Notas iniciais
Hey, dears, eu resolvi postar esse mais cedo porque eu queria desejar feliz natal para quem está no espírito natalino e para quem não está (assim como eu) também. Hahahahaha. Brincadeirinha. Não posso fazer muita coisa a não ser postar um capítulo, portanto, cá está o meu presente de natal. (-n) Ignorem o que eu disse e leiam, e sejam felizes e comam muito porque é disso que os sonhos são feitos: SwanQueen e comida.

* * *

“Chega Regina.” Exclamou Emma Swan. “Levante agora mesmo!”

Mas nada aconteceu, nenhuma resposta. Eros estava apavorado, mas não perdeu o controle. Deitou a Rainha na cama, e cobriu-a com os lençóis usados. Ele pôs a mão sobre a testa da mulher, e estava quente, mas não havia febre. E pelo que pôde deduzir, Regina só estava exausta.

“Você realmente está acreditando nisso?” Perguntou Emma, indignada. Eros levantou para olhá-la nos olhos.

“Não percebe o que está acontecendo aqui?” Sussurrou Eros, cautelosamente. Seu olho colorido tinha a pupila mais dilatada que o normal, Swan se perguntava o que aquilo significaria. Por fim, a loira balançou a cabeça. “Claude não tem mais a aliança de Regina.” Sua voz era tão baixa que ela mal pôde ouvir.

“Céus.” Disse Emma na mesma altura. “Você disse o nome dela.” Acrescentou. Eros revirou os olhos.

“Não está me ouvindo?!” Disse um pouco mais alto.

“Sim, mas por que eu me importaria?” Deu de ombros.

“Porque... Claude pode ser perigoso.” Eros se encolheu, envolvendo sua mão ao rosto. A notável cicatriz ainda permanecia lá. Emma franziu o cenho, tomando uma expressão de espanto.

“Eros, o que está querendo me dizer?” Swan deu um passo para trás. Eros engoliu seco, voltando-se para o espelho. O homem negro refletia em sua superfície, não sabia por quanto tempo estivera lá, mas sabia — o cavaleiro — que Sidney estava do seu lado, ou do lado da Rainha.

“Sidney.” Murmurou Eros, baixinho em frente ao espelho. O homem tinha seu olhar fuzilando Emma Swan e desviava para sua estimada Rainha adormecida. “Sidney!” Chamou novamente, e só então conseguiu sua atenção.

“Pobre Rainha.” Resmungava repetidamente.

“Sidney, pode calar a merda da boca e ouvir?!” Gritou Emma. Eros a olhou reprimindo-a, mas desistiu no mesmo instante.

“Claude. Preciso que me diga onde ele está.” Sussurrou Eros. O homem então mudou sua expressão, ou melhor; tornou-se sem qualquer expressão. Uma corrente gélida passou pelos dois.

“Por que tanta ansiedade em me ver?” A voz inconfundível soou logo atrás dos dois. “Não estive fora por muito tempo, queridos.” Emma apertou o braço do cavaleiro, mal sabendo que o homem estaria tão apavorado quando a loira.

“A Rainha adormeceu.” Eros disse, quebrando o silêncio mórbido que se instalou sobre o quarto. Emma espiou o espelho, e o homem já havia sumido. Esperto, pensou. “Talvez precise de algum medicamento ao acordar.” Acrescentou. Claude sorriu torto, e fez que sim com a cabeça.

“Não se preocupe.” Resmungou Claude, sem tirar os olhos do cavaleiro. Eros sabia o que aquilo significava. “Irei cuidar dela.” Disse com um malicioso tom.

“Não.” Emma retrucou. Claude deu um longo suspiro, tentando manter o sorriso e, mais importante, sua paciência. “É hora de retribuir o favor. ­Eu fico.” Disse, passando por ambos e sentando na poltrona.

“Receio não ser necessário.” Insistiu. Eros arqueou as sobrancelhas como quem pedisse que Emma cedesse, mas esta estava decidida.

“Imagine... Qualquer coisa, eu peço que Sidney o chame.” Contrapôs, cruzando as pernas. Claude respirou fundo, lançando um olhar ao cavaleiro e novamente à loira. O homem aproximou-se da mulher, com o sorriso doentio.


“Querida Swan, não gosto de ser testado.” Resmungou, por um instante olhando para a Rainha adormecida e então de volta a Emma. “Mas, se formos brincar, devo avisar que alguém pode sair ferido.” Acrescentou aproximando-se ainda mais. Emma recuou o rosto, com uma expressão enojada, porém sarcástica.

