The Hood
10 Declarações e decisões
Notas iniciais
“Não há outro inferno para o homem além da estupidez ou da maldade dos seus semelhantes”. Marquês de Sade
“O coração da mulher, como muitos instrumentos depende de quem o toca”. Saint Prosper
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– Música sugerida (Celtic wedding – The Chieftains) —
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Distanciando-se da entrada para a fortaleza Swan ainda sorria Gigandet permanecendo com seus pensamentos com respeito à lady Swan...
– E o tal The Hood? – Questionou o soldado. – Você viu ele e seu bando chegando em Goldan? Estão em nosso encalço. – Afirmou.
– Ele também está na minha lista... Já enviei uma carta a Dom Volturi contando sobre ele e pedindo reforços... The Hood o ladrão contra a coroa. – Disse sorrindo e vislumbrando ao longe o momento em que ele e o tal The Hood, de quem ele não conhecia o rosto, iriam se enfrentar e na opinião de James, ele iria mata-lo com muito gosto... O inescrupuloso soldado sorriu satisfeito com a possibilidade de ter reforços...
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Dom Volturi ao ler as mal traçadas linhas enviadas por James se irritou...
– Já não me basta os problemas aqui... Tenho agora que lidar com um ladrão? – Soltou o clérigo com intensa irritação rasgando a carta de Gigandet...
– Rebeldes devem ser tratados ao fio da espada irmão, não se deve ter piedade! – Retrucou Caius... Incoerente não é mesmo caro leitor? Os Volturi se viam revoltados com um homem e seus companheiros que andava roubando a carga de ouro e prata direcionada a coroa enquanto eles, o bispo e seu irmão, andavam roubando a torto e a direito e na mão grande o governo inglês... Mas a humanidade parece-nos em quase constantes momentos se construir em cima de injustiças e incoerência... As providencias tomadas por Aro e seu irmão foram imediatas... Enviou uma tropa para a região de Carlisle e com a tropa cartas a serem afixadas em Carlisle e nas regiões circunvizinhas aonde a fama de The Hood já chegara e fora sentida... O comunicado sendo posto nas praças principais das cidades e cidadelas despertaria em todos a curiosidade e o comentário que já era grande sobre o homem e seu bando tornar-se-ia ainda maior, contudo com um saldo a mais, a sua cabeça estaria a prêmio... O comunicado chamava The Hood de “ladrão da coroa” e estava sendo ofertado mil moedas de ouro pelo paradeiro do homem... A situação a partir daquele momento se tornava critica para Edward e os "templários"... Muito critica!
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Isabella esquivou-se de qualquer aproximação com o Cullen... Estava pensativa em demasia depois de tudo o que ouvira e vira naquele dia na floresta, reuniu Rosalie e Seth e decidida retornou a sua casa deixando para trás um Edward também pensativo... Os pequenos Nolan e Paige foram com o nobre até a casa de seus pais juntamente com Emmett...
– Mas quem são essas preciosidades? – Perguntou Mary McCarty ao ver entrando pela sua cozinha na casa dos Cullen os dois pequeninos logo depois de Edward que abraçando a senhora sorria.
– Esses são Nolan e Paige Bah... Vieram de Goldan e agora estão comigo! – Afirmou orgulhoso e Emmett que agora adentrava sorriu.
– O que disseste Edward? – Questionou Esme pegando a frase do filho enquanto vinha da sala de jantar da casa.
– Disse o que ouviste cara mãe. – Declarou ainda mantendo o sorriso, os pequeninos encabulados se mantinham encostados na parede.
– Pelas chagas de Cristo... Tu andaste procriando menino? – Retrucou com preocupação e Emmett gargalhou ao ouvir, já Edward revirou os olhos.
– Mãe não sejas absurda... Sei bem onde me enfio e não... Não pus nenhum rebento no mundo. Nolan e Paige... Infelizmente sofreram uma grande injustiça da vida... Causada por um maldito em quem ainda ei de colocar minhas mãos... – Dizia exaltando-se ao final.
– Olhes a boca e contas isso... Contas direito Edward. – Exigiu sua mãe séria... O Cullen contou e percebia enquanto falava que os pequeninos sentiam-se entristecidos ao ouvir. – Quanta dor! – Esboçou Esme também entristecida fitando-os que envergonhados permaneciam quietos.
– Que desgraça! – Esboçou Mary compadecida... Mary e Esme deram atenção as crianças lhes oferecendo guloseimas enquanto Edward e Emmett indo ao encontro de Carlisle, seu pai, lhes contaram os últimos acontecimentos...
