The Hood
11 Fogo
Notas iniciais
"A credulidade e confiança de muitos tolos faz o triunfo de uns poucos velhacos." Marquês Maricá
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– Música sugerida (The Emigration Tunes — Loreena McKennitt) –
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Estava sendo difícil fechar os olhos... O barulho do fogo crepitando era o único som no quarto, mas o corre, corre de pensamentos berravam na mente de Isabella... Lembrar-se do beijo com o Cullen... Os detalhes daquele momento que a assustou em demasia... Deixavam sua consciência em frenesi... Os detalhes... O susto... Isabella Swan era uma donzela no modo literal da palavra... Sua mãe, a pessoa que lhe deveria ter alertado sobre esta parte na vida de uma mulher, sobre o momento de intimidade com um homem, tinha lhe dito muito pouco sobre o assunto e por isso a Swan nunca se quer pensara em se preparar para esse momento... Tal situação ainda não lhe tinha lhe despertado a curiosidade... Sim, Isabella sabia que para os homens aquela necessidade era natural e que as mulheres deveriam lhes servir, mas nem por isso concordava com essa realidade... Ouvira inúmeras vezes conversas paralelas entre mulheres casadas em Swan, mas nenhuma delas lhe preparara para o que ela sentira com Edward... O calor em seu interior, a umidade se instalando em partes que nunca lhe haviam chamado tanta atenção e principalmente a reação de Edward, o estado em que ele se apresentou a ela e o quanto aquilo mexeu com a jovem... Ela virava-se na cama incomodada e inconformada por ter chegado à conclusão de que mesmo com o susto... Havia gostado do que sentira... Aquecera sua alma... Mas lhe trouxera uma necessidade... Necessidade de algo mais... De saber como seria... O que sentiria e aquilo lhe causava medo e até mesmo vergonha... Seria sacrilégio assim pensar? Se questionava. Seria ela uma devassa por sentir a necessidade de saber mais? Indagava... Contudo algo também se contrapunha a isso... Edward... O Cullen, como ele que sempre fora desprezível para ela lhe despertava sentimentos pecaminosos? Como? Sua alma envergonhada lhe impunha a questão... Como ela Isabella Swan quase desafeto daquele ser lhe permitiria aproveitar-se dela, suprir suas necessidades nela?Levou a mão ao rosto rosnando de frustração, raiva e vergonha, porém lembrar-se mais uma vez das palavras de Druides ao lhe contar da aflição de Edward em vê-la ferida lhe deixava ainda mais confusa e sem saber como agir tendo a preocupação de estar sendo vista por Deus como uma pecadora...
– Infernos... Esse maldito Cullen está a me fazer pecar... Miserável... Abominável é o que tu és filho do cão! – Esbravejava irritada e assim ficou por mais algumas horas até que o sono lhe venceu levando-a a fechar os olhos...
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– Nolan... – Falou em alta voz Edward um tanto irritado. – Volte aqui agora. – Disse colocando a cabeça pela janela da cabana vendo o pequeno aproximar-se da pequena ponte de madeira e cordas que o levaria para longe... O garotinho parou no meio do caminho com a carinha de bravo instalada e cruzando os braços se mostrou inconformado... A questão era apenas uma... A hora do banho, esse momento era sempre feito com relutância e sempre que possível o pequeno fugia dele... Druides era quem cuidava desse detalhe para o Cullen quando não havia Alice ou Isabella por ali... O homem resolvera instalar-se em definitivo na cabana mesmo lady Cullen não gostando da ideia, Edward começou a fazer melhorias como, por exemplo, providenciar uma tina d’água no aposento para que ele e os pequenos pudessem banhar-se... Nolan voltou à cabana pisando duro e passando por Edward. – Ora mais essa vais andar fedendo agora? – Questionou e Druides riu contida ao ajudar Paige a se vestir.
– Todo dia toma banho... Todo dia... Pa que? Isso um pecisa... Um pecisa memo! – Soltava o garotinho de forma rabugenta demonstrando o quanto estava inconformado e Edward fazendo barulho com a garganta o fez parar...
– Irei sair... Obedeçam Druides. – Declarou o Cullen saindo da cabana...
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– Eminencia! – Disse o homem ao beijar a mão de Aro.
– Bom vê-lo de volta Felix. – Devolveu o Volturi. – Tens novidades para mim? – Perguntou esperançoso.
