The Hidden Kiss
22 The Real Deal
Notas iniciais
* * *
Quando a névoa se dissipou, Emma pôde sentir seus pés novamente no chão. Ela não reconheceu a sala onde estava. Não era o quarto de Regina, tampouco o seu. Os olhos verde-esmeralda estavam vidrados e apavorados com a cena que vira há segundos atrás. Levou algum tempo até perceber Regina andando em círculos, com os dedos pressionando suas têmporas. Parecia perturbada. Emma recuperou o fôlego a fim de reconquistar sua sanidade.
“Regina...” Disse Emma, sentindo sua voz retornar. “E-Eu fiz aquilo?” Perguntou. Foi quando algo parecia tê-la despertado. Regina virou-se, fixando seu olhar a loira.
“Você...” Regina disse, avançando contra Emma. A Rainha empurrou Swan contra a parede. “Você!”
“O que há com você?!” A loira gritou. Regina pressionou sua mão em frente ao pescoço da mulher, sem tocá-la. Contudo, a falta de ar era como se estivesse sendo enforcada.
“A culpa é sua! Henry está naquele castelo por sua culpa! Você deveria tê-lo pegado no dia que fugiu!” Os gritos da morena eram agudos e estridentes. Emma estava confusa. Segundos atrás fugiam de mãos dadas como cúmplices; parceiras.
“Eu?! Você ia mostrar o rosto para todo mundo! Como eu poderia ter pegado Henry enquanto eu tinha que tomar conta do seu juízo?!” Gritou de volta. Regina pressionou-a mais; seus olhos queimavam em ódio.
“Eu devia ter te deixado morrer naquele cavalo!” Gritou a Rainha. “Sua criatura desagradável e egoísta!” Emma franzia o cenho enquanto fitava o olhar furioso de Regina, o olhar da Rainha fixava nos olhos verde-esmeralda de Swan. “Estou farta de você arruinar a minha vida!” Urrou. Só então, Emma percebeu que Regina não se referia a si.
“Regina!” Conseguiu dizer ofegante. “Sou eu... Emma! Emma Swan!” Gritou.
De repente, Regina parou. Seus olhos pareciam ter sido banhados, e, assim, acalmado sua fúria. Seu pulso afrouxou, assim como a força imposta sobre o pescoço de Swan. A Rainha piscou algumas vezes, franzindo o cenho.
“É claro.” Disse subitamente. “É claro que é Emma Swan.” Resmungou consigo mesmo.
Emma engoliu seco. Regina deu passos para trás. Embora seus olhos estivessem mais calmos, sua mente ainda parecia perturbada. Swan tentou dizer algo, mas nada lhe veio à cabeça.
“Você tem os olhos dela.” Regina resmungou para si mesma.
“Mas eu não sou Mary Margaret.” Assegurou, massageando o pescoço dolorido. Sabia que em seguida apareceriam os hematomas naquela região. Regina ainda tinha sua mente em outro lugar, mas algo em seu rosto demonstrava seu estado normal. Emma perguntou-se de onde se originava tamanho ódio de Regina por sua mãe. Não podia ser só porque Snow White era a mais bela de todas.
“Precisamos conversar.” Disse Emma, quase como uma convocação.
“Você pegou o frasco?” Perguntou Regina, como se sua resposta dependesse daquela pergunta. Swan assentiu, retirando o frasco amarrado na alça de seu sutiã, e a entregou.
“Se estiver pensando em voltar, já lhe adianto: irá sozinha, e a pé.” Regina retrucou, dando-lhe as costas. Contudo, Emma foi mais rápida pondo-se na frente da Rainha.
“Eu disse que não vou voltar.” Rebateu seriamente. Algo na expressão da morena estava diferente. Seu tom frio demais, indiferente. “É sobre Claude.” Regina suspirou impaciente.
“Não estou com cabeça para suas reclamações, Emma.” Resmungou a Rainha, mas antes que pudesse sair, Swan segurou seu braço.
“Você sabe quem ele é? No livro do Henry? Você sabe com quem você está trabalhando?” Questionava Emma. Regina franziu o cenho, estranhando a quantidade exagerada de perguntas.