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Alice se manteve ao lado de Druides na correria dos afazeres e o francês vira e mexe observava a moça... Os dois haviam passado a noite na floresta, Alice na cabana de Druides e Jasper com os amigos na gruta tendo a companhia dos pequenos Nolan e Paige, exigência do próprio Cullen... Enquanto Edward e Emmett iam até as terras dos Cullen Jasper permanecendo na vila observava a Brandon ajudando Druides... A conversa que Whitlock tivera com o amigo nobre ficara lhe rondando os pensamentos... Ele tinha dito palavras de motivação ao amigo para que agisse com respeito à Swan, mas ele mesmo até agora nada tinha feito... Seu coração andava ardendo há tempos... Mas precisamente desde que encontrara a jovem com as mãos amarradas dentro daquela carruagem... Respirando fundo fitou com intensidade uma sorrindo Alice que pareceu pressentir que alguém, ou melhor, que Jasper a observava e voltando seus olhos para ele manteve o sorriso sincero nos lábios... O francês decidido e com largas passadas aproximou-se dela...
– Muito bom dia! – Disse concentrado e a idosa Druides notou isso, já Alice apenas se manteve respirando, um pressentimento lhe atingiu fazendo-a quase resfolegar.
– Bom dia milorde! – Devolveu Druides com sua formalidade habitual.
– Alice... – Falou com esforço. – Será que podes me conceder um instante? – Questionou olhando profundamente nos olhos da jovem que sem achar palavras assentiu, a idosa ao lado deles sorriu notando o clima se instalar ali... Jasper pediu que a Brandon o acompanhasse e ela o fez...
– O amor da juventude! – Soltou Druides voltando aos seus afazeres... Jasper caminhou afastando-se do movimento da vila... Aproximando-se da nascente que estava praticamente vazia... Virou-se para a jovem que apertando as mãos com intensidade mostrava-se em quase aflição... Ele respirando fundo mais uma vez...
– Quero falar-lhe... – Declarou quase imperativo, buscando folego passou a mão na testa como se quisesse retirar dali um suor inexistente... Alice tentou ao máximo não demonstrar a angustia por conta da ansiedade do que viria pela frente... – Bem... Tu sabes que respeito-lhe e considero-te com apresso... – Soltou pausadamente e Alice assentiu minimamente... – Tu és formosa Alice... Muito formosa e... E eu... Eu sei que sou um homem... Na verdade sei que não sou o homem que tu gostarias para fazer-lhe a corte e prometer-te uma vida... Mas...
– Jasper. – Soltou num fio de voz com evidente emoção. – Tu és um grande homem! – Afirmou.
– Tu mereces o melhor cara dama... Mereces todo o cuidado e luxos que este mundo velho podes te dar... Mereces ser feliz e abastada... Tu és virtuosa Alice... A mais virtuosa de todas! – Afirmou quase tremendo, coçou a testa... Aquilo já estava se tornando pesado, então ele direto... – Queria dar-te o mundo... Mas... Mas posso apenas dar-te meu... Coração. – Declarou e Alice de fato resfolegou. – Aceitas que te faças... A corte? – Perguntou com esforço e a Brandon paralisada não conseguia achar a voz... Tanto sofrera, quase fora morta física e emocionalmente ao ter sua alma entregue a um velho e cruel lorde... E agora, ali, tinha a sua frente um lindo jovem lhe propondo uma vida... – Talvez não seja o que desejas... Sei que gostarias que isso fosse feito formalmente... Eu pedindo a teu pai... Mas a situação... Bem...
– Eu quero! – Disse firme ao reunir todas as forças e Jasper logo sorriu com alivio levando-a a sorrir.
– Vamos logo casar... É só o tempo das coisas melhorarem... O tempo de um lugar para nós preparar... Lhe prometo! – Falou decidido e a Brandon sem conter-se agarrou o pescoço de Whitlock abraçando-o com força e o impacto quase os fez cair... Estavam felizes, em paz... Esperançosos e cheios de sonhos... O primeiro beijo se deu, suave e terno como todo o resto...
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Em Swan, Isabella adiantava seus afazeres para depois ir até a floresta... O habito de ali estar estava se tornando constante, talvez por querer realmente ajudar, mas principalmente por seu inquieto coração que tendo sua relutância queria ver mesmo que ao longo certo encapuzado... Mas isso a lady jamais admitiria.
