The Hood
2 Achado não é roubado
Notas iniciais
“O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém”. William Shakespeare
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– Música sugerida (Cry of the Celts — Full version) -
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– Já não era sem tempo... Conseguir os camelos foi penoso devo deixar registrado. – Reclamava o filho do ferreiro Black... Jacob estava a horas esperando seus companheiros...
– Estava enganchado em Zafrina. – Soltou Jasper justificando a demora do Cullen e subindo na corcunda de um dos camelos preparou-se para sair, já o Black ao entender o motivo revirou os olhos.
– Não podem me culpar cavalheiros... Nenhum pecador resistiria. – Afirmou Edward ao subir em outro camelo.
– Teus pecados estão passando da conta Edward. – Devolveu Jacob e Emmett riu sendo seguido por todos os outros.
– Andemos com isso... Ascalon nos espera! – Afirmou Jasper no momento em que o animal se levantava para partir... Os homens seguiram viagem, cobertos até a cabeça com panos protegendo-os dos vendavais comuns do deserto da Palestina... Mike os aguardava a entrada da cidade, escondido...
– As catacumbas ficam próximas... O melhor é irmos lá depois do sol se por... A cidade está em trégua por esses dias... Tudo tranquilo! – Afirmou.
– Então chegamos a hora propicia logo o sol declina. – Declarou Jacob satisfeito... Apearam das montarias e se juntaram a Mike em sua improvisada acomodação.
– Estão dizendo que Saladino vai vencer. – Soltou Jacob.
– Pouco me importa contanto que nossa parte fique garantida. – Declarou Jasper.
– Nisso concordo! – Afirmou Mike... A hora adequada se estabeleceu e os homens seguiram rumo às catacumbas de Ascalon, local ignorado pela maioria, salvo o Cullen e seu grupo que há tempos havia sido agraciado por uma descoberta inusitada e mais do que bem vinda logo que chegaram a Jerusalém lembrava-se Edward enquanto os camelos se movimentavam...
Flash Back On
A batalha estava acirrada, mouros e cristãos se engalfinhavam de forma mortal... O olhar sanguinário era tudo o que se via no fronte... Edward Cullen logo se destacara por seu dom em estratégias e por sua habilidade em arco e flecha... Sendo considerado o melhor arqueiro do exercito britânico pelo próprio Ricardo Coração de Leão... Com ele juntaram-se ao grupo Jacob filho do ferreiro Black de Swan e Mike Newton filho do Lorde Newton e é claro Emmett McCarty que nascera filho de camponeses das terras dos Cullen e se tornara o fiel escudeiro de Edward por escolha de seu pai o que não foi aos olhos do filho uma errada escolha já que ambos cresceram juntos... As trincheiras lavadas de sangue ostentavam corpos e mais corpos inertes em meio aquela violenta a já sem sentido guerra... Os homens liderados por Edward se distanciaram do confronto buscando refugio... Os escombros de uma casa foi o abrigo escolhido e ali estava escondido muito mais do que escombros... Edward entrou primeiro com arco e flecha em mãos, preparado para o ataque tendo Emmett ao seu lado... Os amigos se entreolharam ao ouvir um remexer de madeira, algo como moveis, e se empertigaram no lugar... Emmett notando ser do seu lado indicou com o olhar para o seu senhor, Edward que por habito se mantinha encapuzado assentiu permitindo que Emmett visse seu nariz se movimentando em afirmativa...
– Ok! – Devolveu baixinho o Cullen seguindo-o... Os rapazes logo atrás se mantinham alerta... Ao entrarem no cômodo suspeito encontraram um jovem soldado vasculhando o lugar... Esse rapidamente se colocou em posição de ataque escondendo por trás de si algo ainda misterioso aos demais...
– Abaixem as armas cavalheiros. – Pediu Edward sem tirar seus olhos do rapaz a sua frente, o rapaz fazia o mesmo o analisando... Retirando o capuz da cabeça permitiu que o jovem o visse sem camuflagem... — És cristão ou sarraceno? – Questionou firme.
– Cristão milorde... Jasper Whitlock um seu criado. – Afirmou o rapaz se curvando ligeiramente, Edward fitou Emmett e Jacob ao seu outro lado.
