The Hidden Kiss

12 A Creepy Tea Party


Notas iniciais
Yaaaay como vão? Vi que ninguém gostou muito das atitudes do Claude no último capítulo, e isso não melhorar durante este... Na verdade, só desde a piorar mesmo. AH! E tem mais uma coisa... Não, eu vou deixar para o final. Boa leitura!

* * *

O som apavorante dos gritos e ondas do qual Emma não conseguia distinguir haviam cessado. Ela sentiu a lágrima escorrida pelo seu rosto abandoná-la completamente, caindo sobre algo que não podia ver. Seus olhos se abriram lentamente, perguntava-se se era seguro abri-los naquele momento. Mas quando seu olhar se encontrou com o de Regina, uma sensação de proteção isolou qualquer pavor que lhe assombrava. Ela a protegera. Fora ao seu resgate. Emma não conseguia entender o motivo, mas independentemente disso era grata por isso. Não fora rápida o suficiente para impedir o contato visual com Ruby. Ela a olhara com a decepção que ninguém havia lhe olhado antes. Ruby certamente havia visto. Havia visto-a com Regina. Se refugiando a ela, aliada a ela. Emma não sabia se a amiga entenderia sua necessidade de voltar para casa. Muito menos se entenderia sua união à Regina. Mas ela precisava acreditar que aquilo era o certo a se fazer. Era o que acalmaria seu coração agoniado. Emma fitou os olhos de Regina que a fitava com estranheza e preocupação. O que será que ela pensava? Seu olhar recaía sobre o espaço longe do Emma podia ver, isso a preocupava.

“Eles já foram.” A voz de Regina finalmente saiu. Emma suspirou fundo, podia sair dali agora. Embora não estivesse tão desconfortável assim. Regina ainda a segurava firmemente, impedindo-a de fugir. Emma se perguntava se a Rainha fazia aquilo para impedi-la de fazer algo que se arrependesse depois. Ela se virou, agora que tudo havia passado já poderia voltar. Mas antes que pudesse, Regina segurou seu queixo novamente, voltando o olhar de Emma para o seu. Emma prendeu a respiração. Regina parecia não perceber o quanto Swan invadia seu espaço pessoal. “Preciso que continue olhando para mim até que já esteja seguro o bastante. Virão nos buscar.” Disse, comprimindo os olhos como quem pedisse que cooperasse com ela. Emma não tinha como rejeitar tal pedido feito com tal gentileza. Estaria Regina de fato preocupada? Emma ameaçou sorrir, mas antes que pudesse uma voz surgiu logo atrás de si. Familiar. Swan já escutara aquela voz antes. Desta vez ela virou-se em função do impulso. O rosto pálido e os olhos incrivelmente azuis-cristalinos foram as únicas coisas que viu, antes de sentir um simples toque em sua testa e tudo em sua visão torna-se escuridão.

* * *

Ruby esteve presente em cada segundo de seu sonho. Dizendo o absurdo que se resumia a sua fuga, a agonia de todos e principalmente na preocupação de sua parte. Emma sentia seus olhos pesados e seu corpo trêmulo. Durante seu sono, a loira sentiu poucas vezes o toque de realidade. Literalmente. O toque gélido que Swan sentiu em seu rosto foi breve, mas não o bastante para desperta-la. Ela estava em um campo. Não, em uma ribanceira. Era difícil distinguir. Mas Ruby estava lá, no topo de qualquer coisa que fosse o local. A imensa lua deixava a mulher encapuzada em segundo plano. Emma se aproximou cuidadosamente, mas antes que qualquer palavra fosse dita por ambas as partes a mulher virou-se para ela. Seus olhos azuis brilhavam no escuro.

“Não conte.” Os lábios de Ruby se moveram, entretanto, a voz que ecoara na mente a loira foi a sua própria. Sendo assim, a mulher deu as costas para Swan e retirou o capuz que cobria todo seu corpo. Emma recuou ao se deparar com o corpo nu da amiga. Mas a imagem não se estabeleceu por muito tempo, pois Ruby, — isenta de qualquer vestimenta- pulara do penhasco. E antes que seu corpo sumisse na queda, a coluna da mulher se curvara grotescamente e assumira um aspecto animalesco. Emma prendia a respiração durante todo esse tempo, que apesar da sensação demorada não durara mais que alguns segundos. O animal sumiu do campo de visão da loira com um uivo estridente de fundo. Emma correu até o topo, preocupada se Ruby havia sofrido com a queda. Mas antes que ela pudesse chegar até seu destino, seus olhos se abriram.