“Claude não é dessa terra, isso já foi dito. Por que tantas perguntas?” Disse a Rainha ríspida.
“Gold disse... Disse que ele nos impediria de ir.” Disse Emma, achando que era a melhor maneira de se dizer. Mas Regina não teve a reação que Swan queria.
“Rumple odeia Claude. Não pode estar levando a sério essa bobagem...” Regina revirou os olhos. Mas Emma decidiu insistir.
“Você não respondeu a minha pergunta. Sabe qual personagem ele é?” Repetiu. A Rainha arqueou a sobrancelha, soltando-se da loira. Nada ela precisava dizer. Regina não fazia ideia de quem o rapaz era. Portanto, Emma prosseguiu: “Claude não é confiável, sabe muito bem disso.”.
“E quem sugere que ele seja?” Questionou a Rainha, desta vez com mais cumplicidade. Emma comprimiu os olhos.
“Tenho uma ideia.”
* * *
Snow White juntou-se ao seu marido ao convocar a sigilosa reunião imediata. Gepeto, Madre Superior, Granny, Ella e seu marido, Aurora e Mulan. Juntos, formavam a mesa arredondada da sala de reuniões completa. Contudo, apenas duas cadeiras isoladas permaneciam vazias até então. Os convocados se perguntavam a todo o momento a que se dava tal urgência, mas vinda de Snow White sabiam que só podiam ser duas opções; ou sobre a ex-Rainha, ou sobre a princesa perdida. David parecia em conflito com si mesmo enquanto o silêncio comprimia todos sentados à mesa.
Alguns minutos de mistério se passaram até que Snow White levantasse e apoiasse ambas as mãos na mesa; pronta para discursar.
“Senhoras e Senhores, queiram perdoar a pressa. Mas temo ao assegurar que as medidas são mais que necessárias.” Introduziu a atual Rainha. “Regina reapareceu.”
A notícia levou múrmuros aflitos ecoando por toda sala. A alguns, parecia ser mais preocupante que a outros.
“Regina está mais poderosa que podíamos imaginar, após tanto tempo em refúgio. Ela se infiltrou na festa esta noite e entrou em combate com nossos guardas. Inclusive comigo.” Informava. David se encolhia a medida que a esposa contava o que acontecera.
“Entretanto, há um porém nisso tudo.” Snow pausou por um segundo. Seus olhos inspiravam a mágoa, assim como inspirava coragem em seu povo. Esse era um dos maiores problemas de ser líder. “Regina está com a minha filha.” Desta vez, a reação fora um tanto mais alta. Com comentários de indignação e suspiros doloridos.
“Regina sequestrou Emma e veio aqui para levar Henry com ela.” Dizia a Rainha com desgosto. David segurou a mão da esposa, que retribuiu com um leve aperto.
“Mas que absurdo!” Exclamou Ella. “Como Henry está?” Perguntou aflita.
“Henry está se recuperando ainda, mas não pudemos deixa-lo ir com Regina.” Respondeu Snow, sem mais explicações. Gepeto parecia inquieto, mas decidiu não questionar. David, então, tomou lugar ao lado da esposa.
“Sabemos, há pouquíssimo tempo, que Regina enfeitiçou o palácio que se esconde. Não é possível vê-lo, e ela possui uma proteção reforçada de guardas, cujos corações ela possui trancafiado.” Explicava David. “Nosso objetivo é ataca-la com toda nossa armada.”
Mas a reação não foi à esperada. Aurora e Ella se entreolharam, não eram muito conhecidas uma a outra, mas possuíam o mesmo pensamento. Contudo, ninguém se atreveu a contestar — até então.
“Mas e quanto à princesa Swan?” Gepeto finalmente perguntou com seu sotaque a flor da pele. “Irão atacar a Rainha com a princesa lá dentro?”
“Exatamente esse é o ponto.” Snow White retrucou. “Mande-os entrar.” Ordenou aos guardas de prontidão em frente à porta.
