The Hidden Kiss

15 My True Face


Notas iniciais
E aí, guys! A fic está com mais de 600 visualizações e mais de 100 reviews! Estou tão feliz! Muito obrigada mesmo! E então, prontos para mais? Eu sei que era para eu ter postado no sábado, mas eu não estava em casa, então estou postando hoje. E se der eu posto na quinta também. Espero que gostem.

* * *

O cavaleiro a havia acompanhado até o quarto. E enquanto o silêncio pesava nos ombros dos dois, suas mentes dissertavam consigo mesmos, por motivos diversos. Eros fechou a porta do quarto por trás de si, e Emma caminhou até sua cama ardendo de raiva e dúvida. Chegou a acertar um soco na parede, mas se arrependeu no minuto que sentiu a dor.

“Não se machuque!” Exclamou Eros severamente. Emma sentou-se de modo desajeitado na cama. O cavaleiro aproximou-se para examinar a mão da loira, mas Swan simplesmente recusou, recuando.

“Onde você estava?” Emma indagou num tom acusatório. Eros franziu o cenho.

“Em meus aposentos.” Respondeu roboticamente. “Por que perguntas?”

“Você disse que viria de noite, e não veio. Depois de sumir com aquele cara, o que quer que eu pense? Ele está te ameaçando? Diga-me!” Emma tagarelava. Eros sorriu genuinamente e decidiu sentar ao lado da amiga. Ele acreditava que podia chama-la desse jeito, pelo menos em pensamento.

“Eu prometi que viria, sim. Mas pensei que tivesse esquecido e ido dormir, por isso que não vim.” Respondeu tranquilamente. Emma não conseguia entender o motivo de tanta tranquilidade. Ela conseguia sentir que algo não se encaixava. Muitas coisas que não conseguia compreender. Mas Eros via tudo de forma ingênua, calma, que, às vezes, era irritante.

“Eu não preguei o olho!” Emma exclamou. Eros riu.

“Ora, querida, deve estar cansada. Não precisava se incomodar.” Disse gentilmente, mas havia algo além daquele sorriso. Algo que Emma não conseguia identificar. Então, o rapaz prosseguiu: “Mas... Você não dormiu por mim, certo? O que aconteceu lá?”.

Swan fitou o rapaz primeiramente, percebendo as olheiras significativas em seu rosto. Ela não havia sido a única com insônia naquela noite. Contudo, Eros soava -pela primeira vez — maduro, adulto. O cavaleiro parecia diferente cada vez mais.

“Você sumiu, e como eu não confio naquele cara fui falar com Regina. E ela me assegurou que estava tudo bem e que iria investigar.” Cuspia Emma com raiva. Seus punhos cerrados eram a prova disto. “Bem, pelo visto estava investigando outra coisa!”

“Que coisa?” Perguntou Eros verdadeiramente curioso. Swan se perguntou se aquilo era alguma brincadeira para irritá-la ainda mais, mas ele parecia não saber de fato. Então, a loira deu de ombros.

“Eu vou para casa. É... É o que eu vou fazer. Já deveria ter feito há muito tempo.” Resmungou mais para si mesma do que para o rapaz. Emma levantou, encaminhando-se até a janela. Eros fazia muito isso, olhar através daquele vidro. Mas, como pensado, não havia nada além do vasto campo seco do território de Regina. Swan estranhou o silencio do amigo que sempre comentava em seus desabafos.

“O que foi?” Indagou ao virar. Eros estava de saída, em frente à porta.

“Nada. Vá para casa, ao menos você tem uma.” Retrucou. “Mas não minta para si mesma. Você escolheu sair de lá, deixar seu menino. Aí quando as coisas saem do seu plano, volta? Talvez seja melhor mesmo. Talvez deva ir embora e largar tudo como deixou, como se nunca estivesse vindo.” A voz do rapaz era amargurada e ressentida. Emma o havia magoado, mas a loira era egoísta demais para perceber o motivo.

“O que quer que eu faça?!” Exclamou. “Todos querem que eu faça alguma coisa! Querem que eu melhore suas vidas, e quanto a minha? Alguém me perguntou o que eu queria? Acho que não!”

“Isso porque você não sabe o que quer!” Respondeu a altura. Emma aproximou-se sentindo seus nervos a flor da pele. Ela sabia o que queria, queria ir para casa. Queria pegar Henry e ir embora.

“Você não me conhece!” Emma gritou.

