The HOT Room

4 Quem fez aquilo!?


Notas iniciais
Voltei com mais um capítulo!! :) Devia ter postado ontem... Enfim, eu gostaria de agradecer quem favoritou a história, a quem andou acompanhando e a quem comentou no capítulo passado rsrs

PDV Geral

No final da aula, Sam se juntou com o Gibby e o Freddie. Todos os três estranharam a falta da Carly nas aulas. Então o trio foi até o apartamento dos Shays, afinal iriam fazer o iCarly naquela mesma tarde.

Já no caminho para o Bushwell, Gibby reparou que tanto o Freddie quanto a Sam aparentavam estar constrangidos com alguma coisa, mas decidiu não questionar o comportamento dos dois.

[...]

Eles foram bater no 8C — apartamento dos Shays -, e quem atendeu foi o Spencer.

– Olha só quem apareceu! — exclamou o irmão mais velho da Carly. Ele parecia indignado com algo, porém, para o trio, ele estava normal.

– A Carly tá aí? — perguntou a Sam, entediada.

– Não!

Mesmo com a negação, eles decidiram entrar e "destruir" a privacidade do Spencer.

Como de costume, a Sam foi atacar a geladeira, enquanto o Gibby se jogava no sofá.

– Algum problema, Spencer? — perguntou Freddie, atirando a mochila no chão.

– Sim... Eu fui humilhado e discriminado! — dramatizou ele. — Esse foi o grande problema!

– Porquê? — perguntou Gibby.

– Ah, vocês não sabem!? — Spencer aumentou o tom de voz. Todos os três balançaram a cabeça, negando. — Então vou resumir: A Carly está achando que eu destruí o quarto dela!

Sam trocou olhares com o Freddie.

– Alguém pode me explicar o que aconteceu!?

Ninguém se pronunciou sobre o assunto. Foram doze minutos em silêncio, até o momento em que a Carly entrou no apartamento com uma expressão exaustiva.

Ela usava o uniforme laranja do Vitamina da Hora e umas luvas de borracha amarela.

– Ah... — Ela se sentou no sofá ao lado do Gibby. — Está todo mundo aqui...

Eles permaneceram em um silêncio profundo.

– Por que estão todos calados? — Ela se revirou para todos presentes.

– Carly... — Freddie também se juntou aos dois no sofá. — Sabe o ocorrido no seu quarto?

Ela estreitou os olhos para o Spencer, que ficou espantado.

– Então... — Ele continuou. — Não foi o Spencer que fez aquilo...

Carly rapidamente se levantou do sofá.

– Quem fez aquilo!? — Ela olhou para todos, com os braços cruzados.

Sam, discretamente, fez um sinal negativo para o Freddie. Ela parecia não estar preparada para concordar com a verdade.

– Carls... — Freddie limpou a garganta antes de falar. Ele estava decidido e preparado para contar a verdade. — Foi...

– O Gibby! — berrou a Sam, interrompendo o Freddie.

– Ei! — protestou o garoto, ofendido.

Carly e Spencer ficaram surpresos com Gibby, que ainda tentou se justificar. Enquanto isso, a Sam e o Freddie faziam sinais discretos. Um queria se livrar da culpa (Freddie), já o outra tentava se distanciar da verdade (Sam). No final eles chegaram num acordo:

– É, foi o Gibby! — concordou o Freddie, meio insatisfeito.

– Cara! — murmurou o amigo.

(***)

O clima continuou pesado durante o iCarly. Nas gravações, a Carly mandavam algumas indiretas para o amigo (Gibby) e quando o programa acabou, o Gibby foi o primeiro a sair do apartamento — sem se despedir de ninguém.

O Freddie se sentiu culpado por culpar injustamente o amigo e, por essa razão, foi o segundo a ir embora. Alguns minutos depois, foi a vez da Sam se despedir dos irmãos Shays e ir atrás do Benson, embora ela não tenha justificado o motivo da ida.

Carly esperou os amigos irem embora para pedir desculpas ao Spencer, que assistia TV na sala de estar.

– E aí — falou Carly, se sentando no sofá. — Assistindo o quê?

Spencer ainda estava deprimido pelas palavras usadas pela irmã mais cedo.

– Dora, a aventureira — respondeu ele, triste.

Carly suspirou e desligou a TV.

– Ei! — gritou ele. — Ela estava prestes a chegar na ilha exótica! Liga!