August e Ruby adentraram lentamente. A mulher tão tensa e trêmula que parecia que iria desmaiar a qualquer momento, enquanto o rapaz calmo e despreocupado seguiu até seu lugar na mesa. Ambos sentaram-se nas cadeiras afastadas, sob os olhares de julgamento. Ambos pareciam prisioneiros, embora sem quaisquer algemas.
“Meu filho, o que faz aqui?!” Perguntou Gepeto com desespero. August não respondeu, simplesmente sorriu.
“O que ela fez?” Perguntou Granny à Snow num tom acusatório. Não houve resposta.
“Pedi que esperassem, pois tenho uma proposta para limpar qualquer erro cometido.” Snow disse com uma voz gélida. “Embora eu ache que o que ambos fizeram pudesse ser compartilhado justamente.” Ruby abaixou a cabeça, envergonhada. August continuou a fitar a Rainha. Snow White parou por um momento, esperando que alguém se manifestasse, mas quando encarou o silêncio, decidiu prosseguir:
“Para salvar Emma das garras de Regina; é preciso de alguém para tirá-la de lá. Alguém que se infiltre no palácio e salve minha filha.” Disse Snow, sentida. “Por isso que mandei chama-los.”
“Está querendo que meu Pinocchio entre naquele castelo com a Rainha andando por aí?” Perguntou Gepeto à Snow, enquanto fitava o filho.
“Eles se mostraram bastante íntimos a Rainha. Não vejo perigo.” Disse Snow White. David fitou a esposa, sem reconhecê-la. Seus olhos verde-esmeralda estavam revoltos, de modo que o Rei nunca havia visto. Ele segurou a mão da esposa, mas, desta vez, ela não correspondeu. “E então, serão perdoados.”
“O que você fez?!” Repetiu Granny à neta.
“Queira me perdoar, Majestade. Mas não irei tirar Emma de lá.” August finalmente disse. Snow franziu o cenho. Gepeto arqueou as sobrancelhas.
“Como é?” Snow sibilou.
“Não irei tirar Emma de lá.” August repetiu. “Quando fui mandado para o mundo real, aceitei o destino de proteger Emma Swan como uma irmã. E depois de tantos erros, me sinto obrigado a protegê-la agora.” Explicou August.
Ao contrário do que se poderia interpretar, August não estava disposta a afrontar Snow White. Mas sim, a fazer aquilo que achava certo. Ruby, entretanto, não podia estar mais dividida.
“Está do lado de Regina, rapaz?” Perguntou David, num tom acusatório. August balançou a cabeça.
“O que estou dizendo, Majestades, é que devemos aceitar o fato de que Emma está no palácio por conta própria.” Disse August. Ella recuou. Assim como boa parte daqueles sentados a mesa redonda. Gepeto choramingou baixinho, enquanto Granny esperava uma reação da neta.
“Regina é claramente capaz de controlar pessoas, August. Talvez não entenda muito bem-”. Snow dizia, quando August a interrompera.
“Perdoe-me mais uma vez. Mas creio que seja completamente o contrário.” Retrucou o rapaz. “Eu vivi minha vida naquele mundo, e lá as pessoas não são definidas entre mal ou bom. Muitas vezes, elas tentam se rotular e até se convencem disso, mas não é assim que acontece.” August explicava. Seus olhos brilhavam a medida que falava, era como quando escrevia. “Aqui as pessoas radicalizam ao denominar-se de um jeito. Bem ou mal, qual você escolhe? Não é bem assim, e percebo que isso não é só naquele mundo, como em todos que o ser humano habita.”
“Esclareça.” Ordenou David, franzindo o cenho. August suspirou.
“Em todos nós, há uma parcela de luz e trevas. Muitas vezes nem é uma opção escolher entre eles.” Disse August olhando para Snow. “Regina é assim.”
“Regina pode não ter sequestrado Emma. Pode estar apenas querendo o filho de volta.” Finalmente, Ruby se manifestou. Granny massageou a têmpora, denunciando seu estado nervoso.
“Henry é filho de Emma Swan!” Exclamou Snow White.
“Essa seria uma ótima discussão, se não houvesse tanto a se fazer...” August retrucou. “Essa noite eu tentei convencer Emma de que, talvez, um pedaço dela ainda pertencesse a aqui. Mas ela parece decidida. E não vejo nada mais justo do que ela ir para casa.” Assim, o rapaz levantou.
