The HOT Room

5 A Revelação


Notas iniciais
Último capítulo!! Talvez tenha ficado um pouco longo :/

PDV Geral

Quando Spencer terminou de assistir 'Dora, a aventureira', seguiu para o quarto da irmã mais nova.

– Podemos conversar agora? — perguntou ele ao entrar no quarto.

A Carly estava sentada na cama, mexendo no Pear Phone, emburrada, mas aceitou conversar com o irmão:

– Tanto faz...

– Olha, Carly — Assim que ele se sentou no colchão, ao lado da irmã, a cama desabou.

Logo após a queda do móvel, eles precisaram ficar de pé.

– Como eu estava dizendo... — continuou ele. — Eu entendo a sua chateação... Sei que é muito difícil passar por uma situação de desastre, por essa razão, eu aceito as suas sinceras desculpas.

Dessa vez foi ele que abriu os braços para que a caçula lhe desse um abraço.

– Eu vou te ajudar a comprar uma cama nova! — disse Spencer, animado, enquanto abraçava a irmã. — Melhor! — exclamou ele, de repente, assustando a garota. — Vou reformar todo o seu quarto!

Carly sorriu.

– Sério!? — Ela não estava acreditando. — Não, não precisa... Esse apartamento é alugado...

– Claro que precisa! — disse ele, decidido. — Considere a reforma como o seu verdadeiro presente de aniversário.

Ela aproveitou o momento de descontração para fazer uma sugestão inusitada ao irmão mais velho:

– Você poderia também cortar esse cabelo! — porém, a ideia não o agradou muito. — Seria legal.

Os cabelos do Spencer continuavam longos e isso fazia ele parecer uma mulher.

– Está bem! — gritou ele, mexendo nos cabelos. — Talvez eu mude o meu estilo!

Ambos deram boa noite e, bem no momento em que o Spencer se retirou do quarto, a Carly começou a arrumar a cama e se surpreendeu ao ver fios de cabelos loiros no lençol.

– Hmm — disse ela analisando os fios.

(***)

Dia seguinte, na escola, Carly se encontrou com a Sam e com o Gibby em um dos corredores. A morena ainda não entendia o motivo dos fios loiros estarem na sua cama. Mesmo assim, não questionou esses fatos na frente dos amigos.

– Carly! — falou Sam para a melhor amiga. — Achei que fosse trabalhar hoje...

– Não — disse ela, de imediato. — Não vou mais trabalhar no Vitamina da Hora, porque o Spencer prometeu fazer uma reforma no meu quarto.

– O Spencer? Fazendo reforma!? — perguntou Sam, desconfiada. — Bem, se o seu quarto explodir, você pode morar na minha casa... com a minha mãe...

– Agradeço — disse ela. — Mas acho que não vou precisar, pois confio no Spencer e sei que ele vai fazer um ótimo trabalho.

O assunto do "quarto" parecia incomodar o Gibby, que permaneceu calado durante o diálogo das duas. Então a Sam decidiu mudar de assunto:

– Você tem notícias do mané do Benson? — perguntou a loira para a Shay. — Achei que ele estivesse vindo com você...

– Não, não o vi esta manhã — disse ela, meio pensativa. — Talvez tenha saído com a Sra. Benson para fazer uma consulta ou algo do tipo.

Eles continuaram falando de outras besteiras no corredor movimentado e até então não havia nenhum sinal do Freddie, o que deixou os seus amigos preocupados.

Daí a sirene tocou e os três tiveram que ir para a sala de aula. Mas, no caminho, a Wendy — uma das colegas de classe dos grupo -, se aproximou, trazendo um aviso:

– Ei, Sam! — gritou a garota, correndo atrás do grupo. — A Srta. Briggs está chamando você na sala do diretor.

Carly olhou assustada para a amiga.

– Eu não fiz nada dessa vez! — se defendeu, antes que a morena perguntasse. — De qualquer forma é melhor ver o que aquela velha quer...

As duas meninas correram na direção contrária, deixando Carly e Gibby à sós. A jovem Shay aproveitou o momento para questionar o amigo:

– Preciso da sua ajuda — murmurou ela, virando-se para o amigo e retirando algo da mochila, justamente os fios loiros. — Encontrei isso na minha cama... Eu estou achando que são da Sam, mas eu não tenho certeza. — Ela suspirou fundo. — No dia do meu aniversário... A Sam estava realmente no meu quarto? — O Gibby ia responder, mas ela o interrompeu. — Estou perguntando isso, porque sei que você causou toda aquela bagunça e estava presente...

