The Hellmuths
1 Como ser famosa
Notas iniciais
Então leitores e leitorinhas do Nyah, ta aí, mais uma fic minha para perturbar suas cabeçinhas. Essa fic é na realidade meu 2º projeto se for ver bem. Primeiro veio Symphaty for the Devil (que já está na sua segunda temporada. E pretendo fazer a 3º também. É) e agora vem The Hellmuths, que é uma provável série também. Depende do rumo que as coisas tomaram.
Dedico essa fic em especial a minha besty vadiazinha a Nessa Poison, a Mitchigan, a Rock Queen e a todas minhas amigas que amo muito.
Temos personagens inspiradas. Me amem mocréias lindas :)
Então é isso. Repito o que eu já disse no disclaimer: NÃO PLAGIEM. Sério. Eu SEI denunciar. *Ah, sério, vadia?*.
É isso então Lolis Rangers. Espero que gostem.
Cada capítulo é narrado pela visão de 1 das 4 personagens. Hoje temos a primeira.
Mais informações no decorrer da trama (como é bela a entonação: TRA-MA. Ai, ai...)
Enjoy it!
Narrado por: Vivian Poison
Ouvindo: Roxy Roller – Suzi Quatro.
Sabe, tudo naquela cidade me irritava. Muito.
A tranqüilidade, a beleza interiorana, os vizinhos prestativos – e bisbilhoteiros – as lojas fechando as seis da tarde, os bares proibindo a entrada de pessoas sem identidade, o prefeito sempre sorridente do seu carro alegórico no dia do aniversário do município e as casinhas brancas do subúrbio.
O único lugar onde você poderia ir, para fumar a vontade, beber e se drogar era a lanchonete. Bob´s Burguer, que se localizava no outro extremo da cidade era o ponto das más – companhias e todos que queriam fugir do padrão de vida norte-americano.
E era lá, que eu passava minhas noites de quarta – feira, lendo o cardápio, comendo um cheeseburguer duplo de picles e fumando ocasionalmente.
Meu nome? Vivian Poison. Não, não é meu nome verdadeiro. Mas acredite, é melhor do que o real.
Eu era a típica revoltada com a sociedade atual. Me recusava a seguir a moda que ditava enormes penteados e muito laquê, ou me submeter a usar as calças de lycra coloridas ou qualquer coisa muito brilhante. Eu era feliz usando minhas jaquetas de couro e meus tênis surrados, e ninguém me faria mudar de idéia.
E lá estava eu, me satisfazendo com minhas batatas – fritas e observando o mais novo cardápio feito naquela semana, quando um barulho me chamou a atenção. Era aquela garçonete nova, que provavelmente havia se desequilibrado com os patins e deixado cair o pedido de três garotos na minha frente.
A confusão estava formada. Aparentemente um dos garotos ficou furioso por ver seu cheeseburguer de bacon caído pateticamente no chão, assim como a menina.
E ele surtou. Os amigos pareciam preocupados e pediam para ele calar a boca, já que a garçonete o encarava friamente. O amigo loiro a ajudou a se levantar. O cara continuava gritando com ela e fazendo escândalo. Só parou quando ela pegou o meu suco de laranja e atirou na cara sebosa dele.
E saiu logo em seguida, bufando.
O menino parecia lívido. Ajudaram ele a se secar e tirar alguns gomos de laranja presos no seu topete ao estilo Elvis.
Fiquei olhando para a porta, imaginando quem aquela garota era.
Uma garçonete ruiva e bem irritadinha pelo jeito. Decidi segui-la fora do estabelecimento.
Tirei cinco dólares do meu bolso e deixei na mesa. Eu sabia que não valia o preço do meu lanche duplo e do meu suco de laranja, mas era melhor que nada.
Empurrei a porta de vidro e comecei a procurá-la na escuridão daquela rua. Definitivamente o prefeito deveria se preocupar em por iluminação decente por aqui, e não em decorar carros alegóricos.
Consegui enxergar um ponto vermelho parado na calçada. Chamei.
- HEY! VOCÊ!
Ela virou a cabeça, confusa. Corri até ela, a assustando.
- Eu vi o que você fez – anunciei – Muito corajoso.
