The Hidden Kiss

17 The Midnight Pain


Notas iniciais
Cá está a continuação do capítulo anterior. Não sei se perceberam, mas tem alguns mistérios soltos, como por que Claude quer ver SQ separada ou como o August e Ruby sabem mais do que a maioria do pessoal do reino da Snow. Vamos ao que interessa, boa leitura!

* * *

Ruby só parou de correr ao sentir suas patas mais sensíveis. Seus fortes músculos tornaram-se mais leves e delicados. Era a hora de parar. Contudo, estava há quilômetros por hora e a súbita parada a machucaria realmente.

Portanto, seu amigo estava logo atrás. Para reparar qualquer erro, ou imprevisto que viesse a acontecer. Quando a loba parou subitamente, August lançou a capa sobre o animal. Ruby havia aprendido a controlar sua fera, mas ainda precisava descobrir uma maneira de levar seu manto consigo, dado a nudez que o fim de sua transição a coloca.

“Eles já nos viram.” Gritou August, parando sua moto ao lado da loba. Vagarosamente, a capa foi tomando volume, até que Ruby se levantasse já em sua forma humana.

“Isso tem como ser bom?” Ruby perguntou, ajeitando sua capa para que cobrisse todo seu corpo, com exceção das pernas.

“Sidney irá avisar a Regina dos intrusos.” Respondeu August, fitando o castelo de cima a baixo. “Você pode esperar aqui. Vou estar logo ali.” Concluiu, virando-se.

“O quê? Eu fico sozinha?” Indagou a morena insegura. Não era nada surpreendente. A ideia de estar frente a frente à mulher que a amaldiçoou junto a todos seus amigos e família não seria das mais confortáveis. “Como vou saber se ela está chegando se eu não consigo ver o castelo?”

“O feitiço só esconde o território do castelo. Regina irá sair desse território para nos encontrar. E é por isso que você vai dar sozinha, o próximo passo.” August esclareceu. Ruby assentiu. “Regina não pode se sentir intimidada, entende Ruby? Não podemos confiar totalmente que ela mudou. Não podemos confiar totalmente em nada, nem em nós mesmos.”

Repentinamente, uma luz azul ofuscada surgiu há metros dele. Ruby hesitou, mas preferiu esperar para que reconhecesse. Já August tinha o cenho franzido e uma expressão preocupada.

Logo a luz tomou forma, e outra idêntica aparentando olhos, mas só teve a confirmação de que era um rosto após o longo sorriso reaparecer.

“Olá, queridos.” O rosto, subitamente, tomou corpo. “O que desejais vós?” Ruby fitou o homem. Terno preto com uma camisa de babado branquíssima. Parecido com os filmes de época que costumava assistir quando ainda estavam em Storybrooke.

“Falar com a Rainha.” August tomou frente, com um olhar duvidoso. Claude sorriu ao fita-lo de cima a baixo.

“Ora, e quem és tu, meu caro?” Indagou, mordendo o lábio inferior. Ruby procurava em suas memórias alguma dica de quem era aquele homem misterioso, mas não tivera sucesso. Nunca havia visto este em sua vida — ambas as vidas.

“Amigo da Princesa que está no palácio. E não se preocupe, não vamos contar para a Rainha Snow. Apena gostaríamos, ou melhor, precisamos falar com elas.” Concluiu August, disposto a cooperar com o homem. Ruby estranhou a frieza do amigo ao negociar com o desconhecido, mas não se atreveu a interferir.

“Não há nada que eu possa fazer por ti, meu rapaz? Creio que a Rainha e a Princesa estejam ocupadas.” Disse apreciando a malícia de sua voz. Ruby engoliu seco. August encarou com estranheza.

“É do interesse de ambas.” Assegurou. “É sobre o filho de Regina.” Acrescentou. No reino onde, legalmente, Snow White e Prince Charming governavam — ninguém se atrevia a nomear Henry como filho da Rainha.