“Oh, não há problema, querido.” Sussurrou Emma de volta. “Mas acho que agora é a minha vez de jogar.” Disse isto, erguendo a mão cujo braço marcado por garras felinas. Claude arqueou a sobrancelha e deu-lhe as costas, saindo pela porta e batendo-a logo atrás de si. Eros também saiu, não sem antes olhar para a amiga como quem olha para uma criança que brinca na fogueira, mesmo sabendo dos riscos, insiste em se queimar.

Logo o silêncio se instalou no quarto. Emma não estava recuperada por completa, sabia disso. Seu peito subia e descia calmamente, como quem pegava no sono. Então, seu olhar pairou sobre a mulher deitada. A respiração conturbada, suas sobrancelhas franzidas e os lábios cerrados. Emma levantou da poltrona e andou até a cama lentamente.

“Droga, Regina.” Resmungou, sentando-se a beira do colchão tomando cuidado para não acordá-la. Emma virou-se para a mulher, verificando se seus olhos estavam de fato fechados. Mas a morena parecia dormir um sono profundo e conturbado.

“É melhor mesmo você não estar me enganando.” Sussurrou Swan, ajeitando-se no colchão. Pôs sua cabeça apoiada sobre a cabeceira apenas para cessar a pressão que sentia sobre sua coluna. “Senão, eu arrumo minhas coisas e volto para Storybrooke sem você.” Resmungou.

Regina virou-se como um espasmo súbito, e segurou o lençol com força. Emma franziu o cenho, desejando compreender o que tanto a Rainha sonhava. Ela ergueu a mão, tocando o rosto da morena.

“Você está escondendo alguma coisa, não está? Eu sei que está.” Disse Emma, deslizando a ponta de seu dedo pela pele branca e macia, deixando-a percorrer o canto dos lábios. “Por que você fez aquilo?”

Embora Emma soubesse que Regina estivesse desacordada, fizera a pergunta desejando ser ouvida. Mesmo que no mundo distante onde a Rainha se encontrava. Swan subiu sua mão da ponta do nariz arrebitado da morena até a testa tensionada. Emma aproximou-se da morena lentamente, e depositou um beijo em sua testa. Logo, a loira lembrou-se do hálito sabor maçã que sentira bem de perto. Swan ainda sentia raiva por Claude, e agora mais ainda por tê-la machucado propositalmente. Então por que não conseguia deixa-la? Pegar suas coisas e partir? Por Eros, talvez. Por seus próprios objetivos, certamente. Por egoísmo. Por esperança. Não necessariamente nesta ordem.

“Eu odeio você, Regina Mills.” Resmungou Emma antes de cair no sono.

“Eu sei.” Regina respondeu abrindo os olhos, com a voz embargada. “Perdoe-me.”

* * *

A Rainha não estava fingindo há tanto tempo. Sentiu sua mente voltar ao seu corpo, enquanto ouvia de fundo a voz tagarela da loira. Por que ela havia feito aquilo? A pergunta ecoou em sua cabeça por longos minutos que mais pareciam milênios. Por que havia matado tanta gente? Por que havia tentado beijá-la? Não era como se Emma fosse ajuda-la a concertar o estrago que fez. Destruiu vidas. Causou miséria e dor. Nada ou nem ninguém seria capaz de salva-la. Nem mesmo a Salvadora. E Regina não queria ser salva. Morreram aqueles que mereciam, ela só fora a peça perfeita movida pelo destino. Se não fosse ela, seria outra pessoa. Talvez fosse isso que todos os assassinos pensassem.

Regina tocou o braço ferido da loira, deparando-se com a marca provocada pelo suposto aliado. Contudo, a mulher se surpreendeu ao constatar a cicatriz. Já havia cicatrizado. Isso era possível? Mais cautelosa e cuidadosamente, Regina deslizou os dedos sobre o braço. Se alguém a visse agora, diria que a ferida fora feita há meses atrás. Entretanto, poucas horas haviam se passado. A Rainha também não compreendia porque das garras. Claude possuía grandes unhas, de fato, mas não o suficiente para tal ferimento. Pelo menos era o que pensava. De qualquer modo, Regina sabia que sua aliança havia se quebrado. Não podia confiar no homem. E embora quisesse arder em ódio, à mulher fez o contrário. Nada que fizera até agora por impulso havia funcionado. Precisava ser calculista.

Após alguns minutos deitada, a Rainha levantou-se da cama grosseiramente. Caminhou até seu closet para trocar de roupa e ao voltar, deparou-se com Swan sentada sobre o colchão.

“Já é noite?” Resmungou sonolenta. Regina continuou vagando sobre o quarto, sem olhá-la.

