The Hidden Kiss
14 I Swear I didn't Mean It
Notas iniciais
* * *
“Sidney” A voz de Regina era rouca e morna. A Rainha dormira a noite da pior forma possível, imaginando onde Claude se metera e por que violara sua ordem principal: impedir que Emma sequer desconfiasse de qualquer envolvimento da mulher com a flagelação de Eros. Flagelação era a única suposição da Rainha, pois nem ela sabia o que acontecia entre Claude e o pobre cavaleiro. Mas poderia honestamente dizer que não era algo agradável.
“Sim, Majestade?” O espelho respondeu, segundos depois. A Rainha se sentou na cama, pensativa.
“Notícias de Claude?” Perguntou a mulher, ajeitando a coberta que lhe envolvia. O espelho engoliu seco e declinou a cabeça.
“Não, Majestade. Contudo, Eros foi visto adentrando seus aposentos.” Contou-lhe. O olhar de Regina cruzou o do reflexo. Isso não significava algo bom. Regina levantou para se vestir, ela sabia que Eros iria encontrar-se com Swan mais cedo ou mais tarde e que o homem jamais confessaria os maus tratos à amiga, entretanto, a Rainha precisava garantir que sua imagem não seria destruída diante à Emma. Pelo menos por enquanto, precisava dela até adquirir o mágico vidro de Rumpelstiltskin. O mágico portal.
“Sem sinal de Claude?” Insistiu Regina ao questionar mais uma vez. Desta vez, Sidney não respondeu. Regina já estava dentro do closet, terminando de se aprontar, quando voltou ao quarto estranhando o silêncio.
“Com tanta procura me sinto quase querido.” A voz gélida inconfundível do homem alertou os ouvidos da Rainha. Claude estava sentado em uma das poltronas espalhadas pelo quarto. “Quase”.
“Onde diabo você estava?!” Gritou Regina ferozmente. O homem franziu o cenho, ressentido com tal hospitalidade.
“Creio que esta não seja a questão certa.” Retrucou. “Quer saber o que fiz para Princesa Swan?” Sugeriu. Regina bufou indiferente a pergunta, só queria respostas. Claude prosseguiu. “Bem, estava em meu tradicional chá das cinco quando Swan invadiu grosseiramente...”.
“Ela veio prestar sua reclamação noite passada. Pensei que quisesse passar uma boa imagem.” Disse Regina pensativa.
“Você quer isso. Não estou aqui para fazer amigos.” Contrapôs o homem. “Swan se revelou uma menina muito desagradável e, particularmente, gostei disso. Contudo, foi capaz de me chatear”.
“Miss Swan? Conseguiu tirar sua calma?” Perguntou Regina com uma risada satisfeita. “Bem, eu devia parabeniza-la por tal ato.” Claude riu sarcasticamente.
“Não gosto de ser tirado do sério. Ela teve sorte de estar sobre sua proteção.” Comentou Claude entredentes. Regina arqueou a sobrancelha.
“E ela estará por um longo tempo. Aliás, poderia matar minha curiosidade: O que faria com ela se eu cedesse?” Questionou a Rainha comprimindo os olhos. Claude a fitou por inteiro.
“Creio que saiba a resposta.” Respondeu seriamente. E era bem verdade que Regina sabia. Ele a machucaria da forma sádica e doentia que a Rainha sequer poderia imaginar. Isso se ele não fizesse mais. Todavia, ela nunca permitiria que Claude a tivesse em mãos. Swan poderia ser a pessoa que destruíra a vida da Rainha, mas também era alguém que ocupara boa parte do coração de seu filho. E ainda sim, mostrava-se uma pessoa mais interessante do que aparentava ser.
“Fui até ele, enquanto se divertia.” Disse a Rainha, mudando o rumo da conversa. Claude arqueou as sobrancelhas. “Sim, afinal, depois do reconhecimento da loba é preciso manter cuidado e saber se ela irá compartilhar alguma coisa.”
“E ele recebeu-te?” Perguntou Claude duvidoso.