– Acredito que sua benção para aquele povo seja de grande valia frei Young. – Soltou a jovem explicando ao religioso como aquele povo estava vivendo... O frei gostou do que ouviu... Em seu coração surgiu um interesse por aquele povo e sua situação... Quem sabe aquele não era o lugar em que o bondoso Deus queria que seu servo estivesse... A Swan andou por suas terras, visitou a pequena aldeia ali instalada... Vislumbrou a esposa do lenhador, preocupada e descobriu que o motivo era o sumiço de seu marido, já fazia dois dias... Aquele bêbado, pensou Isabella deveria estar em alguma taverna alimentando seu vicio...
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James e seus soldados andavam se esgueirando pelas trilhas que levavam a Carlisle e redondezas... Todo cuidado era pouco, enquanto a corte... Ou melhor os Volturi não enviassem reforços... Enfrentar de frente The Hood e seu bando era um suicídio e por isso Gigandet andava atento e a espreita... Guiava ele e seus comparsas por tortuosas trilhas e na via contraria vinha um homem cambaleante... O álcool lhe subia aos poros... Os soldados riram de sua situação, digno de pena é o que era... Resmungando passou pelos maldosos cavaleiros...
– A taverna ficou paras trás companheiro! – Soltou James brincalhão.
– A maldita... Swan bem que podia deixar abrirem uma taverna na aldeia. – Disse o homem enrolando a língua e James atento apenas se ateve ao sobrenome mencionado... Parou o cavalo e observou com detalhes o homem que continuava ziguezagueando pela trilha... Os soldados também pararam ao perceber James dando meia volta em direção ao homem... Fazendo seu cavalo parar em frente ao bêbado o fez também parar... O homem sem conseguir manter o controle da própria cabeça levantou seu semblante franzindo a testa ao notar a imagem a sua frente.
– Caminhas para onde homem? – Questionou James.
– Vou pra casa... Ora essa! – Afirmou o obvio.
– Em Swan. – Deduziu Gigandet.
– Sim... Agora... Deixe-me passar. – Respondeu trôpego tentando voltar a caminhar... James apeou do cavalo com um sorriso vitorioso nos lábios.
– Amigo... O que achas de me acompanhar em uma rodada de bom vinho? – Perguntou trazendo interesse ao bêbado a sua frente que voltava para casa justamente por não ter mais moedas para trocar por álcool...
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Isabella dirigiu-se a floresta em comitiva... Seth, Rosalie e Leah a acompanhavam e em outro veiculo ia frei Young e sua sobrinha sendo levados por Sam Uley... A movimentação já natural na recém iniciada vila era vista de longe...
– Nossa... Está a parecer uma cidade de verdade! – Afirmou Leah admirada com as construções em madeira que do solo, em areia batida, subiam agarradas aos troncos das grossas arvores... Os homens estavam realmente dedicando-se em fazer o melhor em termos de moradia para os seus familiares... Os veículos pararam e todos começaram a descer... Frei Young notou mais uma vez o que há dias se repetia... O cuidado em demasia do jovem Uley para com sua sobrinha... O cavalariço dos Swan desde que vira a jovem Emily encantara-se e estava ansioso para pedir ao religioso Joseph Young que lhe permitisse fazer a corte a sua sobrinha, mas Emily relutante achava que seu tio não permitiria e por isso ainda não havia permitido que Sam conversasse com o frei... Isabella logo avistou Alice e Druides... Notou a Swan o semblante radiante de sua nova amiga... Alice estava mais do que feliz com sua situação atual...
– Boa tarde. – Disse Isabella e Druides bem como Alice responderam com satisfação...
– Bom ter vindo filha... Hoje vamos ter comemorações por aqui. – Explicou a idosa senhora e a nobre curiosa lhe fitou. – A maioria das cabanas está pronta e uma surpresa foi preparada para The Hood... – Explicava e Isabella levantando a sobrancelha analisou a situação. – Mas não é só isso, algo mais será comemorado não é mesmo menina Alice? – Jogou a senhora bem humorada e Isabella se voltou à nova amiga.
– Jasper está me fazendo à corte, propôs-me casamento. – Contou Alice com um sorriso escancarado.
– Que bom Alice... Era o que querias de fato, fico feliz que Jasper o tenha feito. – Declarou a Swan... É obvio que aquela noticia tinha deixado Isabella feliz, mas saber que algo estava sendo preparado para Edward a deixou ainda mais curiosa e pensativa... Se aquela criatura já se achava muita coisa, agora então iria explodir em arrogância, imaginava... Alimentos a mais alimentos estavam sendo preparados, muitos assados estavam sendo finalizados... A festa seria realmente intensa...