“Ruby!” Gemeu Emma, ofegante. O teto fora a primeira coisa que vira; então as paredes e, de perto, o rosto do novo amigo. “Eros...” Suspirou num tom aliviado. O homem a fitava preocupado, sua mão tocava o rosto da loira com um pano úmido.

“Teves um sonho bem agitado” Disse Eros deslizando o pano sobre o rosto da loira. Emma afastou a mão do homem gentilmente, ou pelo menos o mais gentil que podia dado ao recente despertar.

“Sonhei com Ruby.” Comentou Emma sentando-se na cama. Eros não compreendia. “Minha amiga.” Explicou. O cavaleiro assentiu, como se aquilo esclarecesse tudo. “Ela virava um lobo, foi... surreal.” Contava.

“Entendo. Ela é um animago?” Perguntou Eros, com um sorriso suave. Emma franziu o cenho. “Não sabe o que é um animago?”

“Não faço ideia.” Respondeu Emma sentindo-se culpada por não ter conhecimento.

“É a pessoa que tem o dom de se transformar em certo animal. Ele pode escolher, entende? Se quer ser humano ou animal.” Eros explicou da melhor forma que pôde. Emma balançou a cabeça positivamente.

“Acho que já ouvi isso em algum filme ou coisa assim.” Comentou. “Mas não, Ruby é um tipo de...”.

“Lobisomem?” Sugeriu Eros. Emma afirmou.

“Mulheres podem ser lobisomens? Desculpe, faltei essa aula de Harry Potter.” Questionou risonha. O homem franziu o cenho.

“Quem?” Perguntou. “Bem, elas podem sim. Quer dizer, não é como se ela pudesse escolher. É algo genético.” Disse Eros. Emma não compreendia, mas achou melhor não fazer mais perguntas. “Você esteve muito febril.” Comentou levando o pano até uma bacia de prata ao lado da cama.

“Eros, quem era aquele homem?” Emma perguntou como quem estivesse apenas esperando para fazê-lo. O homem hesitou, engolindo seco. “Ele tinha uma pele bastante pálida e olhos muito azuis... Eu já o vi antes aqui no quarto.” Dizia. Eros levantou-se e passou a andar pelo quarto até parar na janela.

“Ele é amigo da Rainha.” Respondeu Eros amargurado. “Ele a visitou, de fato. Ele a protegeu dos cavaleiros também.” Contou numa expressão triste. Emma não via a ingenuidade e pureza nos olhos do cavaleiro, só dor e tristeza.

“Você não gosta desse homem, gosta?” Perguntou desejando entender o que se passava na mente do homem. Eros a olhou por um segundo forçando um sorriso breve, mas não chegou perto de convencê-la.

“Não há motivos para não gostar.” Disse, não respondendo a pergunta. “Eu não deveria estar aqui. Só vim checar como estava.” Comentou como quem se lembrasse disso repentinamente. Emma levantou preocupada, segurando o braço do cavaleiro.

“Eros, você pode confiar em mim.” Emma disse naturalmente, sentindo que o homem precisava ouvir aquilo. “Para qualquer coisa, entendeu?” Eros sorriu genuinamente e assentiu com a cabeça.

“Eu volto à noite.” Foi só o que disse em um sussurro. Ele virou as costas abrindo a porta e fechando-a atrás de si, deixando Emma no quarto, solitária e sem entender direito o que acabara de acontecer.

* * *

Claude brincava com seus próprios dedos distraidamente. Com o pé recostado na parede de marfim, o homem esperava ao lado do quarto pacientemente. De repente, a porta de abriu despertando sua atenção. Eros apareceu em meio à porta e parou há centímetros dela. Claude se afastou da parede e aproximou-se do cavaleiro.

“Muito bem, Eros.” Claude elogiou-o, erguendo a mão até o seu rosto retangular. “Espero que da próxima vez seja mais convincente, mas por ora é o suficiente.” Acrescentou, dando as costas a ele.

“Não quero fazer isso.” A voz do Eros custou a sair. Claude parou imediatamente. “Enganá-la. Não quero fazer isso.” O homem da Rainha virou-se para o cavaleiro com um sorriso sínico. Ele se aproximou lentamente, e voltou com sua mão até o rosto do homem. Eros comprimiu os olhos à medida que seu toque se tornava mais agressivo.