“Não.” Respondeu seca. “Você não dormiu muito.” Acrescentou.

“O que fazia lá fora?” Perguntou Emma, fitando-a. Regina parou por um momento, pensando no que deveria revelar, ou se deveria revelar.

“Cuidando dos seus interesses.” Retrucou. “Temos de retomar o treinamento, já perdemos muito tempo.” Swan levantou-se, franzindo o cenho enquanto caminhava até a Rainha.

“Retomar o treinamento depois que quase me matou?” Contrapôs. O olhar de Regina se perdeu por alguns instantes, mas logo voltou a fitar o chão. “Olhe para mim, Regina.” Exigiu.

“Estamos perdendo tempo.” Resmungou a morena, andando até a porta, mas antes que pudesse Emma segurou seu braço.

“Olhe para mim!” Gritou. Regina o fez, após muito relutar. “Está me evitando pelo que fez comigo?” Provocou.

“Não, Swan!” Gritou a Rainha de volta. “Eu curei você! Deixei que dormisse aqui! Não está satisfeita?!”

“Não! Não estou!” Respondeu. “Tanto faz o que fez ou não para se redimir consigo mesmo, mas eu não confio mais em você!” Regina arqueou a sobrancelha, dando um passo afrente.

“Pois deveria.” Respondeu num sussurro. “Sou a única que pode te ajudar nesse reino.” Acrescentou. Emma comprimiu os olhos, fitando as íris da morena.

“Não... Você está escondendo algo.” Disse num tom sério. Regina deu-lhe as costas. “Regina! Diga-me o que é!” Exclamou. “Diga!”

“É HENRY!” Urrou. Subitamente, a expressão da morena tomou linhas de tristeza. “E-Ele está doente.” Então, o rosto da loira tornou-se pálido.

“O quê?” Gemeu baixinho. O olhar da morena pairou sobre Emma. “Como sabe?”

“Red.” Disse Regina. “Quer dizer, Ruby veio até o castelo pedir minha ajuda.” As íris achocolatadas brilhavam conforme as lágrimas se formavam, mas tão logo a Rainha as dispensou.

“Ela veio pedir a sua ajuda?” Questionou. Regina arqueou a sobrancelha.

“Sim, Emma.” Disse a Rainha, num tom quase ofendido. “Eles acreditam que minha magia pode curá-lo.” Resmungou. Emma deu um passo afrente, esperançosa.

“E pode, não é? Está tudo resolvido.” Disse — mais para si mesma do que para a morena. Regina deu-lhe um longo suspiro.

“Eu precisaria vê-lo para lhe responder.” Respondeu após algum tempo. Emma arqueou a sobrancelha, num misto de dor e preocupação.

“Talvez seja só coisa de criança.” Resmungou, escondendo o resto nas mãos. “Talvez passe logo.”

“Henry sempre teve uma saúde forte. Era difícil pegar algum resfriado.” Regina retrucou, contudo, sem a intenção de feri-la.

“Talvez seja só o ambiente novo.” Tentou mais uma vez, olhando para a morena. A Rainha impôs um sorriso nos lábios.

“Talvez.” Mentiu.

Regina aproximou-se a loira. Sentia como se devesse algo a ela. Afinal, toda vez que a tocava, ela saia ferida. E sequer podia dizer que tal não fora sua intensão, pois fora. Mais que isso, Regina sabia que era sua culpa o estado adoecido do seu filho. Mesmo que fosse apenas passageiro, ela havia parado de visita-lo, pois estava ocupada demais com sua vingança, ou o que ela ainda acreditava ser sua vingança.

Emma tinha um olhar perdido, procurava meios de voltar para o castelo sem ser vista. Sem ter de ficar. Sem fazerem culpar Regina por sua fuga. Preferia não remoer a culpa que se alojava dentro de si.

“Tenho que voltar ao Mundo dos Sonhos. É a única maneira segura de vê-lo.” Resmungou para si mesma. Emma franziu o cenho.

“O que quer dizer?” Questionou Emma. “Você pode fazer isso?”

“Não exatamente.” Respondeu receosa. Regina fitou a loira com cautela.

“Quando Henry disse que você o visitava. Ele estava certo!” Exclamou perplexa. Regina suspirou profundamente. “Você estava com ele o tempo todo!”

“De que importa isso agora? Temos trabalho a fazer...” Disse dando as costas. Mas Swan a seguiu.

“Não, espere.” Disse. “Não sei se isso é bom ou ruim.”

“O que? Eu ter de encontrar um meio para ver meu próprio filho?!” Retrucou ríspida. Emma revirou os olhos.