– Eu não fiz aquela bagunça! Nunca faria isso. — reclamou ele, muito ofendido. — Mas a Sam estava mesmo no seu quarto.

– Então me conta o que você sabe! — pediu ela, ansiosa.

– Eu não sei de muita coisa... O Freddie não entrou em detalhes...

– O Freddie?

Carly arregalou os olhos, relembrando do momento em que o Spencer o acusou e também do momento em que o Freddie confirmou quem era o verdadeiro culpa, na noite anterior, no caso o Gibby.

– O Freddie — confirmou Gibby. — Bem, o Spencer pediu para a Sam e o Freddie instalarem o abajur no seu quarto, mas os dois demoraram tanto, que o seu irmão pediu para que eu fosse ajudá-los...

– E...? — perguntou Carly, impaciente. — O que aconteceu, cara!?

Gibby ia concluir o seu depoimento quando a Sam, Wendy e a Srta. Briggs surgiram no corredor, aparentemente, vazio.

– Srta. Shay e Sr. Gibson! — reclamou a professora. — Já para aula! — Ela também deu o mesmo anúncio para as duas garotas.

(***)

Depois das aulas, Carly e Sam se despediram de Gibby e ambas seguiram para o Bushwell Plazza. No caminho até o prédio, a morena se lamentava por não saber a verdade.

Ela também estava chateada por Sam não ter contado nada a respeito. Mesmo que fosse uma besteira.

– Tudo certo? — perguntou a loira para ela.

– Não sei... — respondeu ela, olhando para a amiga e lhe retribuiu a mesma pergunta: — Tudo certo!?

Ela queria muito arrancar algo da Sam, mas não conseguiu.

– Tudo...- disse ela, desentendida. — Tirando a detenção que eu ganhei por colar a mesa da Srta. Briggs no teto.

– Oh! — Carly ficou surpresa. — Você me disse que "não fez nada dessa vez!"... Pelo visto alguém anda escondendo as coisas de mim.

Sam levantou as sobrancelhas.

– Calma... Só me esqueci de avisar essa bobagem.

– Será que é só essa bobagem!? Ou há outras escondidas!? — Ela tentou ser mais direta o possível, mas a Sam não pegava o "gancho" da coisa. — Porque depois daquele incidente com os presidiários; você e o Freddie me prometeram contar tudo... TUDO!

Sam reparou que a Carly estava bastante estressada algo. "Talvez esteja de TPM" — pensou a Puckett.

Quando as meninas chegaram no Bushwell, o porteiro, Lewbert, as recebeu de maneira rude, principalmente a Sam.

– O que deu nele? — questionou a morena.

Ambas pegaram o elevador para o 8C.

– Não sei — respondeu Sam, entediada. -, talvez aquela verruga esteja afetando o cérebro daquele idiota...

– É.

O elevador parou justamente no apartamento dos Shays, aparentemente, silencioso e vazio.

– Acho que o Spencer saiu... — disse Carly, olhando em volta.

– Também acho! — Sam foi atacar a geladeira. E logo mudou de assunto: — Ei, será que o pateta do Freddie está em casa? Porque ele faltou as aulas de hoje e é raro um nerd não ir à escola... Deve dar até uma agonia...

Carly se sentou no sofá, encarando as atitudes da amiga, que vinha da cozinha, trazendo um pedaço de pizza.

– Engraçado você perguntar do Freddie — disse Carly. — Já é a segunda vez hoje... Aconteceu alguma coisa?!

Sempre que a Carly tentava arrancar a verdade das pessoas, algo inesperado acontecia. Dessa vez foi o Spencer, que entrara no apartamento, fazendo a maior algazarra.

– Hey!! — exclamou ele, se exibindo por ter cortado o cabelo. — O que acharam, meninas?

As duas não deram a mínima, pois ele continuava estranho e meio "maníaco" com o cabelo aparado/espetado. Pelo menos não parecia uma "mulher".