– O sotaque... – Disse Jacob estreitando os olhos...
– Francês... Mas sou parte inglês. – Afirmou Jasper cortando o Black, sua posição de guarda agora deixava clara que ele não queria sair de onde estava e ao que parecia era um antigo móvel com as gavetas abertas.
– Acho que lhe atrapalhamos em algo caro colega... – Esboçou Edward com um sorriso vitorioso nos lábios... Jasper de imediato notou que levantar a espada e encobrir sua descoberta seria sua morte.
– Os nobres colegas em nada me atrapalham... Imagine! – Soltou devolvendo o sorriso... Whitlock foi obrigado a compartilhar com aqueles ingleses sua descoberta do contrario ficaria sem nada, presumiu...
– Lendas de tesouro... Isso é conto da carochinha... – Comentou Jacob, mas ao verem mapas e mais mapas com localizações precisas tiveram a certeza de se tratar aquilo de uma imensa e bem sucedida possibilidade...
– Pode até ser Jake, mas não custa nada tentar... Vejamos, não podemos voltar para casa... Não ainda, e ficar aqui embrenhados nas trincheiras acredito não ser desejo da maioria... – Retrucou Edward e Jasper apenas os analisava.
– Tens razão... Não aguento mais esse cheiro agourente de sangue nas narinas. – Reclamou o Newton.
– Bem... Devo acrescentar aos nobres colegas que cheguei até esses mapas conduzido pelas palavras de um padre moribundo que fez sua peregrinação quando jovem por essas tortuosas estradas. – Confessava Jasper. – Como me vi na oportunidade de vir para cá, achei muito mais proveitoso destrinchar o que me fora contado do que me perder no meio dessa guerra sem sentido... – Esclareceu e todos concordaram... A conversa prosseguiu e Jasper agora mais confortável contou-lhes como até ali chegara...
– O que se conta é que o rei Salomão foi um dos homens mais poderosos de sua época... – Dizia Edward.
– E rico também! – Afirmou Emmett completando as palavras e seu senhor e todos assentiram.
– Se de fato isso for verdade... Se esses mapas nos levarem até os despojos dele... Bem, estaremos mais do que ricos... – Comentou Jacob sorrindo.
– Poderias comprar um pequeno país e ainda manter-se rico homem. – Retrucou Whitlock satisfeito, o silencio se estabeleceu por alguns instantes...
– Emmett ainda tens contigo algum vinho? – Questionou Edward e o McCarty virou-se para ele interrogativo... – Brindes selam acordos! – Devolveu esclarecendo sua intenção e Emmett de pronto pegou de seus pertences uma garrafa com vinho pela metade... Todos se mantiveram atentos a um Edward com agora a garrafa na mão. – Proponho um pacto... – Disse firme pegando na mão o punhal escondido entre suas vestes. – Um acordo entre cavalheiros... – Explicava... – Vamos juntos buscar esse tesouro e... Unidos vamos defender um ao outro...
– Uma irmandade... – Soltou Jacob e Edward assentiu.
– Meus caros, temos a nós e apenas a nós... Nada a nossa volta é seguro... Essa guerra como bem falou nosso caro amigo francês é sem sentido algum e a mesma ou nos levará de volta derrotados ou nos levará para o além... E eu não quero nenhum nem outro... – Dizia mantendo a firmeza e o silencio consentidor se mantinha.
– O que propõe de fato Cullen? – Perguntou Jasper tentando decifrar a verdade por trás de tais palavras.
– Uma irmandade como Jacob sugeriu... – Declarou seguro.
– Seremos um grupo... Ok... Mas que desculpa daremos aos demais nobres que nos verão juntos o tempo todo? – Questionou Newton.
– Ora Newton... Onde está o seu espirito cristão? Vamos defender os desfavorecidos e oprimidos... Vamos fundar uma ordem... – Afirmou o Cullen segurando o deboche e Emmett revirou os olhos.
– Fale a sério Edward... – Reclamou Jacob.
– Mas estou falando a sério... – Devolveu Edward sorrindo. — Seremos para que todos vejam um grupo preocupado em manter os inocentes protegidos, e até podemos fazê-lo se isso nos convier é claro... – Soltou sorrindo. — E no meio do caminho vamos atrás do que realmente interessa...