“E preciso? Você quer ir para casa e nem sabe onde isso é! Você sequer sabe o que significa ter um lar!” Eros sentia seu corpo arder com o aumento repentino de sua voz. Nunca havia gritado com alguém. Não enquanto humano. Mas ele não podia controlar, não podia se compreender.

“E você sabe?! Onde está o seu lar, Eros? Onde está sua família?” Gritou Emma, pela última vez.

A expressão do cavaleiro mudou repentinamente. Toda raiva de seu corpo se esvaiu, assim como sua voz. Ele nada disse. Onde estava sua família? Morta. Seus pais, seus irmãos, Graham. Todos mortos, de uma forma ou de outra. E ele se lembrava de cada segundo disso. Assim que seu irmão fora convocado pela Rainha, a temporada de caça começou e o acordo de Graham com Regina não havia sido cumprido. Não extinguiu a caça de lobos como o acordo dizia. E o recém-brinquedo da Rainha não fazia a menor ideia, pois seu coração arrancado no cofre de Regina era a coleira que prendia o pescoço de Graham. O bichinho de estimação da realeza.

Logo em seguida, Eros saiu de sua matilha para seguir Graham, mesmo que de longe, e, vez ou outra, ele voltava para a família. Todavia, a floresta se tornara um lugar perigoso para um lobo solitário.

Certo dia, o lobo voltou para a matilha. Estava faminto e sedento. Era inverno e os animais se escondiam do frio na maioria do tempo. Então, os lobos tinham que se mover para procurar abrigo. Mas lá estavam os caçadores, e alguns guardas reais. Como se cumprissem uma ordem e adorassem segui-la, adorassem matar. A família de Eros relutou enquanto era atacada. E ele escondido por trás de uma árvore enquanto via cada lobo de sua matilha ser morto um a um.

Emma sentiu a amargura de suas palavras, e principalmente, sentiu a força que estas exerceram sobre quem chamava de amigo. Eros não disse uma palavra enquanto o silêncio se prolongava.

“Eros... Eu...”

“Se precisar de mais alguma coisa é só chamar.” O cavaleiro a cortou, virando as costas.

“Eros! Desculpe!” Emma avançou, segurando-o. Contudo, o homem não hesitou, tampouco parou.

A loira apertou o braço de Eros, pedindo que ele não fosse. Talvez esse fosse o único pedido "entiu a dor. que sentiu a dor. e, mas se arrependeu no minuto que sentiu a dor. sigo mesmos. que pudesse ser atendido. Inclusive agora que, muito provavelmente, seu plano de voltar para casa tinha fugido de suas mãos.

Swan puxou o homem para perto de si, de modo desajeitado. Nada lhe ocorrera naquela hora. Só precisava de ajuda, precisava de um amigo. Regina tinha razão, ele era idêntico à Graham. Quando se deu conta de si, tinha os lábios roçando nos lábios do rapaz. Lenta e friamente.

“Emma?” Eros resmungou afastando-se da mulher. Emma levou as mãos até os lábios. Não era verdade? O motivo de sua aproximação repentina com o rapaz dava a semelhança entre o cavaleiro e o Sheriff?

“Desculpe-me.” Sibilou Swan, dando um passo à frente para o rapaz. Não era isso que Regina havia insinuado? Ela gostava de Eros? A loira tocou a barriga definida do cavaleiro por cima do pano artesanal. Não conseguia entender o que deveria fazer, ou deveria ter feito. Seus lábios estavam frios, insensíveis. Ela não havia sentido absolutamente nada. Um pingo de atração sequer.

“Emma pare. Pare com isso.” Eros resmungou, num tom cansado. Emma franziu o cenho, confusa. “Não faça isso. Não comigo.”

“Fazer o quê?” Indagou num tom ressentido. Eros afastou-se, voltando a sentar na cama da loira. Emma o acompanhou.

“Substituir.” Respondeu Eros, forçando um sorriso. “Sei que a Rainha costuma causar isso. Essa confusão. Mas não se afogue comigo. Não se confunda comigo.”

“O que quer dizer?” Emma insistiu, percebendo que havia perdido algo. Eros franziu o cenho.

“O que você sente pela Rainha.” Respondeu como se a resposta fosse óbvia. “E eu não quero problemas para mim, entende? Talvez eu conceba minha liberdade. Não quero chatear a Rainha.” Acrescentou num tom mais ameno. Como se houvesse esquecido tudo que acontecera anteriormente.

“Eu não sinto nada pela Rainha! Quer dizer... Regina.” Exclamou Emma. “De onde tirou essa ideia estúpida?!” Eros recuou confusíssimo. “E por que Regina se chatearia? Deixe de besteira.”