– Sim eminencia e além das novidades um convidado. – Respondeu Felix, um comandante do exercito inglês que havia se vendido como muitos da corte ao bispo e seu irmão.
– Convidado? – Questionou Caius ao lado do irmão e Felix assentiu.
– Sim... O duque Biers... Riley Biers veio a mando do imperador Henrique VI me acompanhar na volta e com vossa eminencia conversar. – Explicou Felix e Aro apenas assentiu... O tal duque foi apresentado e logo a conversa teve seu inicio...
– Henrique preferiu que a resposta a sua carta fosse dada pessoalmente por mim eminencia. – Afirmou Riley sorrindo.
– Muito gentil da parte dele. – Devolveu Aro. – Espero que ele tenha entendido que minha intenção não foi intervir em suas decisões, mas sim apenas remediar a situação... De certo Ricardo fez algo que não agradou ao imperador da Alemanha e isso é realmente diplomáticamente grave... – Dizia Aro.
– Gravíssimo eminencia... Gravíssimo! – Devolveu Riley, mas o fato é que o incidente diplomático tinha partido do duque Leopoldo da Áustria e em seguida do próprio imperados alemão que prendeu o rei Ricardo sem motivo aparente, mas sim senso de oportunidade e crueldade...
– Espero que nós daqui possamos algo fazer para ajudar a remediar. – Declarou o Volturi e Riley sorriu.
– De certo que sim... Nós na Alemanha entendemos que o momento é de crise para todos... E a politica de Ricardo tem dificultado o comercio internacional... O imperador pensou que ter acesso aos portos da Inglaterra e suas rotas de transporte marítimo seria proveitoso para toda a Europa... – Dizia Biers e Aro apenas analisava as palavras ouvidas.
– Ter acesso aos portos ingleses? – Questionou Caius e o duque assentiu... O bispo que nada tinha de ingênuo começava a entender que o imperador da Alemanha via naquele momento a oportunidade de se beneficiar da situação e é claro ele, Aro, permitiria contanto que tivesse parte nesse beneficio...
– As taxas cobradas nos portos ingleses são muito altas e dificultam o livre comercio... A Alemanha se vê obrigada a pagar tendo em vista que os portos ingleses estão em sua rota de transporte de mercadorias... Tendo a baixa na taxa as coisas se tornariam mais fáceis de inicio... – Explicava o duque Biers.
– Entendo que sim caro duque. – Falou Aro ainda pensativo e sabendo que esse não era o único motivo, existiria algo mais e logo iria descobrir... – Mas veja o rei Ricardo deve com isso concordar não é mesmo? – Perguntou incerto, mas na verdade estava jogando... Riley lhe fitou com intensidade...
– Para o imperador da Alemanha quem governa a Inglaterra nesse momento sois vós... Eminencia! – Afirmou direto e Aro sorriu. – O próprio pediu para avisar que no momento o melhor é manter Ricardo em seu retiro... O rei está deveras cansado... Exausto é o termo mais adequado, para afirmar a situação do rei diante de todo o período em que ele passou na Cruzada... Sendo assim o imperador acha por bem mantê-lo recluso, para que possa recuperar as energias e enfim voltar a governar. Sendo assim o melhor é vossa eminencia manter a ordem por aqui e é claro terá da parte da Alemanha todo respaldo necessário para fazê-lo.– Concluiu e Aro manteve-se entre o tranquilo e o curioso, mas por dentro festejava como uma criança.
– Caro duque Biers tens minha palavra que irie intervir nos assuntos referentes aos portos ingleses... E quanto a reclusão de Ricardo... Me alegra saber que o imperador, um bom amigo que é está ajudando meu cunhado a se restabelecer de sua estafa pós guerra. – Ressaltou ao fim... Ficara claro a partir daquele momento que o rei Ricardo estava sendo mantido prisioneiro na Alemanha por ordem do próprio imperador e mais... O imperador e Aro agora manteriam um acordo, lucrativo para ambos... E a Inglaterra agora além da crise era refém da Alemanha e os bolsos do bispo se encheriam a olhos vistos a cada minuto passado...
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Emmett e Jacob foram a mando de Edward visitar Goldan e ver como as coisas andavam por lá e aproveitando a visita buscar informações sobre novas remessas de ouro e prata que seriam enviadas para a corte como pagamento das malditas taxas impostas ao cidadãos ingleses... Goldan estava que era um só alvoroço e tudo por conta de um comunicado expedido pela coroa... Comunicado este que deixara a todos os moradores de Goldan agitados... Jacob conseguindo aproximar-se do documento afixado no meio da praça e ao ler arregalou os olhos...