– O tesouro é claro! – Afirmou Mike...
– Precisamos de um nome. Disse Jacob satisfeito com a ideia...
– Esse tesouro estava em sua maioria no templo que Salomão construiu para Deus, correto? – Soltou o Cullen e todos assentiram. – Então poderíamos ser um grupo de cavaleiros... – Dizia pensativo. – Cavaleiros... Templários... Exatamente... Cavaleiros templários em defesa dos fracos e oprimidos... Seremos bem feitores amando ao próximo como a nós mesmos assim ordenado nas sagradas escrituras. – Afirmava e todos em negativa com a cabeça sorriram sabendo se tratar aquilo de uma embromação.
– Sugestivo... – Devolveu Jasper notando no inglês que acabara de conhecer um talento nato para a manipulação e sorrindo manteve seus olhos nele entendendo que ao lado dele se daria bem...
– Com certeza, ainda mais se o próximo trouxer consigo muitas moedas. – Soltou Jacob bem humorado.
– Heresia! – Afirmou Emmett e Edward lhe fitou com seriedade extrema.
– Todos aqui somos devotos de Cristo... Correto? Questionou o Cullen fitando um por um e parando novamente em Emmett, todos assentiram inclusive o McCarty. – Então em nada estamos sendo hereges Emmett... Afirmou mantendo a seriedade e todos se calaram... Edward levantou o punhal e o levando a mão fez um pequeno corte, passou o punhal para Jasper que estava sentado ao seu lado e o francês pegando de sua mão o punhal fez um pequeno corte em sua mão, o mesmo foi feito por Mike e depois Jacob... Na vez de Emmett...
– McCarty não precisa, sendo meu servo meu pacto já lhe serve. — Soltou e Emmett abaixou a cabeça se mantendo conformado já que não tinha opção... — Pela cruz e pela ordem! – Afirmou Edward criando a frase ao concretizar o pacto ligando sua mão a de Jasper e os demais também o fizeram unindo com o ato o seu sangue...
– Pela cruz e pela ordem! Declararam em uníssono...
Flash Back Of
Voltando a si sorriu ao vislumbrar a cicatriz que carregava na palma da mão esquerda como lembrança daquele dia, Edward notou os rapazes apeando dos camelos e a frente Jasper com o mapa em mãos já observava atento Mike com a bússola em suas mãos...
– Precisamos descer e caminhar na direção sul. – Afirmou Mike assim que Edward os alcançou, o local estava totalmente deserto, mas por garantia Emmett e Jacob ficaram de prontidão e os outros se adiantaram adentrando as catacumbas, ninguém poderia se quer sonhar sobre o motivo de um grupo de soldados estarem ali naquela região esquecida por deus... O grupo caminhou sendo guiado por tochas na direção que Jasper e Mike indicavam... Foram árduos minutos naquelas cavernas que davam arrepios de tão gélidas...
– É como sempre digo o “X” marca o local. – Afirmou Jasper sorrindo para Mike.
– E é como eu sempre digo, agora o trabalho pesado começa! – Exclamou Emmett ao aproximar-se depois dele e Jacob terem a certeza de não estarem sendo seguidos...
– Sem moleza homem... Imagine o que nos aguarda atrás desses muros... – Soltou Edward batendo no ombro de Emmett... Com marretas e machados as paredes à frente foram destruídas e o que veio a seguir os deixou perplexos... As tochas pouco iluminavam, mas era o suficiente para ver a imensidão daquela antiga sala, e tão imenso quanto a sala eram os valiosos objetos ali guardados.
– Pela santa... – Esboçou um boquiaberto Jacob.
– Mas... Mas... Mas isso é... – Tentava expressar-se o loiro Newton...
– Pela cruz e pela ordem! – Declarou altivo. — Bem vindos aos despojos do rei Salomão! – Afirmou Jasper com um sorriso escancarado nos lábios...
– Pela cruz e pela ordem! Gritaram todos com entusiasmo... Edward cruzando os braços apenas admirava a majestade daquele momento, todos os esforços esgueirando-se por tortuosos caminhos em meio aquela guerra sem sentido, em sua opinião, agora eram recompensados, concluía respirando fundo o cheiro da riqueza ali esquecida...