“Mas... Pensei que...”.

“Errado! Pensou errado!” Prosseguiu, sentindo que deveria enfatizar a irracionalidade aquela ideia absurda. “Céus, ela é mãe do Henry. Seria um absurdo!” Novamente, Eros franziu o cenho sem compreende.

“Justamente o ponto de semelhança, não?” Arriscou. Mas Emma não tardou em limitar, negando firmemente que não. “Mas se acha a ideia absurda é porque já cogitou”

“Não fale besteira. A única coisa que sinto por Regina é ódio.” Disse ríspida. “Ódio por não arranjar logo uma passagem para casa, ódio por ela conseguir ficar perto daquele homem nesse momento.”

“Que momento?” Indagou Eros subitamente. Emma espantou-se de estar sendo realmente ouvida.

“Uma festa vai acontecer. Eu aparecerei nela para pegar o que é preciso para sairmos daqui.”

“Sairmos?” Questionou.


“Eu e Regina.” Novamente, Eros não compreendeu. E Swan fez questão de esclarecer: “Eu, Henry e Regina. Nós não pertencemos a esse lugar, entende?”. Eros fez que não.

“E o que acontece quando você for?” Eros disse numa voz embargada. “O que acontece com o reino? Comigo...”.

Só então Emma compreendeu o que aquilo tudo significava. Eros não estava ressentido com a loira, embora tivesse motivos para tal, mas, sim, ele estava com medo. Com medo de voltar à solidão. Swan sentiu seu coração comprimindo em seu peito. Eros não olhava em seus olhos. Pelo contrário, seu olhar percorria por todo o quarto, a procura de algo para distrair-se.

“Hey, o que quer dizer? Você vai voltar a correr, não é? Essa coisa... Essa coisa de lobo.” Emma tentou animá-lo.

Se Eros não fosse tão moldável, pensaria mais a respeito. Refletiria sobre as consequências de sua liberdade. Mas este não era o caso, então mudar seu estado emocional não era algo difícil. Ainda mais quando quem o estava moldando era alguém que confiava. Portanto, o cavaleiro sorriu. Como uma criança contente.

“Sim! A Rainha prometeu!” Confirmou animado. Emma, então, sorriu aliviada.

“E eu vou insistir para que ela faça, viu?” Comentou Swan. “Bem... Depois, certo? Não quero ver Regina por um bom tempo.” Acrescentou, pondo sua mão sobre a do cavaleiro.

* * *

A Rainha empurrou Claude de volta para cama. Agora, no closet, ela se vestia novamente. Nada, nem seu aliado, conseguiram tirar o rosto de Swan de sua mente, tampouco sua rejeição. Portanto, seu rosto continuara vermelho de raiva, seus punhos cerrados. Não era típico de Regina deixar ato como esse passar. E desta vez não seria diferente.

“Aonde vai, Vossa Majestade?” A voz embargada de Claude soou rouca por trás dos lençóis da Rainha. Mas Regina já havia saído do quarto, e mesmo que tivesse escutado certamente não lhe daria ouvidos.

Regina chamou por Sidney, que apareceu prontamente à sua dona. O rosto do homem acompanhou a Rainha de espelho em espelho, enquanto os passos apressados da mulher a levavam para seu destino.

“O que queres saber, Majestade?” Sidney perguntou, numa voz ecoante.

“Se ele está lá. Eros.” Regina resmungou ríspida. Sidney suspirou frustrado.

“Um instante, Majestade.” E então, seu rosto se dissipou no fundo vinho, para reaparecer alguns minutos depois. “Sim. O cavaleiro está. E Vossa Majestade certamente não irá apreciar o que ocorre lá.” Sidney concluiu, com uma rima.

“Isso é tudo, Sidney.” A voz de Regina mais saíra como um rugido. O reflexo relutou, mas por fim cedeu. Ele era obrigado a obedecê-la, era o havia desejado e fadado a fazer.

Regina segurou sua capa vermelha com ambas as mãos enquanto trocava de corredor para o quarto de sua visita. Por um momento, pensou em relevar o acontecido. Mas logo descartou a remota possibilidade. Em poucos segundos, estava em frente à porta de Emma. Ela respirou fundo, e impôs um sorriso a seus lábios. A Rainha segurou a maçaneta e abriu a porta grosseiramente.