Claude abriu um longo sorriso de aprovação. O homem virou a cabeça, fitando o motoqueiro de cima abaixo. Ruby deu um passo à frente, na tentativa de cessar aquela situação constrangedora. A morena não tinha certeza se podia confiar no homem, mas seu instinto dizia que não. Que ele poderia ser um traidor. Contudo, August falava como se o conhecesse, ou pelo menos tivesse a remota ideia de sua identidade. Os olhos do motoqueiro fitavam os olhos do homem engravatado, como quem lesse um livro, descobrisse seu passado. Ou talvez tentasse fazer tudo isso.

“Bem, já que é assim… A Rainha pediu que os esperassem. Não foi surpresa vossa chegada, aliás.” O homem prosseguiu, voltando-se para o rapaz. “Creio que queira ir andando… Está tudo bem. Não direi nada, se não disser.” Sendo assim, o semblante de Claude foi tornando-se opaco até só restar seus olhos azuis.

“Ele está certo.” August disse à morena. “Vou estar logo ali.” Afirmou quando já se afastava.

“Deseje-me sorte.” Resmungou Ruby após não restar vestígios do misterioso homem. August subiu em sua moto apressadamente, ligando o motor.

“Você não precisa. É a Red.” Disse com um enorme sorriso, e então sua moto sumiu na floresta.

* * *

Regina chegou ao final do castelo a tempo de ver Claude desaparecendo a frente dos intrusos. Ela não podia mais confiar daquele homem. Este havia proposto a Emma um poder maior que o dela. Contudo, Swan era inocente demais para aceitar. Ainda era fiel à Rainha. Mas suas últimas palavras havia mexido com a morena. Emma estava certa. Era sua culpa tudo o que acontecia.

Seus saltos ultrapassaram a barreira, seu corpo não era mais protegido pela magia que a escondia. Longinquamente havia uma silhueta detalhada. A cor vermelha era marcante em meio ao verde e a forte luz da lua. Os cabelos morenos caídos em cachos para fora do manto que a cobria quase completamente. Era sugestivo que a mulher estivesse nua por debaixo do pano.

Ruby. Regina pensou no que a fizera vir até seu castelo. Ou melhor, por que a cavalaria não estava logo atrás dela. Red não havia contado à Snow White sobre a filha desaparecida. Regina via que a cada passo que dava a morena se encolhia hesitante. Reação esta, que a Rainha estava mais que acostumada a constatar, tanto que chegava a apreciar a sensação. Amor é fraqueza. Ser temida era sinal de poder. Ou era o que Regina ouvira e acreditara durante toda a sua vida.

“Red.” Regina resmungou, dando seu último passo há alguns metros da mulher.

“Regina.” A morena sibilou, com um longo suspiro.

“Vejo que não contou à Snow White sobre a Miss Swan.” Regina iniciou. “Pergunto-me o motivo de tal gesto? Jurava que iria correndo contar para sua amiguinha.” Acrescentou com amargura e implicância em sua voz. Ruby sorriu brevemente.

“Snow é, de fato, minha amiga. Mas Emma também é.” Ruby respondeu. “Onde ela está Regina?” Indagou com desconfiança. Regina arqueou a sobrancelha.

“Miss Swan está descansando. Não sei se seus instintos de cão te enganaram, mas já é tarde.” Retrucou a Rainha.

“Emma está bem?” Questionou fitando-a detalhadamente. Regina sentia-se incomodada — ou melhor, irritada com tal desconfiança.

“Swan não está presa aqui, se é o que está pensando. Não a forcei a nada.” A Rainha esclareceu, dando um passo a frente. “Se ela continua aqui, é porque quer estar.”

“Eu sei.” Ruby respondeu.

“Sabe?” Indagou com uma breve confusão. Red deu um passo à frente, tomando coragem para se posicionar. “O que quer dizer?” Por um minuto, Ruby pensou em responder a verdade. Dizer como ela sabia no resultado que daria e em como ela não podia fazer nada para impedir.