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O olhar distante denunciava a angustiosa melancolia da jovem rainha que há dias se via aflita pela falta de noticias de seu rei...
– O que tens querida irmã? – Perguntou o homem que ostentava um traje negro com detalhes vermelhos e em sua cabeça um solidéu também vermelho, na mão direita um anel dourado com símbolos episcopais o identificava como a autoridade eclesiástica que tanto fazia questão de mostrar...
– Faz dois meses que Ricardo não dá noticias. – Respondeu Berengária com a voz tristonha. –Estou aflita Aro! – Afirmou com olhos suplicantes pegando na mão do irmão, o homem em nada abalado queria na verdade suspirar de tédio e desejava assim como ela noticias de Ricardo Coração de Leão, mas as noticias que ambos queriam em nada se igualavam... A rainha desejava receber de volta o marido vindo são e salva da guerra, já Dom Volturi ansiava por noticias fatais que lhe dariam oportunidades infinitas de conquistar mais e mais poder e riquezas...
– Acalma-te minha querida, faças o seguinte permaneça com suas preces que eu farei o mesmo... Meu querido cunhado em breve retornará... Tenha fé! – Afirmou colocando nos lábios um sorriso amável e a jovem mulher um tanto débil achava se tratar realmente de cuidados de um querido irmão por ela... Aro retirou-se dos aposentos reais e se encaminhou para a sala do trono...
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– Esperava-te para a contagem. — Afirmou o irmão.
– Estava a bajular Berengária... Que chateação! — Soltou enfadado.
– A falta de noticias de Ricardo a tem deixado assim. Falou Caius.
– De fato essa falta de noticias não nos ajuda... Bom seria se logo viessem e nos presenteassem com o que tanto desejamos. — Soltou Aro com um sorriso escarnecedor nos lábios. – Uma terra sem rei e sem herdeiro deve ser acolhida pela igreja é claro.– Constatou e Caius sorriu em resposta. — Como estamos? — Questionou com respeito à arrecadação de impostos...
– Estava a sua espera para chamar o tesoureiro. – Respondeu Caius.
– Pois faça-o entrar de uma vez. — Declarou o clérigo.
– Eminência. — Disse Jason Jenks ao adentrar a nobre sala e Aro lhe devolveu o cumprimento com um aceno... Passaram os três a observar os cálculos e relatórios feitos por Jason, tesoureiro do rei...
– Esperava mais, as terras do norte bem como as do oeste não mandaram o esperado. — Afirmava Caius Volturi.
– Veja senhor a crise é grande! — Declarou Jenks.
– Pouco me importa se estão em crise ou não... É como dizem as escrituras “A Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”... Diga a guarda real para impor a ordem... Ou pagam ou vão presos... Ou... Morrem... Temos que cumprir a lei do contrario a libertinagem irá se agigantar... — Dizia Aro caminhando com as mãos cruzadas nas costas... A situação era realmente critica... Toda a Inglaterra passava por uma crise sem precedentes diante da ausência de seu rei misturada ao reflexo da guerra que retirara do país os recursos financeiros para atender a população e aliada a falta de muitos homens os postos de trabalho estavam desfalcados principalmente no setor agrícola que era responsável pelo abastecimento da população, o comércio estava parado, ninguém negociava e só se mantinham em pé aqueles que precavidos possuíam muitas posses e dessas mantinham ainda outras garantias, a maioria da população estava sem o que comer e sem onde buscar alimento... O povo andava desnorteado e sentindo-se humilhado pela mão de ferro que se instalara na corte e que com a mão grande esvaziava dia a dia os cofres públicos já tão castigados... Mas o homem de bata e seu irmão não estavam se importando com o povo e sim com seus bolsos... Um dos serviçais adentraram ao grande salão e Aro com a expressão séria ordenou que falasse.
– Eminência alguns nobres desejam ver a rainha. — Declarou temeroso e Aro voltou seus olhos para Caius, o irmão mais novo demonstrou com o olhar que o melhor era atendê-los.
