The Hidden Kiss

26 Cena Extra 1 - "The Truth Between Us"


Notas iniciais
Entooon, sorry not sorry, eu amo o August e acho que ele deveria ter uma série dedicada só para ele

* * *

Gepeto correu corredor a fora à procura de seu menino. Ele seguiu os guardas, perguntando um a um até que conseguisse chegar ao filho. August estava em no quarto de hóspedes quando seu pai o encontrou. O rapaz jogava suas mudas de roupas dentro da mala com tanta raiva que mal percebera o velho homem adentrando o quarto.

“Meu filho...” Choramingou Gepeto. “Pinocchio.” August virou-se surpreso ao vê-lo.

“Papa.” Disse ele, abrindo um sorriso tristonho. “Está tudo bem.”

“É claro que não está meu filho.” O homem resmungou enquanto abraçava o filho — maior que ele próprio. “Não se preocupe, a Floresta dos Anões não é um lugar muito seguro. Mas tenho certeza que podemos arrumar um bom lugar para ficar até-” Gepeto ia dizendo quando August apoiou a mão em seu ombro. O homem fitou a expressão do filho, não estava feliz com que via.

“Ela expulsou a mim, meu pai.” Disse August. As lágrimas se formaram nos olhos do velho homem. “Não quero que sofra com mais essa preocupação. Aliás, com essa guerra que virá, quanto mais seguro melhor.” Explicava. “E como você mesmo dissera, a Floresta dos Anões não é o lugar mais seguro para ficar.”

“Acha que deixarei ir sozinho, Pinocchio? Por favor, seu velho pai ainda consegue encarar uma viagem.” Disse o homem com gentileza. August sorriu com os olhos marejados.

“Você é forte, meu pai.” Afirmou ele, apertando os ombros de Gepeto. “Mas acho que finalmente entendo o meu destino.”

“E qual seria este?” Perguntou com a voz embargada de tanto segurar o pranto.

“Escrever.” Disse August. Seus olhos tomaram um brilho diferente. “Levar nossas histórias ao mundo. Levar a esperança àqueles que um dia a perderam. Como Grimm.”


“Quem?” Perguntou.

“Meu pai, algumas pessoas do mundo em que estivemos já vieram em nosso mundo uma vez. Acredito que não só este como em outros.” Explicou o rapaz, sentando-se na cama. O pai observava cada detalhe do rosto do filho com admiração.

“Quero ser como eles, entende? Todos os mundos precisam de um pouco de mágica.” Gepeto riu brevemente, passando a mão sobre o rosto de August.

“Você está dizendo que pretende voltar ao mundo real?” Perguntou finalmente.

“Sim, meu pai. É o que eu quero fazer.” Afirmou ele, fitando os olhos do pai. Gepeto sentou ao lado do seu menino, dando-lhe um abraço forte.


“Se é o que quer e se você se sente tão bem ao fazê-lo, então deve fazer.” Resmungou o homem no ouvido do filho. Mesmo a voz embargada, August compreendia a aflição do pai.

“Acho engraçado o termo ‘mundo real’... Afinal, somos reais também? Não somos parte de nenhum sonho de criança.” Resmungou ele.

“A realidade depende do ponto de vista, Pinocchio.” Disse Gepeto, afastando do filho. “Só prometa que não irá embora sem se despedir.”

“Não irei.” Afirmou August. “Ainda tenho cumprir minha promessa com Emma.” Acrescentou. Gepeto deu-lhe um enorme sorriso de satisfação e orgulho.

“E prometa que nunca se esquecerá de seu velho pai.”

“Nunca.” Pinocchio assegurou ao levantar-se. Fechou a mala e pegou o livro de histórias — que antes pertencia a Henry. O rapaz deu um forte abraço em seu pai e um beijo acima dos olhos. Havia reencontrado Gepeto há pouco tempo, mas sabia o que o destino lhe guardava e o que estava destinado a fazer. Ele apertou o livro em mãos. Havia tanto a enfrentar ainda.

Notas finais
Reviews? Well, alguma ideia do que acontece com ele? Mas acho que não deu para August se despedir do pai... Até amanhã!