The Hell Verse

28 O Manipulador de Mentes


Notas iniciais
Que emoção estar de volta ;^; Me perdoem antes de mais por este atraso... Eu literalmente esqueci dos meses a passarem e consequentemente das actualizações. O tempo voa! E depois é tanta fanfic que minha cabeça fica uma verdadeira bagunça. Boas notícias é que já acabei algumas.. E esta é uma das que está perto do final. Cerca de seis capítulos, mas não esqueci dos três extras shoujo's (e um com hentai eheh) para vocês! Este capítulo é meio chato mas foi só para não esquecer da existência dele, eu vou me focar nesta fic e queria terminá-la mês que vem portanto se preparem para o bombardeamento de actualizações. Vou-vos chatear e muito eheheh Desfrutem da leitura*

Há quem acredite no destino. Que tudo pode ser manipulado e planejado minuciosamente como um jogo. Numa ilusão ótica, os humanos convertem-se em meros peões num tabuleiro de xadrez comandados por Kami.

Será possível prever todos os acontecimentos? Até os sentimentos? Porém, não são estes últimos considerados os imprevisíveis? Como o shinigami Aizen Sousuke conseguiu forjar então a paixão desenvolvida entre Ichigo e Rukia? Seria o casal afinal um fruto de um plano superior, em que eles se apaixonam inevitavelmente, sem opção, e não por sua própria escolha?

Ichigo sempre que encarava o olhar violáceo tinha a certeza que isso eram disparates.

Rukia quando sentiu os lábios do Kurosaki sob os seus, soube que ela queria tudo aquilo. Sua mente poderia ter sido manipulada e todas as vivências de sua vida, mas seus sentimentos não. Eram genuínos e puros. Sem fios macabros a comandá-la como se fosse uma marionete de alguma entidade superior.

Não existe destino e sim um batalhar de vontades para direcionar cada vida, em que só uma delas pode prevalecer.

– Kurosaki-kun! Kuchiki-san!

– Inoue, há quanto tempo…

De supetão, braços esmagaram agradavelmente o corpo pequeno da morena. Rukia ficou ligeiramente constrangida ao sentir sua face ser pressionada entre os seios avantajados de Orihime. Sentiu pequenas lágrimas da amiga molharem seu cabelo. Hesitante, foi correspondendo ao abraço, apesar de conhecer e estar familiarizada ao jeito espontâneo da humana, a Kuchiki sempre se surpreendia com algumas atitudes carinhosas direcionadas a si.

Um pequeno sorriso encheu a face da shinigami. Sempre desejou voltar para casa e ser recebida por seus amigos, no entanto não esperava que a sensação fosse tão aprazível como a do momento.

– Eu estava muito preocupada com você Kuchiki-san, pensei que nunca mais nos iriamos voltar a ver.

– Obrigada, Inoue.

Ichigo sorriu ao constatar esse cenário, principalmente perante a emoção estampada na morena. Provocador, colocou a sua mão no topo da cabeça da pequena shinigami desferindo pequenos tapas que salientavam a diferença colossal de altura entre eles.

– Todos ficaram bastante preocupados, baixinha.

– O que você disse morango estragado!?

– Ingrata! Eu salvei você e é assim que me agradece!?

– Eu nunca lhe pedi nada!

Mais uma discussão se avizinhava, isso era na realidade algo que todos os presentes previam. Renji e Ishida não compreendiam como depois de tantas lutas e desgasto físico, o casal ainda tinha forças para discutir. O ruivo tatuado, discretamente, aproximou-se do quincy sussurrando secretamente para terceiros não o escutarem.

– Estive a pensar… Quem será que “veste as calças” nesta relação?

Rukia, por mero acaso, nesse preciso momento desfere um potente golpe na cabeça do substituto de shinigami, fazendo com que este consequentemente perdesse o equilíbrio e gemesse de dor. Ishida sorri de canto, presunçoso, ajeitando seus óculos com o indicador.

– Você ainda tem dúvidas?

– Kurosaki Ichigo.

O ruivo se levantara ligeiramente zonzo, com a vista embaçada pelo golpe, porém pronto para prosseguir com a conversa pouco amigável com a Kuchiki. Sua natureza persistente não permitia nenhum deles dar o braço a torcer.

No entanto, sua atenção fora roubada por outro individuo ao escutar seu nome, se virando para encarar o dono da voz potente. Arqueou a sobrancelha rabugento ao confirmar suas suspeitas. O Comandante. Para o Kurosaki, aquela figura era sinónimo de um daqueles discursos enfadonhos. A feição séria do velho deu a entender que ele não tinha como escapar do longo interrogatório que provinha. Limitou-se a suspirar fundo, sacudindo os ombros como se aquilo lhe fosse indiferente.

Ichigo sem delongas foi despejando, sem pestanejar todos os eventos vividos e ultrapassados no mundo infernal, detalhando todas as suas lutas. Novamente suspirou, agora de alívio, quando finalizou seu combate com Kokuto. O capitão do primeiro bantai, com uma aura tensa, abre o olho esquerdo. Byakuya, com o olhar sério, surgiu nesse momento, logo atrás do outro com sobretudo branco.

– Capitão Comandante, pretende aumentar a segurança?

Sem compreender, a confusão instaurou-se no olhar avelã. Descrença marcava os traços de Ichigo que assistiu à troca de olhares dos capitães e por fim o aceno de confirmação, sentindo-se irritado por novamente seu poder ser desprezado perante a Sociedade das Almas.