“Claro que sim. Só por que está prestes a se casar não significa que deixará seu lado sombrio.” Esclareceu Regina severamente. “Aliás, se nem o próprio filho foi capaz disso, ninguém será.”
“Então, tu contastes a ele sobre Swan?”
“Não precisei. Ele certamente desconfiará, julgando pelo desaparecimento dela.” Explicou Regina.
“Perdoe-me, é difícil assimilar que Rumpelstiltskin está de acordo com isso.” Claude ponderava, brincando com sua xícara de chá.
“Rumple me quer longe para que não estrague sua nova vida.” Comentou Regina num tom sarcástico. “Ele não se importa se Swan sairá ferida disso, a única importância dela para ele era quebrar minha estimada maldição e a maldita já fez.” Dizia entredentes. “O que vier é lucro.”
“Certamente.” Concordou Claude. “Mas eu poderia tê-la ajudado-” Quando foi interrompido.
“Você precisa parar — seja lá o que faz — com Eros.” Regina dizia pensativa. “Emma desconfia de algo, e não posso arriscar que ela o veja ferido.” Claude arqueou a sobrancelha.
“Quer privar-me de brincar com meu único brinquedo?!” Exclamou o homem furioso, levantando-se. “Nós fizemos um trato!”
“Este que descumpriu ao falar com Swan!” Retrucou Regina, severamente. Ela franziu o cenho com estranheza. “Assim... Parece que precisa disso para sobreviver.”
“E se eu precisasse?” A voz de Claude tornou-se densa. Regina engoliu seco.
“Dê um tempo a Eros.” Concluiu a Rainha, tentando ignora-lo. “Qualquer outro serve, certo?” Deu de ombros. A sobrancelha do rapaz se arqueou, enquanto este dava passos lentos até a Rainha. Regina viu a mão pálida e incrivelmente gélida do homem envolver seu pescoço grosseiramente. Ele a apertava, porém, permitia que respirasse sem dificuldade. Regina manteve a tranquilidade enquanto observava os olhos do aliado de perto. Quem ele era? Nem ela sabia, mas sabia que ela poderoso e, até então, era só o que importava. Entretanto, temia que criasse uma obsessão por Emma e que quebrasse seu pacto. Poderia Regina lutar contra Claude?
“’Qualquer outro’ você disse.” A voz rouca do homem a trouxe de volta à realidade. “Está certa.” Regina sentiu seus lábios sendo tocados pelo homem, mas não correspondeu — diferente das vezes anteriores.
“Não tenho tempo. Emma vai acordar e não quero que nos veja.” Regina disse, quando os lábios do homem decaíram sobre seu pescoço.
“Ora, está muito cedo.” Resmungou entretido. “E por que se importa tanto?”
* * *
Swan não pregou os olhos um minuto sequer. A sonolência era persistente, mas sua teimosia ainda mais. Eros lhe havia prometido que voltaria, talvez para explicar tudo que estava acontecendo com ele, com Claude e, quem sabe, explicar o que acontecia dentro dela também. A cama já não lhe confortava, pelo contrário, lhe aquecia deixando-a desconfortável. Ela foi obrigada a se levantar pelo calor, e também pelos gritos de seus próprios pensamentos.
Se Emma tivesse algum amigo, talvez Henry, ela poderia ser menos difícil de esperar. Talvez por isso estivesse caminhando até os aposentos de Regina mais uma vez. Lembrando-se do que dissera na noite anterior, fora vergonhoso. Por que dissera aquilo? Certamente queria apenas retribuir a ajuda que Regina a estava lhe dando, embora soubesse do duplo sentido. Pelo menos, foi isso que Swan se convenceu.
Dando as costas ao próprio quarto, Emma dissertava com sua própria cabeça sobre o que deveria fazer; o que seria o certo a fazer. Ela poderia caminhar até a cozinha do castelo e procurar por Eros por conta própria. Era algo que ela fazia, contudo, deveria respeitar as regras do palácio. Ou talvez, fosse apenas uma desculpa para ir até o quarto de Regina mais uma vez.