– Diga que entrem. — Afirmou e o criado de imediato o fez... Tão logo fora permitido adentraram ao local os Lordes Cullen, Swan e Newton... – Ora que felicidade recebe-los. — Afirmou Aro e apenas lorde Newton o cumprimentou com o habitual beijo em cima do anel episcopal... Aro sentiu de imediato a afronta de Carlisle e Charlie e em resposta retirou dos lábios o sorriso adotando em seguida um semblante sério.
– Queremos falar com a rainha. — Declarou Carlisle.
– Sinto muito caros nobres, mas minha querida irmã está impossibilitada de recebê-los, uma indisposição leve a aflige. – Afirmou Aro, Carlisle e Charlie se entreolharam. – Contudo coloco-me a disposição para lhes dar plena atenção, algum problema? – Perguntou ainda sério.
– Se temos algum problema? — Devolveu Charlie com uma impaciência a olhos vistos. – Veja... Eminência... O reino está a sucumbir... O povo a quase mendigar... E o senhor nos pergunta se há algum problema? – Soltou com irritação contida.
– Entendo a angustia em seus olhos e compartilho da mesma, porém devo acrescentar que toda a ajuda que a rainha pode dar está sendo disponibilizada... É desejo dela e com certeza de seu rei que o povo fique bem, mas infelizmente muito pouco podemos fazer... – Ponderava falsamente o clérigo.
– Poderiam começar diminuindo o valor dos impostos ao invés de aumenta-los... – Jogou Carlisle.
– Lorde Cullen o valor que se cobra é ínfimo... – Explicava Caius.
– Ínfimo? – Soltou Charlie em raivoso riso. – Estão a brincar conosco só pode ser... O povo está passando necessidade e a corte ao invés de abaixar as altas taxas que tem imposto declara que as mesmas são ínfimas? Ora veja lorde Volturi o rei Ricardo jamais deixaria seu povo a mingua, antes providenciaria socorro ao invés de porrete. – Declarou intimidando Caius.
– Está sugerindo que a rainha anda usando de violência milorde? – Questionou Caius em provocação.
– O que meu nobre amigo expõe é o que tem ocorrido aos pobres coitados que não tem pago seus impostos, meu povo mesmo não tem podido cumprir com as altas taxas que a corte implantou. Afirmou Carlisle tentando remediar, embora ainda mantivesse a expressão de revolta.
– Saibam que tal acusação é uma afronta a coroa. — Declarou Caius e Aro apenas observava. – Por muito menos pessoas foram levadas a guilhotina em minha terra. – Declarou com desdém carregando no sotaque italiano.
– Isso é uma ameaça? – Perguntou lorde Swan colocando a mão na espada que mantinha na cintura.
– Isso é uma advertência vinda do cunhado do rei a quem os caros nobres deveriam respeitar e não agredir. Devolveu.
– Senhores, senhores... Temperança... Paz... É do que precisamos e não de guerra. – Afirmou com demasiada calma o clérigo Volturi. – Iremos conversar com a rainha, vejam... Eu como representante da igreja acompanhado de meu querido irmão estamos aqui apenas para manter a paz nessa tão amada terra, jamais desejaríamos algo mais do que isso, longe de nós... Pela santa igreja lhes digo, a rainha Berengária irá rever a situação e não permitirá é claro que o povo padeça, mas precisamos como peço manter a calma. – Dizia mantendo a mansidão em sua voz sem deixar de trocar olhares significativos com seu irmão... A enrolação levou os lordes a se retirarem na expectativa de que a rainha fosse agir favorecendo o povo e o tesoureiro do rei os acompanhou...
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– E tu Jenks, estás mancomunado com esta corja? – Questionou ainda em ira Charlie Swan.
– Por quem me toma lorde Swan, sou homem de paz e devoto de Cristo, jamais estaria mancomunado com algo ilícito e afirmo estás blasfemando contra Dom Volturi e seu irmão... – Soltou irritado, mas no fundo a atitude era na verdade de ataque para manter suas reais intensões camufladas... Sim, John Jenks estava fazendo vista grossa diante da roubalheira que os irmãos estavam cometendo ao aumentar os impostos a olhos vistos depois que se prevalecendo do parentesco com a rainha usurpavam na cara larga o trono de Ricardo, o tesoureiro estava levando sua parte e por isso pouco se importava.