“Não, não vamos discutir isso agora. O que digo, é talvez possamos trazer Henry quando formos ao castelo.” Sugeriu. Regina comprimiu os olhos, dando um passo afrente, mas nada disse. “O quê?”

“Certo. Faremos isso.” Disse pensativa. “Mas você vai me ajudar a fazer isso.”

“O quê?!” Repetiu.

“Não posso confiar em Claude. E isso será parte de seu treinamento.” Disse dando a volta na cama. Emma a seguiu, sentindo sua cabeça latejar.

“Regina, o que está dizendo?!” Balbuciou.

“Preciso desenhar para você, Swan?” Retrucou. “Você vai me ajudar a visita-lo. Só tente não explodir minha cabeça.” Disse deitando-se no colchão.

“Tudo bem, isso é loucura.” Resmungou negando-se. “Regina, levante, eu não vou fazer isso.” Deu as costas.

“Você vai. Você fez um acordo e vai cumprir até acabarmos com isso.” Afirmou, em um tom mais alto que os resmungos da loira. “Isso é uma ordem!”

“Oh, legal.” Revirou os olhos. “O que quer que eu faça Majestade?” Zombou.

Emma andou até a morena. Regina pôs-se ereta, com os olhos fechados. Swan não compreendia como iria controlar algo tão confuso e questionável como a magia que supostamente se escondia dentro de si. A Rainha ergueu a mão esperando que a loira a tocasse.

“Pressione.” Resmungou levando a mão de Swan até suas têmporas. “Concentre-se.” Ordenou. Emma sentiu a mão de Regina soltá-la e voltar à posição normal ao lado do corpo. Como deveria se concentrar? “Concentre-se, Emma.” Repetiu.

“Eu não sei como.” Gemeu baixinho. Regina franziu o cenho, ainda de olhos fechados.

“Magia é sobre sentimentos.” Dizia. “Concentre-se naquilo que mais os consome. Em quem mais os consome.”

“Em quem amo?” Sussurrou.

“Sim.” Resmungou. Emma fitou o rosto da morena mais uma vez. Poderia se acostumar com aquilo.

“É o que você faria?” Perguntou, sentindo o hálito de maçã percorrer pelo ar ao seu redor ao ver Regina entreabrir a boca para falar.

“É exatamente o que eu faria.” Sua voz se tornava embargada.

“Regina... Eu-” Emma se interrompeu. Os lábios da Rainha se fecharam e sua respiração tornou-se mais pesada. Isso significava que ela havia conseguido? De qualquer maneira, decidiu permanecer ali, e manter-se longe de Claude. Seus dedos ainda pressionavam as têmporas da morena, e sua mente ocupada com que acreditava ser sua concentração. Mas Emma apenas observava o rosto de Regina, mais uma vez de perto.

* * *

Regina adentrou o castelo pé ante pé. Conseguia ouvir a voz da loira resmungar, mas não identificava palavra alguma. Ela não era tão boa quanto Claude, que tornava sua viagem mais segura, contudo, era uma ótima notícia não ter sido morta pela mulher. A Rainha decidiu então, se concentrar em seu objetivo. O que, de fato, não seria difícil dada a sua preocupação com seu filho. Devido à falta de segurança do contato de Emma, não sabia se poderia ser vista por alguém além do menino.

“Já chega. Vocês dois. Na sala de reunião.” A voz da mulher fez com que Regina recuasse. Snow White passou pelo corredor, seguida da menina-loba e o homem de madeira. Eles se entreolharam e seguiram sem nada dizer. Regina, então, prosseguiu. Decidiu entrar pela porta da qual saíram os demais. E lá estava. Seu menino.

Henry se ajeitou na cama, puxando sua coberta para cobrir mais seu rosto. Regina aproximou-se, sentindo seu coração apertar dentro do peito. O menino tossia frequentemente, mas isso não parecia atrapalhar seu sono profundo. A Rainha sentou-se na beirada da cama, esperando para entrar em contato com seu filho.

“Querido.” Regina sussurrou enquanto acariciava-o por cima das cobertas. “Desculpe, mas preciso vê-lo.”

Surpreendentemente o menino se mexeu em resposta, como quem relutasse a acordar. Regina continuou para que ele tivesse certeza de que ela estava ali de fato. Vagarosamente, os olhos de Henry se abriram, acostumando-se com a claridade que, mesmo pouca, o incomodava. Quando o garoto finalmente abriu totalmente, os lábios da temida Rainha se abriram num enorme sorriso.

“Ma... Mamãe?” Resmungou Henry.

“Sim, meu amor.” Disse com um riso nervoso. “Como está?”