– Pela santa... Isso não é bom! – Afirmou baixo, mas Emmett chegando até ele ouviu.
– O que não é bom? – Questionou e o Black apontando para o comunicado fez Emmett visualizar o mesmo, o grandão logo se viu tão ou mais assustado do que Jacob.
– Definitivamente isso não é bom! – Declarou McCarty... O comunicado como já era sabido chamava The Hood de “ladrão da coroa” e a ofertava mil moedas de ouro pelo paradeiro do homem, o comentário era geral e no meio disse se via as pessoas muito interessadas na recompensa, descobriram também que estava a cinco dias de Goldan uma tropa de soldados enviada da corte para auxiliar nas buscas do tal The Hood... Jacob e Emmett se entreolharam e mais do que depressa dali saíram...
– Precisamos voltar logo a Carlisle... O tempo não está a nosso favor nesse momento. – Afirmou Jacob subindo em sua montaria... A galope partiram... Os cascos dos cavalos praticamente não tinham contato com o solo de tão alta que era a velocidade que os cavaleiros impunham a seus animais...
– Quando essa tropa aqui chegar as coisas se tornarão ainda mais sérias... Um campo de guerra é o que vamos encontrar. – Declarou Emmett em evidente preocupação.
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A vila formada nos arredores das terras dos Newton andava a tempos pouco movimentada tendo em vista que muitos camponeses resolveram seguir Mike Newton se refugiando na floresta de Forks e mesmo depois da algum tempo ainda outros camponeses tomaram a mesma decisão, mesmo que tardia, e também se juntaram aos outros em Forks... James tendo lorde Newton como aliado... Um acuado e amedrontado aliado... Se apoderou de algumas cabanas abandonadas na vila fazendo-as como refugio seu e de seus soldados... As terras dos Newton ficavam a frente de Carlisle, afastadas da cidadela e das terras dos Swan e dos Cullen... Isso facilitava a saída e entrada de James e seus homens a região... Gigandet olhava o sol ao alto indicando o meio do dia, passando a mão na face sentiu o áspero da cicatriz... Sim, cicatriz agora existente em seu rosto por conta do ferimento que lady Swan lhe causara... Sentir aquela cicatriz deixava James irritado... Sentia-se humilhado por ter sido atingido por uma mulher e pior uma mulher que antes o havia rejeitado e agora o deixara marcado... Revolta dobrada que atingia em cheio sua masculinidade... Ele retirou a mão dali e sorriu voltando-se para dentro da cabana... O lenhador virava um copo atrás do outro... O vinho corria solto na mesa e espantava ver o quanto o homem já havia ingerido e ainda se mantinha consciente, mesmo que parcialmente... Sendo vencido pelo álcool o lenhador apagou...
– Será que passou dessa para melhor? – Questionou um dos soldados segurando o riso... James aproximou-se e tocando com o indicador a jugular do homem notou que ele apenas dormia.
– Apenas dorme! – Declarou e virando-se para os homens... – Vocês vão até Swan em uma carroça levando o nosso amigo aqui para casa... Anunciem nos portões que se trata do lenhador Maccoy... Já me informei assim que aqui na vila chegamos... Ele é conhecido em Swan... Vistam roupas normais para não darem na vista... Dentro da carroça levarão alguns galões de vinho... – Explicava passo a passo o que os soldados fariam... – Eu e os demais vamos nos aproximar pela ala leste e aguardar... Sejam o mais discreto que conseguirem... Esperem o dia declinar, sejam simpáticos com o povo, com a família do bêbado... Ao cair da noite a movimentação se encerra e fica fácil agir... Peguem alguns dos galões e joguem em volta dos muros da grande casa, façam com outro galão um rastro de vinho da grande casa até a carroça e toquem fogo na carroça depois de desatrelem o cavalo dela, saiam o mais rápido conseguirem de perto e se escondam... Quando a carroça estiver sendo consumida pelas chamas e o fogo lamber o vinho despejado em volta da casa vamos poder ver o alvoroço e de onde estivermos vamos reforçar o fogo com flechas flamejantes tenho certeza que os vigias se manterão entretidos e essa será a deixa para que vocês saiam...
– Não sei... Podemos ser pegos... Podem matar-nos. – Disse um dos soldados.
