The HOT Room
3 O que houve com o meu Quarto!?
Notas iniciais
PDV Geral
Com o fim da festa, Carly e Spencer tiveram o maior trabalho para limpar a sujeira.
Ainda assim, ela aparentava estar feliz com o aniversário surpresa, embora quisesse aproveitar mais tempo com seus melhores amigos.
– Pronto! — disse a morena para o irmão, após finalizar a limpeza. — Acho que vou dormir...
– Okay.
Ela deu um último abraço no irmão e subiu as escadas.
– Eu fiz algo para você! — gritou o Spencer. — Está lá no seu quarto.
– Certo! — Carly gritou de volta.
(***)
Carly foi toda animada para o quarto, pensando no suposto presente do Spencer.
– Ahhh! — gritou ela, quando abriu a porta do quarto.
Spencer correu para ver o que havia acontecido e encontrou a irmã paralisada, olhando para o próprio quarto.
– Carly!
Ela olhou surpresa para o irmão e voltou para a bagunça.
– O que houve com o meu quarto!? — questionou ela.
Havia um abajur quebrado e enfumaçado no chão, além de alguns objetos quebrados e a cama bagunçada.
– Calma, Carls! — disse Spencer, pegando o abajur quebrado. — Deve haver alguma explicação para...
– Claro que tem! — gritou a Carly, interrompendo o irmão. — Por que você iria causar essa bagunça no meu quarto!?
– Eu? Eu não fiz isso! — justificou ele.
– Ah, não!? — Carly estava começando a ficar furiosa com ele — Então quem foi?
– O Freddie e a Sam! — disse ele.
Carly cruzou os braços, incrédula.
– Eles não fariam uma coisa dessas — disse a Carly, um pouco pensativa. — Certo que eles deram uma sumida e... a Sam estava bem estranha no final, mas ela não iria destruir o meu quarto sem nenhum motivo. Fora que o Freddie estava no estúdio com o Gibby.
Spencer ficou sem reação.
– Admite, Spencer! Você mesmo disse que fez "algo para mim" e logo "no meu quarto"! Era isso!?
– Não! — Ele tentou se explicar. — Eu fiz esse abajur para você e não, essa bagunça... — E continuou. — Olha, eu pedi apenas para a Sam e o Freddie instalarem o abaju no seu quarto. E depois pedi para o Gibby ajudá-los.
Ela riu.
– O Gibby também?
– Sim! — disse ele. — Um dos três fez essa bagunça.
Carly ficou tão furiosa, que pediu para o Spencer a deixar sozinha.
(***)
No dia seguinte, a Carly acordou de mal humor, pois teria de ir para a escola e ainda aturar o Spencer no café da manhã.
Ela entrou na cozinha, pós o cereal numa tigela vermelha e se sentou na mesa ao lado do irmão.
– Não vai para a escola hoje? — perguntou Spencer, curioso, ao ver que a irmã não arrumou a mochila.
– Não! — respondeu ela, zangada. — Vou tentar um trabalhar no Vitamina da Hora com o T-Bo. Tô precisando arranjar dinheiro para comprar uma nova cama e outros objetos pessoais.
A cada colherada do cereal, ela fazia questão de olhar para o irmão de forma irritada.
– Carly, não fui eu! — insistia ele
– Ah, foi o Pé-grande, não foi!? Eu devia ter desconfiado...
O café matinal seguiu silencioso, mesmo o Spencer tentando puxar conversa com a irmã.
– Tchau! — disse Carly para Spencer, enquanto colocava a tigela na pia.
(***)
Enquanto isso nos corredores do Ridgeway (a escola), Freddie e Gibby conversavam sobre o ocorrido na noite anterior.
– Não aconteceu nada de mais, Gibs — contou o Freddie, enquanto pegava os livros do armário. — Você chegou num péssimo momento.
– Entendi — Gibby segurou a risada. — Ainda iria acontecer, né?
– O quê!?
Ele não conseguiu conter a risada.
– Cara, você estava tirando a camisa e a Sam já estava na cama da Carly te esperando...
– Ah, não fala besteira! — Freddie, chateado, retirou todos os livros do armário e colocou na mochila. — Não aconteceu nada. Eu tirei a camisa para abafar o fogo do abajur e antes de você chegar, a Sam e eu estávamos brigando. Apenas isso!
O depoimento do Freddie não foi convincente o bastante para o Gibby, pois o amigo insistia em dizer que aconteceu alguma coisa. Ainda que ele tivesse motivos para desconfiar...
– Oh, tem um chupão no seu pescoço! — disse Gibby num tom extremamente alto.
Freddie rapidamente tentou cobrir a marca com a gola da camisa. Ele ainda relembrou do momento em que a loira mordeu seu pescoço.
– Vai me dizer que você não gostou?
– Gostei... Quero dizer... Não sei! — respondeu ele, confuso. — Mas chega! Não quero mais falar disso...
E não tiveram muita oportunidade, pois a Sam acabou encontrando o Freddie em um dos corredores da escola e o levou para um outro canto.
– Para onde vamos!? — perguntou o Freddie para a Sam, mas ela não respondeu.
A Puckett conseguiu arrastá-lo para o estacionamento do Ridgeway. Era um local reservado e sem muitos veículos.
– A nossa aula começa em cinco minutos, sabia?! — disse Freddie, com pressa.
Ela revirou os olhos.
– Eu não me importo.
– Mas eu sim! — Freddie estava quase voltando para a escola, quando a Sam o puxou e o empurrou para a parede mais próxima.
Ele arregalou os olhos e cogitou em gritar por ajuda, mas tinha noção de que ninguém viria.
– Olha aqui, Benson! — Sam puxou as mangas da sua camisa. — Aquela nossa discussão ainda não acabou.
Freddie suspirou, impaciente.
– Ótimo! — disse Freddie, com os olhos fechados, esperando uma reação violenta da loira a sua frente. — O que você quer agora, Sam? Quebrar os meus braços, as minhas pernas ou terminar de arrancar o meu pescoço? Ainda tem dois minutos para escolher.
Sam estreitou os olhos para o garoto a sua frente (Freddie) e sorriu para tentar quebrar a tensão.
Primeiramente, ela jogou o Freddie com força no chão de concreto...
– Au! — gritou ele.
Em seguida, se ajoelhou ao lado dele e, aos poucos, foi encostando levemente a boca nos lábios dele. Ambos contribuíram para um longo e intenso beijo.
– Por que me beijou? — perguntou ele, confuso, ainda deitado no chão empoeirado.
Sam pensou em respondê-lo, mas odiava ter que se explicar, ainda mais para o nerd com quem sempre tinha uma amizade complicada.
– É melhor irmos para a sala... — disse a ele.
Freddie decidiu não questioná-la novamente, pois temia que a Sam ainda pudesse fazer algo pior (violento).
– Oh! — Ele não conseguia se levantar. — Uma ajudinha aqui!
Ele estendeu a mão para a loira, mas ela não fez o mesmo. Apenas colocou as mãos no bolso, se manteve de pé e se encaminhou para fora do estacionamento com um sorriso misterioso.
Fale com o autor