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– O que de fato queres meu rapaz? – Perguntou o fármaco Weber a Ben que tentava de alguma forma aproximar-se da jovem Angela...
– É que tenho tido dores de cabeça constates senhor... E me disseram que suas fórmulas sempre surtem um bom efeito... – Explicava Cheney, ou melhor, enrolava e o velho fármaco estava achando tudo aquilo muito estranho., mas contudo é claro o atenderia.
– Certo... Belladona é a opção mais comum... Aguarde um momento. – Disse o senhor Weber... A expectativa de Ben era poder ao menos ver por instantes que fosse a linda jovem... – Aqui está... Angela? – Chamou o fármaco e Ben conteve o sorriso vitorioso, a jovem apareceu e quanto viu quem ali estava mirou seus pés...
– Sim papai. – Respondeu Angela.
– Embale esse medicamento para o jovem... – Soltou o idoso voltando seus olhos a Cheney como se indagasse seu nome em silencio.
– Ben... Ben Cheney senhor. – Respondeu, Angela de pronto atendeu ao pedido do pai que recebia de Ben duas moedas de prata pela fórmula... O senhor de forma muito oportuna na opinião do jovem Cheney retirou-se assim que recebeu as moedas... Ficaram então no pequeno salão Angela do lado de dentro do balcão e Ben do lado de fora... A jovem lhe entregando o embrulho ainda mantinha o semblante baixo.
– Aqui milorde. – Disse tímida e Ben desejou naquele instante tocar a face ruborizada de jovem...
– Obrigada doce Angela. – Afirmou direto o rapaz causando um rubor ainda maior à moça que chocada o fitou. – Desculpe, mas não pude resistir a tal beleza... Semelhante a anjos é teu semblante. – Declarou e ao entregar ao rapaz o embrulho seus dedos se tocaram... O calor em Cheney foi intenso naquele instante, tal feita nunca lhe ocorrera e ele maravilhado permanecia ali parado, em Angela a situação não era diferente, mas eu seu caso vinha acrescida de medo... Medo por seu pai pega-la ali ou alguém da vizinhanças os ver...
– Milorde tem palavras bonitas, mas peço que não fales assim novamente... Meu pai não gostaria... E eu... Bem... Sou...
– Tu és moça donzela bem sei, feita para casar e ser cuidada com todo esmero... Desculpe o mau jeito ou como quiser interpretar ousadia... Partirei agora feliz por ter ao menos lhe visto mais uma vez... Até logo Angela. – Disse e sabendo que havia passado de todos os limites se retirou deixando a jovem ainda ruborizada e chocada... Já Ben... Caminhou distanciando-se da casa do fármaco com um sorriso escancarado nos lábios...
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Edward retornou com Emmett e as crianças a floresta... Nolan na garupa de Edward viu ao longe Isabella...
– Lady Su... Su... Lady Bella. – Disse atrapalhado e alegre apontando em direção a Isabella que conversava com Druides, Edward olhou na direção em que o pequeno indicava... Nolan assim como Paige haviam gostado e muito de Isabella... É claro que as outras mulheres... Alice, Rosalie e Druides os tinham tratado bem e eles estavam também se afeiçoando a elas, mas com Isabella as crianças tinham sentido algo diferente, mas intenso... Edward e Emmett apearam das montarias retirando as crianças e os pequeninos correram em direção a Isabella... A jovem os recebeu com carinho e logo se juntando as outras crianças a brincadeira começaram... O Cullen junto com Emmett aproximou-se, conversaram rapidamente com Jasper e Mike... Fitou Isabella algumas vez e a moça fez questão de demonstrar que não estava lhe dando conta... Desaforada, pensava o Cullen, mas uma inquietude o atingia e de forma pontual... Precisava falar com ela, ouvir sua voz direcionada a ele, nem que fosse com malcriações, reclamações ou brigas... Mas diabos precisava... Ao final das contas seu dilema foi resolvido com Isabella aproximando-se dele...
– Fez bem em traze-los. – Disse referindo-se as crianças e sua decisão em tê-los trazido consigo quando os descobriu em Goldan, Edward a fitou um tanto surpreso...
– Aquele lugar era só desolação... Não poderia deixa-los lá. – Devolveu vendo Nolan brincar com um garotinho de sua idade e Paige ao lado de Alice apenas observava ansiosa para também brincar...
– Sabes algo da corte? – Questionou a Swan.
– Nada de concreto... Lorde Stefan, amigo de meu pai, mandou uma carta... O conteúdo em nada é novo a não ser o fato da rainha ter andado soltando palavras duras para com os ministros reais... Mas tenho para mim que aquele maldito bispo, irmão dela, ainda a está manipulando... Miserável! – Soltou contendo a irritação.