– Esse é o ponto... Volto a repetir o alvoroço será grande...Vocês terão até oportunidade de pegar o que quiserem na casa dos Swan, por exemplo... E ainda sairão sem serem vistos, basta serem discretos como estou falando... Nós lhes daremos cobertura deixando a festa um pouco mais movimentada atirando as flechas... Os telhados são de palha... Será questão de segundos para ver Swan em chamas! – Afirmou empolgado e os soldados sendo cruéis como eram gostaram da ideia e a viram ao final até como uma diversão.
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– De certo se enfiou em algum buraco cheio de vinho e lá sucumbiu. – Declarou Harry com respeito ao comentário de Sue sobre o desaparecimento do lenhador e do desespero de sua esposa a sua procura... Isabella aproximando-se ouviu o final da conversa.
– O homem ainda não apareceu? – Perguntou.
– Ainda não filha... A esposa está em desespero achando que algo de ruim lhe atingiu. – Explicou Sue.
– Maccoy é um infeliz, só tira a paz da esposa e filha e ainda assim se preocupam com ele. – Falou inconformada. – Veja se ela não está a necessitar de algo... Alimentos talvez. – Disse a nobre e a Clearwater assentiu...
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Desembestados como estavam Jacob e Emmett adentraram a floresta e os moradores se alarmaram com a movimentação... Edward fazia com Jasper, Mike e Ben a contagem das reservas que o grupo possuía para abastecer os moradores da floresta e ouviram quando os cavalos do Black e de McCarty relincharam parando bem próximos à gruta que agora servia de base para a vila... Edward saiu com Jasper ao seu lado e os rapazes logo atrás, John percebendo que algo estava errado se dirigiu na direção deles...
– Estão a tirar o pai da forca? – Perguntou Edward vendo os amigos apearem das montarias.
– As noticias não são boas! – Afirmou o Black... Logo os homens adentraram a gruta...
– Ladrão da coroa. – Repetiu Edward a frase que Emmett havia dito, sua mente começou a trabalhar em busca de alternativas...
– Tu sabes que o comentário em Carlisle é o de que o povo aqui de Forks tem sido ajudado por você e seu bando. – Lembrou Jacob.
– Seria o primeiro lugar que eles procurariam após conversar com os moradores. – Disse Mike.
– Iremos resistir! – Afirmou John decidido.
– Não é tão simples assim... Temos mulheres e crianças aqui... Pessoas inocentes... – Levantou Edward ainda pensativo.
– Isso tem o dedo de Gigandet... Tenho a certeza de que o tem! – Reclamou Jasper.
– Você precisa se esconder Edward. – Disse Mike preocupado.
– A maioria das cabanas está nas alturas, longe do chão... – Comentou Jasper chamando agora a atenção para si.
– Achamos que seria melhor, assim nos prevenimos do ataque de animais selvagens durante a noite. – Explicou John.
– Sim, de certo e foi uma boa ideia e a podemos usar a nosso favor nesse momento. – Voltou a ter a palavra Whitlock.
– Digas onde queres chegar de uma vez francês. – Falou Edward já impaciente.
– Se retirarmos as escadas, deixando-as suspensas vamos dificultar a invasão deles protegendo assim mulheres e crianças. – Continuou dizendo Jasper.
– Está sugerindo que façamos de Forks um campo de batalha? – Questionou Emmett e Edward arregalou os olhos.
– Nunca! Em definitivo não Jasper... Volto a repetir temos inocentes aqui. – Disse o Cullen firme e para os que o conheciam aquela reação não combinava com quem ele sempre demonstrara ser... Um egoísta oportunista que mesmo ajudando outrem via como podia se beneficiar... Algo estava mudando o interior de nosso The Hood e ele nem se dava conta.
– Estou apenas antevendo a possibilidade... Mas isso seria o extremo... Antes de aqui chegassem eles passariam por armadilhas e dificuldades até porem os pés em nossa vila. – Afirmou Jasper confiante.
– Certo Jass... Explica-nos direito essa sua ideia. – Pediu Jacob.
– Sim, claro... Vamos fazer dos arredores da floresta uma grande ratoeira... – Começou empolgado e os rapazes ali presentes atentos ouviam...