“Meu querido, queridíssimo Eros.” Introduzi o homem cinicamente, sua mão que antes acariciava o rosto do agora o arranhava agressivamente, deixando cortes superficiais. Mas o cavaleiro não protestava ou sequer se movia. “Gostaria de lembra-lo que sendo um militar da Rainha, você não pensa, muito menos opina sobre o planejamento de seus superiores.” Dizia com o sorriso doentio. “Mas fazer isso seria cruel, não acha? Então, encare isso da seguinte forma: Quero que Swan goste de mim.” Concluiu.

“Impossível.” Resmungou Eros. Claude arqueou a sobrancelha, e acertou-lhe um tapa da região já agredida.

“Não me responda, cão.” Ordenou com arrogância. Eros gemeu baixinho. “Vamos, a Rainha saiu e eu preciso de chá.” Disse simplesmente, dando as costas e caminhando até o salão.

* * *

Emma sentou-se na cama novamente, tentando digerir tudo que havia lhe acontecido. Será que Ruby cumpriria o seu pedido? Seus pais continuariam sem notícias da filha? Henry continuaria sem as mães? Emma não sabia o que fazer, ou que pensar. Precisava falar com Regina. Precisava entender o que estava acontecendo, e o que havia acontecido. Algo a atingira e aquele homem era o responsável. O que fora aqueles gritos? Por que tanto pavor? Os cavaleiros teriam visto sua aliança com Regina? Por isso o espanto?

Emma levantou bruscamente e abriu a porta. Para sua surpresa não estava trancada e ainda mais por não haver nenhum guarda de vigília. Ela olhou ao seu redor, procurando por Eros ou qualquer um que a levasse até Regina. Emma tinha a curiosidade de conhecer o lugar onde a Rainha ficava quando não estava com ela. Como seria o quarto de Regina?

A loira optou por chama-la, mas calou-se após um tempo. Não sabia se ao vê-la, os guardas a colocariam para dentro novamente. Sendo assim, só restou vagar pelos corredores em busca de alguma pista da morena. Seus olhos não mais se distraíam com o desenho das paredes, mas sim nas imensas portas de madeira maciça que nunca havia notado antes ali.

A primeira porta dava entrada para uma imensa biblioteca. Com livros do chão ao teto. Swan perguntava-se se haveria alguém capaz de ler todos aqueles livros. A maioria deles tinham capas lisas de apenas uma cor. Emma adentrou e se aventurou a abrir um ou dois. Alguns estavam escritos em línguas diferentes; talvez grego talvez latim. Não fazia diferença, ela não fazia ideia de como reconhecer nenhuma das opções. Swan não viu muito que fazer ali, os livros que estavam em sua língua falavam sobre feitiços, histórias, lendas e outras coisas ainda mais tediosas. Sendo assim, deu meia volta e se retirou, fingindo que nunca estivera ali antes. Não sabia se era permitida a entrada ou não. Tudo continuava em silêncio pelo corredor, até finalmente Emma ouviu um resmungo sussurrado. Ela seguiu a voz que se tornou plural, uma conversa. Ela chegou perto, sem levantar suspeitas. A porta estava entreaberta e era possível se esgueirar para ver algo lá dentro.

“Você me parece ser um homem sábio.” Dizia a voz aveludada. Emma tentou ver, mas este estava por trás da porta fora de seu alcance visual. Entretanto, ela podia ver Eros e seus inconfundíveis ombros largos.

“Não sou um homem.” Comentou Eros brevemente. Uma risadinha entorpecida soou.

“Diga-me, o que é um Mome Raths?” Questionou a voz aveludada. Eros franziu o cenho, confuso. O cavaleiro continuava em pé e imóvel.

“Não faço a mais remota ideia.” Sibilou. “Não é deste mundo.” Sugeriu o homem.

“Resposta correta.” Comemorou a voz, tornando-a mais próxima do cavaleiro. Então, algo surgiu no campo de visão da loira. Um homem vestido de terno cinza, sem gravata, mas com um babado centenário. Era ele, Emma pensou. O homem que a visitara e que aparecera segundos antes de adormecer. Ela o viu se aproximar do cavaleiro, invadindo seu espaço pessoal. E olhou de perto algo no rosto de Eros atentamente. “Vai ganhar uma estrelinha por isso! Posso concertá-lo, se quiser.” Disse o homem, com um sorriso sínico. Eros não se moveu quando a mão do homem tocou seu pescoço e recaiu em seu peitoral. Emma recuou. O que diabos ele estaria fazendo? “Mas é claro que teremos de tratar disto mais tarde, pois...” A voz do homem se tornou mais densa e turbulenta. Entretanto, o sorriso em seu rosto apenas aumentou. “Temos uma convidada.” Concluiu.