– Se Ricardo não voltar as coisas ficarão insustentáveis. – Complementou Isabella, Edward a observou melhor.
– Estais bem? Digo do ferimento? – Perguntou... O tom civilizado dos dois era estranho, para quem ouvia e para os próprios... Isabella estava sem graça depois de ter ouvido de Druides como o Cullen se comportara diante de sua situação ao ser levada desacordada para a floresta por Emmett e Seth... E o Cullen ainda estava com as palavras de Jasper na cabeça.
– Estou bem. – Afirmou... Paige aproximou-se do irmão e de alguns meninos quereia impor sua presença na brincadeira...
– Ei vocês... Ela é pequena tenham cuidado. – Advertiu ao ver alguns meninos empurrando Paige.
– O que vais fazer com eles Edward? – Questionou.
– Eles vão ficar aqui na vila... Ou onde eu estiver... Em casa de meus pais... Onde eu for. – Disse decidido e Isabella gostou do que ouviu.
– Estais adotando essas crianças para si então? – Perguntou em afirmativa e o Cullen surpreendeu-se com a questão, não tinha até o momento visto por esse ângulo.
– Não tinha me atinado para isso... Mas... Bem... O que importa é que eles estejam seguros... São inocentes precisam e merecem proteção e cuidado. – Afirmou.
– De certo tens total razão. – Disse Isabella.
– Cuidarei deles e farei justiça por eles... Mais uma culpa a lista do escroto Gigandet... Está só a aumentar... Quando me encontrar com ele... Acertarei uma a uma. – Dizia fechando a mão com força.
– Entendo tua raiva... Tenho também contas a acertar... E ainda o farei... Nem conheço o rosto de quem me atingiu, ou melhor, a meus pais... Mas ainda me vingarei. – Soltou lembrando-se dos Volturi.
– Esta briga também será minha... Não te detenhas por isso... Deixes que as contas eu acerto. – Declarou exacerbando-se no machismo e Isabella é claro não gostou.
– De minhas pendengas cuido eu Cullen... Não preciso que o faça... Tenho mãos e pernas... Irei eu ao encontro desses monstros e vingarei meu sangue. – Afirmou decidida e imperativa... Edward revirou os olhos, mulher turrona... Custa deixar para ele essas questões... Não tinha o dito que estaria ali para ela? Por que o afrontar e negar o auxilio? Questionava-se.
– Mas tu és turrona mesmo... Deixas que das pendengas cuido eu... Queres ajudar? Ajudes ao povo aqui... De assistência as mulheres e crianças... Serás muito mais útil... – Dizia e Isabella é claro sentia-se provocada.
– Faço ambos... Auxilio aqui e mantenho minha espada bem afiada para o momento em que poderei justiça fazer e não será você que vai me tirar esse direito Cullen... Não será! – Afirmou e o homem grunhiu em resposta, iria verbalizar algo, mas John elevou a voz chamando a atenção de todos...
– Moradores de Forks... Por favor, acheguem-se. – Disse John sorrindo, o antigo cavalariço dos Newton estava animado assim como todos os moradores da vila... A festa teria seu inicio e Edward calado apenas ouvia sem saber ao certo do que o movimento se tratava. – É sabido por todos que Mike Newton nos trouxe até aqui e seus amigos nos ajudaram e nos acolheram nesta floresta que nada tem de mal assombrada como todos pensavam... – Falou divertido. — É também sabido por todos que nosso The Hood tem sido um valente defensor de nossos direitos, por isso resolvemos enquanto construíamos nossas moradias construir também o espaço de nosso bem feitor... – Dizia apontando para o alto... Edward fitou o local... Bem acima, muito próximo as altas copas das arvores... A espaçosa cabana havia sido com muito custo e esmero construída entre duas altas arvores, os homens de forma perigosa se penduraram por dias a fio e fazendo a base da cabana entre as duas arvores fizeram daquela um mirando de toda a vila e floresta, dali se via toda a região de forma estratégica e segura... Mike lá em cima acenou para todos e foi nesse momento que Edward notou o que os homens tinham feito... Voltou seus olhos para baixo, fitou John e mais alguns homens ao seu lado...
