The Hell Verse

29 Coelhos, coelhos por todo o lado


Notas iniciais
Oláa minna! Me perdoem por ter demorado mais que o previsto para voltar a actualizar ;-; Supostamente eu não iria ficar tão atrapalhada com os primeiros tempos de regresso às aulas, meus planos saíram furados, me perdoem!! Enfim... Eu achei este capítulo super kawaii, perdoem qualquer erro, fiz este capítulo hoje e pode ter passado alguns detalhes por alto pelo cansaço. Eu queria muito postar hoje e por isso não adiei, acho que os leitores iriam preferir isso não é mesmo? Sem mais delongas, Desfrutem da leitura*

Ele recusava-se a acreditar naquilo… Ela não podia ter feito aquilo com ele…

– Rukia… O que é isso…?

– Ichigo, tenha calma, não é o que parece…

O irmão mais velho das Kurosaki apertou o punho fortemente enquanto um sorriso macabro assombrava sua face. Seus dentes superiores raspavam nos inferiores provocando um rangido desagradavelmente arrepiante à audição. Suas madeixas alaranjadas criaram uma sombra cobrindo o olhar misterioso avelã provocando um ligeiro calafrio no pescoço da shinigami.

– Ichigo?

– Rukia, o que você tem na cabeça ao transformar, o meu quarto, nesta confusão com estas coisas!?

Indignado, o ruivo apontava acusatoriamente para cada objecto invasor em sua divisão. Era impossível não pensar como ele se colocara naquela situação. Naquela manhã enfadonha, Yuzu insistira para ele acompanhá-la em suas compras rotineiras e ajudá-la a carregar os eventuais sacos. Apesar de contrariado, ele disponibilizou seus serviços à irmã que o ameaçara com seu olhar “carinhoso”. No entanto, quando regressou a casa, mais especificamente quando abriu a porta que levá-lo-ia para o seu espaço, ele teve uma derradeira surpresa. Sentiu seu coração falhar uma batida. Rukia transformara sua habitação no esconderijo de seu idolatrado senhor Chappy!

De alguma forma misteriosa, e que o substituto de shinigami não estava disposto a descobrir, a irmã de Byakuya decorou seu quarto com diversos tons róseos e azulados. Incontáveis peluches de diversos formatos, tamanhos e cores estavam distribuídos pelo seu quarto, a única coisa em comum em todos os objectos infantis eram o animal que representavam: coelhos, coelhos e mais coelhos.

Por um instante sentiu-se zonzo, com sua vista turva, ao assistir tudo aquilo em seu quarto. Pensou inclusive, durante um momento, que iria desmaiar. Se seu pai encontrasse-o naquela situação, com certeza seria chacota do mesmo até o fim de seus dias tanto em humano como futuramente em shinigami.

Pequenas veias se salientaram na testa da Kuchiki, e esta bravamente impôs seu pequeno corpo contra o másculo do substituto de shinigami, enquanto o fuzilava com suas íris arroxeadas.

– “Coisas”!? Senhor Chappy não é uma coisa!

– É um maldito coelho!

– Seu idiota! Não fale assim dele!

– Você fez isso tudo no meu quarto sem autorização!

– Você chegou mais cedo do que previsto.

Rukia cruzou os braços sob o peito, despreocupada. Como se aquele argumento servisse como justificação de seus actos e ainda a desculpasse. Não que ele encarasse remorso nela. E isso só o fez pensar: quantas vezes aquilo já acontecera sem ele dar por isso? Talvez, até enquanto ele dormia. A fúria inflamou o rosto do shinigami, que torcia seus dedos em sua palma.

– Maldição! Eu definitivamente odeio coelhos! Esse pesadelo parece não acabar nunca!

Surrealmente, a morena ficou interessada nessa fala do ruivo. Sua atenção captou o detalhe final de seu repentino e curto monólogo, e esta começou a programar suas perguntas; sua mente formulou uma hipótese remota no entanto mantinha-se incrédula que fosse de facto isso. Porém teria de ser cautelosa ao averiguar, se fizesse perguntas muito directas iria atrair as suspeitas do ruivo para si.

– Ichigo, por que você odeia senhor Chappy?

