The Hidden Kiss

2 Hope Will Return


Notas iniciais
Olá! Decidi postar logo o primeiro porque eu não consigo me segurar mesmo. Boa leitura!

* * *

Assim que a névoa ia se dissipando, a visão do exterior era apresentada a todas as vítimas da terrível maldição. Emma Swan abriu os olhos deixando que a luz encontrasse sua retina. O lugar era vasto, tão extenso que chegava a ser assustador. A grama seca tinha vestígios de cinzas, como se houvesse sido queimada a não mais de uma semana. Aterrorizada, a loira levantou-se do chão recuando apressadamente. A névoa havia destruído a cidade? O mundo? E onde estaria Regina e Henry agora? Emma logo pensou em correr, mas antes que pudesse fazê-lo, algo no meio de seu caminho a fez tropeçar e seu corpo ser jogado ao chão novamente.

“Argh!” Reclamou uma voz bastante conhecida para a loira. Emma se virou, dando um sorriso aliviado que nunca pensou dar por causa daquela mulher.

“Regina!” Exclamou Emma, apoiando seus cotovelos na grama. A morena esfregava os olhos com apenas uma mão, pois a outra segurava a criança ainda desacordada. A loira engatinhou até o menino, verificando se ele estava bem. Regina não o largou um minuto sequer, Emma nunca pensou que o afeto da Prefeita pelo garoto fosse tão verdadeiro.

“É... eu sei quem eu sou” Regina resmungou, pondo-se sentada colocando Henry em seu colo. A loira se aproximou, acariciando a testa do menino.

“O que aconteceu? Onde estamos? Cadê os outros?” Tagarelou. Regina revirou os olhos. O céu, que antes tomava um tom cinza, agora se iluminava com um azul turquesa. Longe de onde elas estavam o castelo de verão do reino dos White encontrava-se destruído. A maldição posta pela Rainha havia destruído parte do palácio, e com a volta dos trolls a reaquisição da terra significaria uma nova batalha por vir.

“O que aconteceu?!” Exclamou Regina, sarcástica. “Você quebrou a maldição! Voltamos à minha terra, a Floresta Encantada.” Resmungou. Emma recuou. “Eu não faço ideia de onde estão os outros, mas não se preocupe. Eles sempre se encontram.” Disse Regina com amargura. Emma olhou confusa, não compreendia. Então, lentamente, os olhos da criança se abriram.

“Henry” Sussurrou Emma, se reaproximando do menino. Ele acordou com dificuldade, se acostumando com a luz do lugar. Sentando ao lado das mães, o garoto ainda não se dava conta de onde estava.

“O que vamos fazer?” A loira perguntou à Regina. Mas antes que pudesse responder, ou sequer pensar em uma resposta, seu olhar se fixou num ponto longínquo, mas inconfundível. Mary Margaret, David e companhia caminhavam sumindo o cume em que elas se encontravam. Regina se encolheu. Seus olhares eram raivosos, e os motivos eram óbvios. “O que foi?” Emma percebeu a repentina mudança de expressão da antiga Prefeita.

Os Charmings finalmente se dando conta de onde e do estado que estavam, tinha como seu primeiro objetivo fazer a grande Rainha Má pagar pelo que fez. Red — Ruby-, Grumpy -Leroy- e todas as vítimas da maldição caminhavam em direção à Regina, que levantou imediatamente. Emma demorou até perceber o que estava acontecendo. Snow White e Príncipe Charming contra Rainha Má. O confronto épico. Swan se sentia dentro de um livro, onde as pessoas que conheciam tinham personalidades completamente diferentes, a não ser por Regina que continuava com o mesmo ar de superioridade e arrogância. Entretanto, a mulher que seus pais queriam matar era a mãe de seu filho. E apesar de tudo que ela poderia ter feito a toda àquela gente, Emma não permitira que isso acontecesse, muito menos perto de Henry. Sendo assim, ela levantou e pôs-se frente à morena.

“Emma” Exclamou Mary Margaret, abraçando a loira. David lentamente se aproximou a filha, abraçando-a junto à sua esposa. “Querida, teremos tempo para isso.” Disse baixinho, mais para si mesma do que para a antiga Sheriff. Snow, então, virou-se para a mulher logo atrás de Emma, com um olhar que nunca pensou ter em sua vida: ódio. Charming tentava conter a esposa, mas seu desejo era mútuo.