Convencida disto, Emma virou-se para a esquerda e caminhou pelo longo corredor que daria, mais cedo ou mais tarde, até a enorme porta dos aposentos da Rainha. Por um breve momento, a loira lembrou-se do ato admirável da mulher ao protegê-la da cavalaria de seu próprio castelo. Os homens cujo símbolo era uma coroa cristalizada sob um leão — criada para simbolizar a união dos reinos; White e Charming — avançando em territórios enfeitiçados e Regina comprimindo seu corpo contra o da loira. Ela pensou em milhões de razões para o feito da morena, afinal, nunca demonstrou qualquer sentimento além de ódio pela antiga Sheriff. Talvez Regina não fosse tão cruel como os outros diziam, talvez não fosse tão egoísta como eles confidenciavam. Logo, seu pensamento voou até a noite passada. Quando viu com uma atenção absurda a cama envolver o corpo da Rainha, seus braços espalhados pelo colchão e suas pernas caídas. De repente, Emma quis conhece-la. Desvendar seus segredos. Entender o grande enigma que Regina se resumia. Certamente, perguntar não funcionaria com a morena. E, quem sabe, seria até melhor que fosse desse jeito. Emma apreciava um bom jogo.
De qualquer maneira, o corredor já havia mudado quando a loira voltou a observar o lugar ao seu redor. Embora toda a estrutura fosse parecidíssima em seus mínimos detalhes e desenhos, o corredor do quarto da Rainha era marcado por espelhos por toda a parte, uma companhia constante que agora Emma sabia ser Sidney. Contudo, a característica principal do assombroso corredor não barrava a entrada para o quarto da morena. A porta estava completamente aberta de modo que nunca ficara antes, Emma sabia do gosto da antiga Prefeita por privacidade. De repente, quando seus olhos se distanciaram dos atraentes espelhos, seu olhar constatou o lastimável cenário.
O homem. Aquele homem detestável. Ele tinha as mãos no corpo da Rainha, a mão segurando a cintura e a outra em seu rosto, não deixando escapatória. Já os braços de Regina se apoiavam no peitoral do homem. Por rastejantes longos segundos, Emma percebeu que prendia a respiração, mas não teve vontade nenhuma recuperar o ar. Não era como se Regina tivesse correspondendo. Não era como se significasse algo para ela. Ou para Emma. Também não significava. Os lábios do gélido rapaz tomavam os avermelhados de Regina. Não era como se Emma se sentisse deixada de lado, afinal, só precisava de ajuda para voltar para casa.
Não, Regina deveria ter o mínimo de decência, Emma pensava consigo mesma. Tanto fazia onde punha aqueles reluzentes lábios avermelhados, mas precisava lembrar-se que não estava sozinha. Afinal, ela era mãe e a outra mãe de seu filho estava presente no castelo.
Nenhum som saiu de sua garganta, e como poderia? Nenhum músculo se moveu também. Swan não se mexeria até que a Rainha tomasse conhecimento de sua presença. Tinha que saber sua reação. Emma não possui relógio, tampouco havia alguma marcação de hora no castelo. Contudo, embora a sensação fosse de milênios, não havia se passado sequer um minuto quando os olhos entreabertos da morena pararam na loira. Essa era a deixa de Swan.
A antiga Sheriff deu as costas, fechando as enormes portas atrás de si. Honestamente, Emma mal sabia de onde tirara tamanha força para segurar aquelas gigantesca porta, talvez fosse pela raiva que sentia. Mal sabia, também, como tivera tempo para pensar em algo. Por que Regina se importaria? Quando descobriu seu relacionamento com Graham, a morena não dera mínima. Pelo contrário, usou isso para pisar em Emma cada vez mais. Era o que gostava de fazer.
* * *
Regina sentiu o braço de Claude segurá-la pelo braço quando correu em direção à porta recém-batida. O rapaz balbuciara algo que ela sequer se deu ao trabalho de ouvir. Regina se soltou rapidamente, pensando ser forte o suficiente para tomar sua própria decisão sem depender da aprovação de ninguém. Mas seus braços custaram a arrastar a porta, por um minuto, se esquecendo de simplesmente usar magia para empurrá-las.