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– Mantenha os olhos e ouvidos em cima de lorde Cullen e lorde Swan... Vamos ter que calar esses dois, do contrário em breve teremos que conter um grupo muito maior de rebeldes e pior... Rebeldes nobres! – Ordenou Aro ao irmão que assentindo saiu da sala... O bispo voltou-se para a grande cruz atrás do trono, em reverencia curvou-se e dando as costas para o símbolo sorriu sentindo-se como de costume superior acima do bem e do mal...
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A densa neblina ainda era vista nas campinas... Muito cedo, pensou Isabella ao avistar de seu quarto o horizonte, resolveu descer e se esquentar um pouco mais tomando um chá próxima a lareira já que o sono já tinha lhe abandonado... Ao chegar à cozinha deu de cara com Sue em seus afazeres diários...
– Tão cedo filha? – Perguntou Sue Clearwater... – Deverias ter chamado Rosalie para auxiliar-te e vir em busca de teu café... – Dizia e antes que Isabella responde-se de longe se ouviu um choro de criança e as duas se alarmaram... Lady Swan ganhou a porta de acesso aos fundos da grande casa e viu encolhida num canto uma menina com seus dez anos no máximo...
– O que houve criança? – Questionou ao colocar-se na altura da pequena que fungando lhe observou a face preocupada.
– Meu pai... Está batendo em... Mi... Minha mãe! – Afirmou chorosa e Isabella arregalando os olhos se encheu de ira.
– Onde? – Perguntou já nervosa. – Me diga onde criança. – Ordenou e antes que a menina falasse Isabella voltou-se para dentro da casa e sem nada pensar foi em direção ao salão de armas pegando a primeira espada que viu, caminhou a passos largos e decidida de volta ao lado de fora e Sue a acompanhando limpava as mãos no avental que usava já temerosa do que estava por vir.
– Isabella pelos santos, o que vais fazer? – Perguntou a senhora seguindo-a e a jovem não lhe dando ouvidos continuou.
– Me mostre! – Ordenou mais uma vez e a menina tremendo levantou-se e caminhando levou Isabella a pequena cabana em uma estreita estrada próxima a vila das terras de Swan... O barulho de longe era ouvido, coisas sendo quebradas e um choro fino e sentido... Isabella adentrou ao casebre sem importar-se com a educação, Sue em seu encalço mantinha-se e flita sendo seguida pela menina filha do casal e mais alguns curiosos, ao se colocar dentro da pequenina e humilde construção de palha e sapê a Swan vislumbrou o homem tentando agora sufocar a pobre mulher. – Largue-a! – Gritou e o grosseiro lenhador virou-se sem tirar as mãos da esposa... Os olhos ejetados e vermelhos denunciavam a bebedeira da madrugada. – Mandei larga-la maldito! — Afirmou mostrando a espada e o homem bufando, sem notar de quem realmente se tratava largou a esposa voltando-se de forma ameaçadora para Isabella.
– Quem pensas que és para minha casa invadir? Questionou com a voz grossa.
– Quem sou? Devolveu sem medo. – Sou a mulher que vais lhe dar uma coça inesquecível se mais uma vez tocares alguém por aqui. Afirmou com empáfia e o homem arregalando os olhos fez menção de gargalhar e dando mais um passo...
– Ora sua vagabunda, coloque-se em seu lugar... — O homem mal terminou de falar e a ponta da espada que Isabella carregava já estava em sua jugular, pressionando...
– Seu bastardo miserável, irás sair de minhas terras agora... Swan não é mais lugar pra você... Abutre! – Exclamou e num segundo o pôs no chão tendo em resposta os olhos arregalados do homem que se perguntava... Como? Como uma jovem miúda conseguira lhe derrubar? Isabella tinha em suas veias o sangue dos celtas, um povo obstinado onde as mulheres em sua maioria eram criadas livres tendo os mesmos direitos à escolha que os homens... Sua mãe era assim, forte, intensa e fora por isso que o jovem Charlie Swan a escolhera para esposa... Renée e Charlie se conheceram em um festival nas terras de Carlisle, naquela época os festivais já eram o apogeu na vida dos moradores fossem eles nobres ou camponeses, feiras ricas em artesanato, artistas mambembes e músicos expondo cantigas tradicionais e antigas, a jovem Renée na época encantara-se pelo lorde Swan e decidida não desistiu do moço até que o mesmo lhe propusesse matrimonio... Isabella fora criada pela mãe com liberdade e o marido nunca intervira na educação puramente celta vinda das raízes de Renée, portanto a jovem Isabella passara por escolha própria por treinamentos na arte da luta e espadas assim como todos os jovens de Swan e era conhecida por todos por sua valentia e agilidade, não fora difícil naquele instante derrubar o homem que já bêbado cambaleava em seus próprios pés. – Ninguém sem dignidade me enfrenta a sai ileso... Seu verme... – Dizia empurrando-o com as botas e a pobre mulher, esposa do agora abatido lenhador, foi ao seu encontro...