“Não dei-lhe permissão para sair.” David rebateu, impondo-se. August virou-se para o Rei.
“Deseja mais alguma coisa?” Perguntou friamente.
“Se não cooperar, receio que terei de bani-lo!” Exclamou Charming impaciente com tal petulância. Snow apertou a mão do marido, dizendo que estava tudo bem.
“Por qual motivo?! Ajudar uma amiga? Ajudar uma irmã a se sentir em casa pela primeira vez?!” August bateu as mãos contra a mesa. Seu rosto estava mais vermelho que o normal, porém, sua voz continuava aveludada e segura de cada palavra que pronunciava. “Pois bem, eu não irei estragar o destino de Emma. Sinto muito. E se meu destino for pagar por protegê-la, pois então estarei pronto para isso.”
A sala comprimiu-se em silêncio. Os representantes de cada reino se encolheram na cadeira. Snow White e Rei Charming; os maiores símbolos de toda Floresta Encantada estavam sendo contestados por uma argumentação que parecia mais que justa. Portanto, ninguém ousou tecer um comentário que fosse. Apenas os choramingar de Gepeto temendo o destino do filho.
“August Booth — Pinocchio... Você está banido deste reino e isolado para além da Floresta dos Anões até segunda ordem.” A voz de Snow White roubou as palavras do marido. Seu tom frio e gélido não demonstrava qualquer remorso.
Sendo assim, os guardas adentraram o salão se encaminhando até o rapaz. Gepeto caiu no pranto, antes de correr até o filho. Contudo, August permaneceu em pé, com os olhos fixados na atual Rainha. Seu cenho franzido tentava compreender a frieza na qual Snow agia.
“Ela quebrou a maldição! Libertou a todos nós!” Exclamou August, desta vez, a todos os indivíduos convocados. “Não é justo que a deixemos ir? Viver sua vida?!” Todos ouviam com atenção, lamentando pela sentença do pobre rapaz. Contudo, ninguém fora capaz de impedir que aquilo acontecesse. Um dos homens puxou o braço de August, forçando-o a acompanha-lo.
“A vida de Emma é com a família.” Disse Snow, ressentida. “Não com aquela mulher.” Só então, August compreendeu do que aquilo tudo se tratava. Era um assunto pessoal inacabado entre Snow White e Regina. Uma batalha da qual o prêmio para o vencedor era Emma Swan. O que significava que Regina tinha a vantagem.
“Tome cuidado Majestade.” August disse, relutando ser levado pelos guardas reais. “Sabe como corações são sensíveis. Não vai querer escurecer o seu cedo demais.” Avisou.
Finalmente, uma mudança de expressão. Snow arqueou a sobrancelha com surpresa, incrédula. August tinha acertado sua suposição, o que havia ali era mais que imaginara. Snow White havia amado Regina.
* * *
Emma Swan cerrou o punho ao redor do pulso da Rainha e a arrastou corredor afora. Regina não podia acreditar que estava embarcando em mais uma das implicações da loira pelo antigo aliado. Quando se passou alguns minutos, Regina já havia perdido boa parte de sua paciência.
“O que diabos está fazendo?” Regina exclamou, soltando-se da loira.
“Precisamos encontrar Eros. Ele vai lhe dizer o que Claude tem feito com ele esse tempo todo!” Exclamou em resposta. A Rainha suspirou. Ela sabia, ou pelo menos tinha uma ideia do que Claude gostava de fazer.
“Ah, entendi.” Regina murmurou sentindo seu rosto tomar cor de raiva. “É sobre o seu namorado.”
“O quê? Eros?” Questionou Emma. “Qual o seu problema?”
“Poupe-me de suas aflições amorosas, Miss Swan. Nós temos um trabalho a fazer e isso inclui você arranjar um novo plano para trazer o meu filho de volta!” Gritou a Rainha furiosa. Emma deu um passo a frente, poucos centímetros da morena. Contudo, seu olhar não era amigável.