– Eu derrotei-os a todos, não há necessidade disso!

– Ichigo, tenha calma.

Aproximando-se cautelosa, Rukia o tentou acalmar. Ela pode interpretar o olhar de seu irmão, desconfiava que este soubesse de algo, que eles ainda não estavam a par. Apesar de o ruivo ter começado a controlar o tom de voz, não disfarçou toda sua frustração em seu rosto carrancudo. Ficou estático quando o líder da família Kuchiki lhe dirigiu um olhar gélido, apesar de manter sua compostura, Ichigo estremeceu perante a potente figura. Os Kuchikis quando queriam, sabiam ser intimidantes.

– Kurosaki Ichigo… Quer explicar como os pecadores descobriram seus poderes hollow?

– Bom… Na realidade, eu não faço ideia…

Ele nunca tinha pensado nisso. Essa questão nunca perturbara sua mente. Nem mesmo Kaien tinha conhecimento de seu hollow interior logo não havia como os restantes pecadores saberem do mesmo. Enquanto reflectia, num gesto automático, começou a bagunçar as madeixas ruivas. Byakuya fechou temporariamente suas pálpebras, reabrindo-os como se revirasse os olhos.

– Eles não teriam como saber, a não ser que houvesse outro que tivesse anteriormente conhecimento e o revelasse.

– Quer dizer que ainda há mais inimigos que se escondem?

– Provavelmente os pecadores não passaram de uns joguetes.

Yamamoto franziu a testa, remexendo seus dedos no bastão peculiar.

– Só há uma pessoa capaz de tal coisa… O mesmo que conseguiu subordinar os arrancares.

– Aizen!?

O substituto de shinigami não controlou suas exclamações de surpresa, enquanto o capitão do sexto esquadrão não parecia minimamente pasmo com essa hipótese.

– Mas ele não estava preso?

A pequena shinigami decidiu manifestar-se e intervir no diálogo. De certa forma, sua questão acabou por agitar todos os presentes. Afinal ele conseguir escapar da prisão, sendo vigiado constantemente e tendo seus poderes limitados, era uma proeza. O Kurosaki mordeu os lábios firmemente, escutando o Comandante ordenar a todos os shinigamis para inspecionarem todos os eventuais movimentos do prisioneiro, isto se ele ainda não tivesse escapado.

Nesse instante, como se fosse o destino a colocar ideias em sua mente, ele relembra um momento caótico infernal e que não mencionara em seu relato anterior. A dor foi de tal forma intensa que seu interior o tinha banido para o esquecimento, e só agora ressurgira.

Agoniado, observou Rukia quase desesperado. Agarrando seus ombros, a pressionou violentamente, abismando não só a shinigami mas todo os presentes.

– Ichigo! Seu idiota que você está fazendo?

– Rukia, você foi apunhalada por alguma zanpakutou no Inferno?

– O quê? Que disparates dizes?

Renji arregalou os olhos, estupefacto, que até ao momento só assistia silencioso. Percebeu aonde o humano queria chegar com aquela conversa, e rapidamente seu corpo ficou tenso com imagens a perfurarem violentamente seus sentidos.

O olhar de Ichigo escureceu, esmorecendo a força utilizada em suas mãos. Facto que preocupou a morena.

– Eu vi… Você lá… Morta.

Ela arregalou os olhos sem dizer nada, queria que fosse brincadeira contudo ele desviou o olhar, percebendo através desse gesto que a situação era deveras delicada.

– Ichigo…

– É verdade Rukia. Eu estava lá e também vi… Nós tínhamos a certeza que você tinha morrido, só continuamos para derrotar os pecadores.

A pequena Kuchiki, desviou seu olhar para o amigo de infância constatando que este também estava abatido. Fosse qual fosse a visão que tivessem tido naquele local tinha sido violenta e penosa. Renji omitiu intencionalmente a fase descontrolada do Kurosaki sedento de vingança após encarar o corpo sem vida.

Byakuya permaneceu em silêncio e apesar de não demonstrar encontrava-se perturbado, só o facto de sua irmã poder ter sido morta o sensibilizava. O Capitão Comandante por sua vez estava pensativo… Tinha a informação que precisava para avançar com as buscas. Não saberia se deveria ficar aliviado com a quase confirmação, ou alarmado pelas intrigas que provinham.

– Pode ter sido uma ilusão criada pelo ex capitão Aizen Sousuke, assim como ele fez para crermos na sua própria morte.

O silêncio mórbido foi a conformação com a teoria do homem de longa barba alva. O Gotei 13 tomou precauções, dispersando e atribuindo funções entre os vários esquadrões. Não muito distante, o cenário com os shinigamis era reflectido numa tela com um mero espectador.

– Que tolos. Pensam que me podem vencer.

Camuflando seu rosto na escuridão, Aizen omitia algumas queimaduras dispersas em seu corpo, umas pequenas consequências pela sua fuga. Incrivelmente essas cicatrizes deixavam o shinigami ainda mais atraente.

– Ingénuos, tudo faz parte do plano.

O Fado lançou os dados, iria voltar a jogar. No entanto, por vezes, pode aparecer números até à data desconhecidos e trazer resultados que ninguém pode prever.

Afinal, até os reis tombam.

Notas finais
Obrigada a quem ainda não se esqueceu de mim e da minha relíquia xD Muitos beijinhos, Jya née!