“Quero dizer que sei do desejo de Emma de ir embora. Ela pediu ajuda a mim, antes de recorrer a você.” Foi tudo que disse.

“Mas é certo que de nada adiantaria. O que você sabe sobre magia, Red? Nada. Sequer sabe controlar sua aberração.” Regina avançou, usando seu habitual tom ameaçador.

“Eu realmente não sei o que se passou na cabeça de Emma para pedir ajuda a você. Mas não vou entrega-la, porque, além de ela ser minha amiga, saber que a própria filha é aliada de alguém como você é a pior das maldições. Em respeito à Snow.” Ruby decidiu fazer o mesmo. “Mas não é sobre Emma que vim falar.”

“Não? Está me surpreendendo, loba.” Retrucou a Rainha. Red respirou fundo, como quem se lembrasse de um discurso já preparado.

“É o Henry, Regina.” Disse finalmente. Regina arqueou a sobrancelha, engolindo seco. “Ele está doente.”

“O quê? O que aconteceu? Ele não está bem?” A morena deu um passo à frente, sua boca tremia em preocupação. De repente, seu coração comprimiu-se em seu peito.

“Não tenho certeza se posso dizer isso. Ele mal come, mal dorme… Regina, ele está deprimido.” Ruby contava com a voz morna, tentando amenizar qualquer reação extrema.

“Há quanto tempo isso? Eu sabia! Nunca deveria ter deixa-lo com vocês. Agora veja como ele está?!” A voz da Rainha apenas aumentava, enquanto suas mãos gesticulavam freneticamente.

“Desde que Emma fugiu! Ele precisa da mãe. Precisa de Emma!” Exclamou, na defensiva. Regina soltou uma risada gélida.

“Eu sou a mãe dele!” Urrou. “Swan sequer olhava para ele nas primeiras semanas!” Subitamente, o cenho da morena se franziu.


“C-Como sabe?” Questionou Ruby, hesitante. Regina engoliu seco, percebendo que havia falado demais.

“Eu… conheço Emma.” Respondeu, pondo-se por trás de sua velha barreira emocional. Ruby suspirou mais uma vez.

“Você disse…” Resmungou mais para si mesma do que para a Rainha. “Henry disse que você o visitava nos sonhos. Ninguém no castelo acreditou. A Blue Fairy disse que essa magia era muito limitada, até mesmo para a Rainha.”

“Mas você não acreditou, não é mesmo?” Regina completou, cautelosamente. Ruby riu irônica.

“Em tempos difíceis, não se pode subestimar o inimigo.” A morena sibilou. Regina sorriu, apreciando a frase. “Eu sabia que você não aguentaria ficar longe do seu filho. Nem que fosse pelos sonhos, você arrumaria um jeito.”

“Se me conhece tanto, por que está aqui, sozinha e desprotegida? Sabe muito bem que eu posso mata-la aqui e agora.” Regina ameaçou cerrando os punhos. “E sabendo que vocês deixaram o meu filho adoecer, não seria uma má ideia.” Acrescentou sentindo seu maxilar se contrair. Contudo, isso não afetou Red como a Rainha gostaria. Não, pelo contrário, a mulher parecia confiante e, pior, em vantagem.

“Eu sei que poderia. E sei que nem mesmo o lobo seria capaz de lutar contra você.” Admitiu a mulher. “Mas também sei que você não poderia. Porque Emma não perdoaria você. Nunca.” Ruby lembrou-a. A Rainha mais uma vez arqueou a sobrancelha.

“Emma não saberia.” Retrucou. Ruby avançou, chegando mais perto que realmente gostaria.

“Ela saberia. Emma não é estúpida.” Contestou. “Você sabe que ela descobriria.”

“E por que você acha que eu me importo com ela?” Regina questionou, fazendo o mesmo e avançando. Agora poucos centímetros afastavam as mulheres de se colidirem.