“Onde está minha mãe?” Perguntou o menino, fitando o restante do quarto como se procurasse por alguém. Regina se enrijeceu, com a sobrancelha arqueada.

“Eu estou aqui, Henry.” Disse Regina, paciente.

“Ela está com você, não é? Minha mãe.” Questionou preocupado.

“Miss Swan não está comigo. Mas eu vim vê-lo.” Esclareceu um pouco sentida. Henry ergueu a sobrancelhas. “Como está se sentindo?”


“Como se tivesse sido amaldiçoado.” Resmungou, levando as cobertas de volta ao rosto. “Sem querer ofender.” Acrescentou. Regina impôs um sorriso em seu rosto.

“Tudo bem.” Sorriu. “Querido, você quer vir comigo? Posso cuidar de você.” Sugeriu a Rainha, num sorriso esperançoso de que seu filho aceitasse. Mas o menino a fitou com estranheza.

“Quero que vocês fiquem comigo.” Gemeu Henry. “Emma está com você, não está mamãe?” Regina suspirou profundamente.

“Eu não a capturei-”

“Eu sei.” Interrompeu sorrindo. “Só quero minhas mães junto comigo.” Acrescentou.

“Exatamente. Eu posso leva-lo daqui, o que acha?” Regina insistiu. Ao fundo, o barulho das vozes parecia estar voltando. Ela precisava se apressar.

“Eu, você e minha mãe?” Perguntou com um sorriso esperançoso. “Tipo uma família?” Regina hesitou.

“Mas eu e você somos uma família.” Contestou, sem perder seu sorriso. “Não somos?”

“Nossa família aumentou, mamãe.” Henry abriu um sorriso bobo. Regina suspirou, sentindo-se sem saída. “Mamãe...”

“Sim, querido.” Resmungou a Rainha.

“Vocês vão embora?” Perguntou, seguido de uma tosse seca. A Rainha ajeitou o travesseiro do filho cautelosamente.

“Que besteira é essa? Só estamos esperando a hora certa para voltar.” Regina mentiu. Mas Henry não parecia convencido.

“Eles disseram que vocês iriam embora.” Resmungou, sua voz tornou-se mais rouca. A morena rapidamente franziu o cenho, preocupada.

“O que quer dizer, Henry?” Perguntou mais severamente. “Está falando de Snow?”

“Não... O casal que veio aqui.” Respondeu, franzindo a testa. “Acho que eles fizeram isso.” Acrescentou Henry, erguendo a mão para si mesmo. Regina engoliu seco.

“Eles? Quem?” Exclamou a Rainha, ignorando a possibilidade de ser ouvida. Henry franziu o cenho, como quem vasculhasse em sua memória.

“Não sei.” Disse confuso. “Eles não disseram.”

Subitamente, as vozes dos corredores se tornaram mais altas. Ela não podia ser vista em hipótese alguma. A origem da voz era nitidamente da rainha daquele reino, que muito provavelmente estaria acompanhada de seu rei. Embora a festa de casamento de Rumpelstiltskin estivesse sendo preparados a mando do reino Encantado, seus comandantes mais se preocupavam com o menino adoecido.

“Henry, preste atenção.” Regina sussurrou receosa. Sentia seu coração palpitar. “Quem veio aqui? Como eles eram?”

“E-Eu não sei direito. O moço tinha um terno, e... Acho que os olhos eram azuis.” Respondeu nervoso.

“Henry, eles... Fizeram alguma coisa com você?” Regina insistiu com a voz trêmula.

“Não lembro.” Sua voz se tornava chorosa. As sobrancelhas da temida Rainha se ergueram, em uma expressão dolorosa. “Mas a moça...”.

“Que moça?!” Exclamou, apressando-o. Mas a cor do quarto já não era a mesma, tampouco se ouvia o que seu filho tentava lhe avisar.


“Ela disse que você ia fugir com a Emma, mamãe, de volta para casa.” Regina conseguiu ouvir. Ela estava sendo despertada do sono. “Acho que ela fez...” Confessava Henry, mas a Rainha já não conseguia ouvi-lo. A voz do menino estava distante, contudo, a mão da morena ainda segurava a do filho firmemente. Quando Henry terminou de lhe contar, a mulher o apertou, sentindo uma lágrima morna escorrer pelo seu rosto.

“Querido, saiba que eu estou zelando por você.” Disse a Rainha, com a voz trêmula. “E nós não vamos a lugar algum sem o nosso filho.”

Notas finais
Yaaaaay! Reviews? Esse é o presente de vocês para mim. IASJQOISKQ (-n). Agora sim, my dears, até sábado. E feliz natal.