– Então, Sam!? — Carly cruzou os braços.

– O quê? — perguntou ela, sem entender nada.

– Pode me dizer o que está acontecendo!?

E mais uma vez, a jovem Shay foi interrompida pelo irmão:

– Galera... — dizia Spencer, interrompendo o "climão" entre as duas.

– O QUE É!? — questionou a irmã mais nova, impaciente. Os dois se assustaram com os berros dela: — NÃO ESTÁ VENDO QUE ESTOU TENDO UMA CONVERSA!?

– Desculpa! — gritou ele. — Mas é que o Freddie passou aqui mais cedo, na hora da aula de vocês, e me pediu para avisar que estaria ocupado no estúdio do iCarly e ainda pediu para não incomodá-lo.

Após o aviso, Carly e Sam trocaram olhares.

– Ué, o Freddie está ocupado? A manhã inteira? — indagou a morena, confusa. — Fazendo o que!?

– Ele não falou o que estaria fazendo e estou com medo de saber — disse ele, talvez pensando em besteira. — Mas ele me explicou que precisava tirar uma dúvida... Que era um assunto bem pessoal... Não sei!

– Hmmm... — murmurou a morena, pensativa. — O que você acha, Sam!?

Não teve jeito. A loira decidiu revelar os principais acontecimentos naquele exato momento:

– Olha, Carly — começou ela, tensa, por não aguentar toda aquela pressão. — Eu devia ter contado isso antes, mas foi muito difícil para mim... Bem... No dia do seu aniversário, aconteceu um pequeno incêndio no seu quarto e foi o Freddie que evitou o pior... — Ela explicou todos os fatos, desde os beijos no estacionamento da escola até os momentos amorosos na portaria. — ... E foi isso que aconteceu.

– Nossa... — disse Carly, espantada. — Você e o Freddie...

– É... Eu... Eu peço desculpas por ter quebrado o seu quarto, amiga. O Freddie não teve culpa alguma, porque fui eu que comecei a estapeá-lo na escuridão. — disse a loira se lamentando. — Você me perdoa?

Carly demorou um pouco para dar a sua resposta, que foi:

– Claro que eu te perdoou! — disse Carly a abraçando. — Mas, eu só queria que vocês pudessem me contar todos os fatos. Afinal, somos melhores amigas... — As duas se afastaram. — Odeio ser a última a saber dos acontecimentos.

– Ok! — disse Sam, olhando para Spencer, que parecia estar comovido com toda a situação. — Isso vai mudar!

Carly olhou para o relógio e disse:

– Vai atrás do Freddie! Ele não pode passar o resto da tarde no estúdio.

– Vocês tem certeza de que é seguro!? — Spencer se intrometeu. A Carly tinha confiança, diferente da Sam, que estava indecisa.

– Tá — disse a loira. — Eu vou...

As duas sorriram e, por fim, a Sam correu para o elevador. O Spencer ainda deu um último aviso importante: "Se você ver algo estranho, é só gritar!"

(***)

Quando o elevador parou no estúdio do iCarly, a Sam saiu dele e logo avistou o Freddie, mas ele não notou a presença da Puckett, pois estava de costas para o elevador, ouvindo uma música alta nos fones de ouvido e editando alguns vídeos do "Super Sutiã" em seu PearBook azul.

Sam se aproximou lentamente do garoto, pensando no que iria fazer para despertar sua atenção. Ela pensou ele chutá-lo, empurrá-lo e até em imobilizá-lo com algum golpe asiático. Mas quando finalmente se aproximou dele, ela não utilizou nenhum dos métodos violentos. Apenas retirou os fones.

– E aí — disse ela, envergonhada.

Ele se virou para ela.

– Oi... — disse ele, sem garça, voltando para atividades tecnológicas.

Sam observava, em silêncio, seu esforço para deixar o vídeo mais interessante.

– Ei! — disse ela, quebrando o silêncio. — Por que você não foi para a escola hoje?

Freddie parou o que estava fazendo.

– Porque eu estava precisando de um tempo para pensar.

– Pensar? — reptiu ela, confusa. — Pensar no quê?

Ele hesitou em dizer de imediato, mas ela parecia estar bem curiosa em saber. Então ele contou:

– Pensar em... nós... dois...