“Porque você a chamou de Emma.” A resposta foi curta e clara. Assim, o silêncio pairou sobre ambas. Regina não cedia, mas também não se defendeu. E isso fora o bastante para aniquilar qualquer dúvida que restara.

Longos minutos se passaram até que Regina pensasse em dizer algo à altura, mesmo que não fosse adiantar de nada.

“É o nome dela, não é?” Resmungou indiferente.

“Certamente. Mas por algum motivo, você nunca o disse. Em vinte e oito anos e até mais, um nome sempre foi um simples nome. Mas não, não com Emma.” Ruby a provocava, mesmo sabendo de que, na raiva, Regina seria incontrolável.

“Swan não é como qualquer um de vocês, descartável. Preciso dela para conseguir o que eu quero.” Regina esclareceu. “Apenas.”


“Como quiser.” Ruby deu de ombros, certa de que não arrancaria a verdade da morena. “Não precisa chama-la de Swan agora. Só sugere que você se importa.”

“Honestamente, me importando ou não, minha vontade de mata-la agora é tão grande que…” Regina dizia, erguendo a mão, como quem se controlasse ao máximo para não enforca-la ali mesmo.

“Regina, você precisa contar para Emma. Ela precisa voltar. Vocês precisam voltar para casa.” Ruby interrompeu, fitando-a nos olhos. Regina comprimiu o olhar, pensando por um minuto.

“Snow White nunca me aceitaria. Pensaria que mantive Swan aqui. E o mais importante é que eu nunca me submeteria ao julgamento dos Charmings. Ninguém sabe o que ela me fez! E continua fazendo! Veja Henry!” Gritou. Seus pulmões já clamavam por um descanso. Há mais vinte e quatro horas acordada. Seus músculos rígidos, e o frio também não cessavam. A lua já havia atravessado o céu, se seus nervos não tivessem a flor da pele, Regina poderia ver o quão tarde era.

“Você precisa fazer alguma coisa, Regina. Não sei se magia é o melhor jeito.” Ruby incentivava. Regina suspirou pesadamente, pensando por um segundo.

“Seu período termina em uma semana. Volte no final dela. Irei pensar em alguma coisa.” Regina disse, engolindo seco. Ruby assentiu.

“Você sabe que estão procurando por ela há todo momento. E por você também.” Ruby avisou, seriamente. “Darei-lhes cobertura. Mas não sei o que farão se descobrirem-”.

“Não seja tola, loba. Sabe perfeitamente que me acusariam de entorpecê-la, ou coisa pior. Conhece Snow tão bem quanto eu e sabe que nunca aceitaria tal decisão como vinda da própria filha.” Regina resmungou, dando as costas a morena. “Creio que temos uma aliança?”

Ruby relutou a afirmar, mas não poderia contrariá-la. Estava certa desta vez.

“Creio que sim, Majestade.” E assim, a mulher deu-lhe as costas e passou a correr para longe da Rainha. Era incrível a agilidade de Ruby. Em poucos minutos, já tinha seu semblante quase consumido por completo pelo verde da floresta. A luz parecia-se com uma criança, teimando para sair do céu. O sol preguiçosamente despertava. Regina só decidiu prosseguir de volta até o castelo quando a mulher retirara seu capuz e o amarrara em seu pé, tornando sua silhueta nua em uma forma animalesca.

* * *

Regina não teve pressa para voltar ao próprio quarto. Sabia que Eros estaria lá, cuidando de Swan pronto para se ela acordasse. E embora isso a incomodasse muito, a Rainha continuou seus passos lentos. De quanto do olho, Regina observava as aparições cautelosas de Sidney. O reflexo que estudava o rosto preocupado e conturbado da mulher.

“Não vai perguntar nada?” Regina finalmente disse. O homem engoliu seco. “Seu silêncio é uma benção, mas também preocupante.” Acrescentou, sem olhá-lo.