Ela me encarou com uma sobrancelha erguida de forma desafiadora.
- Te conheço...?
- Meu nome é Vivian Poison – estendi a mão para ela e apertou desconfiada.
- Poison? É seu nome verdadeiro?
- Não. Meu nome verdadeiro é Viviane Potle. Mas isso é irrelevante. E você é...
- Louise Pepper. Mas todos me chamam de Lollie.
- Legal. Escuta, Lollie, você toca alguma coisa?
- Me desculpe? Por que quer saber isso?
- Eu tenho uma banda – falei solenemente – E acho que você tem a atitude que precisamos.
- Banda? – ela repetiu incrédula – Atitude?
- Exato – continuei carrancuda – E eu gostaria de saber se estaria interessada em fazer alguns testes.
Ela piscou umas duas vezes de forma robótica. Louca.
- Não, obrigada. Eu sou só uma garçonete. Não uma estrela do rock.
E se virou fazendo menção de ir embora.
Infelizmente, eu não faço o tipo que desisto fácil.
- Qualquer um pode ser uma estrela do rock! – teimei – É só querer!
Ela parou.
- Não. Não pode. Nem todos nascem destinados a isso.
- Me pegou agora. Mas e se eu disser que nós seremos destinadas a isso? Destinadas a fazer a história da musica?
Ela riu.
- Está falando sério?
- Claro que estou! – rebati brava.
- Me deixa em paz... – pediu.
- É sério! Vamos ser famosas!
- Quem garante?
- Eu garanto isso – determinei.
Ela suspirou.
- Não aceito um não como resposta – intimei me pondo na sua frente.
- Me dá licença – ela perdeu a paciência.
- Não – sorri sadicamente.
- Por favor! – ela implorou irritada tentando me tirar do caminho.
- Só saio se me disser que faz parte da banda.
Ela respirou fundo.
- Quantos músicos tem nessa sua tal banda?
- Contando com você e eu? Dois.
- Eu imaginava isso. – ela rolou os olhos.
- Isso é um sim?
- Talvez.
Sorri.
- E então, toca algum instrumento?
- Toco um pouco de baixo – ela deu os ombros – Nada muito emocionante.
- Eu toco guitarra. – revelei orgulhosamente.
- Faltam ainda um vocalista e um baterista.
- Uma vocalista e uma baterista, você quis dizer – corrigi.
- Pensa em ter uma banda só de meninas?
- É a idéia. Afinal nenhuma das bandas famosas atuais são formadas exclusivamente por mulheres.
- Mas e The Runaways? Vixens? The Bangles? – ela questionou.
- The Runaways acabou, Vixens é um fracasso e eu odeio The Bangles – fui sincera.
- Eu gosto de The Runaways. – ela defendeu.
- Eu também gosto. Mas elas já foram. Agora é nossa vez.
- E temos um nome, por acaso?
- Temos. The Hellmuths.
- O nome da cidade? – ela debochou.
- Me parece menos idiota que The Hanks.
Ela concordou com a cabeça.
- Mas temos um probleminha, sabe? – ela continuou.
- Ah é? Qual? – ri sarcástica.
- Como vamos fazer sucesso num fim de mundo assim?
- Não vamos ficar aqui. Bem, eu pelo menos não vou.
- Tem algum plano? – ela me olhou impressionada.
- Tenho. Venho juntando algum dinheiro. Vou para Los Angeles esse fim de semana.
- Los Angeles? Caramba! Eu queria ir para Los Angeles...
- E por que não vem comigo? – sugeri.
- Eu mal te conheço. E além do mais, minha mãe piraria se soubesse que eu vou fugir com uma desconhecida para Los Angeles.
- Ela não precisa saber – falei como se conspirasse – Bem, pense a respeito. Vou partir na sexta – feira, no ônibus das oito da noite. Se decidir por ir, te espero lá.
- Certo. – ela confirmou – Vou pensar nisso.
Sorri. E ela se virou e saiu andando pelas ruelas estreitas e enevoadas.
Notas finais
Como hoje é first, nada demais a declarar.
É.
Kissus no cú, Lolis Rangers.
Lolis :*
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