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Os homens de Gigandet começaram a agir, saíram os dois soldados na carroça tendo o lenhador jogado na traseira ao lado dos galões de vinho e ainda desacordado... James e os demais saíram tempos depois... O plano seria executado como o combinado e se tudo desse certo até o final daquele dia Swan estaria em ruinas... Isabella tranquila inspecionava a colheita feita no dia anterior e junto com Harry fazia a partilha dos mantimentos para distribuir ao povo da vila de Swan... Desde que a crise começara lorde Swan resolvera fazer isso auxiliando seu povo e reforçando assim a alimentação daqueles que pouco conseguiam por esforços próprios e Isabella mantivera essa ideia... Os portões de Swan estavam fechados seguindo as ordens de sua dona e senhora... Mas os vigias ao verem a carroça ficaram atentos...
– Pedimos passagem... Estamos aqui com o lenhador Maccoy. – Disse um dos soldados, os dois sentinelas daquele turno se entreolharam... Um deles pendurou-se ao parapeito para ver melhor e constatou ser realmente Maccoy ali desacordado.
– O encontramos caído na entrada da taverna Denalli, o reconhecemos e já que íamos por aqui passar resolvemos traze-lo. – Declarou o outro convencendo por fim os sentinelas que abrindo o portão os deixaram passar... Os soldados contiveram o sorriso de vitória... A carroça seguiu Swan adentro... Pediram informações de onde era a casa do lenhador e recebendo resposta dirigiram-se para lá... Ao chegarem a esposa do bêbado viu o marido ser retirado da carroça.
– Mãe de Deus! – Exclamou em evidente preocupação...
– Acalma-te mulher, ele apenas dorme por conta da bebedeira. – Disse um dos soldados... A esposa do lenhador agradecida lhes ofereceu um bocado de pão e leite e eles seguindo a orientação de Gigandet aceitaram... Pararam a carroça próxima a grande casa e observaram a movimentação, se misturaram com o povo... Diziam-se donos de uma pequena taberna no caminho para Goldan e usando essa desculpa ainda disseram ser esse o motivo de conhecer o lenhador... O dia passou com os soldados no meio do povo que de longe imaginava serem eles aliados de Gigandet, um inimigo.
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– Armadilhas de caça irão nos ajudar. – Afirmou Emmett colocando sua ideia junto com as dos demais que pontuavam o que achavam pertinente para manter Forks um lugar seguro para seus moradores e perigoso para seus indesejados visitantes...
– Sim de certo podemos criar armadilhas, grandes buracos e cobri-los dando a impressão de que o solo está firme e pode-se pisar... – Dizia Jacob.
– Vamos redobrar o numero de vigias e aumentar os turnos. – Declarou Mike.
– John acha possível fazer acima da cabana de Edward uma guarita para ali manter um sentinela? – Perguntou Jasper.
– Perfeitamente possível. – Respondeu John.
– China vamos precisar de muita pólvora! – Disse Mike.
– Sem problemas, preciso apenas da matéria prima... Salitre, carvão e enxofre... Teremos a quantidade de pólvora que quiserem. – Declarou Cheney.
– Eu acho muito louvável toda essa mobilização, mas... Com minha cabeça a premio vai ficar difícil achar um lugar que não me encontrem... Até aqui mesmo... São mil moedas de ouro... Para esse povo que nunca teve lá grandes coisas... Mil moedas é uma fortuna e atiça até o coração mais bondoso. – Soltou o Cullen.
– O povo aqui lhe venera The Hood... Jamais o entregaríamos, antes lutaríamos contigo... Temos por ti gratidão... Nos defendeu e ajudou... Agora é nossa vez de retribuir. – Afirmou John chamando a atenção de todos e as ideias voltaram a fluir, mas Edward se manteve pensativo sem é claro deixar de prestar atenção no que era falado...
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Fogo... Artimanha que aquece e ao mesmo tempo consome... Traz luz ao passo que destrói... James e seus soldados estavam cada vez mais se utilizando dessa artimanha e satisfeitos sabiam se tratar isso de uma solução rápida para necessidades imediatas, suas necessidades imediatas... A vingança de Gigandet era colocada em prática e enquanto as chamas subiam, rápidas e mortais os moradores de Swan assustados agitaram-se... Isabella que estava preparando-se para se recolher ouviu alarmada a gritaria dos homens do lado de fora de sua casa... Sue e todos da casa também se alarmaram e logo saíram... Em volta da grande casa existia um circulo de fogo com altas chamas... O desespero intensificou-se ao ver vir do alto flechas flamejantes que iluminavam o céu e ao caírem atingiam tudo o que encontravam pela frente, telhados, arvores, grama, madeira... A gritaria era imensa... Felizes James e seus homens festejavam vendo ao longe Swan incendiar, os dois soldados ao invés de adentrar a grande casa preferiram fugir ao notar que o fogo estava agora incontrolável... As chamas iam alto despertando a atenção ao longe e logo na floresta o alarde se fez, Edward foi chamado e a correria por ali também começou... A fumaça de longe se via misturando-se ao alaranjado céu por conta da despedida do sol assustando ainda mais quem notava... Todos se agitavam na tentativa vã de conter a destruição desenfreada, o desespero era palpável, a gritaria ensurdecedora...