“Você...” Disse Mary Margaret cerrando o punho. “Sua vadia! Maldita! Desgraçada!” Gritou, indo em direção a Regina. Com superioridade, a Rainha sequer se moveu. Apenas a observava com seu nariz empinado e seu orgulho intacto. Ela tinha magia, talvez Snow ainda não tivesse se dado conta disso, mas ela tinha. E se a mulher ousasse se aproximar a faria em pedaços.

“Hey, acalme-se!” Disse Emma segurando os ombros de Snow. Mas esta continuava a gritar absurdos à outra logo atrás da loira. “HEY!” Gritou fazendo-a se calar. “Acalme-se!” Henry que antes estava ao lado da antiga Prefeita, correu até a loira abraçando sua cintura. A multidão aumentava cada vez mais, todos os cidadãos da cidade de Storybrook, Maine, caminhavam enfurecidos a procura da única coisa que acalmaria seus corações amargurados: vingança. Snow White não consiga conter-se, ela queria que Regina pagasse por tudo que a Rainha havia feito a ela e toda sua família. “Vamos ser racionais aqui!” Emma virou-se para a mãe, tentando impor ordem.

“Desculpe-nos Emma, mas você não a conhece como nós” David pôs-se afrente da esposa. “Ela é muito perigosa!” Tentou avisar. Emma voltou sua cabeça para olhar Regina por um breve momento, os olhos achocolatados da Rainha pareciam mais escuros e seu olhar longe dali. A frieza que ela lidava com a situação era inacreditável. Enquanto todos a queriam morta, suas atitudes continuavam a ser soberanas e arrogantes.

“Isso não nos torna assassinos, David!” Retrucou. Snow bufou, não podia acreditar que sua própria filha estaria defendendo a mulher que destruíra sua vida. “Podemos resolver isso de outra forma... Ela ainda é a mãe do meu filho” Acrescentou. Regina revirou os olhos.

“Podemos prendê-la!” Snow sugeriu, finalmente. “Sim! Na cela do Rumpelstiltskin, em nosso castelo!” Emma recuou. “Se Rumple não foi capaz de escapar, seria o melhor a fazer com essa bruxa!”

“Certo...” A loira pensou alto. Henry a olhou assustado, parecia estar um pouco tonto. Era muita informação de uma vez só. O menino mal sabia onde exatamente ele estava.

“O que?” Regina exclamou. Emma rapidamente virou-se para a Rainha.

“É o melhor acordo que temos até agora, acho melhor aceitarmos.” Sussurrou, mas a Regina não cedeu. “Certo. Vamos fazer iss-” Emma ia dizer quando foi cortada por uma risada sombria e congelante da mulher logo atrás. A loira a olhou, não reconhecendo o semblante obscuro que era claro em suas linhas de expressão. Todos os homens e mulheres da multidão conheciam muito bem aquela risada, e a temiam por saber exatamente o que significava. Regina deu passos afrente, ultrapassando a loira.

“Vocês realmente acham que eu vou ficar presa em uma cela como uma miserável?” Disse com um sorriso sarcástico, seguido de mais uma longa risada. “Que ingênuos!” Ela voltou-se para Emma. “E quanto a você ‘Salvadora’, não me diga para onde vou ou o que fazer. Você não é mais minha Sheriff”. O povo passou a ficar agitado. Receio e hesitação eram o mínimo a se sentir em momentos como aquele. “Eu não vou me submeter a quaisquer de seus julgamentos, não me importo. Mas uma coisa vou lhes garantir” Ela falava alto o bastante para todos ouvirem. “Isso não acabou.”

De repente, uma névoa violeta envolveu o corpo de Regina, erguendo-a no ar por fração de segundos. E após um último olhar para o filho desnorteado, foi transportada para um lugar onde poderia descansar e pensar em uma nova maneira de vingar-se e de viver.

* * *

“Tudo bem...” Emma respirava fundo, mas acelerado. “O-O que diabo foi aquilo?!” Exclamou desesperada. Henry igualmente assustado olhava em sua volta duplamente confuso.

“É Regina. Nós avisamos!” Snow disse com um profundo suspiro.