– Vocês... – Disse o Cullen surpreso... Ele não tinha ideia do quanto aquele povo lhe era agradecido e pela primeira vez não viu naquilo uma oportunidade de se dar bem, mas sim sentiu satisfação em saber que apesar de em um primeiro momento desejar não ajudar o povo, não se meter na pendenga de Mike com seu pai, ele fizera o contrario, é claro que a contra gosto, mas o fizera e hoje o povo lhe era agradecido... Talvez pensar no coletivo realmente fosse de grande valia não só para o bolso ou status, mas principalmente para satisfação da alma.
– Aquele espaço é seu milorde... Teu forte nas alturas The Hood! – Afirmou John e todos aplaudiram... Isabella apenas fitava a situação, entendendo assim como Edward que o povo gostava e admirava ele... Talvez ele não fosse tão arrogante quanto pensava, ponderava... Mas logo lhe vinha à mente tudo que com ele já tinha passado e em seu interior um misto de calor e raiva se sentia atrelado a um desejo reprimido... Céus, estava ficando devassa só podia pensava irritando-se.
– Nossa é altão! – Disse Nolan aproximando-se de Edward... O Cullen surpreso e feliz pegou o garoto no colo e começou a subir as escadas de madeira feitas pelos homens que ligavam uma cabana a outra enquanto para o alto indicava... Chegando em determinado patamar deparou-se com uma ponte feita de corda e madeira, colocou Nolan em seus ombros e o garotinho temeroso agarrou-se a ele...
– Não lhe deixarei cair... Ficarás seguro te garanto, apenas se prenda em mim. – Exigiu ao fim e Nolan o fazendo segurou-se fechando os olhinhos enquanto o próprio Cullen segurando-se nas cordas da pequena ponte atravessou até chegar ao seu espaço... E era muito confortável, estavam lá as mantas que ele usava quando na vila dormia, tinha uma pequena mesa com alguns alimentos expostos esperando para serem consumidos e no canto ainda tinham se dado ao trabalho de construir uma pequenina lareira toda revestida em metal, estando acesa deixava claro que o ambiente sempre estaria aquecido...
– Legal! – Esboçou Nolan... Edward aproximou-se de Mike e lhe cumprimentou dando tapas em suas costas... O povo lá em baixo festejava...
– Eles gostam de você Edward... Admiram o famoso The Hood! – Declarou o Newton se retirando logo depois.
– E aí tampinha, gostaste? – Questionou voltando-se para Nolan.
– Muito legal! – Respondeu o pequenino sorrindo.
– É aqui que vamos morar. – Afirmou trazendo aos lábios do infante um sorriso genuíno... Edward e Nolan desceram e encontraram a festa armada...
– Milady... Lady Su... Lady Bella... – Chamou o pequeno como sempre se complicando nas palavras, mas todo feliz e Isabella se voltando a ele...
– Sim querido. – Respondeu.
– Eu vô moia lá no altão... É gandão e bonito! – Contou feliz e Isabella sorriu para ele... As emoções da noite ainda não tinham terminado... Jasper suando e quase tremendo engoliu a saliva preparando-se para falar... Puxou a mão de Alice e ela notou a mão fria do rapaz ficando também nervosa... Soltou um pigarro despertando a atenção de todos... O por do sol se aproximava deixando o ambiente alaranjado, romântico era pouco para definir aquele momento...
– Senhores... Senhoras... Gostaria de lhes pedir a parte. – Disse concentrado e todos se calaram... – Quero declarar que muito em breve nesta vila... Um casamento ocorrerá. – Soltou fitando uma Alice emocionada que apertava sua mão com força. – Eu e a senhorita Brandon iremos nos casar. – Afirmou e todos bateram palmas e comemoraram... A festividade reiniciou-se e a cantoria e gaita de fole se faziam presentes alegrando ainda mais o ambiente... Jasper aproximou-se do Cullen um tempo depois... — Criei coragem e agi... Resta tu fazê-lo agora. – Falou provocando o amigo.
– Estais dizendo que me falta coragem? – Retrucou sério.
– Sim o estou e sabes que não podes retrucar... Se a tratares com mais docilidade talvez algo consiga ao invés de patadas caro amigo. – Soltou sorrindo e Edward sabia que ele estava lhe provocando na brincadeira e é claro estava se referindo a Isabella, mas o Cullen nunca iria admitir que desejava com a Swan criar laços, é claro que não.