– Por favor, lady Swan não o mate! — Pediu segurando a cabeça do marido que atordoado ao ouvir o nome Swan tremeu em constatação.
– Não é possível, vais querê-lo ainda aqui? — Questionou Isabella inconformada ao retirar do pescoço do homem a ponta da espada.
– Como ficaria sozinha com uma filha para criar milady? – Questionou temerosa e a jovem Swan soltou o ar com força.
– Em Swan mulher alguma passa necessidade! — Afirmou e de imediato curvou-se em direção ao homem ainda assustado. – Se esta feita se repetir arrancar-lhe-ei o pescoço a unha... Que fique avisado! – Afirmou se retirando do casebre no instante seguinte e de forma altiva retornou a sua casa sendo seguida por uma calada Sue e observada com reverência pelos moradores do vilarejo que cercava a grande casa dos Swan...
**
Os rapazes avaliavam com profundo esmero cada peça e jóia ali encontrada bem como pergaminhos e mais pergaminhos com escritos referentes a Deus e sua criação, grandes e imponentes peças de ouro, prata e bronze se viam em grande quantidade... O valor de tal material era incalculável e poderia com tranquilidade sustentar uma cidade...
– Como vamos tirar isso daqui Cullen? – Perguntou Jasper colocando-se ao lado de Edward, o jovem nobre estava há vários minutos se perguntando a mesma coisa...
– Nossa nunca vi tanta riqueza em um só lugar, mas que fede... Fede! – Soltou Emmett cobrindo as narinas em sinal de proteção visto que aqueles objetos estavam ali a muito tempo praticamente enterrados e em volta só existiam pequenos e rastejantes insetos e muito sujeira levando-os a sentir tal odor desagradável... No mesmo instante o Cullen teve sua resposta sorrindo em reflexo e levando Whitlock a franzir a testa confuso.
– É isso... Você é um gênio Emmett! – Afirmou entusiasmado.
– Sou? — Perguntou surpreso. – Sim, com certeza que sou! – Devolveu também sorrindo e todos permaneceram interrogativos menos o Cullen que agora maquinava seus intentos...
– Será que o nobre cavalheiro nos daria a honra de compartilhar a brilhante dedução com respeito ao nosso amigo McCarty? – Perguntou Jasper a um sorridente Edward.
– Simples... O que fede afasta... Mortos fedem... Ninguém gosta de se aproximar de caixões não é mesmo? – Perguntou mantendo o sorriso, Jasper e Jacob começaram a entender, já Emmett e Newton ainda estavam confusos. – Rapazes precisamos de pequenos animais mortos, na quantidade que puderem encontrar... E caixões, muitos caixões... – Dizia e nesta hora todos entenderam...
Spoiler —
Caius que em outra carruagem se encontrava desceu se mostrando...
– Mas tinha que ter o dedo de um italiano. — Soltou o Swan, os guardas em posição em guarda se colocaram e Renée de imediato puxou a espada que na carruagem se via escondida...
– Sua rebeldia é mais uma prova da sua afronta para com a coroa Lorde Swan. — Declarou Caius e Charlie vendo vermelho se enrijecei no lugar.
– O rebelde aqui é você juntamente com seu irmão Volturi. – Devolveu em revolta.
– Prendam-no! – Decretou Caius com firmeza e Charlie tendo sua esposa ao lado se colocaram em posição de guarda.
– Terão que nos matar antes. – Afirmou Renée e Caius sorriu.
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