Emma estava correndo apressadamente. Talvez pensasse que poderia se esconder. Mas ela já estava em seu esconderijo. Regina então não mediu forças para segui-la, confiando em seu treinamento físico nas aulas de equitação quando era adolescente. Muitíssimo tempo tinha desde sua última aula, mas seu corpo nunca se esquecera da preparação que tinha. Em menos de dois minutos a morena já alcançava a Princesa. Regina franziu o cenho ao pegar-se pensando de tal forma. “Princesa” nunca. Apenas Emma, ou melhor: Miss Swan.
A Rainha viu-se erguendo o braço para alcançar a mulher. Emma não parecia perceber que estava sendo seguida. Regina puxou-a, obrigando-a a parar, contudo, Swan se recusou.
“Emma!” Regina gritou quando a loira rejeitou seu toque. “Ouça primeiro, Emma!” Acrescentou, alcançando o braço e puxando-o. Swan sentiu sua coluna recostar-se a parede, e os olhos achocolatado a fitarem profundamente.
“Ouvir?!” Gritou em resposta. “Ouvir o quê? Pensei que estivesse ocupada!” Retrucou, tentando partir, mas as mãos da Rainha continham as suas contra a parede.
“Não seja tola! Por que sai correndo desse jeito?” Disse Regina, com o tom mais firme que conseguia. Mas seu coração martelava em seu peito.
“Era por isso, não é? Que não deu a mínima quando falei sobre Eros!” Emma cuspiu. Regina revirou os olhos. “Porque estava com ele o tempo todo! Pelas minhas costas!”
“Pelas suas costas? O que você tem com isso?” Rebateu rudemente.
“Nada!” Gritou de volta.
“Então pronto!”
“Tá!”
“Tá” Regina, sem perceber, apertava o pulso da loira cada vez mais. “Por que tanto fascínio naquele homem? É por causa de Graham, não é Swan? Sempre Graham! Quer saber, Eros não é ele! E Graham nunca vai voltar para ter um final feliz com você, ouviu bem?!” Urrou Regina, mudando bruscamente o rumo daquela conversa.
Logo, uma gota quente escorreu do pulso de Emma. Contudo, a loira sequer reclamava. Os olhos verde-esmeralda fitavam os achocolatados com tanta profundidade quando antes. Por um breve segundo, a Rainha viu uma lágrima se formar naqueles olhos, mas com um engolir seco este se fora. Regina olhou sua mão que acabara de fincar suas unhas no pulso da mulher, rapidamente se afastou ao deparar-se com o sangue.
“E-Eu...” Regina gemeu baixinho. Não iria se desculpar. “Eu vou concertar isso.” Balbuciou diminuindo drasticamente seu tom de voz. Emma ainda não dissera uma palavra até então:
“Não.” Emma resmungou soltando-se da Rainha e esfregando a mão na roupa. De nada adiantara, pois outras gotas cuidavam de substituir a tão pouco tempo limpada. Emma fitou os pés por um momento, enquanto tentava cessar o sangue, mas de fato não se importava com isso. As palavras ecoavam em sua mente.
Regina se arrependeu no instante que as dissera, embora fosse exatamente o que pensava. A fixação da loira com o cavaleiro era um lembrete da morte de Graham, morte cuja culpa se resumia em apenas um nome. O seu. Morte provocada por apenas um sentimento, mas agora já nem sabia por que ou quem.
Então, a Rainha viu sua mão tocar o rosto da loira da forma mais delicada que poderia após tê-la machucado. Pediu que olhasse para ela. Pediu que a desculpasse, mesmo sendo incapaz de dizer em voz alta. Pediu que a punisse com um tapa, ou qualquer coisa parecida que pudesse anular o que fizera, mas Emma não se moveu, apenas a olhou com os olhos comprimidos. Regina conheceu aquele olhar; raiva. Então por que não revidara? No dia que lhe acertou, no dia da morte de Graham, Emma revidou, acertou um soco em seu rosto também, sem pena. Por que não fizera de novo?