– Ora bolas homem... Me tens como um bobo apaixonado como você? – Perguntou. – Estais enganado, aqui já lhe disse o único abobalhado é você! – Afirmou e se esquivando saiu... Isabella balançava-se no lugar sendo envolvida pela música... Edward observava ao seu lado o frei que comia tudo que passava por seus olhos... O Cullen é claro resolveu provocar... – Cuidado frei... A batina pode não lhe caber mais. – Declarou e Emmett que estava perto gargalhou tendo Rosalie ao seu lado contendo o riso, já o frei irritado ficou... A festa estava trazendo a todos sorrisos e alegria... Alguns minutos de paz era o que todos mereciam em meio aos problemas que enfrentavam... Casais e mais casais dançavam os passos e coreografias de gerações... As crianças de um lado a outro se divertiam e comiam... Idosos satisfeitos se viam sentindo ser ali o melhor lugar na terra... Edward voltou seus olhos para Isabella que ainda se balançava com Nolan ao seu lado... Mike tendo a pequena Paige em seus braços também se balançava ao som da gaita... Dando alguns passos...
– Ei tampinha deixas mostrar-lhe como faz. – Disse aproximando-se deles. – Dá-me a honra? – Questionou pegando de surpresa Isabella... A moça lhe concedeu o pedido e juntando-se aos demais eles se embalaram na coreografia... O Cullen e a Swan deixaram-se levar... Sorrisos foram trocados, um momento de trégua, raro e bem aproveitado... Os olhares voltaram a ser trocados, o calor apossou-se deles... A moça quis sair e dando a desculpa de que se cansara afastou-se... Edward observou ela distanciar-se, mas em seu ímpeto resolveu agir... – Estais a fugir de mim? – Questionou aproximando-se ambos parando em frente a gruta, antigo refugio do Cullen.
– Não sou mulher de fugir Cullen. – Devolveu sem olha-lo nos olhos... Ela estava chegando à conclusão de que esse era o problema, quando nos olhos o fitava, quando se deixava ser pega por ele no olhar todo o seu auto controle se ia... Esvaia-se como água e ela não podia permitir isso.
– Provas que não o é. – Provocou pegando em seu cotovelo e levando-a para o interior da gruta...
– O que estás a fazer? – Perguntou com os olhos arregalados, surpresa por mais uma ousada atitude... O Cullen também já notara que a conexão era o problema, a troca de olhares era o ponto fraco de ambos... Pegou nos braços dela, a colocando em sua frente, abaixou-se ficando a altura dela e quase lhe invadiu o espaço deixando seu nariz a milímetros do dela...
– Tu foges sim e não adianta negar... Por um acaso eu sou aos teus olhos alguma aberração... Que lhe assusta para querer longe ficar? – Perguntou sem distanciar-se.
– Estais enlouquecendo homem? Que ideias são essas? – Perguntou tentando em vão desviar-se da situação.
– Talvez eu esteja mesmo enlouquecendo... E tu com total certeza és a culpada... – Dizia...
– Eu a culpada... Homessa Cullen... – Devolveu. – Me solte. – Ordenou e Edward já iria provocar mais uma vez, mas resolveu recuar.
– Queres mesmo que lhe solte? Queres de verdade Isabella? – Perguntou e seus olhos com um intenso brilho diziam o que suas palavras nunca pronunciaram e que nem ele ou ela admitiam... Queriam estar grudados, juntos... O mais próximos possível... A moça nada respondeu, fez menção de se afastar... Edward soltou seus braços a deixando livre para sair... Ela o fitou na mesma intensidade... Sua sanidade indo para o espaço, mandando tudo as favas...
– Inferno! – Soltou levantando os braços e agarrando o pescoço do nobre... Grudando seus lábios nos dele deixou-se cair naquele precipício que tanto a assustava... O beijo mais uma vez violento, ansioso, cheio de cobranças, indagações, inseguranças... Desejo... Repleto de desejo... Edward lhe agarrou a cintura trazendo-a para junto de seu corpo... Suspendendo-a no ar fez com que os braços dela o envolvessem ainda mais... Tomado pelo calor e excitação deixou seu corpo mostrar a ela como se sentia e Isabella enlouquecida era consumida por uma quentura que lhe invadia o meio das pernas, mas foi ao sentir algo duro bater em seu corpo que ela acordou parando o beijo... Ambos sem folego... Ela soltou-se dele e ele a deixou no chçao... – O que? – Disse olhado para baixo e vendo um volume ali formado... Podia não ser experiente, mas muito já ouvira das conversas das mulheres casadas em Swan e sabia o que aquilo significava. – Edward... Seu abusado. – Declarou o empurrando e ele voltando a si notou do que se tratava.