Sam se surpreendeu com a resposta do nerd. Sua reação — bem inusitada — fez com que ele ficasse atento com os movimentos da loira.

– Por favor, não bata em mim! — pediu ele, se protegendo com os fones de ouvido.

– Eu não vou bater em você, nerd! — disse Sam sorrindo. — Mas, continua... Quero saber qual foi a sua conclusão.

Freddie se afastou dos equipamentos tecnológicos e se sentou num dos puffs espalhados pelo estúdio. Porém, a Sam foi atrás dele e ainda arrastou um puff vermelho para o lado dele.

– Então — continuou ele enquanto ela se sentava. — Eu estava pensando em como seria a nossa relação daqui para frente. Se iríamos nos beijar a cada briga ou discussão boba ou se iríamos ter que esconder essa relação complicada dos nossos amigos... Sinceramente eu não quero isso! — disse ele, sério, para que ela compreendesse. — De qualquer maneira, seja brigando ou... beijando, me sinto confortável com a sua companhia.

– Eu também me sinto assim... Até pensei estar louca...

Ele arregalou os olhos, pois era raro ver a Sam se abrir para os outros e compartilhar os seus sentimentos.

– Sente!? — perguntou ele, cético. E ela concordou com a cabeça.

Eles continuaram discutindo a relação entre si por uns instantes, até o momento em que o Freddie se levantou do puff.

– Se você não se incomodar, eu pretendo contar a Carly sobre o ocorrido no quarto dela. — disse o nerd. — Não estou suportando essa farsa.

Antes que ele fosse falar com a Shay, a Sam pegou em sua mão e o fez parar.

– Não precisa mais — disse ela, num tom calmo. Ele olhou assustado para a mão da Sam, que segurava a dele. — Eu já contei a ela. Falei que fui eu quem fez aquela bagunça.

– Você contou!? — perguntou ele, surpreso. O Benson até brincou da generosa atitude da Puckett: — Tem certeza de que você é a verdade Sam Puckett!? Porque não está agindo como a valentona que eu conheço.

Ela sorriu e também brincou da situação:

– Talvez você não a conheça.

– É... — ele concordou, risonho. — Talvez seja isso!

Sam finalmente soltou a mão do Benson e ele voltou a se sentar no puff.

– De qualquer forma, eu me sinto culpado, pois eu também quebrei algumas coisas e instalei o aparelho de forma inadequada...

– Não se preocupa — Sam agora passava as mãos nos ombros do Freddie e ele olhava para ela com uma certa desconfiança. — O Spencer disse que irá fazer uma reforma no quarto da Carly.

Ele demonstrou um sorriso, meio aliviando. Pelo visto, o apoio da Sam estava dando efeito.

– O máximo que podemos fazer é ajudar o Spencer na reforma do quarto. — continuou ela.

– Acho digno! — disse ele, imitando a mesma "zoação" que a loira fez no dia do aniversário da Carly.

Os dois deram gargalhadas — como se aquelas duas palavras, "acho digno", trouxessem lembranças do ocorrido.

Depois que o momento descontraído acabou, Sam e Freddie ficaram calados, sem nenhum assunto.

– Acho melhor eu voltar a editar...

Freddie se levantou e correu para o PearBook e, mais uma vez, Sam o seguiu.

– Quer ajuda?

– Não, obrigado! — disse ele, focado.

Mas, de repente, Sam tomou o mouse das mãos do Freddie, clicou em "salvar" e fechou o aparelho.

Eles se encararam mas não por muito tempo. Dessa vez foi o Freddie que tomou a atitude de beijar a Sam e ela retribuiu o ato.

Depois do beijo, eles voltaram a sorrir.

– Gosto de pizza... — descreveu ele, fazendo ela rir ainda mais.

Eles iram voltar ao beijo quando ouvem os berros do Spencer:

– Sam! Freddie! Está tudo bem aí em cima!?

– Sim! — gritaram ambos.

O Benson voltou a olhar para a Puckett e sussurrou:

– Acho melhor a gente descer.

– É — concordou ela, dando um soco no braço do nerd, que não entendeu o motivo. — Acho digno...

[Fim]

Notas finais
Agradeço a todos que leram até aqui. Seus comentários me motivaram a apressar nas edições... Obrigado! :D:D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!