Emma também tinha o maxilar contraído, outro sinal de raiva. Regina tratou de analisar seu rosto e precaver suas reações para qualquer coisa que arriscasse dizer. Lá estava o beijo escondido. Não havia sumido, e insistia se unir ao destino para rir dela. A Rainha então pensou, por um milésimo de segundo, em algo que pudesse fazer. Seu rosto se aproximou do de Swan, sentindo a respiração acelerada. Sua mão ainda estava no rosto da loira, e o acariciou brevemente. Não havia muito espaço a ser preenchido. Emma sentiu o corpo de Regina colar ao seu, num movimento instintivo. Os lábios de Regina se entreabriram, assim como os da loira, mas novamente, Swan fora contra suas expectativas.
“Não.” Resmungou Emma com o maxilar contraído novamente. “Nunca quis um final feliz.”
Então, os olhos se Regina tomaram um ar frio e distante. A mão que antes acariciava Emma congelou, e empurrou o rosto grosseiramente para o lado.
“Vá.” Ordenou a Rainha entredentes. Emma arqueou as sobrancelhas e comprimiu os olhos.
“Sim, Vossa Majestade.” Swan sibilou sarcasticamente, e saiu do alcance de Regina. A morena cerrou os pulsos, permitindo que ela partisse.
Os passos da loira se tornaram mais longínquos quando o punho da morena atingiu o vidro do espelho. O barulho dos cacos de despedaçando ao chão soava como um estrondo com o eco do corredor. Regina abriu e fechou os pulsos algumas vezes, fazendo com que o barulho se multiplicasse e todos os espelhos se partissem.
“Desgraçada!” Urrou, agarrando uma das molduras e jogando-os contra a parede.
“Lastimável.” A voz aveludada do homem surgiu por trás de si. Regina viu seu peito subir e descer com a respiração ofegante. Era tudo que ela odiava mais que pena, e mais que tudo rejeição. Ela quem ditava as regras, ela quem humilhava. Emma não deveria tê-lo feito, não deveria tê-la rejeitado. Regina virou-se para Claude.
“Qualquer pessoa serve, não é?” A Rainha se ouviu dizer. Um sorriso malicioso brotou nos lábios do rapaz. Claude assentiu com a cabeça. Regina caminhou até o homem, entre os cacos de vidro e segurou seu terno agressivamente. “Venha.” E assim, a porta do quarto fechou-se novamente por trás dos dois.
* * *
Emma se virou quando ouviu o estrondo do vidro chocando-se contra a parede. A visão de Regina consumida pelo ódio chegava a ser perturbador. Sem perceber o sangue da mão da Rainha pintava no chão e no restante do vidro. Ela sequer percebia que se machucava. Parecia uma visão comum para Regina, se machucar. Emma sentiu seu coração comprimir em seu peito. Talvez até se partir.
“Eu nunca a vi assim.” De repente, uma voz masculina a fez pular. O homem alto de ombros largos observava a cena preocupada e atentamente. Emma encheu seu peito de ar, suspirando aliviada.
“Eros!” Grunhiu abraçando-o. O rapaz franziu o cenho com o toque, não sabia como reagir a isso.
“Está tudo bem?” Perguntou Eros com estranheza.
“Não” Gemeu baixinho escondendo o rosto no ombro do amigo. A mão do rapaz pousou sobre o cabelo loiro da mulher. Emma virou-se pela última vez para trás, podia ouvir o resmungo de Regina como um sussurro longínquo. Lá estava aquele homem novamente em frente a ela com um sorriso repugnante.
“Venha.” A voz da Rainha saíra trêmula. Regina segurou-o e o puxou para o quarto.
“Quer voltar para o quarto?” Eros perguntou baixinho, como se compreendesse a situação toda com apenas aquela cena.
“Quero voltar para casa.” Emma gemeu baixinho.
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