Pela primeira vez, Emma encarou o lugar a sua volta. Tudo o que ela havia lido. Tudo que os filmes, livros e até seriados de TV sugeriam para o que se podia chamar de outra dimensão era real. Tudo não só era real, como estava logo a sua frente. Dentre todos os senários de reencontro familiar que a loira poderia imaginar, esse era poderia ser, sem sombra de dúvidas, o mais impossível de acontecer. Tão impossível que ela nem perderia tempo sonhando. Mas lá estava o destino para rir da cara abobada de Emma ao se deparar com sua nova realidade, quanta ironia. Entretanto, algo parecia estar diferente. E essa sensação era compartilhada por todos os que se deparassem com tal imagem. A Floresta Encantada parecia ter um senário pós-guerra. A grama seca, as árvores com seus galhos rachados enquanto suas folhas, já caídas, voavam perdidas em uma brisa leve e sem destino. Nada parecia o mesmo, principalmente para Snow White e Prince Charming. O castelo tão estimado da família White finalizava o fundo da imagem, suas torres destruídas e suas janelas estilhaçadas apenas afirmavam a teoria de que algo havia acontecido em tantos anos longe. Aquela não era a sua casa.

“O que nós faremos?” David se perguntou em um triste sussurro. Só havia sobrado ruína.

Snow virou-se para o marido, laçando seu braço no do homem.

“Vamos até o palácio. Vamos para casa.” E assim, eles tardaram a andar lentamente até chegar ao semblante longínquo do castelo destruído. Emma não questionou, juntou-se ao seu filho na tentativa de confortá-lo com a notícia tão impactante, mas na verdade a loira estava tão assustada e perdida quanto o garoto.

* * *

Dois dias de caminhada haviam se passado e finalmente o palácio parecia estava ao alcance de todos os pés cansados. Fazia dois dias que Emma não conversava ou sequer trocava cumprimentos com seus pais ou Ruby, estava apenas cumprindo seu dever e protegendo seu filho. Há todo momento Henry perguntava sobre Regina, perguntas estas que Emma não condições físicas nem mentais para responder. Tudo parecia ser um pesadelo no qual ela iria acordar gritando e desejando nunca mais acontecer, mas infelizmente era verdade. Emma já havia beliscado a si mesma para testar e nenhuma resposta tinha além da dor. Ninguém se preocupava em explicar o que estava acontecendo e nem ela tinha coragem de perguntar. Queria dar-se ao benefício da dúvida.

“Vamos pessoal! Estamos em casa!” Gritou Charming na liderança. Um misto de felicidade e alívio se uniu em um grande urro. Após alguns metros e todos já comemoravam entre si, com abraços e beijos. Charming e Snow foram os primeiros a adentrar o castelo. A arquitetura era imensa e bem detalhada, Emma se lembrava da última vez que vira algo tão bem desenhado quanto aquilo; em uma Igreja há muito tempo atrás. Mas as colunas e os pisos tão desgastados e rachados quanto à de uma catedral. Emma não esperava por um tour vinda de seus pais, ou de qualquer outro. Ela apenas agarrou a seu filho e os acompanhou em meio a toda aquela loucura.

O saguão principal era imenso e estava enfeitado com flores — já mortas- por todo lado. E um tapete que levava à primeira escadaria. Todas as imagens esculpidas no mármore que enfeitava paredes, corrimãos e pilares representavam Deuses ou Heróis. Apesar da poeira e do desgaste do material, o lugar parecia intocado para tantos anos distante. O lugar onde Charming e Snow decidiram abrigar os personagens e antigos cidadãos de Storybrook eram em um salão de formato redondo, onde havia uma cúpula igualmente redonda em seu centro.

Henry já não assistia à movimentação com um ar de medo ou desespero, ao contrário de Emma que parecia mais apavorada que antes. O menino parecia gostar da sensação de estar em um lugar onde tudo pode acontecer. Onde a magia, unicórnios, dragões e centauros podem fazer parte de um cotidiano de uma criança de dez anos.

Mas obviamente isso não fez com que Emma se desligasse do menino um segundo sequer. Enquanto todos encontravam seu lugar na multidão, eles seguiram Snow e Charming até o centro onde havia uma pequena elevação. Parecia ter sido cede de algum evento interrompido, pois os enfeites rasgados e envelhecidos pelo tempo continuavam lá.