“Claude tem torturado e estuprado ele, não consegue ver isso? Ele é doente! Maluco!” Então, a loira parou subitamente. Regina franziu o cenho, não lhe dando crédito. Claude não faria tanto, ou faria? De qualquer maneira, não podia se preocupar com o cavaleiro quando seu filho estava preso naquele castelo com Snow White.
“Prove-me.” Provocou. Emma fitou os olhos achocolatados da Rainha, suas pupilas dilatadas denunciava algo em mente.
“Enquanto se diverte salvando o dia, eu vou trazer o meu filho de volta.” E então, a morena deu-lhe as costas voltando ao seu cômodo.
Regina adentrou o quarto sem sequer olhar para trás. Sabia que Emma estava tentando minimizar o fato de terem deixado Henry para trás, e que provavelmente isso ajudava ao laço criado entre ela e o cavaleiro. Mas não podia negar a quão irritada aquela amizade a deixava. Talvez fosse melhor libertar Eros de uma vez. Deixá-lo voltar à floresta como lobo que sempre foi.
A Rainha parou em frente ao seu espelho, chamando Sidney pela primeira vez em dias. O homem apareceu um tanto quanto sorrateiro, seus olhos pairavam sobre cada canto do quarto como se procurasse por alguém. Mas ao não encontrar, voltou-se a sua Majestade com um imenso sorriso de satisfação.
“Bom vê-la, Majestade.” Sua voz grave ecoou pelo quarto. “A que honra devo-lhe teu miraculoso chamado?”
“Mostre-me Snow White.” Ordenou Regina, sem cerimônias. “A assembleia que acontece neste instante.” Acrescentou mais detalhadamente.
O homem do espelho nada mais disse. Apenas assentiu com a cabeça, permitindo que sua imagem fosse aos poucos substituída pelas paredes do castelo de verão. A sala de mesa arredondava havia recebido uma nova camada de tinta dourada desde a última vez que Regina estivera lá. Snow White tinha suas mãos apoiadas sobre a mesa, juntamente com seu marido. Nenhum deles parecia feliz. Logo, a imagem lhe mostra o rapaz. O mesmo que a havia ajudado até então, com o auxílio de Ruby. August estava sendo arrastado pelos guardas até que a porta se fechasse. Mas fora o suficiente para ouvir seu último suplício:
“Sabe como corações são sensíveis. Não vai querer escurecer o seu cedo demais.” E então, a ambas as portas se fecharam num estrondo. Deixando Snow à beira de um pranto.
David a fitava preocupado, mas também com certa desconfiança. O silêncio se instalou sobre a sala durante longos minutos. Ruby ainda estava sentada em uma das cadeiras afastadas de cabeça baixa. Regina via o olhar julgador de Granny sobre a neta. Um sorriso se estampou nos lábios da morena que a tudo observava. De repente, Regina ergueu ambas as mãos e fez com que uma boa quantidade de névoa a cobrisse. Após alguns segundos, esta passou a se dissipar. Entretanto, ela estava frente a frente com Snow White e sua assembleia.
* * *
“Cuidado!” Exclamou Charming quando Mulan e Thomas ergueram suas espadas sobre suas respectivas esposas.
“Oh, não, queridos... Não vim aqui para lutar.” Disse Regina sínica. Ruby se encolheu na cadeira, temendo o que veria a seguir.
“O que você quer Regina?” Snow White questionou alto e claramente. Regina sorriu maliciosamente, enquanto dava passos até chegar à ponta da mesa. Ella e Aurora se encolheram sob suas companhias.
“Quero fazer um acordo.” Disse a Rainha. “Um acordo simples e de seus interesses.” Acrescentou.
Snow White arqueou as sobrancelhas, fitando Regina de cima a baixo. Sabia o que viria a seguir. Ao contrário do restante da assembleia. Charming segurou a mão fria da esposa, enquanto Mulan e Thomas continuavam em prontidão para defender suas amadas.
Regina olhou a fundo nos olhos verde-esmeralda da atual Rainha, sentindo o sorriso provocador estampar seus lábios.
“Uma troca.” Ela introduziu. “Dê-me Henry, e eu lhes devolvo Emma Swan.”
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