“Majestade.” Murmurou Sidney após algum tempo, sua voz era embargada e carregada de pena. Nada mais disse. Regina não o olhou.

“Chame Claude.” Ordenou, após um longo suspiro.

“Ele deixou o castelo minutos após concertar o ferimento de Swan, como ordenado.” Assentiu Sidney, sem dispersar seu tom de pena. Subitamente, Regina levantou os olhos até o homem.

“O quê?!” Exclamou a Rainha, saltando em direção ao corredor.

“Minha Rainha, minha Rainha! O que houve de errado?” Exclamava, acompanhando os passos acelerados da sua Majestade. De repente, a cabeça da morena passou a latejar. Boa parte por causa do excessivo cansaço e outra parcela por uma incompreendida preocupação. A maior porta do final do corredor estava fechada, e, embora a noite já se tornasse dia, não havia luz que tornasse o corredor menos escuro. Regina as empurrou com a pouca força que lhe restara no dia e as abriu. Se sua cabeça doesse menos, e seu corpo exigisse por uma boa noite, ou dia, de sono, poderia ter permitido que a raiva que sentia por Claude a consumisse. Sempre a desafiava, aquele homem. E, por mais que o conhecesse a mais tempo do que gostaria, sabia, justamente por isso, que Claude não era, nem de longe, confiável.

“Emma!” Regina se permitiu gritar alto. Seus olhos pairaram sobre a cama. Os lençóis desarrumados e, parte deles, jogados ao chão. Por um breve instante, o coração da Rainha pareceu congelar. Mais pelo ódio, ela acreditava. E quando estava prestes a gritar com todo ar de seus pulmões, viu seu olhar recair sobre o parapeito da janela.

“Regina?” A voz seca e ressentida respondeu milênios depois. Pelo menos, era a sensação que a morena teve. Emma Swan tinha seu cabelo preso em um coque desajeitado e suas mãos apoiadas no ombro do cavaleiro. Habitualmente, Eros se enrijeceu. O peito da Rainha subia e descia conforme sua respiração se mantinha ofegante.

“Merda.” Gemeu baixinho, sentindo seu peito doer. Regina deu passos até sua cama, estava tonta.

“A senhora está se sentindo bem?” Perguntou Eros, com o cenho franzido, aproximando-se vagarosamente. Emma riu sarcástica.

“É claro que está bem.” Disse, sem dar-lhe crédito. Regina fitou Emma, por um instante. Sua mão pressionava seu braço excessivamente. “Já pode parar com essa besteira, Regina, eu vou para o meu quarto, não se preocupe.” Tagarelou ríspida. Eros a reprimiu com um olhar, mas Swan não se sensibilizou.

“O que é isso?” Perguntou Regina após algum tempo, referindo-se ao que ela escondia no braço.

“Sequelas. Não sei se você esqueceu, mas eu fui jogada a metros do chão!” Gritou Emma, sentindo seu rosto ganhar cor. A loira então tirou a mão, dando visibilidade a morena. Uma extensa marca em de garras em seu braço.

“Merda.” Repetiu a Rainha, ofegante. Eros aproximou-se da mulher ainda que hesitante. “Merda, merda, merda.”

“Emma, ela não está bem.” Sussurrou o cavaleiro. Emma fez o mesmo, sem acreditar, dando passos até a morena.

“Ela não tem motivos para não estar bem.” Retrucou Swan, como se a Rainha sequer estivesse ali. Eros deu um longo suspiro, impaciente, e voltou-se para a mulher. O cavaleiro já ia prestar seus serviços, quando Regina o interrompeu, empurrando o homem e puxando a loira pelo braço sem feridas.

“Eu não fiz isso.” Gemeu baixinho, antes de fechar os olhos e seu corpo decair sobre os braços do homem.

Notas finais
O que acharam? Claude descumpriu sua parte do acordo. Reviews? ~Next Saturday on ABC, i mean, on Nyah~