The HOT Room
2 Festa & Constrangimento
Notas iniciais
PDV Geral
Após o shopping, Carly e Sam seguiram para o Bushwell Plazza e acabaram chegando às 19h.
– Precisava mesmo me arrastar para fora da livraria? — perguntou Carly para Sam.
Ambas pegaram um elevador, que dava acesso ao apartamento dos Shays.
– Foi mal... — disse Sam, sorridente. — Mas não podíamos demorar muito.
– Por que não?
– Você verá! — disse a loira, animada. Já a Carly permaneceu confusa.
Quando as portas do elevador se abriram, as duas (Carly e Sam) foram surpreendidas por uma zombaria assustadora.
– O que é isso? — perguntou Carly, ao sair do elevador.
Foi quando o barulho da música parou e pôde-se ouvir: "Surpresa!"
Carly olhou contente para Sam, que a abraçou e lhe desejou um "feliz aniversário".
A morena também foi surpreendida por uma fileira de abraços. O Spencer foi o segundo a abraçar a irmã. Depois foi a vez dos colegas da escola. Seguido por Gibby e por último, pelo Freddie, que acabou levando o abraço mais duradouro.
Sam observou a cena com uma expressão fechada.
– Não acredito que vocês fizeram uma festa para mim! — disse Carly, contente.
– Foi tudo ideia do Spencer. — entregou o Gibby.
Spencer interveio:
– Eu só queria fazer algo simples para recompensar a festa passada, quando o bode...
– Não fale daquele bode! — berrou ela, irritada, para o irmão.
– Okay! — Ele disse, assustado.
E assim começou a festa.
Todos pareciam se divertir com a música, enquanto outros apreciavam as comidas e bebidas, como a Sam e o Freddie.
– Como foi no shopping? — perguntou o nerd.
– Foi legal — disse ela, sem animação. — A Carly me levou para uma livraria de lá...
Ele sorriu.
– Você? Numa livraria?
– É, mas eu não li nad...
A conversa dos dois foi interrompida com a chegada do Spencer. Ele parecia tão apressado e animado com alguma coisa.
– Preciso da ajuda de vocês! — disse Spencer para os dois.
– Em que? — perguntou a loira, entendida.
Spencer olhou em volta, viu que a Carly não estava por perto, e pegou algo de dentro da geladeira. Era apenas um abaju feito de gomas coloridas — no formato de urso.
– Poderiam levar esse abaju para o quarto da Carly? — perguntou ele, contente.
– Claro! — disseram os dois.
Então Spencer entregou o abaju nas mãos do Freddie e se afastou.
– Ei! — reclamou a Sam. — Eu levo o abaju!
– Esquece, Puckett! Ele entregou para mim...
Sam tentou puxar o objeto das mãos do garoto, mas ele conseguiu segurar firme.
– Espera! — gritou Freddie, dando um basta definitivo. — O Spencer pediu para que nós dois levamos o abaju para o quarto da Carly... Então vamos juntos!
Sam zombou da sua autoridade:
– Acho digno!
(***)
Sam e Freddie entraram no quarto da Carly. Logo de cara, notaram uma escuridão sem fim.
– Acende a luz! — ordenou a Sam.
– Tá, estou tentando achar o botão de acender!
Mais uma vez, a loira zombou de sua voz.
– Quer parar com isso!?
– Não! — rebateu ela. Por alguma razão, ela não conseguia se esquecer do momento em que ele abraçou a Carly.
Enfim, eles voltaram a procurar um botão que pudesse iluminar aquele quarto. Mas o Freddie acabou achando um interruptor e uma mesinha vazia.
– Vou acender o abaju... — disse ele.
Ele posicionou o objeto na mesinha.
– Anda logo, Benson! — murmurou ela, de braços cruzados.
Finalmente o abaju foi instalado e pôde-se notar apenas um pequeno feixe de luz, mesmo não sendo o suficiente para se enxergar os móveis do quarto.
– Agora, vamos embora! — disse Sam para o Freddie.
Ele foi na direção da loira e, sem querer, pisou no pé dela.
– Ai! — gemeu ela. — Olha por onde anda, nerd maldito!
Foi a vez dela pisar no pé dele.
– Ai! Foi sem querer!
Ele voltou a pisar nos pés da Sam e ela resolveu socá-lo no escuro, mas ele conseguiu correr antes do primeiro soco.
– Não fuja de mim, Benson!
Freddie e Sam subiram na cama da Carly e começaram a se atacar. Talvez eles tenham até quebrado alguns objetos da morena.
– Sam! — gritou Freddie ao ser derrubado na cama.
A loira ficou em cima dele e os dois ficaram cara a cara, imóveis por alguns segundos, pois logo voltaram a se "estapear", como dois animais furiosos. A Sam até deu uma mordida no pescoço do Freddie.
– Au! — gritou ele.
A briga foi interrompida bem no momento em que uma fumaça escura subiu e uma chama surgiu no abaju.
Freddie, mais que depressa, se levantou da cama e correu para apagar o fogo. Primeiramente, ele tirou a camisa, jogou o objeto no chão e tentou abafar a chama com a camisa.
A Sam — ainda na cama da Carly — apreciou a cena e parabenizou o Freddie pela atitude.
Os dois levaram o maior susto quando a porta do quarto da Carly se abriu.
– Ai, meus Deuses! — gritou alguém.
Finalmente a luz do quarto se acendeu e pode-se observar a bagunça no quarto da Carly. Mas, o mais surpreendente foi ver a Sam, descabelada na cama da morena, e o Freddie de pé e sem camisa.
– Gibby!? — disseram os dois (Sam e Freddie), assustados.
– O que houve aqui?
Nenhum dos dois se pronunciou.
– Bem, não quero atrapalhar o momento de vocês... — começou Gibby. — Mas o Spencer perguntou se vocês queriam ajuda para instalar o... abaju...
(***)
Alguns minutos depois, a Sam desceu as escadas, sendo assim, a primeira a dar as caras na festa.
Avistou a Carly dançando com um grupo de amigos e arrastou a amiga para longe da pista de dança.
– Aí está você! — disse Carly, animada. — Por onde esteve?
– Ah... Por aí... — disse ela, com o cabelo arrumado. Mas a Carly notou algo estranho com a amiga. — Eu preciso ir agora...
– Já!? — Carly olhou as horas. — Mas você não vai encontrar o namorado da sua mãe às 22h? Ainda são oito e quarenta.
– É... Mas, eu lembrei de fazer outras coisas... — mentiu. — Falo com você depois... Tchau!
– Tchau! — disse a morena.
Bem no momento em que a Sam foi embora, Freddie e o Gibby desciam as escadas. O Freddie estava com a camisa um pouco cinzenta, mas a aparência estava normal.
– Ei! — Carly parou os dois. — O que estavam fazendo lá em cima?
Freddie e Gibby trocaram olhares.
– Estávamos no estúdio — mentiu o Freddie. — Verificando os cabos para o próximo iCarly.
– Sam estava com vocês?
– A Sam? — perguntou Freddie, com um sorriso falso no rosto. — Não... Nem reparei.
Carly ficou pensativa.
– Bom, eu tenho que ir agora! — disse o Freddie se despedindo. — Minha mãe pode estar precisando da minha ajuda...
– Tchau! — disse ela.
Quando o Freddie foi embora, a Carly virou para o Gibby.
– O que houve com ele?
Gibby arregalou os olhos.
– Melhor você não saber...
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