“Senhoras! Senhores! Já podem iniciar suas comemorações, pois estamos em casa, meus amigos!” Exclamou Charming com imenso sorriso satisfeito. Um alto urro de confraternização se estendeu perante a multidão reunida no salão. Emma se encolheu, observando quietamente o homem falar. “É eu sei. Foram vinte e oito anos de espera, mas estamos em casa e tudo isso graças à Emma Swan!” David rapidamente segurou a mão da loira erguendo-a no alto. “Um viva à Salvadora!”

“Viva!” Gritaram em coro.

Emma soltou-se de David confusa. Porém, ninguém pareceu perceber ou se importar com a reação da loira.

“Certo, agora deixarei minha esposa falar... Ela é certamente melhor em discursos que eu!” Uma risada ecoou dentre eles. Snow tomou frente, com um sorriso de orelha a orelha.

“Meu povo... Vinte e oito anos...” Ela suspirou, lembrando-se dos últimos momentos antes da maldição atacar seu reino. “Nós sobrevivemos e isso é só mais uma prova de que o bem sempre vence no final. Eu sei que a Rainha nos ameaçará, mas eu prometo — Nós prometemos proteger esse reino como nunca antes porque hoje nós somos fortes! E seremos fortes por estarmos juntos! Iremos nos erguer assim como já foi feito uma vez. E eu prometo que providencias serão domadas! A Rainha pagará pelo que ela fez a mim, a vocês, a todos nós! Porque aconteça o que acontecer: A esperança retornará!”

Emma respirou fundo, talvez aquela fosse algum lema ou bordão. A única razão para tanta calmaria era que Swan acreditava que cedo ou tarde ela encontraria um portal para casa, para o mundo real e para isso, precisaria da ajuda dos pais.

“Agora, nos cabe reerguer esse castelo e nosso reino! E com a ajuda dos anões, isso não demorará!” David acrescentou.

Horas depois, David e Snow se prepararam para apresentar o castelo à Emma e Henry, mas a loira recusou. Quando se instalaram nos quartos amplos do castelo, cada um com um cômodo, Swan trancou-se no que ela deveria chamar de lar. A cama havia sido preparada com a ajuda dos súditos, já que a maldição não havia destruído o palácio por completo. Agora Emma precisaria traçar um caminho para casa o mais rápido possível. Ela se jogou no colchão, afundando o rosto no travesseiro de penas. Isso não deveria estar acontecendo, ela não havia pedido por nada daquilo. Henry estava no quarto ao lado, e parecia estar adorando a ideia de se instalar em um mundo de conto de fadas. Não esperaria o contrário, afinal, se tratava de uma criança de dez anos. Emma virou-se na cama, havia passagem para uma pequena varanda que lhe dava a imagem de um céu azul turquesa tão ampla e claro que doíam os olhos verde-esmeralda da loira. Ela se perguntava como iria cuidar de uma criança sozinha, agora que Regina havia sumido. Aliás, onde estaria Regina em uma hora dessas? Longinquamente, Swan pode ver como um relâmpago uma luz negra se dissipar. Ela levantou rapidamente e correu até a porta, não havia nada mais lá a não ser por uma grande faixa de terras verdes e árvores que pareciam reviver. Estranho, ela pensou.

“Emma...” A voz doce fez a loira desligar de seus pensamentos. Snow White se aproximou da filha com um sorriso suave e tranquilo. Swan sequer se moveu, ela não reconhecia Mary Margaret como antes e agora, ela sabia ser sua mãe. Os olhos da morena brilhavam com a claridade vinda de fora. “Minha filha...” Sussurrou. Emma sentiu os braços de a antiga professora envolver seu corpo e o queixo da mulher recostar em seu ombro.

“Então é verdade” Resmungou baixinho, consentindo ao abraço. Mary Margaret levou seus dedos até o rosto da filha, podia sentir uma lágrima cair sobre sua bochecha, mas desta vez sabia ser de felicidade. Em seguida, Emma ouviu a porta se abrir e David entrar. O homem logo correu até o encontro das mulheres, envolvendo-as em um longo abraço, talvez o mais caloroso da vida de Swan.