Carly foi para frente da televisão, com um sorriso irradiante e as mãos nos quadris.

– Já vou ligar! — disse ela. — Antes... Eu queria me desculpar pelas minhas atitudes. Eu não queria te magoar, Spencer; só queria ter o meu quarto de volta.

Ela abriu os braços, esperando um abraço carinhoso, mas o Spencer permaneceu no sofá.

– Tudo certo entre nós, né? — perguntou Carly, esperando um "sim". Porém, o irmão se manteve mudo. — Fala alguma coisa, Spencer!

Ele pós a mão no queixo, pensando no assunto e disse:

– Não sei... Poderia ligar a TV agora?

Carly ficou muito frustrada. Ainda jogou o controle remoto no sofá e correu para o quarto bagunçado.

(***)

Enquanto isso no térreo do Bushwell Plazza, Freddie tentou segurar o Gibby para uma conversa, mas ele não estava muito afim e foi embora.

No entanto, acabou encontrando a Sam.

– Eu me sinto mal por não ter contado a verdade para a Carly e ainda ter incriminado o Gibby.

Sam bufou.

– Cara, ela não iria acreditar naquilo — falou ela, tentando prender o riso. — O que aconteceu foi muito surreal... Porque estávamos brigando na cama da Carly e então você tirou a sua camisa para apagar o fogo do abajur... — Ela sorriu. — Quem iria acreditar nessa história?

– Mas é a verdade! — impôs ele.

O tom de voz do Freddie foi um pouco alto e eles temiam acordar o Lewbert, o porteiro com a formosa verruga peluda, que dormia em serviço.

– Que seja... — disse ela, olhando atenciosamente para o porteiro e sua verruga enorme. — Podemos conversar em outro canto?

Freddie cruzou os braços e encarou a loira.

– Conversar o quê? — questionou ele. — Da última vez que "conversamos", você quase quebrou a minha costela e ainda me deu um beijo.

E ele voltou a questioná-la pela atitude:

– Afinal, por que você me beijou?

Sam suspirou fundo e dessa vez não hesitou em contar o verdadeiro motivo:

– Porque eu queria te agradecer por ter meio que... salvado a minha vida naquela noite.

Por dentro, ela já estava arrependida de ter contado.

– Salvado a sua vida!? — indagou Freddie, confuso.

– É... — confirmou ela. — Quando você conseguiu conter as chamas daquele abajur... Sabia que poderíamos ter morrido!

– Esquece isso — disse o Freddie, sério. — Não foi nada de mais...

– Pode não ter sido para você, mas eu sai da festa bastante aflita e a Carly até estranhou a minha reação naquele momento. E o pior de tudo é que eu já passei por uma situação parecida com a minha mãe há alguns anos atrás...

Freddie ficou surpreso com o 'depoimento' da Sam. Nunca passou pela sua cabeça que a mesma "loira raivosa" também pudesse ser emocional, como as outras garotas. Ele também não sabia como reagir àquela situação estranha, onde ambos se olhavam, inexplicavelmente, tristes e sérios. Então ele decidiu fazer algo para confortar a Puckett.

– Sam... — Ele se aproximou lentamente da loira e a abraçou. Normalmente, essa situação de carinho entre os dois ia além dos 'níveis de estranheza'. No entanto, ela deixou ser abraçada pelo nerd.

– A única coisa que podemos fazer a partir de agora é esquecer os maus momentos — Ele sussurrou próximo ao ouvido dela. — e relembrar dos bons...

Eles ficaram abraços por um longo tempo, talvez relembrando dos bons momentos juntos (incluindo as brigas toscas). Até um determinado momento em que o abraço dos dois foi paralisado e deu espaço para que os dois trocassem um único beijo.

– Ei! — gritou Lewbert, fazendo com que os dois se separassem bruscamente. — Que pouca vergonha é essa na minha portaria!?

Sam e Freddie trocaram olhares, apavorados.

– Eh... Preciso ir! — disse ele para ela.

Freddie correu para as longas escadarias do prédio, enquanto a Sam tentava se entender com o porteiro chatão.

Notas finais
Postarei o último capítulo em breve '-' Posso dizer que ele será um pouco longo, não tanto quanto esse, mas com +/- 2.000 palavras.. E ainda terei que voltar a escrever "Keep it a Secret", minha outra fic.. Como será que a história vai acabar?? Até a próxima!! :D:D