De repente, a porta na qual Emma se esgueirava se abriu agressivamente. Fazendo com que ela quase caísse ao chão ao se desequilibrar. Eros espantou-se ao vê-la, e correu para ajuda-la.

“Desculpe, mas estamos lotados.” Brincou Claude, sentando se a mesinha onde uma jarra de prata esfumaçada denunciava o líquido fervente em seu interior. Ele ergueu sua xícara até a boca e bebericou. Emma se reestabeleceu e adentrou a sala.

“Bem, parece o contrário.” Comentou Emma olhando a sua volta. Só havia eles na sala.

“E parece de bom tom entrar somente quando é convidada, mas isto também não aconteceu, concorda?” Retrucou com um sorriso sínico. Emma decidiu ignorar a indelicadeza do homem e seguiu ao lado de Eros. “O que procuras tu?” Perguntou curioso. Swan franziu o cenho, estranhando seu modo de falar.

“Um caminho.” Respondeu seca, virando-se para Eros. Queria saber dele, não daquele homem cuja confiança era zero.

“Então, precisa saber aonde quer chegar primeiramente.” Comentou Claude, ocupadíssimo com seu chá quente. Emma o fuzilou com o olhar.

“Não interessa. Só quero achar Regina.” Respondeu grosseiramente, olhando para o homem. Claude a olhou brevemente, com um sorriso satisfeito em suas próximas palavras:

“Então, não interessa qual caminho tomar.” Contrapôs. Emma ameaçou responde-lo, mas Eros a impediu.

“A Rainha saiu do palácio.” Eros esclareceu com uma voz robótica, igual a dos outros cavaleiros. Emma estava mais confusa que antes.

“Como assim? Para onde ela foi?!” Exclamou Emma, indignada. “O que você faz aqui?” Perguntou finalmente, olhando para Claude.

“Bem, a Rainha saiu sabe de lá para quais fins. Muito provavelmente envolve você, querida.” Disse o homem de voz aveludada. “Quanto à segunda pergunta, acredito que como a autoridade máxima não está presente, eu devo me certificar que as coisas caminhem em ordem durante sua ausência. É algo que eu faço.” Explicou indiferente. “Quer chá?” Perguntou casualmente.

“E quem é você?” Questionou Emma se aproximando da mesinha.

“Sou aliado de Regina.” Respondeu Claude, num tom mais sóbrio. “E certamente seu também.” Acrescentou. Não demorou em que Emma ligasse as peças.

“Você é o cara que vai nos ajudar a voltar para casa.” Afirmou com certo alívio. Então, o sorriso sínico voltou.

“Oh, ela falou de mim?” Fingiu surpresa. Eros os observava atentamente, tanto que Claude teve de repreendê-lo com o olhar para que se aquietasse. O cavaleiro não queria deixar que Emma confiasse no homem. Ele não só sentia a amargura da alma do homem, como tinha dúvidas se ele de fato tinha alguma.

“Por favor, faça-nos companhia.” Convidou Claude apontando para a cadeira a sua frente. “Querido, quer se sentar?” O homem fitou o cavaleiro. Eros engoliu seco, e prosseguiu. Foi só então que Emma finalmente notou o enorme corte em seu rosto.

“Eros, o que foi isso?” Perguntou Emma preocupada, tocando o rosto do cavaleiro. Claude o fitou com seus olhos cristalinos.

“Eu caí.” Respondeu, fitando os próprios pés. Emma franziu a testa. “Enquanto levava Rocinante de volta.” Mentiu.

“Não me lembro de ver isto quando acordei.” Retrucou, percebendo que algo estava errado. Eros sorriu suavemente.

“Não a culpo. Não é nada demais.” O cavaleiro desconversou de modo desajeitado.

“Miss Swan, até os cavaleiros mais bravos podem ser desajeitados, não é mesmo querido?” Comentou Claude risonho. Emma o olhou um tanto intolerante.

“O nome dele é Eros.” Swan corrigiu, sentindo-se incomodada com aquela intimidade. E só o fizera, pois percebia que o ingênuo cavaleiro não se sentia nada confortável com o chamado carinhoso. Carinhoso demais.