“Ora, ora... Vejo que não perdeu tempo, não é mesmo Miss Swan?” Regina sibilou. Emma tinha sua mão sobre a do rapaz. Eros levantou da cama no susto. Seus braços colados ao corpo, em posição de sentido.

“O que diabo você quer?” Indagou Emma ríspida. “Costuma-se bater antes de entrar.” Regina riu sarcástica.

“Bem, não em meu castelo. Eu entro onde e quando eu quiser.” Respondeu à loira. “Mas vou lhe responder, Miss Swan. Vim leva-la para o seu treinamento. E acho que já fez muito por hoje, certo Cavaleiro? Por que não descansa? Claude irá certificar-se que esteja bastante confortável.” Disse Regina apreciando a força de suas palavras sobre o rapaz. Eros engoliu seco, e seu lábio decaiu, com submissão.

“Não. Eu quero que ele vá conosco.” Emma interferiu. O homem permaneceu calado, fitando os próprios pés enquanto era decidido seu destino entre ambas às mulheres.

“Você não quer nada. Preciso lembrar de que é uma reles visitante?” Retrucou Regina, fitando a loira. “Está dispensado. E você vem comigo.” Regina segurou o braço da loira e puxou consigo.

“Hey! Largue-me!” Gritou Emma, soltando-se. “Onde está me levando?”

“Não confia em mim?” Regina questionou sínica, com um sorriso no rosto. Emma comprimiu os olhos.

“Não!” Exclamou. Regina deu de ombros.

“Ora, é uma pena.” E segurou seu braço novamente.

Então, uma névoa vinho as envolveu dos pés a cabeça. Emma agarrou-se a mão da Rainha que a segurava, temendo o que viria depois. Regina permitiu-se rir da situação, gargalhar seria melhor dizer.

Quando seus pés tocaram o chão novamente, Emma arriscou-se abrir os olhos novamente. Elas estavam no exterior do castelo, mas não se via mais o palácio. Somente a grama seca e o céu limpo. Sequer árvores, ou o início da floresta. Emma se perguntava onde estavam.

“Realmente... Imagine se confiasse certo?” Riu Regina. Swan largou-a imediatamente.

“Onde estamos?” Perguntou Emma, fitando detalhadamente o campo e afastando-se da mulher, mas não via nenhuma maneira de voltar para o castelo. Regina não respondeu. Swan voltou-se para Regina.

“Preste atenção!” Regina gritou. Emma pulou ao ver uma bola de fogo ir a sua direção. A loira foi rápida em jogar-se para o lado contrário antes que a chama atingisse a grama.

“VOCÊ ESTÁ LOUCA?” Swan urrou. Mas o sorrio permanecia no rosto da Rainha.

“Por que diz isso?” Questionou Regina sínica. Emma percebeu que prendia a respiração, e não tardou em recuperar o ar rapidamente. A Rainha ergueu as mãos para a mulher, empurrando Emma para o chão. “Reaja!” Gritou, dando passos até a loira.

“Eu não sei como!” Gritou Emma de volta, levantando-se do chão.

“Quem foi que tentou treinar você?” Questionou, jogando-a no chão novamente com magia. Desta vez, Swan não pôde levantar, pois algo a imprensava contra a grama, cada vez com mais força.

“M-Madre Superior.” Respondeu ofegante.

“Oh, é por isso que é fraca.” Retrucou Regina. Emma lutou mais uma vez, mas a força da morena não cedia. “Vejamos, o que ela tentou lhe ensinar... Levitação? Melhor! Teoria?” Dizia a Rainha rindo.

“Levitação.” Gemeu Emma, forçando os braços no chão para mantê-la sentada.

“Certo... Então me levante.” Ordenou a Rainha dando-lhe as costas. Subitamente, o peso sobre o corpo da loira desapareceu, fazendo tombar na grama.

“O quê? Eu tentava em coisas pequenas, leves... Não pessoas!” Exclamou Swan, levantando-se a custo. Regina caminhou até estar há alguns metros da loira e virou-se.

“Isso porque seu treinamento era péssimo, e com uma fracassada.” Disse ríspida. “Mas vou deixar você escolher; ou me levanta, ou me enfrenta.”

“Por que não pode ser algo fácil para começar?” Questionou Emma, limpando a grama de sua roupa. Regina riu.

“O casamento de Rumpelstiltskin é daqui a quatro dias. Não temos tempo para coisas fáceis. A não ser que queira ser capturada pela cavalaria de sua própria mãe.” Regina esclareceu, fazendo Emma bufar frustrada. “Vamos!” Exclamou.