– Tragam mais agua... – Ordenava aos berros... A nobre tentava como podia conter as chamas que aproximavam-se de sua casa... Na vila famílias e mais famílias tentavam fazer o mesmo ao ver o fogo se espalhando pelos telhados de palha e descendo em direção a madeira que servia de edificação e acabamento para as cabanas... A tragédia estava armada... Pessoas na tentativa de conter o estrago se queimavam... O desespero era imenso...
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– FOGO! – Havia gritado um dos vigias da vila em Forks chamando a atenção dos homens que na gruta ainda discutiam como iriam dar inicio aos seus planos no dia seguinte... Logo todos estavam do lado de fora vendo o fogo ao longe... Esse tinha sido o alerta que levara The Hood e seus "templários" agirem...
– É em Swan! – Afirmara Emmett... Nolan que brincava com alguns meninos paralisado ficou ao ver o fogo... Aquilo lhe fazia lembrar-se da mãe, do sofrimento que passara e o medo lhe atingia fazendo-o tremer... Paige agarrou-se a Druides e logo começou a chorar...
– Vamos... Rápido... Vamos até lá! – Ordenara Edward já correndo em direção ao seu cavalo... O povo de Swan tentava de todas as formas conter a devastação... Em disparada Edward, seus amigos e os homens da vila em Forks aproximaram-se de Swan, adentrando pela parte que dava acesso a nascente... O caos era nítido, as pessoas em desespero corriam de um lado a outro e o fogo lambia a vida daquelas terras deixando morte no lugar... Alguns feridos foram encontrados pelo caminho... O coração de nosso rebelde The Hood em disparada queria com desespero ver Isabella Swan com vida... Emmett ao seu lado só pensava em sua Rose enquanto Jacob preocupado queria rever Leah... Tentaram ajudar como puderam enquanto iam se aproximando da grande casa... Isabella ainda gritava ordens e mais ordens, mas vencida desistiu e calada apenas permaneceu olhando... – Não tem mais jeito! – Esboçou com tristeza ao ver as chamas invadirem sua casa... Sua vida fora ali... Ali nascera e crescera... A história de sua família ali se fizera, anos e tradições... Não iria restar nada, nada, pensava derrotada a Swan e as lagrimas é claro a atingiram... Sue a abraçou e ela se deixou abraçar... Todos tristes, abatidos agora assistiam as labaredas consumindo a construção feita por gerações e gerações dos Swan... Edward conseguiu aproximar-se... Emmett encontrou uma Rosalie aos prantos, desesperada... O mesmo ocorreu com Jacob ao rever Leah com os olhos arregalados em direção ao fogo... Uma dor dilacerante atingiu o coração e alma da Swan a deixando ensandecida e fora de si caminhou a largas passadas em direção as chamas... Sua mente enfraquecida lhe dizia para tentar resgatar o que fosse possível de sua história, os pertences de seus pais...
– Isabella... Filha! – Gritou Sue... Edward ao notar a loucura que ela cometeria correu logo a alcançando e agarrando-a conteve seu caminhar... Ela esmurrou o tórax do rapaz como pode e ele apenas a abraçava... Aos berros ela pedia para que a soltasse, mas o Cullen não deu-lhe ouvidos... O choro voltou forte e lhe calou e nos braços do Cullen ela desfaleceu por conta da dor em sua alma...
Spoiler —
Percebeu a construção da guarita acima de sua nova casa, mas o que de fato lhe despertou foi ouvir a palavra “ataque” acompanhada de “espera”... Esse fato deixou-o em alerta e o corajoso infante quis sua parte fazer... As pequeninas mãos pegaram com esforço uma das espadas que já prontas eram levadas ao local de armazenamento... Arrastou por alguns centímetros...
– Nolan por todos os santos... Larga isto! – Esbravejou preocupada a nobre Swan.
– Eu vai ajuda... Vai defende Foiks! – Disse fazendo um esforço acima do normal para falar por conta da força que ainda depositava ao puxar a espada...
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