– Ora mulher não sou santo... Tu acendes o fogo e não quer que eu incendeie? – Perguntou perplexo e a única reação da donzela a sua frente foi esbofetear sua face e logo deixar a gruta... Pisando duro Isabella voltou a festa e Edward parado dentro da gruta tentava entender o ocorrido... Isabella imperativa decretou que era hora de ir embora e todos de Swan a seguiram sem pestanejar... Emmett despediu-se de sua Rosalie... Os dois tinham conversado e muito naquele final de dia... Emmett deixara transparecer que queria seguir os passos de Jasper e Rosalie sorriu para a possibilidade... Sam e Emily muito próximos ficaram o tempo todo e o frei observando estava a esperar o momento oportuno para colocar o jovem Uley contra a parede exigindo que tomasse uma posição... Leah que desfrutou da festa o quanto pode teve em cima de si os olhos atentos do Black... Jacob conhecia de anos e sempre a achara formosa, mas nunca de fato tinha achegado-se dela... Os olhares trocados deixaram clara a ideia de que uma aproximação ocorreria em breve... É ali apenas Edward e Isabella destoavam reagindo de forma intempestiva ao que lá no fundo sentiam... – Maluca! – Declarou ao vê-la entrando na carruagem depois de despedir-se de Nolan e Paige e dos demais.
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O caminho até Swan foi feito em silencio dentro da carruagem... Isabella tentava coordenar suas ideias, mas lembrar-se do abuso do Cullen... Sim em sua opinião ele tinha sido abusado, a fazia ficar com raiva e no mesmo instante envergonhada ao lembrar-se das palavras dele que dizia ser ela a culpada de fazer o fogo se intensificar... O que de fato ocorria é que a jovem nunca tinha sentido o que sentira... Nunca em sua vida tinha sido tocada como ele a tocara... Nunca estivera tão grudada a um homem como estivera a ele e pior sentindo na pele o modo como o corpo dele reagia ao passo que o seu próprio também reagia... É evidente que ela ficara assustada, em choque e é claro reagiria como reagiu... Como uma fera que era provocada, atacada... Era como ela se sentia atacada pelos abusos dele e a raiva voltava ao deduzir que ele a tinha tratado como um qualquer... Uma libertina... Bufava de tempos em tempos e Rosalie e Leah preferiram nada dizer...
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Edward acomodou-se em cima das mantas sendo aquecido pela pequena lareira ao seu lado... Decidira passar a noite ali mesmo na vila, usufruindo do espaço que tinha ganho de presente... Nolan e Paige ressonavam tranquilos... Depois de terem tanto brincado caíram exaustos dormindo de imediato e Druides os acomodara ali na cabana do Cullen como o próprio ordenara... A mente do nobre voava... As imagens de Isabella lhe passavam... Os beijos, o corpo de ambos pegando fogo... A empáfia da moça... Seu gênio forte...
– Mulher selvagem... É o que você é Isabella... Diaba que me tira do prumo! – Soltou baixo pensativo...Um barulho chamou sua atenção... Um resmungo, olhou para a direção dos pequenos e notou a pequenina Paige em um sono agitado, o choro se pronunciado... Sentou-se e continuou observando... O choro se intensificou, o desespero era notório... Levantou-se e indo em direção aos infantes... – Pequenina... Paige... Calma... Calma... – Dizia tocando-a... A garotinha acordou de seu agitado sono assustada, os olhinhos lagrimejando... Ao notar Edward a sua frente ela se jogou em seus braços, o único lugar seguro que conhecia no momento, agarrou-se a ele com toda força que possuía em seu corpinho miúdo... – Tenha calma, foi apenas um sonho ruim... – Dizia tentando acalma-la... Vendo que ela não o soltaria retornou ao seu canto, acomodando-se em cima das grossas mantas... Nolan com o barulho feito pela irmã viu-se entre o acordado e adormecido... Abriu os olhos com dificuldade vendo ao longe Paige acomodado no peito do Cullen... O garotinho cambaleando levantou-se e indo de encontro aos dois acomodou-se ao lado de Edward... O nobre surpreso não teve reação e percebeu que o jeito era tentar dormir tendo os pequeninos em cima de si... Era fato que o pesadelo era apenas mais uma resposta do trauma que ela e seu irmão passaram e aquilo deixava Edward revoltado e ansioso para encontrar Gigandet e dele a justiça tirar...
Spoiler —
As chamas iam alto despertando a atenção ao longe e logo na floresta o alarde se fez, Edward foi chamado e a correria começou... A fumaça de longe se via assustando ainda mais quem notava... Todos se agitavam na tentativa vã de conter a destruição desenfreada, o desespero era palpável, a gritaria ensurdecedora...
– Tragam mais água... – Ordenava aos berros...
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