“Você nos encontrou” David disse, com sua voz embargada. A loira podia sentir algo diferente do comum, apesar de tudo. Uma ardência em seu peito. Ela se sentia amada. O mundo escuro e triste que Emma havia imaginado durante toda a sua vida, agora parecia só mais um pesadelo do qual acordara. Talvez, ela tivesse mais importância que pensava.

“E-Eu... Eu ainda não sei o que está acontecendo.” Emma se afastou, lentamente. David com um sorriso tranquilo envolveu a cintura da esposa com seus braços, enquanto Snow parecia admirar o rosto da filha.

“Estamos em casa, querida. Esse é o seu lar, onde você nasceu.” Respondeu orgulhosa. “Tudo isso é o nosso reino, e eu sei que pode estar confuso agora... Mas seremos muito felizes aqui!” Falava com animação. David riu e deu passos até a filha.

“Você quebrou a maldição que Regina pôs sobre nós, você nos salvou.” Explicou. O homem acompanhou a filha até a porta da pequena varanda, ele compreendia a confusão que poderia estar na cabeça de Emma. David havia passado vinte e oito anos de sua vida em coma e sua vida se tornara uma incógnita desde o momento que despertara. Se havia alguém naquele reino capaz de entender Emma Swan, era seu pai. “Vamos com calma, certo? Sua mãe está muito feliz com a sua presença, não a culpe.” Ele sorriu tranquilamente, a loira abriu os lábios em um suave sorriso. “Você parece confusa, diga-me, o que lhe aflige?”

Emma o olhou por um momento, era a primeira vez que via David falar daquela forma, como se fosse... Seu pai.

“Certo” Respirou fundo, pensando no que iria perguntar primeiro. “Isso é real?!” David ergueu a sobrancelha, um pouco decepcionado com a pergunta.

“Claro que é” Respondeu, rindo.

“Onde está Regina?”

David hesitou.

“A Rainha fugiu, provavelmente tramando novos planos, mas não se preocupe, pois nós vamos encontra-la” Prometeu, com amargura. Emma fitou o rosto do homem, ele dizia a verdade. Mas aquela não era a resposta que ela queria.

“Como assim? Vocês não pensam em... -” Emma não acreditava que seus pais fossem capazes de tal coisa.

“Matá-la?” Sugeriu. “Emma, você não sabe do que aquela mulher é capaz. Ela fará de tudo para conseguir o que quer: Destruir a nossa família.” David apoiou a mão no ombro da filha. Mas Emma não consentiu.

“Não, Regina tem uma família agora, ela tem Henry. Não precisa mais disso, se ela voltar é porque quer se juntar ao filho dela.” Emma disse, olhando para o horizonte imaginando o que a antiga Prefeita estaria fazendo naquele momento.

“Seu filho” Ponderou David.

“Nosso filho” Corrigiu. Emma se aproximou da sacada, calculando a altura que se encontrava o seu quarto do chão. Deveria ter mais de um quilômetro ali, não era nada seguro. “Eu não vou conseguir cuidar do Henry sozinha.”

David lançou um olhar sob o ombro, Snow observava cena entre pai e filha com admiração, mas ela não ouvia o que eles diziam.

“Certo, faremos o seguinte: Vamos esperar. Se Regina quiser trégua, estou disposto a fazê-la, pelo bem da nossa família. Mas não conte nada à sua mãe ainda, ela ainda guarda muita mágoa da Rainha Má.”

“Por favor, chame-a de Regina... Eu não quero me acostumar com esse nome.”

David assentiu, dando um abraço na filha. Mais tarde eles se reuniram para apresentar o castelo a Henry e Emma e jantaram pela primeira vez na sala de jantar, preparada somente para ocasiões especiais. Swan teve paciência e decidiu algo muito importante no final daquele dia: Iria esperar como seu pai havia dito. Isso não significava que se mudaria para a Floresta Encantada. Para voltar para casa, Emma viu que precisaria do único aliado que odiava estar ali tanto quanto ela. Ela precisaria se aliar a pessoa que mais a odiava, mas que, por ironia do destino seria a que mais a compreenderia naquele momento. Ela precisava de Regina.

Notas finais
Reviews? Acham que a Emma se contenta com a vida de princesa?