Edward ainda com as mãos na cintura demonstrando que se arrumava deu a moça outras ideias... Os olhos em fenda e braços cruzados... A expressão de Isabella era de puro ódio...
– Oi magricela. – Disse sorrindo tentando afastar-se da Denalli... Tanya com um sorriso descarado na face apenas olhou para a Swan.
– Deseja algo milady? – Perguntou com a voz irritante... Isabella viu vermelho...
– Ser indigente! – Vociferou em revolta. Os olhos ejetados da Swan eram direcionados ao Cullen e ele é claro notara isso.
– O que eu fiz? – Questionou sem entender vendo o rosto de Isabella ganhar tons de vermelho tamanha era sua raiva.
– Nasceste infeliz... Você nasceu e desde o primeiro segundo de vida passou a me infernizar! Maldito Cullen... Eu mato você! – Soltou com os olhos arregalados... O ciúmes lhe saltando os poros... Ele confuso se mostrou, mas no fundo sabia ao que ela se referia... Pensava de certo que ele e Tanya estavam de safadeza e como explicar que não, diante da cena vista? Contudo o Cullen não tinha sobre isso controle, Tanya Denalli sempre fora abusada...
– Mulher não é o que pensas. – Declarou levantando as mãos e dando uma larga passada distanciou-se de Tanya que confusa ficou.
– Milorde? – Soltou a loira franzindo a testa.
– Denalli que tu és vadia Carlisle toda sabe... – Disse Isabella sem importar-se com a educação. — Agora dir-te-ei uma novidade... Aproxima-te mais uma vez desse estrupício e eu lhe parto em duas. – Soltou dando um passo em direção a ela.
– Que abuso milady... Quem pensas que és para afrontar-me dentro de minha taverna? – Retrucou ultrajada.
– Quem sou? Perguntas-me quem sou? – Jogou com deboche e fitando Edward que assustado se colocava... – Será que podes dizer a ela quem sou Cullen? Ou serei eu mesmo obrigada a falar? – Perguntou e Edward colocando-se em posição de sentido...
– Esta é lady Swan. – Disse como se respondesse a um militar e Isabella de forma ameaçadora o fitou, ele agora sorrindo... – Minha mulher! – Afirmou altivo surpreendendo a Denalli.
– Co... Como? – Indagou Tanya em choque.
– Estais surda criatura? Sou mulher dele não ouvistes? – Esbravejou ainda mais irritada.
– Eu... Eu... – Tentava algo esboçar. – Com licença. – Disse Tanya por fim se retirando sem graça... Isabella mal esperou que ela saísse e partiu pra cima do Cullen com tapas e mais tapas em seu tórax.
– Seu estrupício... Desgraçado... Mate-to... De certo mato! – Vociferava e ele ainda sorrido tentava conte-la e é claro por fim conseguiu.
– Acalma-te mulher... Acalma-te... Não vês que ela queria armar-me uma? Tu tens miolos Isabella, sei que tens... Achas mesmo que iria trocar-te por Tanya Denalli? – Perguntou e ela respirando pesadamente.
– Tu és louco, não duvidaria. – Respondeu... Edward não esperou por mais, antes a puxou dando-lhe um beijo arrebatador sem que ela tivesse a oportunidade de impedi-lo... Como sempre a Swan ficou mole, mole nos braços de seu estrupício.
– Sou teu magricela... Tu sabes que sou teu... Já dei-te provas disso. – Afirmava grudado aos lábios dela que formando um biquinho empurrava-o... Os “templários” e suas damas se alimentaram ali mesmo na taverna tendo a atenção direta de Carmem e Eleazar Denalli... Ao termino da refeição se preparavam para retornar a floresta de Forks... Edward dando uma de cavalheiro foi ajudar sua magricela a subir na carruagem e ela aproveitando-se da proximidade...
– Abra teu olho... Se eu se quer imaginar que tu andas interessado em uma barra de saia que não seja a minha, esteja avisado que lhe arranco o que carregas no meio das pernas. – Soltou baixinho próximo ao ouvido dele e por fim sorriu lhe fitando a face e fazendo-o engolir em seco...
Spoiler —
– Eu vai gosta de viaja... Um vai pecisa toma banho, na estada num tem tina d’água. – Soltou Nolan empolgando-se enquanto Isabella lhe ajudava com a roupa...
– A mais tem vários e vários riachos pelo caminho... Ficas tranquilo que daqui até Londres tu vais sim tomar muitos e muitos banhos. – Declarou e o pequenino bufou em resposta. – Vou lhe endireitar Nolan Swan Cullen, vou lhe endireitar. – Afirmou empurrando-o de leve para fora da cabana com um tapinha no bumbum sem força.
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