Ela assistiu o corpo dele tremer em nervosismo, pensando numa resposta adequada, sorriu de canto malévola, prosseguindo com seu plano.

– Os coelhos são de um branco puro como a neve, mexem o nariz de um jeito ténue… Seu pêlo é fofinho e suas orelhas grandes são um pormenor que os deixa mais encantadores…

Rukia enquanto listava as qualidades do roedor adorável, observava atentamente todos os possíveis comportamentos instintivos de Ichigo, e apesar de este estar nitidamente tenso, ele não reagira da forma como ela esperava. Ainda…

– Mas o que eu acho mais irresistível neles é seu rabinho redondo felpudo, parece feito de algodão…

A shinigami entreabriu os lábios, estupefacta e animada ao constatar, por um breve segundo, e muito ligeiro, um rubor nas bochechas do substituto de shinigami. Este imediatamente desviou seu rosto distraidamente para o lado oposto em que se encontrava a Kuchiki, para esta não interpretar suas reacções, porém não fora mais rápido que o radar violáceo.

– … Então, Ichigo… Porque você não mesmo gosta de coelhos?

O Kurosaki sentiu seus pêlos arrepiarem-se completamente quando escutou o tom usado pela pequena mulher, macabro com um tanto de charmoso. Sentiu-se masoquista por ter apreciado aquela mistura, e suspirou fundo, tentando responder coerentemente sem gaguejar. O que não obteve muito êxito; sua voz ainda tremia.

– Eu… Só… Acho ridículo.

Cada vez mais, como uma felina prestes a atacar, Rukia se aproximava de seu alvo.

– Eu usei uma fantasia do senhor Chappy uma vez na Associação Feminina de Shinigamis, e todas gostaram do resultado final...

– Mas você é uma mulher! Ou metade de uma.

O ruivo sorriu sarcástico por troçar novamente daquela característica iminente da morena, tendo a perfeita consciência que ela sempre ficava alterada com brincadeiras relacionadas à sua baixa estatura. Contudo quando sentiu a ausência de sua voz escandalosa perfurar seus tímpanos ou o doloroso baque em sua cabeça é que percebeu seu erro. Demasiado tarde…

Ele escorregou na armadilha engenhosamente montada pela Kuchiki!

Uma ponta de esperança ainda se instalara em seu peito, talvez fosse o medo de seu passado que o estivesse a fazer delirar e a morena não tivesse percebido nada. Ao desviar seu olhar lentamente para ela, deparando-se com seu olhar violáceo extremamente cintilante com o choque expresso em sua fase ligeiramente corada, temeu o pior.

Ichigo começou a suar frio, limpando discretamente o suor em suas calças, querendo escapar a toda aquela situação desesperadamente.

– Você se vestiu de senhor Chappy, Ichigo!

– Não digas disparates, maníaca!

– Ichigo, você acabou de confessar!

O Kurosaki ia refutar mas de facto suas próprias palavras o atraiçoaram. Suspirou fundo, com a vergonha cobrindo sua face. Contraindo os lábios num pequeno beiço, tingido de um escarlate peculiar, ele cedeu aos caprichos da pequena shinigami.

– Tinha cinco anos. Minha mãe comprou uma e… Usou-a em mim. Por isso odeio coelhos, desde esse dia.

– Ichigo isso é um disparate! Você deve ter ficado tão fofo! Será que ela guardou lembranças desse momento…?

A pergunta ecoou pelo quarto para horror do ruivo. Seus olhos arregalados em espasmos, foi a confirmação da morena que saiu disparada pela divisão, disposta a rastrear toda a casa se necessário até encontrar as preciosas fotos que com certeza qualquer mãe tiraria.

– Rukia, sua desgraçada! Volte aqui!

A morena gargalhou enquanto o ruivo a perseguia velozmente disposto a tudo para a impedir… Porém, ela também estava determinada a qualquer coisa para conseguir aqueles retratos preciosos para a toca do senhor Chappy.

Por um momento, o casal esqueceu-se totalmente que ainda havia um inimigo que os espreitava.

Notas finais
Amo-vos muito meus fiéis leitores, (Mesmo aqueles que não comentam! Mas olhem que ainda vão a tempo, ein? eheh) Obrigada por cada visualização e apoio em cada review, vocês são todos uns amores *-*