“Obviamente.” Foi tudo que Claude disse. Emma não viu muito sentido em sua frase, mas decidiu ignorar. “Vamos, querida, conte-nos o que quer falar com a Rainha. Perdoe-me, sou muito curioso.” Dizia, arregalando os olhos brevemente enquanto falava. Não seria grande coisa se sua íris fosse igual à de uma pessoa normal, mas em seu caso era assustador.

“Bem, eu nem sei por onde começar, na realidade.” Emma suspirou na tentativa de descontrair a pesada sensação que tinha sobre a situação que estava. Eros preocupou-se em servir a si mesmo um pouco do chá e, educadamente, ofereceu à loira, que recusou.

“Comece pelo início, dê andamento e quando chegar ao fim... Pare.” Disse num tom infantil. Emma parou por um minuto.

“Eu já ouvi isso.” Comentou confusa.

“Bem, talvez minhas manias sejam contagiosas!” Exclamou risonho. Swan, entretanto, sequer contorceu os lábios. Não conseguia entender nada do que acontecia. “Não se preocupe, o máximo que pode acontecer é você pegar algum um senso de humor futuramente.” Rebateu. A loira não conseguiu distinguir se era um insulto ou elogio, mas preferiu o silêncio.

“Eu quero pegar Henry. Talvez haja algum jeito, agora que o reino está ocupado com o meu... sumiço.” Pensava alto. Eros a fitou, como quem ouvisse aquilo pela primeira vez. E de fato estava.

“O filho de vocês?” Questionou Claude, quase que amigavelmente. Emma assentiu surpresa por alguém finalmente se referir a Henry como filho não só de uma.

“Sim.” Afirmou contente. Eros virou-se para ela, numa expressão sentida.

“Você tem um filho? Espere eu... Não sabia disso.” A voz do cavaleiro transbordava decepção. Não havia contado? Emma lembrava-se de ter contado.

“Sim.” Confirmou com preocupação.

“E por que está longe dele?” Perguntou com certa indignação.

“Isso não vem ao caso.” Claude se intrometeu grosseiramente. Eros se calou, embora ainda parecesse ressentido. “Mas Miss Swan, estive pensando no seu caso. E acho que sei de um jeito de conseguir o que quer.” Disse Claude pensativo. Uma faísca de esperança de acendeu no peito de Emma.

“Sério?” Exclamou subitamente interessada, contudo, ainda desconfiada.

“Sim, mas eu preciso de uma fonte de magia verdadeiramente poderosa.” Dizia Claude, como quem esperasse pelo próximo passo de Swan. “Sabe o que quero dizer com isso?”

“Certamente não.” Respondeu, lutando para acompanhar o raciocínio.

“Significa que preciso de sua magia, minha cara.” Explicou. “Meu treinamento a tornaria tão poderosa quanto a Rainha, talvez até mais! E certamente teria seu filho e qualquer coisa que quisesse.”

* * *

Emma não queria aquilo para si. Estava longe de seus planos uma nova tentativa com a magia. Contudo, ela havia percebido algo que não assimilara antes. E sendo assim, decidiu entrar no jogo.

“Se eu concordasse com essa loucura... Acha que Regina ficaria do meu lado?” Questionou Emma, num olhar ambicioso. Claude sorriu satisfatoriamente.

“Acho que a teria em suas mãos.” Respondeu.

“Que bom. É bom constatar sua lealdade facilmente moldável.” Emma levantou-se da mesinha. Rapidamente, o sorriso sínico do homem se desfez. “Regina iria adorar ver isso.”

“Certamente.” Claude sibilou, enquanto Emma dava as costas a ele. “Mais gratificante é constatar que talvez não seja tão estúpida quanto pensava.” Retrucou Claude, pela primeira vez soando verdadeiro.

“Chamo isso de um superpoder.” Emma disse antes de deixar o salão.

“A hora do chá acabou.” Subitamente, a voz do homem tornou-se grave e monstruosa. Entretanto, quando a loira virou-se para constatar a razão, não havia mais ninguém na sala. Nem Claude, muito menos Eros.

Notas finais
Creepy... Bem, nossa Rainha estava resfriada e não pôde comparecer as gravações deste capítulo. ASIJQPSOKQ wtf. Enfim, vou dizer o que eu iria falar no início. É o seguinte: Como amanhã é meu aniversário e eu to feliz com o caminhar desta fic, eu vou postar hoje e amanhã bonitinho. Só não prometo ser um capítulo de rosas, afinal, vocês viram que a história está tomando um rumo diferente (e mais quente). O que acharam do cap. de hoje? Por favor, estou ansiosa para saber!