Emma deu um passo à frente e ergueu as mãos ao seu redor. Ela não fazia ideia de como começar e sentia-se ridicularizada ao tentar fazê-lo. Swan tentou imitar os filmes que costumava assistir em sua adolescência sobre magia, mas todas as tentativas eram falhas. Principalmente pelo medo de machucar a Rainha, embora soubesse que Regina merecesse qualquer descuido.

“Eu já poderia tê-la matado, se quisesse.” Zombou a Rainha, fingindo tédio.

“Estou tentando, ok!” Gritou Emma impaciente. Regina suspirou, e deu passos até a loira.

“Não, não está.” Retrucou. “Magia, Miss Swan, não é um treinamento intelectual. É emocional.” A Rainha dizia enquanto dava a volta, parando atrás da mulher. “Está vendo aquela pedra?” Perguntou. Emma olhava para o campo limpo quando, subitamente, um pedregulho surgiu em meio à névoa cor de vinho.

“Você precisar senti-la. Precisa querê-la no ar.” Regina dizia.

“E por que eu iria querê-la no ar?” Indagou Emma.

“Por que você iria me querer no ar?” Provocou.

“Porque...” Swan se limitou a responder. Poderia dizer que era porque estar com raiva e queria sair dali o mais rápido possível, mas a loira não queria.

“Então pronto. Comece.” Ordenou Regina, dispensando explicações. Emma fitou o pedregulho e tentava desvendar o significado das palavras da morena. De repente, Swan sentiu um toque em seu braço. Regina segurava ambos os braços da loira e os apontava na direção certa. “Sinta Miss Swan.” Sussurrou. Emma virou a cabeça suavemente, apenas o suficiente para constatar os lábios vermelhos da Rainha pertíssimo de seu pescoço.

“Regina...” Gemeu baixinho. Mas os olhos achocolatados não a fitavam, e sim olhavam para muito afrente. Emma, então, pensou no hálito de maçã da morena há horas mais cedo. O que fora aquilo de verdade? Um beijo? Uma tentativa de um?

“Use suas emoções mais poderosas.” A voz de Regina a acordou. “Claude poderia ajuda-la, o quê acha?” Regina sugeriu com um sorriso malicioso.

“O quê?! De jeito algum! Não acredito que-”.

“Ele é muito bom, sabe?” Provocava Regina. “Em magia, quero dizer.” Acrescentou. Emma cerrou os dentes, arqueando as sobrancelhas.

“Eu já entendi!” Exclamou Emma. Regina riu.

“Ele foi um ótimo tutor, talvez eu deva chama-lo novamente.” Regina soltou a loira grosseiramente e virou as coisas.

“Não!” Emma gritou, segurando o braço da morena.

De repente, um estrondo soou logo atrás da loira. Emma cobriu a cabeça com as mãos, num ato instintivo. Contudo, Regina apenas ergueu a mão invocando um campo de força. Não demorou até que os destroços voassem contra elas e se chocassem com a barreira invisível da Rainha. Após segundos sem um arranhão, Emma se atreveu a abrir os olhos. A pedra havia explodido.

“Muito bom.” Disse Regina orgulhosa, abaixando a mão. Emma se levantou aos poucos.

“O que aconteceu?” Balbuciou. Regina impôs um sorriso a seus lábios, tocando o queixo da loira com a ponta do dedo.

“Sua raiva destruiu aquela pedra.” Explicou. Swan franziu o cenho. “Sua raiva de Claude.”

“Você está manipulando minhas emoções?!” Indagou afobada.

“Ora, Miss Swan. Acha mesmo que eu usei magia para manipulá-la? Eu posso fazer isso sem magia.” Rebateu Regina. “Aliás, por que sente tanta raiva de Claude, hein?”

“Acho melhor voltarmos para o castelo.” Emma dando passos para longe da Rainha. Regina arqueou a sobrancelha.

“Você fica.” A voz da morena tornou-se fria e ríspida.

Subitamente, o corpo de Emma é puxado de volta e jogada de volta ao chão. Regina forçou-a até que estivesse deitada na grama e seu corpo parado de lutar. Emma gritou algumas vezes, xingando e cuspindo qualquer palavra que passasse pela sua mente.

“De agora em diante, você vai me obedecer.” Regina caminhou até a loira. “Não quer voltar? Conseguir o que quer? Vamos fazer um acordo.”

Notas finais
E então? O treinamento começou. E eu juro que escrevi isso antes da terceira temporada começar. Hahaha. Reviews? O que acham que vem depois?